segunda-feira, 23 de junho de 2014

Estréia em Belém - Anjo de Chocolate, de Clementino Junior, no Cineclube Nangetu dia 27 de junho, 18h..

O Documentário Anjo de chocolate é dirigido por Clementino Junior e acompanha um pouco da vida da escritora Sonya Silva em sua trajetória para sair das roletas de ônibus para as prateleiras das livrarias.

27 de junho, 18h.
Cineclube Nangetu
Tv. Pirajá, 1194 - Marco, Belém/PA.
Fone 91-32267599
Coordenação de Isabela do Lago e Luah Sampaio

Apoio:
Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral).


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nangetu realiza roda de conversa sobre novo prêmio do IPHAN e incentiva terreiros a inscrever projetos.


*Debate contou com presença de consultor do órgão que apresentou a premiação voltada à ações de comunidades tradicionais de matriz africana* 

 Na tarde da última terça-feira, dia 18, o Mansu Nangetu abriu suas portas para representantes de outros terreiros e espaços de valorização da cultura negra para uma relevante discussão. O encontro teve como objetivo propiciar o debate sobre a mais nova iniciativa do IPHAN, que lançou recentemente a primeira edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.
Com inscrições até dia 19 de julho, a premiação suscita dúvidas nos que estão interessados em inscrever projeto. Por isso, o Instituto Nangetu solicitou a presença de um consultor do IPHAN para esclarecimento de pontos do edital, o que propiciou um momento de reflexão mais ampla sobre a importância de políticas públicas que possibilitem a valorização e continuidade das atividades geridas por tais entidades.
Estiveram presentes no bate-papo, integrantes do Mansu Nangetu, Terreiro de Umbanda de Ogum Rompe Mata (Mãe Vanda), Rundembo Ngunzo ti Bamburucema (Bruna Raiol), Ilê Axé Raizô Erê (Mãe Oyá Gindê), e o consultor Benedito Souza. Benedito apresentou os detalhes do edital e esmiuçou as características necessárias que cada projeto deve ter, dependendo da categoria na qual deseja concorrer. No debate, foram evidenciadas também algumas problemáticas que apontam para a debilidade da iniciativa, principalmente relacionadas à participação de casas de terreiro no edital.
O prêmio do IPHAN contempla apenas 25 projetos, sendo que cada proponente pode apresentar somente uma proposta. O número é considerado insuficiente, pois trata-se de um edital de cobertura nacional e somente no Pará existem mais de mil Terreiros. Além disso, grande parte dos recursos disponibilizados é destinado à categoria que contempla espaços tombados pelo órgão. No Brasil, o número de terreiros assim classificados não chega nem a dez – sendo que a maioria encontra-se no Estado da Bahia; um no Maranhão e nenhum no Pará.

Apesar das dificuldades encontradas, as entidades que participaram da reunião organizarão projetos para concorrer ao prêmio. Com esta posição, tenta-se afirmar a importância do edital como espaço de demarcação fundamental para o fortalecimento das práticas que fazem destas entidades um ambiente de diálogo entre a sociedade em geral e as manifestações culturais oriundas das comunidades tradicionais de matriz africana.

 Para conhecer o edital, acesse o site do IPHAN.

 Texto/ Fotos: Luiza Cabral, Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu/ FAV e GEAM/ UFPA, PROEX/ UFPA.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

terça-feira - 17 de junho, 15:30 - roda de conversa de orientação para o Edital PNPI 2014.

Por iniciativa e convite do Instituto Nangetu, o IPHAN/PA realizará uma conversa de orientação de elaboração de projetos para o Edital Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 - Edital PNPI 2014, será na terça-feira, dia 17 de junho, às 15:30 no Mansu Nangetu, na Travessa Pirajá nº 1194, entre Duque de Caxias e 25 de setembro. Marco. Belém/PA.
Venha participar conosco e tirar suas duvidas. As inscrições no edital vão até 05 de julho, veja o edital AQUI.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vozes de África, Moçambique no Mansu Nangetu







Conversa com Antonio Domingos Braço e Albino Jose Eusebio sobre Moçambique.

Programa Vozes de África

Parceira entre Instituto Nangetu e o  Projeto Diálogos em cabana de Caboco/ FCS/ IFCH -  UFPA

Mediação: Prof. João Simões

Debatedores: Mametu Nangetu.  Táta Kinamboji e Isabela do Lago.

Equipe técnica: Táta Kinamboji, Táta Dianvula, Luah Sampaio, Luiza Cabral, Isabela do Lago.

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia
Aldeya di Tupynambá -- UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral).


webTV Azuelar
Belém, maio de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Kota Kaialamaze tomou posse no Conselho Tutelar do DABEL.

É com muita satisfação que anunciamos a eleição, e posse, de nossa filha e irmã Kaialamaze, também conhecida como Débora Venina Santos, que é Kota ria Lembafuranga do Mansu Diangamoxi, como Conselheira Tutelar do Distrito Administrativo de Belém – DABEL. Para nós, membros de Comunidades de Povos Tradicionais de Terreiros, é muito importante ocupar esses espaços de representação e controle social para podermos dar visibilidade ao trabalho que nossas comunidades desenvolvem com seriedade e competência.
Débora Venina Santos participa do Conselho Tutelar VIII do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (Comdac). O Conselho é responsável por zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente quando se encontram ameaçados ou violados conforme definido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o conselheiro tutelar tem um papel fundamental na sociedade.
Foram dezesseis candidatos disputando cinco vagas para novos conselheiros e cinco novos suplentes que vão exercer o mandato até janeiro de 2016.
Até então Belém possuía sete conselhos tutelares. Segundo o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, a eleição e posse dos novos conselheiros é realizada em virtude da necessidade de eleger conselheiros que vão trabalhar na nova unidade. “A eleição é primordial para melhorar o atendimento à população. Com os cinco novos conselheiros teremos um total de 40 trabalhando a partir do dia 05 de junho. O que vai desafogar e dinamizar os plantões”, explicou o presidente do Comdac Heraldo Coelho.
Os conselheiros que concorreram à vaga passaram por avaliações antes de entrar no processo eleitoral. Segundo o Comdac, além de ter mais de 21 anos e residirem no município de Belém, eles realizaram uma prova teórica contendo uma redação e dez perguntas objetivas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; participaram da orientação realizada pela Comissão Eleitoral, têm comprovada experiência mínima de dois anos no trato com crianças ou adolescentes e apresentaram todos os documentos exigidos no regimento do Comdac e publicados no edital. Com base nesse processo, eles se tornaram aptos a disputar a vaga de conselheiro tutelar.
Para a eleição da escolha dos membros do Conselho Tutelar VIII (Dabel), foi utilizada a regionalização administrativa do município de Belém adotado pela lei municipal Nº. 7.682 de janeiro de 1994. O Dabel compreende os bairros do Marco, Canudos, Umarizal, Campina, Reduto, Nazaré, Cidade Velha, Batista Campos e São Brás.
Parabéns Kota Kaialamaze e que você exerça um excelente mandato, um mandato que respeite a diversidade do povo brasileiro.




quarta-feira, 28 de maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Programação cultural comemora 10 anos do Instituto Nangetu



Rodas de conversa, programas especiais de rádio e webTV, sessão de cinema e oficina de documentário e performance marcam ciclo de atividades do aniversário


Desde que foi fundado, em 1988, o Mansu Nangetu atua a favor da conservação e do fortalecimento da identidade da cultura tradicional de origem Bantu, constituindo um espaço importante de resistência do legado cultural do povo negro africano na cidade de Belém. Seja no cotidiano do terreiro, por meio do respeito às práticas ao culto do Nkisse Nzumbarandá, seja nas iniciativas políticas, são quase 30 anos de atividades que fazem do Nangetu um efervescente ambiente de debates e ações desta luta histórica.

Ao considerar esta trajetória, há muito que se comemorar. Agora, é chegado o momento de celebrar um grande marco desta resistência: os dez anos de criação do Instituto Nangetu, associação que tem como finalidade estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento socioeconômico da comunidade tradicional de terreiro. E para festejar montamos uma programação especial entre os dias 30 de maio e 12 de junho, com atividades gratuitas e abertas ao público. O ciclo dará início às comemorações de aniversário que se estenderam até maio de 2015, quando o Instituto completa 11 anos de história.

Nesta década, o Instituto Nangetu apropriou-se de ferramentas diversas para o enfrentamento das problemáticas que paulatinamente atingem a comunidade afro-religiosa. As várias possibilidades da arte e a construção de uma comunicação autônoma para o terreiro são pontos fortes deste combate. Desta percepção, surgiram projetos como a Rádio Janela e a Web TV Azuelar e o cine Nangetu, que na programação de aniversário do Instituto ganham destaque com edições especiais.



No ar, webTV e rádio Azuelar!
No dia 31 de maio, sábado, o Programa Vozes da África recebe o pesquisador Antonio Domingos Braço, professor em Moçambique e doutorando da UFPA. A ideia é abrir espaço para uma roda de conversa entre ele, demais pesquisadores da Amazônia e a comunidade de terreiro. No centro do debate, as diferenças e similitudes dos traços culturais africanos que se preservaram em várias comunidades fora do continente de origem. Vozes de África, proposto pelo professor João Simões da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA, tem transmissão ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar . Neste mesmo dia, haverá também mais uma edição do programa “A Hora de Zumbá”. Veiculado por uma rádio-janela, a ideia é envolver a comunidade em uma experimentação social da comunicação, centrada no debate entre os diversos agentes que constituem o espaço de terreiro, principalmente os jovens.

Na webTV Azuelar, o lançamento de mais um programa. Focado na produção artística de terreiro, o projeto Nós de Aruanda, que já realizou duas exposições na galeria Theodoro Braga, agora também invade uma das mídias do Instituto Nangetu. A ideia é trazer entrevistas com artistas, para revelar processos criativos e trajetórias que culminaram numa produção poética sobre o universo da cultura tradicional. A estreia do programa “Nós de Aruanda” é dia 8 de junho, domingo, também transmitida ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Diálogos entre cinema e performance no espaço do terreiro
As possibilidades da câmera e do corpo serão o ponto de partida para a imersão "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”. A ideia do encontro é possibilitar o intercâmbio de experiências em múltiplas linguagens (artes visuais, cênicas e audiovisual) entre a comunidade do terreiro e os artistas convidados Wellington Dias, de Macapá, e Renato Vallone, do Rio de Janeiro.

Wellington Dias é artista cênico e visual. Já realizou diversos trabalhos voltados para a performance e teatro e tem como destaque em sua trajetória o projeto “Tecno Barca: Um ateliê-galeria itinerante sobre a terra das águas”, desenvolvido no Arquipélago do Bailique, no litoral do Estado do Amapá, contemplado no Rede Nacional Funarte 2011. Renato Vallone é Cineasta independente há oito anos, começou a carreira na montagem. Atua também como diretor, fotógrafo (câmera) e desenhista sonoro. Realizou diversos curtas-metragens, além de series para tv, web, video-instalações e longas-metragens.

O intercâmbio "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”será entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a partir das 17 horas. Inscrições devem ser feitas por AQUI.

Festividade para Santo Onofre e Santo Antônio
A programação de 10 anos do Instituto Nangetu será envolvida pela Trezena de Santo Onofre, que ocorre entre os dias 31 de maio e 12 de junho. Trata-se de uma tradição que Mametu Nangetu herdou de sua família materna, e tanto a trezena quanto a festividade já acontece no bairro do Marco há mais de 50 anos. Desde 2011 que a ladainha é comandada por um grupo de rezadores de latim popular do Terreiro Estrela Guia, no bairro da Cidade Velha, grupo já premiado no Edital Micro-Projetos Amazônia Legal pelo resgate da memória das ladainhas em latim caboclo na Amazônia. O grupo é formado por Pai Esmael Tavares, Mãe Maria de Jesus e Cristina Tavares, eles aprenderam praticando a ladainha nas andanças em festividades comunitárias cujo contexto é chamado de catolicismo popular, acompanhando seus pais e avós na fé de seus santos de devoção.

O encerramento fica por conta da festividade para Santo Onofre e Santo Antônio, no dia 12 de junho. Abrindo a quadra comemorativa dos santos juninos, o dia será de festa e programação extensiva no espaço do Mansu Nangetu, contando com sessão especial do Cineclube Nangetu e transmissão dos programas da Rádio Janela Azuelar.

Serviço: Programação em comemoração aos 10 anos do Instituto Nangetu. Entre os dias 30 de maio e 12 de junho. Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 – Marco. Contato: (91)3226759. Veja os horários das atividades no cartaz de divulgação.

Apoio:  Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral – Projeto Cineclube Nangetu (Coordenação Isabela do Lago).

domingo, 18 de maio de 2014

Mitologia afro-amazônica tem seus primeiros bonecos para animação.

As primeiras personagens foram expostas na exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro", um projeto do GEAM e GEP Roda de Axé/UFPA apresentado na Galeria Theodoro Braga da FCPTN em março de 2014.

A construção dos bonecos foi orientada pelo ator Carlos Vera Cruz, membro da comunidade do Mansu Nangetu que é formado pela Escola de Teatro e Dança da UFPA/ ETDUFPA, em oficinas ministradas como formação continuada no terreiro para potencializar a construção dos primeiros bonecos que serão utilizados no projeto de teatro de animação do Instituto Nangetu.


A proposta é montar e apresentar espetáculos com estórias de mitos e lendas, e também as estórias da luta por cidadania dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana na Amazônia, e já conta com parceria de Devison Amorim, técnico da UFPA e membro da Casa Grande de Mina Jeje Nagô Huevy, que apresentou proposta de parceria para as ações serem apresentadas em escolas como forma de contribuir com a Lei 10.639/03.

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá.

Fotos: Táta Kinamboji e Isabela do Lago.

Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.

Etetuba - arte e resistência cultural: Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILE...: 19/05/2014, segunda-feira. Local: Auditório do Museu da Fortaleza de São José de Macapá/ Amapá. Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS...

Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.


19/05/2014, segunda-feira.
Local: Auditório do Museu da Fortaleza de São José de Macapá/ Amapá.
Debate:
O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.
9h - Composição da Mesa de debates: 
1. Lindivaldo Leite Junior, diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Cultural Palmares - MinC
2. Representante da FUNCULT.
3. Representante da IMPROIR.
4. Táta Kinamboji (Arthur Leandro) - Representante do Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural/ CNPC-MinC.
5. Paulo Axé, Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR/ SEPPIR
14:30 - Grupos de Trabalho.
17h - Apresentação de propostas e encaminhamentos.

Proposição: Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/MinC
Organizações da sociedade civil envolvidas:
Associação Beneficente Ylê da Oxum Apará/ ABYOA + Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Estado do Amapá/ FECARUMINA + Instituto Rumpilê + Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA-AP + Centro Cultural e Educacional Nina Souza/ CENS + Liga Independente das Religiões Afro-ameríndias/ LIRA + Federação dos Cultos Afro-brasileiros FECAB-AP + Federação Espírita e dos Cultos Afro-brasileiros do Amapá/ FECAP + Centro de Cultura Afro-Brasileira + Instituto Afro-ameríndio + Fórum de Juventude Negra do Amapá FOJUNE-AP + Movimento Afro Jovem do Amapá/ MOAJA + COLETIVO PRETITUDE + Federação Amapaense de Hip-Hop/ FAHH + Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas/ CONAQ-AP.
Instituições públicas envolvidas:
Ministério da Cultura + Fundação Cultural Palmares + Fundação Municipal de Cultura de Macapá/ FUNCULT + Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – IMPROIR + Secretaria de Estado da Cultura/ SECULT-AP + Museu Fortaleza São José de Macapá.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Moçambique no Programa Vozes de África. Dia 31 de maio, sábado, a partir das 15h.



Programa Vozes de África. Dia 31 de maio, sábado, a partir das 15h. 

O Programa recebe o pesquisador Antonio Domingos Braço, professor em Moçambique que está fazendo doutorado no PPGCS/ UFPA em roda de conversa com a comunidade do terreiro Mansu Nangetu e pesquisadores de africanidades da Amazônia, para trocar informações e debater as diferenças e similitudes dos traços culturais africanos que se preservaram em várias comunidades fora do continente africano e instigar reflexões que reconstroem a imagem de seus países na Amazônia brasileira.
Vozes de África tem transmissão ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar . E é
uma proposta de colaboração do Prof. João Simões, da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA, que realiza pesquisa com estudantes africanos naquela universidade.


Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral).

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Intercâmbio "Performance & Cinema Documentário de Invenção”.




Intercâmbio "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”. Dias 30 e 31 de maio e 1 de junho de 2014: a partir das 17 horas. Mansu Nangetu, Pirajá, 1194. Marco, Belém/PA. fone 32267599.
Sinopse: Intercâmbio de experiências em artes visuais e audiovisual entre a comunidade do Mansu Nangetu com Renato Vallone e Wellinton Dias.
Renato Vallone - Cineasta independente à oito anos, começou a carreira na montagem. Atua também como diretor, fotógrafo (camera) e desenhista sonoro. Realizou diversos curtas-metragens, além de series para tv, web, video-instalações e longas-metragens. Co-autor de diversos trabalhos no cinema e nas artes visuais com artistas nacionais e internacionais..
Wellington Dias é artista cênico e visual. Bacharel em artes cênicas, habilitação Interpretação na UNIRIO. Coordenador da Casa Gira Mundo (Lapa- Rio de janeiro-RJ). Inventor no Bando Filhotes de Leão, onde já participou como performer e produtor das montagens-instalações “Relicário” (contemplado no FATE 2009-Prefeitura do Rio) e “Beco do bandeira” (FATE 2010 – Prefeitura do Rio) , sob a direção de Sidnei Cruz. Ministrou a Oficina “Teatro e Excentricidades” em 2012 na Vila Olímpica da Mangueira (Edital Oficinas Culturais Prefeitura do Rio), em 2013 em São João da Barra e Queimados (Circuito Estadual das Artes da SEC RJ). Contemplado no Rede Nacional Funarte 2011 com o projeto “Tecno Barca: Um ateliê-galeria itinerante sobre a terra das águas”, desenvolvido no Arquipélago do Bailique, no litoral do Estado do Amapá e agraciado com o Premio Samuel Benchimol de Empreendedorismo Consciente 2012 do Banco da Amazônia pela mesma iniciativa. Artista e coordenador de produção dos projetos “Ateliê de livres trocas e devires artísticos”, em Japeri (Edital Microprojetos Culturais 2011 –SEC-RJ) e “Ateliê-galeria de vivências poéticas”, em Realengo (Edital Pro artes visuais 2011 da Prefeitura do Rio). Atuou na montagem de “Esperando Godot”, direção de Zeniude Pereira, dirigiu o monólogo “Pau-de-arara”, de Anderson Barroso e as leituras dramatizadas “Viúva, porém honesta”, “Gimba, presidente dos valentes” e “Discurso aos animais” no projeto Dramaturgia leituras em Cena do SESC-AP.


Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral).

Carta Aberta a Ilma. Sra. Martha Suplicy ou Palavra de Ministra Não Vale Nada?

Etetuba - arte e resistência cultural: Carta Aberta a Ilma. Sra. Martha Suplicy ou Palavr...: Carta Aberta a Ilma. Sra. Martha Suplicy ou Palavra de Ministra Não Vale Nada? A proposta da criação das cadeiras no CNPC, amplamente...


Carta Aberta a Ilma. Sra. Martha Suplicy ou Palavra de Ministra Não Vale Nada? 

 A proposta da criação das cadeiras no CNPC, amplamente debatida e articulada pelo Colegiado Setorial de Cultura Afro-Brasileira nasce a partir da primeira reunião do Colegiado realizada em Brasília no dia 20/06/2013, depois é aprovada pelo Conselho Nacional de Política Cultural em sua 19ª Reunião Ordinária realizada em 31/07/2013 com a recomendação de ampliação da representação das culturas afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural, nos conselhos estaduais e municipais de cultura e demais instâncias de participação e controle social do Sistema Nacional de Cultura e por fim é garantida pela Ilma. Ministra da Cultura Marta Suplicy em reunião realizada com este colegiado no dia 27/11/2013. (Em anexo encaminhamos cópia da publicação do Diário Oficial da União com a Recomendação No. 6, de 31 de julho de 2013.) Nos, membros do Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileira, reunidos em reunião ordinária nos dias 13 e 14/05/2014 em Brasília fazemos a seguinte pergunta: Palavra de Ministra Vale? As vésperas da 23ª. reunião ordinária do CNPC Minc, nada foi resolvido. O Ministério da Cultura convidará representantes da Capoeira, do Hip Hop e dos Povos Tradicionais de Matriz Africana para falarem no plenário. Não foi isso que nos garantiram. Nos garantiram a criação das cadeiras de Capoeira, Cultura Hip Hop e Povos Tradicionais de Matriz Africana. O Minc justifica a não garantia da palavra da Ministra pela necessidade de estudo sobre a viabilidade econômica da criação das cadeiras, pela construção de exposição de motivos, pelo crescimento do numero de representações no CNPC, o que levaria ao seu inchaço. Outra questão também garantida e foi a implementação de pelo menos um Pontão de Cultura de Matriz Africana em cada região. Não o lançamento de editais de premiação. Palavra de Ministra Vale? Este mandato do Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/Minc só se encontrará ordinariamente mais uma vez até o fim do seu mandato. Na abertura da III Conferência Nacional de Cultura a Ilma. Sra. Ministra da Cultura afirmou: “A base da cultura brasileira é negra”. Palavra de Ministra Vale? O Ministério da Cultura só foi criado em 1985, pelo Decreto 91.144 de 15 de março daquele ano. Reconhecia-se, assim, a autonomia e a importância desta área fundamental, até então tratada em conjunto com a educação. Considerando a re-estruturação do Conselho Nacional de Política Cultural, remodelado desde 2005, é somente no final de 2012 que, à duras penas e com tantas outras dificuldades regionais, constituiu-se e elegeu-se o PRIMEIRO Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC, que foi composto por 25 representantes de quatro das cinco regiões administrativas do Brasil. Porque será que o Estado brasileiro só instaurou uma única representação das diversas culturas afro-brasileiras no Ministério da Cultura, apenas 26 anos depois de sua criação? Porque o ônus das dificuldades [financeiras e de execução] dos CNPC, pelo menos desde 2005 a 2013, e colocado no colo das Culturas Afro-Brasileiras? Será que a palavra e comprometimento da Ministra com o movimento social cultural afro-brasileiro não será cumprido? Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura





Arthur Leandro / Tata Kinamboji (PA) Paulo Cesar Pereira de Oliveira (SP) Região Norte Mametu Nangetu (PA) Muagilê N’Zambi (PA) Janete de Oliveira (PA) Emanuel dos Santos Souza (PA) Tatá Dianvula (PA) Região Nordeste Mãe Neide (AL) Cláudia Cristina Puentes (AL) Pai Lula Dantas (BA) Mãe Beth de Oxum (PE) Edvaldo Pena da Silva - Ibuaroji (BA) Mãe Lucia Goes Brito (BA) Pai Gilson (AL) Rodrigo Petinati (AL) Região Sul Valmir Ferreira / Baba Diba (RS) Elza Vieira da Rosa (RS) Região Sudeste Mãe Márcia de Osun (RJ) Alexandre Braga (MG) Pedro Neto (SP) Jana Guinond (RJ) Flávio Costa (RJ) Sandra Campos (SP) Eduardo Brasil (SP)

sábado, 10 de maio de 2014

DIREITOS TERRITORIAIS DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NA AMAZÔNIA: CONTRA SENTIDOS DO DESMATAMENTO E A DEVASTAÇÃO.


Publicação original no site do PNCSA, ver aqui.



Relatório final do Seminário Parcial II

DIREITOS TERRITORIAIS DOS POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NA AMAZÔNIA: CONTRA SENTIDOS DO DESMATAMENTO E A DEVASTAÇÃO
O Projeto Mapeamento Social como instrumento de gestão territorial contra o desmatamento e a devastação: processos de capacitação de povos e comunidades tradicionais completou 30 meses de execução envolvendo pesquisadores e movimentos sociais nos nove Estados da Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Roraima). De acordo, com o calendário do Projeto foi apresentado à Coordenação a proposta para realização do II Seminário Parcial em Belém, na Universidade Federal do Pará, Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, nos dias 29 e 30 de abril de 2014.
As atividades do Seminário foram desdobradas em seis Mesas e reunião de Grupos de Trabalho. A Mesa de Abertura foi composta pelo Diretor do NAEA, Durbens Martins de Nascimento, Mariana Coutinho, Daniel Sorino, ambos do BNDES agencia administradora do Fundo Amazônia, pela senhora Maria de Fatima de Jesus, presidente da ARQUIRMA, Curralinho, Arquipelago de Marajó, pelo senhor Francisco Parede Lima, da Associação dos Artesãos do rio Jauaperi e pelo professor Alfredo Wagner Berno de Almeida, coordenador do Projeto.
Fotografia do grupo de participantes no Seminário Parcial, no hall do NAEA/UFPA
Fotografia do grupo de participantes no Seminário Parcial, no hall do NAEA/UFPA
No discurso inicial o professor Durbens Nascimento destacou que o “NAEA, como instituição acadêmica só vai conseguir dar o salto a partir do pressuposto das limitações dos nossos instrumentos, de nossos conceitos e categorias para o entendimento de como funciona a realidade dos seus povos, de suas comunidades, das pessoas que vivem nas diversas regiões, do mundo e articular aqui com a nossa. Então, é a partir desse pressuposto, de que há uma habilitação nossa, de que há uma riqueza dessas práticas e esses conhecimentos, que o NAEA construiu também esse histórico. Então este Projeto da Cartografia Social é, ao meu ver, uma síntese disso tudo. Ele é ao mesmo tempo uma pesquisa de ponta, que congrega pesquisadores e precisa atender a determinados requisitos formais de nossas agências do governo da universidade e o MEC, mas ao mesmo tempo um Projeto que busca, através de metodologias, superar esses limites e encontrar em vários seguimentos sociais existentes a riqueza da produção do novo saber”.
Mariana Coutinho – engenheira e analista de Projetos do BNDES – referiu sua experiencia de conhecer a equipe do Projeto, que definiu como “diferente do nosso padrão” e classifico de ótimo o “resultado, ver funcionando, ver cada detalhe, ver o mapa, estudar o mapa, ver as pessoas, os professores, conhecer cada um, que a gente conhece de nome, nas planilhas”. Daniel Sorino, também do BNDES – ressaltou o Projeto como “oportunidade de ver a realidade tão crua” e acrescentou suas questões sobre “os desdobramentos das comunidades, o sistematizar de tanta informação, para o qual tem como um dos componentes – banco de dados, mapas, etc., de maneira a trabalhar para que essas informações possam ser compartilhadas”.
Maria de Fátima de Jesus agradeceu a presença de todos e afirmou um sentimento: “acho que todos nos fazemos parte do Projeto Nova Cartografia. Francisco Lima (Juaperi) situou sua experiência no PNCSA comentou que o Projeto trouxe coisas muito positivas para nós, porque antes desse Projeto, a gente não tinha onde recorrer para nossas demandas, nossas dificuldades. O Projeto trouxe essa possibilidade de ver uma transparência muito grande”.
Alfredo Wagner fez comentários sobre “as dificuldades que se intensificaram, desde que a violência contra os movimentos sociais ficou muito acentuada. Os indígenas Tenharim tem 5 presos; há professores perseguidos. Pensamos que a violência diminuiria e ao contrário aumentou. Há uma pressão muito grande contra os movimentos. Tem uma repressão contra os diretos territoriais. No campo muitas coisas começaram a alterar. Quer dizer, nós estamos sendo engolidos por uma onda de violência brutal que tem nos assustado”, esclareceu e acrescentou: “Nós não somos um projeto de militante, somos um projeto acadêmico. Mas, desde outro ponto, temos exemplos de conquistas grandes, como no Rio Cuieiras, conseguimos mostrar que havia erros no mapa oficial. Conseguimos um dado interessante. No caso do Sul do Amazonas, temos conseguido chamar atenção para umas questões que alertamos, como as hidrelétricas. Todo os núcleos da Amazônia, Acre, Rondônia, agora criaram uma Comissão de Estudo de Hidrelétricas. Quando chamamos de Projeto, é um reconhecimento técnico, mas não me alegra, me deixa muito triste, por que cada vez mais vemos situações muito graves de violência. Nos Mundurucu não conseguimos fazer a oficina ainda. Então temos lugares onde é muito difícil conseguir fazer a pesquisa. Este projeto, numa escala microscópica, tem uma certa tragédia, é importante que está registrado. Em Roraima, uma situação de eucaliptos, acácia. Então, nós sem querer, começamos de enfrentar o desastre ambiental, e nós não pesquisamos isso”.
Mesa de Abertura do Seminário Parcial, no dia 29 de abril de 2014. De derecha a esquerda: Alfredo Wagner Berno de Almeida,  Francisco Parede Lima (em pé),  Durbens Martins de  Nascimento,  Daniel Sorino,  Mariana Coutinho,  Maria de Fatima de Jesus e Rosa Acevedo.
Mesa de Abertura do Seminário Parcial, no dia 29 de abril de 2014. De derecha a esquerda:
Alfredo Wagner Berno de Almeida, Francisco Parede Lima (em pé), Durbens Martins de
Nascimento, Daniel Sorino, Mariana Coutinho, Maria de Fatima de Jesus e Rosa Acevedo.
A continuidade do evento foi marcado pela emocionane homenagem a Hõpryre Ronore Jopikti Payaré, Cacique do Povo Akkrikatejê que lutou desde finais da década de setenta contra a Eletronorte que responsavel pela construção da Hidreletrica de Tucurui impus aos indigenas, então conhecidos como Gaviões da Montanha a saida violenta de suas terras para instalar a Usina. Cacique Payaré conseguiu uma terra (TI Mãe Maria) para o seu povo. Hoje os Akrikatejê estão ameaçados pelo projeto da Hidreletrica de Marabá. A homenagem foi realizada por sua filha Kátia Silene e sua neta.
A programação com os títulos das Mesas encontra-se a seguir com diversas fotografias do desenvolvimento do Seminário Parcial
> Mesa I: Mobilizações e resistências de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais contra o desmatamento e a devastação no Baixo Tapajós, no Pará e no Amapá.Coordenadora: Solange Gayoso
> Mesa II: Desenvolvimento autoritário, desmatamento e devastação. Sudeste do Pará: expropriados, remanejados pela Hidrelétrica de Tucurui. A lua dos Povos Indígenas. Acampamento João Canuto. Pescadores das Ilhas e do Pé da Barragem. Moradores da Cidade de Tucuruí e Marabá. Coordenadora: Jurandir
> Mesa III: Amazônia: entre práticas autoritárias, institucionalização da violência, desmatamento e devastação.
Expositores: Ednaldo Padilha, Kátia Silene Akrkatejê, Ivanildo Tenharin, Lucio Flavio Pinto, Alfredo Wagner Berno de Almeida, Terri do Vale Aquino.
Coordenação: Rosa Acevedo.
> Mesa IV: Desmatamento e violências. Estrategias de recuperação e proteçao das florestas de: Quebradeiras de Coco Babaçu, Extrativistas do Sudeste do Pará; Indigenas do Acre.
Cartografia social no Arquipelágo de Marajó, Ilhas de Abaetetuba, Sul do Amazonas, Baixada Maranhense e Região de Santa Inês.
Coordenadora: Mariana Pantoja
> Mesa V: Resistência contra os efeitos dos danos ambientais, devastações e desmatamentos. Atualizações das práticas de movimentos sociais na Região Metropolitana de Belém e Indigenas na Região Metropolitana de Manaus.
Coordenador: Glademir Sales
Reuniões de Grupo
> Mesa VI: Síntese: Atos e sensos das práticas dos agentes sociais.
Coordenador: Antonio João Castrillon
Avaliação Final, Prestação de contas e Encerramento
Mesa  IV:  Desmatamento e violências. Estrategias de recuperação e proteçao das florestas de:  Quebradeiras de Coco Babaçu,  Extrativistas do Sudeste do Pará; Indigenas  do Acre.
Mesa IV: Desmatamento e violências. Estrategias de recuperação e proteçao das florestas de: Quebradeiras de Coco Babaçu, Extrativistas do Sudeste do Pará; Indigenas do Acre.
Cartografia social no Arquipelágo de Marajó, Ilhas de Abaetetuba, Sul do Amazonas, Baixada Maranhense e Região de Santa Inês. Coordenadora: Mariana Pantoja
Mesa V: Resistência contra os efeitos dos danos ambientais, devastações e desmatamentos. Atualizações das práticas de movimentos sociais na Região Metropolitana de Belém e Indigenas na Região Metropolitana de Manaus. Coordenador:  Glademir Sales
Mesa V: Resistência contra os efeitos dos danos ambientais, devastações e desmatamentos. Atualizações das práticas de movimentos sociais na Região Metropolitana de Belém e Indigenas na Região Metropolitana de Manaus.
Coordenador: Glademir Sales
Fase das intervenções após apresentação de Mesas
Fase das intervenções após apresentação de Mesas
Final das atividades da Mesa V
Final das atividades da Mesa V

sexta-feira, 9 de maio de 2014

As religiões afro-amerindias e as comunidades quilombolas, seus encantos e seus sincretismos.

Autoridades de terreiros debatem cidadania no Amapá.

Mametu Nangetu está em Macapá participando das comemorações do dia 8 de maio, o Dia da Umbanda e das Religiões Afro-brasileiras para o Estado do Amapá.
Em sua bagagem, Mametu levou a experiência da luta por cidadania dos povos de terreiros do Pará, a experiência em mídias e comunicação de terreiro do Projeto Azuelar, e as experiências em mapeamentos sociais e cartográficos, e esses serão os assuntos de sua exposição no seminário As religiões afro-amerindias e as comunidades quilombolas, seus encantos e seus sincretismos, que tem ainda a participação de Pai Brasil (PA), Tatetu Kamugy (BA), Tatetu Omizanguê, Tatetu Taocy, Babá Odé Olufonnin (Pai Marcos Ribeiro) e Pai Marcílio (AP), entre outros.
O evento acontece de 8 a 10 de maio na Associação Beneficiante do Ylê Oxum Apará/ ABYOA, no bairro das Pedrinhas, e na Universidade Federal do Amapá/ UNIFAP, em Macapá, e proporciona a troca de informações e experiências entre autoridades e membros de terreiros de matriz africana do Pará, Amapá e Bahia.
As rodas de conversa atualizam e capacitam lideranças mais jovens para continuar as lutas sociais dos povos tradicionais.


domingo, 4 de maio de 2014

Respeito é o melhor presente!

DIA DAS MÃES É TODO DIA. RESPEITO, É O MELHOR PRESENTE. Esta é a campanha do LAIKOS, da ACAI, da AMATA e do Coletivo A Coisa Tá Ficando Preta, para o Dia das Mães, parabenizando a todas as MÃES!! Agradecimento especial a atriz e Yalorixá, Alba Cristina Soares (Mãe Darabi) e suas filhas de axé Lay Miranda e Beatriz Miranda


O Instituto Nangetu concorda e reproduz a campanha do Coletivo Negro de Itabuna/BA.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

sábado, 26 de abril de 2014

Cada ser humano pode ser um incorporador eventual da “divindade” em benefício dos outros.

Ao fim do GT de trabalho de segurança alimentar promovido pela SEPPIR nesta semana de 22 a 26 de abril, Mãe Lúcia postou este texto nas redes sociais. Reproduzimos suas palavras por concordarmos com elas.
Iyá Lúcia Omidewá em intervenção no evento da SEPPIR.
Agradecimento:
Somos um povo de essência espiritual isto goste ou não a intelectualidade, passando pela escola onde suspeito que os modernos mestres ainda deslegitimem nossa raiz, nossa religião.
Perante o pertencimento de se receber um título, não posso em momento algum esquecer a real contribuição “civilizatória” que nossa religião me deu. Fomos negados socialmente, politicamente desprezados, religiosamente perseguidos. Porém me atrevo a dizer que nossa religião é que nos mantém.
Penso que fomos enviados por nossos orixás com a missão de “impregnar” de Axé este país. Fomos nós povo resistente que demos a este país uma marca mais que simbólica à alma brasileira.
Para falar em tradição na nossa oralidade sei tanto quanto vocês que nunca poderemos penetrar em qualquer história sem que me apoie nesta tradição oral. Uma herança que herdamos ricamente e que pacientemente é transmitida por nós mestres Griô de nossa boca a cada ouvido, de mestres a cada novo aprendiz.
Nossa herança não foi perdida e nunca será, pois que somos a memória viva de nossa áfrica e nosso Brasil, somos nós mestres Griô a geração de depositários, uma memória viva que une o moderno com o contemporâneo, nossa tradição é a escola da vida. Sim, podemos parecer pretensioso para aqueles como nós que sabem que em nossa tradição oral o espiritual e material não estão dissociados.
Enfim, meus sinceros agradecimentos posto que esta conquista não seja minha, mas de meu povo, pois que somos ao mesmo tempo religião, cultura, conhecimento, ecologia, história, estória e ainda alegria, sendo que todo pormenor sempre vai nos permitir remontar a nossa “unidade” primordial onde o mistério tal como ela o revela e do qual emana creio que seja esta a origem “divina” da Palavra.
Axé
Iyá Lúcia Omidewá

Cada ser humano pode ser um incorporador eventual da “divindade” em benefício dos outros.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Curto circuito juventude, relato do Alagbedé Milson Oniletó.

O curto circuito da juventude foi um encontro propositivo, sendo pensado como um momento de escuta dos jovens, na perspectiva de criar, fomentar e efetivar políticas públicas culturais para juventude.

 
Milson Oniletó em diálogo com a Ministra Marta Suplicy.
O evento partia do princípio que era preciso trazer pra perto dessas discussões jovens que ainda não estão acostumado com esse meio político, e contribuir com uma continuação dos jovens mai experientes .

O primeiro momento desse encontro se deu em uma conversa com a fundação palmares que proporão um momento para apresentar formatos de futuros editais, voltados para culturas para juventude negras e de terreiros. O momento aconteceu de forma as falas das necessidade das juventudes fosse norteadoras para moldar o edital. Partindo desse princípio as falas da juventude foram pautadas na construção de editais de trabalhasse mais a formação dessas bases juvenis, no sentido de fortalecimento e manutenção das práticas culturais. A política de editais para as áreas com pouca ou nenhuma conexão, foi um dos pontos tocado na conversa, considerando as comunidade que não tem um devido acesso à internet, ficando impossibilitado dos processos.

Durante o primeiro dia de evento que teria como início uma fala institucional e só então foi entregue a programação, que ao ser lida pelos jovens, começou a ser duramente questionada
pois colocava de uma forma muito lúdica a audição dos que os jovens tinham pra propor como políticas públicas, durante o almoço no momento que entregaram a programação, os jovens começaram a dialogar sobre a possibilidade de mudança das práticas de psicodramas para uma conversa mais séria sobre políticas públicas, com  o argumento que respeitavam muito o teatro como ponto importante de resistência de juventude e cultura, mas que tinham vindo pra discutir políticas de mudanças da situação das juventudes nos seus respectivos endereçamento.

No segundo dia, os jovens já estavam articulados pra questionar a programação, e a primeira fala puxada pela juventude foi nesse sentido, questionando essa programação que não foi construída com a participação dos jovens e por terem sido entregues na hora das atividade acontecerem propriamente ditas. Esse questionamento levou um discussão bem travada entre a juventude e a produção que insistia em continuar com a psicodrama como estratégia de ouvir os jovens, mas os jovens não concordarão e chamaram a ministra Marta que acabava de chegar e sentando distante da conversa que se travava no ambiente, pra sentar junto e ouvir o que os jovens tinham pra dizer.  

A Ministra, se mostrando receptível, sentou-se junto aos jovens, não da forma que eles queriam que ficasse de frente da mesma forma com que ele sentou quando apresentou o evento na abertura oficial, mas do lado, parecendo bem à vontade quando na verdade estava coagida e impressionada com o modelo que tornou um escuta instigada nas verdades locais e não no modelo artístico do psicodrama.

A atividade de escuta prossegui quando a ministra informou ter que se ausentar depois de duas horas de audição fervorosa das falas da juventude. Ministrada pela mesma pessoa que comandaria o psicodrama, a conversa segue.... porém tempo ou outro quem tocava a conversa era essa pessoa, o método era desrespeitador.                  

Finalizando teimosamente as atividades partindo pro almoço e no retorno a conversa séria propositiva nos grupos de trabalhos onde realmente acontece as proposições, no seu ato de divisões. Naturalmente os grupos que já estavam se organizando, como é o exemplo dos jovens de comunidades tradicionais terreiro e negras que sistematicamente se reuniram pra propor políticas públicas especificas. Porém as atividades acabaram sem que os processos nos grupos fossem concluídas, isso aconteceu pelo fato de ser destinado muito pouco tempo pra proposições mas serias, tendo em vista que foram feitas propostas na conversa direta com ministra, imaginemos como seria que o dialogo fosse feito com os métodos da psico pedagogia e não de forma mais política.

Finalizou-se o dia com a visita ao sarau do radicais livres.

O encontro propriamente dito teve seu termino já no segundo dia 12/04, na manha no que seria o terceiro 13/04 muitos dos jovens que mais se posiciona e criticavam os métodos estavam indo embora pra suas terras, uma falha grande considerada por todos os jovens no encontro, pois era inviável termos que ir embora sem finalizar os processos propositais, ainda mais sem que as propostas fosse aprovado pela prenaria. Consideramos essa falha prejudicial ao processo, pois com um erro de emissão, jovens abandonaram a luta sem te-las terminado.

Visão geral:

         Necessitamos ser tratados com mais respeito.
         Precisamos de maior orçamento para culturas negras
         Precisamos de cotas culturais
         De que os jovens sejam observados como produtores de conhecimento e cultura.
A maior crítica é o racismo institucional, que sofremos pra executar políticas nacionais.
Precisamos organizar a comunidade jovem de terreiro em todos as regiões do brasil





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Esse encontro está registrado no site do Minc desta forma

Ministra abre Curto Circuito da Juventude

11.04.2014
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, ao lado do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), abriu na tarde desta sexta (11), em Brasília (DF), o Curto Circuito da Juventude. O encontro foi organizado pelas duas Pastas e reúne 70 jovens de todas as regiões do país para debater políticas públicas voltadas à juventude e apresentar novas ideias para desenvolver a cultura. Os jovens no Brasil (entre 15 e 29 anos) representam a maior fatia da população, somando mais de 51 milhões de pessoas.
Marta falou de ações e programas que já têm por objetivo atender jovens, sobretudo em regiões pobres do país. Mas a ministra acentuou que o momento é de ouvir a juventude. Foi o que ela fez.  "A gente quer saber de vocês o que podemos potencializar na política de cultura para os jovens", destacou ao repassar o microfone diretamente aos protagonistas do encontro.
Lucas dos Prazeres, que dançou sapateado para todos, exibiu um pouco a arte que pratica em Recife (PE). Ele organiza a Orquestra no Morro dos Prazeres, na criativa região da Casa Amarela, bairro cultura da capital pernambucana. "Na base da percussão, voz e dança, a gente faz um triálogo", descreveu. Outro destaque nas apresentações da noite foi Jean Batista Campos, o Mc Jean B, que é rapper, MC, beat-box man, jogador de basquete e educador social em São Paulo. Ele empolgou a juventude com seu estilo vocal no beat-box.
De Manaus (AM), o ator Ruan Octavio veio mostrar um pouco do trabalho que faz junto à população ribeirinha do alto e médio Rio Amazonas, uma forma de teatro chamada "clownboquinho". "Por meio da linguagem clown, de palhaços, a gente percorre o rio levando uma mensagem sobre a condição humana e o viver artístico".
O ministro Gilberto Carvalho destacou a ansiedade em ouvir os jovens. "Esse é o momento que vocês devem ter a responsabilidade de liderar as mudanças. Sabemos que muito ainda precisa ser feito em termos de políticas para a juventude", apontou.
"Quando a gente olha nos olhos, vemos alma, enxergamos vida", destacou Guti Fraga, presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), ao avaliar a importância histórica do encontro. De acordo com a ministra Marta Suplicy, a ideia do Curto Circuito nasceu durante a III Conferência Nacional da Juventude, em 2013. "Percebemos a necessidade de formular as políticas diretamente com os jovens", explicou.
Para Maria Helena, que veio do maior território quilombola do país, a comunidade Kalunga, no norte de Goiás, espera-se um olhar na juventude. "Queremos propor política específica e não apenas transversal", afirmou.
"Nossa expectativa [com esse encontro] é valorizar o que vocês estão produzindo e fazer desenhos estratégicos para a cultura", apontou Severine Macedo, secretária Nacional da Juventude.
Durante o encontro, que tem programação no sábado (12) e domingo (13), os jovens participarão de dinâmicas de grupos. Trocarão experiências e vão colaborar com questões que abordam a formação cultural, o fomento à produção artística e o protagonismo e a participação da juventude nas políticas culturais. Para o presidente do Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), Alessandro Malchior, a cultura é um meio de transformação social poderoso. "Através da cultura a gente constrói e descontrói a própria cultura. Precisamos abrir espaço para a criatividade e a contestação", destacou.
Texto: Pedro Rafael Vilela
Foto de capa: Elisabete Alves
Fotos internas: Elisabete Alves e Diego Barreto
Edição: Ascom / MinC