terça-feira, 12 de maio de 2015

“Cidadania e Tradições de Matriz Africana na Amazônia” formação política de povos tradicionais de matriz africana para o exercício do controle social. e diálogo com a gestão pública.

Seminário“Cidadania e Tradições de Matriz Africana na Amazônia” formação política de povos tradicionais de matriz africana para o exercício do controle social. e diálogo com a gestão pública. No sábado, dia 23 de maio, das 8h às 19h, na quadra da Escola de Samba Deixa Falar, na rua Cesário Alvin, 391, bairro da Cidade Velha, Belém/ PA – telefone 91-32222197, com rodas de conversas sobre política cultural, tradições alimentares, segurança pública e políticas para a juventude e pessoa idosa. Realização RENAFRO, FONSANPOTEMA, REATA, INSTITUTO NANGETU, ACIYOMI, ACAOÃ, UNIMAZ, TERREIRO ESTRELA GUIA, FESCAB-PA, IBANCA. Apoio: GEAM/ UFPA/ PROEX

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Reminiscências de Nzinga.

Dilelue dila di muka diangola
Dilelue ê ê a...
Aruê nganga kara kara Izan kolá
Aruê Samba Ngola di Mukongo Ngola.


Esta exposição comemora os 10 anos do Instituto Nangetu e traz obras coletiv’afetivas da comunidade do Mansu Nangetu trazendo cores, sons e texturas da resistência ancestral afrofeminina  em homenagem e celebração à memória da Rainha  Nzinga Mdambi (1582-1680) - A indomável e inteligente soberana de Matamba e Ngola, que altaneira e silenciosa conseguiu formar uma poderosa coligação com os estados da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissama, juntando vários povos na sua luta contra os invasores portugueses, e comandou a resistência à ocupação colonial e ao tráfico de povos bantu por cerca de quarenta anos. 

Nossa rainha resistiu ao imperialismo colonizador e ao tráfico de negros para a escravidão na América sem nunca ter sido capturada. A palavra Nzînga vem do verbo zînga, que significa viver muito tempo, durar muito tempo, persistir durante muito tempo, com o sentido que é próprio da noção de autoridade no mundo bantu - o princípio do poder baseia-se no sangue de uma família derivado do ancestral principal - por esse motivo, nos Kôngo apenas os Nzînga podiam governar. A rainha quilombola de Matamba e Ngola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a uma ancestre [sic] cultural que invadiu o imaginário brasileiro com o nome de Ginga.

Em nossas tradições afro-amazônidas nós celebramos Kitembo, o Tempo, e o ditado “Tempo é rei de Ngola” é repetido pela comunidade como um mantra. Ginga permanece no nosso povo como um DNA cultural, uma coisa que está ali na memória dos saberes tradicionais, e que aflora em estampas de tecidos, paramentos de Nkisi, ações políticas, ambientalistas e, por que não, também poéticas.

Poéticas sim, pois através da manipulação do espaço-tempo em perspectiva sensível, nossas reminiscências se convertem em uma perpetuação de memórias da resistência negra que reconstroem nossa paisagem ancestral calcada em raízes que vêm de uma família real, que vêm dessa Nzinga.

Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e Isabela do Lago

AUTORIA COLETIVA, bem comum 

As obras aqui expostas são fruto de ações comunitárias do terreiro Mansu Nangetu e seus parceiros, em especial ações ligadas aos projetos institucionais, como:  projeto Azuelar – laboratório experimental de comunicação social comunitária; projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual, com objetivo de criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico, e incentivar seu cultivo, além da reciclagem de material e produção de vasilhas biodegradáveis, contribuindo com a preservação de matas e de igarapés urbanos; e o projeto Ancestralidade e Resistência, com o objetivo de valorizar a ancestralidade feminina nas Comunidades Tradicionais de Terreiros; projeto Kiua Nangetu – poéticas visuais de resistência negra, de vivências poéticas, intervenções midiáticas e outras intervenções urbanas com poéticas de artistas de terreiro. 

Coordenação geral do projeto: Mametu Nangetu (Oneide Monteiro Rodrigues)
Coordenação Técnica: Táta Kafunlumizo (ÂngeloImbiriba)
Curadoria:Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e Isabela do Lago.
Onde: Galeria Theodoro Braga
Av. Gentil Bittencourt, 650(subsolo) – Nazaré -  66035-340 Belém-PA

sábado, 18 de abril de 2015

Nós de Aruanda na webTV Azuelar Roda de conversa com JOANA CARMEM MACHADO



Nós de Aruanda na webTV Azuelar

Roda de conversa com a artista
JOANA CARMEM MACHADO
contação de estórias afro-brasileiras
 Ilé Asé Iya Omi Ofá Karé

Apresentação
Luiza Soares Cabral

Produção
Luiza Soares Cabral
Táta Kinamboji (Arthur Leandro)

Realização
Projeto Azuelar - Instituto Nangetu
Ponto de mídia livre

Apoio
Programa de extensão universitária
Mídias educativas de apoio à implantação da Lei
10.639/2003 - Projeto: Produção do Programa
‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’,
poéticas visuais em combate ao racismo.
e Projeto:  Ngomba d’Aruanda: apoio às ações
de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de
Mídia Livre do Instituto Nangetu.
 FAV/ PROEX/ UFPA



Belém/PA
18 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Forum interconselhos, Dona Dijé e Alícia em conversa sobre o PPA na webTV Azuelar


Durante o fórum diálogo interconselhos sobre o PPA 2014-19, Táta Kinamboji encontrou Dona Dijé e Alícia, ambas da Comissão Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais/ CNPCT, e com elas travou uma conversa sobre gestão do governo federal. - Captured Live on Ustream at http://www.ustream.tv/channel/azuelar with the Ustream Mobile App

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A mata é lugar sagrado, leve seu lixo pra coleta de resíduos sólidos!

No sábado, dia 11 de abril, a comunidade do Mansu Nangetu realizou mais uma ação de preservação do meio ambiente do Projeto "Magia de Jinsaba", uma ação de coleta de resíduos sólidos na mata da CEASA. Foram 10 membros da comunidade que passaram cerca de 3 horas da manhã do sábado enterrando detritos orgânicos e recolhendo plástico, pneus e outros detritos de matriais industrializados abandonados na mata.

Três horas de trabalho, 100 metros quadrados e  mais de 50 kg de lixo retirados da floresta, desses, a comunidade só conseguiu transportar três sacas de resíduos para depositar em coletores do lixo urbano ou levar para a reciclagem. A constatação de que a comunidade sozinha não consegue desenvolver uma ação mais consistente, novamente desencadeou uma roda de conversa sobre a necessidade de política pública de preservação das matas e dos igarapés urbanos.


Mametu Nangetu ressaltou que as matas são moradas de encantarias e de Nkisis, e que cabe a aos povos tradicionais a preservação e o cuidado com toda a natureza que nos garante a vida, que nos garante a continuidade das tradições afro-brasileiras, mas que é dever do poder público dar o suporte para que esses lugares sejam preservados. Para ela, cabe a prefeitura fazer campanha educativa que oriente a população a levar seu lixo para os coletores, pois "até pneus, e não foi só um ou dois não, mas foram mais de dez pneus que achamos na mata -  e nem andamos tanto - e esses motoristas, esses donos de carro, devem ter um outro lugar pra jogar pneu velho, né?". Mametu concluiu dizendo que espera conseguir apoio da prefeitura para disponibilizar um caminhão que recolha da beira da estrada da CEASA os detritos que forem retirados na próxima ação do projeto.







sexta-feira, 10 de abril de 2015

Nós de Aruanda na webTV Azuelar.

Nesta sexta-feira, 10 de maio, iniciamos uma série de programas relacionados ao projeto "Nós de Aruanda, artistas de terreiro", na webTV Azuelar.
Este primeiro programa reuniu professores e bolsistas do Grupo de Estudos Afro-Amazônico/ GEAM (NEAB) - UFPA, que comentaram as expectativas e percepções sobre o projeto.
Sábado que vem, dia 18 de abril, será a vez de uma roda de conversa com Joana Carmem Machado, educadora que traz para a exposição uma performance de contação de estórias africanas e afro-brasileiras.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Fernando Carneiro é o novo presidente da Comissão de Cultura da Câmara de Vereadores de Belém.

O Instituto Nangetu esteve presente  na reunião do vereador Fernando Carneiro com ativistas da cultura em Belém. A reunião discutiu estratégias de implantação do Sistema Municipal de Cultura, por meio da plena efetivação da Lei Valmir Bispo Santos.


FERNANDO CARNEIRO É PRESIDENTE DA COMISSÃO DE CULTURA EM BELÉM
Eleito ontem (8) presidente da comissão de Cultura da Câmara Municipal de Belém, o vereador do PSOL Fernando Carneiro, somará forças aos segmentos culturais da cidade, para juntos, trabalharem em prol da nossa cultura. A defesa e preservação da cultura em Belém e no Pará, sempre estiveram presentes nas pautas defendidas pelo parlamentar que já era membro da Comissão. “Assumir a presidência de uma Comissão que vai tratar de um tema extremamente importante para a população, sem dúvida é um prazer, mas teremos muito trabalho pela frente”, pontua. O alerta diz respeito à quebra de acordo que o prefeito Zenaldo Coutinho quer fazer com os agentes culturais.
Em março de 2013, numa cerimônia no Palácio Antônio Lemos, o prefeito de Belém regulamentou a Lei Valmir Bispo que cria o Sistema Municipal de Cultura, na época, não houve nenhum empecilho em implementar a Lei 8.943/12, mas esse ano, a PMB já enviou projeto de lei propondo alteração nos artigos 34 e 37 que dizem respeito aos recursos destinados à cultura, isso significa menos verba para produção e execução de projetos culturais em Belém, e com isso quem perde é a população.

Como presidente da Comissão de Cultura da CMB, Fernando vai pedir vista do projeto para analisar cada detalhe da lei antes de ser levada ao plenário da Casa. Carneiro reuniu, junto com a vereador Sandra Batista, com representantes do segmento para discutir qual a melhor maneira de garantir a implementação da Lei Valmir Bispo, e para debater melhor o tema, está prevista uma Sessão Especial para o próximo dia 30 às 15h na Câmara Municipal.

Para entender o caso, veja a matéria publicada pelo Diário do Pará:

Câmara Municipal entra na briga pela Cultura

Comissão de Cultura quer saber por que a Prefeitura de Belém quer extinguir Lei Valmir Bispo


Continuam a todo vapor as mobilizações para impedir as mudanças solicitadas pela Prefeitura de Belém no texto da Lei 8.943/12, conhecida como “Lei Valmir Bispo dos Santos”, usada para criar o Sistema Municipal de Cultura.

Na manhã de segunda-feira, agentes culturais se reuniram com um representante da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Belém (CMB), o vereador Fernando Carneiro (Psol), e na tarde de ontem uma nova reunião visou sensibilizar um número maior de vereadores.
O primeiro passo, a regulamentação da lei, já foi dado. Neste momento ela deveria estar em fase de implementação, mas agora a prefeitura quer voltar atrás e fazer modificações no texto original.
“Quando houve a regulamentação, o prefeito Zenaldo não colocou nenhum obstáculo para a implementação”, recorda Fernando Carneiro. Agora, o poder executivo do município entrou com projeto de lei pedindo modificações nos artigos 34 e 37, que tratam principalmente dos recursos destinados à cultura.
O artigo 34 diz que a natureza do fundo é “contábil e financeira” e o Executivo pede que seja modificado para “fundo de natureza especial”.
“Não sabemos o que eles querem dizer com esta mudança, se assim o fundo passa a ser para algo eventual, para eventos específicos, não sabemos o que está nas entrelinhas”, comenta a vereadora Marinor Brito (Psol), que também tem acompanhado o pedido de modificação.
Já o artigo 37 estabelece que 2% da receita do município deverão ser destinados ao Fundo Municipal de Cultura.
“Foi pensado um escalonamento desse investimento, justamente para não sobrecarregar a prefeitura. Seria investido 0,5% no primeiro ano, 1% no segundo, 1,5% no terceiro e 2% a partir do quarto ano da implementação”, destaca Fernando Carneiro.
O projeto de lei que pede as mudanças chegou às mãos da Comissão de Constituição e Justiça da CMB no dia 14 de novembro de 2014, onde deveria ser avaliada a constitucionalidade do projeto no prazo de 45 dias. Mas, segundo Marinor, “até agora não designaram nem relator”.
Depois do prazo, o projeto pode ir para pauta sem parecer da Comissão de Cultura, o que preocupa os agentes culturais. “Como ele (Zenaldo) tem maioria no plenário, conseguiria aprovar o projeto”, diz Valcir Santos, irmão de Valmir Bispo – que dá nome à lei – e um dos colaboradores da elaboração do texto, em 2012.
Fernando Carneiro vai pedir vista do projeto para analisar com mais calma e ir para o plenário. “Como não é alteração à lei orgânica do município, só precisa do voto da maioria simples. É uma batalha difícil (para os agentes culturais)”, destaca o vereador.
Querendo andar para frente, os que agora se mobilizam contra o projeto de lei querem também dar novo impulso ao que estava parado: a implantação dos três instrumentos do Sistema Municipal de Cultura. São eles o Conselho Municipal de Política Cultural, o Plano Municipal de Cultura e o Fundo Municipal de Cultura.
“O Conselho não se instalou, pois não conseguiu completar o quadro de conselheiros. Agora iríamos partir para o financiamento e ele (Zenaldo) já quer acabar com o plano de 2%. O conselho é quem elege um ‘conselho gestor’ de avaliação dos gastos com a cultura. O que ele está fazendo não só impede o financiamento cultural, mas a fiscalização.
A gente está muito preocupado com os rumos que a lei vai ter com essa gestão”, diz Fernando Carneiro.
Neste último encontro, além de Fernando Carneiro, a vereadora Sandra Bastista (PCdoB) também esteve presente. Junto a grupos culturais de diversas áreas e de produtores, os vereadores se mostraram comprometidos com a causa e preocupados com a situação.
“Decidimos juntos trabalhar em uma proposta para negociar com a prefeitura de forma que o texto da lei se mantenha dentro da constitucionalidade, mas que não se perca os avanços já conquistados, como a determinação de uma margem de recursos próprios para a cultura”, diz Valcir Santos.
MOBILIZAÇÕES
Está aprovada a realização de uma sessão especial na CMB às 15h do próximo dia 30 para debater a continuidade da implantação do Sistema Municipal de Cultura e a contraproposta ao pedido do Executivo para modificações na Lei Valmir Bispo.
“Decidimos chamar essa audiência pública para que a prefeitura venha enfim explicar por que tomou a iniciativa de modificar a lei quando esta já está em processo de implementação. Isso é um desrespeito, inclusive, tinha um Grupo de Trabalho envolvido nessa implantação”, diz Marinor.
Antes desta sessão especial, no dia 23 de abril, às 19h, será realizada uma reunião aberta no auditório do CCBEU, para debater a política cultural e os sistemas de cultura do município.
O DIÁRIO solicitou informações à Prefeitura de Belém sobre o projeto de alteração da Lei Valmir Bispo enviado à Câmara, mas até o fechamento desta edição não houve resposta.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

quinta-feira, 19 de março de 2015

Kiuá Nangetu: Magudiá -vivência gastronômica de Carlos Vera Cruz.

Publicado originalmente em Magudiá -vivência gastronômica de Carlos Vera Cruz.

Vivência poética e gastronômica de Carlos Vera Cruz na feira do Ver-o-peso, sábado, 21 de março, 11 da manhã.



O projeto KIUA NANGETU! POÉTICAS VISUAIS DE RESISTÊNCIA NEGRA é uma realização do Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, constituído como associação de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, visando estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento sócio-econômico da comunidade Afro-religiosa, e está intimamente ligado ao Mansu Nangetu – Mansubando Kekê Neta, que é um espaço sagrado de manutenção e preservação das manifestações de matriz africana de origem Bantu na cidade de Belém, e ambos funcionam na Tv. Pirajá, 1194 – bairro do Marco da Légua. O Instituto Nangetu participa desde a primeira edição da exposição “Nós de Aruanda, artistas de terreiro”, organizada pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) da UFPA. E desenvolve o Projeto Azuelar, um laboratório experimental de comunicação social comunitária cujo objetivo é Informar as ações culturais e sociais do Mansu Nangetu ou das Comunidades Tradicionais de Matrizes Africanas que tem sua parceria; Exibir filmes que tratam da temática afro-brasileira. Contribuir com a formação cultural de membros da comunidade tradicional de matrizes africanas da zona metropolitana de Belém; Combater o preconceito e a discriminação às culturas afro-brasileiras, em especial `as culturas tradicionais oriundas da África negra, de forma lúdica.

segunda-feira, 16 de março de 2015

CULTNE - Prêmio Afro - Projeto Kiua Nanguetu!

O projeto Kiua Nanguetu! foi contemplado com o Prêmio Afro aconteceu em 26 de Janeiro de 2015, no Rio de Janeiro. A 3ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, tem a parceria entre a FCP e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos e Neves (Cadon), e patrocínio da Petrobrás que premiou 25 projetos de artistas, grupos e companhias que atendam à estética negra nos segmentos dança, artes visuais, teatro e música. O investimento total foi de R$ 1,4 milhão. O projeto KIUA NANGETU! POÉTICAS VISUAIS DE RESISTÊNCIA NEGRA é uma realização do Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, constituído como associação de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, visando estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento sócio-econômico da comunidade Afro-religiosa, e está intimamente ligado ao Mansu Nangetu – Mansubando Kekê Neta, que é um espaço sagrado de manutenção e preservação das manifestações de matriz africana de origem Bantu na cidade de Belém, e ambos funcionam na Tv. Pirajá, 1194 – bairro do Marco da Légua. O Instituto Nangetu participa desde a primeira edição da exposição “Nós de Aruanda, artistas de terreiro”, organizada pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB) da UFPA. E desenvolve o Projeto Azuelar, um laboratório experimental de comunicação social comunitária cujo objetivo é Informar as ações culturais e sociais do Mansu Nangetu ou das Comunidades Tradicionais de Matrizes Africanas que tem sua parceria; Exibir filmes que tratam da temática afro-brasileira. Contribuir com a formação cultural de membros da comunidade tradicional de matrizes africanas da zona metropolitana de Belém; Combater o preconceito e a discriminação às culturas afro-brasileiras, em especial `as culturas tradicionais oriundas da África negra, de forma lúdica.

sábado, 14 de março de 2015

Autoridades e lideranças de matriz africana defendem a democracia brasileira.


Mametu Nangetu, Mãe Nalva de Oxum, Mametu Muagilê, Pai Marco Antônio de Ogum e muitas outras autoridades e lideranças de terreiro, estiveram na sexta-feira 13 de março na caminhada em defesa da democracia e pela reforma politica, organizada por centrais sindicais e movimentos sociais. A concentração foi na Praça da Republica, nas imediações do Bar do Parque, e a caminhada seguiu pela Av. Nazaré até a Praça do Operário em São Brás.


Mametu disse que defende a democracia e que foi com essa diretriz de um governo popular que nosso povo passou a ocupar os espaços de poder de decisão nos ministérios, que nosso povo está nos conselhos e que nunca tínhamos visto isso antes de Lula. Ela lembrou que foi com Dilma que povos tradicionais de matriz africana construíram um Plano Nacional para o seu Desenvolvimento Sustentável, um plano que já esta sendo colocado em prática com editais específicos para nosso povo. O Plano Nacional Setorial para as culturas afro-brasileiras foi outro ponto em destaque, Nangetu falou que está em fase de finalização para ser aprovado pelo Conselho Nacional de Politica Cultural, e que aind aguardamos a alteração do decreto que amplia a representação das culturas negras braisleiras no MinC.
Mãe Nalva ainda acrescentou as politicas de segurança alimentar e de igualdade racial que beneficiam os povos tradicionais de matriz africana entre os motivos para que nossa população saia as ruas em defesa da reforma politica e da democracia.

terça-feira, 10 de março de 2015

Reconhecimento como utilidade pública.

Hoje foi publicado no Diário Oficial do Estado do Pará a Lei 8.120, de 6 de março de 2015 que reconhece o Instirtuto Nangetu como utilidade pública. Acesse o D.O.E.  aqui. 


Diário Oficial nº 32.843 - 10/03/2015 L E I N° 8.120, DE 6 DE MARÇO DE 2015 Declara e reconhece como de utilidade pública para o Estado do Pará, o Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e de Desenvolvimento Social. A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1° Fica por força da presente Lei, declarada e reconhecida como de utilidade pública para o Estado do Pará, o Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e de Desenvolvimento Social, com sede em Belém-PA, fundada em 30 de março de 2004, e diretoria regularmente constituída, Estatuto Social próprio registrado no Cartório de Títulos, documentos e outros papéis desta comarca, com prazo indeterminado de duração e inscrita no CNPJ sob o nº 07.113.062/0001-59. Art. 2º Na qualidade de associação de direito privado, sem fi ns econômicos, e constituida com fi ns de promover o desenvolvimento sócio-cultural-econômico da comunidade afrobrasileira. Art. 3º O Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e de Desenvolvimento Social, fi ca devidamente habilitado através deste diploma legal a receber incentivos de quaisquer natureza, de conformidade com a legislação pertinente. Art. 4º Os direitos assegurados através deste dispositivo legal, serão mantidos durante e enquanto perdurarem as atividades constantes de seu estatuto, cessando-se estes direitos, no exato momento em que houver alteração do mesmo que desvirtue as fi nalidades nele contidas e para o qual foi criado. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO DO GOVERNO, 6 de março de 2015. SIMÃO JATENE Governador do Estado

segunda-feira, 9 de março de 2015

REATA - Pará - Circuito Cultura Viva em debate.

REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana: Pará - Circuito Cultura Viva em debate.:

O Circuito Cultura Viva esteve em Belém do Pará no domingo 8 de março para uma Roda de Conversas da Secretária da Cidadania e da Diversidade do Ministério da Cultura (SCDC/MinC), Ivana Bentes, com os movimentos culturais da Amazônia. A Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) e os novos instrumentos de sua regulamentação foram o foco do debate de mais de 2 horas na sede do Ministério da Cultura da Região Norte.
  
Ao apresentar a nova gestão da SCDC e o planejamento de 2015, a secretária falou do novo sistema de cadastro de pontos que potencializará a articulação em rede dos Pontos de Cultura e ainda anunciou a autodeclaração.

"A partir do início de abril qualquer produtor cultural poderá se cadastrar como Ponto de Cultura. Será um reconhecimento simbólico do Ministério da Cultura que facilitará a busca pelas diversas formas de sustentabilidade para as ações dos Pontos. O novo sistema de cadastro também será um amplo mapeamento que possibilitará novos olhares para dar vida aos novos arranjos culturais", afirmou Ivana.

"Nossa gestão dará muita visibilidade para as articulações em rede e a proposta é que esse seja o embrião de um novo movimento social das culturas que fará com que a cultura esteja no centro do debate político no Brasil", disse.

A grande dificuldade com as prestações de contas faz com que muitos dos Pontos ainda estejam em situação irregular e impossibilitados de continuar a receber recursos do Estado. A SCDC abordou o tema e anunciou os novos mecanismos de simplificação da prestação de contas previstos na Instrução Normativa que regulamentará a PNCV.

Ao finalizar sua passagem pelo estado, a secretária reforçou a importância da participação social na construção, avaliação e gestão das políticas públicas do Estado e a disposição da SCDC em agregar a sociedade civil em seus processos. "É fundamental que os Pontos, as redes, e demais trabalhadores culturais sejam cogestores das nossas políticas. O Estado precisa se qualificar com a inteligência do movimento cultural", afirma Ivana.
Custo Amazônico

Uma das maiores urgências apontadas pelos Pontos de Cultura do norte do país também foi apresentada durante a roda de conversa. A revindicação dos movimentos da região é para que sejam levados em conta os diferentes valores para uma produção nos estados do norte, tendo em vista a sua posição geográfica e as dificuldades de acesso.


Lideranças de diversos segmentos culturais reivindicam o repasse diferenciado do que é oferecido hoje em editais e prêmios para os projetos localizados no Eixo Rio - São Paulo. Ivana Bentes reforçou a pauta e a importância de sua discussão, bem como a criação de políticas públicas que trabalhem a territorialização e a descentralização de recursos.

Mametu Nangetu participou do debate e falou em nome das culturas tradicionais de matrizes africanas e das culturas afro-brasileiras, disse da necessidade de editais específicos para as culturas de matriz africana e ressaltou a necessidade de políticas públicas que financiem reforma e conservação de terreiros e outros espaços mantidos por comunidades tradicionais. Criticou a política cultural do estado do Pará e do Município de Belém, ressaltando a inexistências de investimentos para as culturas populares e tradicionais, relembrou a atuação de Valmir Bispo na extinta Fundação Curro Velho e lamentou que a gestão atual não demonstre interesse pelas culturas afro-amazônicas.

sábado, 7 de março de 2015

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!



O Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" em homenagem aos Cultos Afro-Brasileiros. O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador IldoTerra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”.

A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.

A partir do dia 18 de março de 1891, Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.


Pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras