sexta-feira, 31 de outubro de 2014

IPHAN premiou o Projeto Azuelar no Edital Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 – Edital PNPI 2014.

Programa Nengua de Angola entrevista autoridades de terreiros transmitindo as conversas pela webTV. Na foto Mãe Olindina de Obaluaê em entrevista com Mametu Nangetu.
O Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 teve como objeto o reconhecimento de ações de preservação, valorização e documentação do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades de Matriz Africana – comunidades de terreiro – já realizadas, e que, em razão da sua originalidade, excepcionalidade ou caráter exemplar, mereçam divulgação e reconhecimento público. Os projetos concorreram em duas categorias, cada uma com linhas de ações específicas. Foram oferecidos 10 (dez) prêmios de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) para a Categoria 1 e 25 (vinte e cinco) prêmios de 24.000, 00 (vinte e quatro mil) para a Categoria 2, totalizando um montante de R$ 1 milhão de reais. Ao todo foram oitenta propostas inscritas, sendo onze delas desabilitadas. Na Categoria 1 foram 06 propostas aprovadas e premiadas. Já na Categoria 2, foram aprovados 45 projetos, sendo 25 premiados.
Táta Dianvula entrevistando Gil do Jongo para a rádio-janela Azuelar.

O Instituto Nagentu concorreu com outros 31 projetos, e foi premiado na categoria "Ações educativas voltadas à promoção e valorização do patrimônio cultural na comunidade do entorno da casa e ao público em geral; iniciativas de capacitação para gestão de políticas públicas, elaboração de projetos, mediação de conflitos, e temas correlatos ao universo cultural dos terreiros".
O Projeto Azuelar é um projeto de mídia étnica que funciona há dez anos e tem por objetivo difundir informações sobre o Mansu Nangetu, comunidades de terreiros parceiros e suas tradições. Utiliza o audiovisual e ferramentas de comunicação digital para disseminar conhecimento tradicionais afro-brasileiros, denunciar violações de direitos e informar a população do calendário de rituais e eventos sociais e culturais de povos tradicionais de terreiros de matriz africana.


Daniel Miranda de Nkosi comanda o Fala sério - juventude de terreiro no combate ao racismo.
O trabalho de divulgação da cultura e dos conhecimentos e tecnologias tradicionais, dos conflitos e lutas sociais por direitos à cidadania, foi reconhecido e premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, como uma importante ação de valorização do patrimônio cultural de povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas. A questão colocada é a visibilidade das comunidades através da divulgação respeitosa das tradições com o protagonismo dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana, táta Kinamboji, coordenador técnico do mprojeto, diz que “as comunidades de povos tradicionais de terreiros de matriz africana tem que aprender a fazer a própria mídia e a lidar com a possibilidade da exposição midiática preconceituosa”. A ação do Instituto Nangetu, de criar a própria mídia, se antecipou às diretrizes da política pública da presidência da república que em 2013 lançou, através da SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial -, o Plano Nacional de Sustentabilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas , e este plano em seu primeiro objetivo. Diz: “Promover a valorização da ancestralidade africana e divulgar informações sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana” em iniciativas como “Realizar Campanha Nacional de informação e valorização da ancestralidade africana no Brasil”.
Manifestação de combate ao racismo religioso em janeiro de 2014 (Rádio-janela, Projeto Azuelar).
Confira aqui os outros projetos premiados na 1ª edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014. 
O Edital faz parta das ações do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana que foi construído com base no Plano Plurianual (PPA 2012-2015) e reúne um conjunto de políticas públicas que buscam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil. Além do enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão social produtiva e Desenvolvimento Sustentável. 
A SEPPIR coordena o grupo de trabalho responsável pela execução, monitoramento e revisão do plano e que agrega os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Cultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pela defesa do Estado laico, associados reformaram o estatuto.

 



A sessão aconteceu na manhã do dia 25 de outubro de 2014, e foi presidida por Mametu Nangetu, presidenta do instituto, com a ajuda de Táta Dianvula, que secretariou a assembléia. 

Abrindo a pauta, Mametu falou da necessidade de reformar o estatuto social do Instituto Nangetu, aprimorando e adequando a organização social aos novos contextos políticos e sociais. 

Dentre as reformas propostas, ela apresentou a alteração do nome social da organização propondo chamar-se de “Instituto Nangetu de Tradição Bantu na Amazônia e Desenvolvimento Social”, argumentando o interesse do Instituto no financiamento público de projetos e ações e na participação social nas instâncias de diálogo com o Estado, para isso destacou-se a necessidade de defesa do Estado Laico e a necessidade de defesa das tradições afrobrasileiras o que engloba também os aspectos da religiosidade e a defesa do sagrado de origem africana no Brasil.

Para atender essa necessidade, ela destacou a necessidade, também, de alterar a redação estatuto do Instituto em diversos artigos e incisos que foram detalhados na minuta de proposta de reforma de estatuto, que foi aprovada por unanimidade, ficando desta forma reformado e consolidado o estatuto social do Instituto Nangetu que agora passa a se chamar de INSTITUTO NANGETU DE TRADIÇÃO BANTU NA AMAZÔNIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL.



Mametu aproveitou a ocasião e a presença de Domingos Conceição, do Instituto Mocambo, e do Prof. Devison Amorim, do projeto de extensão "Mitologia afro-amazônica em objetos animados", e, depois da assembléia, provocou um debate sobre os projetos do instituto Nangetu que estão em andamento.

Instituto Nangetu elegeu diretoria para mandato 2014-19.



Na manhã do sábado, dia 13 de outubro, a assembléia geral ordinária do Instituto Nangetu elegeu a diretoria para o quinquênio 2014/ 2019, reconduzindo Mametu Nangetu para a presidência, e tendo como vice-presidente Mametu Deumbanda.
Tatetu Odé Oromi assumiu a função de secretário, Kota Mazakalanje a diretoria administrativa e financeira, e o novo diretor de projetos é o Táta Kfunlumizo. A comunidade do Mansu Nangetu e os associados do Instituto Nangetu, desejam sucesso à nova diretoria.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Convocação da Assembléia Geral Extraordinária do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social.

A presidente do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, no uso de suas atribuições estatutárias vem por meio deste convocar seus associados para comparecer em reunião de plenário no dia 25 de outubro, sábado, as 10h, na sede do Instituto Nangetu, sito à Tv. Pirajá n. 1194 – Belém/PA, para decidir sobre a pauta  única de alteração de estatuto.
Belém, 20 de outubro de 2014.
Mametu Nangetu uá Nzambi/ Oneide Monteiro Rodrigues
Presidente

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Convocação da Assembléia Geral Ordinária do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social.

Assembléia Geral Ordinária do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social.
A presidente do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, no uso de suas atribuições estatutárias vem por meio deste convocar seus associados para comparecer em reunião de plenário no dia 18 de outubro, sábado, as 10h, na sede do Instituto Nangetu, sito à Tv. Pirajá n. 1194 – Belém/PA, para decidir sobre a pauta  única de apresentação de chapas e escolha da nova diretoria do Instituto:
Belém, 13 de outubro de 2014.
Mametu Nangetu uá Nzambi/ Oneide Monteiro Rodrigues
Presidente

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Roda de conversa com candidatos de terreiros pelo Estado do Pará.


Convidamos os candidatos de povos tradicionais de terreiro pelo estado do Pará, e os que se apresentam como defensores dos afro-religiosos, para uma roda de conversa na webTV azuelar com transmissão ao vivo pela http://www.ustream.tv/channel/azuelar e posterior publicação no youtube.
A conversa acontece na tarde da quinta-feria (2 de outubro) as 15h.
Realização do Projeto Azuelar do Instituto Nangetu - Pirajá, 1194, Belém/PA. 91-32267599 solicitamos confirmação de participação.

domingo, 28 de setembro de 2014

As crianças fizeram a festa no “Dibangulangu riá Nvunji”.

Isso aqui é resistência, é manutenção de tradição! Foi com essas palavras que Mametu Nangetu avaliou a realização do “Dibangulangu riá Nvunji”. Mais um ano com o tradicional caruru das crianças e distribuição de bolos, doces e bombons no Mansu Nangetu, em Belém do Pará.
O ritual teve toque para Nvunji e uma mesa com a fartura da culinária tradicional afro-amazônica, delicias que todos puderam desfrutar.

Este ano foram apresentadas várias novidades, uma delas foi a distribuição de kits educativos, contendo material escolar e livros infanto-juvenis, preparados como parte da promessa de uma professora e educadora que para agradecer uma graça concedida pelos santos gêmeos "Cosme e Damião", doou o material educativo ao terreiro. Uma iniciativa que contou com a aprovação das mães que acompanhavam as crianças na peregrinação pela cidade em busca de guloseimas. Elas elogiaram a iniciativa que busca a diversão aliada à educação.


Também teve  a apresentação de contação de estórias de lendas africanas, parte do projeto Mitologia Afro-amazônica, coordenado por Carlos Cruz. A proposta é utilizar o teatro para montar e apresentar espetáculos com estórias de mitos e lendas, e também as estórias da luta por cidadania dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana na Amazônia - ações que estão em preparação para serem apresentadas em escolas como forma de contribuir com a Lei 10.639/03.
Carlos Cruz, ensaiando a dramatização da lenda de Ibeji.

Esta primeira experiência foi a dramatização de uma lenda iorubana de Ibeji, com a participação do próprio Carlos e de Maria Carolina, que fizeram os diálogos das personagens, e a participação especial de Táta Kinamboji fazendo a narração.

E a com a alegria contagiando a todos, a celebração para as crianças foi acontecendo em cada um dos presentes...

Veja a cobertura da TV Liberal.







sábado, 27 de setembro de 2014

Programa FALA SÉRIO, juventude de terreiro no combate ao racismo - em debate, a escola e a diversidade cultural.





FALA SÉRIO
juventude de terreiro no combate ao racismo
Tema em debate, a escola e a diversidade cultural.





APRESENTAÇÃO
Daniel Miranda de Nkosi



PROFESSORES CONVIDADOS
Táta Kafungeji (Rodrigo Ethnos Barros)
Édne Maués



PRODUÇÃO
Luah Sampaio


EQUIPE TÉCNICA E COLABORADORES
Táta Kinamboji (Arthur Leandro)
Luiza Cabral
Isabela do Lago
Táta Kafulumizo  (Angelo Imbiriba)



REALIZAÇÃO
Instituto Nangetu
Projeto Kiuá Iobe
Projeto Azulear/ Ponto de Mídia Livre



Belém/PA
setembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Convite - “Dibangulangu riá Nvunji”, o Carurú das Crianças.

Convidamos os amigos, simpatizantes e filhos da comunidade Afro-Religiosa, para participar da Cerimônia de Tradição Angola “Dibangulangu riá Nvunji”, o Carurú das Crianças, na oportunidade o Projeto Teatro de Lendas Afroamazônicas nas Escolas, apresentará o espetáculo “O Nascimento dos Primeiros Gêmeos”. E serão distribuídos doces, sucos, bolos, mingau, carurú e muita brincadeira às nossas criancinhas.
Dia: 27 de setembro de 2014 (Sábado)
Início: 18h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta (Travessa Pirajá, 1194
- entre Av. Duque e 25 de setembro - Bairro do Marco, Belém- Pará)
Contamos com sua presença! 



terça-feira, 9 de setembro de 2014

webTV Azuelar apresenta o Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo!

Neste sábado dia 13 de setembro, as 15h, estréia tão esperada do programa 'Fala sério', feito pela juventude de terreiro - Projeto Kiuá Iobe - , que procura, indaga e resiste! Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo! em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu
Fala sério! E não me venha mais com a sua ignorância e intolerância pra cima da minha vida!
Nesse primeiro programa, vamos conversar com nossos professores das escolas de ensino fundamental e médio aqui do Pará, para percebermos as situações e interações do estudante de terreiro com a comunidade estudantil. Para isso teremos a importante presença do professor de filosofia Jean e do Tata Kafungeji (Rodrigo Ethnos) professor de artes da rede pública e Tata do Rundembo Ngunzo ti Bamburucema.
 Uma conversa agradável nesse próximo sábado, no nosso tão importante quintal do Mansu Nangetu. Quem quiser colar e trocar essa idéia com a gente, o Mansu fica na Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua ou para quem estiver de longe o endereço ta WebTv Azuelar é ] http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Magia de Jinsaba - limpeza de áreas de matas e igarapés do Curió-Utinga.

Nossas tradições primam pela preservação da natureza, e o Projeto Magia de Jinsaba também se preocupa com o abandono de garrafas e alguidás e outras vasilhas usadas nas oferendas em matas e igarapés.
A comunidade do Mansu Nangetu, em parceria com a Irmandade dos Rosário, faz constantes mutirões de limpeza das florestas urbanas e beiras de igarapés, e reaproveita o material coletado como vasos de plantas e em trabalhos de arte e artesanato, ou fornecendo garrafas para as cooperativas de reciclagem.




  


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Comunidade do Mansu Kalasambe participa da Caminhada em Marabá.




As comunidades de terreiros do sul e sudeste do Pará realizaram uma caminhada pelo centro da cidade para combater o racismo peça intolerância religiosa. A caminhada antecedeu a Festa em Homenagem à Yemanjá e Oxum que aconteceu na Praia do Tucunaré em Marabá /Pará no dia 16 de agosto de 2014.
A comunidade de Tatetu Kalasambe esteve presente nesse ato e na celebração, marcando a presença de nossa raiz na luta pelos direitos do nosso povo no sudeste do Pará.





segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Sexta-feira dia 15, filme: A Freira e a Tortura, direção Ozualdo Candeias Brasil, 1983.

Cineclube Nangetu
dia 15 de agosto, 18:30
Tv. Pirajá, 1194 - Marco Belém/PA
91- 32267599





A Freira e a Tortura 
Direção: Ozualdo Candeias Brasil, 1983. Dez anos depois de Caçada Sangrenta Ozualdo Candeias lança um curioso filme repleto de características singulares no que se refere a mistura de gêneros e subgêneros: A FREIRA E A TORTURA. Produzido e protagonizado por David Cardoso, o filme tem como destaque do elenco a atriz Vera Gimenez no papel de uma freira ligada a uma espécie de Pastoral das Favelas ligada a grupos de Esquerda em plena Ditadura Militar no Brasil. Vemos inicialmente a mulher religiosa vestindo o hábito tradicional que cobre seu corpo deixando somente seu rosto a mostra. Ela percorre ambientes sórdidos, com prostituas doentes e um clima de tensão e violência no ar. Em seguida começa um trabalho com os habitantes de uma favela na periferia de São Paulo, vestindo roupas convencionais ela transita entre os barracos mostrados de maneira realista, sem efeitos de fotografia encobrindo a realidade daquele ambiente e as pessoas marginalizadas que o habitam. Com sutileza Candeias fala de política sem ser panfletário e mostrando ao espectador sua visão muito honesta da miséria, sem recursos maniqueístas.

sábado, 9 de agosto de 2014

Nengua de Angola - Mametu Nangetu entrevista Táta Tauadirá.

Mametu Nangetu entrevistou Táta Tauadirá.
O Candomblé Angola em Belém nos anos de 1980 e 1990 foi o fio condutor desta roda de conversa com Táta Tauadirá (Edson Santana), conversa que celebrou a memória do Rundembo Axé ti Jaciluango, Terreiro fundado por seu pai, Tatetu Walter Torodê, na rua da Estrela no bairro da Pedreira.
Táta Tauadirá falou desde os tempos que sua avó mantinha as tradições da Mina com o culto ao Caboco Zé Raimundo, de sua iniciação com Babá Adaílton em Candomblé de Angola, ainda adolescente, e de sua trajetória na manutenção das tradições herdadas de seu pai e de sua mãe carnal, Mametu Cléa de Iansã.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Programa Nengua de Angola entrevista Táta Tauadirá.


Programa Nengua de Angola entrevista Táta Tauadirá (Edson Santana)
Apresentação Mametu Nangetu
sãbado, dia 09 de agosto de 2014, 17h
http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Magia de Jinsaba - mudas de dendezeiro.

Dendê, dendezeiro dendê
Brotou coco na raiz brotou
Kiuá Katendê!


Táta Kinamboji trouxe duas mudas de dendezeiro, mudas que ganhou quando em viagem ao Moju, elas foram plantadas em vasilhas de reciclagem e estão destinadas ao Mansu de Tatetu Kalasambe, terreiro filho que está em construção em Tucuruí/PA e para a área de preservação que o Mansu Nangetu mantém em parceria com a Irmandade dos Rosário em Ananindeua.

O Projeto Magia de Jinsaba, sem folhas não tem ritual visa criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico  e contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Poéticas de terreiro na programação cultural do COPENE na UFPA.

Laço Afro, com Carlos Vera Cruz, Rodrigo Ethnos e Tom Salazar.



Como parte da programação do palco principal do Centro de Convenções Benedito Nunes, na sexta-feira, 1° de agosto, foi apresentado o espetáculo "Laço Afro", um espetáculo musical que apresenta canções que traduzem a alma do povo negro, da gente preta, em suas experiências, prazeres, memórias e tradições. Misturando-as a textos sobre cultura afro-brasileira de grandes autores, como Jorge Amado, Cruz e Souza, e o paraense Vicente Salles. Além de performances para ilustrar toda a beleza de cores e corpos da cultura negra e nos revelar que laço é esse que une a todos nós. Elenco: Carlos Vera Cruz (Mansu Nangetu) – textos, vocais e performances; Tom Salazar – violão e arranjos musicais; Rodrigo Ethnos (Táta Kafungeji do Rundembo Ngunzo ti Bamburucema) – percussões e efeitos sonoros.
Pretinhos, minha família, esculturas de Mametu Nangetu.

Enquanto isso Mametu Nangetu e Isabela do Lago também apresentaram seus trabalhos de artes visuais durante os dias do congresso, foi na exposição "Áfricas e diásporas", uma coletiva com artistas negros organizada pelas Profas. Marilu Campelo e Zélia Amador, do Grupo de Estudos Afro-Amazônico/ GEAM (NEAB) - UFPA, nas dependências do IFCH da UFPA, Mametu Nangetu apresentou a série de esculturas "Pretinhos, a minha família", construídas com massa de papel sobre barro, cabaças e cuias, e Isabela apresentou a série "A dona da porteira", sequencia de pinturas sobre portas com imagens auto-referenciadas e caracterizadas entidades femininas do culto a Exu.
A dona da porteira, pinturas de Isabela do Lago.


O VIII COPENE - Congresso Nacional de Pesquisadores Negros, é um evento bienal criado em 2000 após a constatação de que o racismo na Universidade se manifesta de forma insidiosa, muitas vezes fugidia, mas com resultados bem concretos: a perda de possibilidade de crescimento e desenvolvimento pessoal e coletivo. O Congresso tem a intenção de apresentar e discutir os processos de produção e difusão de conhecimentos intrinsecamente ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas Diásporas Africanas, emanadas nos espaços de religiosidades, nos quilombos, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas estatais, que resistem, reivindicam e propõem alternativas políticas e sociais que atendam às necessidades das populações negras, visando a constituição material dos direitos e aconteceu de 29 de julho a 2 de agosto de 2014 na UFPA, Campus do Guamá em Belém/PA.

domingo, 3 de agosto de 2014

Convite - Kizomba da Negrita no dia 23 de agosto.



"Ritual de celebração para a Senhora dos Caminhos" Dia: 23 de agosto de 2014 (Sábado) Início: 21h Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubantu Kekê Neta (Trav. Pirajá 1194, entre a Av. Duque de Caxias e 25 de setembro, Bairro do Marco - Belém/Pa) Participe, entrada franca!

sábado, 2 de agosto de 2014

Vídeos - Estado do Pará, Consulta Pública para a construção do I Plano Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras.

Estado do Pará - Debate sobre a política Cultural para a setorial de culturas Afro-brasileiras na SEGE - Secretaria Geral dos Conselhos da UFPA. Operacionalização do GEAM/UFPA - Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará. registros da transmissão ao vivo da webTV Azuelar (Instituto Nangetu/ Ponto de mídia livre) - Captured Live on Ustream at http://www.ustream.tv/channel/azuelar Belém, 31 de julho de 2014.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Pará realizou Consulta Pública para as Culturas Afro-brasileiras,

Originalmente publicado no Portal da UFPA.

Setorial para a Cultura Afro-Brasileira


Uma das reuniões abertas para a construção do Plano Setorial para a Cultura Afro-Brasileira em todos os municípios brasileiros aconteceu nesta quinta-feira, 31, no auditório da Secretaria Geral dos Conselhos Superiores Deliberativos (Sege) da Universidade Federal do Pará (UFPA). A reunião faz parte do plano de encontros agendados para o ano de 2014. O plano está sendo elaborado desde 2013 e construído para ser incluído no Plano Nacional de Cultura, instituído pela Lei Federal nº 12.343, de 2 de dezembro de 2010.
Participaram da mesa de apresentação do Plano Lindivaldo Leite Junior, da Fundação Palmares (FCP/MinC); Margareth Godim, da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Secult); Elizabeth Pantoja (Mãe Beth), do Conselho Setorial/Afro; Marcos Marques, diretor do Departamento de Ação Cultural da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel); Nazaré Moraes, da Divisão de Espaços Culturais da Fumbel; e Ciro Lins do Iphan Pará, além dos demais integrantes e conselheiros nacionais de cultura, representantes do Ministério da Cultura (MinC), Mestres de Culturas Afro-Brasileiras e Sociedade Civil.
Ampliação - O objetivo da reunião é montar políticas culturais para implementar o Plano Nacional de Cultura e, dessa forma, ampliar para todo o Brasil a discussão com os povos e as comunidades consideradas minorias acerca dos costumes, tradição cultural em todas as instâncias e em suas diversas manifestações. A consulta pública ocorre em todos os Estados, em vários municípios. Para formatar o plano, toda a sociedade civil é convidada a participar, por meio de sugestões, avaliações, críticas e recomendações postas durante consulta pública.
Para o professor Artur Leandro, do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (GEAM/UFPA), o plano deve promover a cultura de valorização dos princípios civilizatórios africanos brasileiros. “Estamos propondo uma mudança estruturante na política cultural. Não podemos mais aceitar que o governo brasileiro financie somente as linguagens artísticas. Temos um leque de manifestações culturais e de entendimentos sobre cultura muito maiores. Queremos que o Ministério escute os agentes das culturas negras locais e os gestores dos Estados e dos municípios escutem o MinC para aplicação desse plano”, explica.
Sociedade - Carlos Vera Cruz é professor de teatro e faz parte doInstituto Nangetu , mas, na consulta pública, ele argumenta estar também como sociedade civil: “Acho que todo mundo, como sociedade civil ou não, que estiver ligado a alguma matriz africana ou não deve participar desse evento até para que a sociedade tenha um outro tipo de olhar sobre essas ações. É importante esse diálogo com a sociedade. O importante é o entendimento do plano e também para nos informarmos e quebrarmos o pré-conceito sobre o movimento negro”, argumenta.
"Participar de uma temática como essa, de um plano como esse é muito importante. O movimento negro ainda é muito hostilizado dentro da sociedade. Nós não temos só a capoeira, só o hip hop, ou danças da negritude. Precisamos de cotas para cultura e sairmos às ruas paramentados, dizer que estamos aqui. Faço parte de um bloco de carnaval Afoxé. Abrimos o carnaval de Belém todo ano, mas ainda com muita dificuldade. A nossa cultura é altamente vasta, mas não temos tanta visibilidade”, reflete Adrieny Batista, da Associação Cultural Filhos de Dan.
Demandas - O Colegiado do Setorial de Cultura Afro-Brasileira do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) tem o intuito de se fazer cumprir as demandas da cultura afro em todo o território nacional, demandas altamente discutidas durante esses encontros. Edson Catendê, Babalorixá membro do Conselho Nacional de Políticas Públicas, diz que “o objetivo é trabalhar as tradições e mantê-las de acordo com cada povo, cada comunidade, como história e referência de um povo. Um povo sem cultura é um povo sem vida, sem caminho, sem referência.”, finaliza.
Os responsáveis pelo Plano são: o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), Colegiado Setorial de Cultura Afro-Brasileira (eleitos em 2013), Fundação Cultural Palmares (FCP), Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) e representantes da sociedade. O projeto do Plano Setorial segue em construção pelo CNPC e deve cumprir mais encontros abertos até o final do ano.
Texto: Brenda Maciel – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Adolfo Lemos