quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Contação de estórias de mitologias afro-brasileiras no CENTUR.



O Instituto Nangetu, por convite da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial /COPIR da Secretaria de Estado de Educação do Pará/ SEDUC-PA, organizou uma programação cultural de contação de estórias afro-brasileiras em parceria com o Programa de Mídias Educativas para a Implantação da lei 10.639/03 (Coord. Prof. Arthur Leandro) e o projeto Mitologia Afro-amazônica em Formas Animadas (Coord. Prof. Devison Amorim).A programação acontece no Cine-Teatro Líbero Luxardo as 8:30 desta sexta-feira, 21 de novembro, e tem entrada franca.

sábado, 15 de novembro de 2014

Jovens de terreiro debatendo cotas raciais com cotistas da UFPA.

O Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo reuniu um grupo de jovens de terreiros para debater cotas raciais com bolsistas do programa PET Conexão de saberes/ ICED-UFPA.

O programa é apresentado por Daniel Miranda de Nkosi e ainda contou com a participação da profa. Maria José Aviz do Rosário e do sociólogo Domingos Conceição, que em muito contribuíram com suas experiências para enriquecer o debate que pode ser visto no vídeo que disponibilizamos abaixo.


Estudantes da Escola de Aplicação da UFPA visitaram o Mansu Nangetu.

O mês da consciência negra trouxe os estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará ao Mansu Nangetu, para uma roda de conversa com os guardiões das tradições Bantu deste terreiro amazônico.

Abrindo a roda de conversa, Mametu Nangetu parabenizou o NPi pelo interesse nas tradições afro-amazônicas e sugeriu que essas visitas acontecessem o ano inteiro e que os estudantes pudessem transitar nos territórios da diversidade de matrizes afro-amazônicas identificadas na 'Grande Belém'. Falou das pesquisas e publicações de cartografia das quais ela participou, e orientou os estudantes a buscarem também essas fontes de referência sobre os terreiros da zona metropolitana de Belém.
Depois a roda de conversa caminhou para o combate ao racismo, cidadania de povos de terreiros de matrizes africanas, direitos humanos e cidadania.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Moção de apoio à eleição de organizações da Amazônia para o CNPIR.


Nós, organizações sociais e representantes de gestão estaduais e municipais do sistema PIR, reunidos em Palmas/ TO, nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2014, considerando a total invisibilidade da negritude na Amazônia e a necessidade de dar vozes à região norte nas instâncias de decisão e diálogo com o governo federal, vimos declarar total apoio à eleição da Rede Amazônia Negra/ RAN, Instituto Ganga Zumba (organizações gerais do movimento negro) e Instituto Nangetu (organizações temáticas, comunicação), e pedir o voto nessas organizações na eleição que ocorre  nos dias 13 e 14 de novembro de 2014.

Organizações Participantes
Universidade Federal do Pará/NEAB; UFOPA  - Universidade Federal do Oeste do Pará/PROEXT; Instituto Federal de Roraima/IFRR/NEAB; Universidade Federal do Tocantins/NEAF; Universidade Federal do Tocantins/NEAB; Núcleo de direitos humanos da UFT – Palmas; NEAB/ UFT – Porto Nacional; Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA; FONSANPOTMA; Organizações Quilombolas; Organizações de Juventude; Organizações de Mulheres Negras; RAN – REDE AMAZÔNIA NEGRA; RENAFRO; ACCUNERA; ACYOMI; AFATABE; ASSOCIAÇÃO NEGRA COR DE ARAGUAÍNA; ASUAER; CEDENPA; CERNEGRO; CONEN; FECAUBER; Instituto GANGA ZUMBA; GGEMN; INSTITUTO NANGETU; UNA – UNIÃO DE NEGROS DA AMAZÔNIA; UNEGRO.




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Kizomba kwá N´Zabarandá

Kizomba kwá N´Zabarandá 

 Convidamos os filhos, amigos e simpatizantes da comunidade afrorreligiosa para participarem da “Kizomba kwá N´Zabarandá”, na ocasião será apresentado os novos sacerdotes do Mansu: Taata Danrlley Cardoso mona riá Nkisi Nkosi Mukumbe e Kota Maria Carolina, mona Nkisiàme riá Bamburucema; e Dizungu Nkisi riá Auzenza: Érick Moura, mona riá Nkisi Hongôlo, Wagner Palheta, mona riá Nkisi Lembafuranga, Evandro Sousa, mona Nkisi Kafungê e Adilson Junior, mona Nkisi Hongôlo.



Dia: 22 de novembro de 2014 (Sábado) Início: 19h
Endereço: Terreiro Mansu Nangetu Mansubandu Kekê Neta
(Travessa Pirajá, 1194 - Bairro Marco da Légua, Belém-PA)

Agradecemos sua presença!

Mam´etu Nangetu uá N´Zaambi

Programação de cinema infantil para a consciência negra no dia 18 de novembro.

Consciência Negra: Uma atitude diária!!!! 


O Cineclube Nangetu e a Rede de Cineclubes de Terreiro organizaram uma programação de cinema infantil para a consciência negra que vai ser exibida no Cinema Olympia na tarde do dia 18 de novembro de 2014 como parte da programação da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial /COPIR da Secretaria de Estado de Educação do Pará/ SEDUC-PA.
Para Amilton Sá Barretto, Coordenador de Igualdade Racial da SEDUC, essa é uma oportunidade de levar informações da negritude brasileira com ludicidade, e combater o racismo com ações culturais, por esse motivo a equipe editorial escolheu dois filmes que abordam a infância da população negra, um que relaciona as brincadeiras de um quilombo com as brincadeiras de crianças negras na periferia de uma grande cidade, e outro que mostra o universo das brincadeiras infantis em uma comunidade tradicional de terreiro de matriz africana. Três universos são apresentados nos filmes, dois deles nos territórios tradicionais de resistência negra (Terreiro e Quilombo) e o terceiro universo é o de crianças negras na favela.
A proposta é abordar temas como o respeito a diferenças para a valorização da identidade racial e cultural de crianças negras na rede escolar.

Programa Infância e Consciência Negra
Data: 18 de novembro, 14h
Realização: Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial /COPIR da Secretaria de Estado de Educação do Pará/ SEDUC-PA.
Organização: Rede de Cineclubes de Terreiros
Equipe editorial: Cineclube Nangetu
Local: Cinema Olympia, Av. Presidente Vargas, 918. Campina - Belém/PA (91)3230-5380
                            
Filmes:
Disque Quilombola
Direção: David Reeks, 13 min. 2012
Sinopse: Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre como é a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma genuína brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e desvelam o quanto a infância tem mais semelhanças do que diferenças.



















Brincando com os deuses
Direção Maria Augusta Galli  Simone Colombo, 9 min. 2012
O universo infantil de um grupo de crianças iniciadas num terreiro de Candomblé de Keto, em Guarulhos. O piloto traça um paralelo entre a forma como é vivida e elaborada a realidade do cotidiano das crianças - mostrada em rituais, festas e cerimônias - e a forma como esta mesma realidade é interpretada e reinventada nas brincadeiras.



Chega de mortes da juventude negra em Belém - convocação de ato público para 11 de novembro.

Convocamos a sociedade paraense para um ATO PÚBLICO no próximo dia 11 de novembro (terça-feira), às 9 horas, na Escadinha do Cais do Porto, em Belém, para caminhar em direção à Alepa e exigir a apuração e responsabilização dos assassinos e a instalação de uma CPI.

domingo, 9 de novembro de 2014

Programa Fala sério - juventude de terreiro no combate ao racismo, debate cotas nas universidades.

Programa 'Fala sério', feito pela juventude de terreiro - Projeto Kiuá Iobe - , que procura, indaga e resiste! Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo! em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.
O Enem já foi e agora temos aberto o período das inscrições no processo seletivo (vestibular) da UFPA, e vamos conversar com Fernanda Luciana e Jesus Costa, estudantes cotistas da UFPA, para compreender o contexto dos estudantes de terreiro frente ao sistema de cotas nas universidades públicas.
Compareça, venha conversar conosco e tirar suas dúvidas sobre as cotas nas universidades.

Programa Fala Sério - Juventude de terreiro no combate ao racismo
Apresentação - Daniel Miranda de Nkosi.
Tema: cotas nas universidades
Convidados: Jesus Costa e Fernanda Luciana, bolsistas do PET Conexões de saberes/ UFPA (Coordenação Profa. Maria José Aviz do Rosário)
Transmissão aos vivos pela webTV Azuelar
Sábado, dia 15 de novembro, 15h
Projeto Azuelar, Ponto de mídia livre/ Instituto Nangetu
Local: Tv. Pirajá, 1194. Marco. Belém/PA
informações 91-32267599

Apoio: UFPA/ PROEX

Palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz" na EA-UFPA, antigo NPI.


Táta Kinamboji foi um dos palestrantes do Projeto "Ensino Religioso na Educação de Jovens e Adultos da EA-UFPA", coordenado por Devison Amorim do Nascimento, o evento aconteceu na quarta-feira 22 de outubro na Escola de Aplicação (antigo NPI) da UFPA.

Prof. Eduardo Wagner e Táta Kinamboji participaram do debate.

A palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz"" é fruto dos debates e ações de cidadania de povos de terreiros desenvolvidos pelo Instituto Nangetu, e levou informações sobre a caracterização de povos tradicionais, os valores civilizatórios africanos preservados no Brasil e estratégias da resistência negra na preservação das tradições de terreiros de matrizes africanas frente à política pública de cinco séculos de repressão estatal contra essas tradições.


A proposta também foi provocar o corpo docente e técnico-administrativo da escola para o desenvolvimento de ações pedagógicas de implantação da Lei 10.639/03, e ao final, uma animada roda de conversa concluiu que temos mesmo a necessidade de ações educativas para que a sociedade passe a respeitar a diversidade racial, étnica e também a diversidade religiosa para que tenhamos a promoção da cultura da paz.




sábado, 8 de novembro de 2014

O Instituto Nangetu concorre a uma vaga no CNPIR.

O Instituto Nangetu concorre a uma vaga no CNPIR na categoria temática, como organização social que tem ações em comunicação, e vimos através deste pedir vossa mobilização e apoio para a votação que ocorre nos dias 13 e 14 de novembro de 2014.

O que queremos são políticas públicas que resultem em ações efetivas de comunicação para o povo negro, como nesta solicitação ao governo do Pará e à SEPPIR em maio de 2013https://www.youtube.com/watch?v=WNsbMuOFThs .

Trabalhamos com mídia livre de combate ao racismo (ver em http://institutonangetu.blogspot.com.br/search/label/Projeto%20Azuelar), em especial de combate à perseguição contra os povos tradicionais de matrizes africanas por veículos dos meios de comunicação eletrônica controlados por igrejas evangélicas pentecostais que resulta em violência midiática contra os povos tradicionais de terreiros de matrizes africanas.



  Links de referência

1.     http://institutonangetu.blogspot.com.br/

2.     http://www.ustream.tv/channel/azuelar

3.     https://www.youtube.com/results?search_query=azuelar+nangetu

Sobre a violência midiática, citamos os casos ocorridos na região metropolitana de Belém, onde o racismo comumente se manifesta pela intolerância religiosa, e é tão presente quanto nos exemplos que poderíamos citar vindos das diversas nações do mundo globalizado e de outros estados brasileiros.

Aqui, como em todo território nacional, o alvo do preconceito racista são, em geral, mas não somente, os mantenedores das tradições oriundas da África Negra. Um dos casos mais emblemáticos foi o ocorrido no dia primeiro de outubro de 2002, nas vésperas das eleições gerais no país, quando se veiculou no programa do Ratinho (SBT em rede nacional) matéria que relacionou as tradições de terreiros de matriz africana de Belém à violação de túmulos (ver emhttp://www.youtube.com/watch?v=ugonl95c-7Q). Várias autoridades e lideranças de terreiros apareceram em imagens feitas durante a "Festa das raças", um evento realizado no palácio Antônio Lemos (prefeitura de Belém) no final de agosto e em reconhecimento pela implantação de políticas públicas que beneficiavam as comunidades de terreiro. Naquele momento parecia que finalmente as comunidades tradicionais de terreiros de matriz africana podiam celebrar, afinal a prefeitura de Belém, havia regulamentado a possibilidade de rituais fúnebres nos cemitérios municipais para todas as religiões, pois antes, apenas os cristãos podiam realizar seus cultos nos cemitérios. A manchete do programa dizia: "Prefeito libera cemitério para macumba, mas.... E os túmulos violados?”.  O caso do Ratinho é emblemático por ter sido em rede nacional, mas não é o único fato em que povos tradicionais de matrizes africanas são violentados na mídia, e temos vários outros exemplos nos veículos de comunicação comercial locais, como:

1.     Caso da coluna Bacana (Diário do Pará) ridicularizando a candidatura do Pai Gilmar a vereador (eleições de 2008), ver relato e manifestações de lideranças de terreiros em “Pai de santo pode ser candidato?” http://www.overmundo.com.br/overblog/pai-de-santo-pode-ser-candidato

2.     Em 18/02/2011 - jornal o liberal relaciona um feto encontrado no lixo próximo ao cemitério de Santa Isabel, com uma oferenda (“despacho”) que se encontrava próximo ao local, ver emhttp://www.orm.com.br/2009/noticias/default.asp?id_modulo=388&id_noticia=516887   - Manchete: “Feto encontrado em despacho”. O jornal aproveitou a proximidade da lixeira com os restos de uma oferenda  para produzir uma matéria sensacionalista sem nenhum outro objetivo que não fosse vender jornal se aproveitando do medo e da ignorância da população (é preciso registrar que em contrapartida, tivemos o  “Diário do Pará” informando que o saco de lixo que continha o feto estava na lixeira http://mobi.diariodopara.com.br/not.php?idnot=127672 ehttp://www.diarioonline.com.br/noticia-135712-fotogaleria-feto-e-encontrado-perto-de-cemiterio.html  vídeo http://www.diarioonline.com.br/videos_interna.php?id=XkfsSsEnnig  e fotoshttp://www.diarioonline.com.br/imagens-interna.php?galeria=1011#img/imagens/_MG_0867_copy.jpg )

O que se pode avaliar é que, antes de tudo, falta conhecimento, falta diálogo, como sempre foi.

Vem de longa data o debate sobre a difusão da ideologia racista nos meios de comunicação, assim como a discussão da invisibilidade do negro na mídia brasileira e a difusão de estereótipos sobre a população negra brasileira.

Esse tema tem permeado as pautas do movimento negro brasileiro e a primeira resposta do Governo Federal foi a criação do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) para Valorização da População Negra através do decreto de 20 de novembro de 1995, assinado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que definiu como uma de suas competências “estimular e apoiar iniciativas públicas e privadas que valorizem a presença do negro nos meios de comunicação”. Nos relatórios desse Grupo de Trabalho (ver relatório em file:///C:/Users/ArthurLeandro/Downloads/Construindo%20a%20democracia%20racial.pdf) , aparecem questões como:

- inclusão crescente da população negra na publicidade governamental, segundo conceitos de valorização da diversidade;

- valorização da presença de atores negros, na produção de material governamental ou apoiada pelos órgãos de governo;

- implementação de projetos voltados a uma nova e qualificada representação de africanos e afro- brasileiros;

- apoio ao aprimoramento profissional de trabalhadores negros da mídia e suporte para a ampliação de sua atuação profissional, por meio de intercâmbios e de projetos específicos;

- organização de mapa das áreas habitadas por remanescentes de quilombos, já identificados, e sua inserção na rede mundial Internet.

Quase 20 anos depois o Estatuto da Igualdade Racial (ver em http://www.portaldaigualdade.gov.br/Lei%2012.288%20-%20Estatuto%20da%20Igualdade%20Racial.pdf) repetia, em 2012, boa parte das diretrizes apresentadas em 1995, como por exemplo:

Art. 4°  A participação da população negra, em condição de igualdade de oportunidade, na vida econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente, por meio de:  (...) VII - implementação de programas de ação afirmativa destinados ao enfrentamento das desigualdades étnicas no tocante à educação, cultura, esporte e lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros. (grifo nosso)

Art. 24. O direito à liberdade de consciência e de crença e ao livre exercício dos cultos religiosos de matriz africana compreende: (...) VII - o acesso aos órgãos e aos meios de comunicação para divulgação das respectivas religiões;

 Art. 26. O poder público adotará as medidas necessárias para o combate à intolerância com as religiões de matrizes africanas e à discriminação de seus seguidores, especialmente com o objetivo de:  I - coibir a utilização dos meios de comunicação social para a difusão de proposições, imagens ou abordagens que exponham pessoa ou grupo ao ódio ou ao desprezo por motivos fundados na religiosidade de matrizes africanas;

E o Estatuto ainda dedica um capítulo inteiro à questão da comunicação:

CAPÍTULO VI

DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Art. 43. A produção veiculada pelos órgãos de comunicação valorizará a herança cultural e a participação da população negra na história do País.

Art. 44. Na produção de filmes e programas destinados à veiculação pelas emissoras de televisão e em salas cinematográficas, deverá ser adotada a prática de conferir oportunidades de emprego para atores, figurantes e técnicos negros, sendo vedada toda e qualquer discriminação de natureza política, ideológica, étnica ou artística.

Parágrafo único. A exigência disposta no caput não se aplica aos filmes e programas que abordem especificidades de grupos étnicos determinados.

Art. 45. Aplica-se à produção de peças publicitárias destinadas à veiculação pelas emissoras de televisão e em salas cinematográficas o disposto no art. 44.

Art. 46. Os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica ou fundacional, as empresas públicas e as sociedades de economia mista federais deverão incluir cláusulas de participação de artistas negros nos contratos de realização de filmes, programas ou quaisquer outras peças de caráter publicitário.

§ 1º  Os órgãos e entidades de que trata este artigo incluirão, nas especificações para contratação de serviços de consultoria, conceituação, produção e realização de filmes, programas ou peças publicitárias, a obrigatoriedade da prática de iguais oportunidades de emprego para as pessoas relacionadas com o projeto ou serviço contratado.

§ 2º  Entende-se por prática de iguais oportunidades de emprego o conjunto de medidas sistemáticas executadas com a finalidade de garantir a diversidade étnica, de sexo e de idade na equipe vinculada ao projeto ou serviço contratado.

§ 3º  A autoridade contratante poderá, se considerar necessário para garantir a prática de iguais oportunidades de emprego, requerer auditoria por órgão do poder público federal. § 4º  A exigência disposta no caput não se aplica às produções publicitárias quando abordarem especificidades de grupos étnicos determinados.

O tema comunicação esteve presente nos momentos mais significativos das discussões sobre políticas e práticas anti-racistas e integrou pautas de reivindicações do movimento negro manifesta nas conferências nacionais de comunicação, de cultura e de igualdade racial. Por esses e outros motivos, faz-se necessário manter aceso o debate sobre a mídia, e propor ações concretas para a comunicação no Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR.





Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social

Histórico da instituição:

O Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social, é constituído como associação de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter filantrópico, visando estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento sócio-econômico da comunidade Afro-religiosa, e está intimamente ligado ao Mansu Nangetu – Mansubando Kekê Neta, que é um espaço sagrado de manutenção e preservação das manifestações de matriz africana de origem Bantu na cidade de Belém, e ambos funcionam na Tv. Pirajá, 1194 – bairro do Marco da Légua.

HISTÓRIA E OBJETIVOS DO INSTITUTO NANGETU

O Instituto Nangetu foi constituído juridicamente em maio de 2004 e funciona no Endereço e contatos: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194. Marco, Belém-PA. 66.095-631- Telefone: 91 32267599

Missão da organização:

1. Lutar pela preservação da memória cultural afro-brasileira postulando a defesa da comunidade afro-brasileira, sua liberdade de expressão através dos cultos afro-religiosos, postulando a adoção de medidas legais de proteção e amparo aos interesses morais e culturais das comunidades religiosas afro-brasileiras.

2. -Enfatizar os princípios da cultura e religião afro no tocante a saúde, educação e civismo;

3. Pleitear junto ao Governo a adoção de políticas públicas que objetivem o desenvolvimento, a integração e preservação da cultura e religiões afro-brasileiras;

4. Contribuir para que a sociedade civil possa construir alternativas de desenvolvimento fundadas na democracia, na justiça social e no desenvolvimento sustentável.

5. Promover ações na área da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico, artístico, cultural, turístico, paisagístico e meio ambiente.

6. Realização de cursos de aperfeiçoamento para o mercado de trabalho, com ênfase na formação e capacitação profissional e de lideranças, como instrumentos de valorização humana.

7. Promoção do voluntariado.

8. Celebração de convênios, contratos, inclusive, de comodato e cessão de uso, acordos com instituições públicas e privadas, de âmbito municipal, estadual e federal, inclusive internacionais, visando sempre à promoção do cidadão e o desenvolvimento sócio- econômico do Estado do Pará.

9. Elaborar em nível de parceria, projetos nas diversas áreas de atuação do setor público e privado, e executá-los de forma a alcançar os objetivos propostos entre outros.



Ações desenvolvidas nos últimos 5 (cinco) anos: Projetos mais significativos desenvolvidos ou em parceira com a instituição:

1. Projeto Azuelar (inicio em 2005) – laboratório experimental de comunicação social comunitária. Objetivos: Informar as ações culturais e sociais do Mansu Nangetu ou das Comunidades Tradicionais de Matrizes Africanas que tem sua parceria; Exibir filmes (ficção, animação, documentários e de outros gêneros) que tratam da temática afro-brasileira, em especial da temática tradicional de matrizes africanas; Contribuir com a formação cultural de membros da comunidade tradicional de matrizes africanas da zona metropolitana de Belém; Combater o preconceito e a discriminação às culturas afro-brasileiras, em especial `as culturas tradicionais oriundas da África negra, de forma lúdica. Projeto mantido por trabalho voluntário e colaborações espontâneas; premiado pelo Edital Pontos de Mídia Livre/ Secretaria de Cidadania Cultural - MinC, 2009; premiado pelo Edital Cine Pará Mais Cultura/ SECULT-PA, 2010, tem o apoio da PROEX-UFPA através de diversos projetos de extensão.

2. Parceiro no projeto Cartografia social dos afrorreligiosos em Belém do Pará: história e georeferenciamento das casas de religiões afro-brasileiras (desde 2006). Descrição: Projeto de Pesquisa que envolve várias universidades e é coordenado pela pesquisadora Camila do Valle   no âmbito do Projeto Nova Cartografia Social e, dentro deste, faz parte das atividades do Núcleo de Territorialização, Identidades e Movimentos Sociais. O Instituto Nangetu participou da pesquisa, da organização do mapa dos afro-religiososna cidade de Belém, da Cartilha dos Afro-religiosos na cidade de Belém, e da organização do livro Cartografia social dos afro-religiosos de Belém.

3. Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual (início em 2008) . Objetivos: Criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico no quintal do Mansu Nangetu; Incentivar cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico afro-religioso em pequenas áreas de quintais e em hortas comunitárias da zona metropolitana de Belém; Contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos. Mantido através de trabalho voluntário e colaborações espontâneas.

4. Projeto Ancestralidade e Resistência (início em 2006). Objetivos: Valorizar a ancestralidade feminina nas Comunidades Tradicionais de Terreiros. Promover eventos que: a) promovam a cidadania da mulher afro-religiosa; e b) valorizem a experiência e os conhecimentos da pessoa idosa. Mantido com trabalho voluntário e colaborações espontâneas.

5. Nós de Aruanda – artistas de terreiro. Parceiro da UFPA na realização da exposição com os artistas de terreiro. Mobilização de artistas e parceria na divulgação das ações poéticas. Desde 2013.

4. A organização participa de redes, fóruns ou coletivos, em especial:

·       Fórum Permanente das Culturas Paraenses, membros fundadores. 2007

·       Fórum de Povos e Comunidades Tradicionais, membros fundadores. 2007

·       Fórum Audiovisual da Amazônia Legal. 2009

·       Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Mametu Nangetu/ Oneide Monteiro Rodrigues, conselheira titular.   2011-13

·       Conselho Estadual de Políticas para as Mulheres, Mametu Nangetu/ Oneide Monteiro Rodrigues conselheira titular, 2012-14.

·       Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras/ Ministério da Cultura – Mametu Nangetu/ Oneide Monteiro Rodrigues e Táta Kinamboji/ Arthur Leandro, Conselheiros titulares; e Táta Dianvula/ Alex Leovan Oliveira Ferreira, Conselheiro suplente. 2013-15

·       Conselho Nacional de Políticas Culturais/ Ministério da Cultura – Táta Kinamboji/ Arthur Leandro conselheiro titular representando as culturas afro-brasileiras no CNPC. 2013-15

·       Conselho Municipal de Política Cultural (Belém), Mametu Nangetu/ Oneide Monteiro Rodrigues e Táta Kinamboji/ Arthur Leandro, conselheiros titulares, representando o Patrimônio Cultural e as Artes Visuais, respectivamente. Eleitos em 2014, esperando nomeação

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

IPHAN premiou o Projeto Azuelar no Edital Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 – Edital PNPI 2014.

Programa Nengua de Angola entrevista autoridades de terreiros transmitindo as conversas pela webTV. Na foto Mãe Olindina de Obaluaê em entrevista com Mametu Nangetu.
O Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 teve como objeto o reconhecimento de ações de preservação, valorização e documentação do Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades de Matriz Africana – comunidades de terreiro – já realizadas, e que, em razão da sua originalidade, excepcionalidade ou caráter exemplar, mereçam divulgação e reconhecimento público. Os projetos concorreram em duas categorias, cada uma com linhas de ações específicas. Foram oferecidos 10 (dez) prêmios de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) para a Categoria 1 e 25 (vinte e cinco) prêmios de 24.000, 00 (vinte e quatro mil) para a Categoria 2, totalizando um montante de R$ 1 milhão de reais. Ao todo foram oitenta propostas inscritas, sendo onze delas desabilitadas. Na Categoria 1 foram 06 propostas aprovadas e premiadas. Já na Categoria 2, foram aprovados 45 projetos, sendo 25 premiados.
Táta Dianvula entrevistando Gil do Jongo para a rádio-janela Azuelar.

O Instituto Nagentu concorreu com outros 31 projetos, e foi premiado na categoria "Ações educativas voltadas à promoção e valorização do patrimônio cultural na comunidade do entorno da casa e ao público em geral; iniciativas de capacitação para gestão de políticas públicas, elaboração de projetos, mediação de conflitos, e temas correlatos ao universo cultural dos terreiros".
O Projeto Azuelar é um projeto de mídia étnica que funciona há dez anos e tem por objetivo difundir informações sobre o Mansu Nangetu, comunidades de terreiros parceiros e suas tradições. Utiliza o audiovisual e ferramentas de comunicação digital para disseminar conhecimento tradicionais afro-brasileiros, denunciar violações de direitos e informar a população do calendário de rituais e eventos sociais e culturais de povos tradicionais de terreiros de matriz africana.


Daniel Miranda de Nkosi comanda o Fala sério - juventude de terreiro no combate ao racismo.
O trabalho de divulgação da cultura e dos conhecimentos e tecnologias tradicionais, dos conflitos e lutas sociais por direitos à cidadania, foi reconhecido e premiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, como uma importante ação de valorização do patrimônio cultural de povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas. A questão colocada é a visibilidade das comunidades através da divulgação respeitosa das tradições com o protagonismo dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana, táta Kinamboji, coordenador técnico do mprojeto, diz que “as comunidades de povos tradicionais de terreiros de matriz africana tem que aprender a fazer a própria mídia e a lidar com a possibilidade da exposição midiática preconceituosa”. A ação do Instituto Nangetu, de criar a própria mídia, se antecipou às diretrizes da política pública da presidência da república que em 2013 lançou, através da SEPPIR - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial -, o Plano Nacional de Sustentabilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas , e este plano em seu primeiro objetivo. Diz: “Promover a valorização da ancestralidade africana e divulgar informações sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana” em iniciativas como “Realizar Campanha Nacional de informação e valorização da ancestralidade africana no Brasil”.
Manifestação de combate ao racismo religioso em janeiro de 2014 (Rádio-janela, Projeto Azuelar).
Confira aqui os outros projetos premiados na 1ª edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014. 
O Edital faz parta das ações do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana que foi construído com base no Plano Plurianual (PPA 2012-2015) e reúne um conjunto de políticas públicas que buscam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil. Além do enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão social produtiva e Desenvolvimento Sustentável. 
A SEPPIR coordena o grupo de trabalho responsável pela execução, monitoramento e revisão do plano e que agrega os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Cultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pela defesa do Estado laico, associados reformaram o estatuto.

 



A sessão aconteceu na manhã do dia 25 de outubro de 2014, e foi presidida por Mametu Nangetu, presidenta do instituto, com a ajuda de Táta Dianvula, que secretariou a assembléia. 

Abrindo a pauta, Mametu falou da necessidade de reformar o estatuto social do Instituto Nangetu, aprimorando e adequando a organização social aos novos contextos políticos e sociais. 

Dentre as reformas propostas, ela apresentou a alteração do nome social da organização propondo chamar-se de “Instituto Nangetu de Tradição Bantu na Amazônia e Desenvolvimento Social”, argumentando o interesse do Instituto no financiamento público de projetos e ações e na participação social nas instâncias de diálogo com o Estado, para isso destacou-se a necessidade de defesa do Estado Laico e a necessidade de defesa das tradições afrobrasileiras o que engloba também os aspectos da religiosidade e a defesa do sagrado de origem africana no Brasil.

Para atender essa necessidade, ela destacou a necessidade, também, de alterar a redação estatuto do Instituto em diversos artigos e incisos que foram detalhados na minuta de proposta de reforma de estatuto, que foi aprovada por unanimidade, ficando desta forma reformado e consolidado o estatuto social do Instituto Nangetu que agora passa a se chamar de INSTITUTO NANGETU DE TRADIÇÃO BANTU NA AMAZÔNIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL.



Mametu aproveitou a ocasião e a presença de Domingos Conceição, do Instituto Mocambo, e do Prof. Devison Amorim, do projeto de extensão "Mitologia afro-amazônica em objetos animados", e, depois da assembléia, provocou um debate sobre os projetos do instituto Nangetu que estão em andamento.

Instituto Nangetu elegeu diretoria para mandato 2014-19.



Na manhã do sábado, dia 13 de outubro, a assembléia geral ordinária do Instituto Nangetu elegeu a diretoria para o quinquênio 2014/ 2019, reconduzindo Mametu Nangetu para a presidência, e tendo como vice-presidente Mametu Deumbanda.
Tatetu Odé Oromi assumiu a função de secretário, Kota Mazakalanje a diretoria administrativa e financeira, e o novo diretor de projetos é o Táta Kfunlumizo. A comunidade do Mansu Nangetu e os associados do Instituto Nangetu, desejam sucesso à nova diretoria.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Convocação da Assembléia Geral Extraordinária do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social.

A presidente do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, no uso de suas atribuições estatutárias vem por meio deste convocar seus associados para comparecer em reunião de plenário no dia 25 de outubro, sábado, as 10h, na sede do Instituto Nangetu, sito à Tv. Pirajá n. 1194 – Belém/PA, para decidir sobre a pauta  única de alteração de estatuto.
Belém, 20 de outubro de 2014.
Mametu Nangetu uá Nzambi/ Oneide Monteiro Rodrigues
Presidente

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Convocação da Assembléia Geral Ordinária do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social.

Assembléia Geral Ordinária do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social.
A presidente do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, no uso de suas atribuições estatutárias vem por meio deste convocar seus associados para comparecer em reunião de plenário no dia 18 de outubro, sábado, as 10h, na sede do Instituto Nangetu, sito à Tv. Pirajá n. 1194 – Belém/PA, para decidir sobre a pauta  única de apresentação de chapas e escolha da nova diretoria do Instituto:
Belém, 13 de outubro de 2014.
Mametu Nangetu uá Nzambi/ Oneide Monteiro Rodrigues
Presidente

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Roda de conversa com candidatos de terreiros pelo Estado do Pará.


Convidamos os candidatos de povos tradicionais de terreiro pelo estado do Pará, e os que se apresentam como defensores dos afro-religiosos, para uma roda de conversa na webTV azuelar com transmissão ao vivo pela http://www.ustream.tv/channel/azuelar e posterior publicação no youtube.
A conversa acontece na tarde da quinta-feria (2 de outubro) as 15h.
Realização do Projeto Azuelar do Instituto Nangetu - Pirajá, 1194, Belém/PA. 91-32267599 solicitamos confirmação de participação.

domingo, 28 de setembro de 2014

As crianças fizeram a festa no “Dibangulangu riá Nvunji”.

Isso aqui é resistência, é manutenção de tradição! Foi com essas palavras que Mametu Nangetu avaliou a realização do “Dibangulangu riá Nvunji”. Mais um ano com o tradicional caruru das crianças e distribuição de bolos, doces e bombons no Mansu Nangetu, em Belém do Pará.
O ritual teve toque para Nvunji e uma mesa com a fartura da culinária tradicional afro-amazônica, delicias que todos puderam desfrutar.

Este ano foram apresentadas várias novidades, uma delas foi a distribuição de kits educativos, contendo material escolar e livros infanto-juvenis, preparados como parte da promessa de uma professora e educadora que para agradecer uma graça concedida pelos santos gêmeos "Cosme e Damião", doou o material educativo ao terreiro. Uma iniciativa que contou com a aprovação das mães que acompanhavam as crianças na peregrinação pela cidade em busca de guloseimas. Elas elogiaram a iniciativa que busca a diversão aliada à educação.


Também teve  a apresentação de contação de estórias de lendas africanas, parte do projeto Mitologia Afro-amazônica, coordenado por Carlos Cruz. A proposta é utilizar o teatro para montar e apresentar espetáculos com estórias de mitos e lendas, e também as estórias da luta por cidadania dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana na Amazônia - ações que estão em preparação para serem apresentadas em escolas como forma de contribuir com a Lei 10.639/03.
Carlos Cruz, ensaiando a dramatização da lenda de Ibeji.

Esta primeira experiência foi a dramatização de uma lenda iorubana de Ibeji, com a participação do próprio Carlos e de Maria Carolina, que fizeram os diálogos das personagens, e a participação especial de Táta Kinamboji fazendo a narração.

E a com a alegria contagiando a todos, a celebração para as crianças foi acontecendo em cada um dos presentes...

Veja a cobertura da TV Liberal.







sábado, 27 de setembro de 2014

Programa FALA SÉRIO, juventude de terreiro no combate ao racismo - em debate, a escola e a diversidade cultural.





FALA SÉRIO
juventude de terreiro no combate ao racismo
Tema em debate, a escola e a diversidade cultural.





APRESENTAÇÃO
Daniel Miranda de Nkosi



PROFESSORES CONVIDADOS
Táta Kafungeji (Rodrigo Ethnos Barros)
Édne Maués



PRODUÇÃO
Luah Sampaio


EQUIPE TÉCNICA E COLABORADORES
Táta Kinamboji (Arthur Leandro)
Luiza Cabral
Isabela do Lago
Táta Kafulumizo  (Angelo Imbiriba)



REALIZAÇÃO
Instituto Nangetu
Projeto Kiuá Iobe
Projeto Azulear/ Ponto de Mídia Livre



Belém/PA
setembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Convite - “Dibangulangu riá Nvunji”, o Carurú das Crianças.

Convidamos os amigos, simpatizantes e filhos da comunidade Afro-Religiosa, para participar da Cerimônia de Tradição Angola “Dibangulangu riá Nvunji”, o Carurú das Crianças, na oportunidade o Projeto Teatro de Lendas Afroamazônicas nas Escolas, apresentará o espetáculo “O Nascimento dos Primeiros Gêmeos”. E serão distribuídos doces, sucos, bolos, mingau, carurú e muita brincadeira às nossas criancinhas.
Dia: 27 de setembro de 2014 (Sábado)
Início: 18h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta (Travessa Pirajá, 1194
- entre Av. Duque e 25 de setembro - Bairro do Marco, Belém- Pará)
Contamos com sua presença! 



terça-feira, 9 de setembro de 2014

webTV Azuelar apresenta o Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo!

Neste sábado dia 13 de setembro, as 15h, estréia tão esperada do programa 'Fala sério', feito pela juventude de terreiro - Projeto Kiuá Iobe - , que procura, indaga e resiste! Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo! em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu
Fala sério! E não me venha mais com a sua ignorância e intolerância pra cima da minha vida!
Nesse primeiro programa, vamos conversar com nossos professores das escolas de ensino fundamental e médio aqui do Pará, para percebermos as situações e interações do estudante de terreiro com a comunidade estudantil. Para isso teremos a importante presença do professor de filosofia Jean e do Tata Kafungeji (Rodrigo Ethnos) professor de artes da rede pública e Tata do Rundembo Ngunzo ti Bamburucema.
 Uma conversa agradável nesse próximo sábado, no nosso tão importante quintal do Mansu Nangetu. Quem quiser colar e trocar essa idéia com a gente, o Mansu fica na Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua ou para quem estiver de longe o endereço ta WebTv Azuelar é ] http://www.ustream.tv/channel/azuelar