domingo, 24 de julho de 2016

Marche com as mulheres negras.

Em Belém a marcha é organizada pelo CEDENPA e pela Rede de Mulheres Negras, inicia as 16h da segunda-feira, 25 de julho, saindo da escadinha em direção à Praça da República.

A data é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe.


Ilustração Isabela do Lago, Arte Sinara Assunção.

Para Mametu Nangetu, este é mais um dia de luta por cidadania de mulheres negras, mulheres de terreiros de matriz africana, mulheres quilombolas. Por isso convocamos toda a sociedade para marchar junto com as mulheres negras e reafirmar a necessidade de políticas públicas de igualdade racial, políticas públicas de igualdade de gênero e de direitos humanos no Brasil.






O Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho, é mais do que uma data comemorativa; é um marco internacional da luta e resistência da mulher negra contra a opressão de gênero, o racismo e a exploração de classe. Foi instituído, em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento a presença e a luta das mulheres negras nesse continente.
O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer às organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.
No Brasil, a Lei nº 12.987/2014, sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, institui o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma líder quilombola, viveu durante o século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada. Assim como Tereza, outras mulheres foram e são importantes para a nossa história. Com trabalhos impecáveis e perseverança, elas deixaram um legado, que cabe a nós reverenciarmos e visibilizarmos a emancipação das mulheres negras, como forma de homenagear; Antonieta de Barros, Aqualtune, Theodosina Rosário Ribeiro, Benedita da Silva, Jurema Batista, Leci Brandão, Chiquinha Gonzaga, Ruth de Souza, Elisa Lucinda, Conceição Evaristo, Maria Filipa, Maria Conceição Nazaré (Mãe Menininha de Gantois), Luiza Mahin, Lélia Gonzalez, Dandara, Carolina Maria de Jesus, Elza Soares, Mãe Stella de Oxóssi, entre tantas outras

Fontes: Geledes CEERT Blogueiras Negras


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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Programação Cineclube no mês de agosto:dia 5 Bombadeira; dia 19 Amistad.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.



5 de agosto - Bombadeira, documentário de Luis Carlos Alencar. Brasil, 2007 - 75min. Debate com Davi Miranda e Aylla Wellch. Sinopse: Bombadeiras, assim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial,não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "fadas madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero. Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social. Ria, chore, compreenda, EMOCIONE-SE.



A luta pela liberdade retratada em Amistad.

19 de agosto - Amistad, ficção/ drama de Steven Spielberg. EUA, 1998. Debate com Domingos Conceição. Sinopse: O filme relata a luta de um grupo de africanos escravizados em território norte americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação. A história é baseada em factos verídicos que ocorreram a bordo do navio La Amistad na Costa de Cuba, 1839. 53 negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, quando desordenadamente navegaram até a costa de Connecticut. Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação. Através desta trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para a exploração do trabalho na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.

domingo, 17 de julho de 2016

Programa Liberal Comunidade - Cursinho do Coletivo (R)existência prepara alunos de baixa renda para o ENEM


O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior. (R)êxistencia e Nangetu - Projeto prepara alunos de baixa renda para o ENEM -  Para assistir a matéria completa, ver o link do Programa Liberal Comunidade.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Nota de pesar, Ministra Luiza Helena Bairros.



O Instituto Nangetu lamenta profundamente a morte de Luiza Helena de Bairros, (ex)ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que faleceu em Porto Alegre nesta terça-feira (12 de julho de 2016) em virtude de um câncer de pulmão.









Ela foi ministra do governo de Dilma Rousseff entre os anos de 2011 e 2014, e durante sua passagem pelo governo federal, foi que a SEPPIR-PR construiu o I Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos Tradicionais de Matriz Africana, primeiro documento oficial com diretrizes de políticas públicas voltadas ao povo tradicional de matriz africana e suas comunidades.


Também foi a sua gestão a responsável pela criação do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), cujo objetivo é implementar políticas públicas voltadas a proporcionar à população negra igualdade de oportunidades e instâncias de combate à discriminação e à intolerância. A principal forma de atuação do Sinapir, conforme defendia Luiza Bairros, é a articulação das políticas públicas nacionais com municípios e governo estaduais, através da criação de órgãos regionais para a promoção da igualdade racial.

Luiza Helena Bairros é um exemplo de luta para todos nós, uma mulher a ser lembrada e reconhecida pela sua participação e liderança nas organizações e nas lutas sociais, e também a ser lembrada e reconhecida pela gestão de ministério em que demonstrou capacidade de articulação, até com setores mais conservadores do governo, para a implantação de politicas públicas de promoção de igualdade racial.

Que Nzambi lhe receba e lhe guarde, Luiza, e de nós, tenha certeza que faremos valer a memória da sua/nossa luta.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Inclusão Digital em Software Livre para Juventude Negra.





Parceria entre Mocambo e SERPRO realiza Curso de Inclusão Digital em Software Livre para Juventude Negra. O curso acontece de 11 a 29 de julho no Espaço Serpro Cidadão em Belém, empoderando jovens negros.  
Para o Instituto Nangetu, essas ações de capacitação da juventude negra, com o recorte de juventude de comunidades de terreiros tradicionais de matriz africana, são importantíssimas para que o povo negro na diáspora brasileira desenvolva habilidades de uso e desenvolvimento de tecnologias para poder aplica-las em tecnologias de comunicação étnica e racial e em ações de combate ao racismo e valorização das tradições negras brasileiras.



domingo, 10 de julho de 2016

Oficina de alguidás e outras vasilhas biodegradáveis.





Como parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu, realizou uma de Oficina Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis, com troca de saberes de manejo ambiental tradicional de matriz Bantu.

Cmeçou com uma explicação sobre as práticas tradicionais do Mansu Nangetu. falando que para os Bantu, cada um de nós é responsável por si, pela comunidade e pelo mundo em que vivemos, e que a responsabilidade pelos seus atos reflete na relação saudável dos humanos com o meio ambiente.

A urbanização de Belém despreza as áreas de mata e de beiras de igarapés, e esse entendimento equivocado faz com que pneus, plásticos e outros resíduos sejam despejados pela população nessas  áreas.

A preocupação e o cuidado é também com a saúde e o controle de doenças endêmicas, e que um  ambiente saudável contribui pra um povo saudável.

O Mansu Nangetu também se preocupa com a extração indiscriminada em minas de argila, e por isso, também começou a experimentar a construção de vasilhas biodegradáveis, promovendo a construção de recipientes com reciclagem de papelão e jornais, desde barquinhas de oferendas nas águas, até alguidás de papel e de folhas, que são usados em oferendas.

Registros: Weverton Ruan Rodrigues/ Projeto “Ngomba d’Aruanda – apoio ao projeto Azuelar, Ponto de mídia livre do Instituto Nangetu” - PROEX/ UFPA

domingo, 3 de julho de 2016

Aula inaugural do Cursos de Inclusão Digital em Software Livre para Juventude Negra.

Convidamos as autoridades tradicionais de Matriz Africana a participar da aula inaugural do Cursos de Inclusão Digital em Software Livre para Juventude Negra, fruto de parceria entre o MOCAMBO e o SERPRO - - Serviço Federal de Processamento de Dados.
O gerente do Projeto Espaço SERPRO Cidadão apresentará algumas possibilidades para parcerias futuras que promovam ações de inclusão digital entre as comunidades tradicionais de matriz africana com o objetivo promover oportunidades de acesso a “era da informação/ informatização” possibilitando inclusão e interação com os recursos tecnológicos de uma forma positiva, visando desenvolver uma atitude favorável em relação à tecnologia e reverter a exclusão digital.

Data: 08.07.2016
Hora: 9:00h
Local : Serpro Regional Belém - Projeto Espaço Serpro Cidadão - Av. Perimetral, 2010 - Marco, Belém - PA

terça-feira, 14 de junho de 2016

Cineclube: NJINGA, RAINHA DE ANGOLA. 15 de julho de 2016, 19h.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


15 de julho de 2016, 19h
NJINGA, RAINHA DE ANGOLA. Histórico. Direção: Sérgio Graciano. Angola 2013. 108 minutos



Sinopse: Ngola Nzinga Mbande ou Rainha Ginga foi uma rainha ("Ngola") dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. O seu título real na língua quimbundo - "Ngola" -, foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região (Angola). Este filme narra a trajetória de uma das mais importantes mulheres africanas que marcou a história da Angola. Esta mulher é Njinga, uma guerreira africana, que durante quarenta anos lutou pela independência dos reinos de Ndongo e Matamba ao longo do século 17.





Apoio: Projetos de extensão da PROEX/ UFPA.
  • Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
  • Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
  • Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu

Cineclube: programação quinzenal.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.






Sexta: 8 de julho de 2016. 19h.
A Música é a Arma (Musique au poing) Dirigido por: Jean-Jacques Flori Stephane Tchal-Gadjieff França, 1982 - 53 minutos
Sinopse: Fela Kuti é uma figura central na história da música africana. Todas as formas atuais de "black music" devem algo ao groove irresistível que ele criou: O Afrobeat. Durante toda sua carreira lutou contra a corrupção política no seu país de origem, a Nigéria. Ele foi e ainda é uma referência ideológica e política para muitos africanos, que carinhosamente o chamavam de "presidente negro".
Dirigido em 1982 por Stéphane Tchal Gadjieff e Jean-Jacques Flori, "A Música é a Arma" é o documentário definitivo sobre Fela. Um filme essencial a todos que querem conhecer melhor a música e ideias do artista. Filmado em Lagos, uma cidade a beira do caos social, o filme mostra entre outras coisas a "República Kalakuta", vila comunal autodeclarada independente onde viviam Fela, suas esposas, integrantes da banda e agregados; e a casa noturna "Shrine", onde o grupo apresentava-se e realizava seus rituais religiosos..





Sexta: 17 de junho de 2016. 19h.
Quilombo, Direção: Cacá Diegues. Brasil, 1984. 127min

Sinopse: "Por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela no Engenho Santa Rita, ao sul da Capitania de Pernambuco. Vitoriosos, os escravos fogem para as montanhas, onde estaria instalado o Quilombo dos Palmares. À frente dos rebeldes estava Ganga Zumba, Príncipe africano que, chegando às montanhas, revela sua extraordinária capacidade de liderança, tornando-se em pouco tempo o novo rei dos Palmares. Ajudado por sua mulher, a guerreira Dandara e por seu melhor amigo Acaiúba, Ganga Zumba organiza a nação de ex-escravos, dotando-a de uma próspera economia e de uma verdadeira estrutura de Estado, independente dos colonizadores europeus. Ao vencer a guerra contra a Holanda, os portugueses desviam sua ofensiva para Palmares. Vitoriosos em sucessivas lutas contra os brancos, Ganga Zumba torna-se amante de Ana de Ferro, prostituta francesa que deixa o Recife, capital da Capitania de Pernambuco, pedindo asilo aos palmarianos. Ela acaba se transformando na conselheira do Rei de Palmares, instruindo-o quanto aos costumes e manhas da política européia. Palmares estava no auge de sua glória e prosperidade quando volta à montanha, fugindo de Porto Calvo, um afilhado do Rei, sequestrado perto dali, quando criança, pelos brancos. Zumbi é em tudo diferente de seu padrinho, mas logo aprende com Ganga Zumba todas as qualidades de liderança e amor pela nação negra. Com o correr dos anos, ainda que unidos pelos ideais do Quilombo de Palmares, Ganga Zumba e Zumbi divergem quanto à política a ser usada contra os brancos. Ganga Zumba aceita discutir um tratado de paz com o Governador de Pernambuco enquanto Zumbi sabe que senhor e escravo nunca poderão viver em harmonia. Por fim, Zumbi, à frente de seus bravos guerreiros defronta-se num campo de batalha às portas da capital de Palmares com os canhões de Domingos Jorge Velho (contratado pelo governo português para atacar o Quilombo).




Apoio: Projetos de extensão da PROEX/ UFPA.
  • Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
  • Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
  • Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Domingo, dia 12, tem Festividade para Santo Onofre.

Convidamos a todos(as) para participar das Festividades de Santo Onofre no Mansu Nangetu - Mansubando Kekê Neta, com ladainhas no período de 31 de maio a 13 de junho a partir das 18h, e festividade com apresentação do Boi Bumbá Caprichoso, de mestre Alarindo, no dia 12 de junho. endereço: Tv. Pirajá, 1194 - Belém.

domingo, 29 de maio de 2016

3 de junho, sexta, Marcha ‪#‎MulheresContraTemer‬ na praça da República.

Por nenhum direito a menos, convidamos a todas e todos para a Marcha ‪#‎MulheresContraTemer‬ em Belém, dia 3 de junho (sexta-feira), com concentração às 16h na Praça da República, onde vamos nos juntar ao movimento Ocupar a República e a outros movimentos sociais que quiserem somar. É hora de tomar as ruas! Nenhum passo para trás.

Cursinho (R)existência inicia atividades no Mansu Nangetu.

O Instituto Nangetu firmou parceria com o Coletivo Cursinho (R)Existência, e desde  o início do mês de maio oferece as aulas colaborativas de cursinho pré-vestibular que investe em conteúdos do ENEN - Exame Nacional do Ensino Médio . O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior.
Estudantes, professores e colaboradores do (R)Existência iniciaram as atividades com rodas de conversa sobre respeito às diversidade de gênero e combate ao racismo e ao machismo.  

O cursinho (R)Existência, não é somente um cursinho popular preparatório para o ENEM, pois também trabalha a formação de cidadãos para o enfrentamento de todas as opressões. Tem como objetivos principais "preparar" estudantes para o vestibular e auxiliar no empoderamento de pessoas trans, negras, comunidades tradicionais de matriz africana e moradoras de periferia para a defesa dos direitos de cidadania e valorização dos direitos humanos.
“É, antes de tudo, uma iniciativa feminista negra e "trans-aliada". Aquelxs que compreendem essa luta e querem somar sejam muito bem-vindxs, aquelxs que querem compreender melhor, sejam bem-vindxs também, vamos ter formação continuada e nos desconstruir para construir um ensino - no espaço (R)Existência - e um movimento de resistência, nas universidades, revolucionários. Nosso compromisso é com "ensino-aprendizagem" e empoderamento”. Diz Lìvia Noronha, uma das coordenadoras do projeto.
Cursinho (R)Existência, as aulas são no Mansu Nangetu. 

As aulas acontecem em fins de semana no Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194, Marco. Belém/PA, a partir das 9h. Informações com Lívia Noronha 91-982871917 e Evileny Gonçalves 91-98320-5037.

sábado, 28 de maio de 2016

Poéticas de matriz africana em conversas na XX Feira Pan-amazônica do Livro.

Foram 2h de conversas com artistas e pesquisadores de terreiros de povos tradicionais de matriz africana. Foto de Lucivaldo Sena/ Projeto Griot Amazônida.

Na tarde do sábado, 28 de maio, a COPIR da SEDUC promoveu uma série de conversas sobre as poéticas de matriz africana na Amazônia à partir da experiência do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, desenvolvido pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico e pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé, ligados à UFPA. As conversas aconteceram em parceria com o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre, e foram transmitidas ao vivo em parceria com o Projeto Aluno Repórter.
Com a participação de artistas, curadores e pesquisadores como Mametu Nangetu, Isabela do Lago, Glauce Santos, Marilu Campelo, Tainah Jorge, as conversas tiveram a mediação de Táta Kinamboji, e relataram os processos de construção poética desses artistas que constroem arte que afirmam os valores civilizatórios herdados da África negra, ao mesmo tempo em que se revelaram severas críticas ao racismo institucional que dificulta a aplicação da Lei 10.639/03, e nega a transmissão desse conhecimento nas escolas da rede de ensino.

A roda de conversa pode ser acessada clicando no link.






Estas ações contam com o APOIO de Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo; e Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Roda de Conversa: poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.

Mais informações no blog da  COPIR: Programação com temática étnico-racial na Feira do...


Roda de Conversa, poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.
Apresentação: Táta Kinamboji (Profº Arthur Leandro), e equipe do Projeto Azuelar.

Serviço:
Local: Estander da SEDUC
Dia: 28 de Maio
Horário: 13:30 às 15:30

1º Bloco de Entrevista
Projeto Educativo “Afro-amazônicos e seus símbolos”
Convidada: Tainah Jorge.
Tainah Jorge é filha de santo de Mãe Esther de Jarina, Terreiro Seara da Oxossi, da nação Tambor de Mina. É estudante de ciências sociais na UNAMA e cumpre estágio no serviço educativo do Museu Paraense Emílio Goeldi, e foi trabalhando no serviço educativo do museu que ela propôs a construção do circuito “Afro-amazônicos e seus símbolos”, que faz parte do seu projeto de pesquisa. Ela explica que a meta desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369/03, e é um circuito para mostrar a estudantes do ensino médio as relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. O projeto do Serviço de Educação foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz africana em Belém.

2º Bloco de Entrevista
Projeto “Nós de Aruanda-Artistas de Terreiro”
Convidados: Mãe Nalva de Oxum, Mametu Muagile, Mametu Nangetu, Professora Dra Marilu Campelo, e Weverton Ruan Rodrigues.
Nós de Aruanda, artistas de terreiro, é um projeto do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB)/ UFPA, e do Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq. Em 2016 se realizou a 4a exposição com poéticas de matriz africana na Amazônia, e é sobre essa experiência de arte fundada na matriz cultural oriunda da África negra. que vamos colocar em debate.

3º Bloco de Entrevista
Projeto “BLOCK PRINT – Estamparia Afro”
Convidado: Glauce Santos e Jean Ribeiro.
A estamparia por carimbos de madeira, ou blocos de madeira, conhecida como Wood Block Printing, foi o processo precursor da produção industrial em grande escala. O método de gravação da matriz de madeira é o mesmo da xilogravura, com algumas particularidades relacionadas aos materiais, como corantes e têxteis a serem utilizados. Tornou-se possível a reprodução de um desenho mais elaborado e com bons resultados formais, favorecendo a gravação de matrizes voltadas, exclusivamente, para a estamparia corrida. A técnica é utilizada na estamparia africana, e difundida em projeto de pesquisa e oficinas educativas de Glauce Santos e Jean Ribeiro.

4º Bloco de Entrevista
O desafio da educação afrocentrada em arte,
Convidada: Isabela do Lago.
Muito se têm pensado sobre a importância do conhecimento em história e cultura africana e afro-brasileira nas salas de aula, sobretudo na educação básica, com o intuito de fundamentar origens da cultura negra e sua afirmação identitária para a superação do racismo e reparação dos problemas sociais ocasionados pelo mesmo. Isabela traz uma proposta afrocentrada para o ensino-aprendizagem da arte em formato didático, para fácil aplicabilidade na sala de aula, onde encontraremos suporte poético na leitura de obras que compõem o acervo do projeto “Nós de Aruanda- artistas de terreiro fazer um glossário explicando os termos” entre as edições de 2013 a 2015 da mostra em Belém do Pará.


domingo, 15 de maio de 2016

NOTA PÚBLICA - Direitos Humanos.

NOTA PÚBLICA

Nós, entidades e movimentos sociais componentes do Fórum Paraense De Direitos Humanos, vimos à público externar nossa preocupação com a desarticulação da política de direitos humanos no governo federal com a extinção dos ministérios ligados a pauta de direitos humanos como: igualdade racial, mulheres, direitos humanos, cultura, desenvolvimento social, desenvolvimento agrário e a falta de nomeação de mulheres, negros e indígenas para os ministérios.

Não permitiremos retrocessos! Precisamos fortalecer os mecanismos de controle social para garantir o respeito aos avanços no ordenamento jurídico e nas políticas públicas, pois não há progresso de uma sociedade sem que haja a indelével defesa e garantia dos direitos humanos.

Seguiremos unidos para que estas políticas não sejam desarticuladas. Ampliaremos nossa luta para que as pessoas que mais precisam não sejam as vítimas de conflitos de interesses pautados muitas vezes apenas no mercado e no poder.

Por direitos! Por democracia! Por cidadania! Por dignidade! Por respeito! Pela sociedade, seguiremos lutando!

Assinam esta nota:
Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará
IJOPPA - Instituto Jovem Positivo do Pará
Associação Afro Brasileira Fleixeiro do Pará
Movimento Atitude Afro Pará
Movimento Juventude Afro Pará
GHP - Grupo Homossexual do Pará
IABIC-Instituto Afro Brasileiro Imaculada Conceição
Instituto Brasil Amigo
Instituto Ecovida
ONG Fenix
Caritas Norte II
Núcleo de Educação Popular "Raimundo Reis" - NEP
Conselho Regional de Psicologia - 10 região
Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará - SINJOR
Instituto Nangetu
Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado do Pará-FAAPPA
Circulo Palmarino
Forum Paraense de ONG Aids e hepatites virais
Comitê Popular Urbano
Associação Lar de Maria
Associação Afro-religiosa e cultural Ilê Yabá Omi-Aciyomi
Sociedade Paraense de Direitos Humanos - SDDH
Associação dos filhos e amigos do Ile Iya Omi Ase OFa Kare
Mocambo
Coletivo Casa Preta
IPEL - Instituto Popular Eduardo Lauande
IBAMCA - Instituto Bamburusema de Cultura Afro Amazônica
Lar Fabiano de Cristo
Addmipa - Associação em Defesa dos Militares do Pará
Espaço Cultural Nossa Biblioteca
Associação Paraense de Apoio a Comunidades Carentes - Apacc

sábado, 14 de maio de 2016

Cineclube exibe Macunaíma na sexta dia 20 de maio.

O Cineclube Nangetu começa a exibir e debater filmes que tenham relação com os conteúdos das provas do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, e em apoio ao Cursinho Popular (R)existência, que atende prioritariamente pessoas trans, travestis, mulheres negras, negros, LGBT's. 

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Filme: Macunaíma, Brasil, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. 108 min.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Início: 18:30.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


Com essa linha editorial, de apoio aos projetos educativos realizados em parceria com outros movimentos e organizações sociais, iniciamos as sessões com o filme Macunaíma, (Brasil, 1969) de Joaquim Pedro de Andrade.
O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade, datado de 1928, que é considerado um dos importantes romances modernistas do Brasil. e a proposta editorial é também utilizar o filme para debater os temas polêmicos, como racismo, homofobia, misoginia na história e na literatura brasileira.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Bom Saber sobre Racismo.



Vídeo animação aborda o conceito de Racismo Religioso, quando a discriminação ocorre contra crenças de uma raça. Neste caso, contra as religiões fundadas pelos negros.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Contra o genocídio da juventude negra, e em solidariedade às mães da Terra-Firme.

É chegada a hora de tirar nossa nação das trevas da injustiça racial - Zumbi dos Palmares.



No próximo sábado, véspera do dia das mães, o movimento atitude afro fará um ato público contra o extermínio da juventude negra, pelas mães que choram a perda de seus filhos, Será às 17h, na praça São Domingos, na Terra-firme, em Belém.
Nos solidarizamos com a dor das mães que cotidianamente choram a perda de seus filhos, e exigimos a adoção de políticas públicas de combate ao extermínio do povo negro e de suas tradições.

sábado, 30 de abril de 2016

Alguidás de papel e de folhas, para oferendas.

Estudantes de escolas públicas também ouviram a experiência da comunidade.
Na quinta-feira, dia 28 de abril, como parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu, realizou uma de Oficina Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis, com troca de saberes de manejo ambiental tradicional de matriz Bantu.
A condução dos trabalhos foi de Táta Kinamboji, com o auxílio de Weverton Ruan e Samiliy Maria, e começou com uma explicação sobre as práticas tradicionais do Mansu Nangetu. KJinanboji falou que para os Bantu, cada um de nós é responsável por si, pela comunidade e pelo mundo em que vivemos, e que a responsabilidade pelos seus atos reflete na relação saudável dos humanos com o meio ambiente. Contou das ações da comunidade no manejo da mata da CEASA, dizendo que a comunidade te  a preocupação de periodicamente fazer a limpeza dos locais de culto, e que sistematicamente recolhe resíduos sólidos nessa área, como forma de promover o ambiente saudável.
Ele ressaltou que a urbanização de Belém despreza as áreas de mata e de beiras de igarapés, e esse entendimento equivocado faz com que pneus, plásticos e outros resíduos sejam despejados pela população nessas  áreas. Táta ainda ressaltou que a preocupação e o cuidado é também com a saúde e o controle de doenças endêmicas, e que um  ambiente saudável contribui pra um povo saudável.
O Mansu Nangetu também se preocupa com a extração indiscriminada em minas de argila, e por isso, também começou a experimentar a construção de vasilhas biodegradáveis, promovendo a construção de recipientes com reciclagem de papelão e jornais, desde barquinhas de oferendas nas águas, até alguidás de papel e de folhas, que são usados em oferendas, passando, então, para a construção dos objetos.








sexta-feira, 29 de abril de 2016

Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza reunião do grupo "Interreligiosos em defesa da democracia".

Religiosos de Matrizes Africanas dizem não ao Golpe

Todos pela Democracia
publicado 29/04/2016 origialmente em CONVERSA AFIADA.
Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza reunião do grupo "Interreligiosos em defesa da democracia" .

No ato convocado pelo Coletivo de Entidades Negras, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Coordenação Nacional de Igrejas Cristãs e o Comitê Pró Democracia do Senado Federal a sessão debateu a necessidade de se lutar pela democracia e estabelecer um contraponto contra o golpe e a agenda reacionária da bancada BBB - Boi, Bala e Bíblia.  


A atividade denominada #NãoEmNomeDeDeus fez clara alusão à maneira negativa de utilização do sagrado para objetos escusos a exemplo do Golpe em Marcha no Brasil e que a imprensa golpista insiste em chamar de impeachment mas não apresentar o crime.

Sabendo dos riscos à garantia de direitos que está por vir e da necessidade da luta e resistência, logo após o encontro os religiosos de matrizes africanas ocuparam as galerias do senado e entoaram cânticos sagrados para Ogum - Orixá das Guerras e das Lutas para dizer que não vão aceitar retrocessos e que as elites representantes da Casa Grande não mais os colocarão nas senzalas.

Também ficou decidido que no dia 05 de maio os religiosos de matrizes africanas de todo o Brasil irão fazer atividades contra o Golpe e em defesa da democracia nos Terreiros de Candomblé do Brasil inteiro.
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