sexta-feira, 31 de julho de 2015

Arte afro-amazônica presente no projeto Feira Livre.

Pedro Olaia e Romário Alves em roda de conversa com Mametu Nangetu.

As paisagens de uma feira livre estão intimamente relacionadas aos frequentadores deste espaço/ tempo, elas tem a capacidade de agregar diferentes lógicas de organização e funcionamento que extrapolam as razões econômicas, colocando-as como fatores secundários, um lugar onde as práticas colaborativas são vivenciadas por necessidade e o intercâmbio cultural ocorre a cada encontro.
O Projeto "Feira livre; -performa-te cidade:  investigação performática, diálogos e outros sabores", coordenado pelo artista Pedro Olaia com a colaboração de Romário Alves, um projeto que se propõe a habitar o corpo-cidade, pensar e experienciar as feiras livres como extensão do corpo e produção de identidade.
São três feiras experimentadas como  espaços criativos abertos, lugares de produção de subjetividades, que serão experimentados criativamente pela interação dos propositores com outros três diferentes grupos artisticos, que são: Casa dos Bonecos, o Reator e o Instituto Nangetu. Para cada feira, o grupo envolvido abre o espaco cultural que representa para a construção de um laboratório multimidiático (open lab).
A vivencia criativa na feira da Ceasa com os artistas do Instituto Nangetu, é uma extensão das atividades que o grupo já desenvolve naquela área, os membros da comunidade já tem  um conjunto de trabalhos artísticos que coloca em questão o consumo irresponsável, os cuidados necessários para oferendas religiosas e o acumulo de lixo urbano na mata da CEASA.
Para além da área da mata, Mametu Nangetu quer experimentar, também, o espaço da feira que é a maior da cidade e o lugar de onde se distribui uma parte significativa dos alimentos da população. Para ela é importante relacionar esse espaço de convivência e trocas, cuja imagem também está relacionada á fartura do alimento, com o Nkise Mavambo, a divindade que, entre os povos bantu, transporta as oferendas que alimentam as tradições afro-amazônicas.

O Projeto Feira livre; -performa-te cidade:  investigação performática, diálogos e outros sabores, é premiado pelo Edital de Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística da Fundação Cultural do Pará.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Mametu Nangetu participou da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, em Salvador.

Mametu Nangetu esteve no Espaço Cultural da Barroquinha em Salvador/Bahia   no dia 22 de julho de 2015, para párticipar da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, com o tema: Pátria Amada Brasil.
O evento anual é uma realização da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu - ACBANTU  para celebrar a memória dos ancestrais e das pessoas que na atualidade continuam a luta de resistência do nosso povo.

Na ocasião, Mametu recebeu a homenagem Prof. Ubiratan Castro, pelo reconhecimento de sua atuação, dedicação e compromisso com os Povos Indígenas e de Terreiro.
Além de Mametu Nangetu, foram homenageados: a quilombola Maria Bernadete Pacífico, a Makota Célinha Gonçalves Souza, o Ojé Balbino Daniel de Paula e o Taata kwa Nkisi Eurico Alcântara.

domingo, 26 de julho de 2015

audiencia pública violência contra jovens negros na ALEPA



Participação de Arthur Leandro/ Táta Kinamboji (Instituto Nangetu e REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana e preofessor da UFPA) na audiência Pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado do Pará,  da CPI da Câmara dos Deputados que investiga a violência contra jovens negros no Brasil.

sábado, 25 de julho de 2015

25 de julho, Dia da Mulher Negra-Latino-Americana e Caribenha

Comemorações do 25 de julho, em Belém, 2011.

O Dia da Mulher Negra-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Política cultural em debate, conversa com José Maria Vieira na webTV Azuelar.

Na tarde da quinta-feira, 23 de julho de 2015, a webTV Azuelar iniciou uma série de debates e conversas sobre política cultural.
Neste primeiro programa, José Maria Vieira, conselheiro da OAB-PA, conversa com Táta Kinamboji e informa que falta vontade política para que a Prefeitura Municipal de Belém regulamente o Fundo e implanate definitivamente o Conselho Municipal de Política Cultural, requisitos de fomento e controle social necessários para a adesão ao sistema.
José Maria também comentou as ações previstas para a cultura em 2016, ano em que Belém completará 400 anos de fundação.




Política Cultural em debate
Roda de conversa sobre o sistema
municipal de cultura e os 400 anos de Belém
Debatedor -José Maria Vieira
Conselheiro da OAB


Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre


Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).
UFPA-PROEX



Belém/PA
Julho de 2015

domingo, 12 de julho de 2015

Comunidade se reuniu para conversas e rituais.

Mametu Nangetu reuniu a comunidade do Mansu para conversar sobre o calendário litúrgico do segundo semestre e outras ações necessárias ao Mansu Nangetu. Na oportunidade foi inaugurada a caixinha de arrecadação de doações espontâneas para a Kizomba ria Nzumbarandá, que acontece em novembro.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Doações espontâneas.

Criamos um sistema de caixinha para receber doações visando ajudar a manutenção de rituais e das tradições bantu no Mansu Nangetu.
Um pote de barro decorado por Nick Daniel serve de cofre para recolher doações para as kizombas do Mansu Nangetu.

Contribua! Qualquer quantia é muito bem vinda e agradecemos a colaboração.


sábado, 4 de julho de 2015

Capacitação para o uso de software livre.

Domingos Conceição, do Movimento Mocambo, com estudantes e instrutores do curso.
A comunidade do Instituto Nangetu participou dessa formação proporcionada pela parceria entre o Movimento MOCAMBO e o Serpro, que promoveu curso de Sistema Operacional Básico Ubuntu 12.0.4, iniciação a informática em software livre, no período de 15 a 19 de junho.
A parceria tem o objetivo promover oportunidades de acesso a “era da informação/ informatização” possibilitando inclusão e interação com os recursos tecnológicos de uma forma positiva, desenvolver uma atitude favorável em relação à tecnologia e reverter a exclusão digital.




Fotos: Lucivaldo Sena.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Magia de Jinsaba - sementes de aroeira.


O Instituto Bamburucema de Cultura Afro-brasileira/ IBAMCA (Rundembo Ngunzzo ti Bamburucena, de mametu Muagilê), presenteou o Projeto Magia de Jinsaba com um punhado de sementes de aroeira, e ainda em julho as futuras mudas estarão semeadas.
O Instituto Nangetu agradece a colaboração.

Toque de resistência em todas as regiões brasileiras.

No Mansu Nangetu os tambores da resistência soaram na calçada em frente ao terreiro.
Na noite do dia 29 de junho, terreiros de pelo menos dez estados e nas cinco regiões administrativas, se manifestaram exigindo cidadania e respeito pelas tradições de matriz africana no Brasil. Cada comunidade participante realizou um batuque público perto de seu terreiro, e demarcou a presença das tradições de origem na África negra em sua cidade, seu estado e seu país. O ato público chama a atenção para a necessidade de ações do poder público contra a violência por racismo religioso e a necessidade de garantias dos direitos do cidadão.
Na calçada do Mansu Nangetu, além da batucada, foi realizada uma roda de conversa relacionando os recentes ataques ás tradições afro-brasileiras (como a pedrada no Rio de Janeiro e a depredação de terreiros no Rio de Janeiro, Alagoas e Ceará) com o aumento da "bancada BBB", ressaltando que a política conservadora investe contra a população negra, a bancada do boi a pressionar quilombos em busca de terras para virar pasto, a bancada da bala querendo reduzir a maioridade penal e a criminalizar a juventude negra na perfireria das grandes cidadees em busca da nova escravidão, e a bancada da bíblia a demonizar as tradições religiosas de matriz africana.
Para Mametu Nangetu, é nessessário uma resposta política do nosso povo, e uma resposta que também ocupe a representação das nossas comunidades no poder legislativo.






Confiram registros que circularam em redes sociais.

Alagoas


Bahia

Distrito Federal

Goiás


Nós do Centro Espírita Amor em Ação também participamos do manifesto Toque da Resistência! Juntamente com a nossa assistência gravamos esse vídeo e tocamos nossos tambores na rua como forma de lutarmos contra a discriminação e intolerância religiosa! Vejam o vídeo e compartilhem!Axé �� #toquedaresistencia#orgulhoemserumbandista #centroespiritaamoremaçao #umbanda #orixas
Posted by Centro Espírita Amor em Ação on Segunda, 29 de junho de 2015
Pará


Muito bem colocadas as palavras da nossa Noche Rosangela de Abe, tenho o prazer de compartilhar, no sentido de ajudar a...

Posted by Alcenia Gonçalves on Terça, 30 de junho de 2015

Paraíba

Rio Grande do Sul


São Paulo


O batucaço marcado para às 20h em diversos pontos do pais.As 20h em ponto os tambores tocados na Assembléia Legislativa no Ato contra Violência e Intolerância Religiosa!Não se cale! Intolerância Religiosa é crime!
Posted by Cris Gimenez on Segunda, 29 de junho de 2015
Tocantins


#Toquedderesistencia #toquedaresistencia

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Resistência Online: Sociedade civil entrega Carta Manifesto à CPI Nacional que investiga violência contra jovens negros e pobres

Resistência Online: Sociedade civil entrega Carta Manifesto à CPI Naci...:



Sociedade civil entrega Carta Manifesto à CPI Nacional que investiga violência contra jovens negros e pobres

Imagem: reprodução da Internet

Representantes de diversos movimentos sociais e instituições ligadas a sociedade civil, principalmente ao movimento negro paraense, assinam e entregarão uma Carta Manifesto à presidência da CPI Nacional, que investiga a violência contra negros e pobres, durante a audiência pública da comissão aqui no Pará, que ocorre na manhã desta segunda (29), na Alepa. Além de solicitar a leitura da carta na audiência, os representantes também pedem a "imediata substituição do deputado federal Éder Mauro", alegando que este presta um "desserviço a própria CPI".

Leia o manifesto  abaixo na íntegra:




CARTA MANIFESTO PARA A CPI NACIONAL QUE INVESTIGA A VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS NEGROS E POBRES NO BRASIL

Mata-se muito no Brasil e o Pará está entre os estados que mais matam no País nos últimos anos, em especial o jovem negro nas periferias. O índice de homicídios no país fica entre os mais altos das Américas e do mundo. O fato é que a violência e em especial a violência que afeta a população negra vem desde que o Brasil foi ocupado por portugueses, há cinco séculos, toda a sua história apresenta fartos casos dessa natureza e de NEGAÇÃO DO RACISMO, seja pela sociedade, seja pelo Estado.

Pelo fato das vítimas deste tipo de crime serem historicamente invisíveis e excluídas em uma sociedade com grandes desigualdades sociais dentro de um sistema opressor e que discrimina diversos grupos como pobres, jovens negros de periferia tais crimes não são VISIBILIZADOS E NEM CHOCAM A OPINIÃO PÚBLICA. Alguns pesquisadores do tema Violência falam sobre a "exclusão moral" em que são vítimas os negros, a partir da qual "ações bárbaras" das forças repressivas podem atingi-las sem que isso cause indignação na opinião pública, diferentemente do que acontece quando os atingidos pela repressão estatal durante o regime militar ou mais recente, nas manifestações no Brasil são pessoas bem situadas socialmente.

O direito à vida, o direito à integridade física e moral, bem como a garantia de proteção judicial, do devido processo legal e de ampla defesa são direitos assegurados tanto no âmbito nacional, como no âmbito internacional, mediante os tratados internacionais de proteção dos direitos humanos ratificados pelo Estado Brasileiro. No entanto, tais direitos foram historicamente negados a população negra no Brasil e atualmente os estudos e estatísticas como o MAPA DA VIOLENCIA e o INDICE DE VIOLENCIA JUVENIL apontam um risco altíssimo quanto aos jovens negros nas periferias serem alvos de assassinatos no Brasil.

Pois bem!!! O Parlamento brasileiro, diante dessa triste realidade não se omitiu e em 26 de março de 2015 e a partir do requerimento do deputado Federal REGINALDO LOPES, PT MG foi aprovada e instalada a CPI da violência contra jovens negros e pobres com o objeto certo e determinado: APURAR AS CAUSAS, RAZÕES, CONSEQUENCIAS, CUSTOS SOCIAIS E ECONOMICOS DA VIOLÊNCIA, MORTE E DESAPARECIMENTO DE JOVENS NEGROS E POBRES NO BRASIL com 26 membros titulares e de igual número de suplentes, mais um titular e um suplente, atendendo a rodizio entre as bancadas não contempladas, designados de acordo com regimento interno da câmara dos deputados.

Entre os membros da CPI nacional encontra-se o Deputado Federal paraense DELEGADO EDER MAURO, do PSD/Pa e o ÚNICO REPRESENTANTE DO ESTADO DO PARÁ na citada CPI SOBRE A VIOLENCIA CONTRA JOVENS NEGROS E POBRES NO BRASIL. E para a nossa surpresa e indignação é que ao consultar as notas taquigráficas da referida CPI na sessão do dia 14 de abril de 2015 o referido deputado informou, textuais: “ Sr. Presidente, Sr. Palestrante Antonio Teixeira, tenho certeza de que os números que você traz são importantes para esta comissão, já que a Comissão foi instalada para que possamos apurar as mortes de jovens deste País. Volto a insistir, Na última sessão, houve um palestrante que nos colocou a questão das mortes dos jovens. Ficou bem claro que os nossos jovens estão morrendo em nosso País. Aí veio a questão da cor. Mas me preocupa porque eu tenho as minhas convicções. Cada um tem as suas convicções. Esta CPI está para que apuremos, na verdade, não bem questões de que cor morreu. Mais que são nossos jovens que estão morrendo, são.” (notas taquigráficas da sessão CPI em 14.04.15 em site Câmara dos Deputados).

Também observamos que em diversas ocasiões posteriores em que este deputado se manifestou, o fez de forma semelhante nas sessões da CPI, NEGANDO O RECORTE RACIAL, objeto direto desta CPI, mesmo diante de especialistas, acadêmicos, cientistas, ativistas sociais, familiares de vítimas de violência contra a juventude negra nas periferias e até de policiais militares, delegados de polícia, peritos criminais  e deputados de seu próprio partido já AFIRMAREM O FENÔMENO DO EXTERMINIO DA JUVENTUDE NEGRA NO BRASIL.

Ora, sendo o único representante do estado do Pará e um dos poucos naquela comissão que tem objeto certo e determinado é INVESTIGAR A VIOLÊNCIA CONTRA JOVENS NEGROS E POBRES A SE MANIFESTAR CONTRÁRIO A INVESTIGAÇÃO QUE ESPECIFICA A QUESTÃO RACIAL NO ASSASSINATO DE JOVENS NO BRASIL nos perguntamos: O QUE ELE ESTÁ FAZENDO ALI? Se desde o início dos trabalhos este deputado, de forma peremptória NEGA A QUESTÃO RACIAL numa CPI que investiga justamente a QUESTÃO RACIAL para as diversas violências cometidas contra os jovens negros de periferias?

Por isso, nós movimentos sociais e entidades da sociedade civil abaixo assinadas, DECLARAMOS QUE ESTE DEPUTADO NÃO NOS REPRESENTA E NEM ESTÁ CONTRIBUINDO COM AS INVESTIGAÇÕES DA CPI, POIS A NEGA NA ORIGEM E NEGA O RACISMO NO BRASIL, INVISIBILIZANDO A VIOLÊNCIA HISTÓRICA CONTRA A POPULAÇÃO NEGRA NO PARÁ E NO BRASIL e por isso REQUEREMOS:

1.      Que esta carta seja lida em plenário na sessão de audiência Pública realizada na ALEPA em Belém do Pará em 29 de abril de 2015 e que seja anexada aos anais da CPI NACIONAL;
2.      Que a PRESIDÊNCIA DA CPI NACIONAL encaminhe ao PSD esta carta para que ao PSD para que o mesmo promova a imediata substituição do deputado federal DELEGADO ÉDER MAURO por estar prestando um DESSERVIÇO a própria CPI e a tantos movimentos que lutam pela dignidade dos povos negros e negras no PARÁ E NO BRASIL.
3.      Encaminhamento a sociedade paraense e a imprensa para conhecimento

NÃO NOS CALARÃO. ZUMBI E DANDARA VIVEM DENTRO DE TODOS NÓS.

Belém, 29 de abril de 2015, PALÁCIO DA CABANAGEM.

1.      CEDENPA – CENTRO DE ESTUDOS E DEFESA DO NEGRO E DA NEGRA NO PARÁ
2.      INSTITUTO NANGETU
3.      BLOGUEIRAS NEGRAS
4.      UNIPOP
5.      CEDECA/EMAUS
6.      SOCIEDADE PARAENSE DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS
7.      MMCC – MOVIMENTO DE MULHERES DO CAMPO E DA CIDADE
8.      MOVIMENTO REPÚBLICA DE EMAÚS
9.      FORNAJUNE
10.  COLETIVO CASA PRETA
11.  FRENTE PARAENSE CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
12.  IBAMCA – INSTITUTO BAMBURUCEMA DE CULTURAS AFRO-BRASILEIRAS
13.  ARTICULAÇÃO DAS MULHERES NEGRAS DO BRASIL
14.  MOCAMBO
15.  CIRCULO PALMARINO
16.  UNEGRO
17.  DIAMANTE NEGRO
18.  REDE FULANAS
19.  AFUOJY
20.  ASSOCIAÇÃO AFRO-RELIGIOSA E CULTURAL ILÊ YABÁ OMI - ACIYOMI
21.  IMUNE
22.  GRENI
23.  FORUM DE JUVENTUDE NEGRA
24.  REDE DE JUVENTUDE DE TERREIRO
25.  MARCHA MUNDIAL DE MULHERES
26.  AFACAB
27.  ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO ILÊ AXÉ IYA OMI OFÁ KARÊ – AFAIA
28.  REATA – REDE AMAZÔNICA DE POVOS TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA
29.  FASE
30.  FAOR – FORUM DA AMAZONIA ORIENTAL
31.  COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA OAB/PA
32.  COMISSÃO ESTADUAL DA VERDADE SOBRE A ESCRAVIDÃO NEGRA NO BRASIL DA OAB/PA
33.  COMISSÃO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE DA OAB/PA
34.  COMISSÃO DA DIVERSIDADE SEXUAL DA OAB/PA
35.  GRUPO DE MULHERES DO BENGUI
36.  SODIREITOS
37.  LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE
38.  COLETIVO JUNTOS
39.  COLETIVO JUNTAS
40.  COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ/TERRA FIRME
41.  COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ/ARQUIDIOCESE
42.  CPT – COMISSÃO PASTORAL DA TERRA
43.  MST – MOVIMENTO DOS SEM TERRA
44.  COLETIVO MARIAS
45.  COLETIVO CABOCLO MONIQUE LOPES
46.  ASCOMPA – ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BENGUI
47.  ASSOCIAÇÃO UNIDOS PARA LUTAR
48.  CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA
49.  MOVIMENTO DE DIREITOS HUMANOS DE ICOARACI
50.  MOVIMENTO ROSAS DE MARÇO
51.   NUCLEO DE EDUCAÇÃO POPULAR RAIMUNDO REIS
52.  PASTORAL DA JUVENTUDE
53.  RECID – REDE DE EDUCAÇÃO CIDADÃ
54.  REDE EMANCIPA
55.  FORUM DE MULHERES DA AMAZONIA - AMB
56.  COLETIVO VAMOS A LUTA
57.  REDE NACIONAL DE NEGROS E NEGRAS LGBT
58.  COLETIVO KIZOMBA
59.  ABL – ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE LÉSBICAS
60.  AÇÃO DA CIDADANIA – COMITE PARÁ
61.  CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS E PADRES DO BRASIL - CNBB REGIONAL NORTE 2
62.  COMISSÃO PASTORAL DA TERRA – CPT/PA
63.  GRITO PELA VIDA – CRB
64.  GRUPO AFRO AMAZÔNICO
65.  INSTITUTO AMAZÔNIA SOLIDÁRIA – IAMAS
66.  LABORATÓRIO DE JUSTIÇA GLOBAL E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NA AMAZÔNIA DA UFPA – LAJUSA
67.   GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA DIREITO PENAL E DEMOCRACIA DA UFPA
68.  NÚCLEO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA VIOLÊNCIA NA AMAZÔNIA DA UFPA (NEIVA)
69.  CARAVANA DA PAZ
70.  COLETIVO TERRA FIRME
71.  OBLATOS DE MARIA IMACULADA

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Conversas de mestre, com Nego Banjo.


No domingo 5 e julho vai ter um relato de memória e da hitória das tradições de matriz africana em Belém do Pará pela ótica e experiência de Nego Banjo.
Colaboração de R$10,00 com dirreito á feijoada.
Local: ILÊ ASÉ OMOLU SADÈ - Rodovia Augusto Montenegro, km 23, Pass. Vidal, 15, Icoaraci, Belém/Pa.
Mais informações 91- 999817859 ou 982818442 - Nego Banjo.

A memória da experiência negra em terreiros de matriz africana e a sua relação com a produção artística é a motivação das “Conversas de mestre, histórias cantadas de Nego Banjo”, que, mais do que um relato de vida, podemos dizer que é um ritual de ensinamentos e troca de experiências de vida de um Alagbê nascido em Santo Amaro da Purificação que migrou para Belém nos anos de 1980, e aqui construiu uma rede de músicos que dão continuidade aos rituais de terreiros em Belém, Macapá, Ananindeua, Santarém e em várias outras cidades amazônidas.

Cada história é contada para nos colocar no contexto de criação de suas músicas, músicas que relatam Ivonilo dos Santos, o Nego Banjo, e recontam sua história de vida como uma mitologia ancestral. Cantos de contos de um universo que nos transportam para um passado épico de heroísmo em cruéis lutas por sobrevivência na extrema pobreza, passando por estórias de viagens fantásticas em mundos aparentemente estranhos, até aqueles que nos remetem ao aconchego familiar do aprendizado com mestres e mestras de tradições de matriz africana em sua infância.

Apoio: - Instituto Nangetu - Projeto Azuelar do Instituto Nangetu - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-:  - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo - Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

terça-feira, 23 de junho de 2015

Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, as 19h o Cineclube Nangetu apresenta o filme "Ventos de agosto".

Cineclube Nangetu.
Endereço: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá 1194 - Marco. Informações 91-32267599
Entrada - 1Kg de alimento não perecível.

Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, as 19h o Cineclube Nangetu apresenta o filme "Ventos de agosto".


SINOPSE:: Shirley deixou a cidade grande para viver em uma pequena e pacata vila litorânea cuidando de sua avó. Ela trabalha numa plantação de coco dirigindo trator e, mesmo isolada, cultiva o gosto pelo punk rock e o sonho de ser tatuadora. Ela está de caso com Jeison, um rapaz que também trabalha na fazenda de cocos e nas horas vagas faz pesca subaquática de lagosta e polvo. Durante o mês de Agosto, com a chegada das tempestades e da maré alta, um estranho pesquisador chega na Vila para registrar o som dos ventos alísios que emanam da Zona de Convergência Intertropical. Os ventos crescentes marcarão os próximos dias da pequena vila colocando Shirley e Jeison numa jornada sobre perda e memória, a vida e a morte, o vento e o mar.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Programa Nengua de Angola, com memórias do candomblé em Belém - na webTV Azuelar.

Às 15:30 desta quinta-feira, 25 de junho, o Programa Nengua de Angola entrevista Mametu Deumbanda, trazendo memórias que constroem a história do Candomblé em Belém.

Apresentação Mametu Nangetu. Para participar, acesse http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Produção e pesquisa: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Mametu Vanjule, Tatetu Kalasambe, Tatetu Dianga Moxi, Tatetu Ode Oromi, Táta Dianvula, Táta Kafunlumizo. 

Apoio: - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo. (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

domingo, 21 de junho de 2015

Estratégias para ocupar o CNPC do MinC com arte afro-brasileira.


Um grupo de agentes culturais negros se reuniu no Mansu Nangetu, em Belém/PA, na quinta-feira dia 18 de junho, para leitura conjunta do Edital de eleições para o Conselho Nacional de Política Cultural/ CNPC-MINC, na tentativa de uma articulação nacional visando a reversão do RACISMO INSTITUCIONAL DO MINC  e a ocupação dos colegiados do CNPC, principalmente os da área técnica artística, por artistas negros e que se expressem pela arte afro-brasileira.
A reunião foi transmitida pela webTV Azuelar e teve a participação de 21 agentes de culturas e artes negras de outros estados da federação e de outras cidades paraenses, e com essa ação criou-se essa rede de articulação para ocupar os colegiados de das áreas técnico-artísticas: Artes Visuais; Música; Teatro; Dança; Circo; Literatura, Livro e Leitura; Arte Digital; Arquitetura e Urbanismo; Design; Artesanato e Moda; e, das áreas de patrimônio cultural: Culturas Afro-brasileiras; Culturas Populares; Arquivos; Patrimônio Material e Patrimônio Imaterial, para o período de 2015 a 2017.
A rede conta com artistas dos 26 Estados e do Distrito Federal, e pretende inserir o debate da arte com identidade afro-brasileira nas instâncias de diálogo do MinC.



Magia de Jinsaba, distribuição de mudas.

Foi em maio que Mametu Nangetu entregou uma muda de ginja (pitanga) para o Ilê Iyaba Omi, de Mãe Nalva de Oxum e Mãe Simone de Oyá. A proposta do projeto ambiental também prevê a troca de mudas de plantas de uso ritual, medicinal e aromáticas entre terreiros e comunidades de matriz africana.

Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual (início em 2008) . Objetivos: Criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso liturgico no quintal do Mansu Nangetu; Incentivar cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico afro-religioso em pequenas áreas de quintais e em hortas comunitárias da zona metropolitana de Belém; Contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Queremos a juventude VIVA e LIVRE! Diga NÃO à redução!

Queremos políticas públicas de proteção à juventude, queremos escolas de qualidade, áreas de lazer e práticas de esporte, praças e equipamentos culturais.
Queremos a juventude estudando, brincando, e preservando a identidade cultural.

Diga NÃO à redução da maioridade civil!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

“Cidadania e Tradições de Matriz Africana na Amazônia” formação política de povos tradicionais de matriz africana para o exercício do controle social. e diálogo com a gestão pública.

Seminário“Cidadania e Tradições de Matriz Africana na Amazônia” formação política de povos tradicionais de matriz africana para o exercício do controle social. e diálogo com a gestão pública. No sábado, dia 23 de maio, das 8h às 19h, na quadra da Escola de Samba Deixa Falar, na rua Cesário Alvin, 391, bairro da Cidade Velha, Belém/ PA – telefone 91-32222197, com rodas de conversas sobre política cultural, tradições alimentares, segurança pública e políticas para a juventude e pessoa idosa. Realização RENAFRO, FONSANPOTEMA, REATA, INSTITUTO NANGETU, ACIYOMI, ACAOÃ, UNIMAZ, TERREIRO ESTRELA GUIA, FESCAB-PA, IBANCA. Apoio: GEAM/ UFPA/ PROEX

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Reminiscências de Nzinga.

Dilelue dila di muka diangola
Dilelue ê ê a...
Aruê nganga kara kara Izan kolá
Aruê Samba Ngola di Mukongo Ngola.


Esta exposição comemora os 10 anos do Instituto Nangetu e traz obras coletiv’afetivas da comunidade do Mansu Nangetu trazendo cores, sons e texturas da resistência ancestral afrofeminina  em homenagem e celebração à memória da Rainha  Nzinga Mdambi (1582-1680) - A indomável e inteligente soberana de Matamba e Ngola, que altaneira e silenciosa conseguiu formar uma poderosa coligação com os estados da Matamba, Ndongo, Congo, Kassanje, Dembos e Kissama, juntando vários povos na sua luta contra os invasores portugueses, e comandou a resistência à ocupação colonial e ao tráfico de povos bantu por cerca de quarenta anos. 

Nossa rainha resistiu ao imperialismo colonizador e ao tráfico de negros para a escravidão na América sem nunca ter sido capturada. A palavra Nzînga vem do verbo zînga, que significa viver muito tempo, durar muito tempo, persistir durante muito tempo, com o sentido que é próprio da noção de autoridade no mundo bantu - o princípio do poder baseia-se no sangue de uma família derivado do ancestral principal - por esse motivo, nos Kôngo apenas os Nzînga podiam governar. A rainha quilombola de Matamba e Ngola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a uma ancestre [sic] cultural que invadiu o imaginário brasileiro com o nome de Ginga.

Em nossas tradições afro-amazônidas nós celebramos Kitembo, o Tempo, e o ditado “Tempo é rei de Ngola” é repetido pela comunidade como um mantra. Ginga permanece no nosso povo como um DNA cultural, uma coisa que está ali na memória dos saberes tradicionais, e que aflora em estampas de tecidos, paramentos de Nkisi, ações políticas, ambientalistas e, por que não, também poéticas.

Poéticas sim, pois através da manipulação do espaço-tempo em perspectiva sensível, nossas reminiscências se convertem em uma perpetuação de memórias da resistência negra que reconstroem nossa paisagem ancestral calcada em raízes que vêm de uma família real, que vêm dessa Nzinga.

Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e Isabela do Lago

AUTORIA COLETIVA, bem comum 

As obras aqui expostas são fruto de ações comunitárias do terreiro Mansu Nangetu e seus parceiros, em especial ações ligadas aos projetos institucionais, como:  projeto Azuelar – laboratório experimental de comunicação social comunitária; projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual, com objetivo de criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico, e incentivar seu cultivo, além da reciclagem de material e produção de vasilhas biodegradáveis, contribuindo com a preservação de matas e de igarapés urbanos; e o projeto Ancestralidade e Resistência, com o objetivo de valorizar a ancestralidade feminina nas Comunidades Tradicionais de Terreiros; projeto Kiua Nangetu – poéticas visuais de resistência negra, de vivências poéticas, intervenções midiáticas e outras intervenções urbanas com poéticas de artistas de terreiro. 

Coordenação geral do projeto: Mametu Nangetu (Oneide Monteiro Rodrigues)
Coordenação Técnica: Táta Kafunlumizo (ÂngeloImbiriba)
Curadoria:Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e Isabela do Lago.
Onde: Galeria Theodoro Braga
Av. Gentil Bittencourt, 650(subsolo) – Nazaré -  66035-340 Belém-PA