terça-feira, 14 de junho de 2016

Cineclube: NJINGA, RAINHA DE ANGOLA. 15 de julho de 2016, 19h.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


15 de julho de 2016, 19h
NJINGA, RAINHA DE ANGOLA. Histórico. Direção: Sérgio Graciano. Angola 2013. 108 minutos



Sinopse: Ngola Nzinga Mbande ou Rainha Ginga foi uma rainha ("Ngola") dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. O seu título real na língua quimbundo - "Ngola" -, foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região (Angola). Este filme narra a trajetória de uma das mais importantes mulheres africanas que marcou a história da Angola. Esta mulher é Njinga, uma guerreira africana, que durante quarenta anos lutou pela independência dos reinos de Ndongo e Matamba ao longo do século 17.





Apoio: Projetos de extensão da PROEX/ UFPA.
  • Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
  • Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
  • Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu

Cineclube: programação quinzenal.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.






Sexta: 1 de julho de 2016. 19h.
A Música é a Arma (Musique au poing) Dirigido por: Jean-Jacques Flori Stephane Tchal-Gadjieff França, 1982 - 53 minutos
Sinopse: Fela Kuti é uma figura central na história da música africana. Todas as formas atuais de "black music" devem algo ao groove irresistível que ele criou: O Afrobeat. Durante toda sua carreira lutou contra a corrupção política no seu país de origem, a Nigéria. Ele foi e ainda é uma referência ideológica e política para muitos africanos, que carinhosamente o chamavam de "presidente negro".
Dirigido em 1982 por Stéphane Tchal Gadjieff e Jean-Jacques Flori, "A Música é a Arma" é o documentário definitivo sobre Fela. Um filme essencial a todos que querem conhecer melhor a música e ideias do artista. Filmado em Lagos, uma cidade a beira do caos social, o filme mostra entre outras coisas a "República Kalakuta", vila comunal autodeclarada independente onde viviam Fela, suas esposas, integrantes da banda e agregados; e a casa noturna "Shrine", onde o grupo apresentava-se e realizava seus rituais religiosos..





Sexta: 17 de junho de 2016. 19h.
Quilombo, Direção: Cacá Diegues. Brasil, 1984. 127min

Sinopse: "Por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela no Engenho Santa Rita, ao sul da Capitania de Pernambuco. Vitoriosos, os escravos fogem para as montanhas, onde estaria instalado o Quilombo dos Palmares. À frente dos rebeldes estava Ganga Zumba, Príncipe africano que, chegando às montanhas, revela sua extraordinária capacidade de liderança, tornando-se em pouco tempo o novo rei dos Palmares. Ajudado por sua mulher, a guerreira Dandara e por seu melhor amigo Acaiúba, Ganga Zumba organiza a nação de ex-escravos, dotando-a de uma próspera economia e de uma verdadeira estrutura de Estado, independente dos colonizadores europeus. Ao vencer a guerra contra a Holanda, os portugueses desviam sua ofensiva para Palmares. Vitoriosos em sucessivas lutas contra os brancos, Ganga Zumba torna-se amante de Ana de Ferro, prostituta francesa que deixa o Recife, capital da Capitania de Pernambuco, pedindo asilo aos palmarianos. Ela acaba se transformando na conselheira do Rei de Palmares, instruindo-o quanto aos costumes e manhas da política européia. Palmares estava no auge de sua glória e prosperidade quando volta à montanha, fugindo de Porto Calvo, um afilhado do Rei, sequestrado perto dali, quando criança, pelos brancos. Zumbi é em tudo diferente de seu padrinho, mas logo aprende com Ganga Zumba todas as qualidades de liderança e amor pela nação negra. Com o correr dos anos, ainda que unidos pelos ideais do Quilombo de Palmares, Ganga Zumba e Zumbi divergem quanto à política a ser usada contra os brancos. Ganga Zumba aceita discutir um tratado de paz com o Governador de Pernambuco enquanto Zumbi sabe que senhor e escravo nunca poderão viver em harmonia. Por fim, Zumbi, à frente de seus bravos guerreiros defronta-se num campo de batalha às portas da capital de Palmares com os canhões de Domingos Jorge Velho (contratado pelo governo português para atacar o Quilombo).




Apoio: Projetos de extensão da PROEX/ UFPA.
  • Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
  • Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
  • Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Domingo, dia 12, tem Festividade para Santo Onofre.

Convidamos a todos(as) para participar das Festividades de Santo Onofre no Mansu Nangetu - Mansubando Kekê Neta, com ladainhas no período de 31 de maio a 13 de junho a partir das 18h, e festividade com apresentação do Boi Bumbá Caprichoso, de mestre Alarindo, no dia 12 de junho. endereço: Tv. Pirajá, 1194 - Belém.

domingo, 29 de maio de 2016

3 de junho, sexta, Marcha ‪#‎MulheresContraTemer‬ na praça da República.

Por nenhum direito a menos, convidamos a todas e todos para a Marcha ‪#‎MulheresContraTemer‬ em Belém, dia 3 de junho (sexta-feira), com concentração às 16h na Praça da República, onde vamos nos juntar ao movimento Ocupar a República e a outros movimentos sociais que quiserem somar. É hora de tomar as ruas! Nenhum passo para trás.

Cursinho (R)existência inicia atividades no Mansu Nangetu.

O Instituto Nangetu firmou parceria com o Coletivo Cursinho (R)Existência, e desde  o início do mês de maio oferece as aulas colaborativas de cursinho pré-vestibular que investe em conteúdos do ENEN - Exame Nacional do Ensino Médio . O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior.
Estudantes, professores e colaboradores do (R)Existência iniciaram as atividades com rodas de conversa sobre respeito às diversidade de gênero e combate ao racismo e ao machismo.  

O cursinho (R)Existência, não é somente um cursinho popular preparatório para o ENEM, pois também trabalha a formação de cidadãos para o enfrentamento de todas as opressões. Tem como objetivos principais "preparar" estudantes para o vestibular e auxiliar no empoderamento de pessoas trans, negras, comunidades tradicionais de matriz africana e moradoras de periferia para a defesa dos direitos de cidadania e valorização dos direitos humanos.
“É, antes de tudo, uma iniciativa feminista negra e "trans-aliada". Aquelxs que compreendem essa luta e querem somar sejam muito bem-vindxs, aquelxs que querem compreender melhor, sejam bem-vindxs também, vamos ter formação continuada e nos desconstruir para construir um ensino - no espaço (R)Existência - e um movimento de resistência, nas universidades, revolucionários. Nosso compromisso é com "ensino-aprendizagem" e empoderamento”. Diz Lìvia Noronha, uma das coordenadoras do projeto.
Cursinho (R)Existência, as aulas são no Mansu Nangetu. 

As aulas acontecem em fins de semana no Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194, Marco. Belém/PA, a partir das 9h. Informações com Lívia Noronha 91-982871917 e Evileny Gonçalves 91-98320-5037.

sábado, 28 de maio de 2016

Poéticas de matriz africana em conversas na XX Feira Pan-amazônica do Livro.

Foram 2h de conversas com artistas e pesquisadores de terreiros de povos tradicionais de matriz africana. Foto de Lucivaldo Sena/ Projeto Griot Amazônida.

Na tarde do sábado, 28 de maio, a COPIR da SEDUC promoveu uma série de conversas sobre as poéticas de matriz africana na Amazônia à partir da experiência do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, desenvolvido pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico e pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé, ligados à UFPA. As conversas aconteceram em parceria com o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre, e foram transmitidas ao vivo em parceria com o Projeto Aluno Repórter.
Com a participação de artistas, curadores e pesquisadores como Mametu Nangetu, Isabela do Lago, Glauce Santos, Marilu Campelo, Tainah Jorge, as conversas tiveram a mediação de Táta Kinamboji, e relataram os processos de construção poética desses artistas que constroem arte que afirmam os valores civilizatórios herdados da África negra, ao mesmo tempo em que se revelaram severas críticas ao racismo institucional que dificulta a aplicação da Lei 10.639/03, e nega a transmissão desse conhecimento nas escolas da rede de ensino.

A roda de conversa pode ser acessada clicando no link.






Estas ações contam com o APOIO de Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo; e Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Roda de Conversa: poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.

Mais informações no blog da  COPIR: Programação com temática étnico-racial na Feira do...


Roda de Conversa, poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.
Apresentação: Táta Kinamboji (Profº Arthur Leandro), e equipe do Projeto Azuelar.

Serviço:
Local: Estander da SEDUC
Dia: 28 de Maio
Horário: 13:30 às 15:30

1º Bloco de Entrevista
Projeto Educativo “Afro-amazônicos e seus símbolos”
Convidada: Tainah Jorge.
Tainah Jorge é filha de santo de Mãe Esther de Jarina, Terreiro Seara da Oxossi, da nação Tambor de Mina. É estudante de ciências sociais na UNAMA e cumpre estágio no serviço educativo do Museu Paraense Emílio Goeldi, e foi trabalhando no serviço educativo do museu que ela propôs a construção do circuito “Afro-amazônicos e seus símbolos”, que faz parte do seu projeto de pesquisa. Ela explica que a meta desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369/03, e é um circuito para mostrar a estudantes do ensino médio as relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. O projeto do Serviço de Educação foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz africana em Belém.

2º Bloco de Entrevista
Projeto “Nós de Aruanda-Artistas de Terreiro”
Convidados: Mãe Nalva de Oxum, Mametu Muagile, Mametu Nangetu, Professora Dra Marilu Campelo, e Weverton Ruan Rodrigues.
Nós de Aruanda, artistas de terreiro, é um projeto do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB)/ UFPA, e do Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq. Em 2016 se realizou a 4a exposição com poéticas de matriz africana na Amazônia, e é sobre essa experiência de arte fundada na matriz cultural oriunda da África negra. que vamos colocar em debate.

3º Bloco de Entrevista
Projeto “BLOCK PRINT – Estamparia Afro”
Convidado: Glauce Santos e Jean Ribeiro.
A estamparia por carimbos de madeira, ou blocos de madeira, conhecida como Wood Block Printing, foi o processo precursor da produção industrial em grande escala. O método de gravação da matriz de madeira é o mesmo da xilogravura, com algumas particularidades relacionadas aos materiais, como corantes e têxteis a serem utilizados. Tornou-se possível a reprodução de um desenho mais elaborado e com bons resultados formais, favorecendo a gravação de matrizes voltadas, exclusivamente, para a estamparia corrida. A técnica é utilizada na estamparia africana, e difundida em projeto de pesquisa e oficinas educativas de Glauce Santos e Jean Ribeiro.

4º Bloco de Entrevista
O desafio da educação afrocentrada em arte,
Convidada: Isabela do Lago.
Muito se têm pensado sobre a importância do conhecimento em história e cultura africana e afro-brasileira nas salas de aula, sobretudo na educação básica, com o intuito de fundamentar origens da cultura negra e sua afirmação identitária para a superação do racismo e reparação dos problemas sociais ocasionados pelo mesmo. Isabela traz uma proposta afrocentrada para o ensino-aprendizagem da arte em formato didático, para fácil aplicabilidade na sala de aula, onde encontraremos suporte poético na leitura de obras que compõem o acervo do projeto “Nós de Aruanda- artistas de terreiro fazer um glossário explicando os termos” entre as edições de 2013 a 2015 da mostra em Belém do Pará.


domingo, 15 de maio de 2016

NOTA PÚBLICA - Direitos Humanos.

NOTA PÚBLICA

Nós, entidades e movimentos sociais componentes do Fórum Paraense De Direitos Humanos, vimos à público externar nossa preocupação com a desarticulação da política de direitos humanos no governo federal com a extinção dos ministérios ligados a pauta de direitos humanos como: igualdade racial, mulheres, direitos humanos, cultura, desenvolvimento social, desenvolvimento agrário e a falta de nomeação de mulheres, negros e indígenas para os ministérios.

Não permitiremos retrocessos! Precisamos fortalecer os mecanismos de controle social para garantir o respeito aos avanços no ordenamento jurídico e nas políticas públicas, pois não há progresso de uma sociedade sem que haja a indelével defesa e garantia dos direitos humanos.

Seguiremos unidos para que estas políticas não sejam desarticuladas. Ampliaremos nossa luta para que as pessoas que mais precisam não sejam as vítimas de conflitos de interesses pautados muitas vezes apenas no mercado e no poder.

Por direitos! Por democracia! Por cidadania! Por dignidade! Por respeito! Pela sociedade, seguiremos lutando!

Assinam esta nota:
Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará
IJOPPA - Instituto Jovem Positivo do Pará
Associação Afro Brasileira Fleixeiro do Pará
Movimento Atitude Afro Pará
Movimento Juventude Afro Pará
GHP - Grupo Homossexual do Pará
IABIC-Instituto Afro Brasileiro Imaculada Conceição
Instituto Brasil Amigo
Instituto Ecovida
ONG Fenix
Caritas Norte II
Núcleo de Educação Popular "Raimundo Reis" - NEP
Conselho Regional de Psicologia - 10 região
Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará - SINJOR
Instituto Nangetu
Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Estado do Pará-FAAPPA
Circulo Palmarino
Forum Paraense de ONG Aids e hepatites virais
Comitê Popular Urbano
Associação Lar de Maria
Associação Afro-religiosa e cultural Ilê Yabá Omi-Aciyomi
Sociedade Paraense de Direitos Humanos - SDDH
Associação dos filhos e amigos do Ile Iya Omi Ase OFa Kare
Mocambo
Coletivo Casa Preta
IPEL - Instituto Popular Eduardo Lauande
IBAMCA - Instituto Bamburusema de Cultura Afro Amazônica
Lar Fabiano de Cristo
Addmipa - Associação em Defesa dos Militares do Pará
Espaço Cultural Nossa Biblioteca
Associação Paraense de Apoio a Comunidades Carentes - Apacc

sábado, 14 de maio de 2016

Cineclube exibe Macunaíma na sexta dia 20 de maio.

O Cineclube Nangetu começa a exibir e debater filmes que tenham relação com os conteúdos das provas do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, e em apoio ao Cursinho Popular (R)existência, que atende prioritariamente pessoas trans, travestis, mulheres negras, negros, LGBT's. 

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Filme: Macunaíma, Brasil, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. 108 min.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Início: 18:30.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


Com essa linha editorial, de apoio aos projetos educativos realizados em parceria com outros movimentos e organizações sociais, iniciamos as sessões com o filme Macunaíma, (Brasil, 1969) de Joaquim Pedro de Andrade.
O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade, datado de 1928, que é considerado um dos importantes romances modernistas do Brasil. e a proposta editorial é também utilizar o filme para debater os temas polêmicos, como racismo, homofobia, misoginia na história e na literatura brasileira.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Bom Saber sobre Racismo.



Vídeo animação aborda o conceito de Racismo Religioso, quando a discriminação ocorre contra crenças de uma raça. Neste caso, contra as religiões fundadas pelos negros.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Contra o genocídio da juventude negra, e em solidariedade às mães da Terra-Firme.

É chegada a hora de tirar nossa nação das trevas da injustiça racial - Zumbi dos Palmares.



No próximo sábado, véspera do dia das mães, o movimento atitude afro fará um ato público contra o extermínio da juventude negra, pelas mães que choram a perda de seus filhos, Será às 17h, na praça São Domingos, na Terra-firme, em Belém.
Nos solidarizamos com a dor das mães que cotidianamente choram a perda de seus filhos, e exigimos a adoção de políticas públicas de combate ao extermínio do povo negro e de suas tradições.

sábado, 30 de abril de 2016

Alguidás de papel e de folhas, para oferendas.

Estudantes de escolas públicas também ouviram a experiência da comunidade.
Na quinta-feira, dia 28 de abril, como parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu, realizou uma de Oficina Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis, com troca de saberes de manejo ambiental tradicional de matriz Bantu.
A condução dos trabalhos foi de Táta Kinamboji, com o auxílio de Weverton Ruan e Samiliy Maria, e começou com uma explicação sobre as práticas tradicionais do Mansu Nangetu. KJinanboji falou que para os Bantu, cada um de nós é responsável por si, pela comunidade e pelo mundo em que vivemos, e que a responsabilidade pelos seus atos reflete na relação saudável dos humanos com o meio ambiente. Contou das ações da comunidade no manejo da mata da CEASA, dizendo que a comunidade te  a preocupação de periodicamente fazer a limpeza dos locais de culto, e que sistematicamente recolhe resíduos sólidos nessa área, como forma de promover o ambiente saudável.
Ele ressaltou que a urbanização de Belém despreza as áreas de mata e de beiras de igarapés, e esse entendimento equivocado faz com que pneus, plásticos e outros resíduos sejam despejados pela população nessas  áreas. Táta ainda ressaltou que a preocupação e o cuidado é também com a saúde e o controle de doenças endêmicas, e que um  ambiente saudável contribui pra um povo saudável.
O Mansu Nangetu também se preocupa com a extração indiscriminada em minas de argila, e por isso, também começou a experimentar a construção de vasilhas biodegradáveis, promovendo a construção de recipientes com reciclagem de papelão e jornais, desde barquinhas de oferendas nas águas, até alguidás de papel e de folhas, que são usados em oferendas, passando, então, para a construção dos objetos.








sexta-feira, 29 de abril de 2016

Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza reunião do grupo "Interreligiosos em defesa da democracia".

Religiosos de Matrizes Africanas dizem não ao Golpe

Todos pela Democracia
publicado 29/04/2016 origialmente em CONVERSA AFIADA.
Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza reunião do grupo "Interreligiosos em defesa da democracia" .

No ato convocado pelo Coletivo de Entidades Negras, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Coordenação Nacional de Igrejas Cristãs e o Comitê Pró Democracia do Senado Federal a sessão debateu a necessidade de se lutar pela democracia e estabelecer um contraponto contra o golpe e a agenda reacionária da bancada BBB - Boi, Bala e Bíblia.  


A atividade denominada #NãoEmNomeDeDeus fez clara alusão à maneira negativa de utilização do sagrado para objetos escusos a exemplo do Golpe em Marcha no Brasil e que a imprensa golpista insiste em chamar de impeachment mas não apresentar o crime.

Sabendo dos riscos à garantia de direitos que está por vir e da necessidade da luta e resistência, logo após o encontro os religiosos de matrizes africanas ocuparam as galerias do senado e entoaram cânticos sagrados para Ogum - Orixá das Guerras e das Lutas para dizer que não vão aceitar retrocessos e que as elites representantes da Casa Grande não mais os colocarão nas senzalas.

Também ficou decidido que no dia 05 de maio os religiosos de matrizes africanas de todo o Brasil irão fazer atividades contra o Golpe e em defesa da democracia nos Terreiros de Candomblé do Brasil inteiro.
Veja fotos:

domingo, 24 de abril de 2016

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis

No salão de exposições, Mametu Nangetu expõe ALGUIDÁS, objetos construídos com reciclagem para uso ritualísticos. Ela ressalta a preocupação com a natureza e o meio ambiente nas tradições de matriz africana, e constrói sua poética com discurso de manejo ambiental tradicional, e como parte da programação da exposição Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu oferece uma oficina de troca de saberes com  a tecnologia de construção de alguidás e outras vasilhas de oferendas com material biodegradável.

Foto - ©LucivaldoSena / Projeto Gяiot Amazônida

A preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, e a comunidade do Mansu Nangetu tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, a limpeza de áreas de matas urbanas e a criação de ambiente de cultivo de ervas aromáticas e medicinais em hortas de quintais.
É essa experiência que a comunidade adquiriu através das ações do Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual que será compartilhada na oficina, com outras comunidades de terreiros tradicionais de matriz africana e com quem mais se interessar em trocar experiências poéticas e conhecimentos sobre o patrimônio ambiental afro-amazônico.


A exposição é uma realização do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB-UFPA) e do Grupo de Pesquisa Roda de Axé CNPq, e fica em cartaz até 29 de abril na Galeria Theodor Braga, no sub-solo do CENTUR, Av. Gentil Bittencourt 650, Nazaré, Belém - Pará, com visitação de segunda a sexta das 9h as 19h

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis
Instrutores – comunidade do Mansu Nangetu,
Quinta-feira, dia 28 de abril, a partir das 15h.
IV Exposição NÓS DE ARUANDA – ARTISTAS DE TERREIRO.
Galeria Theodoro Braga, a galeria fica no subsolo do CENTUR - Av. Gentil Bittencourt, nº 650, Nazaré - Belém – PA.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

3° Encontro Cria Preta será no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves.

23 de abril, sábado, a partir das 8h, tem o 3° Encontro Cria Preta.
É um encontro de mães e com seus filhos pra brincar e interagir com o meio ambiente valorizando as culturas e a memória afro-amazônica e as brincadeiras tradicionais de infância.
A ação é uma iniciativa de um grupo de mulheres negras e acontece neste sábado, 23, a partir das 8h no Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves. - Av. Alm. Barroso, 2305 - Marco, Belém - PA.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

22 de abril - Cineclube exibe filme de educação ambiental de matriz africana.


Serviço: 
Cineclube Nangetu
Filme: O SAGRADO ÉECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA. Educativo. Brasil, 2012.
Sinopse: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental na comunidade do Terreiro Mansu Nangetu, casa tradicional de Candomblé de matriz Bantu em Belém do Pará.
Quando: sexta-feira, 22 de abril - 18h.
Onde: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Marco, Belém/PA.
Colaboração: alimentos não perecíveis (café, farinha, arroz, feijão e outros)

O curta "O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" é um filme educativo fruto de uma produção coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar) em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.
A experiência cineclubista do Mansu trabalha com o tripé de difusão, formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização das tradições de matriz africana na Amazônia, e a comunidade produz vários documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’,. A proposta deste filme veio dos pesquisadores do GEAM/ UFPA que queriam a produção de material didático para ser usado em sala de aula, o filme não teve um roteiro previamente elaborado, ele é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Mametu Nangetu ressalta que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, ela critica o modelo de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés em esgotos à céu aberto, e diz que a comunidade tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, ação que é mostrada no filme.
O filme faz parte do Box da Diversidade, um projeto de caráter cultural e educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começou a ser distribuído em 2015.  O Box possui os seguintes eixos temáticos: sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações; diversidade regional; transversalidade geopolítica.




O SAGRADO ÉECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental em comunidade de terreiro.  Direção: Filme Coletivo. Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/ . Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu. Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu;  CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA.

Apoio:
REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana.
rede [aparelho]-:
FAV - ICA * FCS - IFCH * PROEX/ UFPA
Projetos de extensão:
Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu



domingo, 10 de abril de 2016

Nkosi Bike - Performance de Carlos Vera Cruz.




Performance de Carlos Vera Cruz para o Projeto Nós de Aruanda, Galeria Theodoro Braga, abril de 2016.




Luna kubanga kuta kueto Nkosi (Nkosi, aquele que briga por nós.)

Nkosi é um nkisi da nação de candomblé Angola. Divindade Bantu de origem Kongo, que no Brasil é comparado ao orixá Ogum dos Nagô Yorubá. Talvez por ser o senhor da guerra e do ferro; aquele que briga por nós, seguidores desta nação de candomblé. É o leão sagrado, o guerreiro da justiça, o comedor de alma dos ímpios e injustos.
Já que a Antropofagia tem suas bases no ritual antropofágico dos povos Tupinambás do Brasil colônia, o qual tinha o tema da vingança como principal força motriz. Foi nesta perspectiva, a da vingança, que propus a performance de intervenção urbana NKOSI’S BIKE, realizada na cidade de Belém do Pará. Uma cidade construída a partir da exploração de mão de obra escrava de origem Bantu . As mãos Bantus, como tecnologia, construíram a Amazônia colonial. E Nkosi, por ser o senhor do ferro, também é o nkisi da tecnologia.
NKOS’S BIKE é uma performance negra de intervenção urbana, que a partir da ideia Antropofágica de Oswald de Andrade e seus desdobramentos, propôs relações entre as populações de dois bairros de periferia de Belém (Cremação e Guamá), com a cultura Bantu presente na Amazônia. Foi a minha vingança Bantu; como a vingança dos Tupinambá, performada no ritual antropofágico. O Senhor da Guerra, montado em seu cavalo de aço, devorando qual leão da savana os inimigos, e se fortalecendo no cotidiano periférico da selva-urbe equatoriana.
O nosso guerreiro maior, comendo as referências assimiladas, e saindo em batalha por visibilidade e reconhecimento de uma Amazônia Negra, obscurecida pelo mito da predominância indígena na região. Buscando, na devoração do outro pelas abordagens, encontrar a si próprio, na esperança da aceitação identitária.

Carlos Vera Cruz
Artista, Performer e membro do Mansu Nangetu.

O Nkisi é que nos socorre. Ação poética de Weverton de Nkosi.





Ação poética de resistência negra de Weverton Ruan. Projeto Nós de Aruanda, Belém: Galeria Theodoro Braga, abril de 2016.


O Nkisi é que nos socorre! Ocupando territórios de saúde, memória, poética e resistência.
Guamá, 05 de abril de 2016.
Nos encaminhamos para o pronto socorro do Guamá as 16:30, com defumações, banhos, folhas, vaso e esteira.
Descemos paramentados em frente ao pronto socorro, brevemente observamos onde colocaremos o banho, ficamos bem à frente da unidade, debaixo de sua placa desgastada e caída, muitos olhares de vários os lados, uma encruzilhada movimentada na frente do pronto socorro, não demora muito saem dois guardas municipais de dentro da unidade, perguntam o que acontecia. Não me prendo muito no que falam e continuo descarregando o material do carro, sei que ligam para alguém, esse pra quem ligam já fala com a Isabela, ela em auto e bom som diz que é uma intervenção política e afroreligiosa.
Preparo o banho, ponho no oberó e jogo na placa debotada do pronto socorro, saio jogando banho pela rampa, as pessoas se afastam, uma mãe grita para o menino sair dali, as pessoas vão se afastando na medida que vou jogando o banho, jogo na entrada, ali já tem uma ambulância e socorristas que entraram com a maca pra dentro do prédio, jogo o banho na entrada, na ambulância, eram visíveis muitas pessoas debilitadas ali, negras, senhoras, senhores, crianças. Jogo o banho pela parede nas placas da prefeitura.
Volto para a frente, o incensador já está aceso e saio defumando, as pessoas já estão afastadas da frente da unidade, sigo incensando.
Pergunto para um casal se querem se incensar, a mulher diz rindo que ele estava precisando, ele responde dizendo que está pegando neles, parecem aceitar de certa forma.
Pego o oberó novamente e pergunto quem quer lavar as mãos, pergunto aos que esperavam na fila, uma mulher resmunga sentada próximo a porta, outros recusam, uma outra mulher pelo sangue de jesus, não aceita. Levo para o outro lado da rua, o moto taxistas recusam, um para faz uma graça e pede pra lavar, enxagua bem as mãos, pergunta se é pra dinheiro, digo que é para saúde e ele bate no meu ombro, saio e ele ao sair me saúda novamente. Ofereço aos guardas, a uns que passam no carro.
Pego as palhas, vou em direção a grade, as pessoas que sentavam em baixo vão se afastando subo na mureta e tranço elas na grade.
Volto junto as folhas coloco no pote e o levo para a entrada da unidade, ficou ótimo, nos organizamos para sair, algumas despedidas, conversas com um jovem evangélico e depois saímos.

Weverton Ruan Rodrigues, de Nkosi.
Artista, membro do Mansu Nangetu.
#NósDeAruanda2016
 

Jardim de tradições, caminhos de resistência... Ação poética de Táta Kinamboji.





Ação poética de resistência negra de Táta Kinamboji. Projeto Nós de Aruanda, Belém: Galeria Theodoro Braga, abril de 2016


 

Jardim de tradições, caminhos de resistência.


Categoria - Poéticas visuais de resistência negra.

Artista propositor: Táta Kinamboji/ Arthur Leandro (Mansu Nangetu).
Realização comunitária: Mametu Nangetu, Tata Kafulumizô, Carlos Vera Cruz, Lucivaldo Sena, Tainah Joge, Isabela do Lago, Renata Beckmann, Luciane Bessa, Weverton Ruan Rodrigues, Sibely Nunes, Samantha Silva, Glauce Santos, Silvia Rodrigues, Rosângela Santos, Anna Lins, Diogo Monteiro, Sr. Fernando da Komby e trabalhadores do porto de Icoaraci. Data: 20 de fevereiro de 2016, ao meio dia. Local: trapiche e orla do porto de Icoaraci. Fotos/ vídeos: Lucivaldo Sena, Renata Beckmann, Isabela do Lago e equipe do Projeto Azuelar. 

Contexto: Trapiche e orla do porto de Icoaraci - Local onde houve recente ataque contra ritual do sagrado de matriz africana.
Motivação - fim do ano passado, fomos para a orla de Icoaraci levar oferendas referentes aos ritos de Tata Kafulumizô (Angelo Imbiriba), e quando alguns barqueiros perceberam que se tratava do sagrado afro-brasileiro, começaram a gritar "macumbaria", "sai daí satanás", essas coisas - a resposta é levar um mar de flores para esse lugar.

Descrição: um mar de pipoca como um jardim de flores para as águas e os barcos do porto de Icoaraci. Levamos também uma panela grande de feijão pra gente comer junto, e debaixo duma mangueira...
Potência artística: O racismo é um câncer social, mas as tradições de matriz africana tem tratamento para cura de doenças...

 

No trajeto das águas, sobre o sulco dos rios. Experimentação poética de Glauce Santos.





Experimentação poética de Glauce Santos. Projeto Nós de Aruanda. Belém: Galeria Theodoro Braga, abril de 2016.