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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Domingo, dia 12, tem Festividade para Santo Onofre.

Convidamos a todos(as) para participar das Festividades de Santo Onofre no Mansu Nangetu - Mansubando Kekê Neta, com ladainhas no período de 31 de maio a 13 de junho a partir das 18h, e festividade com apresentação do Boi Bumbá Caprichoso, de mestre Alarindo, no dia 12 de junho. endereço: Tv. Pirajá, 1194 - Belém.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

terça-feira, 20 de maio de 2014

Programação cultural comemora 10 anos do Instituto Nangetu



Rodas de conversa, programas especiais de rádio e webTV, sessão de cinema e oficina de documentário e performance marcam ciclo de atividades do aniversário


Desde que foi fundado, em 1988, o Mansu Nangetu atua a favor da conservação e do fortalecimento da identidade da cultura tradicional de origem Bantu, constituindo um espaço importante de resistência do legado cultural do povo negro africano na cidade de Belém. Seja no cotidiano do terreiro, por meio do respeito às práticas ao culto do Nkisse Nzumbarandá, seja nas iniciativas políticas, são quase 30 anos de atividades que fazem do Nangetu um efervescente ambiente de debates e ações desta luta histórica.

Ao considerar esta trajetória, há muito que se comemorar. Agora, é chegado o momento de celebrar um grande marco desta resistência: os dez anos de criação do Instituto Nangetu, associação que tem como finalidade estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento socioeconômico da comunidade tradicional de terreiro. E para festejar montamos uma programação especial entre os dias 30 de maio e 12 de junho, com atividades gratuitas e abertas ao público. O ciclo dará início às comemorações de aniversário que se estenderam até maio de 2015, quando o Instituto completa 11 anos de história.

Nesta década, o Instituto Nangetu apropriou-se de ferramentas diversas para o enfrentamento das problemáticas que paulatinamente atingem a comunidade afro-religiosa. As várias possibilidades da arte e a construção de uma comunicação autônoma para o terreiro são pontos fortes deste combate. Desta percepção, surgiram projetos como a Rádio Janela e a Web TV Azuelar e o cine Nangetu, que na programação de aniversário do Instituto ganham destaque com edições especiais.



No ar, webTV e rádio Azuelar!
No dia 31 de maio, sábado, o Programa Vozes da África recebe o pesquisador Antonio Domingos Braço, professor em Moçambique e doutorando da UFPA. A ideia é abrir espaço para uma roda de conversa entre ele, demais pesquisadores da Amazônia e a comunidade de terreiro. No centro do debate, as diferenças e similitudes dos traços culturais africanos que se preservaram em várias comunidades fora do continente de origem. Vozes de África, proposto pelo professor João Simões da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA, tem transmissão ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar . Neste mesmo dia, haverá também mais uma edição do programa “A Hora de Zumbá”. Veiculado por uma rádio-janela, a ideia é envolver a comunidade em uma experimentação social da comunicação, centrada no debate entre os diversos agentes que constituem o espaço de terreiro, principalmente os jovens.

Na webTV Azuelar, o lançamento de mais um programa. Focado na produção artística de terreiro, o projeto Nós de Aruanda, que já realizou duas exposições na galeria Theodoro Braga, agora também invade uma das mídias do Instituto Nangetu. A ideia é trazer entrevistas com artistas, para revelar processos criativos e trajetórias que culminaram numa produção poética sobre o universo da cultura tradicional. A estreia do programa “Nós de Aruanda” é dia 8 de junho, domingo, também transmitida ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Diálogos entre cinema e performance no espaço do terreiro
As possibilidades da câmera e do corpo serão o ponto de partida para a imersão "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”. A ideia do encontro é possibilitar o intercâmbio de experiências em múltiplas linguagens (artes visuais, cênicas e audiovisual) entre a comunidade do terreiro e os artistas convidados Wellington Dias, de Macapá, e Renato Vallone, do Rio de Janeiro.

Wellington Dias é artista cênico e visual. Já realizou diversos trabalhos voltados para a performance e teatro e tem como destaque em sua trajetória o projeto “Tecno Barca: Um ateliê-galeria itinerante sobre a terra das águas”, desenvolvido no Arquipélago do Bailique, no litoral do Estado do Amapá, contemplado no Rede Nacional Funarte 2011. Renato Vallone é Cineasta independente há oito anos, começou a carreira na montagem. Atua também como diretor, fotógrafo (câmera) e desenhista sonoro. Realizou diversos curtas-metragens, além de series para tv, web, video-instalações e longas-metragens.

O intercâmbio "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”será entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a partir das 17 horas. Inscrições devem ser feitas por AQUI.

Festividade para Santo Onofre e Santo Antônio
A programação de 10 anos do Instituto Nangetu será envolvida pela Trezena de Santo Onofre, que ocorre entre os dias 31 de maio e 12 de junho. Trata-se de uma tradição que Mametu Nangetu herdou de sua família materna, e tanto a trezena quanto a festividade já acontece no bairro do Marco há mais de 50 anos. Desde 2011 que a ladainha é comandada por um grupo de rezadores de latim popular do Terreiro Estrela Guia, no bairro da Cidade Velha, grupo já premiado no Edital Micro-Projetos Amazônia Legal pelo resgate da memória das ladainhas em latim caboclo na Amazônia. O grupo é formado por Pai Esmael Tavares, Mãe Maria de Jesus e Cristina Tavares, eles aprenderam praticando a ladainha nas andanças em festividades comunitárias cujo contexto é chamado de catolicismo popular, acompanhando seus pais e avós na fé de seus santos de devoção.

O encerramento fica por conta da festividade para Santo Onofre e Santo Antônio, no dia 12 de junho. Abrindo a quadra comemorativa dos santos juninos, o dia será de festa e programação extensiva no espaço do Mansu Nangetu, contando com sessão especial do Cineclube Nangetu e transmissão dos programas da Rádio Janela Azuelar.

Serviço: Programação em comemoração aos 10 anos do Instituto Nangetu. Entre os dias 30 de maio e 12 de junho. Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 – Marco. Contato: (91)3226759. Veja os horários das atividades no cartaz de divulgação.

Apoio:  Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral – Projeto Cineclube Nangetu (Coordenação Isabela do Lago).

quinta-feira, 6 de junho de 2013

7 de junho na Festividade de Sto. Onofre- "Delírios de um cinemaníaco" no Cineclube Nangetu.



Delírios de um cinemaníaco, a história de um pioneiro do cinema
O filme Delírios de um cinemaníaco conta a história de José de Oliveira, mais conhecido como Zé Pintor, um dos pioneiros na atividade cinematográfica na cidade de São Carlos (SP) e autor de diversos filmes que, além de contar histórias, promoviam a aproximação da sociedade são-carlense junto ao mundo do cinema, uma vez que Zé Pintor produzia seus filmes de forma independente e utilizava como atores amigos e pessoas próximas a ele.
Baseado no livro Minhas memórias com meu cinema, de autoria de José de Oliveira, Delírios de um cinemaníaco apresenta ao público a cinebiografia de um homem que desde a sua infância até a velhice, viu a morte levar seus familiares e maiores amigos. Mas encontrou no amor por Edna e na paixão pelo cinema, forças para encarar as mazelas da vida.
O filme mostra que além dos roteiros, Zé Pintor selecionava e dirigia os atores, montava cenários, criava o maquinário e maquetes, definia os enquadramentos, montava a luz, focava suas imagens e realizava toda a pós-produção, revelação, montagem, cópias de filme, intertítulos, etc., com técnicas alternativas simplificadas e criativas, sem o auxílio de grandes tecnologias. Quando não conseguia fazer todas essas funções, contava com a ajuda das pessoas ao seu redor – geralmente os atores dos filmes. Delírios de um cinemaníacotambém apresenta como diferencial integrar, numa única produção, elementos que ultrapassam os aspectos culturais e históricos da obra, aplicando conceitos pautados no colaborativismo e na solidariedade, presentes na trajetória artística do personagem principal do filme.
Esse modo de produção singular do artista resultou em filmes muito ricos, do ponto de vista estético e histórico. A utilização de não atores, filmagens em áreas externas de São Carlos e nas casas de amigos, fizeram com que os seus filmes, hoje, se situem entre a ficção e o documentário.
E foi exatamente esse espírito solidário que a equipe de produção de Delírios de um cinemaníaco tentou imprimir desde 2009, quando o filme começou a ser produzido, estabelecendo vínculos com o Circuito fora do eixo e a produtora Filmes para bailar, de forma que a obra contribuísse para o fortalecimento de uma rede de serviços envolvendo diversos segmentos da economia local, além da inserção do projeto em plataformas virtuais de produção cultural, possibilitando que o filme seja distribuído e exibido nos diferentes circuitos de exibição em todo o Brasil.
Assim, Delírios de um cinemaníaco é mais que a retratação da história de Zé Pintor e seu pioneirismo na produção cinematográfica são-carlense. A obra é um resgate dos valores pregados pelo personagem principal em suas obras, que marcaram a sua trajetória no cinema local. Delírios de um cinemaníaco é, assim como foram as obras de Zé Pintor, uma quebra de paradigma na produção local e uma outra maneira de enxergar e fazer cinema.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A juventude do terreiro e a paixão pelos folguedos juninos.


Quadrilha de "Santa Luzia" ganhou o concurso promovido pelo Governo do Pará em 2012. 


Tal qual o carnaval, o mês de junho também mobiliza a comunidade do Mansu Nangetu para os folguedos populares. São as festas dos santos juninos que fazem a juventude do terreiro passar quase três meses ensaiando coreografias para as apresentações. Muller de Nazaze diz que começaram a ensaiar no mês de março e que tanta dedicação é pra fazer bonito no mês de junho.
Juventude jurunense mantém viva as tradições
juninas na quadrilha "Santa Luzia".


Para dançar no mês de junho, a comunidade do Mansu Nangetu se divide em duas qadrilas, a “Arrastão junino” da Cidade Velha, que é comandada por Venina Santos e tem Brenda Yasmim como Miss Caipira, e a “Santa Luzia” do Jurunas, onde dançam Táta Kamelemba, Müller de Nzaze, e Andréia de Dandalunda.


Táta Kamelembá conta que desde criança dançava em quadrilha, diz que era a sua mãe que lhe levava para dançar no bairro do Jurunas, “foi aos 9 anos que comecei a dançar quadrilha para as festividades dos santos juninos, se chamava “Pimpolhos na roça”, uma quadrilha só de crianças que se apresentava apenas naquele bairro. Depois passei a integrar o”Grupo Junino Quadrilha Santa Luzia”, grupo que permaneço até hoje e além de dançar, também faço a produção do grupo e executo o projeto de figurino e adereços”.
Müller de Nzaze, Mônica e Táta Kamelembá
na quadrilha de Santa Luzia.
Para fazer a 'festa acontecer' eles contam que os vizinhos ajudam na mobilização de cada bairro para juntar dinheiro pros grupos se apresentarem. São os vizinhos que ajudam em rifas e bingos, que emprestam aparelhos de som para as festas de arrecadação do dinheiro que é usado para montar os figurinos. As roupas dos figurinos são guardadas e ajudam também na arrecadação para o compor o figurino do ano seguinte, pois ao fim da 'quadra junina' elas são alugadas ou vendidas para outros grupos.
As quadrilhas dançam em um extenso calendário de concursos promovidos por prefeituras municipais, clubes, Igrejas e Agremiações Carnavalescas. O concurso da Prefeitura Municipal de Belém acontece na Praça Waldemar Henrique, o do Governo do Estado na Praça do Povo (CENTUR), mas ainda tem o concurso intermunicipal de Ananindeua e este ano as quadrilhas ainda foram disputar o título do concurso intermunicipal em Tracuateua, na zona bragantina. E nos concursos promovidos pelo Rancho não Posso me Amofiná e do terreiro do Pai Reginaldo Lopes, além de apresentações em diversas festas juninas espalhadas pela zona metropolitana de Belém.
Quadrilha "Arrastão junino", da Cidade Velha, dançou para Santo Onofre no Mansu Nangetu.
E para a alegria e orgulho do Mansu Nangetu, a quadrilha “Arrastão junino” ganhou o concurso promovido pelo Terreiro de Pai Reginaldo Lopes, e a “Santa Luzia” arrebatou o título no concurso promovido pelo Governo do Estado do Pará.

"Arrastão junino" em sua apresentação no Mansu Nangetu.

Quadrilha "Arrastão junino" fez a alegria da população no bairro do Marco no dia de Santo Onofre.
Texto de Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar - Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.
Fotos de Táta Kinamboji/ Luah Sampaio (UFPA - Projeto Diálogos em Cabana de Caboco)/ e acervo das quadrilhas "Santa Luzia" e "Arrastão junino"

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O mês de junho marcou a exibição de filmes sobre a cultura popular no Cineclube Nangetu.


O mês de junho marcou a exibição de filmes sobre a cultura popular no Cineclube Nangetu, foram 5 sessões em que a comunidade do Mansu Nangetu pode conhecer produções audiovisuais com temas variados que se relacionam com as festas juninas - folguedos populares que tem participação ativa dos membros do terreiro.

Erva Bruxa
O primeiro filme a ser exibido foi Erva bruxa (Paulo Gil Soares, 1970, 21min). Erva bruxa é o nome popular pelo qual o tabaco também é conhecido. O filme mostrou a plantação e processamento do fumo por pequenos agricultores em regime familiar na região do recôncavo baiano e provocou reflexões sobre a exploração da mão de obra de comunidades negras que trabalham no plantio e nas industrias da tabacaria em condições precárias.



Conhecer o uso do tabaco na prevenção de cáries e no branqueamento dos dentes, assim como a informação de suas propriedades bactericidas despertou o interesse dos membros do terreiro em pesquisar mais sobre a cultura do tabaco e seu uso medicinal.


De raizes e rezas, entre outros
Em seguida veio o “De raizes e rezas, entre outros” (Sergio Muniz e Francisco Ramalho Junior. Brasil, 1972, 38 min), filme que além de provocar um intenso debate sobre as tradições de tratamento de enfermidades com remédios caseiros feitos à base do conhecimento das ervas medicinais – prática comum entre os povos de terreiro -, também trouxe a discussão da estética do filme, pois a roda de conversa apontou a precisão cirúrgica com que os diretores faziam a montagem das cenas com a música e a sonoridade das culturas nordestinas.

Passaros andarilhos e bois voadores
No dia de Sto Onofre, data importantíssima para o Mansu Nangetu, foi a vez de “Pássaros andarilhos e bois voadores” (Luiz Arnaldo Campos, Brasil, 2011, 15 min) em um enredo onde a vida real se mescla com o mundo encantado de fadas e feiticeiras dos folguedos juninos. A sessão abriu os festejos do santo que inaugura a quadra junina em Belém do Pará, festejos que fazem parte do calendário cultural do Mansu Nangetu, e foi casa lotada... Gente que veio ver a apresentação do Boi Caprichoso de Mestre Alarindo e a quadrilha “Arrastão Junino” - a paixão da juventude do bairro da Cidade Velha.

Um filme de ficção que toma como enredo a cultura popular visto por agentes das culturas populares.... E a conversa que se seguiu mostrou a identificação imediata dos presentes com esse universo encantado onde sonho e fantasia são tnao realidade quanto o 'mundo concreto', e onde as encantarias, os Nkisis e os conhecimetnos de ervas e cantigas podem mudar o rumo e o desfecho da estória – esse é o universo dos terreiros, e o que ficou dessa conversa foi um clamor unificado por mais filmes que tratem das identidades amazônidas... e vivas ao Luiz Arnaldo Campos.

Viva São João
Viva São João! (Andrucha Waddington, BRA/2002, 90 min) foi um 'passeio musical', quase uma outra festa... onde a comunidade cantava e dançava a cada nova apresentação que Gilberto Gil fazia na tela. Foi uma sessão para celebrar a memória musical da quadra junina. Mas também teve a projeção do candomblé de iniciação do neto de pai Chico de Xangô, um registro do ritual que foi feito por Adalberto Junior em Salvador, e que neste dia a comunidade teve a oportunidade de assistir e comentar coletivamente.

Os mestres loucos
O documentário francês Os Mestres Loucos (Les Maîtres fous -Jean Rouch. França, 1955. 30min.) encerrou a programação do mês e causou um impacto na comunidade, pois quando o conselho editorial anunciou que era um documentário sobre uma manifestação religiosa na Nigéria, o que a comunidade esperava era a proximidade com os rituais afro-brasileiros e, ao contrário da espectativa, o que o Jean Rouch mostrou foi um ritual completamente distantes das práticas do Mansu Nangetu

Mas a roda de conversa conseguiu transpor os preconceitos que repeliram incialemnte e depois que passou o impacto do "que doidice é essa?", e depois que os presentes conseguiram "respirar", pode-se relacionar o que foi documentado com a estrutura das religiões tradicionais da afro-brasileiras... Um intenso debate se formou em torno do titulo do filme, chamar o filme de “mestres loucos” é ou não uma forma preconceituosa de se referir àquele ritual? É o olhar europeu que não compreende a corporeidade da religiosidade africana que faz ele identificar a religiosidade com a loucura? A questão que permeou o debate foi como conhecer ou respeitar todas as Áfricas que ajudaram a formar o que é o Brasil - e o que este país tem de melhor - para entender o porque os descendentes da população de dezenas de nações africanas que para cá vieram, nos dias de hoje são apenas chamadas de "Negros". Aliás, e em respeito às Áfricas negras brasileiras, é importante registrar que essa compreensão aconteceu também em debate virtual com Clementino Junior, debate muito posterior ao dia da sessão.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

29 de junho "Os Mestres Loucos" (Les Maîtres fous ), de Jean Rouch no Cineclube Nangetu.


 O Cineclube Nangetu continua com a programação em homenagem à quadra junina, são filmes que tratam de conhecimentos tradicionais e das culturas populares e tradicionais.

Sexta, 29 de junho - 19h.
Filme "Os Mestres Loucos" (Les Maîtres fous ).
Cineclube Nangetu,
Tv, Pirajá, 1194 - Marco da légua
Belém/PA.
Fone - 91-32267599


Os Mestres Loucos (Les Maîtres fous )França, 1955. De Jean Rouch. 30min.
Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais Hauka. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Na ‘concessão’ do grande sacerdote Mountbyéba, após uma confissão pública, começa o rito da possessão. Saliva, tremedeiras, respiração ofegante… são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial: o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

22 de junho "Viva São João", de Andrucha Waddington.

O Cineclube Nangetu continua com a programação em homenagem à quadra junina, são filmes que tratam de conhecimentos tradicionais e das culturas populares e tradicionais.

Sexta, 22 de junho - 19h.
Filme "Viva São João".
Cineclube Nangetu,
Tv, Pirajá, 1194 - Marco da légua
Belém/PA.
Fone - 91-32267599



Viva São João! 
Documentário, Direção: Andrucha Waddington, BRA/2002, 90 min

Sinopse: Tempos modernos, eternas e ricas tradições. "Viva São João!" é um road movie musical que percorre 19 localidades do Nordeste brasileiro. O filme registra o que há de mais inovador e de mais tradicional na maior celebração do ano: as festas juninas, com direito a histórias impagáveis, populares quadrilhas em chão de terra, quentão, quitutes típicos, vestimentas, decorações coloridas, luzes, fogos de artifício, religiosidade, simpatias... e até casamentos!
O filme mostra uma envolvente caravana que durante 15 dias de festas visita de Juazeiro, na Bahia, a Exu, em Pernambuco, das procissões em pequenas vilas às grandes festas das cidades médias, tendo a música como um de seus principais personagens. Em Viva São João!, Gilberto Gil aparece como personagem e apresentador desta festiva jornada, funcionando como mestre de cerimônias para seus entrevistados, como professor das origens da festa e como intérprete da música nordestina.
Viva São João! conta com convidados para lá de especiais, como Dominguinhos, Marinês, Sivuca, Alceu Valença, Targino Gondim, entre outros. A música do longa-metragem também surge nas filmagens do show de Gilberto Gil, na Praia de Botafogo, no Rio, com participações de Margareth Menezes, Elba Ramalho e Alexandre Pires. A idéia de rodar Viva São João! surgiu na época em que Andrucha Waddington e sua equipe viajava pelo interior do Nordeste à procura de locações para o seu segundo e premiado longa-metragem, Eu Tu Eles.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

12 de junho, 18h - Cineclube Nangetu apresenta "Pássaros Andarilhos e Bois Voadores", de Luiz Arnaldo Campos.

No dia de Santo Onofre o Cineclube Nangetu continua com a programação em homenagem à quadra junina, são filmes que tratam de conhecimentos tradicionais e das culturas populares e tradicionais.
Informamos que no período da trezena de Sto. Onofre as sessões iniciarão às 18h.


12 de junho de 2012 - terça-feira - 18h
Filme: Pássaros andarilhos e bois voadores

Cineclube Nangetu
Tv. Pirajá, 1194 - bairro do Marco da légua.
Belém/PA.
fone: 32267599



"Pássaros Andarilhos e Bois Voadores", de Luiz Arnaldo Campos, Belém/PA, 2011. 15 min.
Sinopse: Uma fada e uma feiticeira do Cordão de Pássaro “Quero-Quero” disputam a tripa do Boi Flor de Liz com sortilégios amorosos. Com delicadeza e malícia a trama se desenvolve fazendo um mergulho no universo dos Bumbás, e Cordões de Pássaros da Belém de tempos imemoriais. Festa, magia e encanto.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sto. Onofre trouxe a alegria ao bairro do Marco.

Já passava das 20h quando terminou a tradicional ladainha em 'latin caboco' entoada pelos rezadores do Terreiro Estrela Guia Aldeia de Tupynambá, rezadores premiados no Edital Microprojetos Mais Cultura para a Amazônia Legal, foi mais ou menos por essa hora que Mametu Nangetu convidou os presentes a provar as comidas típicas desta época do ano, ao mesmo tempo em que anunciou a apresentação da primeira atração da noite: a quadrilha "Arrastão Junino".
O palco era o asfalto da tv. Pirajá, e os artistas são anônimos estudantes, comerciários, servidores públicos e tantas outras gentes que são gente como a gente, é gente comum que no mês de junho sai junto em constelação de estrelas artísticas de primeira grandesa.
E não terminou por ai, depois ainda teve a quadrilha de "Santa Luzia" e o Boi Caprichoso, mantido pelo Mestre Alarindo, exemplo de detentor de conhecimentos do Auto do Boi-Bumbá que mantém viva a tradição herdada de seus avós ainda na Ilha do Mosqueiro.
Mametu Nangetu mantinha em seu semblante a mesma expressão de extase de felicidade que vinha estampada em cada rosto dos que desfilavam sua arte em celebração ao Santo que abre a 'quadra junina'. E Sto Onofre e Sto Antônio retribuiram, presentearam a todos os que participaram das festividades com uma bela noite estrelada...