quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nangetu realiza roda de conversa sobre novo prêmio do IPHAN e incentiva terreiros a inscrever projetos.


*Debate contou com presença de consultor do órgão que apresentou a premiação voltada à ações de comunidades tradicionais de matriz africana* 

 Na tarde da última terça-feira, dia 18, o Mansu Nangetu abriu suas portas para representantes de outros terreiros e espaços de valorização da cultura negra para uma relevante discussão. O encontro teve como objetivo propiciar o debate sobre a mais nova iniciativa do IPHAN, que lançou recentemente a primeira edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.
Com inscrições até dia 19 de julho, a premiação suscita dúvidas nos que estão interessados em inscrever projeto. Por isso, o Instituto Nangetu solicitou a presença de um consultor do IPHAN para esclarecimento de pontos do edital, o que propiciou um momento de reflexão mais ampla sobre a importância de políticas públicas que possibilitem a valorização e continuidade das atividades geridas por tais entidades.
Estiveram presentes no bate-papo, integrantes do Mansu Nangetu, Terreiro de Umbanda de Ogum Rompe Mata (Mãe Vanda), Rundembo Ngunzo ti Bamburucema (Bruna Raiol), Ilê Axé Raizô Erê (Mãe Oyá Gindê), e o consultor Benedito Souza. Benedito apresentou os detalhes do edital e esmiuçou as características necessárias que cada projeto deve ter, dependendo da categoria na qual deseja concorrer. No debate, foram evidenciadas também algumas problemáticas que apontam para a debilidade da iniciativa, principalmente relacionadas à participação de casas de terreiro no edital.
O prêmio do IPHAN contempla apenas 25 projetos, sendo que cada proponente pode apresentar somente uma proposta. O número é considerado insuficiente, pois trata-se de um edital de cobertura nacional e somente no Pará existem mais de mil Terreiros. Além disso, grande parte dos recursos disponibilizados é destinado à categoria que contempla espaços tombados pelo órgão. No Brasil, o número de terreiros assim classificados não chega nem a dez – sendo que a maioria encontra-se no Estado da Bahia; um no Maranhão e nenhum no Pará.

Apesar das dificuldades encontradas, as entidades que participaram da reunião organizarão projetos para concorrer ao prêmio. Com esta posição, tenta-se afirmar a importância do edital como espaço de demarcação fundamental para o fortalecimento das práticas que fazem destas entidades um ambiente de diálogo entre a sociedade em geral e as manifestações culturais oriundas das comunidades tradicionais de matriz africana.

 Para conhecer o edital, acesse o site do IPHAN.

 Texto/ Fotos: Luiza Cabral, Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu/ FAV e GEAM/ UFPA, PROEX/ UFPA.

Um comentário:

Etetuba Etetuba disse...

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Cyro Holando de Almeida Lins
Data: 25 de junho de 2014 09:21
Assunto: Sobre o Edital - Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana



Bom dia,
Entro em contato para esclarecer algumas dúvidas que surgiram na reunião realizada no dia 17/06/2014
Em relação à possibilidade de termo de cooperação para as entidades que não possuem cnpj:
A orientação do Departamento do Patrimônio Imaterial (DPI) é a de que os Anexos 4 e 5 do edital justificam a inscrição de uma proposta utilizando o cnpj de uma outra entidade parceira.
Recomenda-se que, ao invés de um termo de cooperação (que normalmente é firmado entre duas entidades com cnpj), seja elaborado um documento firmando o compromisso entre as instituições parceiras.
No sentido de garantir o repasse do prêmio para a casa/terreiro, caso seja contemplado, recomenda-se que nesse documento, que pode ser um termo de compromisso, seja expresso claramente o compromisso da instituição proponente em repassar o valor do prêmio.

Caso necessitem de mais esclarecimentos, não hesitem em nos contactar através dos telefones: 3224-1825 ou 3224-0699

Cordialmente,

Cyro Lins
Antropólogo - IPHAN/PA
Av. Governador José Malcher, nº 563
Bairro Nazaré - Belém - PA
CEP: 66.040-282
(91) 3224-1825