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domingo, 20 de março de 2016

Rei Congo e a Cabanagem na webTV Azuelar



Rei Congo e a Cabanagem, roda de conversa com João
Lúcio Mazzini da Costa e Mametu Nangetu.
Como parte da celebração do dia da Mãe Doca, o 18 de
março, dia Estadual e Municipal da Umbanda e das
religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará
Captção de imagens e de áudios
Tata Kinamboji
Samili Maria Moreira Silva e Silva
Sibely Nunes
Vitor Gonçalves
Weverton Ruan Rodrigues
Edição/Montagem
Táta Kinamboji
Realização
webTV Azuelar - Projeto Azuelar
 Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre
Apoio
REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de
Matriz Africana - rede [aparelho]-:  - Projetos de
extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações
de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia
Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa
‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas
visuais em combate ao racismo - Eu vou navegar na
Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação
Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos
afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14
de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e
da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria
da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona
Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê
Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo
do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e
Toi Jotin. É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas
três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o
racismo e outros preconceitos da época e inaugurou
seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as
divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica,
e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-
religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de
resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no
Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se
tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-
brasileiras.
Belém, março de 2016.crição

sábado, 15 de agosto de 2015

18 de agosto, terça, é o lançamento do livro "Terecô de Codó, uma religião a ser descoberta, de Cícero Centriny."



Lançamento do livro: "Terecô de Codó, uma religião a ser descoberta", de Cícero Centriny.
Prefácio de Sérgio Ferreti e Mundicarmo Ferreti (Pesquisadores da UFMA), e apresentação de Pai Euclides Menezes Ferreira (Talabyan Lissanon), fundador, babalorixá da Casa Fanti-Ashanti. 
Custo/ investimento - R$ 40,00.
Quando: 18 de agosto, terça-feira, a partir das 18h.
Onde: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 (entre Duque de Caxias e 25 de Setembro) - Marco da Légua, Belém/ PA.
Informações: 91-32267599.


"Terecô de Codó, uma religião a ser descoberta"

Este livro é o resultado de muitas pesquisas, ao longo de nove anos, que apresentam pontos de vista das autoridades religiosas, muitas entrevistas e depoimentos, além do convívio extenso com os “terecozeiros” e suas práticas religiosas, e  procura deixar um registro em pinceladas da história do negro codoense, tendo como pano de fundo a sua religião de matriz africana e uma trajetória de resistência para a sua preservação.
O livro tem a pretensão de registrar a história do Terecô de Codó, no Maranhão, uma religião originada e praticada naquele município desde os primórdios daquele lugar. A localidade é Santo Antônio dos pretos, distante 60 Km do centro urbano da cidade, e teve início como um reduto de africanos e seus descendentes que fugiram da escravidão nas fazendas de arroz e algodão instaladas naquelas regiões. Atualmente é uma localidade rural remanescente de quilombo.
Este trabalho tem como objetivo fundamental fazer um registro e divulgar a prática do ritual do Terecô como parte extremamente importante da história negra do Maranhão, contribuindo assim para preservar e enriquecer a memória, a história e a cultura popular do Brasil, como por exemplo, a informação de que em Codó, no povoado de Santo Antônio dos Pretos e no povoado de São Joaquim de Alolô, era praticado o “vodu”, culto que ainda mantém partes secretas de suas práticas na atualidade de outras religiões  presentes em Codó, um culto muito parecido com os cultos de vodu em Cuba e no Haiti.
O trabalho de Cícero Centriny sobre o Terecô de Codó é um depoimento exaustivo de pessoa que tem longa vivência sobre o tema e uma contribuição importante para preservar a memória da cultura negra no Brasil. Cícero foi iniciado no Tambor de mina e desde criança frequenta o Terecô de sua cidade, do qual é praticante, conhecendo-o a fundo. Cícero afirma que resolveu escrever sobre o Terecô com o compromisso de não entrar nos dogmas da religião nem revelar os fundamentos, por ser grande admirador e praticante nato dessa religião. Teve o objetivo de registrar e resgatar parte da história do culto e divulgar sua prática, contribuindo para enriquecer a memória e a história do negro no Maranhão.



domingo, 9 de agosto de 2015

Nengua de Angola conversa com Cicero Centriny sobre o Terecô do Maranhão.


Mametu Nangetu recebeu Cicero Centriny, para uma conversa no programa Nengua de Angola, Cícero prepara o lançamento do livro Terecõ, uma religião a ser descoberta, e conta, nessa conversa, das coisas de seu livro. Mametu  destacou a importância de registrar e transmitir as informações sobre as tradições de matriz africana na diáspora brasileira e pediu que ele contasse um pouco mais da importância dos povos bantu na formação do Terecô.
Mametu nangetu entrevistou Cicero Centriny para o programa Nengua de Angola.

No Maranhão, mais especificamente nos povoados de Santo Antônio dos Pretos e de São Joaquim de Alolô, era praticado o “vodu”, tradição muito parecida com aquelas do Haiti e de Cuba, um culto que permanece submerso, pois ainda se percebe a presença de suas práticas secretas na atualidade, de forma velada, em Codó.
Essas e outras informações sobre a história do Terecô de Codó no Maranhão, é o que nos conta Cicero Centriny, ou Cícero Lejidokan, pesquisador, educador, estilista e liderança de terreiro de matriz africana iniciado em Tambor de Mina por Pai Euclides Talabyan Lissanon.
Cícero explica que o Terecô é uma tradição originada e praticada em Codó desde o período em que Codó  nem sequer existia como “cidade”. O lugar de nascimento dessa prática é um reduto de negros que fugiram da escravidão e das fazendas de arroz e algodão, e se instalaram num lugar seguro bem distante da opressão dos donos das fazendas. Atualmente esse lugar é o povoado de Santo Antônio dos Pretos, localidade rural remanescente de quilombo que fica a 60 km da zona urbana de Codó, nas margens da rodovia que liga Codó a Don Pedro. 
Os africanos escravizados  que foram para a região de Codó eram de etnias Cabindas, Bantus, Cacheus, Fons... E entre as religiões afro-brasileiras nascidas aqui, surgiu o TEREKÔ, que mantém características dessas diversas origens e preserva o culto ao grande vodum Legba, trazido pelo povo ewe-fon do Togo e do Benin e que é  invocado em Codó, como Légua-BojiBuá  suas variantes locais
Cícero trás a memória de  celebridades do Terecô, como Dona Melânia, Tobias, Maria Piauí, Euzébio Jansen e tantas outras autoridades que fizeram, e fazem , a resistência das tradições de matriz africana no Maranhão.


Programa Nengua de Angola
Apresentação Mametu Nangetu
Conversa com Cicero Centriny sobre sua pesquisa sobre o Terekô, ancestralidade e resistência  negra em Codó no Maranhão.

Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre


Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).
 UFPA-PROEX



Belém/PA

Agosto de 2015

domingo, 9 de novembro de 2014

Palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz" na EA-UFPA, antigo NPI.


Táta Kinamboji foi um dos palestrantes do Projeto "Ensino Religioso na Educação de Jovens e Adultos da EA-UFPA", coordenado por Devison Amorim do Nascimento, o evento aconteceu na quarta-feira 22 de outubro na Escola de Aplicação (antigo NPI) da UFPA.

Prof. Eduardo Wagner e Táta Kinamboji participaram do debate.

A palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz"" é fruto dos debates e ações de cidadania de povos de terreiros desenvolvidos pelo Instituto Nangetu, e levou informações sobre a caracterização de povos tradicionais, os valores civilizatórios africanos preservados no Brasil e estratégias da resistência negra na preservação das tradições de terreiros de matrizes africanas frente à política pública de cinco séculos de repressão estatal contra essas tradições.


A proposta também foi provocar o corpo docente e técnico-administrativo da escola para o desenvolvimento de ações pedagógicas de implantação da Lei 10.639/03, e ao final, uma animada roda de conversa concluiu que temos mesmo a necessidade de ações educativas para que a sociedade passe a respeitar a diversidade racial, étnica e também a diversidade religiosa para que tenhamos a promoção da cultura da paz.




sexta-feira, 9 de maio de 2014

As religiões afro-amerindias e as comunidades quilombolas, seus encantos e seus sincretismos.

Autoridades de terreiros debatem cidadania no Amapá.

Mametu Nangetu está em Macapá participando das comemorações do dia 8 de maio, o Dia da Umbanda e das Religiões Afro-brasileiras para o Estado do Amapá.
Em sua bagagem, Mametu levou a experiência da luta por cidadania dos povos de terreiros do Pará, a experiência em mídias e comunicação de terreiro do Projeto Azuelar, e as experiências em mapeamentos sociais e cartográficos, e esses serão os assuntos de sua exposição no seminário As religiões afro-amerindias e as comunidades quilombolas, seus encantos e seus sincretismos, que tem ainda a participação de Pai Brasil (PA), Tatetu Kamugy (BA), Tatetu Omizanguê, Tatetu Taocy, Babá Odé Olufonnin (Pai Marcos Ribeiro) e Pai Marcílio (AP), entre outros.
O evento acontece de 8 a 10 de maio na Associação Beneficiante do Ylê Oxum Apará/ ABYOA, no bairro das Pedrinhas, e na Universidade Federal do Amapá/ UNIFAP, em Macapá, e proporciona a troca de informações e experiências entre autoridades e membros de terreiros de matriz africana do Pará, Amapá e Bahia.
As rodas de conversa atualizam e capacitam lideranças mais jovens para continuar as lutas sociais dos povos tradicionais.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

webTV Azuelar - Programa Vozes de África com roda de conversa sobre a República Democrática do Congo.

webTV Azuelar - Programa Vozes de África com roda de conversa sobre a República Democrática do Congo.

O programa trouxe para o Mansu Nangetu os estudantes da UFPA Nathan Guangu Kabenge, Jeaindrie Bule Mbo e Joseph Kapinga Kande, naturais da República Democrática do Congo, em um encontro que aconteceu na tarde de 9 de novembro através do projeto de extensão universitária Diálogos em Cabana de Caboco, coordenado pelo prof. João Simões Cardoso Filho  da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA. Foi uma roda de conversa onde os congoleses puderam apresentar a história e os aspectos físicos de seu país que abriga uma floresta equatorial, como a floresta amazônica, e é tão rico em minério quanto o Pará. E também apresentar aspectos culturais de seu povo formado por mais de duzentas etnias diferentes.

CRÉDITOS

Em comemoração ao mês da
Consciência Negra
no Brasil.
Novembro de 2013
Programa Vozes de África
webTV Azuelar


Instituto Nangetu/ Projeto Azuelar
 Ponto de Mídia Livre.
Comunicação Social Étnica de
Caráter Comunitário e Experimental

Informações: 55 91-32267599

Apoio:

Coordenação estadual da ARATRAMA

rede [aparelho]-:

Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá

Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco.
FACS/ UFPA
(Coordenação: Prof. Ms. João  Simões e
Bolsista Luah Sampaio)

Projeto: Muzueri uonene kalunguê
(O falador grande não tem razão).
FAV e GEAM/ UFPA
(Coordenação Prof. Arthur Leandro)

UFPA-PROEX




Instituto Nangetu
2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vozes de África, somos tão iguais e tão diferentes...


A estréia do programa Vozes de África na webTV Azuelar foi como a abertura de um portal encantado, uma ligação como uma ponte imaginária entre o Brasil e os países do continente africano - dois mundos que, de tão diferentes, parecem muito iguais.

O evento trouxe para o Mansu Nangetu os estudantes da UFPA Nathan Guangu Kabenge, Jeaindrie Bule Mbo e Joseph Kapinga Kande, naturais da República Democrática do Congo, em um encontro que aconteceu na tarde de 9 de novembro através do projeto de extensão universitária Diálogos em Cabana de Caboco, coordenado pelo prof. João Simões Cardoso Filho  da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA. Foi uma roda de conversa onde os congoleses puderam apresentar a história e os aspectos físicos de seu país que abriga uma floresta equatorial, como a floresta amazônica, e é tão rico em minério quanto o Pará. E também apresentar aspectos culturais de seu povo formado por mais de duzentas etnias diferentes.
Mametu Nangetu abriu o programa saudando os convidados e celebrando o encontro com uma oração em kimbundo, disse que a comunidade do Mansu esperava ansiosa por este encontro, e explicou que a expectativa era grande por que as pessoas de terreiro tem a consciência de que no Brasil circula muito pouca informação sobre o continente africano, sobre os seus países e sobre o seu povo, e disse que ao mesmo tempo a ansiedade revelava um sentimento comum entre os membros do terreiro: para o terreiro era como se esperasse a visita de um parente distante que há muito tempo não se via.
A comunidade do Mansu preparou uma apresentação de musicas tradicionais de terreiros Bantu, cantaram em línguas africanas, e tudo aconteceu num misto de estranhamento e proximidade, identidades em diferenças de dois mundos muito parecidos, com história e costumes parecidos e que hoje procuram a união depois de cinco séculos em que permaneceram separados.





Prof. João Simões e Mam'etu Nangetu falaram dessa experiência.


Vozes da África começou ARRASANDO.

A palestra aconteceu num espaço do quintal do terreiro, todo preparado para o evento, com cadeira, microfone, e data show. Muito bonito, debaixo de uma árvore de akoko e de cipós de ogbó - que são Sagradas no Continente Africano e portanto também aqui no Brasil. Quando Mãe Nangetu pegou o microfone e começou a abrir o encontro, Vozes de África, as aves do terreiro, galinhas de Angola e patos, começaram a cantar insistentemente, de tal maneira que ninguém pôde deixar de saber de sua presença ali.
Os três alunos congolenses também ficaram profundamente felizes. Estavam em estado de Graça como todos os que assistiram a apresentação preparada por eles, falando da República Democrática do Congo, que abriga, centenas de etnias, e línguas diversas. E carrega consigo uma história, muito dura, dada sua luta após o início da colonização.
Finalmente nós que estávamos ouvindo a palestra soubemos que nossos antepassados escravizados neste território nação que foi construído com a força de trabalho Negra, estiveram em condições de vida muito melhores que aqueles negros que permaneceram em terras do Continente africano, onde os Europeus, promoveram toda sorte de Crueldades, exploração e genocídios.
Ao final do encontro, novamente Mãe Nangetu agradece a todos, e as aves começam a cantar.
Eu acompanhei os alunos e os levei de carro à sua casa em Batista Campos. No caminho eles comentavam emocionados, vocês lembram quando a Mãe Nangetu saiu para fazer um ritual pra chuva parar, pois é a chuva parou mesmo: “Meu bisavô faz isso no Congo, e a chuva para mesmo”. Também comentavam de alguns bolinhos que foram preparados para a O Mukondu (ritual do morto que iria acontecer no terreiro logo após a palestras as 21horas). "Essa é uma comida típica no Congo".
Eles estavam encantados pois que muitas de suas tradições foram encontradas aqui no Terreiro de Mametu Nangetu. Aprendendo a ser africano no Brasil, e retornando aqui às suas origens.
Só temos a agradecer, em nome do Projeto Diálogo em Cabana de Caboco, em nome da UFPA, à Mãe Nangetu, seu espaço Sagrado e locus de salvaguarda de nossas tradições negras.
Só temos a agradecer ao Prof. e Pai Arthur Leandro, por estar à frente do Projeto Azuelar, que deu origem ao Projeto Diálogos em Cabana de Caboco.
Só temos a agradecer todos os filhos/filhas de santos e participantes do terreiro, pela garra, pela força e pela sustentação de nossa brasilidade NEGRA.
EU ESTOU PROFUNDAMENTE SATISFEITO enquanto cientista social e enquanto pessoa por esse dia maravilhoso que vivenciei o ESPAÇO SAGRADO DO TERREIRO.
EU AGRADEÇO TAMBÉM AO ESPAÇO E TODAS AS PLANTAS BICHOS E OBJETOS QUE ALI nos falam do Poder Divino.
AMO VOCÊS,
Prof. João Simões Cardoso Filho



Muito lindo tudo nas nossas vidas.


Sou neta de sinhá Samba Diamongo/ Edite Apolinaria Santana, que foi iniciada pelo fundador do Manso Kupapa Nsaba (Terreiro de Santa Bárbara do Bate Folha) Tatetu Ampumandezu/ Bernardinoda Paixão fica na Mata Escura, Salvador/ Bahia, e fico muito honrada com o fato dos meus irmãos africanos reconhecerem as suas tradições do Congo na nossa casa na Amazônia.
Tudo que se passou naquele dia no Manso foi com permissão da grande senhora Nzumbaranda, e de Kitembo, que nos mostrou que e é um Nkisi vivo.
Salve nós todos.
Sakidila.
Mam’etu Nangetu.





Serviço:
Evento em comemoração ao mês da Consciência Negra no Brasil.
Programa Vozes de África
Instituto Nangetu/ Projeto Azuelar  - Ponto de Mídia Livre.
Comunicação Social Étnica de Caráter Comunitário e Experimental
Informações: 91-32267599 

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX


fotos: Táta Kinamboji, Táta Dianvula, Walter Pinaya, Duda Canto e Isabela do Lago. Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre.

domingo, 21 de abril de 2013

Como revitalizar a coordenação paraense da Amazionia Negra?

Lideranças de terreiros da zona metropolitana de Belém reuniram com Paulo Axé e discutiram estratégias de participação na Rede Amazônia Negra - RAN.

Paulo Axé é o único amazônida a ocupar assento como titular no Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial (CNPIR) - um órgão colegiado, de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da SEPPIR. O CNPIR tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira. Além do combate ao racismo, o CNPIR tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.
            Coordenador Geral da RAN, e do núcleo estadual do Amapá, em sua curta estadia em Belém no mês de março, Paulo Axé fez questão de pautar a discusão do combate ao racismo expresso pela intolerância religiosa, e mecanismos de valorização da ancestralidade africana e promoção da cidadania dos povos tradicionais de matrizes africanas, A reunião contou com três dos cinco titulares paraenses no Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras, e a conversa iniciou com articulações para atuações conjuntas entre conselheiros da CNPIR e da setorial de cultura visando o fortalecimento da região amazônica nas politicas do governo federal. 

             A questão primordial é a necessidade de termos organizações negras na Amazônia que se articulem em todos os estados da região para podermos ter assento nos colegiados na esfera do governo federal, nos ministérios e nas secretarias da presidência da república, mas representações que se preocupem com a pauta regional e que busquem reais investimentos de políticas públicas para o norte do Brasil, para isso ele disse que enviaria por email fichas de adesão de novas organizações interessadas na participação e fortalecimento da RAN. 

           Em seguida Paulo explicou o funcionamento da RAN, disse que a organização se articula em rede de movimentos sociais e por coordenações estaduais, e falou da necessidade de revitalizar a coordenação do Estado do Pará, avaliando que o maior problema neste Estado tem sido a barreira de comunicação. Disse que numa reunião em Brasília havia proposto que Arthur Leandro assumisse a coordenação paraense, principalmente pela facilidade que o mesmo tem na comunicação. Sobre isso Arthur  respondeu que também hsvia dito que poderia assumir em caráter temporário, até que se conseguisse articular um rupo heterogeneo, pois acreditava que a RAN só daria certo se tivessem coordenações colegiadas em cada estado, coordenadores por setores do movimento social, como por exemplo: a) Coordenação de Juventude; b) Coordenação de Mulheres Negras; c) Coordenação de Comunidades de Quilombos; d) Coordenação LGBTT; e) Coordenação de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas; e que cada setor das lutas sociais tem sua pauta específica e que apenas se conseguirmos uma articulação regional em cada uma dessas pautas é que seremos realmente fortes nacionamente.