[Reforma do Ver-o-Peso] Sistema de escuta de povos e comunidades tradicionais para incluir necessidades na consulta pública para o projeto de reforma da feira do Ver-o-Peso.
Local: Auditório do IPHAN-PA/ MinC - Regional Norte.
Endereço: Av. Gov. José Malcher, 474 - Nazaré
Data/Hora: 22/03/2016, das 10h às 15h.
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segunda-feira, 21 de março de 2016
quarta-feira, 16 de março de 2016
Reunião debate a presença de tradições de matriz africana no Ver-o-Peso.
por Abílio Dantas para o blog OUTROS 400
O projeto da prefeitura pode apresentar elementos de racismo institucional. Ontem pela manhã, em reunião realizada pelo Iphan, lideranças de povos tradicionais e técnicos debateram a venda de animais vivos no Ver-o-Peso.
“O Plano Nacional da Igualdade Racial demarca, no primeiro ponto, que se deve combater o racismo institucional. Então eu pergunto a todos aqui: alguém sabe o que é racismo?”. O questionamento de Arthur Leandro, da Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, deu o tom de preocupação da reunião realizada ontem, pela manhã, no prédio do Ministério da Cultura (MinC), em Belém. O encontro, convocado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reuniu 26 representantes de organizações governamentais e da sociedade civil para debater a permanência do setor de venda de animais vivos no Complexo do Ver-o-Peso.
Os dois únicos vendedores do setor, Edivaldo Moreira e Lucivaldo Oliveira, iniciaram a reunião relatando o susto que sentiram ao constatarem que a atividade que garante o sustento de suas famílias não havia sido considerada ou, ao menos, citada no projeto de reforma apresentado pelo prefeito Zenaldo Coutinho na audiência pública realizada no dia 3 de março deste ano. Segundo os comerciantes, isso representa o esquecimento de uma atividade que possui tradição na capital. “Essa atividade é herdada de pai para filho. Eu recebi essa herança dos meus avós. Na última reforma nós não tivemos problemas. Nós sabemos que é preciso melhorar, mas não acabar”, defendeu Lucivaldo.
A antropóloga e técnica do Iphan, Larissa Guimarães, responsável pela condução do encontro e pela inscrição das falas, que avolumavam-se rapidamente, reconheceu que o projeto apresentado pela prefeitura não apresentava nenhuma proposta para o setor de animais. “O que queremos aqui é escutar todas as partes e pensar qual é a melhor maneira de garantirmos a permanência do setor. Ninguém está falando em retirar”, afirmou.
A superintendente do Iphan no Pará, Maria Dorotéa de Lima, cumpria também o papel de mediadora da reunião e propôs ideias para que a polêmica entre as exigências legais de manejo de animais colocadas por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a importância da atividade para comerciantes e líderes religiosos fosse conciliada. “Não seria possível realizar um convênio com a UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) para que fosse dado um auxílio técnico sobre o trato de animais?”, questionou.

RITUAIS AFRO-RELIGIOSOS
“É racismo institucional não considerar os povos de matriz africana que construíram a história desse país”, declarou Edson Catendê, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC/MinC). De acordo com ele, Arthur Leandro e Emanuell Souza, também do CNPC, a compra e abate de animais vivos é parte fundamental da existência e reprodução das práticas afro-religiosas. “É cultural, não só para as religiões de matriz africana, mas de todos nós, pois os animais são trazidos das ilhas, das estradas, vem de todo lugar. É triste perceber que, mais uma vez, estamos sendo invisibilizados nessa cidade”, denunciou Emanuell.

Pato, galinha, cabra e bode são alguns dos animais que Mãe Nangetu, líder religiosa e conselheira municipal de cultura de Patrimônio Imaterial, compra com frequência no Ver-o-Peso. Os animais devem ser adquiridos ainda inteiros, saudáveis e bonitos, segundo ela, pois são utilizados em oferendas em rituais sagrados oferecidos aos deuses.
“Ninguém faz nada sem dar oferenda ao grande comunicador, que é Exu, e que na minha tradição banto se chama Mavambo Izila. Antes de se fazer qualquer ritual, tem que se fazer uma oferenda pra ele, pra que chegue até nossos deuses”. Para ela, a proibição da venda de animais seria não só uma violência simbólica, mas “racismo mesmo, intolerância. Além da gente oferecer, nós distribuímos para a comunidade. Alimentamos as nossas comunidades a partir das nossas tradições”, concluiu.
Ao fim da reunião, decidiu-se coletivamente pela criação de um Grupo de Trabalho que será composto pelos vendedores do setor de animais, os representantes da UFRA, Sindicato dos Feirantes, Seurb, Secretaria de Economia (Secom), Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Quilombolas, Conselho Municipal de Cultura, Conselho Nacional de Políticas Culturais e Iphan. O próximo encontro foi marcado para o dia 29 de março, às 10h, também no prédio do MinC.
Fotos: Kleyton Silva
“O Plano Nacional da Igualdade Racial demarca, no primeiro ponto, que se deve combater o racismo institucional. Então eu pergunto a todos aqui: alguém sabe o que é racismo?”. O questionamento de Arthur Leandro, da Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, deu o tom de preocupação da reunião realizada ontem, pela manhã, no prédio do Ministério da Cultura (MinC), em Belém. O encontro, convocado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), reuniu 26 representantes de organizações governamentais e da sociedade civil para debater a permanência do setor de venda de animais vivos no Complexo do Ver-o-Peso.
Os dois únicos vendedores do setor, Edivaldo Moreira e Lucivaldo Oliveira, iniciaram a reunião relatando o susto que sentiram ao constatarem que a atividade que garante o sustento de suas famílias não havia sido considerada ou, ao menos, citada no projeto de reforma apresentado pelo prefeito Zenaldo Coutinho na audiência pública realizada no dia 3 de março deste ano. Segundo os comerciantes, isso representa o esquecimento de uma atividade que possui tradição na capital. “Essa atividade é herdada de pai para filho. Eu recebi essa herança dos meus avós. Na última reforma nós não tivemos problemas. Nós sabemos que é preciso melhorar, mas não acabar”, defendeu Lucivaldo.
essa atividade é herdada de pai para filho. Eu recebi essa herança dos meus avós. Na última reforma nós não tivemos problemas. Nós sabemos que é preciso melhorar, mas não acabar
A antropóloga e técnica do Iphan, Larissa Guimarães, responsável pela condução do encontro e pela inscrição das falas, que avolumavam-se rapidamente, reconheceu que o projeto apresentado pela prefeitura não apresentava nenhuma proposta para o setor de animais. “O que queremos aqui é escutar todas as partes e pensar qual é a melhor maneira de garantirmos a permanência do setor. Ninguém está falando em retirar”, afirmou.
A superintendente do Iphan no Pará, Maria Dorotéa de Lima, cumpria também o papel de mediadora da reunião e propôs ideias para que a polêmica entre as exigências legais de manejo de animais colocadas por órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a importância da atividade para comerciantes e líderes religiosos fosse conciliada. “Não seria possível realizar um convênio com a UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia) para que fosse dado um auxílio técnico sobre o trato de animais?”, questionou.

Líderes religiosos acusaram a prefeitura de praticar racismo institucional ao não considerar os povos de matriz africana no projeto de reforma do Ver-o-Peso.
Enquanto ocorria o debate, várias dúvidas pairavam, mas um fato foi confirmado: a Prefeitura Municipal de Belém (PMB) não ouviu os setores interessados durante a elaboração da primeira etapa do projeto de reforma. A representante da Secretaria de Urbanismo (Seurb), Paula Andréa Rodrigues, admitiu que a escuta não foi realizada. “Seria muito importante que essa reunião tivesse sido realizada lá atrás, para que toda essa realidade fosse conhecida, mas isso não foi feito”, disse. A ausência de diálogo, de acordo com as lideranças religiosas, pode resultar em um ato de racismo institucional.RITUAIS AFRO-RELIGIOSOS
“É racismo institucional não considerar os povos de matriz africana que construíram a história desse país”, declarou Edson Catendê, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC/MinC). De acordo com ele, Arthur Leandro e Emanuell Souza, também do CNPC, a compra e abate de animais vivos é parte fundamental da existência e reprodução das práticas afro-religiosas. “É cultural, não só para as religiões de matriz africana, mas de todos nós, pois os animais são trazidos das ilhas, das estradas, vem de todo lugar. É triste perceber que, mais uma vez, estamos sendo invisibilizados nessa cidade”, denunciou Emanuell.

ccc
"Alimentamos as nossas comunidades a partir das nossas tradições", afirma Mãe Nangetu.
Pato, galinha, cabra e bode são alguns dos animais que Mãe Nangetu, líder religiosa e conselheira municipal de cultura de Patrimônio Imaterial, compra com frequência no Ver-o-Peso. Os animais devem ser adquiridos ainda inteiros, saudáveis e bonitos, segundo ela, pois são utilizados em oferendas em rituais sagrados oferecidos aos deuses.
a proibição da venda de animais seria não só uma violência simbólica, mas “racismo mesmo, intolerância. Além da gente oferecer, nós distribuímos para a comunidade. Alimentamos as nossas comunidades a partir das nossas tradições”
“Ninguém faz nada sem dar oferenda ao grande comunicador, que é Exu, e que na minha tradição banto se chama Mavambo Izila. Antes de se fazer qualquer ritual, tem que se fazer uma oferenda pra ele, pra que chegue até nossos deuses”. Para ela, a proibição da venda de animais seria não só uma violência simbólica, mas “racismo mesmo, intolerância. Além da gente oferecer, nós distribuímos para a comunidade. Alimentamos as nossas comunidades a partir das nossas tradições”, concluiu.
Ao fim da reunião, decidiu-se coletivamente pela criação de um Grupo de Trabalho que será composto pelos vendedores do setor de animais, os representantes da UFRA, Sindicato dos Feirantes, Seurb, Secretaria de Economia (Secom), Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), Quilombolas, Conselho Municipal de Cultura, Conselho Nacional de Políticas Culturais e Iphan. O próximo encontro foi marcado para o dia 29 de março, às 10h, também no prédio do MinC.
Fotos: Kleyton Silva
segunda-feira, 14 de março de 2016
GT sobre tradições de matriz africana no Ver-o-Peso,
[Reforma do Ver-o-Peso] Visando o estabelecimento e estreitamento de diálogo entre os diversos agentes sociais/tradicionais que atuam no complexo do Ver-o-Peso, vimos por meio deste convidar vossa senhoria a participar de Reunião do Grupo de Trabalho para debater o comércio de animais vivos e outros produtos necessários para a reprodução das tradições de matriz africana na reforma da feira do Ver-o-Peso. Com a participação de comunidades quilombolas, feirantes, comunidades de terreiros de povos tradicionais de matriz africana, barqueiros, os arquitetos responsáveis pelo projeto, agentes da vigilância sanitária, pesquisadores de agricultura familiar e técnicos do IPHAN.
Local: Auditório do IPHAN-PA/ MinC - Regional Norte.
Endereço: Av. Gov. José Malcher, 474 - Nazaré
Data/Hora: 16/03/2016, às 10h
domingo, 15 de novembro de 2015
Nengua de Angola conversa com Pai Neto de Azile sobre a salvaguarda do Tambor de Crioula no Maranhão.
A conversa aconteceu na manhã do dia 12 de novembro de 2015, logo depois da titulação do carimbó como patrimônio imaterial brasileiro. Pai Neto de Azile falou das vantagens e dos perigos do registro do patrimônio cultural afro-brasileiro e da ameaça de perda de identidade pela ausência de uma política eficaz de salvaguarda que proteja a identidade cultural dos avanços de mercado que lhe deseja como produto cultural.
Programa Nengua de Angola
Apresentação Mametu Nangetu
Conversa com Pai Neto de Azile sobre o registro do
Tambor de Crioula do Maranhão como Patrimônio
Imaterial brasileiro e a política de salvaguarda
desse patrimônio.
Equipe técnica
Samily Maria
Vitor Gonçalves
Weverton Ruan Rodrigues
Edição
Táta Kinamboji
Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre
Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz
Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-
brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional de Povos
Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de
mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia
Livre do Instituto Nangetu;
Projeto Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’
para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em
combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas
(Ilê Iyabá Omi).
UFPA-PROEX
Belém/PA
Novembro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
“Box da diversidade” leva experiência de educação ambiental do Mansu Nangetu para o Brasil inteiro.
O curta"O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" vai circular o
Brasil inteiro em cineclubes e escolas, o filme educativo é uma produção
coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar)
em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e
Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico
(NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de
terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.
Na noite do
sábado, dia 3 de outubro, na fonte do Tereré, um quilombo urbano no município
de Vera Cruz, que fica na Ilha de Itaparica, Bahia, aconteceu a “Roda de
leituras transversais” para o lançamento dos filmes com as temáticas da ‘infância
e juventude’ e da ‘biodiversidade e meio
ambiente’ que compõem o “Box da diversidade” – um projeto de caráter cultural e
educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente
para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é
desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começa a
ser distribuído ainda este ano.
A sessão de lançamento
que contou com a exibição do filme aconteceu ao ar livre, com a comunidade do
quilombo urbano, produtores audiovisuais e cineclubistas confortavelmente
instalados no gramado da área de convivência da comunidade e em cadeiras
espalhadas pelo ‘terreiro’ na fonte do Tereré e debate com Táta Kinamboji, Márcia
Nascimento e Antonio Balbino.
Táta
Kinamboji iniciou o debate falando sobre as diretrizes do Projeto Azuelar e do
Cineclube Nangetu, contou a sucessão de acasos que estão nos primórdios da formação
do cineclube e que a experiência cineclubista do Mansu se expandiu para uma
rede de cineclubes de terreiros que primeiro ocupou a zona metropolitana de
Belém do Pará, para depois se espalhar para vários terreiros da Amazônia
brasileira. Kinamboji disse que o cineclube trabalha com o tripé de difusão,
formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização
das tradições de matriz africana na Amazônia, e que a comunidade produz vários
documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’, ele diz que a
proposta veio dos pesquisadores que queriam a produção de material didático para
ser usado em sala de aula, e que não tinha um roteiro previamente elaborado, e
que o filme é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Ele explicou
que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à
preservação do patrimônio ambiental, criticou os muros das propriedades
privadas que dificultam o acesso aos bens naturais, e também criticou o modelo
de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés
em esgotos à céu aberto. Contou que a comunidade tenta fazer a sua parte em
pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em
oferendas que foi mostrada no filme.
Box da Diversidade (contendo 60 filmes) para a distribuição
aos cineclubes, pontos de cultura, pontos de leitura, bibliotecas públicas e
comunitárias e escolas públicas. O Box possui os seguintes eixos temáticos:
sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e
biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito
e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações;
diversidade regional; transversalidade geopolítica.
Pesquisa -
Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes,
Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe
do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta
Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos
olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/
. Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu.
Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu; CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E
AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos
Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes
Visuais/ ICA/ UFPA
Belém/PA, 2012
Fotos: Diogo Gomes.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Conversas cantadas no Mansu Nangetu, 30 de setembro, das 19 as 22h;
Roda de Cantorias entre a comunidade do mansu Nangetu e o Grupo de Carimbó "Filhos de Maiandeua", da localidade de Fortalezinha, município de Maracanã/ PA, Grupos de Capoeira e artistas afro-amazônicos.
Quarta-feira, 30 de setembro, das 19 as 22h no Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA. Fone 91-32267599.
Parceria:
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
FONSANPOTEMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana
Programa COROATÁ de Formação para Empreendimentos Culturais
Apoio:
rede[aparelho]-:
Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM (NEAB)/ UFPA
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do
Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).
UFPA-PROEX
domingo, 20 de setembro de 2015
Táta Kinamboji/ Arthur Leandro fala final na entrega PNPI 2014/ IPHAN - Salvador/BA.
Táta Kinamboji/ Arthur Leandro fala final na entrega PNPI 2014/ IPHAN - Salvador/BA. Palácio Rio Branco, Governo da Bahia, em 15 de setembro de 2015. Filmado por Pedro Neto.
sábado, 15 de agosto de 2015
18 de agosto, terça, é o lançamento do livro "Terecô de Codó, uma religião a ser descoberta, de Cícero Centriny."
Lançamento do livro: "Terecô de Codó, uma religião a ser descoberta", de Cícero Centriny.
Prefácio de Sérgio Ferreti e Mundicarmo Ferreti (Pesquisadores da UFMA), e apresentação de Pai Euclides Menezes Ferreira (Talabyan Lissanon), fundador, babalorixá da Casa Fanti-Ashanti.
Prefácio de Sérgio Ferreti e Mundicarmo Ferreti (Pesquisadores da UFMA), e apresentação de Pai Euclides Menezes Ferreira (Talabyan Lissanon), fundador, babalorixá da Casa Fanti-Ashanti.
Custo/ investimento - R$ 40,00.
Quando: 18 de agosto, terça-feira, a
partir das 18h.
Onde: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194
(entre Duque de Caxias e 25 de Setembro) - Marco da Légua, Belém/ PA.
Informações: 91-32267599.
"Terecô de Codó, uma religião a ser descoberta"
Este livro é
o resultado de muitas pesquisas, ao longo de nove anos, que apresentam pontos
de vista das autoridades religiosas, muitas entrevistas e depoimentos, além do
convívio extenso com os “terecozeiros” e suas práticas religiosas, e procura deixar um registro em pinceladas da
história do negro codoense, tendo como pano de fundo a sua religião de matriz
africana e uma trajetória de resistência para a sua preservação.
O livro tem
a pretensão de registrar a história do Terecô de Codó, no Maranhão, uma
religião originada e praticada naquele município desde os primórdios daquele
lugar. A localidade é Santo Antônio dos pretos, distante 60 Km do centro urbano
da cidade, e teve início como um reduto de africanos e seus descendentes que
fugiram da escravidão nas fazendas de arroz e algodão instaladas naquelas
regiões. Atualmente é uma localidade rural remanescente de quilombo.
Este
trabalho tem como objetivo fundamental fazer um registro e divulgar a prática
do ritual do Terecô como parte extremamente importante da história negra do
Maranhão, contribuindo assim para preservar e enriquecer a memória, a história
e a cultura popular do Brasil, como por exemplo, a informação de que em Codó, no
povoado de Santo Antônio dos Pretos e no povoado de São Joaquim de Alolô, era
praticado o “vodu”, culto que ainda mantém partes secretas de suas práticas na
atualidade de outras religiões presentes
em Codó, um culto muito parecido com os cultos de vodu em Cuba e no Haiti.
O trabalho
de Cícero Centriny sobre o Terecô de Codó é um depoimento exaustivo de pessoa
que tem longa vivência sobre o tema e uma contribuição importante para preservar
a memória da cultura negra no Brasil. Cícero foi iniciado no Tambor de mina e
desde criança frequenta o Terecô de sua cidade, do qual é praticante,
conhecendo-o a fundo. Cícero afirma que resolveu escrever sobre o Terecô com o
compromisso de não entrar nos dogmas da religião nem revelar os fundamentos,
por ser grande admirador e praticante nato dessa religião. Teve o objetivo de
registrar e resgatar parte da história do culto e divulgar sua prática,
contribuindo para enriquecer a memória e a história do negro no Maranhão.
domingo, 9 de agosto de 2015
Nengua de Angola conversa com Cicero Centriny sobre o Terecô do Maranhão.
Mametu Nangetu recebeu Cicero Centriny, para uma conversa no
programa Nengua de Angola, Cícero prepara o lançamento do livro Terecõ, uma
religião a ser descoberta, e conta, nessa conversa, das coisas de seu livro. Mametu destacou a importância de registrar e transmitir
as informações sobre as tradições de matriz africana na diáspora brasileira e pediu
que ele contasse um pouco mais da importância dos povos bantu na formação do
Terecô.
![]() |
| Mametu nangetu entrevistou Cicero Centriny para o programa Nengua de Angola. |
No Maranhão, mais especificamente nos povoados de Santo
Antônio dos Pretos e de São Joaquim de Alolô, era praticado o “vodu”, tradição
muito parecida com aquelas do Haiti e de Cuba, um culto que permanece submerso,
pois ainda se percebe a presença de suas práticas secretas na atualidade, de
forma velada, em Codó.
Essas e outras informações sobre a história do Terecô de
Codó no Maranhão, é o que nos conta Cicero Centriny, ou Cícero Lejidokan,
pesquisador, educador, estilista e liderança de terreiro de matriz africana
iniciado em Tambor de Mina por Pai Euclides Talabyan Lissanon.
Cícero explica que o Terecô é uma tradição originada e
praticada em Codó desde o período em que Codó nem sequer existia como “cidade”. O lugar de
nascimento dessa prática é um reduto de negros que fugiram da escravidão e das
fazendas de arroz e algodão, e se instalaram num lugar seguro bem distante da opressão dos donos das fazendas. Atualmente esse lugar é o povoado de Santo Antônio dos Pretos, localidade rural remanescente de quilombo que fica a 60 km da zona urbana de Codó, nas margens da rodovia que liga Codó a Don Pedro.
Os africanos escravizados que foram para a região de Codó eram de etnias
Cabindas, Bantus, Cacheus, Fons... E entre as religiões afro-brasileiras
nascidas aqui, surgiu o TEREKÔ, que mantém características dessas diversas
origens e preserva o culto ao grande vodum Legba, trazido pelo povo ewe-fon do
Togo e do Benin e que é invocado em
Codó, como Légua-BojiBuá suas variantes
locais
Cícero trás a memória de celebridades do Terecô, como Dona Melânia,
Tobias, Maria Piauí, Euzébio Jansen e tantas outras autoridades que fizeram, e
fazem , a resistência das tradições de matriz africana no Maranhão.
Programa Nengua de Angola
Apresentação Mametu Nangetu
Conversa com Cicero Centriny sobre sua pesquisa sobre o
Terekô, ancestralidade e resistência
negra em Codó no Maranhão.
Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre
Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas
Afro-brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural
do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto Produção do
Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate
ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá
Omi).
UFPA-PROEX
Belém/PA
Agosto de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Mametu Nangetu participou da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, em Salvador.
Mametu Nangetu esteve no Espaço Cultural da Barroquinha em Salvador/Bahia no dia 22 de julho de 2015, para párticipar da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, com o tema: Pátria Amada Brasil.
O evento anual é uma realização da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu - ACBANTU para celebrar a memória dos ancestrais e das pessoas que na atualidade continuam a luta de resistência do nosso povo.
Na ocasião, Mametu recebeu a homenagem Prof. Ubiratan Castro, pelo reconhecimento de sua atuação, dedicação e compromisso com os Povos Indígenas e de Terreiro.
Além de Mametu Nangetu, foram homenageados: a quilombola Maria Bernadete Pacífico, a Makota Célinha Gonçalves Souza, o Ojé Balbino Daniel de Paula e o Taata kwa Nkisi Eurico Alcântara.
O evento anual é uma realização da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu - ACBANTU para celebrar a memória dos ancestrais e das pessoas que na atualidade continuam a luta de resistência do nosso povo.
Na ocasião, Mametu recebeu a homenagem Prof. Ubiratan Castro, pelo reconhecimento de sua atuação, dedicação e compromisso com os Povos Indígenas e de Terreiro.
Além de Mametu Nangetu, foram homenageados: a quilombola Maria Bernadete Pacífico, a Makota Célinha Gonçalves Souza, o Ojé Balbino Daniel de Paula e o Taata kwa Nkisi Eurico Alcântara.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Conversas de mestre, com Nego Banjo.
No domingo 5 e julho vai ter um relato de memória e da hitória das tradições de matriz africana em Belém do Pará pela ótica e experiência de Nego Banjo.
Colaboração de R$10,00 com dirreito á feijoada.
Local: ILÊ ASÉ OMOLU SADÈ - Rodovia Augusto Montenegro, km 23, Pass. Vidal, 15, Icoaraci, Belém/Pa.
Mais informações 91- 999817859 ou 982818442 - Nego Banjo.
A memória da experiência negra em terreiros de matriz africana e a sua relação com a produção artística é a motivação das “Conversas de mestre, histórias cantadas de Nego Banjo”, que, mais do que um relato de vida, podemos dizer que é um ritual de ensinamentos e troca de experiências de vida de um Alagbê nascido em Santo Amaro da Purificação que migrou para Belém nos anos de 1980, e aqui construiu uma rede de músicos que dão continuidade aos rituais de terreiros em Belém, Macapá, Ananindeua, Santarém e em várias outras cidades amazônidas.
Cada história é contada para nos colocar no contexto de criação de suas músicas, músicas que relatam Ivonilo dos Santos, o Nego Banjo, e recontam sua história de vida como uma mitologia ancestral. Cantos de contos de um universo que nos transportam para um passado épico de heroísmo em cruéis lutas por sobrevivência na extrema pobreza, passando por estórias de viagens fantásticas em mundos aparentemente estranhos, até aqueles que nos remetem ao aconchego familiar do aprendizado com mestres e mestras de tradições de matriz africana em sua infância.
Apoio: - Instituto Nangetu - Projeto Azuelar do Instituto Nangetu - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-: - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo - Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Programa Nengua de Angola, com memórias do candomblé em Belém - na webTV Azuelar.
Às 15:30 desta quinta-feira, 25 de junho, o Programa Nengua de Angola entrevista Mametu Deumbanda, trazendo memórias que constroem a história do Candomblé em Belém.
Produção e pesquisa: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Mametu Vanjule, Tatetu Kalasambe, Tatetu Dianga Moxi, Tatetu Ode Oromi, Táta Dianvula, Táta Kafunlumizo.
Apoio: - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo. (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
Apresentação Mametu Nangetu. Para participar, acesse http://www.ustream.tv/channel/azuelar
Produção e pesquisa: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Mametu Vanjule, Tatetu Kalasambe, Tatetu Dianga Moxi, Tatetu Ode Oromi, Táta Dianvula, Táta Kafunlumizo.
Apoio: - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo. (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
IPHAN premiou o Projeto Azuelar no Edital Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014 – Edital PNPI 2014.
| Programa Nengua de Angola entrevista autoridades de terreiros transmitindo as conversas pela webTV. Na foto Mãe Olindina de Obaluaê em entrevista com Mametu Nangetu. |
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| Táta Dianvula entrevistando Gil do Jongo para a rádio-janela Azuelar. |
O Instituto Nagentu concorreu com outros 31 projetos, e foi premiado na categoria "Ações educativas voltadas à promoção e valorização do patrimônio cultural na comunidade do entorno da casa e ao público em geral; iniciativas de capacitação para gestão de políticas públicas, elaboração de projetos, mediação de conflitos, e temas correlatos ao universo cultural dos terreiros".
O Projeto Azuelar é um projeto de mídia étnica que funciona há dez anos e tem por objetivo difundir informações sobre o Mansu Nangetu, comunidades de terreiros parceiros e suas tradições. Utiliza o audiovisual e ferramentas de comunicação digital para disseminar conhecimento tradicionais afro-brasileiros, denunciar violações de direitos e informar a população do calendário de rituais e eventos sociais e culturais de povos tradicionais de terreiros de matriz africana.
| Manifestação de combate ao racismo religioso em janeiro de 2014 (Rádio-janela, Projeto Azuelar). |
Confira aqui os outros projetos premiados na 1ª edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana/2014.
O Edital faz parta das ações do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana que foi construído com base no Plano Plurianual (PPA 2012-2015) e reúne um conjunto de políticas públicas que buscam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil. Além do enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão social produtiva e Desenvolvimento Sustentável.
A SEPPIR coordena o grupo de trabalho responsável pela execução, monitoramento e revisão do plano e que agrega os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Cultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O Edital faz parta das ações do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana que foi construído com base no Plano Plurianual (PPA 2012-2015) e reúne um conjunto de políticas públicas que buscam a garantia de direitos, a proteção do patrimônio cultural e da tradição africana no Brasil. Além do enfrentamento à extrema pobreza com ações emergenciais e de fomento à inclusão social produtiva e Desenvolvimento Sustentável.
A SEPPIR coordena o grupo de trabalho responsável pela execução, monitoramento e revisão do plano e que agrega os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Cultura, Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Nangetu realiza roda de conversa sobre novo prêmio do IPHAN e incentiva terreiros a inscrever projetos.

*Debate contou com presença de consultor do órgão que apresentou a premiação voltada à ações de comunidades tradicionais de matriz africana*
Na tarde da última terça-feira, dia 18, o Mansu Nangetu abriu suas portas para representantes de outros terreiros e espaços de valorização da cultura negra para uma relevante discussão. O encontro teve como objetivo propiciar o debate sobre a mais nova iniciativa do IPHAN, que lançou recentemente a primeira edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.Com inscrições até dia 19 de julho, a premiação suscita dúvidas nos que estão interessados em inscrever projeto. Por isso, o Instituto Nangetu solicitou a presença de um consultor do IPHAN para esclarecimento de pontos do edital, o que propiciou um momento de reflexão mais ampla sobre a importância de políticas públicas que possibilitem a valorização e continuidade das atividades geridas por tais entidades.
Estiveram presentes no bate-papo, integrantes do Mansu Nangetu, Terreiro de Umbanda de Ogum Rompe Mata (Mãe Vanda), Rundembo Ngunzo ti Bamburucema (Bruna Raiol), Ilê Axé Raizô Erê (Mãe Oyá Gindê), e o consultor Benedito Souza. Benedito apresentou os detalhes do edital e esmiuçou as características necessárias que cada projeto deve ter, dependendo da categoria na qual deseja concorrer. No debate, foram evidenciadas também algumas problemáticas que apontam para a debilidade da iniciativa, principalmente relacionadas à participação de casas de terreiro no edital.
O prêmio do IPHAN contempla apenas 25 projetos, sendo que cada proponente pode apresentar somente uma proposta. O número é considerado insuficiente, pois trata-se de um edital de cobertura nacional e somente no Pará existem mais de mil Terreiros. Além disso, grande parte dos recursos disponibilizados é destinado à categoria que contempla espaços tombados pelo órgão. No Brasil, o número de terreiros assim classificados não chega nem a dez – sendo que a maioria encontra-se no Estado da Bahia; um no Maranhão e nenhum no Pará.

Apesar das dificuldades encontradas, as entidades que participaram da reunião organizarão projetos para concorrer ao prêmio. Com esta posição, tenta-se afirmar a importância do edital como espaço de demarcação fundamental para o fortalecimento das práticas que fazem destas entidades um ambiente de diálogo entre a sociedade em geral e as manifestações culturais oriundas das comunidades tradicionais de matriz africana.
Para conhecer o edital, acesse o site do IPHAN.
Texto/ Fotos: Luiza Cabral, Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu/ FAV e GEAM/ UFPA, PROEX/ UFPA.
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