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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Eles (os policiais) tem certeza da impunidade....

Foto Carlos Vera Cruz.


Há cerca de um mês atrás Belém viveu uma noite de terror, uma noite de matança e extermínio de jovens negros. Essa matança ocorreu logo depois do assassinato de um policial e tem fortes indícios que tenha sido praticada por outros políciais por motivação de vingança.
"Eles (os policiais) tem certeza da impunidade".... Esta foi uma das frases emblemáticas de outras tantas registradas no debate sobre o genocídio da juventude negra no programa "Fala Sério, juventude de terreiro no combate ao racismo", os participantes do programa narraram casos de racismo institucional do sistema de segurança pública, narraram casos de abordagens truculentas contra jovens negros, narraram casos de mortes....
O Estado nega o acesso da população negra aos bens públicos que lhes garante o ingresso na sociedade e depois mata a população jovem negra com o argumento de que são bandidos, e a morte foi debatida para muito além do genocídio, o etnocídio que reprime e quer exterminar as tradições de matrizes africanas preservadas em terreiros, também esteve na pauta. e o direito à vida foi relacionado com direito à saúde, educação, cultura, saneamento e todos os direitos de cidadãos. Mas acima de tudo, foi o papel da mídia na construção da imagem negativa da juventude negra que permeou toda esta roda de conversa.
O caminho para a mudança perpassa pela formação política e organização social, aproveitamos o momento para informar da organização de um encontro nacional de juventude de terreiros e propor a formação de uma coordenação no Pará, pois a potência dos terreiros na criação de uma rede de proteção foi o consenso nesta conversa embalada pelos cantos de passarinhos.
O programa é conduzido por Daniel Miranda de Nkosi, e neste debate contou com a participação de Nazaré Cruz, militante da ACIYOMI - Associação Cultural Ile Iyabá Omi e residente no bairro da Terra-Firme, Harrison Lopes, professor e cinegrafista residente no bairro da Terra-Firme, Kota Indembuzile do Mansu Nangetu, Milson Oniletó, Ogã do Ilê Axé Alagbadê Olodumare, em São Luís/ Maranhão e organizador da KIZOMBA - articulação nacional de juventude de terreiro, Don Perna, do Coletivo Casa Preta, e Jorge André Silva.






Programa Fala Sério, juventude
de terreiro no combate ao
racismo debate o genocídio da
juventude negra.
Quinta, 18/12/ 2014, 15h.

Apresentação
Daniel Miranda de Nkosi

Participação
Nazaré Cruz/ ACIYOMI
Kota Indembuzile (Maria Carolina)
Harrison Lopes
Milson Oniletó
Don Perna/ Casa Preta
Jorge André Silva

Equipe técnica e de produção
Táta Kinamboji
Tatetu Ode Oromi
Carlos Vera Cruz
Isabela do Lago
Luiza Soares Cabral

Realização
Instituto Nangetu
Projeto Azuelar
Projeto Kiuá Iobe

Apoio:
REATA – Rede Amazônica de
Povos Tradicionais de Matriz
Africana
PROEX/ UFPA – Pró-reitoria de
Extensão da Universidade
Federal do Pará.




Belém/PA, dezembro de 2014

domingo, 14 de dezembro de 2014

18/12- Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo debate o #genocidio da #juventudeNEGRA,



Belém viveu noitee de terror em 4 de novembro de 2014 e nos dias que se seguiram, `partir da morte de Antônio Marco da Silva Figueiredo, 43 anos, cabo da Policial Militar, que impulsionou outras tantas mortes que se seguiram por dois dias em seis bairros da periferia (Terra Firme, Guamá, Jurunas, Tapanã, Canudos e Marco), nos pontos que são considerados os mais 'negros' da cidade, "negros" de batismo policial por sua violência e criminalidade, e não por acaso, também, são os bairros negros por serem em sua maioria a residência da população negra....
A grande maioria dos mortos era trabalhador ou estudantes, morreram porque estavam transitando desavisadamente pela cidade, e a velocidade dos acontecimento e as características dos assassinatos de jovens homens negros no início de novembro nos leva a indícios de vingança pelo assassinato do policial.... Uma vingança praticada por um grupo de extermínio do qual muito pouca informação é veiculada abertamente.

Acreditando que os terreiros tem papel fundamental na proteção das crianças e jovens negros, o Instituto Nangetu, através do Projeto Kiuá Iobe e do Projeto Azuelar, com apoio da REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, chama a população para debater estratégias de sobrevivência de jovens negros nesta sociedade racista.

Venha participar!!!!


Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo debate o genocídio da juventude negra.
Quinta, 18/12, 15h. Instituto Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco.
Transmissão aos vivos pela webTV Azuelar 

sábado, 15 de novembro de 2014

Jovens de terreiro debatendo cotas raciais com cotistas da UFPA.

O Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo reuniu um grupo de jovens de terreiros para debater cotas raciais com bolsistas do programa PET Conexão de saberes/ ICED-UFPA.

O programa é apresentado por Daniel Miranda de Nkosi e ainda contou com a participação da profa. Maria José Aviz do Rosário e do sociólogo Domingos Conceição, que em muito contribuíram com suas experiências para enriquecer o debate que pode ser visto no vídeo que disponibilizamos abaixo.


domingo, 9 de novembro de 2014

Programa Fala sério - juventude de terreiro no combate ao racismo, debate cotas nas universidades.

Programa 'Fala sério', feito pela juventude de terreiro - Projeto Kiuá Iobe - , que procura, indaga e resiste! Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo! em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.
O Enem já foi e agora temos aberto o período das inscrições no processo seletivo (vestibular) da UFPA, e vamos conversar com Fernanda Luciana e Jesus Costa, estudantes cotistas da UFPA, para compreender o contexto dos estudantes de terreiro frente ao sistema de cotas nas universidades públicas.
Compareça, venha conversar conosco e tirar suas dúvidas sobre as cotas nas universidades.

Programa Fala Sério - Juventude de terreiro no combate ao racismo
Apresentação - Daniel Miranda de Nkosi.
Tema: cotas nas universidades
Convidados: Jesus Costa e Fernanda Luciana, bolsistas do PET Conexões de saberes/ UFPA (Coordenação Profa. Maria José Aviz do Rosário)
Transmissão aos vivos pela webTV Azuelar
Sábado, dia 15 de novembro, 15h
Projeto Azuelar, Ponto de mídia livre/ Instituto Nangetu
Local: Tv. Pirajá, 1194. Marco. Belém/PA
informações 91-32267599

Apoio: UFPA/ PROEX

terça-feira, 9 de setembro de 2014

webTV Azuelar apresenta o Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo!

Neste sábado dia 13 de setembro, as 15h, estréia tão esperada do programa 'Fala sério', feito pela juventude de terreiro - Projeto Kiuá Iobe - , que procura, indaga e resiste! Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo! em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu
Fala sério! E não me venha mais com a sua ignorância e intolerância pra cima da minha vida!
Nesse primeiro programa, vamos conversar com nossos professores das escolas de ensino fundamental e médio aqui do Pará, para percebermos as situações e interações do estudante de terreiro com a comunidade estudantil. Para isso teremos a importante presença do professor de filosofia Jean e do Tata Kafungeji (Rodrigo Ethnos) professor de artes da rede pública e Tata do Rundembo Ngunzo ti Bamburucema.
 Uma conversa agradável nesse próximo sábado, no nosso tão importante quintal do Mansu Nangetu. Quem quiser colar e trocar essa idéia com a gente, o Mansu fica na Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua ou para quem estiver de longe o endereço ta WebTv Azuelar é ] http://www.ustream.tv/channel/azuelar

terça-feira, 20 de maio de 2014

Programação cultural comemora 10 anos do Instituto Nangetu



Rodas de conversa, programas especiais de rádio e webTV, sessão de cinema e oficina de documentário e performance marcam ciclo de atividades do aniversário


Desde que foi fundado, em 1988, o Mansu Nangetu atua a favor da conservação e do fortalecimento da identidade da cultura tradicional de origem Bantu, constituindo um espaço importante de resistência do legado cultural do povo negro africano na cidade de Belém. Seja no cotidiano do terreiro, por meio do respeito às práticas ao culto do Nkisse Nzumbarandá, seja nas iniciativas políticas, são quase 30 anos de atividades que fazem do Nangetu um efervescente ambiente de debates e ações desta luta histórica.

Ao considerar esta trajetória, há muito que se comemorar. Agora, é chegado o momento de celebrar um grande marco desta resistência: os dez anos de criação do Instituto Nangetu, associação que tem como finalidade estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento socioeconômico da comunidade tradicional de terreiro. E para festejar montamos uma programação especial entre os dias 30 de maio e 12 de junho, com atividades gratuitas e abertas ao público. O ciclo dará início às comemorações de aniversário que se estenderam até maio de 2015, quando o Instituto completa 11 anos de história.

Nesta década, o Instituto Nangetu apropriou-se de ferramentas diversas para o enfrentamento das problemáticas que paulatinamente atingem a comunidade afro-religiosa. As várias possibilidades da arte e a construção de uma comunicação autônoma para o terreiro são pontos fortes deste combate. Desta percepção, surgiram projetos como a Rádio Janela e a Web TV Azuelar e o cine Nangetu, que na programação de aniversário do Instituto ganham destaque com edições especiais.



No ar, webTV e rádio Azuelar!
No dia 31 de maio, sábado, o Programa Vozes da África recebe o pesquisador Antonio Domingos Braço, professor em Moçambique e doutorando da UFPA. A ideia é abrir espaço para uma roda de conversa entre ele, demais pesquisadores da Amazônia e a comunidade de terreiro. No centro do debate, as diferenças e similitudes dos traços culturais africanos que se preservaram em várias comunidades fora do continente de origem. Vozes de África, proposto pelo professor João Simões da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA, tem transmissão ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar . Neste mesmo dia, haverá também mais uma edição do programa “A Hora de Zumbá”. Veiculado por uma rádio-janela, a ideia é envolver a comunidade em uma experimentação social da comunicação, centrada no debate entre os diversos agentes que constituem o espaço de terreiro, principalmente os jovens.

Na webTV Azuelar, o lançamento de mais um programa. Focado na produção artística de terreiro, o projeto Nós de Aruanda, que já realizou duas exposições na galeria Theodoro Braga, agora também invade uma das mídias do Instituto Nangetu. A ideia é trazer entrevistas com artistas, para revelar processos criativos e trajetórias que culminaram numa produção poética sobre o universo da cultura tradicional. A estreia do programa “Nós de Aruanda” é dia 8 de junho, domingo, também transmitida ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Diálogos entre cinema e performance no espaço do terreiro
As possibilidades da câmera e do corpo serão o ponto de partida para a imersão "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”. A ideia do encontro é possibilitar o intercâmbio de experiências em múltiplas linguagens (artes visuais, cênicas e audiovisual) entre a comunidade do terreiro e os artistas convidados Wellington Dias, de Macapá, e Renato Vallone, do Rio de Janeiro.

Wellington Dias é artista cênico e visual. Já realizou diversos trabalhos voltados para a performance e teatro e tem como destaque em sua trajetória o projeto “Tecno Barca: Um ateliê-galeria itinerante sobre a terra das águas”, desenvolvido no Arquipélago do Bailique, no litoral do Estado do Amapá, contemplado no Rede Nacional Funarte 2011. Renato Vallone é Cineasta independente há oito anos, começou a carreira na montagem. Atua também como diretor, fotógrafo (câmera) e desenhista sonoro. Realizou diversos curtas-metragens, além de series para tv, web, video-instalações e longas-metragens.

O intercâmbio "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”será entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a partir das 17 horas. Inscrições devem ser feitas por AQUI.

Festividade para Santo Onofre e Santo Antônio
A programação de 10 anos do Instituto Nangetu será envolvida pela Trezena de Santo Onofre, que ocorre entre os dias 31 de maio e 12 de junho. Trata-se de uma tradição que Mametu Nangetu herdou de sua família materna, e tanto a trezena quanto a festividade já acontece no bairro do Marco há mais de 50 anos. Desde 2011 que a ladainha é comandada por um grupo de rezadores de latim popular do Terreiro Estrela Guia, no bairro da Cidade Velha, grupo já premiado no Edital Micro-Projetos Amazônia Legal pelo resgate da memória das ladainhas em latim caboclo na Amazônia. O grupo é formado por Pai Esmael Tavares, Mãe Maria de Jesus e Cristina Tavares, eles aprenderam praticando a ladainha nas andanças em festividades comunitárias cujo contexto é chamado de catolicismo popular, acompanhando seus pais e avós na fé de seus santos de devoção.

O encerramento fica por conta da festividade para Santo Onofre e Santo Antônio, no dia 12 de junho. Abrindo a quadra comemorativa dos santos juninos, o dia será de festa e programação extensiva no espaço do Mansu Nangetu, contando com sessão especial do Cineclube Nangetu e transmissão dos programas da Rádio Janela Azuelar.

Serviço: Programação em comemoração aos 10 anos do Instituto Nangetu. Entre os dias 30 de maio e 12 de junho. Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 – Marco. Contato: (91)3226759. Veja os horários das atividades no cartaz de divulgação.

Apoio:  Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral – Projeto Cineclube Nangetu (Coordenação Isabela do Lago).

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Roda de conversa com juventude de terreiros de Belém e Macapá.

Em 12 de abril de 2014 o Projeto Kiuá Iobe, em parceria com o Projeto Azuelar e a Comissão para reorganização da Articulação Amazônica de Tradições de Matriz Africana, promoveu uma roda de conversa com juventude de terreiros do Pará e Amapá no Mansu Nangetu, assista os registros com momentos desse debate.

Roda de conversa com juventude de terreiros de Belém e Macapá
12 de abril de 2014.

Convidados
Fábio Bernardo (Terreiro de Mina de Mãe Iolete/ Macapá)
Elidio Shakal (Rundembo Ngunzo ti Bamburucema/ Belém)
Ricardo Santos (Terreiro de Mina de Ogum Rompe Mato/ Belém)

Mediação
Mametu Nangetu (Instituto Nangetu)
Táta Kinamboji (Projeto Azuelar)
Tatetu Odé Oromi (Projeto Kiuá Iobe)

Participação
Comunidade do Mansu Nangetu

webTV Azuelar
Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre

Belém/PA, 2014.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sábado, 22 de fevereiro, 15h. Chega junto No programa “Tal Mãe, Tal Pai, Tal Filhos”, a Juventude de terreiro conta a sua história

Chega junto No programa “Tal Mãe, Tal Pai, Tal Filhos”, a Juventude de terreiro conta a sua história. Neste sábado, dia 22 de Fevereiro às 15 horas no canal www.ustream.tv/channel/azuelar estréia mais um programa na TV AZUELAR!


Ebomim Kiriobá é Jorlanda Monteiro, iniciada em Candomblé Ketu para o Orixá Obá pelo Pai Jorlando de Oliveira em Salvador/BA aos 25 dias de nascida. Kiriobá é Ebomim e desenvolve trabalhos culturais na comunidade, principalmente com dança e indumentária tradicional de terreiro. Estudante de enfermagem na UNIRB, ela segue e preserva as tradições aprendidas e herdadas em sua vida.
O entrevistado é Pai Ricardo dos Santos, nascido e criado na tradição de Tambor de Mina, e no programa ele vai nos contar um pouco de sua trajetória na qual há três anos é responsável pelo Terreiro de São Jorge Ogum Rompe Mato, no Jurunas. Segunda pessoa do pai de santo Tata Omizangue (Pai Salvino), Ricardo é coordenador de projetos comunitários realizados no terreiro como distribuição de preservativos, cursos de percussão e distribuição de brinquedos no dia de natal e faz parte das articulações do Fórum de Juventude de Terreiro.

Histórias diferentes em épocas diferentes com uma coisa em comum: eles nasceram e cresceram dentro de terreiros... e neste sábado vão compartilhar a experiência de ser jovem dentro de terreiros na Amazônia...

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O que é ter consciência Negra e principalmente o que é ser de terreiro?

No dia 20 de novembro, o Projeto Kiua Iobe promoveu uma roda de conversa sobre consciência negra para juventude de terreiro. Publicamos aqui um relato sobre essa copnversa.


O que é ter consciência Negra e principalmente o que é ser de terreiro?        
[Texto de Luash Sampaio, 
bolsista do Projeto de Extensão 
Diálogos em Cabana de Caboco 
FACs/ PROEX/ UFPA.]

Pergunta que nós fizemos nessa noite de quarta-feira, sentados confortavelmente na cozinha do Mansu. Mametu já explicava sobre os trabalhos que foram feitos hoje e o que há ainda por fazer na semana em relação as celebrações religiosas e festas de saídas que acontecerão nas próximos meses,foi quando nos `aprochegamos` e começou uma conversa muito gostosa na minha opnião. Na cozinha estavam Tata djanga Muxi, Ode Oromi, alguns ogãns da casa e uma muzenza(?)Cristina, uma moça e um rapaz jovem que ainda não tinha visto por ali e que depois se identificaram como membros do projeto- perguntar pro ode- Além de  eu e Bella,Touro, sentadas em uma roda que transformou-se em uma circularidade de conhecimentos espontâneos trocados.

Mametu começou a nos apresentar exemplos de tudo o que já se fez em defesa a sua cultura, comunidade e conhecimento, de toda a guerra perante esses doutores e juízes `Brancos` que continuam reproduzindo a colonização e o racismo impedindo de formas  covardes que o reconhecimento de identidade seja bloqueado na construção de ser humano, impedindo que possa sentir e viver sua comunidade e fazer a sua política, com outros significados. Lembro com a fala de Mametu do 'Discurso sobre o colonialismo'(1978) de Aimé cesaire que fala um pouco sobre essa consciência.


                                                     
A conversa continua e nossos questionamentos sobre o que é fazer essa resistência, são respondidas com exemplos fortes, como a luta pelo direito de entrar em cemitérios e realizar oferendas e sobre vitórias regionais em relação a outras formas de fazer política como trechos que Mametu indica bem positivo, quando acontecia o orçamento participativo nos bairros. O entendimento que construirmos na conversa foi justo essa luta não apenas por direitos públicos, mas, sim por respeito as ancestralidades e as formas originárias que vão sendo jogadas fora como lixo no meio de tanto consumo dentro de lógicas capitalistas que mostram não entender o povo de terreiro e seu tempo específico.

Mametu então resume, de uma maneira que penso que fez todos entenderem e prestarem atenção na manutenção daquele tipo de troca de conhecimento que estávamos fazendo ali, ela diz: “ O que percebo depois de todo esse tempo é que o problema de todas essas novas legislações que conseguimos com tanta luta, são os gestores e a maneira que as pessoas coordenam...”. O que ela explica ser um problema dentro de todos nós, cita o egoísmo e a fraqueza que fazem muitas lideranças e forças que se “bitolam” ao receber cargos e dinheiro que acabam por desrespeitar a sua própria identidade.

E ainda falando sobre esse outro Tempo do terreiro, Ode Oromi, que também se coloca presente politicamente representando a juventude de terreiro, diz sobre o espaço de terreiro não ser apenas o templo de culto e sim abranger em todos os ritos, discussões, troca de cultura e conhecimento que a comunidade de terreiro proporciona aqueles que ali estão seja de qualquer forma e qualquer tipo.
Apresenta essa como sendo uma diferença entre as comunidades religiosas cristãs em sua maioria e diz o quanto que é necessário ser mantido e preservado. Com isso tudo e a partir de várias conversas, tenho talvez uma pergunta que pode até já ter sido respondida, mas que foi o que não tive tempo de perguntar a todos na cozinha, O que acham sobre o Instituto e o Mansu? Se diferem, se agrupam, se constroem? O que todos no terreiro pensam sobre? Talvez essa resposta esteja no ar.
Que nossa consciência continue se ampliando sempre! Muito obrigada pela conversa.


domingo, 17 de novembro de 2013

Projeto Kiuá Iobe e webTV Azuelar apresentam: Falando de Consciência negra.

Dia 20 de Novembro às 19h no Mansu Nangetu,m Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.


No dia 20 de Novembro, dia da Consciência Negra, o Instituto Nangetu e o Projeto Kiua Iobe promovem uma roda de conversa sobre a consciencia negra no espaço de terreiro, trocando percepções sobre o cotidiano de terreiro e a preservação de tradições une pessoas e forma uma comunidade.
O evento é um espaço com o protagonismo da juventude de terreiro para questionamentos, provocações e trocas de experiência sobre a atuação do povo de terreiro dentro e fora do território das tradições de matriz africana e será transmitido ao vivo pelo canal da webTV Azuelar - http://www.ustream.tv/channel/azuelar
.


Realização: Forum Estadual de Juventude de Terreiro/PA e Projeto Kiuá Iobe/ Instituto Nangetu
Parceria: Projeto Azuelar
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX