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sábado, 14 de maio de 2016

Cineclube exibe Macunaíma na sexta dia 20 de maio.

O Cineclube Nangetu começa a exibir e debater filmes que tenham relação com os conteúdos das provas do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, e em apoio ao Cursinho Popular (R)existência, que atende prioritariamente pessoas trans, travestis, mulheres negras, negros, LGBT's. 

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Filme: Macunaíma, Brasil, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. 108 min.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Início: 18:30.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


Com essa linha editorial, de apoio aos projetos educativos realizados em parceria com outros movimentos e organizações sociais, iniciamos as sessões com o filme Macunaíma, (Brasil, 1969) de Joaquim Pedro de Andrade.
O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade, datado de 1928, que é considerado um dos importantes romances modernistas do Brasil. e a proposta editorial é também utilizar o filme para debater os temas polêmicos, como racismo, homofobia, misoginia na história e na literatura brasileira.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza reunião do grupo "Interreligiosos em defesa da democracia".

Religiosos de Matrizes Africanas dizem não ao Golpe

Todos pela Democracia
publicado 29/04/2016 origialmente em CONVERSA AFIADA.
Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza reunião do grupo "Interreligiosos em defesa da democracia" .

No ato convocado pelo Coletivo de Entidades Negras, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Coordenação Nacional de Igrejas Cristãs e o Comitê Pró Democracia do Senado Federal a sessão debateu a necessidade de se lutar pela democracia e estabelecer um contraponto contra o golpe e a agenda reacionária da bancada BBB - Boi, Bala e Bíblia.  


A atividade denominada #NãoEmNomeDeDeus fez clara alusão à maneira negativa de utilização do sagrado para objetos escusos a exemplo do Golpe em Marcha no Brasil e que a imprensa golpista insiste em chamar de impeachment mas não apresentar o crime.

Sabendo dos riscos à garantia de direitos que está por vir e da necessidade da luta e resistência, logo após o encontro os religiosos de matrizes africanas ocuparam as galerias do senado e entoaram cânticos sagrados para Ogum - Orixá das Guerras e das Lutas para dizer que não vão aceitar retrocessos e que as elites representantes da Casa Grande não mais os colocarão nas senzalas.

Também ficou decidido que no dia 05 de maio os religiosos de matrizes africanas de todo o Brasil irão fazer atividades contra o Golpe e em defesa da democracia nos Terreiros de Candomblé do Brasil inteiro.
Veja fotos:

sábado, 26 de setembro de 2015

A voz do povo tradicional de matriz africana no ENGA - Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia.

O Projeto Azuelar, do Instituto Nangetu, e o Projeto Rádio Portão da ACIYOMI, em parceria com a REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, FONSANPOTEMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, ACAOÃ, UNIMAZ, TERREIRO ESTRELA GUIA e FESCAB-PA, realizam uma programação de rádio com os programas de cidadania com reportagens, depoimentos, entrevistas e cantigas gravadas com lideranças e autoridades de povos tradicionais de matriz africana.
Serão três programas de uma hora de duração, iniciando sempre as 13h, antecedendo a roda de conversa da programação do encontro.

  1. Dia 28 de setembro de 2015, Território e territorialidades, Roda de conversa com Mãe Nalva de Oxum. Edição do programa de Rádio: Vitor Gonçalves.
  2. 29 de Setembro de 2015, Feminismo negro. Roda de conversa com Maria Malcher. Edição do programa de Rádio: Samily Maria Moreira da Silva e Silva.
  3. 30 de setembro de 2015, Racismo religioso. Roda de conversa com Mametu Nangetu. Edição do programa de Rádio: Sibely Nunes Nascimento.



Apoio:
rede[aparelho]-:
Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM (NEAB)/ UFPA
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).

UFPA-PROEX 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Mametu Nangetu participou da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, em Salvador.

Mametu Nangetu esteve no Espaço Cultural da Barroquinha em Salvador/Bahia   no dia 22 de julho de 2015, para párticipar da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, com o tema: Pátria Amada Brasil.
O evento anual é uma realização da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu - ACBANTU  para celebrar a memória dos ancestrais e das pessoas que na atualidade continuam a luta de resistência do nosso povo.

Na ocasião, Mametu recebeu a homenagem Prof. Ubiratan Castro, pelo reconhecimento de sua atuação, dedicação e compromisso com os Povos Indígenas e de Terreiro.
Além de Mametu Nangetu, foram homenageados: a quilombola Maria Bernadete Pacífico, a Makota Célinha Gonçalves Souza, o Ojé Balbino Daniel de Paula e o Taata kwa Nkisi Eurico Alcântara.

domingo, 23 de novembro de 2014

Nós queremos o Grupo de Trabalho “Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia” no Ministério das Comunicações..

Apesar de marcos legais, como o Decreto 6040/07, o Estatuto da Igualdade Racial, as metas aprovadas nas Conferências de Igualdade Racial, Cultura e Comunicação e tratados internacionais, como o de Durban, tratarem do tema da participação negra e indígenas na mídia, as organizações desse segmento da comunicação ainda são invisíveis para órgãos como o Ministério das Comunicações.

A luta pela participação negra na comunicação é histórica, e desde a imprensa negra no século 19 até os dias de hoje, dezenas de veículos se dedicam diariamente a cobrirem a cultura e história dos povo afro-brasileiro, porém nunca tiveram uma política pública de investimento e fomento.
O Brasil precisa de um novo marco regulatório para as comunicações, que respeite os Direitos Humanos ecombata o racismo na mídia e na sociedade o cumprimento do capítulo VI do Estatuto da Igualdade Racial – Dos Meios de Comunicação – e conforme preconizado em acordos internacionais como a Convenção da Diversidade Cultural, Conferência de Durban, Agenda 21 da Cultura, possibilitando ações afirmativas para que mulheres, negras(os) e indígenas possam produzir e gerenciar veículos de comunicação, sejam eles comunitários ou de grande porte.
O que precisamos é de editais regulares para produção e distribuição de conteúdos produzidos por povos e comunidades tradicionais de terreiros, indígenas e quilombolas e de fomento à comunicação livre, comunitária e popular em parceria com a sociedade civil.

Para a III Conferência Nacional de Cultura, aprovamos metas nas nossas conferências livres com redação que direcionam para o estímulo ao “...protagonismo dos de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indígenas, de comunidades quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades extrativistas para a criação de conteúdos audiovisuais (filmes e programas de televisão e rádio), assim como criar política de incentivo à criação e fortalecimento de rádios e TVs comunitárias para povos tradicionais promoverem a divulgação e valorização das culturas tradicionais de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indígenas, de comunidades quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades extrativistas”.

É urgente a promoção da diversidade étnico-racial e das garantias de direitos à comunicação de povos tradicionais negros. e essa diretriz deve ser, portanto, essencial na elaboração de qualquer política pública de comunicação no Brasil.

Por esse motivo a comunidade do Mansu Nangetu, que desenvolve ações de mídia livre através do Projeto Azuelar, declara seu total apoio à solicitação da SEPPIR-PR ao Ministério das Comunicações, de criação implantação e funcionamento de Grupo de Trabalho “Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia”, cujo objetivo é aperfeiçoar as políticas, ações e projetos comunicação voltados à comunidades tradicionais de matriz africana.

domingo, 18 de maio de 2014

Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.

Etetuba - arte e resistência cultural: Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILE...: 19/05/2014, segunda-feira. Local: Auditório do Museu da Fortaleza de São José de Macapá/ Amapá. Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS...

Debate: O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.


19/05/2014, segunda-feira.
Local: Auditório do Museu da Fortaleza de São José de Macapá/ Amapá.
Debate:
O PLANO SETORIAL DE CULTURAS AFRO BRASILEIRAS e a implantação do sistema municipal de cultura de Macapá.
9h - Composição da Mesa de debates: 
1. Lindivaldo Leite Junior, diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira da Fundação Cultural Palmares - MinC
2. Representante da FUNCULT.
3. Representante da IMPROIR.
4. Táta Kinamboji (Arthur Leandro) - Representante do Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras no Conselho Nacional de Política Cultural/ CNPC-MinC.
5. Paulo Axé, Conselheiro Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR/ SEPPIR
14:30 - Grupos de Trabalho.
17h - Apresentação de propostas e encaminhamentos.

Proposição: Colegiado Setorial de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/MinC
Organizações da sociedade civil envolvidas:
Associação Beneficente Ylê da Oxum Apará/ ABYOA + Federação dos Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô do Estado do Amapá/ FECARUMINA + Instituto Rumpilê + Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA-AP + Centro Cultural e Educacional Nina Souza/ CENS + Liga Independente das Religiões Afro-ameríndias/ LIRA + Federação dos Cultos Afro-brasileiros FECAB-AP + Federação Espírita e dos Cultos Afro-brasileiros do Amapá/ FECAP + Centro de Cultura Afro-Brasileira + Instituto Afro-ameríndio + Fórum de Juventude Negra do Amapá FOJUNE-AP + Movimento Afro Jovem do Amapá/ MOAJA + COLETIVO PRETITUDE + Federação Amapaense de Hip-Hop/ FAHH + Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas/ CONAQ-AP.
Instituições públicas envolvidas:
Ministério da Cultura + Fundação Cultural Palmares + Fundação Municipal de Cultura de Macapá/ FUNCULT + Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – IMPROIR + Secretaria de Estado da Cultura/ SECULT-AP + Museu Fortaleza São José de Macapá.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Comitê Cabano Bolivariano programa evento em memória de Ugo Chávez.

No domingo dia 23 de fevereiro, à partir das 9h, haverá ato cultural na Praça da República (Belém) em celebração à memória de Ugo Chavez, evento que se repetira em outras cidades importantes da Amazônia brasileira. A programação cultural se extenderá por todo o ano de 2014.
Lideranças de movimentos culturais e sociais se reuniram para organizar o 'ato cultural' em memória de Ugo Chavez, e também para celebrar os ideais da revolução bolivariana.


O Comitê Cabano Bolivariano, formado por representantes dos movimentos sociais e mestres da cultura, se reuniu em Belém para programar um evento em memória de Ugo Chavez (Sabaneta, 28 de julho de 1954  — Caracas, 5 de março de 2013), presidente venezuelano que completa um ano de falecimento no próximo 5 de março.
Em 2008 o presidente Chávez visitou o Estado do Pará, por aqui foi recebido pela governadora Ana Júlia Carepa, no Hangar, em Belém. A reunião entre o presidente da Venezuela e a governadora do Pará abordou importantes aspectos para o povo paraense, dentre eles o programa de alfabetização de adultos com a utilização do método “Sim, eu posso!”, que facilita o acesso ao conhecimento e que foi massificado na Venezuela e tem ajudado o país no processo de erradicação do analfabetismo. A idéia era fazer o mesmo por aqui, principalmente na área rural do Pará.
Mas essa visita foi muito além das agendas oficiais, e o presidente venezuelano dedicou parte de seu tempo na capital paraense para uma roda de conversa com mestres das culturas populares e tradicionais e lideranças dos movimentos sociais. Foi uma conversa sobre as diretrizes sociais e de valorização dos povos  e comunidades tradicionais, e da população negra e indígena em seu país. Encontro que permanece vivo na lembrança dos membros do Comitê Cabano Bolivariano, recordações que alimentam o sonho pan-amazônico da construção de uma sociedade igualitária pós-colonial.
A parcela mais pobre da Venezuela, viu, durante o governo Chavez, melhorar significativamente a sua condição de vida. Daniel Hellinger, professor de ciência política na Universidade de San Luis, disse que os programas de bem-estar implantados por Ugo Chavez reduziu a taxa de pobreza na Venezuela de cerca de 80% na década de 1990 para cerca de 20% nos anos 2000, e os programas de educação popular exterminou analfabetismo em seu país.


Uma exposição na Galeria Theodoro Braga
comemora a passagem de Chávez por Belém.
Chávez promoveu internacionalmente o anti-imperialismo/antiamericanismo e o anticapitalismo. Apoiou a autossuficiência econômica, defendeu a integração latino-americana e a cooperação entre as nações pobres do mundo, e foi instrumental na criação da UNASUL, ALBA, Banco do Sul e da rede de televisão TeleSUR, além de dar apoio financeiro e logístico a países aliados.
O governo de Ugo Chavez ficou marcado como a ‘Revolução Bolivariana’ - um termo criado por ele para designar as mudanças políticas, econômicas e sociais iniciadas com seu acesso ao governo. A revolução está baseada, segundo Chávez, no ideário do libertador Simón Bolívar e tem como objetivo chegar a um novo socialismo, o socialismo do século XXI, e os principais componentes da revolução são as missões bolivarianas, os círculos bolivarianos e a busca pela integração latino-americana.
Comitê Cabano Bolivariano mantem viva a integração popular pan-amazônica.

sábado, 26 de outubro de 2013

Projeto social distribui cestas de alimentos.

A distribuição de cestas atende as famílias da comunidade do mansu e de comunidades tradicionais de terreiros de matriz africana parceiras, priorizando as que estão em situação de vulnerabilidade social.

domingo, 20 de outubro de 2013

Celebração inter-religiosa que abençoou a inauguração da nova sede da Ouvidoria do Sistema Estadual de Segurança Pública do Estado do Pará – SIEDS.


 Mametu Nangetu esteve na Celebração inter-religiosa que abençoou a inauguração da nova sede da Ouvidoria do Sistema Estadual de Segurança Pública do Estado do Pará – SIEDS, ocorrida no dia 18 de outubro às 17h. A condução da cerimonia foi da ouvidora Eliana Fonseca, e Mametu cantou para os Jinkisis pedindo que as divindades de matriz africana Bantu abençoassem os trabalhos da ouvidoria e zelassem pelo respeito à diversidade naquele recinto.
O papel das Ouvidorias de Policia e Penitenciária, qual seja a de controle social do Sistema de Segurança Pública, o órgão recebe denúncias de abusos da atividade dos agentes de segurança em sua dimensão individual e coletiva, monitora as denúncias e medidas, propõe ações e políticas na Segurança Pública pautadas em Direitos Humanos, e fiscaliza qualquer tipo de ação dos próprios órgãos que compõem o Sistema de Segurança Pública e Defesa Social. 
Eliana Fonseca tem sido  importante, na condição de ouvidora, para a preservação de autonomia e independência da representante deste importante órgão de monitoramento de políticas de segurança pública, ela vem atuando de forma diligente e ética, tendo conseguido aglutinar as pautas dos diversos movimentos sociais, ONGs, demais instituições da sociedade civil (sindicatos, órgãos de classe, segmentos de diversas igrejas e demais denominações religiosas), os órgãos do SIEDS e MPE, DPE, TJE, ALEPA, universidades, órgãos do poder executivo e suas ouvidorias, sendo uma forte aliada na luta por direitos humanos, destacando aqui sua participação estratégica no Comitê Gestor do Plano Estadual de Segurança Pública de Combate a Homofobia, no Conselho Deliberativo do Provita, e ainda na coordenação do Comitê Gestor Estadual da Campanha Permanente de Prevenção e Combate à Tortura no Estado do Pará e como coordenadora do Grupo de Acompanhamento da Letalidade e Mortalidade do CONSEP. 
Em nível nacional, a ouvidora participa do Fórum Nacional de Ouvidorias de Policia, onde tem contribuído com as experiências das ações desenvolvidas no Pará, do Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, e vem discutindo o PLC 11/2013 já aprovado e principalmente a efetivação do PNH
.
A Ouvidoria fica na Travessa Generalíssimo Deodoro, n° 1860. entre Rua dos Mundurucus e Av. Conselheiro Furtado,  e seu salão homenageia a ´primeira ouvidora, a pastora e militante de Direitos Humanos Rosa Marga Rothe.



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Estréia do Programa Nengua de Angola.

Mametu Nangetu, apresentadora do Programa Nenguas de Angola.
A chuva de minha mãe Nzumbarandá nos abençoou  e veio molhar as folhas com que Katendê nos cobria o mutuê nesta tarde quente da primavera mais quente deste continente amazônida, por isso fomos pra dentro do mansubando e fizemos o programa dentro do terreiro.... mas a proposta é que o programa seja ao ar livre, e na próxima edição ele voltará a ser ao ar livre como a liberdade que nossos antepassados fizeram acontecer para a negritude amazônida, e livre como nós continuamos na mesma luta a fazer essa mesma liberdade ser um fato. Em resumo, livre como a comunicação que queremos para os povos tradicionais de terreiros de matriz africana e para toda a população.
E tudo foi pensado para azuelar com essa liberdade, e assim foi desde o cenário com elementos de integração humano/ comunidade/ natureza/ Nkisi.
Foi o Ogã Mil Oniletó Alagbedé, o entrevistado no programa de estréia, quem lembrou da tecnologia da comunicação via sonoridade da percussão, e com isso nos fez relembrar que a webTV, e todo o projeto Azuelar, tem sim essa pretenção de funcionar como Ngombas d'Aruanda, e usar as tecnologias que nos são possíveis como tambores que nos conectam com o mundo, e hoje os computadores podem vir com os mesmos esquemas de comunicação dos tambores que mantém os laços que o nosso povo nunca perdeu com as divindades.
E se sabemos nos comunciar com as divindades, sabemos também utilizar os recursos digitais e nos comunicar com os 'nós mesmos' e com os 'nós outros' desses 'nós tantos' que somos neste mundo... Mídia que nos alforria das amarras do sistema, mídia que nos liberta.
Aueto!
Mam'etu Nangetu uá Nzambi.

Fruto das oficinas do evento Azuelar e Rede Mocambos - Criando Laços... Tecnologia e comunicação nos terreiros.
Instituto Nangetu + Rede Mocambos, apoio Coletivo Casa Preta.
Projeto Azuelar - Comunicação social comunitária e experimental.
WebTV Azuelar
Estréia do programa Nenguas de Angola
Apresentação - Mametu Nangetu
Equipe técnica: Mam'etu Nangetu, Taata Kinamboji, Ogã Mil Oniletó Alagbedé, Lucivaldo Sena, Isabela do Lago, Duda e Luah Sampaio.
Filmagem: Lucivaldo Sena, Isabela do Lago, Duda e Luah Sampaio.
Edição: Ogã Mil Oniletó Alagbedé, Duda.
Participação especial: Taata Mukundemim.
Música: Azuelê Katu Ndanda, de Nego Banjo.


Apoio:
Projeto: Diálogo em cabana de Caboco da Faculdade de Ciências Sociais/UFPA
Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão) da  Faculdade de Artes Visuais e Museologia, e do Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB)/ UFPA



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Azuelar e Rede Mocambos - Criando Laços... Tecnologia e comunicação nos terreiros.



08 out - início oficina de vídeo com bate papo sobre comunicação e difusão de narrativas - momento para falarmos da importância dessa comunicação autónoma livre e colaborativa nos terreiros. Início 15h

12 out - Programa "Nengua de Angola" via Streaming  --- roda de conversa com Mam'etu Nangetu sobre Mavanbo Nzila - divindade da comunicação e dos caminhos
10, 11 e 14  out- oficina "Apropriaçao Tecnológica" com Milson Oniletó



25 out - finalização da programação com sessão do Cineclube Nangetu
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX 


sábado, 14 de setembro de 2013

Oficina de apropriação tecnológica no terreiro Mansu Nangetu - Criando laços.


Postagem original da Rede Mocambos.


No dia dia 11 de setembro de 2013, aconteceu uma reunião com representantes do Mansu Nangetu terreiro da Mãe Nangetu, onde a possibilidade de fazer uma imersão sobre a rede mocambos com as comunidades de terreiro de Belém do Pará foi fechada. A data pra a oficina de instrumentalização tecnológica e ferramentas mocambólicas com datas de 08 à 10 do mês de Outubro (data sujeita à alterações), tendo em vista uma utilização critica da internet que de acordo com dados de pesquisas nacionais relaciona a porcentagem de pouca utilização dessa ferramenta por parte das comunidades negras e tradicionais de terreiro.
Durante a conversa, foi colocado por Milson Onilètó a importância da apropriação desse território tecnológico, e dessa forma fortalecer as praticas tradicionais e das organizações politicas das comunidades.
Mãe Nangetu falou da articulação das comunidades tradicionais nas discussões nacionais sobre as políticas públicas, principalmente as culturais. Ela relatou que estão acontecendo constantemente as conferências em Belém e que é importante que a juventude de terreiro se aproprie destas discussões politicas e que uma organização maior é necessária, que é responsabilidade da juventude manter essa luta ao lado dos mais velhos, afinal, o conhecimento ancestral deve ser repassado para preservarmos nossa história, nossas raízes. Arthur Leandro falou um pouco de seu histórico dentro do movimento afro religioso e de sua própria história de vida (que renderia um belo livro) e se mostrou bastante interessado em compor essa articulação local junto à rede mocambos, e que a casa está disposta a mobilizar na data estabelecida as lideranças estratégicas para a juventude de terreiro e dessa forma fortalecer mais um núcleo rede mocambos em Belém do Pará.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Em nome da mídia democrática.

No dia 09 de Julho estaremos na instalação do FNDC-PA (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - Comitê do Estado do Pará) O evento contará com a presença da coordenadora Nacional do FNDC, Rosane Bertotti e de diversas entidades ligadas à luta pela democratização da comunicação e ativistas sociais do Estado do Pará. Na oportunidade, faremos o lançamento da campanha Nacional "Para expressar a liberdade! - Uma nova lei para um novo tempo".


Quer entender o que a campanha objetiva?

Em 27 de agosto de 2012, o Código Brasileiro de Telecomunicações completou 50 anos. A lei que regulamenta o funcionamento das rádios e televisões no país é de outro tempo, de outro Brasil. Em 50 anos muita coisa mudou. Superamos uma ditadura e restabelecemos a democracia. Atravessamos uma revolução tecnológica e assistimos a um período de mudanças sociais, políticas e econômicas que têm permitido redução de desigualdades e inclusão.

Mas estas mudanças não se refletiram nas políticas de comunicação do nosso país. São 50 anos de concentração, de negação da pluralidade. Décadas tentando impor um comportamento, um padrão, ditando valores de um grupo que não representa a diversidade do povo brasileiro. Cinco décadas em que a mulher, o trabalhador, o negro, o sertanejo, o índio, o camponês, gays e lésbicas e tantos outros foram e seguem sendo invisibilizados pela mídia.

Temos uma lei velha e que representa valores velhos. São 50 anos de negação da liberdade de expressão e do direito à comunicação para a maior parte da população.

Por isso, precisamos de uma nova lei. Uma nova lei para este novo tempo que vivemos. Um tempo de afirmação da pluralidade e da diversidade. De busca do maior número de versões e visões sobre os mesmos fatos.

Um tempo em que não cabem mais discriminações de nenhum tipo. Tempo de reconhecer um Brasil grande, diverso e que tem nas suas diferenças regionais parte importante de sua riqueza. Tempo de convergência tecnológica, de busca da universalização do acesso à internet, de redução da pobreza e da desigualdade. Tempo de buscar igualdade também nas condições para expressar a liberdade. De afirmar o direito à comunicação para todos e todas.

A campanha Para expressar a liberdade é uma iniciativa de dezenas de entidades da sociedade civil que acreditam que uma nova lei geral de comunicações é necessária para mudar essa situação. Não só necessária, mas urgente.

Todas as democracias consolidadas (EUA, França, Portugal, Alemanha, entre outras) têm mecanismos democráticos de regulamentação dos meios de comunicação. Em nenhum desses países, ela é considerada impedimento à liberdade de expressão. Ao contrário, é sua garantia.

Isso, porque sem regulamentação democrática, a comunicação produz o cenário que conhecemos bem no Brasil: concentração e ausência de pluralidade e diversidade.

Neste novo tempo que vivemos, o Brasil não pode continuar ouvindo apenas os poucos e velhos grupos econômicos que controlam a comunicação. Precisamos de uma nova lei para garantir o direito que todos e todas temos de nos expressar.


Venha se expressar com a gente!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Assembléia Geral de Organizações Tradicionais e do Movimento Social Negros.



Local: Auditório da EEEFM Marechal Cordeiro de Farias - Av Almirante Barroso, 3109, Marco, Belém.
Data: 11 de maio de 2013 (sábado), 9h.

Pauta:
  1. Quadro conjuntural e histórico das Organizações do Movimento Social e de Povos e Comunidades Tradicionais Negros;
  2. Debate e encaminhamentos para a aplicação do Sistema Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial:
  • Plano Nacional de Sustentavilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas;
  • Programa Nacional Juventude Viva;
  • Pará Quilomnola;
  • Plano Nacional de Saúde da população Negra'
  • Implantação da Lei 10.639/03;
  • Conselho Estadual de Políticas de Promoção de Igualdade Racial.
  1. Criação de um escritório regional da SEPPIR na Amazônia Negra
  2. Encaminhamentos: Manifesto de ações e compromissos; audiência com a Ministra Luisa Bairros; reunião com gestores e lideranças sociais da região norte

Lista de organizações – Instituto Nangetu; Movimento Afro Descendente do Pará MOCAMBO; FEUCABEP; KONSENZALA; INTECAB-PA; Rundembo Ngunzo ti Bamburucema; Quilombo de Sucurijuquara; Instituto Mirico Cota; GMB, CEDENPA, IMUNE, ACIYOMI, Rede Paraense de Quilombos, Associação de Remanescentes do Quilombo de São Benedito, Coordenação da Rede Amazônia Negra no Estado do Pará.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Pará reúne Forum Setorial de Culturas Afro-brasileiras.


Trinta e dois agentes de sete diferentes manifestações artísticas e culturais e de comunidades tradicionais afro-amazônicas estiveram presente na plenária do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras do Pará. A reunião aconteceu na manhã do sábado, dia 27 de abril, no Mansu Nangetu.
Mametu Nangetu agradeceu a presença de todos e orientou a todos que fiessemos uma roda de conversa no quintal, assumindo a circularidade ea horizontalidade nas decisões, e iniciou a conversa dizendo que, em resumo, todas as pautas propostas para aquela manhã tratavam de um único ponto: encaminhar estratégias de ocupação dos espaços políticos de diálogo da sociedade civil com a gestão pública.
O primeiro assunto foi a iminente eleição para o Conselho Municipal de Política Cultural/ CNPC, de Belém. Táta Kinamboji dirigiu os trabalhos e pediu ajuda do yawò Edgard Vasconcelos, que participou do seminário de implantação do SMC junto com ele, e juntos apresentaram um resumo do que diz a Lei Valmir Bispo dos Santos, que institui o Sistema Municipal de Cultura, depois Kinamboji fez a análise das possibilidades da composição e os assentos de conselheiros em que os agentes das culturas afro-brasileiras tem condições de serem eleitos.
Enquanto estratégia, os presentes se comprometeram em mobilizar seus parceiros para tentativa de ocupação de outras duas setoriais: Patrimônio Imaterial e Comunidades Tradicionais, e também as cadeiras dos conselheiros distritais. Mas o decfreto que regulamenta a Lei Valmir diz que para ocupar os assentos de conselheiros, os agentes de culturas necessitam de organizações sociais que as indiquem. Foi o momento em que Edna Marajoara expôs seus argumentos baseados em tratados internacionais assinados pelo Brasil, cujo texto obriga os paises a respeitar as formas de organizações dos povos e comunidades tradicionais, e que portanto, se o MDS mapeou os terreiros de Belém, podemos usar esse mapeamento para qualificar cada terreiro como uma organização tradicional independente de ter ou não um CNPJ que lhe dê personalidade jurídica.
A conclusão foi da necessidade de termos interlocutores que compreendam e defendam o contexto da produção cultural dos povos tradicionais e dos agentes de culturas afro-brasileiras, nas comissões de diálogo com a FUMBEL para a implantação do SMC em Belém, assim como na comissão que vai organizar a eleição do CMPC/ Belém, e os presentes decidiram indicar a coordenação que elegemos para o Fórum como a comissão que nos representam nessas instâncias.
A plenária passou a conversar sobre a coordenação do Fórum Estadual, a decidiu por três coordenadores titulares com seus respectivos suplentes, e foi consenso a escolha dos seis representantes do Pará no Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras para coordenar o Fórum estadual, ficando Táta Kinamboji (Arthur Leandro), Babá Omioryan (Emanuell Souza) e Táta Dianvula (Alex Leovan) como titulares e Mametu Nangetu (Oneide Monteiro Rodrigues), Mametu Muagile (Elizabeth Leite Pantoja) e Ekedy Janete dos Santos Oliveira como suplentes. Mas foi um consenso demorado, pois vozes feministas se levantaram pedindo o recorte de gênero na composição dos titulares da coordenação, argumentos que só se acalmaram quando Mametu Nangetu interveio pra dizer que os mais jovens se comportavam com mais audácia quando a necessidade era o enfrentamento, e que neste momento era esse o perfil ideal para a representação que vai coordenar os trabalhos do fórum e dialogar com o poder público estadual e municipal – para ela não era uma questão de gênero, e sim etária.
Como último assunto para a roda de conversa, Táta Kinamboji apresentou seu relato de participação na reunião do pleno do CNPC, avaliando a dificuldade tanto da sociedade civil, quanto dos gestores, em compreender a questão racial no Brasil, inclusive em compreender o contexto dos povos e das comunidades tradicionais. Disse que no regimento aprovado para a III CNC não havia nenhuma garantia de participação dos agentes culturais afro-brasileiros e que o que ainda existia era a possibilidade de incluirmos estas cotas nos regimentos de estados e municípios, e que esta era nossa tarefa pras conferencias no Pará.
Com o fim dos assuntos em pauta, Mametu Nangetu convidou todos a almoçar uma saborosa feijoada e a participar da programação da Rádio Comunitária Resistência FM, que em parceria com o Projeto Azuelar, estava fazendo a cobertura da reunião em tempo real.
RC Resistência FM, entrevista de mametu Kátia Hadad com Marilu Campelo. Foto de Lucivaldo Sena, gentilmente cedida para o Projeto Azuelar.

domingo, 21 de abril de 2013

Como revitalizar a coordenação paraense da Amazionia Negra?

Lideranças de terreiros da zona metropolitana de Belém reuniram com Paulo Axé e discutiram estratégias de participação na Rede Amazônia Negra - RAN.

Paulo Axé é o único amazônida a ocupar assento como titular no Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial (CNPIR) - um órgão colegiado, de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da SEPPIR. O CNPIR tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira. Além do combate ao racismo, o CNPIR tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.
            Coordenador Geral da RAN, e do núcleo estadual do Amapá, em sua curta estadia em Belém no mês de março, Paulo Axé fez questão de pautar a discusão do combate ao racismo expresso pela intolerância religiosa, e mecanismos de valorização da ancestralidade africana e promoção da cidadania dos povos tradicionais de matrizes africanas, A reunião contou com três dos cinco titulares paraenses no Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras, e a conversa iniciou com articulações para atuações conjuntas entre conselheiros da CNPIR e da setorial de cultura visando o fortalecimento da região amazônica nas politicas do governo federal. 

             A questão primordial é a necessidade de termos organizações negras na Amazônia que se articulem em todos os estados da região para podermos ter assento nos colegiados na esfera do governo federal, nos ministérios e nas secretarias da presidência da república, mas representações que se preocupem com a pauta regional e que busquem reais investimentos de políticas públicas para o norte do Brasil, para isso ele disse que enviaria por email fichas de adesão de novas organizações interessadas na participação e fortalecimento da RAN. 

           Em seguida Paulo explicou o funcionamento da RAN, disse que a organização se articula em rede de movimentos sociais e por coordenações estaduais, e falou da necessidade de revitalizar a coordenação do Estado do Pará, avaliando que o maior problema neste Estado tem sido a barreira de comunicação. Disse que numa reunião em Brasília havia proposto que Arthur Leandro assumisse a coordenação paraense, principalmente pela facilidade que o mesmo tem na comunicação. Sobre isso Arthur  respondeu que também hsvia dito que poderia assumir em caráter temporário, até que se conseguisse articular um rupo heterogeneo, pois acreditava que a RAN só daria certo se tivessem coordenações colegiadas em cada estado, coordenadores por setores do movimento social, como por exemplo: a) Coordenação de Juventude; b) Coordenação de Mulheres Negras; c) Coordenação de Comunidades de Quilombos; d) Coordenação LGBTT; e) Coordenação de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas; e que cada setor das lutas sociais tem sua pauta específica e que apenas se conseguirmos uma articulação regional em cada uma dessas pautas é que seremos realmente fortes nacionamente.

terça-feira, 19 de março de 2013

Parabéns Brasil, 10 anos de SEPPIR.

Lembramos alguns momentos da história recente que mostra a nossa participação na construção de políticas públicas para a população negra e para os Povos Tradicionais de Matrizes Africanas na diáspora brasileira.

Mãe Márcia Dória de Oxum, Mametu Nangetu e a Ministra Luiza Bairros, durante o lançamento do Plano Nacional de Sustentabilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, em janeiro de 2013,

Táta Kinamboji em roda de diálogo da SEPPIR com os Povos Tradicionais de Matrizes Africanas - construção do Plano Nacional de Sustentabilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas em Ceilândia/DF, novembro de 2012.


Ministra Luiza Bairros e Silvani Euclênio em roda de conversas com lideranças de Povos Tradicionais e organizações do Movimento Negro do estado do Pará, em agosto de 2012.
Lideranças de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas da zona metropolitana de Belém com a Ministra Luiza Bairros e a Coordenadora de Povos e Comunidades Tradicionais Silvani Euclenio durante o lançamento do livro do Mapeamento dos Terreiros de Belém em agosto de 2012.









Em 21 de março de cada ano, a ONU relembra o triste episódio de 1960, quando dezenas de manifestantes pacíficos foram mortos a tiros pela polícia no município sul-africano de Sharpeville, quando eles protestavam contra o apartheid. Fonte: ONU.
Em memória aos militantes negros que morreram lutando, essa data foi instituída pela ONU. Essa data, como outras lembradas pelo Movimento Negro não é mais uma data festiva, muito pelo contrário: com a instituição dessa data, temos no calendário um dia garantido, com a atenção voltada às lutas dos povos negros contra a opressão e a discriminação racial.
No mesmo dia, em 2003, o Governo Lula inicava uma nova era na luta por igualdade racial no Brasil. A criação da SEPPIR é um marco na institucionalização das políticas de promoção da igualdade racial. O Brasil foi o primeiro país a criar um órgão com status de ministério para tratar especificamente do combate ao racismo e da superação das desigualdades raciais. Essa conquista é resultado de décadas de luta de organismos e entidades negras por ações efetivas do Estado

Postagem coletiva em comemoração aos dez anos de criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR e pelo Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação

ESSE POST FAZ PARTE DA BLOGAGEM COLETIVA PELO DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL, UMA INICIATIVA BLOGUEIRAS NEGRAS.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mansu Nangetu sediou encontro de lideranças de terreiros com Marga Janete Stroher.

Mametu Nangetu recebeu a coordenadora Nacional do Comitê de Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, sra. Marga Stroher.




O Mansu Nangetu sediou nesta segunda feira, o encontro com a Coordenadora Nacional do Comitê de Diversidade Religiosa, Marga Janete Stroher, com lideranças dos Povos Tradicionais de Terreiros e com o Comitê Inter-religioso do Estado do Pará.
Durante o encontro foram distribuídas cartilhas sobre diversidade religiosa e direitos humanos produzido pela Secretária de Direitos Humanos da Presidencia da República/ SDH
Mametu Nangetu abriu o diálogo fazendo uma apresentação do espaço do Mansu, falou sobr e a Nkisiani para a qual o Mansu se dedica e agradeceu a presença de Marga e de todos os presentes, em especial as lideranças de terreiros e os sacerdotes das demais religiões que compõe o comitê inter-religioso do Pará.

É preciso nos unir para enfrentar os preconceitos religiosos.
Marga apresentou aos convidados o que a SDH pretende com essas visitas, disse que o importante é poder interagir mais de perto com as queixas de intolerância religiosa vividas no cotidiano da população, e acrescentou que e que é cada vez mais necessário fazer este trabalho, pois a mídia ignora completamente este assunto. 
Para ela,  “A maneira de agir é fazer com que as pessoas se coloquem nos lugares das outras, onde se percebam como produtores dessa intolerância", pra exemplificar ela contou que certa vez numa discussão com os evangélicos, um senhor disse que o que não aceitava nas religiões africanas era a morte de animais, Marga, então, lhe perguntou: "Vocês não estão usando sandálias e bolsas de couro, não comem carne todos os dias?" e a partir dessas perguntas simples ela conseguiu fazer com que esse senhor refletisse sobre o sacrifício ritualístico. 
Táta Kinamboji falou das formas sutis de intolerância religiosa e racismo contra as populações de terreiros. Falou das leis e da atuação da polícia. Disse que a Lei do silêncio é usada para calar os tambores de terreiros, mas que a Lei do silêncio vale para bares e casas de show, e não se aplicam aqo culto religioso, tanto que não calam os sinos das Igrejas católicas que soam as 6h da manhã.
Continuou falando da vigilância sanitária e da atuação da Agência de Defesa Agropecuária do Pará - ADEPARÁ - a combater o transporte de víveres das ilhas até os portos de Belém. Contou da ação da ADEPARÁ que no mês de agosto reprimiu o transporte e o comércio de animais (principalmente cabras e porcos) vindos dos quilombos no arquipélago do Marajó para aportar e comercializar na área do Ver-o-peso. Para Kinamboji, essas são as politicas institucionalizadas e orquestradas por grupos fundamentalistas cristãos infiltrados nos governos, grupos que reproduzem o racismo e a intolerância,  pois esta ação em especial afetou tanto a economia dos quilombos como também pode ser interpretada como uma clara tentativa de combater os cultos a Exu, que são realizados tradicionalmente no mês de agosto na cidade de Belém.
Mametu Nangetu lamentou esses fatos dizendo que  “O estado tem a obrigação de se manter laico, e os sacerdotes não deveriam se envolver com cargos políticos, ou não deveriam usar seus cargos em nome de sua fé. Isso tem que acabar”, disse ela, ressaltando ainda a necessidade de se trabalhar com os meios de comunicação, para que tenha um canal onde as outras pessoas possam conhecer os povos de terreiro. 
A resposta da coordenadora do comitê da diversidade religiosa foi relatar as ações que já estão sendo pensadas nesse âmbito pela secretária, e ressaltou a importância dos povos de terreiros denunciarem esses fatos através do disque 100.


Os povos de terreiro estão perdendo a crença na institucionalização e até na justiça.
Mãe Nalva de Oxum apresentou um exemplo de intolerância religiosa institucional que aconteceu na sua casa, quando dois pastores foram lhe agredir verbalmente dentro do seu espaço, e, apesar do registro das queixas e das denúncias,  até hoje, depois de dois anos, não aconteceu nada contra esses agressores.  Táta Kinamboji acrescentou dizendo que é  isso que eles querem, "querem nos fazer esperar, para que fiquemos prestando o mesmo depoimento todo mês, sem nenhum resultado de punição aos agressores", e contou do caso que aconteceu com os membros do Mansu quando da entrega de nossas oferendas na baía do Guajará, lá na área do "Ver-o- rio", onde sofremos intolerância religiosa por parte da Guarda Municipal. Kinamboji continuou dizendo que "o que se percebe é que não há diferença entre o racismo e a intolerância religiosa. A sociedade brasileira se modifica com o passar dos tempos, o final da escravidão já aconteceu, porém, até hoje, dentro do estado, percebemos políticas racistas, como a utilização da lei do silêncio e da vigilância sanitária para cercear as manifestações afro- religiosas". E Babá Edson Catendê, da AFAIA, apontou ainda que “é necessário ajuda da sociedade civil organizada para continuarmos com nossa resistência e fortalecer o grupo de pressão. O Axé é e eterno, o axé nunca acaba, por isso precisamos agir! A religiosidade faz parte de nossa dignidade e por isso precisa ser respeitada.”.
O advogado Jorge Farias, representante da OAB-PA, acrescentou que é preciso sim agregar parceiros, como o ministério público e OAB-PA nessa luta, pois para ele não tem como enfrentar a institucionalidade sem profissionais capacitados, e apresentou as  ações da coordenadoria de igualdade étnico-racial da OAB, como o Fórum Igualdade Racial pra Valer, se colocando à disposição para as articulações com autoridades em nome dos direitos dos Povos de Terreiro.
Alan Fonseca, Pejigan do Funderê Oyá Jokolocy, afirmou que os povos de terreiro não deveriam ter que prestar esclarecimento sobre o que são e nem sobre o que fazem para ninguém, ele disse que não considera correto ficar esclarecendo suas práticas para o estado e que considera essa exigência  uma violência contra a liberdade destas pessoas e suas diferentes formas de expressar sua religião. “Quando um pastor prática intolerância religiosa é logo absolvido, e quando nós vamos fazer nossas oferendas sofremos preconceito de todos os lados. E ainda por cima, não temos para onde correr quando se trata de questão jurídica, O que devemos fazer sobre isso?”, perguntou Alan.

Por fim Tata Kinamboji tomou a palavra, ele disse que pelas manifestações dá pra perceber que todos alí concordavam que a morosidade da justiça é um fator determinante para a sensação de descrença na institucionalidade brasileira, e que o que os povos de terreiro precisam é de acessoria e acompanhamento de advogado. Argumentou que existe  a parceria da Secretaria de Direitos Humanos com a SEJUDH, e um convênio com a Sociedade Paraense de Direitos Humanos/ SDDH, para acompanhamento e monitoramento das ações que envolvem os Direots Humanos, e concluiu dizendo que se havia mesmo o interesse da SDH, que ele apresentava uma proposta concreta: "proponho que a Secretaria de Direitos Humanos financie uma campanha midiática em rede nacional de combate à intolerância contra a religiosidade dos terreiros, e também financie um programa de assistência e acompanhamento de vítimas de intolerância religiosa a ser conveniado com a SDDH - com verba para contratar advogados especializados na área, psicologos, assistentes sociais e toda a equipe de profissionais para que esse acompanhamento funcione”.
 Com o adiantado da hora o debate foi chegando ao fim, e Marga Stroher finalizou dizendo que o problema das religiosidades discriminadas é de todos, de toda a população e não somente dos grupos discriminados,  e que precisamos encontrar metodologias em conjunto contra todos esses espaços de praticas de racismo que ainda existem. Disse que estão fazendo isso com grupos de trabalho dentro da Secretária de Direitos Humanos e agradeceu a oportunidade de poder estar junto com todos nesse encontro e poder ouvir todos esses relatos.

Fotos e texto de Luah Sampaio - Projeto Diálogo em Cabana de Caboco/ FCS/ IFCH/ PROEX/ UFPA; com a colaboração de Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar - Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fórum Permanente das Culturas do Pará se reúne pra debater "Custo Amazônico".

O Fórum Permanente das Culturas do Pará reuniu delegados de seis das doze setoriais de cultura que o estado do Pará elegeu para os fóruns nacionais setoriais de cultura. A reunião aconteceu no auditório da representação regional norte do MinC em Belém e teve como pauta principal a defesa do “Custo amazônico” em cada um dos fóruns setoriais.

A plenária com os delegados decidiu pela organização de um seminário com os delegados paraenses das doze setoriais de cultura, onde cada setorial vai apresentar estratégias para inserir o custo Amazônico nas metas prioritárias de cada setorial. Esse seminário ficou agendado para o dia 4 de dezembro as 16h, a se realizará também no auditório da Representação Regional Norte do MinC – Av. Gov. José Malcher, 344, esquina da Tv. Benjamim Constant.
Mas para inicio de conversa, foi feita a avaliação de todo o processo que resultou na eleição dos delegados, e foi unanimidade o entendimento de que a forma que o ministério escolheu para eleger os delegados prejudicou a participação da grand maioria dos produtores de arte e cultura e excluiu principalmente os que tem dificuldade com as ferramentas de computador e os que tem dificuldade de acesso à internet.

Outra questão que ficou evidente foi o desconhecimento que a grande maioria dos que não se candidataram tem em relação aos atributos da representação, muitos dos que participaram da conversa pela primeira vez acreditam que as propostas que estamos discutindo serão colocadas em prática a partir da semana que vem, ou num prazo até mais curto. Para explicar o processo da participação social nas decisões da gestão pública, os coordenadores do fórum fizeram um histórico dos diálogos entre governo e sociedade e pontuaram os ganhos que a sociedade vem conquistando na gestão cultural desde o Tempo de Gilberto Gil como ministro da cultura.