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sábado, 26 de setembro de 2015

A voz do povo tradicional de matriz africana no ENGA - Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia.

O Projeto Azuelar, do Instituto Nangetu, e o Projeto Rádio Portão da ACIYOMI, em parceria com a REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, FONSANPOTEMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, ACAOÃ, UNIMAZ, TERREIRO ESTRELA GUIA e FESCAB-PA, realizam uma programação de rádio com os programas de cidadania com reportagens, depoimentos, entrevistas e cantigas gravadas com lideranças e autoridades de povos tradicionais de matriz africana.
Serão três programas de uma hora de duração, iniciando sempre as 13h, antecedendo a roda de conversa da programação do encontro.

  1. Dia 28 de setembro de 2015, Território e territorialidades, Roda de conversa com Mãe Nalva de Oxum. Edição do programa de Rádio: Vitor Gonçalves.
  2. 29 de Setembro de 2015, Feminismo negro. Roda de conversa com Maria Malcher. Edição do programa de Rádio: Samily Maria Moreira da Silva e Silva.
  3. 30 de setembro de 2015, Racismo religioso. Roda de conversa com Mametu Nangetu. Edição do programa de Rádio: Sibely Nunes Nascimento.



Apoio:
rede[aparelho]-:
Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM (NEAB)/ UFPA
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).

UFPA-PROEX 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Radio Azuelar em Tucurui/PA.





Mansu Kalasambe em Tucurui/PA na manhã de domingo dia 13 de julho de 2014. Rádio-janela Azuelar. Programa de combate ao racismo por intolerância religiosa. Realização: Projeto Azuelar do Instituto Nangetu, Aratrama Antiga Carma Aciyomi Casa DE Oxum

terça-feira, 20 de maio de 2014

Programação cultural comemora 10 anos do Instituto Nangetu



Rodas de conversa, programas especiais de rádio e webTV, sessão de cinema e oficina de documentário e performance marcam ciclo de atividades do aniversário


Desde que foi fundado, em 1988, o Mansu Nangetu atua a favor da conservação e do fortalecimento da identidade da cultura tradicional de origem Bantu, constituindo um espaço importante de resistência do legado cultural do povo negro africano na cidade de Belém. Seja no cotidiano do terreiro, por meio do respeito às práticas ao culto do Nkisse Nzumbarandá, seja nas iniciativas políticas, são quase 30 anos de atividades que fazem do Nangetu um efervescente ambiente de debates e ações desta luta histórica.

Ao considerar esta trajetória, há muito que se comemorar. Agora, é chegado o momento de celebrar um grande marco desta resistência: os dez anos de criação do Instituto Nangetu, associação que tem como finalidade estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento socioeconômico da comunidade tradicional de terreiro. E para festejar montamos uma programação especial entre os dias 30 de maio e 12 de junho, com atividades gratuitas e abertas ao público. O ciclo dará início às comemorações de aniversário que se estenderam até maio de 2015, quando o Instituto completa 11 anos de história.

Nesta década, o Instituto Nangetu apropriou-se de ferramentas diversas para o enfrentamento das problemáticas que paulatinamente atingem a comunidade afro-religiosa. As várias possibilidades da arte e a construção de uma comunicação autônoma para o terreiro são pontos fortes deste combate. Desta percepção, surgiram projetos como a Rádio Janela e a Web TV Azuelar e o cine Nangetu, que na programação de aniversário do Instituto ganham destaque com edições especiais.



No ar, webTV e rádio Azuelar!
No dia 31 de maio, sábado, o Programa Vozes da África recebe o pesquisador Antonio Domingos Braço, professor em Moçambique e doutorando da UFPA. A ideia é abrir espaço para uma roda de conversa entre ele, demais pesquisadores da Amazônia e a comunidade de terreiro. No centro do debate, as diferenças e similitudes dos traços culturais africanos que se preservaram em várias comunidades fora do continente de origem. Vozes de África, proposto pelo professor João Simões da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA, tem transmissão ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar . Neste mesmo dia, haverá também mais uma edição do programa “A Hora de Zumbá”. Veiculado por uma rádio-janela, a ideia é envolver a comunidade em uma experimentação social da comunicação, centrada no debate entre os diversos agentes que constituem o espaço de terreiro, principalmente os jovens.

Na webTV Azuelar, o lançamento de mais um programa. Focado na produção artística de terreiro, o projeto Nós de Aruanda, que já realizou duas exposições na galeria Theodoro Braga, agora também invade uma das mídias do Instituto Nangetu. A ideia é trazer entrevistas com artistas, para revelar processos criativos e trajetórias que culminaram numa produção poética sobre o universo da cultura tradicional. A estreia do programa “Nós de Aruanda” é dia 8 de junho, domingo, também transmitida ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Diálogos entre cinema e performance no espaço do terreiro
As possibilidades da câmera e do corpo serão o ponto de partida para a imersão "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”. A ideia do encontro é possibilitar o intercâmbio de experiências em múltiplas linguagens (artes visuais, cênicas e audiovisual) entre a comunidade do terreiro e os artistas convidados Wellington Dias, de Macapá, e Renato Vallone, do Rio de Janeiro.

Wellington Dias é artista cênico e visual. Já realizou diversos trabalhos voltados para a performance e teatro e tem como destaque em sua trajetória o projeto “Tecno Barca: Um ateliê-galeria itinerante sobre a terra das águas”, desenvolvido no Arquipélago do Bailique, no litoral do Estado do Amapá, contemplado no Rede Nacional Funarte 2011. Renato Vallone é Cineasta independente há oito anos, começou a carreira na montagem. Atua também como diretor, fotógrafo (câmera) e desenhista sonoro. Realizou diversos curtas-metragens, além de series para tv, web, video-instalações e longas-metragens.

O intercâmbio "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”será entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a partir das 17 horas. Inscrições devem ser feitas por AQUI.

Festividade para Santo Onofre e Santo Antônio
A programação de 10 anos do Instituto Nangetu será envolvida pela Trezena de Santo Onofre, que ocorre entre os dias 31 de maio e 12 de junho. Trata-se de uma tradição que Mametu Nangetu herdou de sua família materna, e tanto a trezena quanto a festividade já acontece no bairro do Marco há mais de 50 anos. Desde 2011 que a ladainha é comandada por um grupo de rezadores de latim popular do Terreiro Estrela Guia, no bairro da Cidade Velha, grupo já premiado no Edital Micro-Projetos Amazônia Legal pelo resgate da memória das ladainhas em latim caboclo na Amazônia. O grupo é formado por Pai Esmael Tavares, Mãe Maria de Jesus e Cristina Tavares, eles aprenderam praticando a ladainha nas andanças em festividades comunitárias cujo contexto é chamado de catolicismo popular, acompanhando seus pais e avós na fé de seus santos de devoção.

O encerramento fica por conta da festividade para Santo Onofre e Santo Antônio, no dia 12 de junho. Abrindo a quadra comemorativa dos santos juninos, o dia será de festa e programação extensiva no espaço do Mansu Nangetu, contando com sessão especial do Cineclube Nangetu e transmissão dos programas da Rádio Janela Azuelar.

Serviço: Programação em comemoração aos 10 anos do Instituto Nangetu. Entre os dias 30 de maio e 12 de junho. Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 – Marco. Contato: (91)3226759. Veja os horários das atividades no cartaz de divulgação.

Apoio:  Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral – Projeto Cineclube Nangetu (Coordenação Isabela do Lago).

sábado, 2 de novembro de 2013

Rádio Azuelar, alguns arquivos compartilhados.

Aqui neste link.
Conteúdos de relatos e entrevistas que a equipe do Projeto Azuelar de Comunicação Social Comunitária gravou com Mestres das Culturas Afro-brasileiras, das Tradicionais e das Populares, durante o Encontro da Rede de Culturas Populares e Tradicionais que aconteceu em São Paulo no início do mês de outubro, conteúdos de entrevistas e depoimentos de delegados paraenses para a CONAPIR e depoimentos de frequentadores do Cineclube Nangetu. 

Projeto Azuelar, Instituto Nangetu -  Ponto de mídia livre.

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

Compartilhando experiências e debates sobre políticas públicas.

Neste sábado, 2 de novembro, aproveitando o feriado, e aproveitando também que a hospedagem solidária no terreiro proporcionou a presença de militantes de segmentos do movimento negro de municípios do interior do Estado do Pará que foram eleitos delegados para a III CONAPIR, o Instituto Nangetu reuniu sua comunidade, agentes culturais e pessoas interessadas para a confraternização de compartilhamento dos conteúdos de relatos e entrevistas que a equipe do Projeto Azuelar de Comunicação Social Comunitária gravou com Militantes do Movimento Negro, com Mestres das Culturas Afro-brasileiras, das Culturas Tradicionais e das Culturas Populares durante o Encontro da Rede de Culturas Populares e Tradicionais que aconteceu em São Paulo no início do mês de outubro reunindo detentores dos conhecimentos tradicionais e das expressões culturais populares de todo o país, além de artistas, lideranças comunitárias e representantes de vários segmentos no Conselho Nacional de Política Cultural e em outras instâncias de pactuação da sociedade civil com o Estado que se reuniram no mesmo local e período.

Mametu Nangetu, Táta Kinamboji e Táta Dianvula fazem parte dessa rede e do Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras do CNPC/ MinC, e estiveram presentes nas reuniões setoriais de culturas afro-brasileiras e na discussão do GT de democratização da comunicação da Conferência Livre de Cultura que se instalou nesse período, e aproveitaram essa oportunidade para recolher depoimentos de agentes das culturas populares e tradicionais vindos de vários estados brasileiros.

Foram algumas dessas gravações de mestres das culturas, mais uma reportagem sobre o cineclube e os depoimentos e relatos de Pai Luzivaldo, de Marabá, e de Rosete, de Bragança - ambos delegados paraenses para a III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que neste almoço de confraternização se transformaram num programa da rádio-janela que se desdobrou em uma roda de conversa de avaliação e elaboração de estratégias de atuação para que possamos avançar na política cultural para a diversidade e para a política brasileira para a igualdade racial, principalmente no que se refere à população da região norte do Brasil.

As entrevistas e depoimentos podem ser acessadas nesta pasta de arquivo virtual, arquivos licenciados em CC.



Fotos de Duda Canto, especialmente para o Projeto Azuelar.

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Informativo Cultural na Rádio-Janela do Projeto Azuelar, é neste sábado 2 de novembro.


A partir das 10h do sábado, 2 de novembro de 2013, o Instituto Nangetu promove uma confraternização para compartilhar com a comunidade, convidados, agentes culturais e nossos “ouvintes”, os conteúdos de relatos e entrevistas que a equipe do Projeto Azuelar de Comunicação Social Comunitária gravou com Mestres das Culturas Afro-brasileiras, das Tradicionais e das Populares, durante o Encontro da Rede de Culturas Populares e Tradicionais que aconteceu em São Paulo no início do mês de outubro.

Mametu Nangetu, Táta Kinamboji e Táta Dianvula participam da rede e estiveram presentes nesse encontro que reuniu detentores dos conhecimentos tradicionais e das expressões culturais populares de todo o país, além de artistas, lideranças comunitárias e representantes desse segmento no Conselho Nacional de Política Cultural e em outras instâncias de pactuação da sociedade civil com o Estado. O objetivo principal era o de vivenciar profundamente a diversidade cultural brasileira, abrangendo as Culturas Populares, o Artesanato, o Hip Hop, as Culturas Indígenas, o Circo, o Teatro de Rua, o Patrimônio Imaterial, as Culturas Afrobrasileiras, Povos de Matriz Africana e outros Povos e Comunidades Tradicionais.

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Rádio-janela do Projeto Azuelar
Programa Informativo Cultural - com entrevistas e relatos do Encontro das Culturas Populares e Tradicionais.
Sábado, 2 de novembro, a partir das 10h da manhã
(almoço colaborativo, traga sua contribuição e compartilhe)
Instituto Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 – Belém/Pa.
91-32267599
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Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Programação socio cultural agita o ritual de Caruru de Vunji

Vunji é a divindade que traz a alegria ao nosso cotidiano, e foi com essa alegria contagiante que a Kizomba ria Vunji aconteceu no Mansu Nangetu. Desde cedo Mametu Deumbanda preparava banhos de cheiro e defumações para receber os convidados, enquanto Mametu Kutemoji comandava suas assistentes no preparo do Caruru servido ritualisticamente para as divindades e demais pessoas que prestigiaram os festejos, junto com as guloseimas que, preparadas no próprio Mansu ou por presente dos amigos e membros da comunidade, também caíram no gosto da criançada. Uma consistente programação cultural acompanhou os rituais religiosos, e já no meio da tarde funcionava a 'Rádio Janela' do Projeto Azuelar com o programa "O som da gente", que desta vez contou com a programação musical de Felype de Lemba e aresentação de Táta Kitamuquene. Em seguida uma sessão do Cineclube trouxe o audiovisual para o deleite e debate com o público, ao fim do filme cerca de uma centena de brinquedos foram distribuídos para as crianças carentes da vizinhança, e com este trabalho social a Comunidade liderada por Mametu Nangetu conseguiu, ao menos momentâneamente, expandir a alegria divina de Vunji para a população infantil residente em seu entorno.



Fotos de Francisco Weyl (Carpinteiro de Poesia). Brenda Yasmin e Felype Oliveira. Texto: Projeto Azuelar/ Mansu Nangetu - Prêmio de Mídia Livre/ 2009.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

24 de julho – Projeto Azuelar no 32° ENECOM.


Neste domingo, 24 de julho, o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu receberá um Núcleo Vivencial do Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação. Este ano, o ENECOM será em Belém (PA) e terá sede na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus do Guamá em Belém, que reunirá estudantes do Brasil inteiro para disccutir o tema “Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem”, proposto para para aproximar o diálogo dos futuros jornalistas com outros Movimentos Sociais para juntos debater uma nova perspectiva de comunicação social baseada na democracia, cidadania e responsabilidade pública e social.
Como parte dessa programação que aproxima a formação universitária em comunicação social com a prática de comunicação comunitária, neste domingo haverá programação das 9 às 17h dentro do Instituto Nangetu. Essa vivência conta com 20 participantes do encontro e a equipe do Projeto Azuelar, e a metodologia prima pela tradição do Mansu, e tudo acontecerá em 'rodas de fazer junto', onde os membros do terreiro vão propor atividades para serem executadas em colaboração mútua .

Programação:
9h Acolhimento – recepção dos estudantes com “banho de cheiro da felicidade” e a simpatia do terreiro.
9:30 - Roda de conversa – As comunidades tradicionais de terreiros e a “grande mídia”, casos de conflito e de preconceito com a diversidade cultural e análise da construção da imagem pública das populações de terreiro.
11h – Roda de conversa - Apresentação e discussão das diretrizes e das atividades do Projeto Azuelar.
12:30 – Almoço
14h – Roda de fazer junto – Projeto Rádio-janela, programa “O som da gente”. Proposta: Uma rádio aberta em circuito fechado - um programa onde a conversa com os estudantes sobre a comunicação comunitária em terreiros seja veiculada no Programa “O som da gente”/// Registros dessa atividade em tecnologia do possível (vídeos de celular)/// Atuação em rede, ou: estratégias de circulação abrangente das informações e dos conhecimentos produzidos no terreiro via internet – blog e grupos de discussão virtual.
15:30 – Roda de fazer junto – Cineclube Nangetu, filme “Nangetu”, direção: Alcyr Morison. 24 min. Brasil, 2006. Sinopse: O cotidiano da preparação de uma festa ritualística é usado para construir diálogos que narram a trajetória religiosa de Mam'etu Nangetu. Proposta: montagem e desmontagem conjunta do cineclube/// Discussão sobre a importância do protagonismo das comunidades de terreiro na produção de audiovisuais sobre as próprias comunidades.
16:45 – Ritual de encerramento e confraternização.

PROJETO AZUELAR é um conjunto de ações de comunicação social experimental e comunitária. As produções de comunicação social acontecem em sistema de colaboração e parceria, principalmente com a rede [aparelho]-:. Utilizamos um sistema sonoro de comunicacao com transmissão de conteúdos via sistema de som na porta do terreiro – funciona com microfone aberto, e assim promove a interatividade tanto com os membros do terreiro como com a vizinhança que, quando sente a necessidade, faz uso do microfone pra debater os assuntos veiculados. A experiência de produção de vinhetas de áudios da parceria do Projeto Azuelar com a rede [aparelho]-: teve tanta repercussão entre os movimentos sociais e culturais da zona metropolitana de Belém, e se expandiu para produção de material a partir de depoimentos de Mestres das Culturas Populares no Fórum Permanente das Culturas Paraenses e para a divulgacao e mobilização da II Conferencia de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Estado do Pará e das comemorações do Centenário da Umbanda. No cineclube apresentamos prioritariamente os filmes que tratam da temática afro-brasileira, pois nos interessa a produção cinematográfica que contextualiza a afro-descendencia na sociedade brasileira, nos interessa a ética e a estética.

Reconhecimento público:
Troféu ItaZumbi de destaque no ano de 2010/ AFAIA.
Prêmio Edital Cine Mais Cultura Pará/ SECULT-PA e MinC, 2009.
Prêmio de Mídia Livre do Ministério da Cultura – MinC, 2009. Pelo Projeto Azuelar.
Troféu ItaZumbi de destaque no ano de 2009/ AFAIA.
Prêmio Maestro Adelermo Mattos de Cultura Popular da Secretaria de Estado da Cultura do Pará – SECULT/PA, 2008.
Honra ao Mérito concedido pela organização das comemorações do centenário da Umbanda em Belém, 2008.

Alguns exemplos dos impactos do Projeto Azuelar:

1. Inserção de noticias de comunidades de terreiros em veículos da grande mídia – Canal Futura, Conexão Futura de 18/03/2011, Entrada 3. O 18 de março é o dia estadual e municipal da Umbanda e das Religiões Afro-brasilerias.


2. Cobertura fotográfica das lutas sociais dos povos de terreiro.

3. Manutenção de informações atualizadas no blog.

4. Divulgação de rituais.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje. Ao final de cada sessão haverá roda de conversa com os participantes.
O Cineclube faz parte da Rede de Cineclubes em Terreiros da zona metropolitana de Belém que é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC. Fazem parte da Rede: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube Maristrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá, Cineclube do Turco Jaguarema.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Rádio-janela: programa "O som da gente" faz sucesso nas festividades de Sto. Onofre.

A tarde do domingo dia 12 de junho no bairro do Marco, foi marcada pela sonoridade da músicalidade de terreiros. A rádio-janela do Projeto Azuelar levou para a porta do Mansu Nangetu o programa "O som da gente", como forma de mobilização da vizinhança para a festividade de Sto. Onofre e Sto. Antônio, festividade que marca a abertura da 'quadra junina' em Belém.
Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e Táta Dianvula (Alex Leovan) foram os apresentadores da programação que contou com músicas de liturgias de comunidades de terreiros, a musicalidade afro-brasileria de uma forma geral e, ainda, com músicas tardicionais da quadra junina, como os xotes, xaxados e forró de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, assim como o xote da zona bragantina paraense.
O programa contou ainda com várias entrevistas com as personalidades presentes, que soltaram a voz para mandar seu recado aos ouvintes do programa.













segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rainha Nzinga em oficina de rádiodramaturgia.

Angelo Madson, da Idade Mídia, iniciou a oficina de radiodramaturgia que tem a Rainha Nzinga como proposta temática.

Angelo apresentou aos oficineiros algumas fontes históricas e culturais sobre esta importante personagem tanto para a história de Angola e para o continente africano, quanto para seus descendentes afro-brasileiros. Em seguida apresentou as possibilidades de dramaturgias radiofônicas e qual será a metodologia de ensino aprendizado na oficina e a seqüência de atividades propostas.

A primera aula ainda teve um exercício de voz e microfone, onde cada um dos participantes gravou uma mesma frase com entonações diferentes e também alterando a ênfase para cada palavra da frase, em seguida foram ouvidas as gravações e cada um pode analisar os recursos da própria voz.

A oficina continua no próximo sábado, dia 11 de junho e os interessados podem buscar maiores informaçõ0es pelos fones 91-88067351 (Instituto Nangetu) e 91-88934404 (Idade Mídia).







segunda-feira, 23 de maio de 2011

Comunidade do Mansu Nangetu grava depoimentos para vinhetas da rádio janela.

Foi quase que por um acaso que Mametu Deumbanda deixou a equipe do Projeto Azuelar gravar seu comentário sobre as atividades do Instituto Nangetu, e sobre outros assuntos que ela considera importantes.
Seguindo seu exemplo, outros membros da comunidade também resolveram comentar os assuntos que lhes são relevantes.
Na foto a gravação do depoimento da Muzenza Dandeuamaze.

domingo, 8 de maio de 2011

Oficina de capacitação profissional em Radiodramaturgia - “A História de Nzinga Mbandi Ngola”.


Numa parceria entre o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu, com o Projeto Comunicação para cidadania e imaginário social/ Idade Mídia, e com o apoio da rede[aparelho]-:, realizaremos a Oficina de capacitação profissional em Radiodramaturgia - “A História de Nzinga Mbandi Ngola”.
São 15 vagas, sendo 10 delas reservadas para a população de terreiros, e as inscrições são gratuitas. A oficina ocorrerá aos sábados (04/11/18 e25), no período vespertino, durante o mês de junho de 2011.

META

Realizar a produção de uma audioficção: produção eletroacústica sob o gênero radioteatro, alusiva a história da rainha Nzinga Mbandi Trabalhando a apropriação do imaginário social. Num período de 4 semanas – divididos em quatro encontros semanais de 3 horas cada.

OBJETIVO GERAL

 Realizar a produção eletroacústica - radioteatro, alusiva a história da rainha Nzinga Mbandi.

 Favorecer a criação e o fortalecimento de ecossistemas comunicativos abertos, dialógicos e criativos.


OBJETIVO ESPECÍFICO

 Oferecer aos participantes da oficina habilidades em rádio dramaturgia e formação histórico social afro-brasileira, pautadas na construção dos valores da cidadania e da garantia de direitos.

 Trabalhar a partir do conceito de gestão comunicativa, na qual percebemos que a comunicação precisa ser planejada, administrada e avaliada, coletivamente.

 Provocar o desenvolvimento da percepção auditiva, estimulando a criatividade, a imaginação e a memória;

 Resgatar, valorizar e compreender elementos da nossa herança cultural, situando-os no espaço social e histórico, mediante atividades e materiais que expressem esta cultura.

 Levar ao público o resultado do projeto, preservando-se a sobrevivência de crenças, saberes e tradições e suas representações coletivas; para recriarmos a história; constituída como uma nova forma de representação alegórica e figurativa da realidade, reforçando ou desconstruindo os elementos que os constituem na apropriação do imaginário social.

APRESENTAÇÃO


"Somente os diferentes; conscientes de sua diferença e de sua exclusão representam a verdadeira e digna humanidade. De modo que a condição primeira de todo individuo consciente deveria ser o anti-conformismo social. (Hannah Arendt in “A Condição Humana”).

A histórica distorção sobre a função social do rádio no Brasil e, principalmente, o atual império das reproduções eletrônicas de imagens na mídia, nos dá uma falsa impressão, justamente, por se tratar de um “veículo cego”, de que o rádio haveria alcançado uma situação limite, estando assim em vias de torna-se uma mídia ultrapassada e obsoleta. No entanto, a todo instante observamos o desenvolvimento de “novas áreas da produção artística onde experiências inovadoras no trato de novas ficções, novos ritmos, novos temas e um novo tratamento do tempo radiofônico têm apontado para outro modo de se pensar e se fazer rádio” (Bauab, 1990). Certamente, ainda há quem busque recuperar modernamente a tradição do folhetim, como também se têm criado produções radiofônicas surpreendentes na atualização do veículo para o desenvolvimento de outras linguagens como a literatura, o teatro e a música, proclamando o nascimento de uma linguagem singular, uma manifestação de natureza sonora, com intenções dramatúrgicas.
Isto tem sido a força propulsora na produção de recentes propostas eletroacústicas que buscam explorar o potencial do gênero, que entre nós, brasileiros, atende pela precária designação de radioteatro1 (quando intimamente associado à idéia de rádio-novela). Tais experiências têm reafirmado uma tendência à valorização da essência acústico-musical da radiofonia e os resultados de combinações entre fonemas, palavras, vozes, falas, música, cantos, ruídos, natureza, efeitos, sussurros, silêncios, tornaram-se “parte funcional” de uma linguagem híbrida que pode e deve ser estruturada em sons de acordo com cada finalidade dramatúrgica, em particular.
A ficção no rádio (audioficção - quase um sinônimo de radiodramaturgia) é entre todos os formatos radiofônicos o que mais oferece recursos para o desenvolvimento de habilidades comunicativas da expressão e da criatividade. Oferecendo possibilidades de fusão entre gêneros e técnicas, remixagens, colagens, justaposições e outras modalidades, que descortinam à peça radiofônica uma variedade de possibilidades no campo da arte cênica. Noutra frente: operações de técnicas específicas, a linguagem radiofônica, o áudio das linguagens híbridas e outros componentes sonoros são reproduzidos, modificados e organizados de acordo com determinadas intenções; agregando sensações, representações sensoriais, correlações conceituais e impressões pessoais, acionadas por intermédio de determinados sinais acústicos2. Característica elementar que nos faz pensar na produção radiofônica (rádio-linguagem) como um recurso privilegiado, que através da apropriação dos meios torna-se um registro da identidade histórica e cultural e, ao mesmo tempo, uma construção do discurso simbólico de identidade3 dos próprios sujeitos sociais.
Múltiplos projetos de educomunicação estão disseminados, no Brasil. Entre os diversos objetivos dessa intensa atividade, uma constante é a contribuição para construção dos valores da cidadania e da garantia de direitos. Pois é, justamente, a partir do conceito de cidadania que se insere o debate sobre a função social do rádio. Pressupondo-se que cidadania não é algo que se ganha, mas que se constrói a partir de sensibilização, conscientização, mobilização de indivíduos transformados em sujeitos históricos cientes de sua própria condição e perpassa pelo respeito à diversidade de opiniões.
Apresentamos, assim, a necessidade de utilizarmos a realização desta produção radiofônica como alicerce da criação de um ecossistema comunicativo aberto, dialógico e criativo, com intenções dramatúrgicas. Propomos a realização de uma oficina interativa de radioteatro, para que reforce a construção de um modelo de comunicação democrática e co-participativa e possa valorizar elementos de uma herança cultural, situando-a no espaço social e histórico.
Ao término desta “Oficina Experimental de Radioteatro”, pretendemos apresentar e tornar público o resultado final de nossas atividades: A produção de uma “peça radiofônica”, que reconte a história de Nzinga Mbandi Ngola, constituída como uma nova forma de representação alegórica e figurativa da realidade, apropriando-se de seu imaginário social.


“A História de Nzinga Mbandi Ngola”


A Rainha Nzinga Mbandi Ngola (1582-1663) é o maior símbolo de resistência africana à colonização européia. Seu registro em nossa história é o de uma mulher destemida, combatente, exímia estrategista militar e uma astuciosa diplomata. É cultuada como a heroína angolana das primeiras resistências pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola; e tem despertado um crescente interesse dos historiadores e antropólogos para a compreensão daquele momento histórico que caracterizou a destreza política e de armas desta rainha africana na resistência à ocupação dos portugueses ao território angolano e ao conseqüente tráfico de escravos africanos.
A resistência de Nzinga à ocupação colonial e ao tráfico de escravos no seu reino por cerca de quarenta anos, usando de várias táticas e estratégias que vão desde a conversão ao cristianismo até as práticas jagas (como canibalismo), é fonte para a criação de um imaginário que se impôs como símbolo de luta contra a opressão. Memória de Ginga, memória de Zumbi.
Do grupo étnico Mbundu, era filha do rei dos mbundus no território Ndongo, hoje em Angola, e Matamba, Ngola Kiluanji, foi contemporânea de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o grande herói afro-brasileiro, ambos pareceram compartilhar de um tempo e de um espaço comum de resistência: o quilombo.
A rainha quilombola de Matamba e Angola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a um imaginário cultural que invadiu o folclore brasileiro com o nome de Ginga, despertou o interesse dos iluministas como no romance Zingha, reine d’Angleterre. Histoire africaine (1769), do escritor francês de Toulouse, Jean-Louis Castilhon, inspirado nos seus feitos, e foi citada no livro L'Histoire de l'Afrique, da publicação Histoire Universelle (1765-1766). Ainda hoje é reverenciada como exemplo de heroína angolana pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola. Sua vida tem despertado um crescente interesse dos historiadores, antropólogos e outros estudiosos do período do tráfico de escravos. Sua resistência à ocupação dos portugueses do território angolano e o conseqüente tráfico de escravos, tem sido motivo de intensos estudos para a compreensão de seu momento histórico, caracterizado por sua habilidade política e espírito de liderança desta rainha africana na defesa de sua nação. Também é conhecida como Jinga, Zhinga, Rainha Dona Ana e Rainha Zinga.

Ao realizarmos as peças e radioteatro com a memória da Rainha Nzinga - Rainha Ginga -, mantemnos acesa a presença da resistência negra no imaginário amazônico.

Texto extraído do projeto de oficina - Angelo Madson/ Idade Mídia
Cartaz - Idade Mídia

domingo, 15 de agosto de 2010

Projeto Azuelar inaugura seu espaço.

Já está quase pronta a reforma da sala que vai abrigar as atividades do Projeto Azuelar, e a previsão é que já a partir do dia 23 de agosto a sala esteja pronta para receber móveis e tudo o mais que é necessário para as atividades de mídia no Instituto Nangetu.
Táta Kinambioji aguarda ansioso a conclusão das obras, ele diz ser primordial para o andamento do projeto ter um espaço para desenvolver trabalhos e guardar o material utilizado nas atividades.
O Projeto Azuelar faz comunicação social e experimental pro Mansu Nangetu, Comunidades Tradicionais de Terreiros e organizações sociais parceiras, e foi premiado pelo MinC através do Edital de Pontos de Mídia Livre em 2009..