Fotos de Brenda Yasmim, especialmente para o Pojeto Azuelar.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
Em nome do ensino sem preconceitos, Povos Tradicionais de Terreiros produzem cartografia para ser utilizado nas escolas.
Domingo passado, dia 11/12/2011, na sede do IPHAN em Belém, aconteceu o pré-lançamento
do mapa da “Cartografia Social dos Afro-religiosos em Belém do Pará,
religiões
afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na
diversidade", um mapa com a localização de terreiros e informações
importantes para a compreensão das prátcias das religiões
afro-amazônicas presentes na zona metropolitana de Belém.
| A equipe de pesquisadores foi composta pelas lideranças de terreiros de Belém e Ananindeua. |
Com a pesquisa pronta, o
pré-lançamento do mapa, e a notícia de que o livro está à caminho da
gráfica, o desafio agora é romper o preconceito dos professores e do
corpo técnico e administrativo da rede de ensino para convence-los a
utilizar os produtos resultantes dessa pesquisa na aplicação da Lei
10.639/03 nas escolas do estado do Pará.
Táta
Kinamboji ressalta que as comunidades tradicionais de terreiros tem
produzido material que pode sim ser utilizado pelos professore para a
difiusão de sconhecimentos sobre a cosmologia religiosa afro-amazônica,
destaca os filmes de Luiz Arnaldo Campos, especialmene o "Chama
Verequete" (dirigido em parceria com Rogeerio Parreira) e o "A
descoberta da Amazônia pelos Turcos Encantados", que ganhou o DOCTV-PA
de 2005, e a fascículo 3 da cartlha do Projeto Nova Cartografia Social
da Amazônia, Movimentos Sociais e Conflitos nas cidades da Amazônia
(clique aqui para baixar a cartilha),
e argumenta que se as escolas ainda não utilizam esses documentos como
material didático é porque a Lei não consegue vencer o preconceito das
pessoas que deveriam aplica-la.
| Povos de terreiros se reunem para construir conhecimento sobre a religiosidade afro-amazônica. |
O livro e o mapa da pesquisa “Cartografia Social dos Afro-religiosos em Belém do Pará, religiões
afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na
diversidade" serão lançados em 18 de março de 2012, e com isso os Povos Tradicionais de Terreiros demonstram sua união na produção de conhecimentos e de material para ser utilizado pelas escolas na aplicação da Lei,
E mais uma vez fica a pergunta, os professores vão mesmo utilizar esse material nas escolas?
Segue
abaixo o texto de matéria sobre o preconceito contra as práticas
religiosas afro-amazônicas nas escolas de Belém que foi publicado no
Amazônia Jornal de domingo, dia 18/12/2011 - ver publicação original aqui.
sábado, 17 de dezembro de 2011
Biblioteca Popular do Instituto Nangetu recebe doação de livros do Mapa da Intolerância Religiosa.
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| Táta Kinamboji recebeu de Pai Neto de Azile os livros para a biblioteca do instituto Nangetu. |
Táta Kinamboji recebeu cinco exemplares do Mapa da Intolerância Religiosa - violação de direitos de culto no Brasil, de Marcio Alexandre M. Gualberto, O livro é a sistematização de episódios criminosos dessa
natureza ocorridos no país nos últimos 10 anos. Apesar de ser um direito assegurado pela Constituição Federal, a
liberdade de culto é um dos direitos fundamentais mais desrespeitado em
nosso país.
O documento inédito organiza os casos de desacato à liberdade de
culto cometidos contra religiosos da matriz africana, muçulmanos,
judeus, católicos, entre outros grupos religiosos. Mesmo relatando casos
contra esses grupos, o autor afirma que o praticante das religiões de
matriz africana continua sendo a vítima preferencial.
| Pai Neto de Azile fala pelo FERMA na solenidade de abertura. |
E que além do lançamento contou com a
assinatura do termo de cooperação entre a SEDIHC e Secretaria da
Igualdade Racial - SEIR/ Gov. do Maranhão; com uma roda de conversa com
lideranças de povos tradicionais de terreiros que foram vítimas de
intolerância religiosa, e atrações culturais.
Durante a roda de conversa,e diante da
semelhança entre os relatos ouvidos dos sacerdotes maranhenses com a
experiência paraense de resistência e luta pelo direito ao culto
religioso, Kinamboji pediu para se manifestar e cobrou atitude das
autoridades presentes no evento.
Começou se apresentando como sacerdote
afro-religioso de Belém do Grão-Parea, e disse que como São Luís é a
primeira capital do Grão-Pará ele se sentia em casa e tortalmente à
vontade para participar daquela roda. Dsse para as autoriddes
maranhenses que é necessário que encontros como aquele resultassem em
ações efetivas do poder público e que não é mais possível o estado
aceitar que a religiosidade seja tratada como caso de polícia,
Continuou mostrando como a policia e a
sociedade distorcem a Lei e criminalizem as práticas religiosas
brasileiras que tem origem na África Negra, e como terminam também por
criminalisar a resistência e a luta dos povos tradicionais de terreiros
para a garantia dos seus direitos. Relatou casos de racismo
institucional, aqueles praticados por funcionários públicos, em especial
os que são protagonizados por funcionários da segurança pública, e
citou a 'guerra santa' que os grupos pentecostais promovem contra a
religiosidade afro-brasileira, refletindo sobre o papel do estado na
construção da cultura da paz.
Por fim ressaltou a diferença de
tratamento que o estado dispensa para as religiões cristãs, lembrando
que de norte a sul do país no mês de dezembro as insituições públicas
se enfeitam para comemorar o nascimento de Jesus, e as prefeituras
ttambém gastam verba pública para decorar as cidades para esta
celebração religiosa, e entretanto em nenhum momento o poder público
enfeita suas instituições e as cidades para uma celebração religisoa
afro-brasileira, e concluiu dizendo que com tudo isso é dificil de
acreditar na afirmação de que o Brasil é um estado laico, e que esta
laicidade parecer ser falaciosa...
| Programa cultural encerrou o evento. |
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Mametu Nangetu foi ao Rio de Janeiro para a abertura da exposição “Amazônia: Povos e Comunidades Tradicionais”.
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| Mametu Nangetu é parceira e pesquisadora na cartografia dos afro-rel;igiosos de Belém. |
Em outubro passado Mametu Nangetu esteve no Rio de Janeiro junto com representantes de povos ribeirinhos, quilombolas, indígenas, povos da floresta e em especial com os piaçabeiros, seringueiros, castanheiros, artesãos do arumã, do tucum e do cipó ambé, as quebradeiras de coco babaçu, peconheiros, pescadores artesanais, carvoeiros, e muitos outros representantes dos movimentos sociais das cidades amazônicas para participar da exposição “Amazônia: Povos e Comunidades Tradicionais”, no Centro dos Visitantes do Jardim Botânico.
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| Povos Tradicionais de cidades e da floresta amazônica estiveram na abertura da exposição. |
O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia promove a auto-cartografia dos povos e comunidades tradicionais, uma cartografia mobilizada pela diversidade das expressões culturais, identidades coletivas e movimentos sociais, nesse projeto o conhecimento é produzido pelos próprios povos e comunidades tradicionais com a utilização de linguagem cartográfica formal, além de registrar depoimentos sobre suas histórias e lutas sociais.
Mapas, depoimentos, ilustrações, fotos, vídeos, livros e fascículos do acervo do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA, em parceria com outras universidades e pesquisadores independentes, que é coordenado pelo antropólogo Alberto Wagner Berno de Almeida.
O trabalho de mapeamento social associa o uso de tecnologias modernas aos conhecimentos tradicionais, envolvendo no mesmo trabalho pesquisadores de universidades e povos e comunidades da Amazônia.
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| Depoimento de Táta Kinamboji em exposição no Jardim Botânico |
O Mapeamento dos Povos de Tradicionais de Terreiros da Zona Metropolitana de Belém iniciou há cerca de cinco anos, e o resultado de todo o trabalho tem primado pela decisão concensual dos participantes e o registro das informações que foram aceitas pelo grupo que dele participa, ressalvando algumas poucas divergências.
Mametu Nangetu levou folhas e ervas amazônicas e ofertou um 'banho da felicidade” aos visitantes da exposição, ela ressalta a importância dessa pesquisa para a criação de documentos sobre a nossa história, e que por isso é importante criar situações que remetam às culturas dos terreiros dentro do ambiente de exposição.
Para ela tudo o que foi produzido pode ser usado como material didático que venha a contribuir com a difusão do conhecimento sobre as práticas das religiões afro-amazônicas nas escolas para a implantação da Lei 10.639/03, indicando a exposição como um caminho importante para que os professores conheçam os produtos da pesquisa.
Para ela tudo o que foi produzido pode ser usado como material didático que venha a contribuir com a difusão do conhecimento sobre as práticas das religiões afro-amazônicas nas escolas para a implantação da Lei 10.639/03, indicando a exposição como um caminho importante para que os professores conheçam os produtos da pesquisa.
Depoimento da liderança do Ilê Axé Yemanjá Omi Olodo, de Porto Alegre, sobre cineclubes nos terreiros.
Depoimento da liderança do Ilê Axé Yemanjá Omi Olodo, de Porto Alegre, sobre cineclubes nos terreiros, ela fala para Arthur Leandro, Diretor Norte do CNC (2010-12), e coordenador do Projeto Azuelar/ Cineclube Nangetu, e um dos coordenadores do GT de Comunidades Tradicionais da PARACINE que agita a Rede de Cineclubes nos Terreiros da zona Metropolitana de Belém.
Gravado em São Luís do Maranhão em 30 de novembro de 2011 - durante a I Oficina de Construção de Políticas Públicas para povos Tradicionais de Terreiros, promovida pelo Ministério da Cultura/ Secretaria da Cidadania Cultural.
Depoimento do cineasta Joel Zito de Araújo sobre cinema negro, circuação de filmes brasileiros e cineclubes nos terreiros.
Depoimento do cineasta Joel Zito de Araújo sobre cinema negro, circuação de filmes brasileiros e cineclubes nos terreiros, ele fala para Arthur Leandro, Diretor Norte do CNC (2010-12), e coordenador do Projeto Azuelar/ Cineclube Nangetu, e um dos coordenadores do GT de Comunidades Tradicionais da PARACINE que agita a Rede de Cineclubes nos Terreiros da zona Metropolitana de Belém. Gravado em São Luís do Maranhão em 30 de novembro de 2011 - durante a I Oficina de Construção de Políticas Públicas para povos Tradicionais de Terreiros, promovida pelo Ministério da Cultura/ Secretaria da Cidadania Cultural.
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Foi a primeria vez que uma ministra dançou com a gente e sorriu com a gente! Avaliação da Oficina de Povos Tradicionais de Terreiros com o MinC.
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| Mametu Nangetu recebe a Ministra Ana de Holanda junto com outras lideranças de terreiros. |
Trabalhar na comissão organizadora da
I Oficina de Construção de Políticas Públicas para Povos
Tradicionais de Terreiros foi muito gratificante. Eu tenho que olhar
pra trás, e agora depois da oficina realizada e vendo tudo o que
fizemos, desde as reuniões durante a Conferência de Cultura em
Brasília, só posso dizer que estou muito contente com tudo.
Não posso esquecer de valorizar o
trabalho da equipe do ministério, principalmente a atenção
dispensada pela Jô Brandão, acho que muita coisa não aconteceria
se não fosse por ela estar lá dentro da Secretaria da Cidadania
Cultural, ela é de terreiro e entende o que a gente fala.
Realmente a Oficina não foi o que eu
pensava quando começamos a negociar essa reunião no ano passado, muita coisa
que queríamos era impossível de fazer na estrutura do MinC, e
reclamações sempre vão ter, reclamar faz parte do nosso papel de
lideranças da sociedade civil. Mas não é por que nós reconhecemos
que teve algumas falhas que nós não vamos reconhecer tudo o de bom
que a oficina proporcionou.
O Gilberto Gil e o Juca Ferreira foram
bons ministros, foram eles que começaram a olhar para a diversidade
cultural e a dar atenção para as culturas populares e para os povos
de terreiros, foi com o Sérgio Mamberti, o Gil e o Juca, mas foi com
a Ana de Holanda a primeira vez que uma ministra reuniu com a gente,
foi a primeira vez que uma ministra dançou com a gente e sorriu com
a gente. E quando ela chegou e se fez presente na oficina foi o auge
de tudo, o auge foi fazer com que o governo nos ouvisse – ela é a
porta-voz da presidenta -, e por isso eu acredito que ela vai ter um
olhar para as culturas populares e para as culturas de terreiros.
E no momento da fé, quando estávamos
pedindo aos nossos deuses pela saúde do Lula, pela nossa união e pela
nossa paz no Brasil, ela estava de mãos dadas com a gente. E a gente
viu que ela não prometeu, mas eu vi no olhar dela a cumplicidade de
quem quer fazer a diferença e trabalhar por todos nós.
Por isso eu
acredito que as políticas vão começar no ano que vem e que em 2012
a gente já tenha editais específicos e outras ações que venham a
valorizar as culturas dos terreiros.
É a nossa caminhada, é a nossa
conquista!
Belém/PA, 6 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
E as escolas, vão mesmo usar o mapa para nos conhecer?
Essa foi a pergunta que mais se fazia nos bastidores do pré-lançamento do Mapa da Cartografia Social dos Afro-religiosos de Belém, que aconteceu no dia 11 de dezembro no auditório do IPHAN em Belém.
Foi a pesquisadora Camila do Vale, professora da UFRRJ, quem apresentou o projeto que identificou mais de 3 mil terreiros nas cidades de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara e Santa Isabel. Ela falou do levantamento detalhado dos espaços sagrados - templos, casas, terreiros, tendas, searas, e outras denominações, além da identificaçnao dos locais de coleta de folhas nas matas e de compra de ervas, locais onde a realização de ritos religiosos são tensas e que identificou até as situações de conflitos e intolerância religiosa. Ela apresentou a “Cartografia Social dos Afro-religiosos em Belém do Pará, religiões afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade" como um documento que dá visibilidade às comunidades tradicionais de terreiros das nações presentes na capital paraense, e que poderá ser uma referência para a construção de políticas públicas específicas para a afirmação dos povos tradicionais de terreiros.
O auditório estava lotado de Lideranças de Terreiros, que contrariaram a expectativa pessimista que considerava que seria difícil reunir um grupo representativo num domingo de plebiscito no Estado do Pará. Pois o que aconteceu foi exatamente o contrário da previsão pessimista, e o que vimos foi a presença maciça de Mães, Pais, filhos, simpatizantes e pesquisadores prestigiando o Pré-lançamento do Mapa dos Terreiros da zona metropolitana de Belém.
A previsão é que o livro e o Mapa sejam lançados no dia 18 de março –
dia dedicado às religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará -, pois é o
dia que se celebra a memória da luta de Mãe Doca pela realização dos
rituais de Tambor de Mina em Belém no século passado. Camila ainda disse
que pesquisa aquilo que ela não sabe, e que se soubesse não precisaria
pesquisar, e com essa reflexão salientou a participação de lideranças de
cada uma das nações representadas no mapa: Angola, Jeje Savalu, Ketu,
Mina Jeje Nagô, Umbanda e Pajelança, atribuindo à essas lideranças o
papel fundamental de decisão sobre as informações reunidas e os
resultados da pesquisa.
Mametu Nangetu foi a primeira das lideranças de terreiros que coordenou a pesquisa a falar, e disse que o trabalho com a Nação Angola foi gratificante porque lhe deu a oportunidade de visitar os terreiros e conhecer mais profundamente as condições de vida de seu povo. Lembrou a distinção com que foi recebida em cada casa de culto e reafirmou a importância de sabermos quem nós somos e onde estamos, e terminou fazendo referência à necessidade de afirmação da identidade afro-religiosa para a visibilidade dos terreiros e para o combate à intolerância religiosa.
Mãe Nalva d'Oxum, Mãe Vanda de Rompe Mato e Babá Tayando deram seqüência aos discursos das lideranças de terreiros coordenadores da pesquisa, reafirmando a importância dos resultados do projeto para a difusão de conhecimento sobre as práticas religiosas de matrizes africanas na Amazônia.
O evento também abrigou o lançamento do livro "Interdisciplinando a Cultura na Escola com o Jongo", de autoria de Lúcio Sanfilippo, que trouxe uma outra experiência de pesquisa do patrimônio imaterial afro-brasileiro e sua aplicação prática nas escolas, em sintonia com a Lei 10.639/2003.
E com a divulgação do trabalho sobre o jongo e sua utilização nas escolas, soou o eco da pergunta que circulava silenciosa entre os presentes: os professores das escolas vão mesmo utilizar os documentos da religiosidade afro-amazônicas para difundir o conhecimento sobre os povos de terreiros, ou o preconceito e a intolerância religiosa ainda vai tentar confinar este mapa em prateleiras e arquivos escondidos nos fundos das bibliotecas....
E se o preconceito existe pelo desconhecimento, quanto mais publicações e acesso à elas, melhor! E em breve poderemos ver esses documentos também disponíveis para download na internet.
Texto e fotos de Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar - Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Convite Kizoomba riá N´Zumbarandá.
Mansu Nangetu
Mansubando Kekê Neta
Convite
Convidamos você e sua família para participar do Xirê rià Angola “Kizoomba riá N´Zumbarandá” (Festa de N´Zumbarandá), na ocasião será apresentado o novo Taata do Mansu Nangetu, filho de Lembá (Carlos Felipe); Nguecè Kamuxi Muvu ni Muzenza Sitalum´banda (obrigação de 1 ano da Muzenza Sitalum´banda (Kate Wasques) e a entrega do Kinjingu ao Tat´etu Diangamuxí (Esmael Tavares).
Dia: 17 de dezembro de 2011 (Sábado)
Hora: 19h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
(Travessa Pirajá, 1194, Bairro do Marco - Belém-PA)
Ps.: Em respeito ao Nkinse Lembá, solicita-se o uso de trajes da cor branca.
Agradecemos sua presença!
Mam´etu Nangetu uá N´Zaambi
Mansubando Kekê Neta
Convite
Convidamos você e sua família para participar do Xirê rià Angola “Kizoomba riá N´Zumbarandá” (Festa de N´Zumbarandá), na ocasião será apresentado o novo Taata do Mansu Nangetu, filho de Lembá (Carlos Felipe); Nguecè Kamuxi Muvu ni Muzenza Sitalum´banda (obrigação de 1 ano da Muzenza Sitalum´banda (Kate Wasques) e a entrega do Kinjingu ao Tat´etu Diangamuxí (Esmael Tavares).
Dia: 17 de dezembro de 2011 (Sábado)
Hora: 19h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
(Travessa Pirajá, 1194, Bairro do Marco - Belém-PA)
Ps.: Em respeito ao Nkinse Lembá, solicita-se o uso de trajes da cor branca.
Agradecemos sua presença!
Mam´etu Nangetu uá N´Zaambi
O cinema e tudo mais o que a gente faz...
Renata Lira puxou o aparelho de celular do seu bolso e disse: “nós fizemos este filme com isto!” E assim começou a roda de conversa na sessão com os filmes feitos por povos tradicionais.
| Renata Lira, diretora do Xandu, falando do filme. |
Ela falou da parceria com Táta Kinamboji e do Projeto Azuelar, lembrou da oficina ofertada dentro do terreiro em 2009 e dos conceitos de “tecnologia do possível”, e disse que o mais importante nesse processo de construção do 'Xandu' foi a compreensão que ela pode se utilizar da linguagem do cinema com os recursos técnicos disponíveis, inclusive com o seu celular.
| O filme 'Xandu', |
Mametu Nangetu parabenizou a realização do filme e louvou os frutos vindos da parceria do Insituto Nangetu com a Irmandade dos Rosário, falou da importância desse filme para as futuras gerações e para os jovens urbanos que parecem ter perdido o interesse pelo aprendizado dos conhecimentos dos povos da floresta, conhecimento que é a característica da identidade amazônida. Renata ainda acrescentou que teve a mesma sensação quando viu o filme pronto, disse que ela mesma aprendeu muito com o convívio com a 'Prima Xandu' e com o processo da extração do óleo da andiroba.
A cosmologia afro-brasileira veio à tona quando Táta Dianvula estabeleceu pontos de convergências entre o “Xandu” e o “A boca do mundo”, falou que mesmo que os filmes tenham sido feitos em cidades, assuntos e univeros distintos, eles trazem semelhanças muito fortes nos modos de vida e nas relações que as personagens estabelecem com as coisas do mundo, e concluiu que a proximidade pode estar relacionada à ancestralidade comum aos realizadores dos dois filmes.
| Cenas de 'A boca do mundo' |
Aí a conversa caminhou para as situações apresentadas no “A boca do mundo” e a identificasção de Exu com a rua e com o comércio.
A sessão especial do cineclube desta segunda-feira, 5 de dezembro, foi mais que uma sessão de cinema, foi uma celebração às ações e conquistas da comunidade do Mansu Nangetu.
| Canas do filme 'A boca do mundo' |
A sessão marcou o encerramento das atividades cineclubistas neste ano de 2011, e um pouco antes de seu início foi feita uma avaliação da atuação do Instituto Nangetu para a defesa da cidadania e direitos humanos, para a igualdade racial, para a saúde e para a cultura de terreiros.
A apresentação deu destaque para a projeção das fotos da participação de Mametu Nangetu e Táta Kinamboji na I Oficina Nacional de Construção de Políticas Públicas para Povos de Terreiros, que aconteceu em São Luís do Maranhão de 27 a 30 de novembro, e durante a projeção também era informado a percepção dos dois sobre os acontecimentos durante o evento promovido pelo Ministério da Cultura.
| Fotos das ações recentes foram projetadas e comentadas. |
Antes dos filmes programados para a sessão, foram exibidos os depoimentos do cineasta Joel Zito de Araújo e de lideranças de terreiros sobre a importância do cinema negro e do cineclubismo no Brasil, depoimentos recolhidos em São Luís com discursos que também apontam para a potência dos cineclubes nos terreiros, e foram palavras de incentivo muito bem recebidas pela comunidade do Mansu, palavras que alimentaram a auto-estima da equipe do cineclube.
| Joel Zito de Araújo fala dos cineclubes nos terreiros. |
A conclusão de toda a conversa é que estamos no caminho certo e que temos que fazer cada vez mais disso mesmo que temos feito, mostrar para o mundo aquilo que se pode mostrar dos nossos costumes e modos de vida.
Comunidade recebe cestas de alimentos.
Mais uma vez Mametu Nangetu reuniu a comunidade afro-religiosa para mais
uma etapa da distribuição das cestas de alimentos recém chegadas ao
Mansu.
A distribuição de cestas faz parte do Programa Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e atende as comunidades de terreiros através da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais.
O INTECAB-PA é o responsável pela organização da distribuição dos alimentos pelas diversas comunidades tradicionais de terreiros, que ao fim fazem com que os alimentos cheguem ao seus destinatários em todo o Estado do Pará.
O projeto social que o Mansu Nangetu desenvolve atende famílias da comunidade do terreiro que estão em situação de vulnerabilidade social.
A distribuição de cestas faz parte do Programa Fome Zero, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e atende as comunidades de terreiros através da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e da Subsecretaria de Políticas para Comunidades Tradicionais.
O INTECAB-PA é o responsável pela organização da distribuição dos alimentos pelas diversas comunidades tradicionais de terreiros, que ao fim fazem com que os alimentos cheguem ao seus destinatários em todo o Estado do Pará.
O projeto social que o Mansu Nangetu desenvolve atende famílias da comunidade do terreiro que estão em situação de vulnerabilidade social.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Avaliação da I Oficina Nacional de Construção de Políticas Públicas para Povos Tradicionais de Terreiros em São Luís/MA.
Mesmo que o processo de seleção de participantes desta I Oficina Nacional de Construção de Políticas Públicas para Povos Tradicionais de Terreiros em São Luís/MA não tenha primado pela escolha de delegados em plenárias estaduais, o rigor de uma ética muito pessoal me faz documentar minha avaliação de participação no evento como uma espécie de prestação de contas para àqueles que esperam resultados práticos dessas instâncias de diálogo com a gestão da cultura na esfera federal.
Memória
das lutas.
Tudo
permanecerá
Do
jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo
e espaço navegando
Todos
os sentidos...
(Tempo
Rei, Gilberto Gil)
Primeiro vale lembrar que
esta oficina é a conclusão de um processo iniciado na II
Conferência Nacional de Cultura – II CNC, que aconteceu em
Brasília em março de 2010, e que ela aconteceu 20 meses (quase dois
anos) depois do MinC acordar este evento com as lideranças de
terreiros que estavam presentes naquela conferência.
E com esta constatação,
a primeira pergunta que me faço, e que apenas os gestores do
ministério podem responder, é: por quê de tanta demora para
realizar este evento e dialogar com os povos de terreiro?
| Primeiros contatos com os participantes no Praia Mar Hotel. |
A segunda pergunta
pertinente é sobre a escolha do processo de inscrição e seleção
de participantes, que considero excludente e elitista. Poucos foram
os que tiveram acesso à informação da realização do evento –
foi divulgado apenas na internet - e poucos foram os que conseguiram
chegar até a fase de seleção e que tiveram suas propostas de
inscrição no evento avaliadas pela comissão.
Mas a resposta para esta
pergunta eu ouvi de representantes do MinC durante a explicação da
metodologia da Oficina, e a mensagem do ministério foi algo como: “é
importante que as lideranças das dos Terreiros aprendam a apresentar
propostas para o MinC, e para isso tem que entender o funcionamento e
ter intimidade com o sistema disponível na internet”.
Ora, se começarmos
falando da política de segregação (racial, social, cultural e
religiosa), que é o marco de cinco séculos da história brasileira,
e que essa segregação confinou os povos de terreiros nas periferias
econômicas, na invisibilidade socio-cultural e, dentre milhares de
outras coisas, na exclusão digital, como é que de uma hora para
outra e sem nenhuma ação de (p)reparação e capacitação, o
governo, através do ministério da cultura, se acha no direito de
exigir (como critério de seleção) o aprendizado do funcionamento
de um sistema do qual o próprio ministério tem a ciência que se
trata de uma parcela da população brasileira que foi excluída
desse aprendizado? E para utilizar a alegoria cristã para a
transferência de responsabilidade por parte das autoridades, eu
pergunto de novo: o MinC, como Pilatos, lavou as mãos em relação à
exclusão digital dos Povos de Terreiro?
Em outras palavras a
minha avaliação é que essa escolha do MinC pode resultar em outra
segregação ainda pior.... E se a minha hipótese estiver correta, o
que vai acontecer é que próximo ao ministério ficará a minoria de
lideranças e membros de terreiros que tem facilidade de acesso à
serviços públicos ou que podem pagar por serviços privados –
inclusive de acesso à internet, ou de profissionais que façam por
elas os procedimentos necessários -, enquanto a maioria dos
terreiros e do nosso povo vai permanecer no contexto da exclusão
cultural. E saibam que eu desejo muito ter formulado uma hipótese
errada, espero estar equivocado, porém, considerando a possibilidade
d'eu estar certo, é preciso perguntar também para as lideranças de
terreiros (a sociedade civil): nós queremos essa separação?
| Orientações sobre o credenciamento |
Tempo é
rei de Angola!
Não
se iludam
Não
me iludo
Tudo
agora mesmo
Pode
estar por um segundo.
(Tempo
rei, Gilberto Gil)
É preciso registrar o
exemplo positivo de acolhimento que tivemos por parte da equipe de
produção do Maranhão, composta em sua maioria por membros de
terreiros que conheciam a linguagem e as necessidades dos
participantes do evento. Foram raros os casos que algum problema
ficou sem solução.
Foi muito bom reencontrar
(e conhecer outros) parceiros e parceiras de tantas lutas por
conquistas de cidadania e manutenção das tradições, eventos como este deveriam ser mais
freqüentes e precisamos de meios de tornar esses encontros
regulares.
| Visita à Casa das Minas. |
Talvez o mais importante
de todo o evento tenha sido o seu ineditismo... “Pela primeira
vez na história deste país” vimos
um ministério reunir lideranças da diversidade de povos de
terreiros para discutir políticas públicas específicas e
afirmativas, e isso é mais do que um detalhe, isso é um fato
histórico! E proponho a todos que cantem e dancem esta nossa conquista como
cantamos e dançamos as conquistas dos nossos ancestrais divinos.
| Início do cortejo cultural pelo centro histórico de São Luís. |
Porém...
Ensinai-me
Oh
Pai!
O
que eu, ainda não sei
(Tempo
Rei, Gilberto Gil)
Minha preocupação foi
com a metodologia aplicada aos trabalhos do evento, pois o que
realmente eu esperava era uma espécie de 'mesa de negociação' com
o MinC – esperava algo objetivo, como a apresentação de uma
proposta por parte da gestão que nos dissesse: o que nós temos é
isso, e queremos discutir com vocês o 'como' e o 'onde' aplicar este
'isso' que nós temos à oferecer. Mas o que eu vi foi um formato
de conferência em que a sociedade indicava diretrizes genéricas
para os temas pré-estabelecidos.
| Celebração dos participantes durante a divisão de grupos de trabalho. |
Sem garantias de execução do que
foi proposto por nós, essas diretrizes seguiram para subsidiar os
gestores e os técnicos do ministério para a formulação de ações
concretas.
N'Aruanda
só se pisa devagar...
Tempo
Rei!
Oh
Tempo Rei!
Oh
Tempo Rei!
Transformai
As
velhas formas do viver
(Tempo
Rei, Gilberto Gil)
Nós entramos na oficina
com a esperança de durante esses quatro dias podermos elaborar
políticas públicas culturais que atendam as necessidades dos povos
de terreiros para serem aplicadas a partir de 2012, e como a
metodologia não foi um acordo de ações práticas, o resultado é
que nós saímos da oficina com uma outra esperança: a esperança de
que os técnicos e gestores do ministério entendam as falas das
lideranças de terreiros para que finalmente os impostos que nós
pagamos possam retornar em investimentos públicos para as nossas
práticas culturais.
Água
mole
Pedra
dura
Tanto
bate
Que
não restará
Nem
pensamento...
(Tempo
rei, Gilberto Gil)
Mas esse é o jogo político, e nós estamos disputando o campeonato...
| Conclusão dos trabalhos do GT Cultura e comunicação. |
Segue o documento do
Grupo de Trabalho que discutiu 'Cultura e comunicação', que foi o
grupo do qual participei. A formulação da proposta que foi
resultado deste GT reflete a discussão que aconteceu durante as
reuniões do grupo, porém eu sinto a necessidade de registrar que a
falta de um assunto que foi extremamente debatido e pouco
referenciado na proposta: a questão das concessões públicas de
canais de rádio e televisão para grupos que promovem a intolerância
religiosa.
Também quero registrar
que defendi a política de cotas, e que me baseei nos dados do
recente mapeamento de terreiros de Belém, Recife e Belo Horizonte
para chegar a estimativa de que somos 10% da população, e que
portanto considero justo destinar 10% de toda a política pública
cultural brasileria para o protagonismo de povos tradicionais de
terreiros.
Belém/PA, dezembro de
2012.
Táta Kinamboji uá
Nzambi/ Arthur Leandro.
FORMULÁRIO
PARA AS PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS
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EIXO Comunicação e Cultura
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( ) PRIORITÁRIA
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PROPOSTA |
Qual a proposta?
Criação de
editais que contemplem produção de conteúdo pelos povos de
comunidades tradicionais de terreiro. Destacando que,
concomitantemente a publicação dos editais, é fundamental que o
Minc, em parceria com outros órgãos, possibilite o mapeamento
geral das comunidades de terreiro espalhado por todo o país. A
partir dessa quantificação real, podemos assegurar que esses
editais serão compartilhados e socializados pela diversidade que
forma os povos de comunidades tradicionais de terreiro.
Indicar ao Minc
e à outros órgãos do governo que adotem cotas de 10% em todas
as suas ações e editais, para atender os povos de comunidades
tradicionais de terreiros. Inclusive, assegurar 10% no Fundo
Nacional de Cultura e proporcionalidade nos fundos de âmbito
estadual e municipal.
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JUSTIFICATIVA |
Por que a proposta é
importante?
Foi identificado
a ausência de produções que contemplem os povos de comunidades
tradicionais de terreiro nas mais diversas expressões midiáticas
e culturais. Ou ainda, quando acontece é de forma estereotipada,
reforçando aspectos negativos. Dessa forma, é fundamental que os
povos de comunidades tradicionais de terreiro expressem os seus
saberes e suas ações nos mesmos espaços que comumente são
degradados. Em especial, nas regiões que são identificadas como
de difícil acesso, destaque para o Norte, Centro Oeste e Nordeste
do país, que de acordo com o próprio Minc são os menos
contemplados na fomentação de políticas publicas, portanto é
importante a articulação do Minc junto ao Minicom para entrega
de antenas de GESAC para as comunidades de terreiro,
possibilitando que os conteúdos quando produzidos possam ser
socializados.
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OBJETIVOS |
Quais os impactos e
desdobramentos com a execução da proposta?
Produção
de conteúdos que reafirme a auto - estima dos seus adeptos,
promoção da igualdade, combate as mais diversas formas de
discriminação e reforço positivo da diversidade que permeia a
formação do povo brasileiro.
Fortalecimento
das ações dos mestres de saberes, destacando as lideranças dos
povos de comunidades tradicionais de terreiros, assegurando que
esses saberes possam adentrar os mais diversos espaços de
formação educacional e cultural, em especial as universidades.
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PÚBLICO |
Dentro da comunidade de
terreiro, qual o recorte de público específico ao qual a
proposta se destina? ( x ) Infância e juventude ( x ) Mulheres ( x) Mais velhos
( x ) Outros. Quais? Toda a sociedade precisa e
deve ter conhecimento à respeito da diversidade cultural e
religiosa do nosso país. È assegurado pela constituição os
mesmos direitos para todos os cidadãos brasileiros, sendo assim,
é importante que todos e todas tenham as mesmas condições de
acesso.
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ABRANGÊNCIA |
A execução da proposta
tem alcance municipal, estadual ou nacional? Nacional, mas queremos que os órgãos competentes nas esferas estadual e municipal possam também publicar editais com as mesmas características. |
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RESULTADOS
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Quais os resultados
esperados com a proposta?
Protagonismo dos
povos de comunidades tradicionais de terreiro nas produções de
conteúdos culturais. Além disso, uma participação democrática,
na qual todas as manifestações culturais tenham espaço para se
expressarem.
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METAS
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É possível quantificar
os desdobramentos?
Não é possível
quantificar essas propostas. Mas uma ação de abrangência
nacional terá possibilidade de atingir os mais diversos povos que
permeiam as 27 unidades federativas. Os editais devem surgir com
campanhas a favor da autodenominação (afirmação) dos
integrantes das comunidades de terreiro.
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ESTRATÉGIAS DE AÇÃO |
Quais as etapas
necessárias para a realização da proposta?
(Sugira os mecanismos públicos para fomento da proposta)
Capacitação
das comunidades de povos tradicionais de terreiros para a
participação nos editais e ainda para a própria elaboração
dos conteúdos culturais, educacionais e midiáticos.
Elaboração,
publicação e lançamento de editais direcionados nas linguagens:
Audio visual, artes cênicas, música, artes visuais, fotografia,
doc, mini doc, literatura, cultural popular, humanidades,
produções acadêmicas, artesanato, memória oral, cultura
digital, arte digital, mídias sociais, mídias livres, culinária,
griots, indumentária, moda, estética.
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PARCEIROS |
Quais as parcerias
necessárias para a execução desta proposta?
Ministério da Cultura, Órgãos de âmbito
federal, estadual e municipal relacionados a Cultura, Prefeituras,
universidades, empresas privadas e públicas que tenham
responsabilidade social e que compreendam a importância de
preservar e fomentar a diversidade da formação cultural
brasileira.
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INDICADORES |
Quais os critérios para
acompanhamento e avaliação da proposta?
Os critérios
serão avaliados a partir da quantidade de editais publicados.
Além disso, é fundamental a participação no Colegiado Setorial
de Culturas Afros Brasileiras de integrantes das mais diversas
expressões dos povos de comunidades tradicionais de terreiro.
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COMPETÊNCIA |
A quem compete a execução
da proposta? ( x ) Prefeituras ( x ) Governos Estaduais ( x) Governo Federal |
Sessão especial no Cineclube: O Cinema dos Povos Tradicionais.
Mametu Nangetu investe no protagonismo dos Povos de Terreiros na produção de conteúdos culturais, e por esse motivo o Conselho Editorial do Cineclube resolveu promover uma sessão especial com filmes recentes produzidos pelos terreiros.
Como forma de incentivar a realização de filmes de terreiros nesta segunda-feira, 5 de dezembro, o Cineclube Nangetu faz uma sessão especial com filmes realizados sob a ótica dos Povos e das Comunidades Tradicionais. Serão dois filmes, o "Xandu", realizado pelo Instituto Nangetu em parceria com a Irmandade dos Rosário; e "A boca do mundo - Exu no candomblé", realizado pela Oka Produções.
Sessão especial: O Cinema dos Povos Tradicionais.
Segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 - 19h.
Cineclube Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.
fone: 91-32267599
Depois da exibição dos filmes haverá roda de conversa com Renata Lira, diretora do filme "Xandu".
Xandu, de Renata Lira e Arthur Leandro, 24min, Brasil/PA, 2011.
Sinopse: Cotidiano da Irmandade dos Rosário na transmissão de conhecimentos tradicionais da prima Xandu e no aprendizado da extração do óleo de andiroba. O filme é produzido com 'Tecnologia do possível', são mídias móveis de uso doméstico utilizadas na produção audiovisual comunitária. O filme faz parte das ações do Projeto Azuelar e documenta uma ação do Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual, realizado pelo Instituto Nangetu em parceria com a Irmandade dos Rosário.
A Boca do Mundo - Exu no Candomblé, de Eliane Coster. 25min, Brasil/RJ ,2011.Sessão especial: O Cinema dos Povos Tradicionais.
Segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 - 19h.
Cineclube Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.
fone: 91-32267599
Depois da exibição dos filmes haverá roda de conversa com Renata Lira, diretora do filme "Xandu".
![]() |
| "Xandu", de Renata Lira e Arthur Leandro. |
Xandu, de Renata Lira e Arthur Leandro, 24min, Brasil/PA, 2011.
Sinopse: Cotidiano da Irmandade dos Rosário na transmissão de conhecimentos tradicionais da prima Xandu e no aprendizado da extração do óleo de andiroba. O filme é produzido com 'Tecnologia do possível', são mídias móveis de uso doméstico utilizadas na produção audiovisual comunitária. O filme faz parte das ações do Projeto Azuelar e documenta uma ação do Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual, realizado pelo Instituto Nangetu em parceria com a Irmandade dos Rosário.
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| A boca do mundo - Exu no candomblé, de Eliane Coster |
Sinopse: O projeto propõe uma abordagem etnográfica e experimental sobre as múltiplas manifestações culturais de Exu, orixá/deus da religião afro-brasileira Candomblé. A realização do documentário subverte as formas tradicionais de realização documental e parte de oficinas de capacitação em audiovisual, com adeptos do Candomblé considerando a intimidade dessas pessoas com os aspectos relacionados a Exu, sejam eles materiais ou espirituais. Nesse sentido está a ideia de trazer membros da religião para a captação das imagens a fim de tornar a representação mais interessante e verdadeira. O documentário traz depoimentos de Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá do Rio de Janeiro, e outras pessoas que vivem o Candomblé.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Uma sessão à dois
Eu, Felype de Lemba e a Muzenza Sitalu M'banda gostamos do filme, achamosm excelente o conteúdo sobre o espaço do negro na mídia associado ao racismo e preconceito na televisão. Ficamos espantados em algumas partes, achamos que deveria ter mais pessoas para prestigiar esse filme muito bom.
Neste dia choveu muito, ficamos com nossas ruas alagadas. Pensei até em não passar o filme e suspender a sessão devido estar chovendo muito, mas não desisti, passei mesmo estando só duas pessoas presentes.
Num determinando momento, já havia iniciado o filme, chegou em nossa porta uma vizinha: a Katia Alves uma moça que sempre vem para as sessões, mas ela estava muito enxarcada e achou melhor voltar para para a casa dela para trocar de roupa para não pegar um resfriado.
Por fim, não tinha ninguém que tivesse um celular pelo qual fizessemos um registro de fotos, e o unico registro que temos é este relato textual.
Neste dia choveu muito, ficamos com nossas ruas alagadas. Pensei até em não passar o filme e suspender a sessão devido estar chovendo muito, mas não desisti, passei mesmo estando só duas pessoas presentes.
Num determinando momento, já havia iniciado o filme, chegou em nossa porta uma vizinha: a Katia Alves uma moça que sempre vem para as sessões, mas ela estava muito enxarcada e achou melhor voltar para para a casa dela para trocar de roupa para não pegar um resfriado.
Por fim, não tinha ninguém que tivesse um celular pelo qual fizessemos um registro de fotos, e o unico registro que temos é este relato textual.
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