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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Programação Cineclube no mês de agosto:dia 5 Bombadeira; dia 19 Amistad.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


A luta pela liberdade retratada em Amistad.

19 de agosto - Amistad, ficção/ drama de Steven Spielberg. EUA, 1998. Debate com Domingos Conceição. Sinopse: O filme relata a luta de um grupo de africanos escravizados em território norte americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação. A história é baseada em factos verídicos que ocorreram a bordo do navio La Amistad na Costa de Cuba, 1839. 53 negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, quando desordenadamente navegaram até a costa de Connecticut. Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação. Através desta trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para a exploração do trabalho na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.




5 de agosto - Bombadeira, documentário de Luis Carlos Alencar. Brasil, 2007 - 75min. Debate com Davi Miranda, Denilson de Oxalá e Aylla Wellch. Sinopse: Bombadeiras, assim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial,não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "fadas madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero. Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social. Ria, chore, compreenda, EMOCIONE-SE.

domingo, 29 de maio de 2016

Cursinho (R)existência inicia atividades no Mansu Nangetu.

O Instituto Nangetu firmou parceria com o Coletivo Cursinho (R)Existência, e desde  o início do mês de maio oferece as aulas colaborativas de cursinho pré-vestibular que investe em conteúdos do ENEN - Exame Nacional do Ensino Médio . O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior.
Estudantes, professores e colaboradores do (R)Existência iniciaram as atividades com rodas de conversa sobre respeito às diversidade de gênero e combate ao racismo e ao machismo.  

O cursinho (R)Existência, não é somente um cursinho popular preparatório para o ENEM, pois também trabalha a formação de cidadãos para o enfrentamento de todas as opressões. Tem como objetivos principais "preparar" estudantes para o vestibular e auxiliar no empoderamento de pessoas trans, negras, comunidades tradicionais de matriz africana e moradoras de periferia para a defesa dos direitos de cidadania e valorização dos direitos humanos.
“É, antes de tudo, uma iniciativa feminista negra e "trans-aliada". Aquelxs que compreendem essa luta e querem somar sejam muito bem-vindxs, aquelxs que querem compreender melhor, sejam bem-vindxs também, vamos ter formação continuada e nos desconstruir para construir um ensino - no espaço (R)Existência - e um movimento de resistência, nas universidades, revolucionários. Nosso compromisso é com "ensino-aprendizagem" e empoderamento”. Diz Lìvia Noronha, uma das coordenadoras do projeto.
Cursinho (R)Existência, as aulas são no Mansu Nangetu. 

As aulas acontecem em fins de semana no Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194, Marco. Belém/PA, a partir das 9h. Informações com Lívia Noronha 91-982871917 e Evileny Gonçalves 91-98320-5037.

domingo, 9 de novembro de 2014

Palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz" na EA-UFPA, antigo NPI.


Táta Kinamboji foi um dos palestrantes do Projeto "Ensino Religioso na Educação de Jovens e Adultos da EA-UFPA", coordenado por Devison Amorim do Nascimento, o evento aconteceu na quarta-feira 22 de outubro na Escola de Aplicação (antigo NPI) da UFPA.

Prof. Eduardo Wagner e Táta Kinamboji participaram do debate.

A palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz"" é fruto dos debates e ações de cidadania de povos de terreiros desenvolvidos pelo Instituto Nangetu, e levou informações sobre a caracterização de povos tradicionais, os valores civilizatórios africanos preservados no Brasil e estratégias da resistência negra na preservação das tradições de terreiros de matrizes africanas frente à política pública de cinco séculos de repressão estatal contra essas tradições.


A proposta também foi provocar o corpo docente e técnico-administrativo da escola para o desenvolvimento de ações pedagógicas de implantação da Lei 10.639/03, e ao final, uma animada roda de conversa concluiu que temos mesmo a necessidade de ações educativas para que a sociedade passe a respeitar a diversidade racial, étnica e também a diversidade religiosa para que tenhamos a promoção da cultura da paz.




quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mametu Nangetu repassa informes sobre o Comitê da Diversidade Religiosa.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), abriu a primeira reunião do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa, que ocorreu nos últimos dias 18 e 19 de março, em Brasília (DF). 
O comitê não é composto por representantes de religiões, e sim por estudiosos da religiosidade. “Não cabe ao Estado dizer qual religiosidade é oficial e qual não é”, explicou a ministra. Segundo ela, embora cada membro tenha sua religião, os critérios de participação no grupo não foi baseado na fé de cada um. O objetivo era agregar pessoas que tivessem capacidade de diálogo com diferentes crenças para estimular uma integração.

“Não há separação entre o conceito de Estado laico e o respeito à diversidade religiosa. Também peço do comitê uma palavra permanente contra a violência no sentido mais amplo”, disse a ministra ao abrir os trabalhos do colegiado. O secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Biel Rocha, ressaltou o processo de construção coletiva do comitê e que a “busca permanente e incansável pela paz” une todas as denominações religiosas.
O colegiado é composto por 20 representantes, sendo 10 suplentes e 10 titulares do governo e da sociedade civil, para um mandato de dois anos. Entre os titulares selecionados, está o professor Gilbraz Aragão, do Observatório das Religiões da UNICAP.

Instituído pela Portaria nº 92, de 24 de janeiro de 2013, o órgão tem como finalidade auxiliar a elaboração de políticas de afirmação do direito à liberdade religiosa, do respeito à diversidade religiosa e da opção de não ter religião, de forma a viabilizar a implementação das ações programáticas previstas no Plano Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3.

Assista ao relato de Mametu Nangetu neste vídeo:

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Manifestação política e cultural de combate ao racismo pelo viés da intolerância contra as tradições de terreiros de matriz africana.

Manifestação política e cultural de combate ao racismo pelo viés da intolerância contra as tradições de terreiros de matriz africana. 

O Instituto Nangetu faz parte do Coletivo Cabano Bolivariano de Solidariedade ao Povo venezuelano, que celebra as lutas sociais na América Latina nos dias cinco (05) de cada mês, e como é no mês de janeiro o dia nacional de combate à intolerância religiosa, a primeira celebração bolivariana de 2014 trará esse tema ao debate público, debate que será promovido com a parceria da Articulação Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA.
Por esse motivo neste primeiro domingo do ano, dia 5 de janeiro de 2014, acontece na Praça Barão do Rio Branco no bairro da Campina (em frente ao Consulado Geral da Venezuela e em frente à OAB-PA), uma manifestação cultural de combate à ao racismo religioso e em defesa das tradições de terreiros de matriz africana na Amazônia. Será montado um sistema de transmissão sonora e visual com base numa programação pautada em experimentações poéticas, troca de conteúdo, conhecimento livre e vivência, que inclui rodas de conversa e apresentação ao vivo de música tradicional de terreiros de matriz africana.




É racismo religioso! 

"O Brasil tem um histórico de negação das tradições não cristãs. Essa negação não é exatamente da religião, mas do valor de todas as tradições de matriz africana. Na verdade, para nós, é racismo", afirma Silvany Euclenio, secretária de Políticas das Comunidades Tradicionais da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
O mês de janeiro é mais um mês que, dentre outras lutas importantes, ficou marcado no Brasil pela luta contra o racismo religioso. 21 de janeiro é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que foi um reconhecimento do próprio Estado da existência do problema.
A intolerância religiosa é um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a crenças e práticas religiosas ou a quem não segue uma religião. É um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana. O agressor costuma usar palavras agressivas ao se referir ao grupo religioso atacado e aos elementos, deuses e hábitos da religião. Há casos em que o agressor desmoraliza símbolos religiosos, destruindo imagens, roupas e objetos ritualísticos. Em situações extremas, a intolerância religiosa pode incluir violência física e se tornar uma perseguição.
A data presta homenagem à Iyalorixá baiana Gildásia dos Santos, que faleceu nesse dia em 2000, vítima de infarto. Ela era hipertensa e teve um ataque cardíaco após ver sua imagem utilizada sem autorização, em uma matéria do jornal evangélico “Folha Universal”, edição 39, sob o título “Macumbeiros Charlatães lesam o bolso e a vida dos clientes”. O texto não era menos ofensivo e agredia as tradições de matriz africana, das quais Gildásia era representante.
A igreja foi condenada pela justiça brasileira a indenizar os herdeiros da sacerdotisa. A morte de Gildásia dos Santos e Santos não foi uma fatalidade nem tampouco é uma tragédia isolada; é um exemplo das brutalidades cometidas por racismo contra adeptos de religiões como umbanda e do candomblé.

Em defesa do Estado laico e da Cultura da Paz! 

Do dicionário, "laico" quer dizer: do Latim laicu/// adj., leigo; secular; não religioso./// Ou seja, um estado laico seria um estado totalmente desprovido de influência religiosa. Um Estado laico defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.

O Brasil é um estado laico? Podemos afirmar que as decisões do estado brasileiro não sofrem influências religiosas e que os brasileiros defendem a liberdade de crença? 

Em agosto de 2013 a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR iniciou o processo de seleção de representantes da sociedade civil para compor o Comitê Nacional de Diversidade Religiosa. Mametu Nangetu foi escolhida entre os dez (10) titulares da sociedade civil organizada para um mandato de dois anos junto à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, ela é a única representante de organizações sociais de toda a região norte do Brasil escolhida para essa função.
A Portaria nº 92/2013-SDH/PR, de 25 de janeiro de 2013, instituiu o Comitê Nacional da Diversidade Religiosa, que tem como finalidade auxiliar a elaboração de políticas de afirmação do direito à liberdade religiosa, do respeito à diversidade religiosa e da opção de não ter religião, promover o direito ao livre exercício das diversas práticas religiosas, disseminando uma cultura da paz, da justiça e do respeito às diferentes crenças e convicções, além de promover o debate entre grupos de pessoas de diversas crenças, buscando aproximá-los por intermédio do princípio do respeito mútuo.
É com essa perspectiva de promover a cultura da paz que promovemos esse manifesto.


Apoio: Coordenação estadual da ARATRAMA; rede [aparelho]-: ; Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá; Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FACS/ UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio); Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!

O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”

A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. 

Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.

A consciência negra foi o que motivou Mãe Doca a enfrentar os desmandos da polícia e o poder constituído em alicerces racistas e discriminatórios. E pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva  a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cineclube no combate ao racismo e intolerância religiosa.


O Cineclube Nangetu retoma suas atividades regulares iniciando 2013 com uma programação alusiva ao "Dia nacional de combate à intolerância religiosa" e apresentando dois filmes relacionados a essa temática.

21 de janeiro, Dia nacional de combate à intolerância religiosa!
No dia 21 de janeiro é comemorado o Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa. A data foi oficializada pela Lei nº 11.635, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 27 de dezembro de 2007.
A data marca, ainda, a morte de Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, ialorixá do terreiro Axé Abassá de Ogum. A líder religiosa morreu, em 21 de janeiro de 2000, numa situação de combate contra a intolerância religiosa, praticada por evangélicos em seu templo, localizado no Abaeté, em Itapuã, na Bahia.
Mãe Gilda morreu de infarto após ver sua foto publicada no jornal de uma igreja evangélica, acompanhada de texto depreciativo. Semanas antes, o terreiro de Mãe Gilda fora invadido por evangélicos. A Igreja Universal do Reino de Deus, responsável pela publicação da Folha Universal, foi condenada a indenizar a família da iyalorixá.

Programação do Cineclube

Dia 18 de janeiro, sexta-feira, 18:30.
"O jardim das folhas sagradas", de Pola Ribeiro. (Brasil, 2011)


Jardim das Folhas Sagradas é um longa de ficção construído a partir de Bonfim, um bancário bem sucedido, negro e bissexual, casado com uma mulher branca e de crença evangélica. Ele vive na Salvador contemporânea e recebe a incumbência de montar um terreiro de candomblé no espaço urbano. Para isto, enfrentará a especulação imobiliária numa cidade de crescimento vertiginoso, o preconceito racial e a intolerância religiosa. Este homem, embora questione a tradição da própria religião, tem a missão de montar um ambiente sagrado e de respeito à natureza, superando as contradições e conflitos trazidos pela modernidade.



Dia 19 de janeiro, sábado, 18:30.
"A Deusa Negra", de Ola Balogun (Nigéria/Brasil, 1978)

"A deusa negra" conta a história de um africano, Babatunde, que busca no Brasil seus parentes e revive, pelos caminhos mágicos do candomblé, o percurso de seu ancestral escravo, Oluyole.

O Cineclube Nangetu fica na Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua. Belém do Grão-Pará.
Fones: (91)32267599; (91) 88067351 (Mametu Nangetu).

domingo, 29 de julho de 2012

Cineclube Nangetu participou de sessão experimental com professores em Tucuruí.



Sessão lotada para ver cinema brasileiro em Tucuruí.
 A sessão foi uma experiência proposta pelo cineclubista Arthur Leandro (Táta Kinamboji) e aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maestro João Leite, em Tucurui. Arthur explicou que foi uma sessão experimental promovida pela turma de formação de professores em Artes Visuais do Pólo da UFPA em Tucuruí, em parceria com a Federação Paraense de Cineclubes/ PARACINE, com a diretoria norte do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros - CNC; com a rede [aparelho]-: e com o Cineclube Nangetu - que foi quem forneceu os filmes para a mostra.
"A onda - festa na pororoca" abriu a sessão com animação paraense.
Antes da sessão a comunidade universitária exibiu os vídeos de depoimentos de professores da UFPA sobre a GREVE nas IFES, e aproveitou a mobilização para o evento cultural para informar a população e buscar apoio para a luta do ANDES-SN por melhores condições de trabalho docente, carreira digna aos professores universitários e mais investimentos para as universidades na Amazônia.
A programação de filmes foi pensada por um conselho editorial formado por professores e cineclubistas, e contou com filmes destinados a 3 faixas etárias diferentes\; filmes para crianças até 10 anos, filmes para jovens até 17 anos e filmes para adultos. A linha editorial da mostra primou pela DIVERSIDADE, a diversidade cultural, social, racial e sexual, na tentativa de estabelecer debates sobre respeito e convivência humana respeitosa numa sociedade multicultural como a sociedade brasileira.
A professora Sheila Moura falou da proposta em nome dos organizadores.
A apresentação do evento coube ao prof. Jessé, coordenador do Programa de Formação de Professores no campus da UFPA em Tucuruí, que falou da proposta como um evento de extensão da UFPA que tem como objetivo mobilizar os professores da rede pública de ensino para a implantação de cineclubes nas escolas da região. A resposta para a proposta foi a presença de professores dos municípios de Tucuruí, Breu Branco, Novo Repartimento, Mocajuba, Baião e Altamira, todos interessados em desenvolver atividades em, suas escolas para que se tornem cineclubes e contribuam com a formação, produção e difusão do cinema brasileiro em cada um dos municípios ali presentes, aém da comunidade atendida pela escola Maestro João Leite que compareceu com mais de 100 pessoas que vieram participar da sessão.
"Gilda e Gilberto" provocou reflexões sobre afeto e amizade entre as diferenças.
"O moleque" trouxe debate sobre amizade e relações étnico-raciais no Brasil.
"Dona Carmela" despertou comentários sobre envelhecimento e respeito aos idosos.
"Ernesto no país do futebol" provocou o debate do esporte como fator de promoção da paz e convivência pacífica.

Os filmes exibidos foram: 1. O onda – festa na pororoca; 2.Minhocas; 3.O veado e a onça; 4.Calango; 5.Gilda e Gilberto; 6.Taina-Kan – a grande estrela 7.Dona Carmela; 8.O moleque; 9.São João do carneirinho; 10.Uma jangada chamada Bruna 11.Ernesto no país do futebol 12.Eu não quero voltar sozinho 13.Quanto vale ou é por quilo.
"Eu não quero voltar sozinho"

A sessão foi longa, afinal foram 3 sessões numa única noite, e apesar do cansaço também foi gratificante parta todos os que promoveram o evento, principalmente pelo interesse dos professores em montarem projetos cineclubistas e  o interesse de gestores municipais em financiar o cineclubismo para escolas públicas.

"Quanto vale ou é por quilo" colocou em debate racismo e relações de poder na sociedade brasileira.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Café com Direitos Humanos realiza programação especial pelos 35 anos da SDDH


Clique na imagem para ampliar
O Café com Direitos Humanos, cineclube da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), exibe pela primeira vez em Belém o documentário “Fragmentos de Mindelo”, na próxima sexta-feira (25). No sábado (26), o Café exibe mais uma vez o doc “Bombadeira”. Nas duas sessões, o cineasta Luís Carlos Alencar, diretor de Bombadeira e um dos cinco diretores de Fragmentos de Mindelo, participará dos debates. A programação é parte das atividades de 35 anos da SDDH, comemorados no próximo mês de agosto.

O documentário “Bombadeira”, gravado em Salvador (BA), retrata o universo das travestis que fazem aplicação de silicone clandestinamente em outras travestis para feminizar o corpo. O doc traz o debate sobre a questão da identidade de gênero. O outro documentário é o “Fragmentos de Mindelo”, que fala da vida na cidade de Mindelo, considerada capital cultural de Cabo Verde, um dos países africanos de língua portuguesa.

A programação é realizada pela SDDH, em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC), com a Federação Paraense de Cineclubes (Paracine) e com a Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém. A exibição é aberta a todos os públicos.
Serviço
Documentário: Fragmentos de Mindelo
Data: 25/05/2012 (Sexta-feira)
Hora: 18h30
Local: SDDH (Av. Gov. José Malcher, 1381. Entre 14 de Março e Generalíssimo - Nazaré)

Documentário: Bombadeira
Data: 26/05/2012 (Sábado)
Hora: 18h.
Local: Cineclube da Arcaxa (Terreiro do Pai Bassu. Psg. Bugarim, 50 - Guamá)

domingo, 18 de março de 2012

Uma caminhada para a memória de Mãe Doca e pela resistência da fé de matriz africana na Amazônia.

Povos de terreiros em caminhada pelo centro de Belém.
A caminhada saiu do Ver-o-rio, onde deveria existir o Memorial dos Povos Negros.


Os povos tradicionais de terreiros afro-amazônicos da zona metropolitana de Belém deram um exemplo de mobilização política para festejar o Dia (estadual e municipal) da Umbanda e das Religiões Afro-brasileiras de Belém e do Estado do Pará, e as várias comunidades sairam em caminhada pelas ruas do centro da capital paraense chamando a atenção da população para a necessidade eminente de defesa das garantias constitucionais de direito ao credo e à liberdade religiosa.
A concentração foi no espaço “Ver-o-rio”, no Umarizal, local onde deveria funcionar o Conselho Municiapal de Negras e Negros de Belém e o Memorial dos Povos Negros que prevê abrigar equipamentos culturais e espaços para práticas de reiligiões afro-amazônicas. 

Mametu Nangetu (ao lado da pastora Cibele Kuss) saudou todas as nações afro-amazônicas e a diversidade de crenças.
Ainda nos primeiros momentos, Mametu Nangetu fez questão de celebrar a presença de lideranças de terreiros das sete nações que formam a diversidade de religiões afro-amazônicas nesta capital, e foi seguida por membros de várias outras crenças que compõem o Comitê Inter-religioso do Estado do Pará que em várias falas ressaltaram a importância do respeito à diversidade religiosa e denunciaram grupos fundamentalistas que se infiltram nas equipes dos governos de representantes do povo em cargo eletivo com intenções escusas de promoção da intolerância usando a maquina estatal para a imposição de crenças, ou de ganhos pessoais em esquemas de corrupção na administração pública. 

Pai Fábio de Ogum, coordenador do INTECAB-PA.

Pai Fábio de Ogum, coordenador estadual do INTECAB-PA e um dos organizadores da caminhada, iniciou então o cortejo cultural que saiu do Ver-o-rio contornando a área portuária em direção à Praça da República, tudo com a animação ao som o Grupo Batuque e da bateira da Escola de Samba 'Xodó da Nega' sob a batuta de Táta Edson Santana, percussionista e sacerdote do Rundembo Axé ti Jaciluango.

Edson Santana no comando da bateria do "Xodó da Nega" (Foto de Daniela Cordovil)

Gruopo Batuque e Bateria da Escola de Samba "Xodó da Nega" estavam sob a batuta de Edson Santana.


Foi então que no meio da Av. Presidente Vargas o sociólogo Domingos Conceição falou do inicio da construção do Memorial dos Povos Negros, projeto apresentado pelo Movimento Social Negro à prefeitura de Belém durante a gestão do prefeito Edmilson Rodrigues, e de como esse projeto foi abortado pela atual gestão de Duciomar Costa. Em seguida as Professoras Eleonor Palhano e Taíssa Tavernard de Luca apresentaram as ações que beneficiam os Povos Tradicionais de Terreiros dentro da UFPA e da UEPA, em especial Taíssa ressaltou que a pesquisa na área de antropologia urbana nas duas universidades se consolidaram pela pesquisa com as questões do “Povo de Santo”.

Domingos Conceição, sociólogo e militante, falou do memorial dos Povos Negros. (Foto de Daniela Cordovil)


Taíssa Tavernard de Luca falou em nome do GERMA/UEPA (foto Daniela Cordovil)

Por fim, Araceli Lemos, que é ex-deputada e a autora do projeto que propôs instituir o 18 de março como o dia da Umbanda e das Religiões Afro-Brasileiras e que depois de aprovado se tornou a Lei Estadual nº 6.639 de 14 de abril de 2004, falou como enfrentou os grupos fundamentalistas dentro da Assembléia Legislativa do Estado do Pará e disse que o fundamental para a aprovação desta Lei foi a mobilização dos Povos Tradicionais de Terreiros que se mantiveram em manifestações públicas durante todo o período de debate a votação para a aprovação da Lei.

Babá Edson Catendê e Afoxé Ita Lemi Sinavuru finalizou o cortejo.

Sob o comando do Bablorixá Edson Catendê, foi o Afoxé Italemi Sinavuru (considerado a voz dos afro-religiosos no carnaval paraense) quem fez a festa na chegada na área da Praça da República, rememorando os sucessos que cantam a afro-religiosidade em sambas dos nove desfiles do 'Bloco Afro do Pará', e neste ato político em celebração à memória de Mãe Doca o Ita Lemi Sinavuru não foi diferente e deu voz aos grupos marginalizados pelo poder constituído, abrindo o microfone do carro som do afoxé para a manifestação dos discursos de todas as lideranças de terreiros presentes que quiseram se manifestar. Ele dizia “Olorum não se baseia em diferenças, Olorum empoderou todas as lideranças de terreiros independente de gênero, de raça, de títulos universitários ou de classe social, e é por isso que o microfone e o carro som do Afoxé Italemi Sinavuru estão abertos à todas as lideranças de terreiros – aqui é microfone aberto!”


E com o Ita Lemi Sinavuru a manifestação não teve hora pra acabar.

Mametu Muagile (Mãe Beth de Bamburucema) foi a primeira a fazer uso da palavra conquistada, sendo seguida pelas lideranças da diversidade afro-religiosa do Pará.... E com cantigas de terreiros e discursos políticos de afirmação de identidades plurais, a manifestação prosseguiu pela tarde adentro preenchendo a praça da República de religiosidades afro-amazônicas.
Foi assim que Mãe Doca se fez presente no coração de cada um de nós.



Texto e fotos de Táta Kinamboji para o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu – Ponto de Mídia Livre.

álbum com mais fotos pode ser visto no link https://picasaweb.google.com/106068480372572074361/CaminhadaPelaLiberdadeReligiossa2012

sábado, 3 de dezembro de 2011

Avaliação da I Oficina Nacional de Construção de Políticas Públicas para Povos Tradicionais de Terreiros em São Luís/MA.


Mesmo que o processo de seleção de participantes desta I Oficina Nacional de Construção de Políticas Públicas para Povos Tradicionais de Terreiros em São Luís/MA não tenha primado pela escolha de delegados em plenárias estaduais, o rigor de uma ética muito pessoal me faz documentar minha avaliação de participação no evento como uma espécie de prestação de contas para àqueles que esperam resultados práticos dessas instâncias de diálogo com a gestão da cultura na esfera federal.

Memória das lutas.

Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...
(Tempo Rei, Gilberto Gil)


Primeiro vale lembrar que esta oficina é a conclusão de um processo iniciado na II Conferência Nacional de Cultura – II CNC, que aconteceu em Brasília em março de 2010, e que ela aconteceu 20 meses (quase dois anos) depois do MinC acordar este evento com as lideranças de terreiros que estavam presentes naquela conferência.
E com esta constatação, a primeira pergunta que me faço, e que apenas os gestores do ministério podem responder, é: por quê de tanta demora para realizar este evento e dialogar com os povos de terreiro?
Primeiros contatos com os participantes no Praia Mar Hotel.

A segunda pergunta pertinente é sobre a escolha do processo de inscrição e seleção de participantes, que considero excludente e elitista. Poucos foram os que tiveram acesso à informação da realização do evento – foi divulgado apenas na internet - e poucos foram os que conseguiram chegar até a fase de seleção e que tiveram suas propostas de inscrição no evento avaliadas pela comissão.
Mas a resposta para esta pergunta eu ouvi de representantes do MinC durante a explicação da metodologia da Oficina, e a mensagem do ministério foi algo como: “é importante que as lideranças das dos Terreiros aprendam a apresentar propostas para o MinC, e para isso tem que entender o funcionamento e ter intimidade com o sistema disponível na internet”.
Ora, se começarmos falando da política de segregação (racial, social, cultural e religiosa), que é o marco de cinco séculos da história brasileira, e que essa segregação confinou os povos de terreiros nas periferias econômicas, na invisibilidade socio-cultural e, dentre milhares de outras coisas, na exclusão digital, como é que de uma hora para outra e sem nenhuma ação de (p)reparação e capacitação, o governo, através do ministério da cultura, se acha no direito de exigir (como critério de seleção) o aprendizado do funcionamento de um sistema do qual o próprio ministério tem a ciência que se trata de uma parcela da população brasileira que foi excluída desse aprendizado? E para utilizar a alegoria cristã para a transferência de responsabilidade por parte das autoridades, eu pergunto de novo: o MinC, como Pilatos, lavou as mãos em relação à exclusão digital dos Povos de Terreiro?
Em outras palavras a minha avaliação é que essa escolha do MinC pode resultar em outra segregação ainda pior.... E se a minha hipótese estiver correta, o que vai acontecer é que próximo ao ministério ficará a minoria de lideranças e membros de terreiros que tem facilidade de acesso à serviços públicos ou que podem pagar por serviços privados – inclusive de acesso à internet, ou de profissionais que façam por elas os procedimentos necessários -, enquanto a maioria dos terreiros e do nosso povo vai permanecer no contexto da exclusão cultural. E saibam que eu desejo muito ter formulado uma hipótese errada, espero estar equivocado, porém, considerando a possibilidade d'eu estar certo, é preciso perguntar também para as lideranças de terreiros (a sociedade civil): nós queremos essa separação?

Orientações sobre o credenciamento

Tempo é rei de Angola!


Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo.
(Tempo rei, Gilberto Gil)


É preciso registrar o exemplo positivo de acolhimento que tivemos por parte da equipe de produção do Maranhão, composta em sua maioria por membros de terreiros que conheciam a linguagem e as necessidades dos participantes do evento. Foram raros os casos que algum problema ficou sem solução.
Foi muito bom reencontrar (e conhecer outros) parceiros e parceiras de tantas lutas por conquistas de cidadania e manutenção das tradições, eventos como este deveriam ser mais freqüentes e precisamos de meios de tornar esses encontros regulares.
Visita à Casa das Minas.

Talvez o mais importante de todo o evento tenha sido o seu ineditismo... “Pela primeira vez na história deste país” vimos um ministério reunir lideranças da diversidade de povos de terreiros para discutir políticas públicas específicas e afirmativas, e isso é mais do que um detalhe, isso é um fato histórico! E proponho a todos que cantem e dancem esta nossa conquista como cantamos e dançamos as conquistas dos nossos ancestrais divinos. 
Início do cortejo cultural pelo centro histórico de São Luís.
 
Porém...

Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
(Tempo Rei, Gilberto Gil)

Minha preocupação foi com a metodologia aplicada aos trabalhos do evento, pois o que realmente eu esperava era uma espécie de 'mesa de negociação' com o MinC – esperava algo objetivo, como a apresentação de uma proposta por parte da gestão que nos dissesse: o que nós temos é isso, e queremos discutir com vocês o 'como' e o 'onde' aplicar este 'isso' que nós temos à oferecer. Mas o que eu vi foi um formato de conferência em que a sociedade indicava diretrizes genéricas para os temas pré-estabelecidos. 
Celebração dos participantes durante a divisão de grupos de trabalho.

Sem garantias de execução do que foi proposto por nós, essas diretrizes seguiram para subsidiar os gestores e os técnicos do ministério para a formulação de ações concretas.

N'Aruanda só se pisa devagar...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
(Tempo Rei, Gilberto Gil)

Nós entramos na oficina com a esperança de durante esses quatro dias podermos elaborar políticas públicas culturais que atendam as necessidades dos povos de terreiros para serem aplicadas a partir de 2012, e como a metodologia não foi um acordo de ações práticas, o resultado é que nós saímos da oficina com uma outra esperança: a esperança de que os técnicos e gestores do ministério entendam as falas das lideranças de terreiros para que finalmente os impostos que nós pagamos possam retornar em investimentos públicos para as nossas práticas culturais.

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...
(Tempo rei, Gilberto Gil)

Mas esse é o jogo político, e nós estamos disputando o campeonato...
Conclusão dos trabalhos do GT Cultura e comunicação.

Segue o documento do Grupo de Trabalho que discutiu 'Cultura e comunicação', que foi o grupo do qual participei. A formulação da proposta que foi resultado deste GT reflete a discussão que aconteceu durante as reuniões do grupo, porém eu sinto a necessidade de registrar que a falta de um assunto que foi extremamente debatido e pouco referenciado na proposta: a questão das concessões públicas de canais de rádio e televisão para grupos que promovem a intolerância religiosa.
Também quero registrar que defendi a política de cotas, e que me baseei nos dados do recente mapeamento de terreiros de Belém, Recife e Belo Horizonte para chegar a estimativa de que somos 10% da população, e que portanto considero justo destinar 10% de toda a política pública cultural brasileria para o protagonismo de povos tradicionais de terreiros.

Belém/PA, dezembro de 2012.

Táta Kinamboji uá Nzambi/ Arthur Leandro.



FORMULÁRIO PARA AS PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS

EIXO Comunicação e Cultura
( ) PRIORITÁRIA

PROPOSTA

Qual a proposta?

Criação de editais que contemplem produção de conteúdo pelos povos de comunidades tradicionais de terreiro. Destacando que, concomitantemente a publicação dos editais, é fundamental que o Minc, em parceria com outros órgãos, possibilite o mapeamento geral das comunidades de terreiro espalhado por todo o país. A partir dessa quantificação real, podemos assegurar que esses editais serão compartilhados e socializados pela diversidade que forma os povos de comunidades tradicionais de terreiro.
Indicar ao Minc e à outros órgãos do governo que adotem cotas de 10% em todas as suas ações e editais, para atender os povos de comunidades tradicionais de terreiros. Inclusive, assegurar 10% no Fundo Nacional de Cultura e proporcionalidade nos fundos de âmbito estadual e municipal.


JUSTIFICATIVA
Por que a proposta é importante?

Foi identificado a ausência de produções que contemplem os povos de comunidades tradicionais de terreiro nas mais diversas expressões midiáticas e culturais. Ou ainda, quando acontece é de forma estereotipada, reforçando aspectos negativos. Dessa forma, é fundamental que os povos de comunidades tradicionais de terreiro expressem os seus saberes e suas ações nos mesmos espaços que comumente são degradados. Em especial, nas regiões que são identificadas como de difícil acesso, destaque para o Norte, Centro Oeste e Nordeste do país, que de acordo com o próprio Minc são os menos contemplados na fomentação de políticas publicas, portanto é importante a articulação do Minc junto ao Minicom para entrega de antenas de GESAC para as comunidades de terreiro, possibilitando que os conteúdos quando produzidos possam ser socializados.







OBJETIVOS
Quais os impactos e desdobramentos com a execução da proposta?

Produção de conteúdos que reafirme a auto - estima dos seus adeptos, promoção da igualdade, combate as mais diversas formas de discriminação e reforço positivo da diversidade que permeia a formação do povo brasileiro.
Fortalecimento das ações dos mestres de saberes, destacando as lideranças dos povos de comunidades tradicionais de terreiros, assegurando que esses saberes possam adentrar os mais diversos espaços de formação educacional e cultural, em especial as universidades.






PÚBLICO
Dentro da comunidade de terreiro, qual o recorte de público específico ao qual a proposta se destina?
( x ) Infância e juventude
( x ) Mulheres
( x) Mais velhos
( x ) Outros. Quais? Toda a sociedade precisa e deve ter conhecimento à respeito da diversidade cultural e religiosa do nosso país. È assegurado pela constituição os mesmos direitos para todos os cidadãos brasileiros, sendo assim, é importante que todos e todas tenham as mesmas condições de acesso.



ABRANGÊNCIA
A execução da proposta tem alcance municipal, estadual ou nacional?

Nacional, mas queremos que os órgãos competentes nas esferas estadual e municipal possam também publicar editais com as mesmas características.

RESULTADOS
Quais os resultados esperados com a proposta?

Protagonismo dos povos de comunidades tradicionais de terreiro nas produções de conteúdos culturais. Além disso, uma participação democrática, na qual todas as manifestações culturais tenham espaço para se expressarem.







METAS
É possível quantificar os desdobramentos?


Não é possível quantificar essas propostas. Mas uma ação de abrangência nacional terá possibilidade de atingir os mais diversos povos que permeiam as 27 unidades federativas. Os editais devem surgir com campanhas a favor da autodenominação (afirmação) dos integrantes das comunidades de terreiro.



ESTRATÉGIAS DE AÇÃO
Quais as etapas necessárias para a realização da proposta?
(Sugira os mecanismos públicos para fomento da proposta)

Capacitação das comunidades de povos tradicionais de terreiros para a participação nos editais e ainda para a própria elaboração dos conteúdos culturais, educacionais e midiáticos.
Elaboração, publicação e lançamento de editais direcionados nas linguagens: Audio visual, artes cênicas, música, artes visuais, fotografia, doc, mini doc, literatura, cultural popular, humanidades, produções acadêmicas, artesanato, memória oral, cultura digital, arte digital, mídias sociais, mídias livres, culinária, griots, indumentária, moda, estética.












PARCEIROS
Quais as parcerias necessárias para a execução desta proposta?


Ministério da Cultura, Órgãos de âmbito federal, estadual e municipal relacionados a Cultura, Prefeituras, universidades, empresas privadas e públicas que tenham responsabilidade social e que compreendam a importância de preservar e fomentar a diversidade da formação cultural brasileira.



INDICADORES
Quais os critérios para acompanhamento e avaliação da proposta?

Os critérios serão avaliados a partir da quantidade de editais publicados. Além disso, é fundamental a participação no Colegiado Setorial de Culturas Afros Brasileiras de integrantes das mais diversas expressões dos povos de comunidades tradicionais de terreiro.





COMPETÊNCIA



A quem compete a execução da proposta?
( x ) Prefeituras
( x ) Governos Estaduais
( x) Governo Federal