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domingo, 10 de julho de 2016

Oficina de alguidás e outras vasilhas biodegradáveis.





Como parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu, realizou uma de Oficina Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis, com troca de saberes de manejo ambiental tradicional de matriz Bantu.

Cmeçou com uma explicação sobre as práticas tradicionais do Mansu Nangetu. falando que para os Bantu, cada um de nós é responsável por si, pela comunidade e pelo mundo em que vivemos, e que a responsabilidade pelos seus atos reflete na relação saudável dos humanos com o meio ambiente.

A urbanização de Belém despreza as áreas de mata e de beiras de igarapés, e esse entendimento equivocado faz com que pneus, plásticos e outros resíduos sejam despejados pela população nessas  áreas.

A preocupação e o cuidado é também com a saúde e o controle de doenças endêmicas, e que um  ambiente saudável contribui pra um povo saudável.

O Mansu Nangetu também se preocupa com a extração indiscriminada em minas de argila, e por isso, também começou a experimentar a construção de vasilhas biodegradáveis, promovendo a construção de recipientes com reciclagem de papelão e jornais, desde barquinhas de oferendas nas águas, até alguidás de papel e de folhas, que são usados em oferendas.

Registros: Weverton Ruan Rodrigues/ Projeto “Ngomba d’Aruanda – apoio ao projeto Azuelar, Ponto de mídia livre do Instituto Nangetu” - PROEX/ UFPA

sábado, 30 de abril de 2016

Alguidás de papel e de folhas, para oferendas.

Estudantes de escolas públicas também ouviram a experiência da comunidade.
Na quinta-feira, dia 28 de abril, como parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu, realizou uma de Oficina Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis, com troca de saberes de manejo ambiental tradicional de matriz Bantu.
A condução dos trabalhos foi de Táta Kinamboji, com o auxílio de Weverton Ruan e Samiliy Maria, e começou com uma explicação sobre as práticas tradicionais do Mansu Nangetu. KJinanboji falou que para os Bantu, cada um de nós é responsável por si, pela comunidade e pelo mundo em que vivemos, e que a responsabilidade pelos seus atos reflete na relação saudável dos humanos com o meio ambiente. Contou das ações da comunidade no manejo da mata da CEASA, dizendo que a comunidade te  a preocupação de periodicamente fazer a limpeza dos locais de culto, e que sistematicamente recolhe resíduos sólidos nessa área, como forma de promover o ambiente saudável.
Ele ressaltou que a urbanização de Belém despreza as áreas de mata e de beiras de igarapés, e esse entendimento equivocado faz com que pneus, plásticos e outros resíduos sejam despejados pela população nessas  áreas. Táta ainda ressaltou que a preocupação e o cuidado é também com a saúde e o controle de doenças endêmicas, e que um  ambiente saudável contribui pra um povo saudável.
O Mansu Nangetu também se preocupa com a extração indiscriminada em minas de argila, e por isso, também começou a experimentar a construção de vasilhas biodegradáveis, promovendo a construção de recipientes com reciclagem de papelão e jornais, desde barquinhas de oferendas nas águas, até alguidás de papel e de folhas, que são usados em oferendas, passando, então, para a construção dos objetos.








domingo, 24 de abril de 2016

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis

No salão de exposições, Mametu Nangetu expõe ALGUIDÁS, objetos construídos com reciclagem para uso ritualísticos. Ela ressalta a preocupação com a natureza e o meio ambiente nas tradições de matriz africana, e constrói sua poética com discurso de manejo ambiental tradicional, e como parte da programação da exposição Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu oferece uma oficina de troca de saberes com  a tecnologia de construção de alguidás e outras vasilhas de oferendas com material biodegradável.

Foto - ©LucivaldoSena / Projeto Gяiot Amazônida

A preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, e a comunidade do Mansu Nangetu tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, a limpeza de áreas de matas urbanas e a criação de ambiente de cultivo de ervas aromáticas e medicinais em hortas de quintais.
É essa experiência que a comunidade adquiriu através das ações do Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual que será compartilhada na oficina, com outras comunidades de terreiros tradicionais de matriz africana e com quem mais se interessar em trocar experiências poéticas e conhecimentos sobre o patrimônio ambiental afro-amazônico.


A exposição é uma realização do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB-UFPA) e do Grupo de Pesquisa Roda de Axé CNPq, e fica em cartaz até 29 de abril na Galeria Theodor Braga, no sub-solo do CENTUR, Av. Gentil Bittencourt 650, Nazaré, Belém - Pará, com visitação de segunda a sexta das 9h as 19h

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis
Instrutores – comunidade do Mansu Nangetu,
Quinta-feira, dia 28 de abril, a partir das 15h.
IV Exposição NÓS DE ARUANDA – ARTISTAS DE TERREIRO.
Galeria Theodoro Braga, a galeria fica no subsolo do CENTUR - Av. Gentil Bittencourt, nº 650, Nazaré - Belém – PA.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Museu Goeldi inaugura “Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos”

Projeto educativo vai mostrar a estudantes do ensino médio as relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. Saiba como participar
Agência Museu Goeldi – As árvores contam histórias, partes do nosso próprio passado que por vezes desconhecemos. O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) inaugura em abril a “Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos”, um roteiro ecológico pelo Parque Zoobotânico que contempla a cultura afro amazônica e suas relações com a natureza.
O projeto do Serviço de Educação (SEC) do Museu foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz africana em Belém (Candomblé, Umbanda e Mina são algumas delas). Mametu Nangetu, Baba Tayando, Mãe Nalva, Mãe Jakolocy, Mãe Vanda e Pai Alfredo são alguns dos pais e mães de santo convidados. Eles identificaram plantas do acervo do Parque com significado e importância cultural para as suas respectivas religiões; são essas plantas que fazem parte da trilha.
Todo o processo foi transformado em vídeos didáticos que serão disponibilizados para escolas da rede básica de ensino como ferramenta pedagógica. O material é recomendado para ser assistido por estudantes em sala de aula antes de uma visita ao Parque Zoobotânico.
A “Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos” faz parte do projeto de pesquisa da bolsista de Educação Tainah Jorge. Ela explica que a meta desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369.
A lei, promulgada em 2003, se refere à inclusão no currículo escolar do estudo da História da África e dos Africanos, da luta dos negros no Brasil, da cultura negra brasileira e do negro na formação da sociedade nacional. “A realização desse roteiro possibilita o acesso ao conteúdo afro brasileiro, criando um espaço de informação, educação e conscientização. Uma ferramenta de necessidade pública”, afirma.
Como participar – A primeira fase da “Trilha Afro Amazônicos e seus Símbolos” é o minicurso de formação sobre o projeto para professores de nível médio (1º a 3º ano) do ensino básico. Nele serão explicados os fundamento e os saberes ancestrais, bem como as plantas que fazem parte da trilha. O minicurso acontece no próximo dia 13 de abril (quarta-feira) de 9h às 11h30 e 14 de abril (quinta-feira), de 9h às 11h30 e de 14h às 16h30.
Os docentes interessados em participar do projeto devem se inscrever até esta sexta-feira (9) no Núcleo de Visitas Orientadas (NUVOP), localizado no Parque Zoobotânico (Av. Magalhães Barata, 376, bairro São Braz). Serão 30 vagas para professores no total. Para mais informações, ligue para o telefone (91) 3182-3249.
Texto: João Cunha, originalmente publicado no site do Museu Goeldi.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Afro Amazônicos e seus símbolos da educação no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi

Nesta sexta-feira, 20 de novembro, as 14:45, e em alusão ao dia da consciência negra, o Museu Paraense Emílio Goeldi lança a "Trilha Afro Amazônicos e seus símbolos da educação no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi".
Mametu Nangetu identificou os símbolos importantes para a matriz Bantu.

A trilha destaca os símbolos da ancestralidade africana no parque zoobotânico do Museu Emílio Goeldi, e os usos dos recursos naturais pelos detentores dos conhecimentos tradicionais de matriz africana, para serem utilizados em visitas orientadas com estudantes de escolas e outros grupos que queiram conhecer essas tradições.
Partindo da preocupação de dar uma alternativa para a sociedade paraense de cunho educativo, aliando o fundamento teórico institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi, a proposta foca na aplicabilidade da Lei 10,639/03, para a formação de professores e demais profissionais da área de educação a fim de que possam contemplar a cultura afro amazônica tanto em sala de aula, quanto em suas visitas orientadas no Parque Zoobotânico.
O princípio motivador é a pretensão de estimular várias formas de trabalhar a os conhecimentos tradicionais de matriz africana com ferramentas pedagógicas diversas, estabelecendo uma ponte de compreensão cultural entre grupos sociais presentes na Amazônia.

As trilhas foram construídas com o diálogo entre o serviço educativo do Museu, e Mametu Nangetu, Mãe Nalva de Oxum, Mãe Jokolocy, Babá Tayandõ, Pai Alfredo Benevides e Mãe Vanda de Ogum Rompe Mata, autoridades de comunidades de terreiros que representam as diversas matrizes africanas na Amazônia.
O projeto foi proposto e desenvolvido por Tainah Coutinho Jorge como contribuição e apoio do MPEG para a educação ambiental pelo viés étnico e racial, como preconiza a Lei 10,639/03, com orientação de Helena Alves Quadros e Ana Cláudia Silva.

fotos: Gilberto Mendonça

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

“Box da diversidade” leva experiência de educação ambiental do Mansu Nangetu para o Brasil inteiro.


O curta"O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" vai circular o Brasil inteiro em cineclubes e escolas, o filme educativo é uma produção coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar) em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.

Na noite do sábado, dia 3 de outubro, na fonte do Tereré, um quilombo urbano no município de Vera Cruz, que fica na Ilha de Itaparica, Bahia, aconteceu a “Roda de leituras transversais” para o lançamento dos filmes com as temáticas da ‘infância e juventude’ e  da ‘biodiversidade e meio ambiente’ que compõem o “Box da diversidade” – um projeto de caráter cultural e educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começa a ser distribuído ainda este ano.
A sessão de lançamento que contou com a exibição do filme aconteceu ao ar livre, com a comunidade do quilombo urbano, produtores audiovisuais e cineclubistas confortavelmente instalados no gramado da área de convivência da comunidade e em cadeiras espalhadas pelo ‘terreiro’ na fonte do Tereré e debate com Táta Kinamboji, Márcia Nascimento e Antonio Balbino.

Táta Kinamboji iniciou o debate falando sobre as diretrizes do Projeto Azuelar e do Cineclube Nangetu, contou a sucessão de acasos que estão nos primórdios da formação do cineclube e que a experiência cineclubista do Mansu se expandiu para uma rede de cineclubes de terreiros que primeiro ocupou a zona metropolitana de Belém do Pará, para depois se espalhar para vários terreiros da Amazônia brasileira. Kinamboji disse que o cineclube trabalha com o tripé de difusão, formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização das tradições de matriz africana na Amazônia, e que a comunidade produz vários documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’, ele diz que a proposta veio dos pesquisadores que queriam a produção de material didático para ser usado em sala de aula, e que não tinha um roteiro previamente elaborado, e que o filme é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Ele explicou que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, criticou os muros das propriedades privadas que dificultam o acesso aos bens naturais, e também criticou o modelo de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés em esgotos à céu aberto. Contou que a comunidade tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas que foi mostrada no filme.

Box da Diversidade (contendo 60 filmes) para a distribuição aos cineclubes, pontos de cultura, pontos de leitura, bibliotecas públicas e comunitárias e escolas públicas. O Box possui os seguintes eixos temáticos: sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações; diversidade regional; transversalidade geopolítica.

Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/ . Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu. Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu;  CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA

Belém/PA, 2012

Fotos: Diogo Gomes.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Territórialidades, feminismo e combate ao racismo religioso em intervenção midiática durante o ENGA.

A sétima edição do ENGA – Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia aconteceu entre os dias 28 de setembro a 01 de outubro de 2015. O evento se realizou em conjunto com o IX Congresso Brasileiro de Agroecologia, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém – PA.
Santana, expondo a resistência no quilombo do Abacatal. 


Povos e comunidades tradicionais foram convidados para as rodas de conversas, e para levar as questões dos povos tradicionais de matriz africana ao debate promovido pelos grupos de agroecologia, o Mansu Nangetu, em parceria com a Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana – REATA, e com a Associação Afro religiosa e Cultural Ilê Iyaba Omi – ACIYOMI; promoveu uma intervenção midiática unindo dois projetos de comunicação social comunitária e étnica: a rádio-janela Azuelar, do Instituto Nangetu, e a Rádio Portão da ACIYOMI.
Feminismo negro e as lutas dos povos tradicionais na Amazônia.

A intervenção foi a veiculação de um programa de rádio com uma hora de informação produzida pelos projetos dos terreiros, levando aos participantes do encontro depoimentos e entrevistas de autoridades de terreiros de matriz africana de várias regiões brasileiras com conteúdos relacionados aos temos das rodas de conversas que completavam a programação.
Na segunda-feira, dia 28 de setembro, o tema foi “Territórios e Territorialidade, não esbandalhe meu tapiri!”, e a necessidade de políticas públicas de preservação de igarapés e matas urbanas como garantia da continuidade das práticas tradicionais nas grandes cidades, além da crítica à propriedade privada no sistema capitalista, que impede o acesso ao patrimônio ambiental. Já na terça-feira, dia 29, o tema foi “Gênero e Feminismo: te orienta ‘macho’!”, debatendo o protagonismo afro-feminino nas lutas dos povos tradicionais na Amazônia. E finalmente, na quarta-feira, dia 30 de setembro, o avanço da política fundamentalista da bancada “BBB” (Boi, Bala e Bíblia) norteou a conversa sobre o tema “Intolerância Religiosa: tu é doido é?!”.
Combater o racismo religioso para a sobrevivência do pensamento afro-centrado.

Nos três dias de debates, os participantes das rodas de conversa evidenciaram o racismo institucional, aquele que é praticado por agentes do estado e que nega direitos de cidadãos aos povos e comunidades tradicionais, em especial na análise do comportamento da bancada BBB no congresso eleito em 2014, com o “b” de ‘boi’ que representa o agronegócio a avançar sobre terras quilombolas e indígenas para a criação de pastos e monoculturas agrícolas, a bancada do “b” da ‘bala’ a promover a indústria do medo que promove o genocídio da juventude negra nas cidades, e a bancada do “b” da ‘Bíblia’ a promover a demonização do sagrado de origem na África negra e, com esse procedimento, a promover o etnocidio pela negação e tentativa de apagamento da compreensão de mundo que gera o pensamento afro-centrado.
Apesar da análise de conjuntura resultar num quadro desolador, os debatedores afirmaram que os mais de quinhentos anos de resistência à violência colonizadora já demonstraram a capacidade de sobrevivência do povo negro na adversidade em que vivem no Brasil, e que apesar do ambiente hostil, nossas tradições não serão extintas.

Participaram das conversas: Mametu Nangetu e  Táta Kinamboji (Mansu Nangetu), Maria Malcher (CEDENPA e Comitê da Marcha de Mulheres Negras), Raimundo e Santana (Quilombo do Abacatal em Ananindeua), Isabel (Erveira do Ver-o-Peso), e representantes de comunidades ribeirinhas de Maracanã/PA. Edição do programa de Rádio: Vitor Gonçalves, Samily Maria Moreira da Silva e Silva e Sibely Nunes Nascimento.
Bolsistas de projetos de extensão da UFPA formaram a equipe técnica da intervenção midática. 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Magia de Jinsaba - sementes de aroeira.


O Instituto Bamburucema de Cultura Afro-brasileira/ IBAMCA (Rundembo Ngunzzo ti Bamburucena, de mametu Muagilê), presenteou o Projeto Magia de Jinsaba com um punhado de sementes de aroeira, e ainda em julho as futuras mudas estarão semeadas.
O Instituto Nangetu agradece a colaboração.

domingo, 21 de junho de 2015

Magia de Jinsaba, distribuição de mudas.

Foi em maio que Mametu Nangetu entregou uma muda de ginja (pitanga) para o Ilê Iyaba Omi, de Mãe Nalva de Oxum e Mãe Simone de Oyá. A proposta do projeto ambiental também prevê a troca de mudas de plantas de uso ritual, medicinal e aromáticas entre terreiros e comunidades de matriz africana.

Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual (início em 2008) . Objetivos: Criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso liturgico no quintal do Mansu Nangetu; Incentivar cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico afro-religioso em pequenas áreas de quintais e em hortas comunitárias da zona metropolitana de Belém; Contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

A mata é lugar sagrado, leve seu lixo pra coleta de resíduos sólidos!

No sábado, dia 11 de abril, a comunidade do Mansu Nangetu realizou mais uma ação de preservação do meio ambiente do Projeto "Magia de Jinsaba", uma ação de coleta de resíduos sólidos na mata da CEASA. Foram 10 membros da comunidade que passaram cerca de 3 horas da manhã do sábado enterrando detritos orgânicos e recolhendo plástico, pneus e outros detritos de matriais industrializados abandonados na mata.

Três horas de trabalho, 100 metros quadrados e  mais de 50 kg de lixo retirados da floresta, desses, a comunidade só conseguiu transportar três sacas de resíduos para depositar em coletores do lixo urbano ou levar para a reciclagem. A constatação de que a comunidade sozinha não consegue desenvolver uma ação mais consistente, novamente desencadeou uma roda de conversa sobre a necessidade de política pública de preservação das matas e dos igarapés urbanos.


Mametu Nangetu ressaltou que as matas são moradas de encantarias e de Nkisis, e que cabe a aos povos tradicionais a preservação e o cuidado com toda a natureza que nos garante a vida, que nos garante a continuidade das tradições afro-brasileiras, mas que é dever do poder público dar o suporte para que esses lugares sejam preservados. Para ela, cabe a prefeitura fazer campanha educativa que oriente a população a levar seu lixo para os coletores, pois "até pneus, e não foi só um ou dois não, mas foram mais de dez pneus que achamos na mata -  e nem andamos tanto - e esses motoristas, esses donos de carro, devem ter um outro lugar pra jogar pneu velho, né?". Mametu concluiu dizendo que espera conseguir apoio da prefeitura para disponibilizar um caminhão que recolha da beira da estrada da CEASA os detritos que forem retirados na próxima ação do projeto.







terça-feira, 9 de setembro de 2014

Magia de Jinsaba - limpeza de áreas de matas e igarapés do Curió-Utinga.

Nossas tradições primam pela preservação da natureza, e o Projeto Magia de Jinsaba também se preocupa com o abandono de garrafas e alguidás e outras vasilhas usadas nas oferendas em matas e igarapés.
A comunidade do Mansu Nangetu, em parceria com a Irmandade dos Rosário, faz constantes mutirões de limpeza das florestas urbanas e beiras de igarapés, e reaproveita o material coletado como vasos de plantas e em trabalhos de arte e artesanato, ou fornecendo garrafas para as cooperativas de reciclagem.




  


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Seminário ÀDÁNIDÁ do GEP Roda de Axé/CNPq-UFPA em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.

O seminário inicia na manhã de sexta-feira, dia 20 de setembro, as 9h no auditório do Instituto de Letras e Comunicação da UFPA, e continua no sábado no Mansu Nangetu, com Oficina com Aberbal Ashogun Moreira no Instutito Nangetu como parte integrante do Seminário ÀDÁNIDÁ do GEP Roda de Axé/CNPq-UFPA em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.

 Título: Ecologia e cultura para cidadania dos povos tradicionais de matriz africana e políticas culturais para povos tradicionais de matriz africana/eixo cultura e educação

Data: 21 setembro 2013
Horario: a partir 9:30
Local: Instituto Nangetu Travessa Pirajá, 1194
Bairro Marco, Belem, 91-32267599



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tradições que preservam o meio ambiente - consciência ambiental afro-brasileira.

Foi uma roda de conversa de troca de experiências ambientais com Aderbal Moreira.

Aderbal falou do "Oku Abo, Espaços Sagrados" e explicou que é um Programa de educação ambiental, que foi elaborado especificamente para atender as demandas das comunidades de terreiros e as unidades de conservação da natureza de proteção integral que pretende contribuir para minimizar os conflitos existentes entre a necessidade de conservação dos recursos hídricos (especialmente rios, cachoeiras e matas do entorno) e a livre expressão religiosa garantida pela Constituição Federal.

O que foi proposto foi a participação de ações de preservação e consciência ambiental à partir das tradições afro-brasileiras, Aderbal explica que "As comunidades de Terreiros demonstram alto potencial para o engajamento em ações de proteção ao meio ambiente, pois são devotos da Natureza. "Omi Cosi, Ewe Cosi, Orixá Cosi"(Sem Água, Sem Folha, Sem Orixá), ditado popular yorubá que ratifica a consciência ecológica das religiões de matriz Africana".

A consciência ecológica do povo de Santo já existe, os Orixás e Encantados são elementos e fenômenos da natureza, pois nela habitam as suas divindades,. Apesar desta importância fundamental tem havido um distanciamento do princípio religioso básico de respeito à natureza. Embora um grande número de religiões, entre elas o xamanismo, esotéricos, cultos ciganos, evangélicos católicos e outras vertentes, utilizem amplamente espaços naturais em cerimônias e rituais, a prática religiosa afro-brasileira é freqüentemente associada à poluição do meio ambiente. As oferendas podem poluir as águas de rios e cachoeiras, e as matas ao redor, com materiais não degradáveis, contribuindo para ocorrência de incêndios e causando forte impacto negativo aos visitantes. Tal destruição não é, no entanto, parte integral do Candomblé, da Umbanda e outras religiões da natureza, ela, na verdade, resulta da falta de conhecimentos de questões ligadas aos saberes tradicionais destas religiões e à preservação da natureza. É a falta de acesso aos processos educativos e de gestão ambiental que produz esta situação e não a religião. A atuação em rede tem a potência de valorizar as tradições e contribuir para a consciência ambiental na população e melhorar a imagem pública dos terreiros. "

domingo, 6 de janeiro de 2013

Denúncia - Mata e igarapé da CEASA estão virando lixão.

A mata e o igarapé nas margens da estrada que leva à CEASA de Belém estão sendo transformados num lixão a céu aberto, o lugar é utilizado tradicionalmente por povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas e a preservação da naureza faz parte desse uso tradicional.
A mata da CEASA fica nos arredores, e é uma das entradas para o Parque Ambuental do Utinga, mas mesmo assim a cada dia que passa estamos vendo aumentar o volume de lixo despejado nas margens da estrada, e isso, aliado ao descaso da gestão pública do município de Belém e do Estado do Pará para com aquela área, está ameaçando a preservação do Patrimônio Ambiental.

Vejam fotos da margem do igarapé na estrada da CEASA na tarde do domingo 6 de janeiro de 2013.




 


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel

Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel

Ministrante: Delleam Cardoso (Taata Kitauange)
Dia: 05/12 (quarta-feira) às 16h
Local: Terreiro Mansu Nangetu

INSCRIÇÕES GRATUITAS
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
Endereço: Travessa Pirajá, 1194
(entre Av. Duque de Caxias e Av. 25 de setembro - Bairro Marco) Belém/Pará
Telefone: (91) 3226-7599 / 8806-7351       
E-mail: nangetu@hotmail.com      etetuba@gmail.com
  
PARTICIPE!

Aos interessados, favor trazer tesoura e folhas de papel A4.





                            

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Parceria com a UFPA cria vídeo de educação ambiental.


o sagrado é ecologico no candomblé de Angola from Etetuba on Vimeo.

O SAGRADO É ECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental em comunidade de terreiro.

Filme Coletivo

Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA
Alessandro Ricardo Campos
Anderson Johnny dos S. Nunes
Arthur Leandro
Kátia Simone Alves Araújo
Renato Trindade

Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu
Mametu Nangetu
Mametu Deumbanda
 Táta Kinamboji
Táta Kamelemba
 Muzenza Vanjulê

Narração
Mametu Nangetu

Elenco
Mametu Nangetu
Mametu Deumbanda
 Táta Kamelemba
Muzenza Vanjulê

Imagens (fotos e vídeos)
Alessandro Ricardo Campos
Anderson Johnny Nunes
Arthur Leandro
Kátia Simone Alves Araújo
Renato Trindade

Musicas
 Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo"
Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé Angola Redandá redanda.com.br/

Edição
Arthur Leandro/ Táta Kinamboji Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03
Grupo de Estudos Afro-amazônicos
Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA
 Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA

 Projeto Azuelar Instituto Nangetu

Belém/PA 2012

(filmado com tecnologia do possível)

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Queremos a natureza viva! Conhecimentos tradicionais, reciclagem e meio ambiente em vídeo educativo.

Comunidadde do Mansu Nangetu e pesquisadores do GEAAM/ UFPA em filmagem nas matas da CEASA em Belém.

A comunidade do Mansu Nangetu, em parceria com com pesquisadores do GEAAM/UFPA, estão em processo de realização de um vídeo com os conhecimentos tradicionais em favor da educação ambiental.
A proposta de parceria partiu dos pesquisadores Alessandro Ricardo Campos, Kátia Simone Araújo, Johny Numor e Renato Trindade, eles chegaram com a proposta de utilizar as práticas rituais e os conhecimentos tradicionais do terreiro para construir um vídeo que mostre os mecanismos cotidianos de educação para a preservação do meio ambiente desenvolvidos no Mansu Nangetu.
O vídeo tem a finalidade de se tornar um recurso didático para o ensino básico e será apresentado para avaliação de banca no Grupo de Estudos Afro-amazônico do IFCH/ UFPA, pois faz parte da monografia de conclusão de curso de especialização em “Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia – Implantação da Lei 10.629/03”, monografia que é desenvolvida sob a orientação do Prof. Arthur Leandro - oTáta Kinamboji.
A proposta resultou em uma realização em parceria com o Projeto Azuelar, aproveitando os investimentos do Mansu Nangetu no audiovisual que colocou a equipe do projeto nessa produção em pé de igualdade com os pesquisadores - é um vídeo conjunto. As filmagens aconteceram de 19 de junho a 17 de julho, em locações no Mansu Nangetu e na área da mata da CEASA – que fica à 10 minutos do terreiro e ee tradicionalmente utilizada nos rituais da comunidade–, e retratam dois momentos que os pesquisadores consideraram importante de levar para os estudantes e professores de ensino fundamental e médio como exemplo de conhecimento afro-amazônico a ser trabalhado nas escola. São eles: a construção de recipientes com material reciclável e os cuidados com os espaços de mata e igarapés nas oferendas com material biodegradável realizadas para os Nkisis e Cabocos.
A Agenda 21 da Cultura já aponta que existem claras analogias políticas entre as questões culturais eecológicas, pois tanto a cultura como o meio ambiente são bens comuns da humanidade, e assim a preservação do meio ambiente também se relaciona com a diversidade cultural e a preservação dos conhecimentos tradicionais. A pesquisa do grupo aponta para a estreita relação entre o cotidiano do terreiro e a preservação do meio ambiente.

Equipe do Projeto Azuelar fazendo filmagens na mata da CEASA.



Mametu Nangetu conduzindo a comunidade para o melhor lugar para oferendas.
Pesquisadores gravando depoimentos da comunidade.
Equipe de produção durante as filmagens.