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domingo, 10 de julho de 2016

Oficina de alguidás e outras vasilhas biodegradáveis.





Como parte das ações educativas do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu, realizou uma de Oficina Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis, com troca de saberes de manejo ambiental tradicional de matriz Bantu.

Cmeçou com uma explicação sobre as práticas tradicionais do Mansu Nangetu. falando que para os Bantu, cada um de nós é responsável por si, pela comunidade e pelo mundo em que vivemos, e que a responsabilidade pelos seus atos reflete na relação saudável dos humanos com o meio ambiente.

A urbanização de Belém despreza as áreas de mata e de beiras de igarapés, e esse entendimento equivocado faz com que pneus, plásticos e outros resíduos sejam despejados pela população nessas  áreas.

A preocupação e o cuidado é também com a saúde e o controle de doenças endêmicas, e que um  ambiente saudável contribui pra um povo saudável.

O Mansu Nangetu também se preocupa com a extração indiscriminada em minas de argila, e por isso, também começou a experimentar a construção de vasilhas biodegradáveis, promovendo a construção de recipientes com reciclagem de papelão e jornais, desde barquinhas de oferendas nas águas, até alguidás de papel e de folhas, que são usados em oferendas.

Registros: Weverton Ruan Rodrigues/ Projeto “Ngomba d’Aruanda – apoio ao projeto Azuelar, Ponto de mídia livre do Instituto Nangetu” - PROEX/ UFPA

domingo, 24 de abril de 2016

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis

No salão de exposições, Mametu Nangetu expõe ALGUIDÁS, objetos construídos com reciclagem para uso ritualísticos. Ela ressalta a preocupação com a natureza e o meio ambiente nas tradições de matriz africana, e constrói sua poética com discurso de manejo ambiental tradicional, e como parte da programação da exposição Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu oferece uma oficina de troca de saberes com  a tecnologia de construção de alguidás e outras vasilhas de oferendas com material biodegradável.

Foto - ©LucivaldoSena / Projeto Gяiot Amazônida

A preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, e a comunidade do Mansu Nangetu tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, a limpeza de áreas de matas urbanas e a criação de ambiente de cultivo de ervas aromáticas e medicinais em hortas de quintais.
É essa experiência que a comunidade adquiriu através das ações do Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual que será compartilhada na oficina, com outras comunidades de terreiros tradicionais de matriz africana e com quem mais se interessar em trocar experiências poéticas e conhecimentos sobre o patrimônio ambiental afro-amazônico.


A exposição é uma realização do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB-UFPA) e do Grupo de Pesquisa Roda de Axé CNPq, e fica em cartaz até 29 de abril na Galeria Theodor Braga, no sub-solo do CENTUR, Av. Gentil Bittencourt 650, Nazaré, Belém - Pará, com visitação de segunda a sexta das 9h as 19h

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis
Instrutores – comunidade do Mansu Nangetu,
Quinta-feira, dia 28 de abril, a partir das 15h.
IV Exposição NÓS DE ARUANDA – ARTISTAS DE TERREIRO.
Galeria Theodoro Braga, a galeria fica no subsolo do CENTUR - Av. Gentil Bittencourt, nº 650, Nazaré - Belém – PA.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

22 de abril - Cineclube exibe filme de educação ambiental de matriz africana.


Serviço: 
Cineclube Nangetu
Filme: O SAGRADO ÉECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA. Educativo. Brasil, 2012.
Sinopse: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental na comunidade do Terreiro Mansu Nangetu, casa tradicional de Candomblé de matriz Bantu em Belém do Pará.
Quando: sexta-feira, 22 de abril - 18h.
Onde: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Marco, Belém/PA.
Colaboração: alimentos não perecíveis (café, farinha, arroz, feijão e outros)

O curta "O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" é um filme educativo fruto de uma produção coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar) em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.
A experiência cineclubista do Mansu trabalha com o tripé de difusão, formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização das tradições de matriz africana na Amazônia, e a comunidade produz vários documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’,. A proposta deste filme veio dos pesquisadores do GEAM/ UFPA que queriam a produção de material didático para ser usado em sala de aula, o filme não teve um roteiro previamente elaborado, ele é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Mametu Nangetu ressalta que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, ela critica o modelo de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés em esgotos à céu aberto, e diz que a comunidade tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, ação que é mostrada no filme.
O filme faz parte do Box da Diversidade, um projeto de caráter cultural e educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começou a ser distribuído em 2015.  O Box possui os seguintes eixos temáticos: sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações; diversidade regional; transversalidade geopolítica.




O SAGRADO ÉECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental em comunidade de terreiro.  Direção: Filme Coletivo. Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/ . Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu. Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu;  CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA.

Apoio:
REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana.
rede [aparelho]-:
FAV - ICA * FCS - IFCH * PROEX/ UFPA
Projetos de extensão:
Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu



sexta-feira, 3 de julho de 2015

Magia de Jinsaba - sementes de aroeira.


O Instituto Bamburucema de Cultura Afro-brasileira/ IBAMCA (Rundembo Ngunzzo ti Bamburucena, de mametu Muagilê), presenteou o Projeto Magia de Jinsaba com um punhado de sementes de aroeira, e ainda em julho as futuras mudas estarão semeadas.
O Instituto Nangetu agradece a colaboração.

domingo, 21 de junho de 2015

Magia de Jinsaba, distribuição de mudas.

Foi em maio que Mametu Nangetu entregou uma muda de ginja (pitanga) para o Ilê Iyaba Omi, de Mãe Nalva de Oxum e Mãe Simone de Oyá. A proposta do projeto ambiental também prevê a troca de mudas de plantas de uso ritual, medicinal e aromáticas entre terreiros e comunidades de matriz africana.

Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual (início em 2008) . Objetivos: Criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso liturgico no quintal do Mansu Nangetu; Incentivar cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico afro-religioso em pequenas áreas de quintais e em hortas comunitárias da zona metropolitana de Belém; Contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

A mata é lugar sagrado, leve seu lixo pra coleta de resíduos sólidos!

No sábado, dia 11 de abril, a comunidade do Mansu Nangetu realizou mais uma ação de preservação do meio ambiente do Projeto "Magia de Jinsaba", uma ação de coleta de resíduos sólidos na mata da CEASA. Foram 10 membros da comunidade que passaram cerca de 3 horas da manhã do sábado enterrando detritos orgânicos e recolhendo plástico, pneus e outros detritos de matriais industrializados abandonados na mata.

Três horas de trabalho, 100 metros quadrados e  mais de 50 kg de lixo retirados da floresta, desses, a comunidade só conseguiu transportar três sacas de resíduos para depositar em coletores do lixo urbano ou levar para a reciclagem. A constatação de que a comunidade sozinha não consegue desenvolver uma ação mais consistente, novamente desencadeou uma roda de conversa sobre a necessidade de política pública de preservação das matas e dos igarapés urbanos.


Mametu Nangetu ressaltou que as matas são moradas de encantarias e de Nkisis, e que cabe a aos povos tradicionais a preservação e o cuidado com toda a natureza que nos garante a vida, que nos garante a continuidade das tradições afro-brasileiras, mas que é dever do poder público dar o suporte para que esses lugares sejam preservados. Para ela, cabe a prefeitura fazer campanha educativa que oriente a população a levar seu lixo para os coletores, pois "até pneus, e não foi só um ou dois não, mas foram mais de dez pneus que achamos na mata -  e nem andamos tanto - e esses motoristas, esses donos de carro, devem ter um outro lugar pra jogar pneu velho, né?". Mametu concluiu dizendo que espera conseguir apoio da prefeitura para disponibilizar um caminhão que recolha da beira da estrada da CEASA os detritos que forem retirados na próxima ação do projeto.







terça-feira, 9 de setembro de 2014

Magia de Jinsaba - limpeza de áreas de matas e igarapés do Curió-Utinga.

Nossas tradições primam pela preservação da natureza, e o Projeto Magia de Jinsaba também se preocupa com o abandono de garrafas e alguidás e outras vasilhas usadas nas oferendas em matas e igarapés.
A comunidade do Mansu Nangetu, em parceria com a Irmandade dos Rosário, faz constantes mutirões de limpeza das florestas urbanas e beiras de igarapés, e reaproveita o material coletado como vasos de plantas e em trabalhos de arte e artesanato, ou fornecendo garrafas para as cooperativas de reciclagem.




  


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Magia de Jinsaba - mudas de dendezeiro.

Dendê, dendezeiro dendê
Brotou coco na raiz brotou
Kiuá Katendê!


Táta Kinamboji trouxe duas mudas de dendezeiro, mudas que ganhou quando em viagem ao Moju, elas foram plantadas em vasilhas de reciclagem e estão destinadas ao Mansu de Tatetu Kalasambe, terreiro filho que está em construção em Tucuruí/PA e para a área de preservação que o Mansu Nangetu mantém em parceria com a Irmandade dos Rosário em Ananindeua.

O Projeto Magia de Jinsaba, sem folhas não tem ritual visa criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico  e contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Seminário ÀDÁNIDÁ do GEP Roda de Axé/CNPq-UFPA em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.

O seminário inicia na manhã de sexta-feira, dia 20 de setembro, as 9h no auditório do Instituto de Letras e Comunicação da UFPA, e continua no sábado no Mansu Nangetu, com Oficina com Aberbal Ashogun Moreira no Instutito Nangetu como parte integrante do Seminário ÀDÁNIDÁ do GEP Roda de Axé/CNPq-UFPA em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.

 Título: Ecologia e cultura para cidadania dos povos tradicionais de matriz africana e políticas culturais para povos tradicionais de matriz africana/eixo cultura e educação

Data: 21 setembro 2013
Horario: a partir 9:30
Local: Instituto Nangetu Travessa Pirajá, 1194
Bairro Marco, Belem, 91-32267599



domingo, 6 de janeiro de 2013

Denúncia - Mata e igarapé da CEASA estão virando lixão.

A mata e o igarapé nas margens da estrada que leva à CEASA de Belém estão sendo transformados num lixão a céu aberto, o lugar é utilizado tradicionalmente por povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas e a preservação da naureza faz parte desse uso tradicional.
A mata da CEASA fica nos arredores, e é uma das entradas para o Parque Ambuental do Utinga, mas mesmo assim a cada dia que passa estamos vendo aumentar o volume de lixo despejado nas margens da estrada, e isso, aliado ao descaso da gestão pública do município de Belém e do Estado do Pará para com aquela área, está ameaçando a preservação do Patrimônio Ambiental.

Vejam fotos da margem do igarapé na estrada da CEASA na tarde do domingo 6 de janeiro de 2013.




 


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Parceria com a UFPA cria vídeo de educação ambiental.


o sagrado é ecologico no candomblé de Angola from Etetuba on Vimeo.

O SAGRADO É ECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental em comunidade de terreiro.

Filme Coletivo

Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA
Alessandro Ricardo Campos
Anderson Johnny dos S. Nunes
Arthur Leandro
Kátia Simone Alves Araújo
Renato Trindade

Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu
Mametu Nangetu
Mametu Deumbanda
 Táta Kinamboji
Táta Kamelemba
 Muzenza Vanjulê

Narração
Mametu Nangetu

Elenco
Mametu Nangetu
Mametu Deumbanda
 Táta Kamelemba
Muzenza Vanjulê

Imagens (fotos e vídeos)
Alessandro Ricardo Campos
Anderson Johnny Nunes
Arthur Leandro
Kátia Simone Alves Araújo
Renato Trindade

Musicas
 Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo"
Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé Angola Redandá redanda.com.br/

Edição
Arthur Leandro/ Táta Kinamboji Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03
Grupo de Estudos Afro-amazônicos
Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA
 Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA

 Projeto Azuelar Instituto Nangetu

Belém/PA 2012

(filmado com tecnologia do possível)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vídeo - registro da presença de macacos na mata do sítio.

Vídeo - registro da presença de macacos, ver em http://vimeo.com/37930908

Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual.
Instituto Nangetu e Irmandade dos Rosário.
Projeto de Preservação Ambiental.
Reflorestamento e menutenção da mata do sítio em Ananindeua/PA.

domingo, 17 de abril de 2011

A magia de jinsaba - reflorestamento: germinação de sementes e plantio de mudas de andiroba.

Como parte do projeto "Magia de jinsaba - sem folhas não tem ritual", no mês de abril de 2011 foram plantadas três mudas de andiroba, espécie nativa e produtora de óleo medicinal. As mudas foram plantadas em uma clareira que foi aberta depois da queda de uma árvore, e nesse momento pode-se verificar que as sementes que anteriormente haviam sido jogadas nessa área já estão germinado.
O Projeto "Magia de jinsaba - sem folhas não tem ritual" é uma parceria do Instituto Nangetu com a Irmandade dos Rosário, e acontece na área de residência da Irmandade em Ananindeua.
Fotos de Arthur Leandro/ Táta kinamboji - Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Prêmio de Mídia Livre 2009.





segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Óleo de andiroba é extraído na Irmandade dos Rosário.


O projeto “Magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual” começa a dar seus primeiros frutos. Com a visita da “Prima Xandu”, a Dona Antônia - da Irmandade dos Rosário, os mais jovens puderam acompanhar a primeira fase do processo de preparação do óleo de andiroba, árvore abundante nas margens do igarapé do Pato Macho onde o projeto é desenvolvido como parceria da comunidade do Mansu Nangetu com a Irmandade dos Rosário.


A experiência da Prima Xandu foi fundamental para tirar as dúvidas em relação a retirada do óleo de andiroba, e sua habilidade no manejo das amêndoas encantou e contagiou todos os que tiveram a oportunidade de acompanhar os procedimentos para retirar o óleo, acompanhamento que é nosso método tradicional de ensino e aprendizagem: são as rodas de fazer junto.

A primeira etapa foi a coleta, o cozimento, o abafamento e a guarda das amêndoas, e a segunda etapa vai iniciar assim que completar o tempo de abafamento que vai dar as propriedades medicinais ao óleo que será extraído.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comunidades se unem para preservar meio ambiente em Ananindeua.

A Irmandade dos Rosário e o Instituto Nangetu, comunidades que se ligam em razão do afeto e mantém relações solidárias há cerca de vinte anos, iniciaram o projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual, ação conjunta para conter a degradação e preservar a área de mata e as nascentes de água ameaçadas pela expansão urbana sobre o igarapé do Pato Macho.
Área do Pato Macho no Bairro Dona Ana, em Ananindeua.

Aa ações vão acontecer no terreno de moradia da família Rosário, comunidade negra de origem bragantina que migrou para a capital a partir da década de 1980, e que, mesmo na agitação da zona metropolitana, preserva as tradições culturais dos Campos de Bragança, e a área também é o local de oferendas e fonte de coleta de ervas sagradas necessárias aos rituais do Mansu Nangetu.

 Ocupações desordenadas são alternativa de moradia.

O 'Pato Macho' é um lugar no bairro Dona Ana - Ananindeu -, que tem floresta, cacimbas de olho d'água e igarapé, mas que de três anos pra cá sofre com o intenso processo de ocupação desordenada por famílias de baixa renda em busca de alternativas de moradia. Em muito pouco tempo se multiplicou o número de habitantes do lugar, e mudou a característica da área.
Os impactos da ocupação desordenada foram sentidos imediatamente, e são medidos pelo acumulo de lixo na rua e no igarapé, pelo empobrecimento do solo que provoca muitas quedas de árvores na mata que sobrou. Sem falar no que não podemos ver, como a contaminação do meio ambiente por poluentes tóxicos para os mais variados seres vivos e, entre eles, os próprios habitantes do lugar.

O lixo vai parar no igarapé.

A professora Maria José Aviz do Rosário nos conta que “antes das ocupações, aqui tinham algumas chácaras, um clube, uma vacaria que fornecia leite para a vizinhança e poucas casas com famílias que cultivavam hortas - e a maior parte era de floresta mesmo. Agora somos como qualquer outra periferia da zona metropolitana, porém ainda podemos intervir para preservar algumas áreas de mata e os olhos d'água. Pois mesmo tendo reduzido a mata, ainda encontramos andiroba para extrair o óleo, e em menor quantidade a castanha sapucaia, frutos de cajui, de uxi, tucumã... E é comum a freqüência de macacos de cheiro, de jibóias (vistas nos galhos da vegetação da várzea), tucanos (principalmente nos cachos das abacabeiras), papagaios, periquitos, e passarinhos, como sabiás, sanhaçus, japiins, pipiras, pipiras do campo, bem-te-vis, curiós e muitos outros.”.

 Criação tradicional de aves é mantida pela Irmandade dos Rosário.

As atividades contam com o voluntariado dos Mestres das próprias comunidades, e de educadores, ambientalistas e urbanistas, e vai trabalhar com a educação ambiental com as crianças e jovens da comunidade da Irmandade dos Rosário em atividades educativas práticas e teóricas que possam instrumentar a juventude tanto para a produção intelectual crítica, quanto para o manejo que equacione a expansão da cidade, as necessidades de sobrevivência e a preservação da natureza.

 Sementes de andiroba usadas na extração do óleo.

Preservar as nascentes também é meta das comunidades.

O projeto vai promover rodas de conversas sobre a relação das culturas afro-amazônicas com a natureza e a necessidade de preservação das áreas de mata, de nascentes e de igarapés para a manutenção das tradições, e o acompanhamento de técnicos para identificação, seleção e manejo de sementes para construir um viveiro de mudas de árvores de grande porte para substituir aquelas que caem em função das alterações no ambiente e reflorestar a mata.

 Crianças da comunidade em colheita de taperebá.

Mudas artesanais de árvores frutíferas e nativas da mata.

Graviola, fruto cultivado pela Irmandade dos Rosário.

 Laranja da terra também tem grande produtividade.

e de árvores frutíferas, tanto as nativas quanto as adaptadas, para distribuir nas comunidades formadas pelas ocupações vizinhas - pois também vai contribuir com a recuperação de parte da cobertura vegetal do entorno, e ainda fornecer fonte de alimentos para a população.

Fonte: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu – Ponto de Mídia Livre
Texto: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji.
Fotos: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji e Marcos Leão.