domingo, 27 de junho de 2010

Conselho do Cineclube começa a definir programação trimestral.

Como nas tradições do Mansu nanegtu, a reunião aconteceu em roda de conversas, da qual participaram: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Kota Mazakalanje, e os Indumbes: Kate Wasques e Tiago, além do colaborador Cleber Augusto.





Mametu explicando aos mais novos como funciona o cineclube.


Mametu Nangetu abriu a reunião com saudação aos Nkisses do dia pedindo que as divindades mantivessem as boas energias necessárias para a reunião, e orientou os conselheiros para que não esquecessem que, mesmo abrindo para a exibição de filmes de outras temáticas, o Cineclube não precisa perder a identidade de exibição de filmes afro-brasileiros e da religiosidade afro-amazônica, mas que verificássemos entre as possibilidades oferecidas, os conteúdos que tratassem da diversidade, do respeito e tolerância, da realidade amazônica e outros que possam contribuir com os membros da comunidade que disputam concursos públicos como o vestibular.

Mametu Deumbanda pediu, ainda, que fosse considerado que o Mansu também tem público infantil, e ressaltou que estava com o neto mais novo no colo e ainda citou outras crianças filhas de membros do terreiro e disse que todos tem o direito a filmes na programação, disse que sabia que não existiam filmes infantis afro-religiosos, mas pediu que o Conselho pensasse em ao menos um dia no mês para ser dedicado a filmes infantis.

Os membros do Conselho passaram então a consultar o acervo disponível na Programadora Brasil, e a procurar programas que atendessem as necessidades das diretrizes apresentadas como prioritárias para os programas do Cineclube Nangetu para os próximos três meses, e combinaram estratégias de conseguir filmes paraenses para incluir na programação.


As instruções da oficina de capacitação do Programa Cine Mais Cultura ajudaram na reunião de trabalho.

Portanto aguardem que em breve divulgaremos as datas de exibição de filmes no Cineclube Nangetu, que é um cinema feito para estar perto de você.

O Cineclube Nangetu faz parte do Projeto Azuelar, e é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura/ 2009, da Secretaria de Cultura do Pará - SECULT em parceria com o Ministério da Cultura.

Fonte: Projeto Azuelar, Texto de Táta Kinamboji, fotos de Andreza Rodrigues e Táta Kinamboji.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Projeto Azuelar- Reunião do Conselho Editorial do Cineclube Nangetu.

Neste sábado, 26 de junho, as 19h, haverá reunião de trabalho do Conselho Editorial do Cineclube Nangetu, Projeto Azuelar, com o objetivo de eaborar a programação de exibições de filmes para os próximos meses.
O Conselho é formado por Mametu Nangetu, Táta Kinamboji, Kota Mazakalanje, Táta Kamugeji, Táta Kassuleká, Táta Kitamukuene, Renato de Katendê (Renato Siqueira), Alex Leovan, Alcyr Morisson e Yá Maré, mas a reunião é aberta a membros e amigos da comunidade que quiserem contribuir com indicação de filmes e com a formação de acervo do cineclube.

Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194. Marco da Légua/ Belém do Grão-Pará. fone 91-32267599
Data/Hora: 26 de junho, a partir das 19h.

Convocação Conselho Municipal de Negros e Negras do Município de Belém.

Convocatória
Belém, 21 de Junho de 2010.
A Presidente da Comissão Executiva do Conselho Municipal de Negros e de Negras do Município de Belém no uso de suas atribuições de conformidade
com o Decreto Lei nº 63.645/2010
Considerando que este CMNN dentro de sua composição não está completa por falta de uma vaga da Sociedade Civil;
Convoca todas as entidades que vierem a se interessar a participar da composição de uma vaga para o pleno deste conselho.

Prazos: Inscrição até dia 30/junho na sede do CMNN, sito a Avenida Governador José Malcher ( Sede da Secretaria Municipal de Educação) no horário de 08:00 às 14:00 h.

Para participar do processo os interessados devem enviar uma carta proposta para a Comissão Executiva do Conselho Municipal de Negras e de Negros de Belém, sito
a Av. gov. José Malcher, 1295 – Nazaré, Belém-PA, com:
  1. Nome do representante e de seu suplente;
  2. Carta com os argumentos sobre a importância da participação da organização dos seus representantes indicados;
  3. Comprovação de endereço da organização e dos representantes indicados.

Podem participar do processo de escolha dos componentes do Pleno do Conselho representantes de:
  1. Organizações da sociedade civil com personalidade jurídica;
  2. Comunidades Tradicionais de Terreiro ou quilombolas, mesmo que informais e,
  3. Grupos de cultura afro-brasileira formais ou informais.

Que apresentem documentos que:
  • Comprovem a sua sede e atuação no Município de Belém;
  • Comprovem a coletividade e estrutura democrática do grupo ou organização;
  • Comprovem o compromisso ético da organização com a defesa dos interesses e da comunidades negras; e
  • Comprovem a atuação do grupo ou organização pelo período de dois anos.


A Comissão Executiva

MARIA DA PAIXÃO FERREIRA COSTA
Presidenta
Decreto Lei nº 63.645/2010

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Aos irmãos membros de Comunidades Tradicionais de Terreiros de Belém,
Defendi dentro do CMNN que de nossas comunidades não fosse exigido um CNPJ para poder participar dos órgãos colegiados de definição de diretirzes de
políticas públicas e combate ao racismo e a intolerância contra as
religiões afro-amazônicas. Essa prerrogativa serve para todas as
organizações, pois o Regimento do Conselho Municipal diz que o Conselho é
composto por organizações da sociedade civil, mas não exige
personalidade jurídica para essas organizações.
Da forma como decidimos colocar no texto de convocação para fazer parte
do Conselho de Negros e Negras do Município de Belém, cada terreiro
precisa apresentar documentos que comprovem tratar-se de uma organização
que abrange uma comunidade, ou uma coletividade que defende os
interesses das populações negras, a afirmação de identidade ou a
religiosidade de matriz africana..... E esse documento pode ser um
abaixo assinado dos membros da comunidade afirmando a organização e a
comunidade, e declarações de zeladores de santo de outros terreiros
dizendo que conhecem suas casas e que são comunidades tradicionais de
cultos afro-amazônicos.
Além disso, também é exigência apresentar docmentos que comprovem ações
de combate ao racismo, a intolerância ou de valorização da cultura
afro-brasileira.
As inscrições acontecerão na sala do Conselho até a quarta-feira próxima, dia 30 de junho, no horário de funcionamento da
SEMEC, das 8 as 14h, e a Assembléia Geral das organizações da sociedade
civil que vão votar para escolher quem vai compor o CMNN acontece na
sexta-feira, 2 de julho, em local que ainda será definido. E para votar
na Assembléia, não foi definido critérios, mas imagino que as regras
sejam as mesmas para as comunidades que vão indicar representantes.
É isso por enquanto, e considero esse pequeno passo uma conquista que
vem a beneficiar toda a comunidade afro-religiosa de Belém.
 
Táta Kinamboji
Conselheiro Titular
Instituto Nangetu.

sábado, 19 de junho de 2010

Comunidades de Terreiros se reunem para apresentar propostas em Edital do MinC.

Cerca de dez lideranças de Comunidades Tradicionais de Terreiros se reuniram na sede da ACAOÃ para discutir e elaborar propostas de projetos afro-religiosos para o Edital de Micro-projetos Mais Cultura da Amazônia Legal.
Estiveram pressente Mametu Nangetu, Mametu Muagilê, Babá Tayandô, Pai Orlando Bassu, Babá Onindahu, Mãe Adriana de Iansã, Kate Wasques,  e, ainda, Marco Araújo da Escola de Samba Boêmios da Vila Famosa de Icoaraci, e o Coordenador de Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos – SEJUDH/ Governo do Pará, o sociólogo Domingos Conceição.

Várias propostas foram apresentadas e discutidas, e ao final marcou-se um novo encontro para o dia 26 de junho as 14h para finalizar os projetos que não houve tempo hábil para formatar, e para além das propostas apresentadas pelos participantes da primeira reunião, os organizadores estão convocando outros interessados para tomar parte dos eventos organizados para a inscrição no Edital de Microprojetos Mais Cultura para a Amazônia Legal.

A oficina é uma iniciativa da ACAOÃ e do Instituto Nangetu e tem por meta finalizar dez propostas de Comunidades Tradicionais de Terreiros para apresentação no Edital Microprojetos Mais Cultura para a Amazônia Legal.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Oficina de construção de propostas Afro-religiosas para o Edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal.

Oficina de construção de propostas Afro-religiosas para o Edital Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal.


Data: sábado, 19 de junho de 2010. Das 13h as 18h
Local: ACAOÃ - Rua Américo Santa Rosa, 42 – São Brás. Informações (91)3229-8938
Instrutor: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji – Instituto Nangetu.
Vagas: 10 participantes.


O Instituto Nangetu e a ACAOÃ convidam as Comunidades Tradicionais de Terreiros da zona meropolitana de Belém para particxipar da oficina de construção de propotas de afro-religiosos com objetivo de inscrição no Edital Edital Microprojetos Mais-Cultura na Amazônia Legal.

A metodologia da oficina prima pela construção conjunta de projetos, e para participar os interessados precisam ter uma pré-proposta digitada em arquivo de texto,
contendo:

1.Descrição da atividade cultural que pretende realizar.
2.Período de realização.
3 Previsão de gastos.

Indicações para apresentação de pré-propostas:
1. Funcionários públicos (ativos, aposentados ou pensionistas) não podem ser propositores e nem ser quem assina por pessoa juridica, mas podem estar na equipe da proposta.
2. Propostas coletivas tem maior prestígio.
3. Podemos propor projeto para outras cidades e até para outros estados diferentes dos lugares que residimos.
4. O edital quer atingir o publico que o ministério do trabalho considera vulnerável, que é de jovens de 17 a 29 anos.
5. Transmissão de conhecimento para jovens é fator importante.
6. Importante considerar o IDH do lugar onde a proposta vai acontecer.
7. Podemos propor comprar equipamentos.
8. Não pode comprar imoveis, mas podemos propor pequenos reparos em ateliês, oficinas e barracões de folguedos.
9. Podemos propor publicações.
10. Elaborar propostas com baixo orçamento pode ser boa estratégia para ser aprovado, afinal o edital se chama microprojetos - trabalhar com o teto de 10 mil (o
máximo é 17 mil) pode ser uma boa estratégia.
11. Após a divulgação do resultado temos seis meses para executar a proposta.
12. A previsão é do resultado ser divulgado em outubro/novembro.
13. A palavra "religião" não pode aparecer, trabalhamos com o termo "Cultura de Terreiros".

A partir das propostas apresentadas pelos participantes, o instrutor da oficina fornecerá orientações de finalização de cada projeto, e a meta é termos 10 projetos para as Comunidades de Terreiros finalizados na oficina.

domingo, 13 de junho de 2010

Como sempre o Mansu Nangetu faz Santo Onofre movimentar o Marco da Légua.

A edição 2010 da tradicional festividade de Sto. Onofre do Mansu Nangetu contou com a importante colaboração de Mametu Kátia Hadad, sacerdotiza de tradições de Angola que comandou a ladainha popular para os Santos do dia.

Mametu Kátia Hadad comandou a ladainha.

Durante toda a tarde do sábado a equipe do Projeto Azuelar montou sistema sonoro na porta do Terreiro e realizou um programa experimental de rádio nos moldes da proposta de "Rádio Janela" que a rede [aparelho]-: desenvolve. A rádio teve apresentação ao vivo de músicas de Felipe Maranhão e Nego Banjo, e de entervistas e depoimentos de membros da Comunidade e convidados.

Equipe do Projeto Azuelar movimentou a comunidade


O Cineclube Nangetu, que também é parte do Projeto Azuelar e faz parte do Programa Cine Mais Cultura em parceria com a SECULT/PA e MinC, exibiu o documentário Ver-o-peso, de Gavin Andrews, o que proporcionou um debate importante sobre as culturas negras na maior feira livre da América Latina.

Kota Mazakalange apresentou o filme Ver-o-peso no projeto de Cineclube


As atrações culturais continuaram com a Irmandade dos Rosário, que presenteou a todos com a apresentação da quadrilha junina que trás as crianças como atração principal e no formato tradicional dos folguedos familiares originários dos Campos de Bragança.




Alegria é marca da Irmandade dos Rosário

E do Boi Caprichoso foi outra atração da festa e, em cordão e exuberância de figurinos, trouxe para a rua as estórias do teatro que o povo sabe fazer.

Boi Caprichoso do Mestre Alarindo.

A festividade aproxima a vizinhança da cultura do Mansu Nangetu e em muito contribui para diminuir o preconceito com as Comunidades tradicionais de Terreiro, e agradecemos a presença de artistas como Isabela do Lago, e de sacerdotes como Tatetu Manoel da Jóia, Mametu Lidina, Mãe Solange. Pai Alfredo, Pai Tayandô, Pai Charles, Pai Rodolfo de Xangô e tantas outros religiosos que nos prestigiaram com sua presença.
Em 2010 a Festividade de Santo Onofre contou com o apoio da SEDUC/PA que emprestou um micro-ônibus para o transporte para os grupos de folguedos populares, e agradecemos de público o secretário Luíz Carlos Cavalcante, e o empenho de Diogenes Brandão para que o apoio se efetivasse.













Fonte: Projeto Azuelar.
Texto: Táta Kinamboji
Fotos: Táta Kinamboji, Alex Leovan, Robson Martins, Daniel Miranda e outros.
mais fotos no link http://picasaweb.google.com.br/nangetu.projetos/StoOnofre2010#

O Cineclube e a Rádio Janela contam com a parceria da rede [aparelho]-: e da Idade Mídia.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Oficinas de toques de atabaques




O Curso terá ínicio dia 17 e terá fim dia 25 do mês de julho, em dois horários: de 09 as 12hs ou de 15 ás 18hs, com total pontualidade; como mostra imagem.
As inscrições são pagas, e serão aceitas até o dia 16 de junho de 2010 em todos os sábados de 15 ás 18hs no Instituto, ou marcadas por telefone. (91)3226-7599 / 8294-8950 / 8193-7542.(Mametu Nagetu ou Kate Wasques)
Tv. Pirajá n°1194, entre AV. Duque de Caxias e 25 de setembro, em frente a Grafica Delta, no Bairro do Marco da Légua.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Encontro dos Angoleiros do Pará


Na última quarta-feira, dia 26/05/2010 no CNBB, aconteceu o "Encontro dos Angoleiros do Estado do Pará", encontro promovido para o mapeamento das comunidades tradicionais de terreiros que é projeto do IAGUA. A articulação da reunião foi tarefa de Mam'etu Nangetu, e sua presença foi primordial, junto com a sua filha de santo Kate Wasques que será sua suplente nas tarefas do mapeamento dos Angoleiros, e de Mametu Muagilê, Mametu Kátia Hadad, Táta Edson, Tatetu Lenguazazi, Mametu Delamaze, Mametu Deumbanda, Táta Angelozinho e tantas outras lideranças religiosas de referência para conhecermos o nosso povo.

Agradecemos a todos o encontro!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Workshop de eleaboração de projetos culturais

o Instituto Nangetu convida seus associados para participar de um workshop de eleaboração de projetos culturais, como parte das ações de capacitação interna. A metodologia prima pela discussão dos contextos e tomada de decisão coletivizada para construção de projetos reais do Instituto Nangetu.
é na sexta-feira, 28 de maio, a partir das 19h e sábado das 9 as 14h.
Mansu Nangetu - Tv. Pirajá 1194 - Marco da Légua. Belém - PA.

domingo, 23 de maio de 2010

Curro Velho abre inscrições até dia 26 de maio

Estão abertas as inscrições para as oficinas da Fundação Curro Velho. Este é o quarto módulo que traz mais de 40 oficinas distribuídas em cinco linguagens artísticas. As aulas começam no dia 24 de maio. As vagas para os cursos são destinadas, principalmente, para os alunos de escolas públicas que são isentos da taxa de inscrição, basta apresentar o comprovante de matrícula e carteira de identidade. Para o público restante a inscrição custa R$ 15,00. As inscrições podem ser feitas na própria Fundação Curro Velho, que fica na rua Prof. Nelson Ribeiro, 287, e na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31

A grade de oficinas para este quarto módulo tem a quadra junina e a cultura
africana como elementos centrais. Neste módulo as oficinas que serão ministradas no Infocentro da FCV e que tem a inclusão digital como foco central. A “Oficina de Utilização das Ferramentas sociais da Internet” é direcionada para lideranças comunitárias, adolescentes e estudantes que tem interesse na utilização de novas mídias como blogs, twitter, links e demais mídias sociais para difusão da cultura e saber popular no cyber espaço da Internet. O resultado dos trabalhos deve culminar com a criação de blogs, sites das associações e movimentos populares envolvidos no processo.

Para a quadra junina, o público pode contar com as oficinas de Iniciação as técnicas do Clown e os Folguedos Juninos, Pintura mural (Construção Junina), O desenho da figura humana no folclore junino, O folclore junino retratado no grafismo em cuias, Confecção de Cabeçudo e Boi Bumbá, Fotoclip aplicado a Cultura popular, Documentários de Culturas Populares: do Argumento ao Roteiro, Percussão II - Matrizes rítmicas do folclore Paraense.

A cultura africana aparece como “pano de fundo” para as oficinas Literatura Ilustrada baseada na obra de Bruno de Menezes (pintura em aquarela), Prática de montagem: Pesquisa sobre a obra de Bruno Menezes, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Leitura e Produção Textual a partir de Lendas e Contos Africanos. Estas oficinas devem-se ao fato de que neste ano a Feira Panamazônica do Livro trará a África como país homenageado.

Para as crianças a partir de cinco anos a FCV mantém as oficinas de iniciação artística que visam despertar na criança a sensibilidade, a vocação e o talento artístico. Estas oficinas são realizadas nos finais de semana e culminam com um grande espetáculo teatral que reúne, teatro, música e dança.

As aulas deverão iniciar no dia 24 de maio. As vagas são limitadas. Para as oficinas com grande procura abra-se um cadastro de reserva. As oficinas direcionadas aos municípios do Interior de Estado, comunidades quilombolas e aldeias indígenas, as inscrições deverão iniciar somente na próxima semana. A grade completa pode ser consultada no site da FCV.

Serviço:

Inscrições para o quarto módulo de oficinas da FCV na própria Fundação Curro Velho, que fica na rua Prof. Nelson Ribeiro, 287, e na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31). As aulas começam no dia 24 de maio. A grade de oficinas e a programação completa do mês podem ser visualizadas no site www.currovelho.pa.gov.br. Contato pelos números: 31849100/04.

Márcio Flexa
Assessor de Comunicação
Fundação Curro Velho
81451705 - 31849118

domingo, 16 de maio de 2010

oficina cine Pará mais Cultura

Os coordenadores do Cineclube Nangetu, integrante do Projeto Azuelar, participaram da oficina de capacitação do Programa Cine Mais Cultura, ocorrido no Hotel Beira Rio, em Belém, de 9 a 15 de maio de 2010. A oficina foi ministrada por Laurenir Peniche e Tiago Milhomens, e para Elizandra Bela Rosa, coordenadora do Cineclube Nangetu, foi um momento importante tanto para entender o funcionamento do programa quanto para conhecer os cineclubistas do Pará.

veja as fotos em

oficina mapeamento IAGUA

II Diálogos Cineclubistas - Construindo a Jornada Paraense de Cineclubes.

O Mansu Nangetu recebeu cineclubistas de todo o Estado do Pará para o II Diálogos Cineclubistas - Construindo a Jornada Paraense de Cineclubes. O evento contou com a participação de Rodrigo Bouliet, representante do programa Cine Mais Cultura, do MinC, e escolheu a Comissão Executiva da Jornada Paraense de Cineclubes, formada pelo Instituto Nangetu, Cineclube Anazonas Douro, APJCC, ABDeC/PA e pelo Pontão de Cultura Rede Amazônica de Protagonismo Juvenil.
A comissão já trabalha para realizar a JOPACINE entre os dias 20 e 25 de julho de 2010 e o Instituto Nangetu/Projeto Azuelar não mede esforços para o sucesso desse empreendimento.

veja as fotos no link




segunda-feira, 10 de maio de 2010

Abram suas portas! A pesquisa de terreiro esta ai!

Pesquisa socioeconômica de cultural de povos e comunidades tradicionais de terreiros Edital N 0173/2009 Unesco.

Comunidade tradicionais de terreiro, também denominadas de religiões de matrizes africanas: grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econônica utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição.
(SEPPIR/MDS/Fundação Palmares).

Foco da Pesquisa:
- Ênfase no cárater étnico e na dimensão comunitária considerando-se a organização social e o trabalho tradicionalmente desenvolvido pelas comunidades de terreiro, tendo en vista sobre tudo aspecto ligados á Segurança Alimentar e Nutricional do povo de santo e das comunidades de entorno.


Periodo: Maio a agosto de 2010

AXEXE DE MÃE DEWI

REALIZADO NO DIA 08 DE ABRIL DE 2010, NO MANSÚ NANGETU MANSUBANDO KEKE NETA, NA TV.PIRAJÁ nº1194; MARCO;CEP:66087-000 BELÉM-PARÁ.

Dia da Mulher



O MANSÚ NANGETU, PROPORCINOU NO DIA DE 07 DE MARÇO DE 2010, O DIA DA MULHER, O DIA DE SAÚDE.
TIVEMOS ATENDIMENTOS DE SAÚDE, PALESTRAS COM SACERDOTIZAS AFRORELIGIOSAS E OUTRAS DENOMINAÇÕES, DO CONSELHO INTER-RELIGIOSO.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comunidades se unem para preservar meio ambiente em Ananindeua.

A Irmandade dos Rosário e o Instituto Nangetu, comunidades que se ligam em razão do afeto e mantém relações solidárias há cerca de vinte anos, iniciaram o projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual, ação conjunta para conter a degradação e preservar a área de mata e as nascentes de água ameaçadas pela expansão urbana sobre o igarapé do Pato Macho.
Área do Pato Macho no Bairro Dona Ana, em Ananindeua.

Aa ações vão acontecer no terreno de moradia da família Rosário, comunidade negra de origem bragantina que migrou para a capital a partir da década de 1980, e que, mesmo na agitação da zona metropolitana, preserva as tradições culturais dos Campos de Bragança, e a área também é o local de oferendas e fonte de coleta de ervas sagradas necessárias aos rituais do Mansu Nangetu.

 Ocupações desordenadas são alternativa de moradia.

O 'Pato Macho' é um lugar no bairro Dona Ana - Ananindeu -, que tem floresta, cacimbas de olho d'água e igarapé, mas que de três anos pra cá sofre com o intenso processo de ocupação desordenada por famílias de baixa renda em busca de alternativas de moradia. Em muito pouco tempo se multiplicou o número de habitantes do lugar, e mudou a característica da área.
Os impactos da ocupação desordenada foram sentidos imediatamente, e são medidos pelo acumulo de lixo na rua e no igarapé, pelo empobrecimento do solo que provoca muitas quedas de árvores na mata que sobrou. Sem falar no que não podemos ver, como a contaminação do meio ambiente por poluentes tóxicos para os mais variados seres vivos e, entre eles, os próprios habitantes do lugar.

O lixo vai parar no igarapé.

A professora Maria José Aviz do Rosário nos conta que “antes das ocupações, aqui tinham algumas chácaras, um clube, uma vacaria que fornecia leite para a vizinhança e poucas casas com famílias que cultivavam hortas - e a maior parte era de floresta mesmo. Agora somos como qualquer outra periferia da zona metropolitana, porém ainda podemos intervir para preservar algumas áreas de mata e os olhos d'água. Pois mesmo tendo reduzido a mata, ainda encontramos andiroba para extrair o óleo, e em menor quantidade a castanha sapucaia, frutos de cajui, de uxi, tucumã... E é comum a freqüência de macacos de cheiro, de jibóias (vistas nos galhos da vegetação da várzea), tucanos (principalmente nos cachos das abacabeiras), papagaios, periquitos, e passarinhos, como sabiás, sanhaçus, japiins, pipiras, pipiras do campo, bem-te-vis, curiós e muitos outros.”.

 Criação tradicional de aves é mantida pela Irmandade dos Rosário.

As atividades contam com o voluntariado dos Mestres das próprias comunidades, e de educadores, ambientalistas e urbanistas, e vai trabalhar com a educação ambiental com as crianças e jovens da comunidade da Irmandade dos Rosário em atividades educativas práticas e teóricas que possam instrumentar a juventude tanto para a produção intelectual crítica, quanto para o manejo que equacione a expansão da cidade, as necessidades de sobrevivência e a preservação da natureza.

 Sementes de andiroba usadas na extração do óleo.

Preservar as nascentes também é meta das comunidades.

O projeto vai promover rodas de conversas sobre a relação das culturas afro-amazônicas com a natureza e a necessidade de preservação das áreas de mata, de nascentes e de igarapés para a manutenção das tradições, e o acompanhamento de técnicos para identificação, seleção e manejo de sementes para construir um viveiro de mudas de árvores de grande porte para substituir aquelas que caem em função das alterações no ambiente e reflorestar a mata.

 Crianças da comunidade em colheita de taperebá.

Mudas artesanais de árvores frutíferas e nativas da mata.

Graviola, fruto cultivado pela Irmandade dos Rosário.

 Laranja da terra também tem grande produtividade.

e de árvores frutíferas, tanto as nativas quanto as adaptadas, para distribuir nas comunidades formadas pelas ocupações vizinhas - pois também vai contribuir com a recuperação de parte da cobertura vegetal do entorno, e ainda fornecer fonte de alimentos para a população.

Fonte: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu – Ponto de Mídia Livre
Texto: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji.
Fotos: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji e Marcos Leão.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Governo Federal em parceria com Governo Popular lançam mapeamento de comunidades de terreiros na Região Metropolitana de Belém.




Comunidades Tradicionais de Terreiros lotaram o Museu do Estado do Pará.


A Secretaria da Presidência para Promoção de Políticas da Igualdade Racial ( SEPPIR) , o Ministério do Desenvolvimento Social ( MDS), por meio da Secretaria Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional em parceria com lideranças afro-religiosas locais e Governo do Estado, que compõem o Conselho Estadual Gestor de Segurança Alimentar lançam em Belém um mapeamento de comunidades tradicionais de terreiros.
Esse mapemaento tem como objetivo fornecer um conjunto de informações precisas sobre essas comunidades , estimadas em mais de 3.200 na Região Metropolitana, para que os governos, e outras iniciativas públicas posssam beneficiar esse público com ações de assistência social básica e cidadania. Essa iniciativa também visa divulgar para toda sociedade informações sobre a atuação das comunidades afro-religiosas, formadoras da cultura brasileira , a fim de garantir as mais diversas formas de religiosidade e políticas públicas.
" É uma iniciativa histórica, implementada para essas comunidades, no sentido do Governo reconhecer e garantir políticas específicas para as comunidades de terreiros, como os direitos à soberania alimentar como todos os povos da nação brasileira", diz o Sub-secretário da Seppir, Alexandro Reis.
"Nesta fase inicial, vamos contemplar 4 cidades, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Belém , como grandes pólos estratégicos para esse mapemaento, e como projetos de atuação-piloto de programas de Segurança Alimentar, beneficiando comunidades tradicionais que vamos saber onde estão, quem são e poder atacar com mais precisão com políticas sociais no país", afirma Crispim Moreira ( MDS), Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
O evento foi realizado no Museu do Estado do Pará, e cerca de 600 pessoas de comunidades tradicionais de Belém,Mosqueiro, Ananindeua participaram do encontro.
"E o Conselho Gestor do Pará teve um papel estratégico para escolha de Belém nessa etapa do mapeamento, já que vamos poder avaliar com mais dados nossas demandas" ,afirma Mãe Nalva, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e do Conselho Gestor no Pará.
O Governo do Estado apóia a iniciativa e participa do Conselho estadual de Segurança Alimentar, " e vemos esse programa como uma necessidade ímpar para nossa região, já que aqui habitam milhares de comunidades de terreiros, e que precisamos dar respostas a longo prazo, assim como saber respeitar a diversidade religiosa , tem sido uma bandeira deste governo", fala Valmir Bispo, Superintendente da Fundação Curro Velho, que representou neste evento a Exma Governadora , Ana Jùlia Carepa.

O mapeamento vai ser realizado por uma ong ( Filmes de Quintal), que foi escolhida em licitação pública, e deve concluir os trabalhos até dezembro de 2010.
Frente afro-religiosa para cidadania - PA.
Imprensa: Keyla Negrão
Fotos: Marcos Barbosa