quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

À virada do Tempo! Vamos celebrar a chegada de 2013.



Retrospectiva 2012

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 - Ritual de Purificação para o Ano Novo no Terreiro Mansú Nangetú

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 - Nós construímos a união no Colegiado de Culturas Afro-brasileiras.
domingo, 9 de dezembro de 2012 - Terreiros realizaram o 41º Festival de Iemanjá na Praia do Cruzeiro.
sábado, 8 de dezembro de 2012 - 7º aniversário do Cineclube Nangetu.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 - Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel
sábado, 1 de dezembro de 2012 - Re-Lançamento do Livro nova cartografia social da Amazônia no Mansu Nangetu.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012 - Lideranças de Terreiros aprovam o "Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas"
sexta-feira, 30 de novembro de 2012 - SEPPIR promoveu "Seminário em Defesa da Ancestralidade Africana do Brasil.".
terça-feira, 27 de novembro de 2012 - Sem Censura Pará entrevita Mametu Nangetu sobre a cartografia social dos Afro-religiosos..
segunda-feira, 26 de novembro de 2012 - SEMINÁRIO: NEGRITUDE EM MOVIMENTO 10 ANOS DO GRUPO DE ESTUDOS AFROAMAZONICO/ UFPA
quinta-feira, 22 de novembro de 2012 - Instituto Nangetu na programação de Consciência Negra do Banco do Brasil.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012 - Rádio-janela Azuelar na abertura do "Puta novembro"
quarta-feira, 21 de novembro de 2012 - Mansu Nangetu sediou encontro de lideranças de terreiros com Marga Janete Stroher.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012 - As lideranças de Terreiros da “Nação Angola” convidam para o: (Re) Lançamento do Livro Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará - Religiões Afro Brasileiras e Ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade.
terça-feira, 20 de novembro de 2012 -  Comunidade do Mansu Nangetu realiza a Kizomba anual em celebração para Nzumbarandá.
terça-feira, 20 de novembro de 2012 - O Kijingu de Mametu Vanjulê.
terça-feira, 20 de novembro de 2012 - Intolerância religiosa?! Disque 100!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012 - OAB/PA cria Fórum Estadual de Combate ao racismo
sábado, 17 de novembro de 2012 - Consciência Negra - I Semana Étnico-Racial da Escola de Ensino Médio Albanizia Lima

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 - Fórum Permanente das Culturas do Pará se reúne pra debater "Custo Amazônico".

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 - A Nova Coordenação do Comitê Inter-religioso
sexta-feira, 16 de novembro de 2012 - Convite: Encontro com a Coordenadora do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa
sexta-feira, 16 de novembro de 2012 - Kizomba riá Minkissianme! - 17 de novembro.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012 - Em busca de parcerias que fortaleçam a difusão e produção de cinema afro-brasilerio.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012 - Oficina de percussão.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012 - Festa de Seu Zé Raimundo de Pai Emílio.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012 - Religiosidade afro-amazônica para estudantes do Colégio Nazaré.
domingo, 23 de setembro de 2012 - Táta Kinamboji participou da OFICINA NACIONAL DE INDICAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA CULTURA E COMUNICAÇÃO.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012 - XVI Feira Panamazônica do livro lança "Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará".
sexta-feira, 21 de setembro de 2012 - Festa do caruru das crianças - Kizomba riá Dibangulangu riá Nvunji.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012 - Carta Aberta à Ministra Marta Suplicy
quinta-feira, 20 de setembro de 2012 - Convite para o lançamento do livro Cartografia dos afrorreligiosos em Belém do Pará

quinta-feira, 20 de setembro de 2012 - Mídia Étnica pauta participação nas políticas públicas de Comunicação e Cultura.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012 - Deputado Edilson Moura visita o Mansu Nangetu
quarta-feira, 12 de setembro de 2012 - Lideranças de terreiros declaram apoio à "Fente Belém nas mãos do povo".
segunda-feira, 10 de setembro de 2012 - Convite para a festa de Cosme e Damião.
domingo, 2 de setembro de 2012 - Lideranças de terreiros participam da construção do programa de governo da "Frente Belém nas mãos do povo".
sexta-feira, 31 de agosto de 2012 - O cineclube e o alimento sagrado de cada dia.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012 - Sessão "Relações familiares" no Cineclube Nangetu
segunda-feira, 27 de agosto de 2012 - Rádio Azuelar, programa "A hora de Zumbá".
segunda-feira, 27 de agosto de 2012 - Afirmação de identidade de Povos Tradicionais de Terreiros.
terça-feira, 21 de agosto de 2012 - Festa da Senhora dos Caminhos 2012 - Kizomba riá Pambu N´Jila Negrita
quarta-feira, 15 de agosto de 2012 - Parceria com a UFPA cria vídeo de educação ambiental.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012 - Por uma política pública diferenciada para os Povos Tradicionais na Amazônia.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012 - Mametu Nangetu participou da celebração pelos 35 anos da SDDH.
domingo, 12 de agosto de 2012 - Lançamento do livro do Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros lotou o auditório da SAGRI.
terça-feira, 7 de agosto de 2012 - Alimento: direito sagrado - lançamento do livro do Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Terreiros.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012 - Última chance - 5 e 6 de agosto tem novo mutirão de cadastro para os Colegiados Setoriais do CNPC/MinC..
quarta-feira, 1 de agosto de 2012 - Ciclovida - dia 3 de agosto no Cineclube Nangetu.
domingo, 29 de julho de 2012 - Para lembrar os tempos da Atlantida!
domingo, 29 de julho de 2012 - Cineclube Nangetu participou de sessão experimental com professores em Tucuruí.

domingo, 29 de julho de 2012 - Esses rituais pareciam mais com os do espiritismo!
sexta-feira, 20 de julho de 2012 - Queremos a natureza viva! Conhecimentos tradicionais, reciclagem e meio ambiente em vídeo educativo.
sexta-feira, 20 de julho de 2012 - Da experiência para a consciência político-social.
sexta-feira, 20 de julho de 2012 - Mametu Nangetu pretigiou os ritos de Oxalá no Ilê Axé Babá Abuke.
sexta-feira, 20 de julho de 2012 - Nangetu, de Alcyr Morrison, e as produções audiovisuais do terreiro.
segunda-feira, 16 de julho de 2012 - A juventude do terreiro e a paixão pelos folguedos juninos.
domingo, 15 de julho de 2012 - Comédias da Atlantida encerram programação de férias no Cineclube Nangetu.

domingo, 15 de julho de 2012 - Cineclube Nangetu recebeu visita da Programadora Brasil.
sábado, 14 de julho de 2012 - Programação de férias no Cineclube Nangetu: 20 de julho - O jeca e a égua milagrosa, de Pio Zamuner e Mazzaropi
quinta-feira, 12 de julho de 2012 - Terreiro Estrela Guia: “Kizomba ni N´Daramensu riá N´Ganga Mavambo Sete Encruza

quarta-feira, 11 de julho de 2012 - O mês de junho marcou a exibição de filmes sobre a cultura popular no Cineclube Nangetu.

quarta-feira, 11 de julho de 2012 - Programação de férias no Cineclube Nangetu: 13 de julho - Capitães de areia, de Cecília Amado e Guy Gonçalves
terça-feira, 10 de julho de 2012 - UFPA debateu cotas raciais com lideranças do Movimento Negro.
quinta-feira, 5 de julho de 2012 - TEMÁRIO DA 29 JORNADA NACIONAL DE CINECLUBES BRASILEIROS
quarta-feira, 4 de julho de 201 - Mametu Nangetu falou do cineclubismo como ferramenta de construção de cidadania.
quarta-feira, 27 de junho de 2012 - 10 de julho, terça-feira, Sessão especial sobre folclore nordestino e lutas sociais no Cineclube Nangetu.
quarta-feira, 27 de junho de 2012 - 6 de julho tem "Nangetu", o filme de Alcyr Morison no cineclube Nanegtu.
terça-feira, 26 de junho de 2012 - Até agora são 35 cadastrados pelo mutirão do Instituto Nangetu na setorial de culturas afro-brasileiras do MinC.
segunda-feira, 25 de junho de 2012 - Afro-religiosos de Belém elegem 18 prioridades para a política pública municipal.
segunda-feira, 25 de junho de 2012 - 29 de junho "Os Mestres Loucos" (Les Maîtres fous ), de Jean Rouch no Cineclube Nangetu.
sábado, 16 de junho de 2012 - Construção de alguidá com material reciclável marca o primeiro dia da "Belém + 20".
sexta-feira, 15 de junho de 2012 - Belém + 20 (vinte) e quantos mais vierem.
quarta-feira, 13 de junho de 2012 - 22 de junho "Viva São João", de Andrucha Waddington.
quarta-feira, 13 de junho de 2012 - 15 de junho - Mostra Itinerante For Raimbow.
segunda-feira, 11 de junho de 2012 - 12 de junho, 18h - Cineclube Nangetu apresenta "Pássaros Andarilhos e Bois Voadores", de Luiz Arnaldo Campos.

domingo, 10 de junho de 2012 - 16 e 17 de junho tem mutirão de cadastro de eleitores e formação do Fórum Setorial Culturas Afro-Brasileiras que vai eleger o Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras
domingo, 10 de junho de 2012 - Lideranças de Terreiros reuniram para porpor políticas públicas para o Municiípio de Belém
sábado, 9 de junho de 2012 - “Festa de Ogum” no Terreiro de Candomblé Angola Rundembo N´gunzo de Jaciluango.
terça-feira, 5 de junho de 2012 - Cineclube Nangetu em homenagem à quadra junina.

segunda-feira, 4 de junho de 2012 - Trezena e tacacá de Sto. Onofre 2012
domingo, 3 de junho de 2012 - Povos de Terreiros reunem em Brasília.
sexta-feira, 1 de junho de 2012 - O tabaco e a cultura popular.
sexta-feira, 1 de junho de 2012 - Cinema e Direitos Humanos em debate!
quarta-feira, 23 de maio de 2012 - Café com Direitos Humanos realiza programação especial pelos 35 anos da SDDH
domingo, 20 de maio de 2012 - Sacertotizas de Candomblé de Angola comandaram o ato religioso em homenagem ao Valmir Bispo.
domingo, 13 de maio de 2012 - Viva Valmir - Ato cultural dia 18 de maio - 18h.
sábado, 12 de maio de 2012 - Saúde - Nós temos um papel fundamental na prevenção e recuperação de usuários de drogas
quarta-feira, 9 de maio de 2012 - O Cineclube Nangetu comemora o 10 de maio - o dia do público.
domingo, 6 de maio de 2012 - BOMBADEIRA dia 26 de maio no Cineclube da ARCAXA
sexta-feira, 4 de maio de 2012 - "Quebrando o Tabu", de Fernando Grostein Andrade, vai colocar as questões da prevenção ao uso de drogas em debate.
segunda-feira, 30 de abril de 2012 - 4 de maio tem Copacabana, de Carla Camurati, no Cineclube Nangetu
segunda-feira, 30 de abril de 2012 - A luta pela preservação dos conhecimetnos tradicionais e do meio ambiente.
domingo, 29 de abril de 2012 - Lideranças de terreiros falam sobre a cartografia no Balaio do Patrimônio do IPHAN-PA.
domingo, 29 de abril de 2012 - Rede de cineclubes de terreiros de Belém participa da celebração pelos 35 anos da SDDH.
domingo, 29 de abril de 2012 - Dissertação de mestrado analisa trajetória de Mametu Nangetu, Babá Edson Catendê e Táta Tauadirá.
domingo, 29 de abril de 2012 - Mametu Nangetu abençoou a volta de Jarbas Vasconcelos à presidência da OAB-PA.
quinta-feira, 26 de abril de 2012 - Sessão solene na ALEPA para entrega da Comenda "Mãe Doca" de Mérito Afro-religioso.
sábado, 21 de abril de 2012 - "A revolução dos cocos", sexta 27/4 - 19h, no cineclube
sábado, 21 de abril de 2012 - Convite - Comenda Mãe Doca será entregue na segunda-feira dia 23 de abril às 10h na ALEPA.
quinta-feira, 19 de abril de 2012 - Valmirzinho (Valmir Bisbo)! Saudades, companheiro...
quarta-feira, 18 de abril de 2012 - FORUM ESTADUAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DOS POVOS TRADICIONAIS DE TERREIIRO DO PARÁ
domingo, 15 de abril de 2012 - Quebradeiras, o discurso do silêncio.
domingo, 15 de abril de 2012 - Plenária do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Tereiros do Pará.
domingo, 15 de abril de 2012 - Lançamento nacional do filme À margem do lixo, de Evaldo Mocarzel, nesta sexta 20 de abril.
domingo, 15 de abril de 2012 - Amazonas-Douro: 9 anos entre o porto seguro e o além mar
quinta-feira, 12 de abril de 2012 - Projeto Cabana de Caboco faz a seleção de bolsista.
terça-feira, 10 de abril de 2012 - Reunião da coordenação do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Terreiros do PA.
sábado, 7 de abril de 2012 - Lançamento nacional do filme Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, será no dia 13 de abril.
sábado, 7 de abril de 2012 - Saúde no terreiro - Rodas de conversa, cineclube e atendimento em serviços marcam o Dia Internacional da Saúde no Mansu Nangetu.
quarta-feira, 4 de abril de 2012 - Radioweb da UFPA debate intolerância religiosa.
quarta-feira, 4 de abril de 2012 - Deputada Bernadete Ten Caten reuniu lideranças de terreiros em seu gabinete na ALEPA, para organizar a sessão solene de entrega da "Comenda Mãe Doca de Mérito Afro-religioso".
sábado, 31 de março de 2012 - Seleção de bolsistas para o Projeto "Diálogos em cabana de caboco"
sexta-feira, 30 de março de 2012 - Sessão infantil animou o cineclube.
sexta-feira, 30 de março de 2012 - "Chama Verequete", de Luiz Arnaldo Campos, no Cineclube Nangetu,
sexta-feira, 30 de março de 2012 - Lideranças de Terreiros participaram do Fórum de Extensão da UFPA - diálogos com os movimentos sociais.
sexta-feira, 30 de março de 2012 - Saúde nos terreiros - Mansu Nangetu oferece serviços de saúde no dia 5 de abril de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012 - Filmes sobre Carmen Miranda e o universo artistico do início do séc. XX.
segunda-feira, 19 de março de 2012 - Nota sobre as matérias dos jornais O Liberal e Amazônia.
segunda-feira, 19 de março de 2012 - Ações de mídia livre do Azuelar ganham apoio da UFPA em projeto de extensão do Prof. João Simões.
segunda-feira, 19 de março de 2012 - Não há dificuldade intransponível quando se quer fazer parte da luta do noso povo.

domingo, 18 de março de 2012 - Comite Inter-religioso do estado do Pará fez parte da caminhada "Fé e Resistência".

domingo, 18 de março de 2012 - Comunidades se mobilizam para participar da caminhada pela liberdade religiosa e em memória de Mãe Doca.
domingo, 18 de março de 2012 - Uma caminhada para a memória de Mãe Doca e pela resistência da fé de matriz africana na Amazônia.

sábado, 17 de março de 2012 - Cineclube faz "Tributo à Carmen Miranda"
sábado, 17 de março de 2012 - Roda de conversa antecedeu a realização da Caminhada "Fé e resistência".
sábado, 17 de março de 2012 - Ultimos ajustes para o livro do projeto “Cartografia Social dos Afro-religiosos em Belém do Pará, religiões afro-brasileiras e ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade".

sábado, 17 de março de 2012 - Caminhada marcou a celebração pelo dia internacional da mulher.
segunda-feira, 12 de março de 2012 - III Caminhada estadual pela liberdade religiosa 'Fé e resistência'.
domingo, 11 de março de 2012 - A luta de Mãe Doca e luta pela cidadania dos Povos de terreiros no Pará
domingo, 11 de março de 2012 - Cineclube exibe um vídeo produzido por estudantes para discutir a violência contra a mulher.
domingo, 11 de março de 2012 - Saúde nos terreiros no dia da mulher.
sexta-feira, 9 de março de 2012 - A experiência do Cineclube na celebração pelo Dia Internacional da Mulher.
segunda-feira, 5 de março de 2012 - Participação do Projeto Azuelar na II Conferência Sulamericana, VII Conferência Brasileira e I Festival de Artes de Mídia Cidadã.
segunda-feira, 5 de março de 2012 - Vídeo - registro da presença de macacos na mata do sítio.
sexta-feira, 2 de março de 2012 - 18 de março, em memória de Mãe Doca!
sexta-feira, 2 de março de 2012 - Oferendas para as Nkisiani/ 2011.
sexta-feira, 2 de março de 2012 - Comemoração ao Dia Internacional da Mulher 2012 - Mulheres de Axé: respeito, liderança e amor
quinta-feira, 1 de março de 2012 - A comunidade do Mansu Nangetu e a paixão pela brincadeira do carnaval de Belém.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 - Irmandade dos Rosário: Sessão Paracatuzum exibe o filme Xandu no SESC de...
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 - Equipe de comunicação comunitária e experimental do Projeto Azuelar fez a cobertura do carnaval de Belém.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 - Táta Kamelemba e Daniel Miranda participaram da Oficina de transmidia na UFPA.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 - (adiado) Convocação para a Assembléia Geral de Fundação, eleição e posse da coordenação do Forum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado do Pará

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 - Ensaio do Afoxé Italemi Sinavuru no Bar da Anastácia.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 - Roda de conversa sobre o filme "Até Oxalá vai à guerra"
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 - Cortejo Afro-religiosos marcou o levante da Bandeira de Kitembo no Mansu Nangetu.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 - Cineclube Nangetu revive a época das chanchadas em sessão às 19h desta sexta-feira 3 de fevereiro.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012 - Comédia no tempo da Atlântida: Nem Sansão nem Dalila
domingo, 22 de janeiro de 2012 - Lideranças religiosas em manifestação na Praça da República em Belém.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 - Manifeste-se! #StopSOPA #StopSOPA #StopSOPA
terça-feira, 17 de janeiro de 2012 - Respeitando Direitos, Reconhecendo Deveres , de Gavin Andrews.  
terça-feira, 17 de janeiro de 2012 - Até Oxalá vai a guerra - uma história de racismo e intolerância religiosa, de Carlos Pronzato e Stéfano Barbi Cinti.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 - Terceiro Ato de Combate à Intolerância Religiosa. Dia 22 de janeiro de 2012 na Praça da República.
sábado, 14 de janeiro de 2012 - Cortejo Cultural marca o lançamento do filme "Pássaros andarilhos e Bois voadores", de Luiz Arnaldo Campos.


Ritual de Purificação para o Ano Novo no Terreiro Mansú Nangetú

A partir do dia 27 de dezembro de 2012
Banho de ervas, defumações, jogo de buzios e orientações para 2013.

Local: Terreiro Mansu Nangetú Mansubando Kekê Neta
Endereço: Travessa Pirajá, 1194  (entre 25 de setembro e Duque) Bairro Marco.
Contatos: (91) 3226-7599 - Mãe Nangetú



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Nós construímos a união no Colegiado de Culturas Afro-brasileiras.



Entre 13 e 15 de dezembro os delegados estaduais que foram escolhidos representantes da sociedade civil para o Fórum Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras se reuniram no Hotel Saint. Peter, em Brasília. O fórum avaliou o processo de escolha de representantes, discutiu diretrizes das políticas culturais públicas e elegeu os representantes da sociedade civil para o Colegiado de Culturas Afro-Brasileiras do CNPC/ MinC.
O Conselho Nacional de Política Cultural é um órgão colegiado integrante da estrutura básica do Ministério da Cultura, que tem como atribuição propor a formulação de políticas públicas que incentivem a articulação e o debate para a realização de atividades culturais no país. Isto se dá através da atuação conjunta da esfera pública (governo) e a sociedade civil, que traz consigo representantes de cada área de atuação cultural, que contribuirão com dados a respeito do potencial e das carências de suas respectivas áreas de atuação.
Esta participação, inclusive, tem como objetivo garantir a perenidade de tais ações, para que não sejam descontinuadas com as mudanças na administração pública.
A atuação conjunta destes dois personagens (governo e sociedade civil) se dá através dos colegiados setoriais, que são compostos por representantes de cada uma das áreas de atuação cultural, distribuídos entre membros de instituições culturais públicas e privadas, de instituições de classe e de ensino, de iniciativas comunitárias e por grupos e indivíduos representativos de cada setor. Cada um possui delegados que são eleitos em fóruns estaduais, até chegar aos delegados que representarão os segmentos culturais em um patamar nacional.
A grande maioria dos delegados estaduais das Culturas Afro-brasileiras veio de Comunidades de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas que já se conheciam de outros fóruns de discussão, o que facilitou bastante a interação do grupo e coesão na definição de metodologias e propostas.
A primeira constatação dos membros do fórum foi a ausência de representação dos estados da região Centro-Oeste, e do Distrito Federal, e também de grupos culturais importantes para a identidade étnico-racial afro-brasileira, pois não havia a representação da cultura quilombola, da capoeira, do hip-hop, entre outras ausências sentidas. E quando o representante da Fundação Cultural Palmares, Alexandre Reis, assumiu a condução dos trabalhos na mesa, foi consensual afirmar novamente o que o grupo já vinha dizendo desde o início do processo, e o grupo disse ao representante do governo que o processo de inscrição e votação de delegados estaduais que o Ministério da Cultura adotou foi excludente e que o resultado dessa exclusão se via na ausencia de uma região inteira e de vários agentes das culturas afro-brasileiras que não conseguiram vencer a exclusão digital, e esta crítica partiu de todas as delegações presentes.
Sociedade Civil reverteu a metodologia.
A coordenação dos trabalhos apresentou a metodologia proposta pelo MinC, metodologia de eleição em duas etapas,
      1. escolher conselheiros para representação de cada região presente; e
      2. escolher representantes por área de atuação.
Na avaliação dos membros do fórum, essa metodologia incentivava uma disputa que poderia criar rivalidades e fragmentar o grupo, e revertendo o processo apresentado MinC, o fórum avaliou que seria melhor buscarmos o consenso em rodas de conversas, ou seja, utilizar a metodologia da característica das culturas tradicionais afro-brasileiras para chegar a um resultado que agradasse a todos os membros da comunidade. Também se avaliou que nas regiões haviam delegados de todas as áreas de atuação cultural, e que se manteria o equilíbrio entre as quatro regionais representadas, garantindo a titularidade aos dois delgados da região sul e distribuindo as treze vagas restantes entre as outras três regionais, ficando : 5 conselheiros para a região norte, e 4 para as regiões nordeste e sudeste.

Depois de muita conversa e ponderação, o Primeiro Colegiado de Culturas Afro-brasileiras foi aclamado pelo Fórum Nacional de Culturas Afro-brasilerias com a seguinte composição:

Titulares
Nordeste
AL MARIA NEIDE MARTINS
BA LUIZ CARLOS MENEZES DANTAS
BA EDVALDO PENA DA SILVA
PE MARIA ELIZABETH SANTIAGO DE OLIVEIRA
Sudeste
MG ALEXANDRE FRANCISCO BRAGA
RJ MARCIA DORIA PEREIRA
SP JOSÉ PEDRO DA SILVA NETO
SP PAULO CÉSAR PEREIRA DE OLIVEIRA
Norte
PA ONEIDE MONTEIRO RODRIGUES
PA ARTHUR LEANDRO
PA ELIZABETH LEITE PANTOJA
PA JANETE DOS SANTOS OLIVEIRA
RO FRANCISCO DAS CHAGAS SILVA
Sul
RS VALMIR FERREIRA MARTINS
RS ELZA VIEIRA DA ROSA

Suplentes
AL CLAUDIA CRISTINA REZENDE PUENTES
AL RODRIGO APARECIDO PETINATI
AL GILSON LIMA DA SILVA
BA MARIA LÚCIA GÓES BRITO
PA ALEX LEOVAN OLIVEIRA FERREIRA
PA EMANUELL DE NAZARÉ DOS SANTOS SOUZA
RJ FLAVIO HONORIO DA COSTA
RJ JANETE BUSTAMANTE DOS SANTOS
SP SANDRA REGINA CAMPOS
SP RAD ASSIS BRASIL UGARTE

Depois da aclamação, os conselheiros tomaram posse e realizaram a primeira reunião do Colegiado, e decidiram que a representação no CNPC será exercida por:
Titular Arthur Leandro (Táta Kinamboji) - PA; e
Suplente Paulo César Oliveira (Pai Paulo) – SP
Pai Paulo (suplente) e Táta Kinamboji (titular) foram os escolhidos pra representar a setorial no CNPC.

E numa demonstração de união em torno de um Colegiado forte, o Fórum encerrou as atividades fazendo os tambores soarem, com coco de umbigada e samba de roda, samba que continuou numa roda animada debaixo de uma árvore na esquina do hotel.

 
Foto de Isabela do Lago, gentilmente cedida para o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu.






Fotos de Táta Dianvula, texto de Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar, Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Terreiros realizaram o 41º Festival de Iemanjá na Praia do Cruzeiro.

Decoração do andor com a Imagem de N. Sra. da Conceição, no Terreiro de Mãe Marina, na Sacramenta

 Veja o vídeo da TV Liberal clicando aqui.

Pelo direito à liberdade religiosa, a quem pertence o Festival de Iemanjá?
Uma polêmica se instalou em Belém nestes primeiros dias de dezembro de 2012, desde os últimos dias de novembro que o jornalista Amaury Silveira (repórter da Rede Brasil Amazônia de Comunicação – TV RBA, Rádio Clube do Pará e Diário do Pará) anunciava o cancelamento da realização do 41º Festival de Iemanjá. Os motivos do cancelamento, dizia Amaury, era a alegação do Coronel Itacy Domingues – apresentado pelo jornalista como “o organizador” do festival -, que não teria conseguido recursos financeiros para a organização do evento. Amaury Silveira também especulou sobre a realização de um 'encontrão' com evangélicos que, segundo ele, estariam preparando uma concentração no estacionamento da Praia Grande do Outeiro, ao mesmo tempo em que afirmava o cancelamento do festival,
Enquanto isso nem Itacy Domingues, e nem tampouco os demais dirigentes da Associação dos Amigos de Iemanjá, se manifestavam sobre o assunto, e até então não se tinha sequer uma notícia dos preparativos da festividade que, desde 1986, acontecia na Praia Grande do Outeiro na Ilha de Caratateua.
Iracema Oliveira, relações públicas da Associação dos Amigos de Iemanjá, prestigiou a saída do cortejo no bairro da Sacranenta.
A ameaça de quebra de uma festividade considerada como uma tradição dos Terreiros de Umbanda de Belém e que se realiza há mais de 40 anos, provocou revolta entre os membros das comunidades de terreiros que desde 1971 participam do festival, e dessa manifestação de desagravo começou uma intensa mobilização para manter viva a tradição e realizar o Festival de Iemanjá independente da decisão da direção dessa Associação que foi criada com objetivo específico da realização dessa festividade.
As comunidades tradicionais de matrizes africanas mantiveram a tradição e saíram em cortejo pelas ruas de Belém.

Para entender a questão precisamos saber um pouco da história do festival e de suas personagens.
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A origem do festival.
Não vamos dizer que a nossa idéia de realização do “Primeiro Festival de iemanjá”, no próximo 7, em Icoaraci, tenha percorrido caminhos muito fáceis para sua concretização. Dependeu de tempo, tivemos que lançar mão do princípio de unidades que já existe entre os terreiros, contamos com a colaboração espontânea da maioria, tivemos de enfrentar uma série de obstáculos que graças a Deus, estão sendo transpostos, devagarinho. Tudo isso estava previsto, até o começo de um desânimo ao perceber que, alguns não entenderam plenamente o nosso objetivo e, por não entenderem tentaram - sem conseguir - fazer a derrubada geral dos planos que continuam sendo seguidos na maior lisura possível. Coluna IVO SILVA NO EMBALO (Jornal “A Província do Pará, 5/6 de dezembro de 1971, segundo caderno, pg 03).

Na dissertação de mestrado “Uma rosa à Iemanjá” (Antropologia/ UFPA, 1999), o pesquisador João Simões entrevistou as lideranças de terreiros que iniciaram o festival, o que podemos entender de sua análise antropológica é que são vários os fundadores e várias as motivações. Quase todas as personagens são falecidas, mas deixaram o registro da origem do festival nessa pesquisa universitária, personalidades como João Guapindaia, que afirmou ter sido procurado pelo radialista Ivo Silva e que foi designado a autoridade religiosa responsável pelo primeiro festival, função que assumiu com a ajuda de “Pai Manoel da Jóia”, e Pai Euclides, que veio de São Luís especialmente para o primeiro festival.
É nessa pesquisa que Mãe Celina revela que naquela época ainda não era “Mãe de Santo”, mas que por ser filha de santo e amiga de Ivo, participou de toda a sua origem. Ela contou que o Festival foi fruto de uma promessa do seu amigo e radialista Ivo Silva (Rádio Marajoara), em agradecimento à uma graça alcançada - essa graça foi a cura da cegueira de seu filho mais velho, e a cura é atribuída à Iemanjá. Ela disse que Ivo a procurou para organizar a festividade e que dela chegou aos demais Pais e Mães de Santo fundadores. Mãe Lucimar acrescenta que depois Ivo foi pro Maranhão em meados de 1974, e foi então que o também radialista Paulo Ronaldo (Rádio Marajoara) passou a participar da organização do festival.
Por outro lado, Mãe Marina contou que já vazia seu ritual na praia do Cruzeiro alguns anos antes do primeiro festival, que ela fazia o ritual na praia para “Mamãe Oxum” e que um ano antes do primeiro festival (1970) ela teve uma “revelação”. Ela disse que no momento da oferenda pra Oxum, a sua “Ondina” (encantaria das águas) revelou à um de seus filhos que, mesmo que ela quisesse fazer o ritual sozinha, a partir daquele momento 'a estrela de Iemanjá iria fazer o ritual brilhar' e que pra isso ela seria obrigada a fazer em conjunto com outros terreiros. Para Mãe Marina, Ivo Silva (um leigo que quase nada conhecia das religiões afro-amazônicas) foi apenas um instrumento para a realização da vontade de Mamãe Oxum e das Encantarias das águas.
Comunidades Tradicionais de Terreiro ocuparam a Praia do Cruzeiro e fizeram o 41º Festival de Iemanjá acontecer.

Quando a celebração para Iemanjá, Oxum e às Encantarias das águas perdeu a importância para os diretores da AAI?
FESTIVAL IEMANJÁ ARRASTOU MILHARES DE PESSOAS À PRAIA.
* CONSTITUI-SE EM SUCESSO total o “Festival de Iemanjá”, na praia do Cruzeiro em Icoaraci reunindo 40 terreiros de umbanda de Belém no Pará (oficialmente inscritos). Os pais e mães de santos foram conduzidos em companhia dos filhos de cada terreiros, em 23 ônibus que foram colocados à disposição do colunista por MONTILA.
* TODOS SE DIRIGIRAM preparados com vestimenta própria da data. A caravana chegou em Icoaraci às 20 horas e 30 minutos aproximadamente. Tôda a orla da Baía estava já literalmente tomada por populares à maioria conduzindo a flôr(sic) (solicitada na campanha) para “deusa das águas”. A invasão do público à praia, o policiamento reduzido, diante do inexperado(sic) público que compareceo(sic) foram os motivos principais e tornaram impossível a execução do programa que estava preparado para a praia.
* CADA TERREIRO teve de fazer como pode sua parte de homenagem a “Iemanjá”. Alguns poderiam afastar-se da multidão que cercava e apertava os terreiros e escolherem lugares mais distantes para “firmar o ponto a deidade do mar”.
* TUDO, apesar dos imprevistos correu com normalidade na praia que recebeu iluminação especial oferida(sic) pelo fabricante de Coca-Cola em Belem, o grande patrocinador do encontro umbandista para festevar(sic) Iemanjá
* A SECRETARIA DE OBRAS sob a orientação de seu titular sr. Morais da AGÊNCIA de Icoaraci, ofereceu o melhor de seus esforços para que tudo estivesse preparado a contento. Uma equipe, sob seu comando trabalhou dia e noite para que a festa tivesse êxito assegurado”.
* A VILA DE ICOARACI foi pequena para conter o fluxo de carros particulares e taxis, além dos ônibus que levaram milhares de pessoas para assistir ao “PRIMEIRO FESTIVAL IEMANJA” do norte do Brasil”.
* AS BARCA(sic) com as oferendas começaram a largar a praia a exatamente à mei-noite(sic). Centenas de pessoas não resistiram e se alnçaram(sic) as águas pedindo graças a Iemanjá alguns com toda vestimenta do corpo”. 
* ONTEM a festa continuou em todos os terreiros de umbanda. era o inicio de Nossa Senhora da Conceição (Mamãe Oxum). Os terreiros participantes voltaram sem poder conter a alegria de ter participado da grande festa, o maior movimento umbandista.”Coluna IVO SILVA NO EMBALO (Jornal “A Província do Pará, 10 de dezembro de 1971, segundo caderno, pg 03)
Com o passar dos anos, e das décadas, e por ser, ano após ano, um fato amplamente noticiado pela imprensa paraense, o Festival de Iemanjá se tornou o ritual afro-amazônico de maior repercussão e visibilidade social em Belém do Pará.
Essa grandiosidade que a festividade alcançou está presente nos discursos desde a sua origem, parece que já nasceu com essa pré-destinação, e essa intenção nós podemos encontrar tanto no “mito fundador” através da 'revelação' da Encantaria de Mãe Marina, quanto no espaço alcançado na imprensa na divulgação (em agradecimento à graça alcançada) pelo jornalista Ivo Silva.
Em 1986 os organizadores do Festival criaram a A.A.I. - Associação dos Amigos de Iemanjá, uma organização social que tem como objetivo a organização do festival, e nessa organização tanto as lideranças de terreiros quanto jornalistas e autoridades constituídas sempre estiveram presentes, como se fosse um diálogo multicultural que tinha um interesse comum: a celebração religiosa na praia e em homenagem à Iemanjá, Oxum e às Encantarias das águas.
No início havia a crença e o interesse de criar a visibilidade e o impacto social ao culto `a Iemanjá – mesmo daqueles que não faziam parte das religiões afro-amazônicas -, e pra isso se juntaram nessa associação: 1. autoridades religiosas; 2. autoridades civis; e 3. jornalistas, e cada um desses grupos sociais atuavam em nome do interesse comum na afirmação das celebrações para Iemanjá. 
Cada comunidade levou suas oferendas para a entrega coletiva à nos primeiros minutos do dia 8 de dezembro.

Mas, e nos dias de hoje? Podemos ainda afirmar que há interesse comum?
Um dado importante para analisar a situação atual é a informação de que no núcleo administrativo da atual diretoria da AAI não há uma única autoridade religiosa, a associação é presidida pelo Coronel Itacy Domingues (policial da reserva) e o vice é Amaury Silveira (jornalista), e, segundo Mametu Kátia Hadad, há quase 10 anos que essa diretoria retirou a AAI da organização do festival para divulgar a organização criada pelo Cel. Itacy, a URCABEP, como promotora do festival.
A percepção da modificação da organização social promotora do evento pode tranqüilamente levar a outras especulações, dentre elas o possível descaso da atual diretoria com a memória do festival e de seus fundadores. A especulação que mais se ouvia na noite de 7 de dezembro na praia do Cruzeiro, em Icoaraci, era de que o coronel queria cancelar a festa apenas para se vingar porque não foi eleito vereador no pleito de 2012, e que ele achava que com o resultado da eleição ele havia sido traído pelos umabandistas.
Temos, numa das postagens do Amaury Silveira no Facebook, uma pista para a relação entre a derrota nas eleições e o cancelamento da realização do festival, Amaury afirmou na rede social que

“No próximo dia 7, deveria ocorrer organizadamente, como ocorria desde 1971, o FESTIVAL DE IEMANJÁ, na Praia Grande do Outeiro.
Este ano, como venho postando aqui no Face, desde o final de Outubro, não teremos o evento. O organizador, Cel Itaci, alega a falta de recursos, pois gastou todo o seu dinheiro, na campanha política passada, quando foi candidato a vereador (e não ganhou).
Como ele bancava a maioria das despesas do seu bolso, e a Prefeitura em fim de Governo, fechou os cofres. assim como o Governo não viabilizou verbas, ele anunciou que não iria organizar a festa este ano.”
Se no início o festival era fruto do esforço coletivo, agora o Itacy é apresentado como “o organizador”, como se ele sozinho fosse o único responsável por todo o festival.
Assim como com a tentativa de cancelamento do festival, a desinformação que o vice-presidente da AAI, Amaury Silveira, promoveu nas redes sociais e em seu programa de rádio, podemos até especular que na atual diretoria não há mais o mesmo compromisso com a valoração positiva que demonstrava Ivo Silva, quando este afirmava que “tivemos de enfrentar uma série de obstáculos que graças a Deus, estão sendo transpostos, devagarinho.”. Importante salientar que nos primeiros anos da década de 1970 a imprensa que fazia parte da organização falava na primeira pessoa do plural e atribuia a outros atores a mesma importância para a sua organização, essa pluralidade expressa nos textos de Ivo se perdeu em algum lugar do passado. 
Terreiros das mais diversas nações ocuparam a praia com oferendas e homenagens.
Ao contrário da persistência coletiva do grupo que iniciou a tradição, nos dias de hoje a postura da diretoria foi personalista e de absoluto descaso com a organização do festival, e Amaury ainda divulgou nas redes sociais que “IEMANJÁ: Nos últimos anos, diversos evangélicos foram para a Praia Grande, no dia da festa de Iemanjá, mas foram rechaçados. Tentavam ridicularizar o evento, distribuindo folhetos etc. Dessa vez, sem organização, espero que nada ocorrte de errado.” (dia 4 de dezembro de 2012 – http://www.facebook.com/amaury.silveira.52), investiu no terrorismo midiático e continuou com postagens ameaçadoras ao dizer que “Evangélicos estariam programando para o mesmo dia 7, na mesma hora e no estacionamento da Praia Grande, um encontrão.” (via Twitter @amauryreporter às 2:15 PM - 1 Dez 12), e, disse mais, que “O estacionamento da Praia Grande é de frente p/ onde o Festival ocorre. Pode ocorrer algum desentendimento entre macumbeiros e evangélicos” (2:18 PM - 1 Dez 12), sugerindo que haveira conflitos físicos entre adeptos das duas religiões. Concluímos que o vice-presidente da organização que deveria promover o festival e o culto à Iemanjá, ao invés de usar seu poder de comunicador em razão do respeito à devoção à Iemanjá, tentou confundir os leigos, incitar a violência e criar o temor nas comunidades de terreiros que, caso insistissem em desobedecer a direção da AAI e insistir na realização do festival, deveriam se prevenir para possíveis conflitos por intolerância religiosa nas praias do Outeiro.

Os religiosos entoaram antos e danças em celebração às divindades das águas.
Os organizadores da festa quiseram ser, também, os donos das divindades!
É bem verdade que a população da zona metropolitana de Belém confunde os rituais que cada terreiro promove à Iemanjá com a realização do festival, afinal são 40 anos que essa festividade é divulgada na imprensa enquanto as manifestações isoladas de cada terreiro permanecem invisíveis para a imprensa local, e para o senso comum a divulgação do cancelamento do festival, por conseguinte, causou o entendimento do cancelamento de todos os rituais que os terreiros tivessem programado para a celebração às divindades que residem nas águas afro-amazônicas.
Se autoridades religiosas não fazem mais parte da diretoria da AAI, os interesses de seus diretores parecem ter se tornado apenas a promoção pessoal. E se o coronel Itacy não foi eleito vereador, pra ele parece que não faz diferença em realizar ou não realizar o festival, afinal ele não faz parte das comunidades de matrizes africanas e não recebeu a contra-partida que o mesmo esperava para continuar a promover o festival.
Amaury também parece ir no mesmo caminho, pois ao saber que haveria o festival mesmo sem a organização da diretoria da AAI, ele disse “Iemanjá: Soube que um grupo de umbandistas estariam se unindo para irem até o Outeiro, mesmo com recursos precários.” ( via Twitter às 2:19 PM - 1 Dez 12), e no dia 4 de dezembro acrescentou pelo Facebook que
“IEMANJÁ: Preocupa-me o fato de que alguns umbandistas queiram individualmente irem para a praia, mesmo assim.
É que se trata de um evento de água e como tal, tem que ter segurança, principalmente os salva-vidas do Corpo de Bombeiros. Todos os anos, eles são acionados pela direção da festa.
Este ano, espero que o comandante entenda que de modo preventivo, encaminhe homens para essa missão. Com certeza vai gente da umbanda, lá, prestar sua oferenda.
Entendo também que seja necessário a presença da PM, para garantir a segurança, pois estão sendo anunciadas festas dançantes e grande movimentação em bares.
Soube também, que evangélicos estariam planejando um Encontrão para o estacionamento da praia. Isso pode causar entrevero com umbandistas.
Ontem a noite foi até a praia e, no espaço onde o Festival é apresentado, tem boa iluminação. Refletores que a Celpa deixou lá, instalados e que dá perfeita iluminação para o local. Menos mal.
Se tiver som. Uma imagem, mesmo pequena, um altar, Bombeiros e PM, dá pra realizar o evento. Também o transporte para os terreiros.”
Amaury quis demonstrar preocupação com a segurança dos umbandistas e do público que frequentava o festival, público que já chegou a 60 mil pessoas, mas parece mesmo é que os diretores do festival se acharam também com poder de 'donos' da religiosidade afro-amazônica, e que bastaria o presidente se utilizar dos programas de rádio de seu vice para anunciar a decisão de cancelamento e a partir daí todo o litoral da zona metropolitana de Belém estaria livre do culto à Iemanjá e à Oxum.
O recado dado pelo coronel e pelo jornalista parece bastante evidente, é como se eles dissessem “sem nós vocês não vão conseguir manter a tradição e a devoção aos deuses de vocês”.

Mametu Katia Hadad, filha de Mãe Nazaré Andrade (fundadora do festival) esteve na liderança da resistência do festival.
Da adversidade vivemos!
Com os recados vindos da imprensa, imediatamente os terreiros criaram uma rede solidária para garantir a realização do culto à Iemanjá nas praias da orla de Belém, e a manutenção do festival que lhe dá visibilidade social através do espaço na imprensa.
 Cada comunidade contribuiu com o que pode, inclusive com abertura de canais de acesso a outras emissoras de rádio e televisão. Foi assim que na terça-feira, dia 4 de dezembro, o Jornal “O Liberal” e o Jornal “Amazônia” publicaram a manifestação de desagrvo de Mametu Kátia Hadad aos diretores da AAI, e no mesmo dia o “Jornal da Noite”, da TV Cultura do Pará, exibiu matéria com diversas autoridades afro-religiosas afirmando que os rituais para Iemanjá não tem donos, e que o festival se realizaria mesmo sem a participação do Coronel Itacy.

A praia do Cruzeiro, em Icoaraci, ficou pequena com a quantidade de representações de terreiros e devotos de Iemanjá que compareceream para as homenagens.

Quando o conflitos entre os interesses pessoais do coronel Itacy e do jornalista Amaury Silveira ameaçaram a manutenção dos ritos à Iemanjá nas praias da orla de Belém, a informação foi recebida como uma ameaça a toda a liturgia afro-amazônica, e, por analogia, à liberdade de consciência religiosa, e o que testemunhamos na semana que antecedeu a realização do festival foi o 'levante' de insubordinação e insurreição dos terreiros. Um levante que teve a liderança das herdeiras das fundadoras do festival, mas que também teve a adesão de terreiros que nunca participaram desse festival e que se integraram nessa resistência em nome da luta política de afirmação de identidade religiosa de matrizes africanas na Amazônia, e em nome do direito à liberdade de culto.
O recado devolvido foi “se vocês acham que podem cancelar o culto (e a devoção) às divindades afro-amazônicas, lhe mostramos que vocês não nos fazem falta.”
  
Belém, 9 de dezembro de 2012

Táta Kinamboji (Arthur Leandro)
Sacerdote de Candomblé de Angola, Militante de Direitos Humanos e do Movimento Negro, Artista e Pesquisador.


A diretoria da AAI-Associação dos Amigos de Iemanjá é vitalícia e é composta por: 
Presidente: Itacy Domingues
Vice-Presidente: Amaury Silveira
1º Secretário: Bento Pires
2ª Secretária: Mãe Nazaré Andrade (falecida)
Diretora Social: Iracema Oliveira
Relações Públicas: Pai Reginaldo
1º Tesoureira: Mãe Marinete (falecida)


sábado, 8 de dezembro de 2012

7º aniversário do Cineclube Nangetu.

Nesta quarta-feira, 12 de dezembro, as 17h, será comemorado o sétimo aniversário do Cineclube Nangeu. A presentando um documentário sobre o Ilê Axé Opo Afonja - Doc sobre Mãe Stella de Oxossireazliado pela TV Cultura da Bahia.
e
Lançamento do filme: " O céu sobre os ombros", de Sérgio Borges - lançamento no circuito cineclubista nacional.

Roda de conversa com o pesquisador João Simões.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel

Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel

Ministrante: Delleam Cardoso (Taata Kitauange)
Dia: 05/12 (quarta-feira) às 16h
Local: Terreiro Mansu Nangetu

INSCRIÇÕES GRATUITAS
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
Endereço: Travessa Pirajá, 1194
(entre Av. Duque de Caxias e Av. 25 de setembro - Bairro Marco) Belém/Pará
Telefone: (91) 3226-7599 / 8806-7351       
E-mail: nangetu@hotmail.com      etetuba@gmail.com
  
PARTICIPE!

Aos interessados, favor trazer tesoura e folhas de papel A4.





                            

sábado, 1 de dezembro de 2012

Re-Lançamento do Livro nova cartografia social da Amazônia no Mansu Nangetu.

Nesta terça feira, dia 28 de novembro, aconteceu no Mansu Nangetu o re-lançamento do livro Nova Cartografia social da amazônia, para os povos de Nação Angola com a presença de membros da Academia, OAB, Mametus e Tateto da de Candomblé Angola.
O Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA) teve como objetivo o estímulo à auto-cartografia dos povos e comunidades tradicionais na Amazônia, com o intuito de fortificação da resistência cultural destes povos. Com isso o material produzido, apresenta não apenas esses processos históricos, mas, sobretudo o trabalho dos movimentos sociais que contribuem com estes espaços e trazem a discussão de processos de resistência política e cultural na Amazônia brasileira. 

Mametu Nangetu, que coordenou a pesquisa da Nação Angola, apresentouo livro ressaltando a força que esta cartografia possui em divulgar a história da afroreligião no Brasil, que é muitas vezes desrepeitada pela sociedade e acaba não sendo conhecida pela população. Ela enfatizou a necessidade de continuar se produzindo ações que fortaleçam as comunidades tradicionais, produtos como filmes, livros, materias didáticos, cartilhas, e outros meios que consigam contar essa história tão valiosa e esquecida. 
Dr. Jorge Farias, advogado e coordenador da comissão de igualdade étnico-racial da OAB-PA, reafirmou o discurso da resistência e da necessidade de conhecermos as comunidades tradicionais, e que por isso é importante que se propicie a criação de canais de comunicação para o proagonismo da comunicação destes povos.

Mametu Kaia Onileji disse que “ Este livro mostra a história e origem de cada espaço e suas características próprias, mesmo sendo da mesma nação, e por isso constrói o respeito que precisamos.”, e falou ainda da necessidade de uma continuação da Academia nestas produções sensíveis sobre os povos de terreiro, principalmente por estarmos na Amazônia - uma região  rica de conhecimentos na diversidade de práticas como o Tambor de Mina,  a Pajelança e a Umbamda.

A professora Marilu Campelo, que neste evento representou o Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM) e a UFPA, reconheceu a importância do protagonismo das comunidades tradicionais de matrizes africanas, e disse que assim como a universidade, as lideranças e os intelectuais das próprias comunidades tem completa condição de falar sobre a sua gente, e concluiu dizendo que o papel da academia neste momento é justamente sustentar o apoio e a troca de ferramentas para que o protagonismo aconteça.

A emoção tomou conta de todos os que estavam presentes no grande agradecimento para a equipe que produziu o Projeto da Cartografia dos Afro-religiosos pelo PNCSA. Foi quando Mametu Muagilê resumiu, em sua fala final, o quanto é importante essa produção: “Aqui está nossa identidade, a nossa história! Nunca mais o povo afroreligioso aqui no Pará vai ser o mesmo, nossa visão mudou.”.
Após as manifestaçõs das autoridades presentes, um coquetel com comidas tradicionais de matrizes africanas foi servido aos convidados.





Texto de Luah Sampaio/ Projeto Diálogo em Cabana de Caboco- FACS/ IFCH, Bolsa PIBEX/ UFPA
Fotos de Lucivaldo Sena, gentilmete cedidas ao Projeto Azuelar.