segunda-feira, 10 de maio de 2010
AXEXE DE MÃE DEWI
REALIZADO NO DIA 08 DE ABRIL DE 2010, NO MANSÚ NANGETU MANSUBANDO KEKE NETA, NA TV.PIRAJÁ nº1194; MARCO;CEP:66087-000 BELÉM-PARÁ.
Dia da Mulher
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Comunidades se unem para preservar meio ambiente em Ananindeua.
A Irmandade dos Rosário e o Instituto Nangetu, comunidades que se ligam em razão do afeto e mantém relações solidárias há cerca de vinte anos, iniciaram o projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual, ação conjunta para conter a degradação e preservar a área de mata e as nascentes de água ameaçadas pela expansão urbana sobre o igarapé do Pato Macho.
Aa ações vão acontecer no terreno de moradia da família Rosário, comunidade negra de origem bragantina que migrou para a capital a partir da década de 1980, e que, mesmo na agitação da zona metropolitana, preserva as tradições culturais dos Campos de Bragança, e a área também é o local de oferendas e fonte de coleta de ervas sagradas necessárias aos rituais do Mansu Nangetu.
O 'Pato Macho' é um lugar no bairro Dona Ana - Ananindeu -, que tem floresta, cacimbas de olho d'água e igarapé, mas que de três anos pra cá sofre com o intenso processo de ocupação desordenada por famílias de baixa renda em busca de alternativas de moradia. Em muito pouco tempo se multiplicou o número de habitantes do lugar, e mudou a característica da área.
Os impactos da ocupação desordenada foram sentidos imediatamente, e são medidos pelo acumulo de lixo na rua e no igarapé, pelo empobrecimento do solo que provoca muitas quedas de árvores na mata que sobrou. Sem falar no que não podemos ver, como a contaminação do meio ambiente por poluentes tóxicos para os mais variados seres vivos e, entre eles, os próprios habitantes do lugar.
A professora Maria José Aviz do Rosário nos conta que “antes das ocupações, aqui tinham algumas chácaras, um clube, uma vacaria que fornecia leite para a vizinhança e poucas casas com famílias que cultivavam hortas - e a maior parte era de floresta mesmo. Agora somos como qualquer outra periferia da zona metropolitana, porém ainda podemos intervir para preservar algumas áreas de mata e os olhos d'água. Pois mesmo tendo reduzido a mata, ainda encontramos andiroba para extrair o óleo, e em menor quantidade a castanha sapucaia, frutos de cajui, de uxi, tucumã... E é comum a freqüência de macacos de cheiro, de jibóias (vistas nos galhos da vegetação da várzea), tucanos (principalmente nos cachos das abacabeiras), papagaios, periquitos, e passarinhos, como sabiás, sanhaçus, japiins, pipiras, pipiras do campo, bem-te-vis, curiós e muitos outros.”.
As atividades contam com o voluntariado dos Mestres das próprias comunidades, e de educadores, ambientalistas e urbanistas, e vai trabalhar com a educação ambiental com as crianças e jovens da comunidade da Irmandade dos Rosário em atividades educativas práticas e teóricas que possam instrumentar a juventude tanto para a produção intelectual crítica, quanto para o manejo que equacione a expansão da cidade, as necessidades de sobrevivência e a preservação da natureza.
O projeto vai promover rodas de conversas sobre a relação das culturas afro-amazônicas com a natureza e a necessidade de preservação das áreas de mata, de nascentes e de igarapés para a manutenção das tradições, e o acompanhamento de técnicos para identificação, seleção e manejo de sementes para construir um viveiro de mudas de árvores de grande porte para substituir aquelas que caem em função das alterações no ambiente e reflorestar a mata.
e de árvores frutíferas, tanto as nativas quanto as adaptadas, para distribuir nas comunidades formadas pelas ocupações vizinhas - pois também vai contribuir com a recuperação de parte da cobertura vegetal do entorno, e ainda fornecer fonte de alimentos para a população.
Fonte: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu – Ponto de Mídia Livre
Texto: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji.
Fotos: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji e Marcos Leão.
Área do Pato Macho no Bairro Dona Ana, em Ananindeua.
Ocupações desordenadas são alternativa de moradia.
O 'Pato Macho' é um lugar no bairro Dona Ana - Ananindeu -, que tem floresta, cacimbas de olho d'água e igarapé, mas que de três anos pra cá sofre com o intenso processo de ocupação desordenada por famílias de baixa renda em busca de alternativas de moradia. Em muito pouco tempo se multiplicou o número de habitantes do lugar, e mudou a característica da área.
Os impactos da ocupação desordenada foram sentidos imediatamente, e são medidos pelo acumulo de lixo na rua e no igarapé, pelo empobrecimento do solo que provoca muitas quedas de árvores na mata que sobrou. Sem falar no que não podemos ver, como a contaminação do meio ambiente por poluentes tóxicos para os mais variados seres vivos e, entre eles, os próprios habitantes do lugar.
O lixo vai parar no igarapé.
Criação tradicional de aves é mantida pela Irmandade dos Rosário.
Sementes de andiroba usadas na extração do óleo.
Preservar as nascentes também é meta das comunidades.
O projeto vai promover rodas de conversas sobre a relação das culturas afro-amazônicas com a natureza e a necessidade de preservação das áreas de mata, de nascentes e de igarapés para a manutenção das tradições, e o acompanhamento de técnicos para identificação, seleção e manejo de sementes para construir um viveiro de mudas de árvores de grande porte para substituir aquelas que caem em função das alterações no ambiente e reflorestar a mata.
Crianças da comunidade em colheita de taperebá.
Mudas artesanais de árvores frutíferas e nativas da mata.
Graviola, fruto cultivado pela Irmandade dos Rosário.
Laranja da terra também tem grande produtividade.
e de árvores frutíferas, tanto as nativas quanto as adaptadas, para distribuir nas comunidades formadas pelas ocupações vizinhas - pois também vai contribuir com a recuperação de parte da cobertura vegetal do entorno, e ainda fornecer fonte de alimentos para a população.
Fonte: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu – Ponto de Mídia Livre
Texto: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji.
Fotos: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji e Marcos Leão.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Governo Federal em parceria com Governo Popular lançam mapeamento de comunidades de terreiros na Região Metropolitana de Belém.


A Secretaria da Presidência para Promoção de Políticas da Igualdade Racial ( SEPPIR) , o Ministério do Desenvolvimento Social ( MDS), por meio da Secretaria Nacional para Segurança Alimentar e Nutricional em parceria com lideranças afro-religiosas locais e Governo do Estado, que compõem o Conselho Estadual Gestor de Segurança Alimentar lançam em Belém um mapeamento de comunidades tradicionais de terreiros.
Esse mapemaento tem como objetivo fornecer um conjunto de informações precisas sobre essas comunidades , estimadas em mais de 3.200 na Região Metropolitana, para que os governos, e outras iniciativas públicas posssam beneficiar esse público com ações de assistência social básica e cidadania. Essa iniciativa também visa divulgar para toda sociedade informações sobre a atuação das comunidades afro-religiosas, formadoras da cultura brasileira , a fim de garantir as mais diversas formas de religiosidade e políticas públicas.
" É uma iniciativa histórica, implementada para essas comunidades, no sentido do Governo reconhecer e garantir políticas específicas para as comunidades de terreiros, como os direitos à soberania alimentar como todos os povos da nação brasileira", diz o Sub-secretário da Seppir, Alexandro Reis.
"Nesta fase inicial, vamos contemplar 4 cidades, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Belém , como grandes pólos estratégicos para esse mapemaento, e como projetos de atuação-piloto de programas de Segurança Alimentar, beneficiando comunidades tradicionais que vamos saber onde estão, quem são e poder atacar com mais precisão com políticas sociais no país", afirma Crispim Moreira ( MDS), Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
O evento foi realizado no Museu do Estado do Pará, e cerca de 600 pessoas de comunidades tradicionais de Belém,Mosqueiro, Ananindeua participaram do encontro.
"E o Conselho Gestor do Pará teve um papel estratégico para escolha de Belém nessa etapa do mapeamento, já que vamos poder avaliar com mais dados nossas demandas" ,afirma Mãe Nalva, membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e do Conselho Gestor no Pará.
O Governo do Estado apóia a iniciativa e participa do Conselho estadual de Segurança Alimentar, " e vemos esse programa como uma necessidade ímpar para nossa região, já que aqui habitam milhares de comunidades de terreiros, e que precisamos dar respostas a longo prazo, assim como saber respeitar a diversidade religiosa , tem sido uma bandeira deste governo", fala Valmir Bispo, Superintendente da Fundação Curro Velho, que representou neste evento a Exma Governadora , Ana Jùlia Carepa.
O mapeamento vai ser realizado por uma ong ( Filmes de Quintal), que foi escolhida em licitação pública, e deve concluir os trabalhos até dezembro de 2010.
Frente afro-religiosa para cidadania - PA.
Imprensa: Keyla Negrão
Fotos: Marcos Barbosa
terça-feira, 20 de abril de 2010
SECULT-PA premia Cineclube Nangetu
Entre as trinta e cinco organizações sociais que foram contempladas pela Secretaria de Cultura do Pará através do Edital Cine Pará Mais Cultura, está o Terreiro que se
tornou referência de Cinema e vídeo, e a premiação no Edital
garante a consolidação do Mansu Nangetu como o espaço de exibição
e produção audiovisual que atende Comunidades Tradicionais de
Terreiros.

O Cineclube Nangetu faz parte do Projeto Azuelar, palavra que significa “fazer barulho”, e foi através do “Azuelar” que o Instituto se tornou Ponto de Mídia
Livre, em meados do ano passado. O Projeto Azuelar funciona há
cinco anos e promove a comunicação social experimental e
comunitária para as religiões afro-amazônicas.
Elizandra Rodrigues - a Kota Mazakalanje -, estudante de 18 anos que coordena o cineclube, diz que os filmes são escolhidos “prioritariamente pela temática
afro-brasileira”, e explica que “com isso valorizamos a
afro-brasilidade assim como a comunidade afro-religiosa”. São
documentários sobre as relações com a África, sobre
personalidades afro-brasileiras, sobre a visão preconceituosa que a
cristandade tem da afro-religiosidade, sobre a cultura produzida nos
terreiros, até documentários sobre a cosmologia afro-amazônica e
sobre o cotidiano do Mansu Nangetu.

Ela acrescenta que também tem filmes que tratam da construção da imagem do negro e da religiosidade afro-brasileira na nossa sociedade, abordagens da condição
socio-econômica, moradia, violência e resistência política e
cultural. E continua dizendo que “também trazemos temas de
cidadania, como a discussao da condição feminina, temas de meio
ambiente e outros”. Ao fim de cada exibição o cineclube promove
uma roda de conversas para discutir os assuntos tratados nos filmes.

Com a premiação no Edital estadual do Cine Mais Cultura, o Instituto Nangetu receberá kit com telão (4mx3m), aparelho de DVD player, projetor digital, mesa de som de
quatro canais, quatro caixas de som, amplificador, dois microfones
sem fio, dentre outros equipamentos necessários para garantir a
qualidade das exibições para melhor atender o público, e 104 DVDs
de obras brasileiras do acervo pertencente ao catálogo da
Programadora Brasil.
tornou referência de Cinema e vídeo, e a premiação no Edital
garante a consolidação do Mansu Nangetu como o espaço de exibição
e produção audiovisual que atende Comunidades Tradicionais de
Terreiros.
O cineclube exibiu clássicos do cinema brasileiro, como "O amuleto de Ogum".
O Cineclube Nangetu faz parte do Projeto Azuelar, palavra que significa “fazer barulho”, e foi através do “Azuelar” que o Instituto se tornou Ponto de Mídia
Livre, em meados do ano passado. O Projeto Azuelar funciona há
cinco anos e promove a comunicação social experimental e
comunitária para as religiões afro-amazônicas.
Elizandra Rodrigues - a Kota Mazakalanje -, estudante de 18 anos que coordena o cineclube, diz que os filmes são escolhidos “prioritariamente pela temática
afro-brasileira”, e explica que “com isso valorizamos a
afro-brasilidade assim como a comunidade afro-religiosa”. São
documentários sobre as relações com a África, sobre
personalidades afro-brasileiras, sobre a visão preconceituosa que a
cristandade tem da afro-religiosidade, sobre a cultura produzida nos
terreiros, até documentários sobre a cosmologia afro-amazônica e
sobre o cotidiano do Mansu Nangetu.
Filmes paraenses também estão na Programação, como o "Chama Verequete", de Luiz Arnaldo.
Ela acrescenta que também tem filmes que tratam da construção da imagem do negro e da religiosidade afro-brasileira na nossa sociedade, abordagens da condição
socio-econômica, moradia, violência e resistência política e
cultural. E continua dizendo que “também trazemos temas de
cidadania, como a discussao da condição feminina, temas de meio
ambiente e outros”. Ao fim de cada exibição o cineclube promove
uma roda de conversas para discutir os assuntos tratados nos filmes.
Exibição do filme "Atlantico Negro", relação Brasil África em foco.
Com a premiação no Edital estadual do Cine Mais Cultura, o Instituto Nangetu receberá kit com telão (4mx3m), aparelho de DVD player, projetor digital, mesa de som de
quatro canais, quatro caixas de som, amplificador, dois microfones
sem fio, dentre outros equipamentos necessários para garantir a
qualidade das exibições para melhor atender o público, e 104 DVDs
de obras brasileiras do acervo pertencente ao catálogo da
Programadora Brasil.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Conferência Livre de Cultura - Afro-religiosos
Conferência Livre de Cultura - Afro-religiosos
13 outubro 2009 das 15:00 as 19:00 – na Casa da Linguagem
O CNAB, ACAOÃ E O INSTITUO NANGETU, Tem a honra de convidar tod@s @s Afros Religiosos, para participarem da Data: 13 de Outubro de 2009... Organizado por Instituto Nangetu + ACAOÃ + CNAB
Eixos de discussão
1- produção simbólica e diversidade cultural;
2- Cultura, cidade e cidadania;
3- Cultura e desenvolvimento sustentável;
4- Cultura e economia criativa; e
5- Gestão e institucionalidade da cultura.
SUA PARTICIPAÇÃO É FUNDAMENTAL
domingo, 23 de agosto de 2009
Falecimento do Pai Caduca
Pai Caduca (na cadeira de rodas), homenageado pelos Pais: Antônio, Tayandô e Alfredo.
É com profundo pesar que informamos o falecimento do Pai Caduca, ontem, sábado - 22, e que o enterro aconteceu neste domingo, 23 de agosto.
Mestre Caduca é importante referência das religiões Afro-amazônicas que mantinha seu Terreiro na rua da Vileta, no bairro da Pedreira em Belém. A comunidade do Mansu Nangetu lamenta profundamente a perda desta liderança de comunidades de terreiros.
Mam'etu Nangetu
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Mametu Nangetu recebendo o prêmio Maestro Adelermo Matos, da SECULT, e organização da Festa das raças
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Carta dos cineclubistas da Região Metropolitana de Belém.
A experiência da troca de conteúdos e vivências proporcionada pela participação nos DIÁLOGOS CINECLUBISTAS ? A fala das práticas - Relatos de experiências e rodas de diálogos, evento livre, democrático e independente, realizado nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2009 em locais onde são desenvolvidas as mais diversas praticas cineclubistas em Belém e em Ananindeua, trouxe para os seus participantes a certeza de que o CINECLUBE é um espaço de construção de aprendizados e diálogos democráticos e necessariamente uma ferramenta educativa capaz de formar consciências e culturas poéticas e visuais, pelas quais o ser humano pode vir a criar e a produzir um novo pensamento, assim como a arte na sua plenitude política e libertária.
Nesse sentido, nós, abaixo-assinados, realizadores, produtores e técnicos, atores e atrizes, cineclubistas, críticos e pesquisadores, exibidores e amantes do cinema, representantes de projetos e organizações com forte atuação em Belém e em Ananindeua, resolvemos tornar pública a CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM, com o objetivo de refletir, compartilhar e sugerir idéias e propostas para fortalecer o cinema, o audiovisual e o cineclubismo no Estado do Pará.
CONSIDERANDO:
* Que a dimensão continental e a diversidade cultural amazônidas são fatores que devem ser referenciados de forma a que sejam rompidas as amarras impostas pelo processo colonizador que cria padrões culturais e mediáticos - internacional e nacional -, que dificulta o direito à produção do conhecimento pelos povos de nossa Região;
* Que a produção e a difusão audiovisual que considerem identidades e modos de vida na Amazônia são premissas básicas para que instauremos um processo de construção de novas perspectivas poéticas e visuais capazes de fazer frente às referências audiovisuais impostas pela indústria cultural;
* Que é inalienável o direito dos realizadores paraenses garantirem que os seus filmes sejam vistos pela comunidade, do mesmo modo que é também inalienável o direito do povo paraense e amazônida de ter acesso às obras cinematográficas e reflexões críticas produzidas na Região e no mundo;
* Que esta consciência também é uma garantia de fortalecimento do atual momento, pelo resgate da memória do cinema e do imaginário de si mesmo;
* Que o atual estágio de amadurecimento coletivo das organizações culturais autônomas amazônidas está em sintonia com o avanço dos movimentos sociais;
* Que o CINECLUBE tem características colaborativas e solidárias, pelo que as suas atividades são desenvolvidas de forma democrática, mediante compromisso ético e cultural, sem fins lucrativos;
* Que as ações de caráter cineclubista dependem de atores voluntários que não economizam esforços para realizar as suas intervenções, na medida em que são amantes do cinema e acreditam na construção de uma cultura visual poética e estética capaz de propor a reflexão crítica amazônida e democratizar a cultura cinematográfica mundial;
* Que os praticantes do cineclubismo consolidam e ampliam os circuitos de exibição e fortalecem uma cadeia produtiva (audiovisual e intelectual) solidária, com investimento na economia local, de modo que para as práticas cineclubistas são fundamentais e para a divulgação das obras cinematográficas, na medida em que as tornam conhecidas da comunidade.
PROPOMOS:
1. Apoio a campanhas e iniciativas promovidas pela Federação Internacional de Cineclubes (FICC) e pelo Conselho Nacional de Cineclubes (CNC);
2. Implementação de políticas públicas de fomento e fortalecimento da atividade cineclubista no Estado de Pará;
3. Estadualização dos editais nacionais do audiovisual;
4. Inclusão de ações de fomento à atividade cineclubista no Plano Estadual de Cultura e nos editais que venham a ser lançados no campo audiovisual paraense;
5. Inclusão da participação de pessoas físicas em editais cineclubistas (o fomento estatal deve assimilar à dinâmica e a complexidade cineclubista como um movimento que não necessariamente está vinculado a entidade com corpo jurídico consolidado);
6. Criação da bolsa-cineclube;
7. Criação de bolsas de pesquisa em cinema e cineclubismo;
8. As ações governamentais devem necessariamente interiorizar as ações cineclubistas;
9. Fortalecimento da Rede Paraense de Cineclubes, fazendo distribuir informação, artigos, cartas, manifestos e vídeos em redes sociais, listas de discussão de redes afins, estreitando a comunicação entre outras redes de cineclubes na Região Amazônica e do mundo;
10. Criação da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma;
11. Criação da Federação Paraense de Cineclubes;
12. Apoio as organizações sociais que desenvolvem ações cineclubistas no Estado do Pará;
13. Estímulo à criação e acompanhamento de novos cineclubes, dentro de uma política de economia solidária, embutida em uma estrutura de formação, pesquisa, reflexão, produção, exibição, distribuição e preservação da cultura audiovisual paraense e amazônida;
14. Apoio à deslocamento para participação dos cineclubes paraenses nos eventos estaduais, nacionais e internacionais;
15. Investimento em publicações referentes ao movimento cineclubista, como artigos, críticas e material impresso de divulgação coletiva das programações;
16. Investimento no Circuito Paraense de Cinema em toda a rede de cineclubes, estadual, nacional e internacional, em parcerias diretas com instituições e empresas;
17. Investimento na distribuição e exibição do acervo de produções do audiovisual paraense e amazônida;
18. Digitalização e disponibilização à comunidade, inclusive pela inernet, do acervo do Museu de Imagem e Som ? MIS;
19. Promover intercâmbios para fortalecer a rede solidária cineclubista;
20. Inclusão das organizações de cineclubes nos colegiados de decisão das políticas públicas do setor cultural;
21. Participação das organizações de cineclubes nos espaços públicos cinematográficos (Cine-Teatro Líbero Luxardo, Maria Silva Nunes, Cine Acyr Castro e Cinema Olímpia);
22. Inclusão de propostas cineclubistas em projetos como Escola Aberta e outros desta natureza;
23. Criação da CINEMATECA DO PARÁ, com estrutura para consulta e empréstimo de acervo, assim como a criação de um banco de memória e da história do audiovisual e do cineclubismo paraense.
24. Estímulo às práticas cineclubistas em espaços urbanos (praças, ruas, feiras);
25. Investimento em circuitos cineclubistas com a produção audiovisual desenvolvida pelas comunidades paraenses;
26. Fomento aos circuitos cineclubistas itinerantes;
27. Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes destinados ao público infantil;
28. Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes que tenham como tema as comunidades tradicionais;
29. Uso da licença ?CREATIVE COMMONS? como política de fomento à produção audiovisual;
30. Distribuição em ?CREATIVE COMMONS? dos produtos audiovisuais resultantes de fomentos estatal;
31. Fortalecimento de experiências cineclubistas desenvolvidas no âmbito da administração pública, como o CINE-UEPA, CINE-EGPA, CINE PEDRO VERIANO, SESSÃO CULT, e outras;
32. Investimento para o MAPEAMENTO da produção audiovisual e das práticas cineclubistas paraenses.
ENCAMINHAMENTOS:
* Apresentação e discussão da CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM com os gestores da administração;
* Divulgação CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM por todos os meios possíveis;
* Convocação do movimento cineclubista paraense para a instauração da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma, conforme pauta já discutida e definida coletivamente por este movimento, e pactuada por todos os setores para o dia 11 de setembro de 2009, às 15 horas, na Casa da Linguagem.
Independentemente destas propostas que formulamos para que as mesmas sejam levadas ao debate da sociedade e apresentadas aos gestores das instituições públicas culturais bem como a empresas que têm responsabilidade e compromisso com a formação da comunidade, a CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM está aberta para novas adesões e construção de novas propostas.
Belém, 19 de Agosto de 2009
Assinam a CARTA DOS CINECLUBISTAS PARAENSES:
Cineclubes:
1. CINECLUBE ALIANÇA FRANCESA
2. CINECLUBE AMAZONAS DOURO
3. CINECLUBE ARGONAUTAS
4. CINECLUBE CENTRO CULTURAL BRASIL ESTADOS UNIDOS (CINE CCBEU)
5. CINECLUBE CINEMA NA UTOPIA
6. CINECLUBE CORREDOR POLONÊS
7. CINECLUBE NANGETU
8. CINECLUBE REDE APARELHO
9. CINE MOCULMA
Projetos:
10. PROJETO AZUELAR
11. PROJETO CINEMA DE RUA
12. PROJETO IDADE MÍDIA
13. PROJETO MAZAGÃO
14. PROJETO RESISTÊNCIA MARAJOARA
15. REVISTA PARÁ ZERO ZERO
Organizações:
16. ARGONAUTAS AMBIENTALISTAS DA AMAZÔNIA
17. ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE JOVENS CRÍTICOS DE CINEMA (APJCC)
18. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO POPULAR (CEPEPO)
19. COLETIVO MARGINÁLIA
20. FÓRUM DOS POVOS E DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS
21. INSTITUTO NANGETU DE TRADIÇÃO AFRO-RELIGIOSA E DESENOLVIMENTO SOCIAL
22. MOVIMENTO CULTURAL DA MARAMBAIA - MOCULMA
23. PONTO DE CULTURA ANANIN
24. PONTÃO DE CULTURA REDE AMAZÔNICA DE PROTAGONISMO JUVENIL
http://redecinenorte.ning.com/
Nesse sentido, nós, abaixo-assinados, realizadores, produtores e técnicos, atores e atrizes, cineclubistas, críticos e pesquisadores, exibidores e amantes do cinema, representantes de projetos e organizações com forte atuação em Belém e em Ananindeua, resolvemos tornar pública a CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM, com o objetivo de refletir, compartilhar e sugerir idéias e propostas para fortalecer o cinema, o audiovisual e o cineclubismo no Estado do Pará.
CONSIDERANDO:
* Que a dimensão continental e a diversidade cultural amazônidas são fatores que devem ser referenciados de forma a que sejam rompidas as amarras impostas pelo processo colonizador que cria padrões culturais e mediáticos - internacional e nacional -, que dificulta o direito à produção do conhecimento pelos povos de nossa Região;
* Que a produção e a difusão audiovisual que considerem identidades e modos de vida na Amazônia são premissas básicas para que instauremos um processo de construção de novas perspectivas poéticas e visuais capazes de fazer frente às referências audiovisuais impostas pela indústria cultural;
* Que é inalienável o direito dos realizadores paraenses garantirem que os seus filmes sejam vistos pela comunidade, do mesmo modo que é também inalienável o direito do povo paraense e amazônida de ter acesso às obras cinematográficas e reflexões críticas produzidas na Região e no mundo;
* Que esta consciência também é uma garantia de fortalecimento do atual momento, pelo resgate da memória do cinema e do imaginário de si mesmo;
* Que o atual estágio de amadurecimento coletivo das organizações culturais autônomas amazônidas está em sintonia com o avanço dos movimentos sociais;
* Que o CINECLUBE tem características colaborativas e solidárias, pelo que as suas atividades são desenvolvidas de forma democrática, mediante compromisso ético e cultural, sem fins lucrativos;
* Que as ações de caráter cineclubista dependem de atores voluntários que não economizam esforços para realizar as suas intervenções, na medida em que são amantes do cinema e acreditam na construção de uma cultura visual poética e estética capaz de propor a reflexão crítica amazônida e democratizar a cultura cinematográfica mundial;
* Que os praticantes do cineclubismo consolidam e ampliam os circuitos de exibição e fortalecem uma cadeia produtiva (audiovisual e intelectual) solidária, com investimento na economia local, de modo que para as práticas cineclubistas são fundamentais e para a divulgação das obras cinematográficas, na medida em que as tornam conhecidas da comunidade.
PROPOMOS:
1. Apoio a campanhas e iniciativas promovidas pela Federação Internacional de Cineclubes (FICC) e pelo Conselho Nacional de Cineclubes (CNC);
2. Implementação de políticas públicas de fomento e fortalecimento da atividade cineclubista no Estado de Pará;
3. Estadualização dos editais nacionais do audiovisual;
4. Inclusão de ações de fomento à atividade cineclubista no Plano Estadual de Cultura e nos editais que venham a ser lançados no campo audiovisual paraense;
5. Inclusão da participação de pessoas físicas em editais cineclubistas (o fomento estatal deve assimilar à dinâmica e a complexidade cineclubista como um movimento que não necessariamente está vinculado a entidade com corpo jurídico consolidado);
6. Criação da bolsa-cineclube;
7. Criação de bolsas de pesquisa em cinema e cineclubismo;
8. As ações governamentais devem necessariamente interiorizar as ações cineclubistas;
9. Fortalecimento da Rede Paraense de Cineclubes, fazendo distribuir informação, artigos, cartas, manifestos e vídeos em redes sociais, listas de discussão de redes afins, estreitando a comunicação entre outras redes de cineclubes na Região Amazônica e do mundo;
10. Criação da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma;
11. Criação da Federação Paraense de Cineclubes;
12. Apoio as organizações sociais que desenvolvem ações cineclubistas no Estado do Pará;
13. Estímulo à criação e acompanhamento de novos cineclubes, dentro de uma política de economia solidária, embutida em uma estrutura de formação, pesquisa, reflexão, produção, exibição, distribuição e preservação da cultura audiovisual paraense e amazônida;
14. Apoio à deslocamento para participação dos cineclubes paraenses nos eventos estaduais, nacionais e internacionais;
15. Investimento em publicações referentes ao movimento cineclubista, como artigos, críticas e material impresso de divulgação coletiva das programações;
16. Investimento no Circuito Paraense de Cinema em toda a rede de cineclubes, estadual, nacional e internacional, em parcerias diretas com instituições e empresas;
17. Investimento na distribuição e exibição do acervo de produções do audiovisual paraense e amazônida;
18. Digitalização e disponibilização à comunidade, inclusive pela inernet, do acervo do Museu de Imagem e Som ? MIS;
19. Promover intercâmbios para fortalecer a rede solidária cineclubista;
20. Inclusão das organizações de cineclubes nos colegiados de decisão das políticas públicas do setor cultural;
21. Participação das organizações de cineclubes nos espaços públicos cinematográficos (Cine-Teatro Líbero Luxardo, Maria Silva Nunes, Cine Acyr Castro e Cinema Olímpia);
22. Inclusão de propostas cineclubistas em projetos como Escola Aberta e outros desta natureza;
23. Criação da CINEMATECA DO PARÁ, com estrutura para consulta e empréstimo de acervo, assim como a criação de um banco de memória e da história do audiovisual e do cineclubismo paraense.
24. Estímulo às práticas cineclubistas em espaços urbanos (praças, ruas, feiras);
25. Investimento em circuitos cineclubistas com a produção audiovisual desenvolvida pelas comunidades paraenses;
26. Fomento aos circuitos cineclubistas itinerantes;
27. Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes destinados ao público infantil;
28. Estímulo à produção e difusão cineclubista de filmes que tenham como tema as comunidades tradicionais;
29. Uso da licença ?CREATIVE COMMONS? como política de fomento à produção audiovisual;
30. Distribuição em ?CREATIVE COMMONS? dos produtos audiovisuais resultantes de fomentos estatal;
31. Fortalecimento de experiências cineclubistas desenvolvidas no âmbito da administração pública, como o CINE-UEPA, CINE-EGPA, CINE PEDRO VERIANO, SESSÃO CULT, e outras;
32. Investimento para o MAPEAMENTO da produção audiovisual e das práticas cineclubistas paraenses.
ENCAMINHAMENTOS:
* Apresentação e discussão da CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM com os gestores da administração;
* Divulgação CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM por todos os meios possíveis;
* Convocação do movimento cineclubista paraense para a instauração da Comissão Organizadora da JORNADA PARAENSE DE CINECLUBES, com designação de autonomia para desenvolver uma proposta estrutural de realização da mesma, conforme pauta já discutida e definida coletivamente por este movimento, e pactuada por todos os setores para o dia 11 de setembro de 2009, às 15 horas, na Casa da Linguagem.
Independentemente destas propostas que formulamos para que as mesmas sejam levadas ao debate da sociedade e apresentadas aos gestores das instituições públicas culturais bem como a empresas que têm responsabilidade e compromisso com a formação da comunidade, a CARTA DOS CINECLUBISTAS DA REGIÃO METROPOLOTANA DE BELÉM está aberta para novas adesões e construção de novas propostas.
Belém, 19 de Agosto de 2009
Assinam a CARTA DOS CINECLUBISTAS PARAENSES:
Cineclubes:
1. CINECLUBE ALIANÇA FRANCESA
2. CINECLUBE AMAZONAS DOURO
3. CINECLUBE ARGONAUTAS
4. CINECLUBE CENTRO CULTURAL BRASIL ESTADOS UNIDOS (CINE CCBEU)
5. CINECLUBE CINEMA NA UTOPIA
6. CINECLUBE CORREDOR POLONÊS
7. CINECLUBE NANGETU
8. CINECLUBE REDE APARELHO
9. CINE MOCULMA
Projetos:
10. PROJETO AZUELAR
11. PROJETO CINEMA DE RUA
12. PROJETO IDADE MÍDIA
13. PROJETO MAZAGÃO
14. PROJETO RESISTÊNCIA MARAJOARA
15. REVISTA PARÁ ZERO ZERO
Organizações:
16. ARGONAUTAS AMBIENTALISTAS DA AMAZÔNIA
17. ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE JOVENS CRÍTICOS DE CINEMA (APJCC)
18. CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO POPULAR (CEPEPO)
19. COLETIVO MARGINÁLIA
20. FÓRUM DOS POVOS E DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS
21. INSTITUTO NANGETU DE TRADIÇÃO AFRO-RELIGIOSA E DESENOLVIMENTO SOCIAL
22. MOVIMENTO CULTURAL DA MARAMBAIA - MOCULMA
23. PONTO DE CULTURA ANANIN
24. PONTÃO DE CULTURA REDE AMAZÔNICA DE PROTAGONISMO JUVENIL
http://redecinenorte.ning.com/
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
DIÁLOGOS CINECLUBISTAS - A fala das práticas - Relatos de experiências e rodas de diálogos.
É dialogando que se constrói alguma coisa; e é conhecendo o outro que se chega ao diálogo. Partindo dessas duas premissas, o evento “Diálogos cineclubistas” acontecerá nos dias 17, 18 e 19, em seis pontos culturais importantes da cidade.
Belém, AGOSTO / 2009
ASSINAM ESTE DOCUMENTO:
* Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) / Argonautas / Ponto de Cultura Ananin / REDE Aparelho / Instituto Mãe Nangetu / CINE-Corredor Polonês Atelier Cultural / Cineclube Amazonas Douro / Projeto Cinema de Rua / Projeto Resistência Marajoara / Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular (CEPEPO) / Idade Mídia / Coletivo Marginália / Revista Pará Zero Zero
CONTATOS: 8711 8628 – 8894 4388 – 3087 2755 / 3222 7543 – 8703 5720 – 3242 5266
RELATOS: Das 14 horas às 18 horas
OBS: Cada entidade terá 15 minutos para fazer a sua fala, seguindo-se uma rodada de conversa com os participantes do encontro.
CINECLUBISMO: 20 Horas
LOCAL: Instituto Mãe Nangetu
ENDEREÇO: Travessa Pirajá, Nº 1194 - Marco
FILME: “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (Glauber Rocha)
Coordenação: Arthur Leandro
RELATOS: Das 14 horas às 18 horas
CINECLUBISMO: 20 Horas
LOCAL: Projeto Cinema de Rua
ENDEREÇO: Rua General Gurjão, 253 – Campina
FILMES:
“Quando a Amazônia virou vanguarda do cinema” (Francisco Weyl)
“Guamá: preto, branco e colorido” (CEPEPO/Fundação Curro Velho)
Coordenação: Francisco Weyl
DIÁLOGO: Das 14 horas às 16 horas
Política, sustentabilidade e propostas para o cineclubismo no Estado do Pará.
CARTA DE BELÉM: Das 16 horas às 18 horas
Apresentação, leitura, discussão e aprovação da Carta dos cineclubistas de Belém.
CINECLUBISMO: 20 Horas
LOCAL: Aliança Francesa
ENDEREÇO: Rui Barbosa, 1851 - Nazaré 19 Horas
Projeção do filme “Janela Indiscreta” (Alfred Hitchcock)
Coordenação: Mateus Moura
Além dos relatos dos cineclubistas envolvidos na organização acerca dos seus questionamentos teóricos e suas posições políticas, das condições materiais que dispõem e das reflexões a propósito do papel do Estado frente a questões culturais relacionados ao cinema, o evento pretende, principalmente, reunir quem se interessa e faz suas ações cineclubistas para participar das discussões e engrossar o movimento.
Na segunda (17/08) à tarde o diálogo acontecerá no ponto de Cultura Ananin; e a exibição de “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” de Glauber Rocha acontecerá no Instituto Mãe Nangetu.
Na terça (18/08) à tarde é a vez do CEPEPO (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular) sediar as conversas; e à noite a rua General Gurjão virar local de exibição para o filme de Francisco Weyl “A Amazônia faz cinema”.
Na quarta (19/08) o evento se encerra à tarde no Corredor Polonês, com a apresentação, leitura, discussão e aprovação de uma Carta dos cineclubistas de Belém; e com a exibição de “Janela Indiscreta” de Alfred Hitchcock na Aliança Francesa à noite.
A pretensão é reunir cineclubistas e comunidade para discutir abertamente as questões históricas, teóricas e políticas do fazer cineclubista paraense de forma transparente e reflexiva.
Belém, AGOSTO / 2009
ASSINAM ESTE DOCUMENTO:
* Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) / Argonautas / Ponto de Cultura Ananin / REDE Aparelho / Instituto Mãe Nangetu / CINE-Corredor Polonês Atelier Cultural / Cineclube Amazonas Douro / Projeto Cinema de Rua / Projeto Resistência Marajoara / Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular (CEPEPO) / Idade Mídia / Coletivo Marginália / Revista Pará Zero Zero
CONTATOS: 8711 8628 – 8894 4388 – 3087 2755 / 3222 7543 – 8703 5720 – 3242 5266
PROGRAMAÇÃO
Segunda-feira, 17 de agosto de 2009
LOCAL: Ponto de Cultura Ananin
ENDEREÇO: BR 316 - Rua Cláudio Sanders (estrada do Maguary), 75 – Centro – Ananindeua (último viaduto antes da prefeitura)
RELATOS: Das 14 horas às 18 horas
- Cineclube Amazonas Douro / Francisco Weyl
- Cineclube Instituto Mãe Nangetu / Arthur Leandro
- Idade Mídia / Ângelo Madson
- Cineclube Corredor Polonês / Isabela do Lago
- Ponto de Cultura Aninin + Argonautas / Samir Raoni
OBS: Cada entidade terá 15 minutos para fazer a sua fala, seguindo-se uma rodada de conversa com os participantes do encontro.
CINECLUBISMO: 20 Horas
LOCAL: Instituto Mãe Nangetu
ENDEREÇO: Travessa Pirajá, Nº 1194 - Marco
FILME: “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (Glauber Rocha)
Coordenação: Arthur Leandro
Terça-feira, 18 de agosto de 2009
LOCAL: Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Popular (CEPEPO)
ENDEREÇO: Travessa 25 de junho, 215ª - Guamá
RELATOS: Das 14 horas às 18 horas
- Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) / Mateus Moura
- REDE Aparelho / Gisele Vasconcelos
- Cineclube Coletivo Marginália / André Leite
- Cineclube de Física / UFPa
- Cepepo / Vanessa Silva
CINECLUBISMO: 20 Horas
LOCAL: Projeto Cinema de Rua
ENDEREÇO: Rua General Gurjão, 253 – Campina
FILMES:
“Quando a Amazônia virou vanguarda do cinema” (Francisco Weyl)
“Guamá: preto, branco e colorido” (CEPEPO/Fundação Curro Velho)
Coordenação: Francisco Weyl
Quarta-feira, 19 de agosto de 2009
LOCAL: Corredor Polonês Atelier Cultural
ENDEREÇO: Rua General Gurjão, 253 - Campina
DIÁLOGO: Das 14 horas às 16 horas
Política, sustentabilidade e propostas para o cineclubismo no Estado do Pará.
CARTA DE BELÉM: Das 16 horas às 18 horas
Apresentação, leitura, discussão e aprovação da Carta dos cineclubistas de Belém.
CINECLUBISMO: 20 Horas
LOCAL: Aliança Francesa
ENDEREÇO: Rui Barbosa, 1851 - Nazaré 19 Horas
Projeção do filme “Janela Indiscreta” (Alfred Hitchcock)
Coordenação: Mateus Moura
domingo, 16 de agosto de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Programe-se para a diversidade no Cineclube Nangetu
Aconteceu no dia 7 agosto 2009, e a atividade faz parte do Projeto Azuelar que rendeu ao Instituto Nangetu o Prêmio de Mídias Livres do MinC em 2009.
O Cineclube Nangetu apresentou documentários sobre a cultura religiosa preservada no Mansu Nangetu que foram produzidos pela própria comunidade do Terreiro, e um documentário que registra um caso de intolerância religiosa em Salvador.
Filmes:
- A dona do Samba (Kizomba ria Pambu Njila Negrita), Filme de Yá Maré. Yalodê produções e Instituto Nangetu.10 min, 2008
- Boi Caprichoso do Mestre Alarindo na festa de Santo Onofre, Filme de Yá Maré, a partir de imagens de Angelozinho Imbiriba. Yalodê produções e Instituto Nangetu, 6 min. 2008.
- Nangetu, documentário, direção: Alcyr Morison. 24 min. IESAM e Instituto Nangetu, 2006.
- Até Oxalá vai à guerra. – uma história de racismo e intolerância religiosa, de Carlos Pronzato y Stefano Barbi-Cinti. 40 min. CEN, 2009.
O Cineclube Nangetu conta com a parceria da rede [aparelho]-:
sábado, 1 de agosto de 2009
Kizomba da Negrita será 15 de agosto.
Temos o prazer de convidar as Comunidades Tradicionais de Terreiros e todos os interessados para participar da Kizomba ria Panbu Njila do Mansu Nangetu.
data: 15 de agosto de 2009, a partir das 21:30.
Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Marco da Légua. Belém do Grão-Pará.
Kizomba ria Pambu Njila Negrita - Prêmio Maestro Adelermo Matos de 2008 da SECULT- Governo do Pará.
Programe-se para a diversidade no Cineclube Nangetu - Projeto Azuelar.
7 agosto 2009 de 19:00 a 22:00
Local: Mansu Nangetu - Pirajá, 1194. Belém.
Projeto Azuelar - Prêmio de Mídias Livres do MinC, 2009.
O Cineclube Nangetu apresenta documentários sobre a cultura religiosa preservada no Mansu Nangetu que foram produzidos pela própria comunidade do Terreiro, e um documentário que registra um caso de intolerância religiosa em Salvador.
É nesta sexta-feira, 07 de agosto de 2009, a partir das 19h. Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém do Pará. telefone 91-32267599. nangetu@bol.com.br
Filmes:
- A dona do Samba (Kizomba ria Pambu Njila Negrita), Filme de Yá Maré. Yalodê produções e Instituto Nangetu.10 min, 2008
- Boi Caprichoso do Mestre Alarindo na festa de Santo Onofre, Filme de Yá Maré, a partir de imagens de Angelozinho Imbiriba. Yalodê produções e Instituto Nangetu, 6 min. 2008.
- Nangetu, documentário, direção: Alcyr Morison. 24 min. IESAM e Instituto Nangetu, 2006.
- Até Oxalá vai à guerra. – uma história de racismo e intolerância religiosa, de Carlos Pronzato y Stefano Barbi-Cinti. 40 min. CEN, 2009.
O Cineclube Nangetu conta com a parceria da rede [aparelho]-:
Local: Mansu Nangetu - Pirajá, 1194. Belém.
Projeto Azuelar - Prêmio de Mídias Livres do MinC, 2009.
O Cineclube Nangetu apresenta documentários sobre a cultura religiosa preservada no Mansu Nangetu que foram produzidos pela própria comunidade do Terreiro, e um documentário que registra um caso de intolerância religiosa em Salvador.
É nesta sexta-feira, 07 de agosto de 2009, a partir das 19h. Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém do Pará. telefone 91-32267599. nangetu@bol.com.br
Filmes:
- A dona do Samba (Kizomba ria Pambu Njila Negrita), Filme de Yá Maré. Yalodê produções e Instituto Nangetu.10 min, 2008
- Boi Caprichoso do Mestre Alarindo na festa de Santo Onofre, Filme de Yá Maré, a partir de imagens de Angelozinho Imbiriba. Yalodê produções e Instituto Nangetu, 6 min. 2008.
- Nangetu, documentário, direção: Alcyr Morison. 24 min. IESAM e Instituto Nangetu, 2006.
- Até Oxalá vai à guerra. – uma história de racismo e intolerância religiosa, de Carlos Pronzato y Stefano Barbi-Cinti. 40 min. CEN, 2009.
O Cineclube Nangetu conta com a parceria da rede [aparelho]-:
Projeto Azuelar: Cineclube Nangetu apresenta Verequete e Patativa do Assaré.
o Cineclube Nangetu exibiu os filmes "Patativa do Assaré: Ave Poesia", do cineasta cearense Rosemberg Cariri e "Chama Verequete", dos documentaristas Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira. Foi no dia 20 de julho e contou com a participação da comunidade do Terreiro.
O Cineclube Nangetu conta com a parceria da rede [aparelho]-:
O Cineclube Nangetu conta com a parceria da rede [aparelho]-:
sábado, 23 de maio de 2009
Início da Trezena de Sto. Onofre

Convidamos você para participar do início da Trezena de Santo Onofre e das Festas Juninas, com Homenagens aos Dia das Mães "Iyás e Iyalodês, eterno sentimento de amor e carinho", com várias atividades, tais como: corte de cabelo; palestras, penteados africanos; cineclube; bingo; banho de cheiro e outras.
Dia: 31 de maio de 2009 (domingo)
Início: 09 às 19h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta - Travessa Pirajá, 1194 (entre Av. Duque de Caxias e Av. 25 de setembro - Bairro Marco) Belém-Pará
Contatos: (91) 3226-7599 / 8806-7351 E-mail: nangetu@hotmail.com
Realização:Instituto Nangetu de Tradição Afro-Religiosa e Desenvolvimento Social
Apoio: Associação Cultural Afro-Brasileira de Oxaguiã; Coisa de Preto; e Rede Aparelho
E também de autoridades e dos amigos do Mansu Nangetu.
O Tacacá de Sto. Onofre foi animado com a apresentação do Casamento na Roça da Tia Amaral - das tradições juninas do Grupo Tem-Tem do bairro do Guamá.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Projeto Azuelar ganha prêmio do MinC.

O Ministério da Cultura premiou o projeto Azuelar, do Instituto Nangetu, no Edital do Prêmio de Mídias Livres.
O prêmio é um reconhecimento da relevância do serviço de comunicação social comunitária e experimental desenvolvido sob a direção de Mametu Nangetu.
Parabéns a todos que participam do projeto.
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