terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Até Oxalá vai a guerra - uma história de racismo e intolerância religiosa, de Carlos Pronzato e Stéfano Barbi Cinti.

O Dia Nacional de Combate a Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, foi oficializado pela Lei nº 11.635, em 2007. A data homeageia a sacerdodisa Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda. Ialorixá do Terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador, Mãe Gilda morreu de enfarte, após ver sua foto publicada no jornal de uma igreja evangélica, acompanhada de texto depreciativo. Semanas antes, o terreiro de Mãe Gilda fora invadido por evangélicos. A Igreja Universal do Reino de Deus, responsável pela publicação da Folha Universal, foi condenada a indenizar a família da ialorixá.
Para celebrar o dia nacional de combate à intolerância religiosa, no dia 20 de janeiro o Cineclube Nangetu faz a reprise de um filme que mostra um dos casos recentes que violou o direito básico constitucional de liberdade de consciência religiosa e documenta a resistência ao ataque institucional à um templo sagrado de Candomblé em Salvador da Bahia.
Até Oxalá vai a guerra - uma história de racismo e intolerância religiosa, de Carlos Pronzato e Stéfano Barbi Cinti. 
  
Sinopse: As ações violentas executadas pela Prefeitura de Salvador através da demolição do Terreiro Oyá Onipo Neto conduzido por Mãe Rosa da Avenida Jorge Amado, surpreenderam negativamente por configurar um ato de intolerância Religiosa.Salvador, a capital da Bahia é uma das cidades que tem o maior número de templos religiosos de todo o mundo, incluindo igrejas católicas e evangélicas, centros espíritas, casas de umbanda e terreiros de candomblé. É também a cidade que possui a maioria dos seus habitantes negros, mas onde o racismo em sua diversidade e sutileza acaba tendo ações devastadoras. Da educação e moradia, até o emprego e religiosidade sem esquecer o genócidio da população negra. O estado tem uma função fundamental na manutenção de tudo isto.Se o Brasil é o país mais aberto do mundo a todas as religiões e crenças, Salvador é a expressão máxima desta qualidade principalmente pela forte influência e presença das tradições oriundas da África. Nada justifica nos dias atuais ações como esta que causaram danos muito sérios a toda uma construção espiritual de muitos anos e que tiveram então a resposta enérgica e necessária do povo de candomblé. Oxalá vai a Guerra, e todo o Povo de Axé também, sempre que for necessário! Produzido pelo CEN (Coletivo de Entidades Negras).

Um comentário:

esmeralda duarte fernandes disse...

Boa noite, gostaria de saber como faço para adquirir o documentário Até Oxalá Vai A Guerra