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sábado, 26 de setembro de 2015

A voz do povo tradicional de matriz africana no ENGA - Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia.

O Projeto Azuelar, do Instituto Nangetu, e o Projeto Rádio Portão da ACIYOMI, em parceria com a REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, FONSANPOTEMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, ACAOÃ, UNIMAZ, TERREIRO ESTRELA GUIA e FESCAB-PA, realizam uma programação de rádio com os programas de cidadania com reportagens, depoimentos, entrevistas e cantigas gravadas com lideranças e autoridades de povos tradicionais de matriz africana.
Serão três programas de uma hora de duração, iniciando sempre as 13h, antecedendo a roda de conversa da programação do encontro.

  1. Dia 28 de setembro de 2015, Território e territorialidades, Roda de conversa com Mãe Nalva de Oxum. Edição do programa de Rádio: Vitor Gonçalves.
  2. 29 de Setembro de 2015, Feminismo negro. Roda de conversa com Maria Malcher. Edição do programa de Rádio: Samily Maria Moreira da Silva e Silva.
  3. 30 de setembro de 2015, Racismo religioso. Roda de conversa com Mametu Nangetu. Edição do programa de Rádio: Sibely Nunes Nascimento.



Apoio:
rede[aparelho]-:
Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM (NEAB)/ UFPA
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).

UFPA-PROEX 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Mametu Nangetu participou da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, em Salvador.

Mametu Nangetu esteve no Espaço Cultural da Barroquinha em Salvador/Bahia   no dia 22 de julho de 2015, para párticipar da XIII Mesa Redonda do Caboclo Camarada Amigo Meu, com o tema: Pátria Amada Brasil.
O evento anual é uma realização da Associação Cultural de Preservação do Patrimônio Bantu - ACBANTU  para celebrar a memória dos ancestrais e das pessoas que na atualidade continuam a luta de resistência do nosso povo.

Na ocasião, Mametu recebeu a homenagem Prof. Ubiratan Castro, pelo reconhecimento de sua atuação, dedicação e compromisso com os Povos Indígenas e de Terreiro.
Além de Mametu Nangetu, foram homenageados: a quilombola Maria Bernadete Pacífico, a Makota Célinha Gonçalves Souza, o Ojé Balbino Daniel de Paula e o Taata kwa Nkisi Eurico Alcântara.

sábado, 4 de julho de 2015

Capacitação para o uso de software livre.

Domingos Conceição, do Movimento Mocambo, com estudantes e instrutores do curso.
A comunidade do Instituto Nangetu participou dessa formação proporcionada pela parceria entre o Movimento MOCAMBO e o Serpro, que promoveu curso de Sistema Operacional Básico Ubuntu 12.0.4, iniciação a informática em software livre, no período de 15 a 19 de junho.
A parceria tem o objetivo promover oportunidades de acesso a “era da informação/ informatização” possibilitando inclusão e interação com os recursos tecnológicos de uma forma positiva, desenvolver uma atitude favorável em relação à tecnologia e reverter a exclusão digital.




Fotos: Lucivaldo Sena.

domingo, 21 de junho de 2015

Magia de Jinsaba, distribuição de mudas.

Foi em maio que Mametu Nangetu entregou uma muda de ginja (pitanga) para o Ilê Iyaba Omi, de Mãe Nalva de Oxum e Mãe Simone de Oyá. A proposta do projeto ambiental também prevê a troca de mudas de plantas de uso ritual, medicinal e aromáticas entre terreiros e comunidades de matriz africana.

Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual (início em 2008) . Objetivos: Criar ambiente para manter o cultivo de plantas medicinais e de uso liturgico no quintal do Mansu Nangetu; Incentivar cultivo de plantas medicinais e de uso litúrgico afro-religioso em pequenas áreas de quintais e em hortas comunitárias da zona metropolitana de Belém; Contribuir com a preservação de matas e de igarapés urbanos.



sexta-feira, 9 de maio de 2014

As religiões afro-amerindias e as comunidades quilombolas, seus encantos e seus sincretismos.

Autoridades de terreiros debatem cidadania no Amapá.

Mametu Nangetu está em Macapá participando das comemorações do dia 8 de maio, o Dia da Umbanda e das Religiões Afro-brasileiras para o Estado do Amapá.
Em sua bagagem, Mametu levou a experiência da luta por cidadania dos povos de terreiros do Pará, a experiência em mídias e comunicação de terreiro do Projeto Azuelar, e as experiências em mapeamentos sociais e cartográficos, e esses serão os assuntos de sua exposição no seminário As religiões afro-amerindias e as comunidades quilombolas, seus encantos e seus sincretismos, que tem ainda a participação de Pai Brasil (PA), Tatetu Kamugy (BA), Tatetu Omizanguê, Tatetu Taocy, Babá Odé Olufonnin (Pai Marcos Ribeiro) e Pai Marcílio (AP), entre outros.
O evento acontece de 8 a 10 de maio na Associação Beneficiante do Ylê Oxum Apará/ ABYOA, no bairro das Pedrinhas, e na Universidade Federal do Amapá/ UNIFAP, em Macapá, e proporciona a troca de informações e experiências entre autoridades e membros de terreiros de matriz africana do Pará, Amapá e Bahia.
As rodas de conversa atualizam e capacitam lideranças mais jovens para continuar as lutas sociais dos povos tradicionais.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Comitê Cabano Bolivariano programa evento em memória de Ugo Chávez.

No domingo dia 23 de fevereiro, à partir das 9h, haverá ato cultural na Praça da República (Belém) em celebração à memória de Ugo Chavez, evento que se repetira em outras cidades importantes da Amazônia brasileira. A programação cultural se extenderá por todo o ano de 2014.
Lideranças de movimentos culturais e sociais se reuniram para organizar o 'ato cultural' em memória de Ugo Chavez, e também para celebrar os ideais da revolução bolivariana.


O Comitê Cabano Bolivariano, formado por representantes dos movimentos sociais e mestres da cultura, se reuniu em Belém para programar um evento em memória de Ugo Chavez (Sabaneta, 28 de julho de 1954  — Caracas, 5 de março de 2013), presidente venezuelano que completa um ano de falecimento no próximo 5 de março.
Em 2008 o presidente Chávez visitou o Estado do Pará, por aqui foi recebido pela governadora Ana Júlia Carepa, no Hangar, em Belém. A reunião entre o presidente da Venezuela e a governadora do Pará abordou importantes aspectos para o povo paraense, dentre eles o programa de alfabetização de adultos com a utilização do método “Sim, eu posso!”, que facilita o acesso ao conhecimento e que foi massificado na Venezuela e tem ajudado o país no processo de erradicação do analfabetismo. A idéia era fazer o mesmo por aqui, principalmente na área rural do Pará.
Mas essa visita foi muito além das agendas oficiais, e o presidente venezuelano dedicou parte de seu tempo na capital paraense para uma roda de conversa com mestres das culturas populares e tradicionais e lideranças dos movimentos sociais. Foi uma conversa sobre as diretrizes sociais e de valorização dos povos  e comunidades tradicionais, e da população negra e indígena em seu país. Encontro que permanece vivo na lembrança dos membros do Comitê Cabano Bolivariano, recordações que alimentam o sonho pan-amazônico da construção de uma sociedade igualitária pós-colonial.
A parcela mais pobre da Venezuela, viu, durante o governo Chavez, melhorar significativamente a sua condição de vida. Daniel Hellinger, professor de ciência política na Universidade de San Luis, disse que os programas de bem-estar implantados por Ugo Chavez reduziu a taxa de pobreza na Venezuela de cerca de 80% na década de 1990 para cerca de 20% nos anos 2000, e os programas de educação popular exterminou analfabetismo em seu país.


Uma exposição na Galeria Theodoro Braga
comemora a passagem de Chávez por Belém.
Chávez promoveu internacionalmente o anti-imperialismo/antiamericanismo e o anticapitalismo. Apoiou a autossuficiência econômica, defendeu a integração latino-americana e a cooperação entre as nações pobres do mundo, e foi instrumental na criação da UNASUL, ALBA, Banco do Sul e da rede de televisão TeleSUR, além de dar apoio financeiro e logístico a países aliados.
O governo de Ugo Chavez ficou marcado como a ‘Revolução Bolivariana’ - um termo criado por ele para designar as mudanças políticas, econômicas e sociais iniciadas com seu acesso ao governo. A revolução está baseada, segundo Chávez, no ideário do libertador Simón Bolívar e tem como objetivo chegar a um novo socialismo, o socialismo do século XXI, e os principais componentes da revolução são as missões bolivarianas, os círculos bolivarianos e a busca pela integração latino-americana.
Comitê Cabano Bolivariano mantem viva a integração popular pan-amazônica.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sarau Multicultural do Mercado vai ter sessão do Cineclube Nangetu.

Sarau Multicultural do Mercado vai ter sessão do Cineclube Nangetu com filmes da 8ª MOSTRA CINEMA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA DO SUL. Sexta, 13 de dezembro, 18h, mercado de São Brás



Caixa D'Água: Qui-Lombo é Esse?, de  Everlane Moraes Santos, Bra,  2012 - 15 minutos

Sinopse: Documentário sobre a necessidade do resgate mnemônico das histórias de vida de uma comunidade quilombola aracajuana, que resiste em meio à urbanização desenfreada da cidade, estando o foco do trabalho na preservação da oralidade das cinqüenta e cinco pessoas entrevistadas e na valorização da cultura negra sergipana.



Brasília segundo Feldman, de  Vladimir Carvalho, Bra, 1979 – 22 min.

Sinopse: Documentário que trata dos primeiros tempos de Brasília, mais exatamente do último ano, l959, de sua construção. O filme enfoca polêmico acontecimento que foi o massacre de operários num acampamento de obra que funcionava onde hoje é a Vila Planalto, por motivos ainda não esclarecidos e que tem permanecido como uma terrível sombra na história da cidade. (Justamente nesta semana, artistas e intelectuais da cidade recordam o episódio com a implantação de um cruzeiro na praça central da Vila, em memória das vítimas da chacina).




Apoio- Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mostra da produção das oficinas e Cineclube nesta sexta, 25 de outubro.

Programação cultural de encerramento do evento "Azuelar e Rede Mocambos - Criando Laços... Tecnologia e comunicação nos terreiros".

Instituto Nangetu Tv. Pirajá, 1194 - Bairro do Marco, Belém, 91-32267599.

17:30 - Mostra da produção das oficinas de vídeo e fotografia.














Cineclube

18:30 -  "O CÉU SOBRE OS OMBROS", de Sérgio Borges, Brasil/ 2010, 71min.
Uma mistura de documentário e ficção sobre o cotidiano de três personagens de classe média de Belo Horizonte: um transexual, um operador de telemarketing hare krishna e um escritor congolês. A transexual se divide entre a rotina de profissional do sexo e a vida acadêmica, o operador de telemarketing hare krishna integra a torcida do Atlético Mineiro e o escritor congolês desiludido com a vida.
Debatedores: Amadeu Lima e Paulinha.


Sinopse: Documentário/ Drama. Acompanha alguns dias da vida de três pessoas. Everlyn é uma transexual que vive entre a prostituição e os cursos de sexualidade que ministra como professora, enquanto que Murari é um devoto da religião Hare Krishna e líder de torcida organizada do Atlético Mineiro. Já Lwei é um africano descendente de portugueses que escreve vários livros ao mesmo tempo, sem nunca conseguir terminá-los.

Apoio:
Projeto: Dálogo em cabana de Caboco. FCS/UFPA (coordenação Prof. João Simões, bolsista Luah Sampaio)
Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Estréia do Programa Nengua de Angola.

Mametu Nangetu, apresentadora do Programa Nenguas de Angola.
A chuva de minha mãe Nzumbarandá nos abençoou  e veio molhar as folhas com que Katendê nos cobria o mutuê nesta tarde quente da primavera mais quente deste continente amazônida, por isso fomos pra dentro do mansubando e fizemos o programa dentro do terreiro.... mas a proposta é que o programa seja ao ar livre, e na próxima edição ele voltará a ser ao ar livre como a liberdade que nossos antepassados fizeram acontecer para a negritude amazônida, e livre como nós continuamos na mesma luta a fazer essa mesma liberdade ser um fato. Em resumo, livre como a comunicação que queremos para os povos tradicionais de terreiros de matriz africana e para toda a população.
E tudo foi pensado para azuelar com essa liberdade, e assim foi desde o cenário com elementos de integração humano/ comunidade/ natureza/ Nkisi.
Foi o Ogã Mil Oniletó Alagbedé, o entrevistado no programa de estréia, quem lembrou da tecnologia da comunicação via sonoridade da percussão, e com isso nos fez relembrar que a webTV, e todo o projeto Azuelar, tem sim essa pretenção de funcionar como Ngombas d'Aruanda, e usar as tecnologias que nos são possíveis como tambores que nos conectam com o mundo, e hoje os computadores podem vir com os mesmos esquemas de comunicação dos tambores que mantém os laços que o nosso povo nunca perdeu com as divindades.
E se sabemos nos comunciar com as divindades, sabemos também utilizar os recursos digitais e nos comunicar com os 'nós mesmos' e com os 'nós outros' desses 'nós tantos' que somos neste mundo... Mídia que nos alforria das amarras do sistema, mídia que nos liberta.
Aueto!
Mam'etu Nangetu uá Nzambi.

Fruto das oficinas do evento Azuelar e Rede Mocambos - Criando Laços... Tecnologia e comunicação nos terreiros.
Instituto Nangetu + Rede Mocambos, apoio Coletivo Casa Preta.
Projeto Azuelar - Comunicação social comunitária e experimental.
WebTV Azuelar
Estréia do programa Nenguas de Angola
Apresentação - Mametu Nangetu
Equipe técnica: Mam'etu Nangetu, Taata Kinamboji, Ogã Mil Oniletó Alagbedé, Lucivaldo Sena, Isabela do Lago, Duda e Luah Sampaio.
Filmagem: Lucivaldo Sena, Isabela do Lago, Duda e Luah Sampaio.
Edição: Ogã Mil Oniletó Alagbedé, Duda.
Participação especial: Taata Mukundemim.
Música: Azuelê Katu Ndanda, de Nego Banjo.


Apoio:
Projeto: Diálogo em cabana de Caboco da Faculdade de Ciências Sociais/UFPA
Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão) da  Faculdade de Artes Visuais e Museologia, e do Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB)/ UFPA



terça-feira, 1 de outubro de 2013

Azuelar e Rede Mocambos - Criando Laços... Tecnologia e comunicação nos terreiros.



08 out - início oficina de vídeo com bate papo sobre comunicação e difusão de narrativas - momento para falarmos da importância dessa comunicação autónoma livre e colaborativa nos terreiros. Início 15h

12 out - Programa "Nengua de Angola" via Streaming  --- roda de conversa com Mam'etu Nangetu sobre Mavanbo Nzila - divindade da comunicação e dos caminhos
10, 11 e 14  out- oficina "Apropriaçao Tecnológica" com Milson Oniletó



25 out - finalização da programação com sessão do Cineclube Nangetu
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX 


sábado, 14 de setembro de 2013

Oficina de apropriação tecnológica no terreiro Mansu Nangetu - Criando laços.


Postagem original da Rede Mocambos.


No dia dia 11 de setembro de 2013, aconteceu uma reunião com representantes do Mansu Nangetu terreiro da Mãe Nangetu, onde a possibilidade de fazer uma imersão sobre a rede mocambos com as comunidades de terreiro de Belém do Pará foi fechada. A data pra a oficina de instrumentalização tecnológica e ferramentas mocambólicas com datas de 08 à 10 do mês de Outubro (data sujeita à alterações), tendo em vista uma utilização critica da internet que de acordo com dados de pesquisas nacionais relaciona a porcentagem de pouca utilização dessa ferramenta por parte das comunidades negras e tradicionais de terreiro.
Durante a conversa, foi colocado por Milson Onilètó a importância da apropriação desse território tecnológico, e dessa forma fortalecer as praticas tradicionais e das organizações politicas das comunidades.
Mãe Nangetu falou da articulação das comunidades tradicionais nas discussões nacionais sobre as políticas públicas, principalmente as culturais. Ela relatou que estão acontecendo constantemente as conferências em Belém e que é importante que a juventude de terreiro se aproprie destas discussões politicas e que uma organização maior é necessária, que é responsabilidade da juventude manter essa luta ao lado dos mais velhos, afinal, o conhecimento ancestral deve ser repassado para preservarmos nossa história, nossas raízes. Arthur Leandro falou um pouco de seu histórico dentro do movimento afro religioso e de sua própria história de vida (que renderia um belo livro) e se mostrou bastante interessado em compor essa articulação local junto à rede mocambos, e que a casa está disposta a mobilizar na data estabelecida as lideranças estratégicas para a juventude de terreiro e dessa forma fortalecer mais um núcleo rede mocambos em Belém do Pará.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tradições que preservam o meio ambiente - consciência ambiental afro-brasileira.

Foi uma roda de conversa de troca de experiências ambientais com Aderbal Moreira.

Aderbal falou do "Oku Abo, Espaços Sagrados" e explicou que é um Programa de educação ambiental, que foi elaborado especificamente para atender as demandas das comunidades de terreiros e as unidades de conservação da natureza de proteção integral que pretende contribuir para minimizar os conflitos existentes entre a necessidade de conservação dos recursos hídricos (especialmente rios, cachoeiras e matas do entorno) e a livre expressão religiosa garantida pela Constituição Federal.

O que foi proposto foi a participação de ações de preservação e consciência ambiental à partir das tradições afro-brasileiras, Aderbal explica que "As comunidades de Terreiros demonstram alto potencial para o engajamento em ações de proteção ao meio ambiente, pois são devotos da Natureza. "Omi Cosi, Ewe Cosi, Orixá Cosi"(Sem Água, Sem Folha, Sem Orixá), ditado popular yorubá que ratifica a consciência ecológica das religiões de matriz Africana".

A consciência ecológica do povo de Santo já existe, os Orixás e Encantados são elementos e fenômenos da natureza, pois nela habitam as suas divindades,. Apesar desta importância fundamental tem havido um distanciamento do princípio religioso básico de respeito à natureza. Embora um grande número de religiões, entre elas o xamanismo, esotéricos, cultos ciganos, evangélicos católicos e outras vertentes, utilizem amplamente espaços naturais em cerimônias e rituais, a prática religiosa afro-brasileira é freqüentemente associada à poluição do meio ambiente. As oferendas podem poluir as águas de rios e cachoeiras, e as matas ao redor, com materiais não degradáveis, contribuindo para ocorrência de incêndios e causando forte impacto negativo aos visitantes. Tal destruição não é, no entanto, parte integral do Candomblé, da Umbanda e outras religiões da natureza, ela, na verdade, resulta da falta de conhecimentos de questões ligadas aos saberes tradicionais destas religiões e à preservação da natureza. É a falta de acesso aos processos educativos e de gestão ambiental que produz esta situação e não a religião. A atuação em rede tem a potência de valorizar as tradições e contribuir para a consciência ambiental na população e melhorar a imagem pública dos terreiros. "

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Pará reúne Forum Setorial de Culturas Afro-brasileiras.


Trinta e dois agentes de sete diferentes manifestações artísticas e culturais e de comunidades tradicionais afro-amazônicas estiveram presente na plenária do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras do Pará. A reunião aconteceu na manhã do sábado, dia 27 de abril, no Mansu Nangetu.
Mametu Nangetu agradeceu a presença de todos e orientou a todos que fiessemos uma roda de conversa no quintal, assumindo a circularidade ea horizontalidade nas decisões, e iniciou a conversa dizendo que, em resumo, todas as pautas propostas para aquela manhã tratavam de um único ponto: encaminhar estratégias de ocupação dos espaços políticos de diálogo da sociedade civil com a gestão pública.
O primeiro assunto foi a iminente eleição para o Conselho Municipal de Política Cultural/ CNPC, de Belém. Táta Kinamboji dirigiu os trabalhos e pediu ajuda do yawò Edgard Vasconcelos, que participou do seminário de implantação do SMC junto com ele, e juntos apresentaram um resumo do que diz a Lei Valmir Bispo dos Santos, que institui o Sistema Municipal de Cultura, depois Kinamboji fez a análise das possibilidades da composição e os assentos de conselheiros em que os agentes das culturas afro-brasileiras tem condições de serem eleitos.
Enquanto estratégia, os presentes se comprometeram em mobilizar seus parceiros para tentativa de ocupação de outras duas setoriais: Patrimônio Imaterial e Comunidades Tradicionais, e também as cadeiras dos conselheiros distritais. Mas o decfreto que regulamenta a Lei Valmir diz que para ocupar os assentos de conselheiros, os agentes de culturas necessitam de organizações sociais que as indiquem. Foi o momento em que Edna Marajoara expôs seus argumentos baseados em tratados internacionais assinados pelo Brasil, cujo texto obriga os paises a respeitar as formas de organizações dos povos e comunidades tradicionais, e que portanto, se o MDS mapeou os terreiros de Belém, podemos usar esse mapeamento para qualificar cada terreiro como uma organização tradicional independente de ter ou não um CNPJ que lhe dê personalidade jurídica.
A conclusão foi da necessidade de termos interlocutores que compreendam e defendam o contexto da produção cultural dos povos tradicionais e dos agentes de culturas afro-brasileiras, nas comissões de diálogo com a FUMBEL para a implantação do SMC em Belém, assim como na comissão que vai organizar a eleição do CMPC/ Belém, e os presentes decidiram indicar a coordenação que elegemos para o Fórum como a comissão que nos representam nessas instâncias.
A plenária passou a conversar sobre a coordenação do Fórum Estadual, a decidiu por três coordenadores titulares com seus respectivos suplentes, e foi consenso a escolha dos seis representantes do Pará no Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras para coordenar o Fórum estadual, ficando Táta Kinamboji (Arthur Leandro), Babá Omioryan (Emanuell Souza) e Táta Dianvula (Alex Leovan) como titulares e Mametu Nangetu (Oneide Monteiro Rodrigues), Mametu Muagile (Elizabeth Leite Pantoja) e Ekedy Janete dos Santos Oliveira como suplentes. Mas foi um consenso demorado, pois vozes feministas se levantaram pedindo o recorte de gênero na composição dos titulares da coordenação, argumentos que só se acalmaram quando Mametu Nangetu interveio pra dizer que os mais jovens se comportavam com mais audácia quando a necessidade era o enfrentamento, e que neste momento era esse o perfil ideal para a representação que vai coordenar os trabalhos do fórum e dialogar com o poder público estadual e municipal – para ela não era uma questão de gênero, e sim etária.
Como último assunto para a roda de conversa, Táta Kinamboji apresentou seu relato de participação na reunião do pleno do CNPC, avaliando a dificuldade tanto da sociedade civil, quanto dos gestores, em compreender a questão racial no Brasil, inclusive em compreender o contexto dos povos e das comunidades tradicionais. Disse que no regimento aprovado para a III CNC não havia nenhuma garantia de participação dos agentes culturais afro-brasileiros e que o que ainda existia era a possibilidade de incluirmos estas cotas nos regimentos de estados e municípios, e que esta era nossa tarefa pras conferencias no Pará.
Com o fim dos assuntos em pauta, Mametu Nangetu convidou todos a almoçar uma saborosa feijoada e a participar da programação da Rádio Comunitária Resistência FM, que em parceria com o Projeto Azuelar, estava fazendo a cobertura da reunião em tempo real.
RC Resistência FM, entrevista de mametu Kátia Hadad com Marilu Campelo. Foto de Lucivaldo Sena, gentilmente cedida para o Projeto Azuelar.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Chamada para participar do projeto “Artistas de Terreiro”.

O Instituto Nangetu apoia a realização deste projeto e tem o maior interesse em inserir os artistas do Mansu Nangetu nas articulações entre artistas de terreiros e o Grupo de Estudos e Pesquisa Rodas de Axé.
 
Chamada para participar do projeto “Artistas de Terreiro
O Grupo de Estudos e Pesquisa “Rodas de Axé”, com apoio do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos e da Casa Brasil África da UFPA, convida você, membro de Comunidades dos Povos Tradicionais de Terreiros da zona metropolitana de Belém e cidades vizinhas para participar do Projeto “Artistas de Terreiro”, e para produzir arte, sentidos e sentimentos afro-amazônicos que falem da cosmologia dos Orixás, Inkisses, Voduns, Cabocos, Espíritos e Encantados, e dos valores preservados pelas tradições afro-brasileiras na Amazônia.

Critérios:
Ser de comunidade de terreiro iniciado ou não, e trazer uma declaração de pertencimento de comunidade de terreiro (de preferência assinada pelo/pai ou pela mãe de santo)
Apresentar um Pequeno Porta-folio (de 3 a 5 imagens/ textos/ Clipping ou Catálogos sobre a sua produção artística)
Assinar a carta de aceite declarando que conhece e aceita participar do projeto "Artistas de terreiro"

Programação:
15/02/2013 – Reunião de Preparação: Apresentação do Projeto e Seminário: Arte e estética na brasilidade afro-amazônica
04/03 a 06/03 - Montagem da exposição na Galeria Teodoro Braga
07/03/2013 – Abertura da Exposição na Galeria Theodoro Braga
14, 21 e 22/03 – “Rodas de conversa na galeria”
01/04 a 02/04 - Desmontagem

Telefone: (91) 3201-8365
Local: Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo – UFPA

1ª atividade 
 
laboratório de discussão e produção 

em artes visuais
no dia 15 de fevereiro das 9 as 17h no Laboratório de Antropologia da UFPA, Campus José da Silveira no Guamá , Belém/PA.
Apresentação do Projeto “Nós de Aruanda – Artistas de terreiro”, de exposição na Galeria Theodoro Braga das produções artísticas e produções culturais de pessoas que estejam ligadas às comunidades de terreiro.
A proposta é fazer um laboratório de discussão e produção em artes visuais e articulação de artistas de terreiro, que serão expostas em galeria de arte no mês de março/2013, para promover e divulgar o simbolismo imagético produzido dentro dos terreiros. Vamos fazer uma exposição poética afro-brasileira com enfoque na cosmologia religiosa em comemoração pela passagem do dia 18 de março e em homenagem à Mãe Doca. No passado homens e mulheres, como Mãe Doca, que no início do século XX, lutaram para poder realizar seus cultos e manter viva a memória de orixás, inkisses, voduns, espíritos, encantados e entidades. E foi Mãe Doca, que em Belém, realizou o primeiro toque e por isso foi presa, e por não ter abdicado da sua fé, tornou-se símbolo do dia de hoje, 18 de março, que celebra os cultos e religiões afro-brasileiras existentes no Pará. (obs: o laboratório acontecerá de manhã e de tarde e teremos almoço ao preço de 3 reais no restaurante universitário)

Exposição 
“Nós de Aruanda – artistas de terreiro” 
Resumo: Exposição coletiva com curadoria coletiva na Galeria Theodoro Braga do CENTUR. Publicação de catálogo virtual disponível para download pela internet. Articulação entre pesquisadores de religiões Afro-amazônicas com artistas pertencentes à comunidades de povos tradicionais de terreiros.
Aruanda”é uma palavra que permanece no imaginário afro-brasileiro como uma espécie de Paraíso. A palavra habita cantigas de brincadeiras de roda, em jogos de capoeira, em rezas e cantos religiosos, em manifestações de cultura popular e outras situações em que os povos negros têm importância na construção da cosmologia do lugar e seu povo.
Nós de Aruanda – artistas de terreiro” brinca com os sentidos que essa expressão pode ter: de quem, ou de quais nós, nós estamos falando? Talvez o que queiramos seja nos debruçar sobre esses enlaces emaranhados desses nós que, ao fim, significa a busca por conhecer esse rico universo numa perspectiva diferenciada: a pesquisa e o estudo como ferramentas para conhecer,descobrir, divulgar e defender a riqueza das culturas e religiões de matriz africana e suas correlações com as muitas Áfricas que inventamos no Brasil.
Convidamos a todos para juntos tocarem os tambores de Aruanda, de Ilu Ayê, dos Quilombos, das Comunidades Tradicionais de Terreiros, das Capoeiras, do Jongo, do Lundu, do Carimbo e do Caxambu.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fórum Permanente das Culturas do Pará se reúne pra debater "Custo Amazônico".

O Fórum Permanente das Culturas do Pará reuniu delegados de seis das doze setoriais de cultura que o estado do Pará elegeu para os fóruns nacionais setoriais de cultura. A reunião aconteceu no auditório da representação regional norte do MinC em Belém e teve como pauta principal a defesa do “Custo amazônico” em cada um dos fóruns setoriais.

A plenária com os delegados decidiu pela organização de um seminário com os delegados paraenses das doze setoriais de cultura, onde cada setorial vai apresentar estratégias para inserir o custo Amazônico nas metas prioritárias de cada setorial. Esse seminário ficou agendado para o dia 4 de dezembro as 16h, a se realizará também no auditório da Representação Regional Norte do MinC – Av. Gov. José Malcher, 344, esquina da Tv. Benjamim Constant.
Mas para inicio de conversa, foi feita a avaliação de todo o processo que resultou na eleição dos delegados, e foi unanimidade o entendimento de que a forma que o ministério escolheu para eleger os delegados prejudicou a participação da grand maioria dos produtores de arte e cultura e excluiu principalmente os que tem dificuldade com as ferramentas de computador e os que tem dificuldade de acesso à internet.

Outra questão que ficou evidente foi o desconhecimento que a grande maioria dos que não se candidataram tem em relação aos atributos da representação, muitos dos que participaram da conversa pela primeira vez acreditam que as propostas que estamos discutindo serão colocadas em prática a partir da semana que vem, ou num prazo até mais curto. Para explicar o processo da participação social nas decisões da gestão pública, os coordenadores do fórum fizeram um histórico dos diálogos entre governo e sociedade e pontuaram os ganhos que a sociedade vem conquistando na gestão cultural desde o Tempo de Gilberto Gil como ministro da cultura.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Em busca de parcerias que fortaleçam a difusão e produção de cinema afro-brasilerio.

Biza Vianna e Zózimo Bulbul no Centro Afro Carioca de Cinema.
Táta Kinamboji esteve no Rio de Janeiro e visitou o centro Afro Carioca de Cinema, um centro cultural que foi fundado por Zózimo Bulbul e Biza Vianna em 2007.
Zózimo é ator, diretor e roteirista de cinema, e é um ícone do cinema negro brasileiro e criou o Centro Afro Carioca de Cinema com a finalidade da promoção da cultura afro-brasileira e seus artistas, além de elaborar projetos e ações que visem a realização permanente de atividades culturais. Seu foco e a valorização da produção cinematográfica brasileira, africana e caribenha como um ato social de transmissão de sabedoria, formação técnica e artística, a profissionalização e a inclusão no mercado de trabalho. Funciona num sobrado localizado no bairro da Lapa, região central do Rio de Janeiro e possui diversas atividades que são realizadas ao longo do ano, como oficinas, seminários, mostras de filmes. O Encontro de cinema negro, o evento de maior visibilidade, é realizado no mês de novembro, e já com várias edições realizadas é uma forma de ir contra a forma de representação que sempre foi dada aos negros no cinema, e apresenta como o negro é visto pelo seu igual.
Foi a similaridade com a proposta e as atividades do Cineclube Nangetu, e com a Rede de Cineclubes nos Terreiros da Zona Metropolitana de Belém/ PARACINE, o que levou Táta Kinamboji a procurar por essa iniciativa, e Zózimo Bulbul lhe recebeu com a frase “isso aqui também é um terreiro e você está em casa”. À partir daí uma conversa repleta de troca de experiências sobre a difusão do cinema e da cultura afro-brasileira acompanhou o agradável fim de tarde na Lapa carioca.

O Cineclube Nangetu recebeu de Zózimo Bulbul um DVD da série "Obras raras - o cinema negro na década de 70", editado pela Fundação Palmares/MinC com cinco filmes importantes para o cinema afro-brasileiro. E desse encontro outros virão, pois é certa a formação de parcerias.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Religiosidade afro-amazônica para estudantes do Colégio Nazaré.

Müller de Zaze, Táta Kamelemba, Daniel de nkosi e Táta Mukundemin durante a apresentação do espetáculo.
"Navio negreiro" estreou no pátio do Colégio Marista N. Sra. de Nazaré e foi muito bem aceito pelos estudantes e professores.


O Mansu Nangetu participou da peça “Navio negreiro”, que foi encenada na sexta-feira, 21 de setembro, pelos estudantes do 2º ano como parte da programação da 9ª Semana Literária do Colégio Nazaré. Uma equipe de percussionistas e cantadores do Mansu formada por Táta Mukundemin, Táta Kamelemba, Daniel de Nkosi e Müller de Zaze,  participou da execução das músicas na apresentação do espetáculo.
Mas a participação da comunidade do terreiro começou há mais de um mês atrás, quando Mametu Nangetu realizou várias rodas conversas com a equipe responsável pela montagem e orientou a concepção cênica da religiosidade afro-amazônica para a execução do teatro dos estudantes. Nesse mesmo período Táta Mukundemin e Daniel de Nkosi fizeram toda a parte de arranjo musical e percusussão afro-brasileira de matriz Bantu, Táta Kamelemba a parte da dança religiosa afro-brasileira e ainda participou da construção dos figurinos e adereços, sob coordenação do Táta Kitauanje.
O resultado dessa parceria foi um espetáculo com sucesso de público.
Táta Kitauanje e Táta Kamelembá fizeram o figurino e adereços.

Para a comunidade do Mansu Nangetu essas experiências são importantes como uma forma de inserção de conteúdos africanos e afro-brasileiros no cotidiano da escola, método considerado importante porque compartilha conhecimentos através da convivência dos estudantes e professores com a comunidade no cotidiano do terreiro, onde eles também tem a oportunidade da observação de outras práticas culturais e de tomar contato com a diversidade religiosa afro-amazônica.
O espetáculo volta a ser apresentado no sábado, dia 29, as 17h, no Hangar Centro de Convenções como parte da Feira Panamazônica do Livro.

domingo, 29 de julho de 2012

Cineclube Nangetu participou de sessão experimental com professores em Tucuruí.



Sessão lotada para ver cinema brasileiro em Tucuruí.
 A sessão foi uma experiência proposta pelo cineclubista Arthur Leandro (Táta Kinamboji) e aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maestro João Leite, em Tucurui. Arthur explicou que foi uma sessão experimental promovida pela turma de formação de professores em Artes Visuais do Pólo da UFPA em Tucuruí, em parceria com a Federação Paraense de Cineclubes/ PARACINE, com a diretoria norte do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros - CNC; com a rede [aparelho]-: e com o Cineclube Nangetu - que foi quem forneceu os filmes para a mostra.
"A onda - festa na pororoca" abriu a sessão com animação paraense.
Antes da sessão a comunidade universitária exibiu os vídeos de depoimentos de professores da UFPA sobre a GREVE nas IFES, e aproveitou a mobilização para o evento cultural para informar a população e buscar apoio para a luta do ANDES-SN por melhores condições de trabalho docente, carreira digna aos professores universitários e mais investimentos para as universidades na Amazônia.
A programação de filmes foi pensada por um conselho editorial formado por professores e cineclubistas, e contou com filmes destinados a 3 faixas etárias diferentes\; filmes para crianças até 10 anos, filmes para jovens até 17 anos e filmes para adultos. A linha editorial da mostra primou pela DIVERSIDADE, a diversidade cultural, social, racial e sexual, na tentativa de estabelecer debates sobre respeito e convivência humana respeitosa numa sociedade multicultural como a sociedade brasileira.
A professora Sheila Moura falou da proposta em nome dos organizadores.
A apresentação do evento coube ao prof. Jessé, coordenador do Programa de Formação de Professores no campus da UFPA em Tucuruí, que falou da proposta como um evento de extensão da UFPA que tem como objetivo mobilizar os professores da rede pública de ensino para a implantação de cineclubes nas escolas da região. A resposta para a proposta foi a presença de professores dos municípios de Tucuruí, Breu Branco, Novo Repartimento, Mocajuba, Baião e Altamira, todos interessados em desenvolver atividades em, suas escolas para que se tornem cineclubes e contribuam com a formação, produção e difusão do cinema brasileiro em cada um dos municípios ali presentes, aém da comunidade atendida pela escola Maestro João Leite que compareceu com mais de 100 pessoas que vieram participar da sessão.
"Gilda e Gilberto" provocou reflexões sobre afeto e amizade entre as diferenças.
"O moleque" trouxe debate sobre amizade e relações étnico-raciais no Brasil.
"Dona Carmela" despertou comentários sobre envelhecimento e respeito aos idosos.
"Ernesto no país do futebol" provocou o debate do esporte como fator de promoção da paz e convivência pacífica.

Os filmes exibidos foram: 1. O onda – festa na pororoca; 2.Minhocas; 3.O veado e a onça; 4.Calango; 5.Gilda e Gilberto; 6.Taina-Kan – a grande estrela 7.Dona Carmela; 8.O moleque; 9.São João do carneirinho; 10.Uma jangada chamada Bruna 11.Ernesto no país do futebol 12.Eu não quero voltar sozinho 13.Quanto vale ou é por quilo.
"Eu não quero voltar sozinho"

A sessão foi longa, afinal foram 3 sessões numa única noite, e apesar do cansaço também foi gratificante parta todos os que promoveram o evento, principalmente pelo interesse dos professores em montarem projetos cineclubistas e  o interesse de gestores municipais em financiar o cineclubismo para escolas públicas.

"Quanto vale ou é por quilo" colocou em debate racismo e relações de poder na sociedade brasileira.