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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Toque de resistência em todas as regiões brasileiras.

No Mansu Nangetu os tambores da resistência soaram na calçada em frente ao terreiro.
Na noite do dia 29 de junho, terreiros de pelo menos dez estados e nas cinco regiões administrativas, se manifestaram exigindo cidadania e respeito pelas tradições de matriz africana no Brasil. Cada comunidade participante realizou um batuque público perto de seu terreiro, e demarcou a presença das tradições de origem na África negra em sua cidade, seu estado e seu país. O ato público chama a atenção para a necessidade de ações do poder público contra a violência por racismo religioso e a necessidade de garantias dos direitos do cidadão.
Na calçada do Mansu Nangetu, além da batucada, foi realizada uma roda de conversa relacionando os recentes ataques ás tradições afro-brasileiras (como a pedrada no Rio de Janeiro e a depredação de terreiros no Rio de Janeiro, Alagoas e Ceará) com o aumento da "bancada BBB", ressaltando que a política conservadora investe contra a população negra, a bancada do boi a pressionar quilombos em busca de terras para virar pasto, a bancada da bala querendo reduzir a maioridade penal e a criminalizar a juventude negra na perfireria das grandes cidadees em busca da nova escravidão, e a bancada da bíblia a demonizar as tradições religiosas de matriz africana.
Para Mametu Nangetu, é nessessário uma resposta política do nosso povo, e uma resposta que também ocupe a representação das nossas comunidades no poder legislativo.






Confiram registros que circularam em redes sociais.

Alagoas


Bahia

Distrito Federal

Goiás


Nós do Centro Espírita Amor em Ação também participamos do manifesto Toque da Resistência! Juntamente com a nossa assistência gravamos esse vídeo e tocamos nossos tambores na rua como forma de lutarmos contra a discriminação e intolerância religiosa! Vejam o vídeo e compartilhem!Axé 󾍘 #toquedaresistencia#orgulhoemserumbandista #centroespiritaamoremaçao #umbanda #orixas
Posted by Centro Espírita Amor em Ação on Segunda, 29 de junho de 2015
Pará


Muito bem colocadas as palavras da nossa Noche Rosangela de Abe, tenho o prazer de compartilhar, no sentido de ajudar a...

Posted by Alcenia Gonçalves on Terça, 30 de junho de 2015

Paraíba

Rio Grande do Sul


São Paulo


O batucaço marcado para às 20h em diversos pontos do pais.As 20h em ponto os tambores tocados na Assembléia Legislativa no Ato contra Violência e Intolerância Religiosa!Não se cale! Intolerância Religiosa é crime!
Posted by Cris Gimenez on Segunda, 29 de junho de 2015
Tocantins


#Toquedderesistencia #toquedaresistencia

terça-feira, 16 de junho de 2015

Queremos a juventude VIVA e LIVRE! Diga NÃO à redução!

Queremos políticas públicas de proteção à juventude, queremos escolas de qualidade, áreas de lazer e práticas de esporte, praças e equipamentos culturais.
Queremos a juventude estudando, brincando, e preservando a identidade cultural.

Diga NÃO à redução da maioridade civil!


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Chega de mortes da juventude negra em Belém - convocação de ato público para 11 de novembro.

Convocamos a sociedade paraense para um ATO PÚBLICO no próximo dia 11 de novembro (terça-feira), às 9 horas, na Escadinha do Cais do Porto, em Belém, para caminhar em direção à Alepa e exigir a apuração e responsabilização dos assassinos e a instalação de uma CPI.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Roda de conversa com candidatos de terreiros pelo Estado do Pará.


Convidamos os candidatos de povos tradicionais de terreiro pelo estado do Pará, e os que se apresentam como defensores dos afro-religiosos, para uma roda de conversa na webTV azuelar com transmissão ao vivo pela http://www.ustream.tv/channel/azuelar e posterior publicação no youtube.
A conversa acontece na tarde da quinta-feria (2 de outubro) as 15h.
Realização do Projeto Azuelar do Instituto Nangetu - Pirajá, 1194, Belém/PA. 91-32267599 solicitamos confirmação de participação.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Comunidade do Mansu Kalasambe participa da Caminhada em Marabá.




As comunidades de terreiros do sul e sudeste do Pará realizaram uma caminhada pelo centro da cidade para combater o racismo peça intolerância religiosa. A caminhada antecedeu a Festa em Homenagem à Yemanjá e Oxum que aconteceu na Praia do Tucunaré em Marabá /Pará no dia 16 de agosto de 2014.
A comunidade de Tatetu Kalasambe esteve presente nesse ato e na celebração, marcando a presença de nossa raiz na luta pelos direitos do nosso povo no sudeste do Pará.





quarta-feira, 16 de julho de 2014

Denúncia de racismo institucional em Tucuruí/PA.


As autoridades do município de Tucuruí, no Pará, desrespeitam a constituição e o estatuto da Igualdade Racial e obrigam que os terreiros paguem taxa de realização de shows para as cerimônias da religiosidade afro-amazônica.

Vídeo com depoimento de autoridades de terreiros denunciando que a polícia fecha os terreiros que não pagam essa taxa para a realização de suas celebrações.





denúncia de racismo institucional em Tucuruí/PA

Depoimentos de Tatetu Kalasambe e Mãe Marlene de Teresa Légua.

webTV Azuelar/ Instituto Nangetu -Ponto de Mídia Livre



Tucuruí/PA

Julho de 2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mametu Nangetu repassa informes sobre o Comitê da Diversidade Religiosa.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), abriu a primeira reunião do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa, que ocorreu nos últimos dias 18 e 19 de março, em Brasília (DF). 
O comitê não é composto por representantes de religiões, e sim por estudiosos da religiosidade. “Não cabe ao Estado dizer qual religiosidade é oficial e qual não é”, explicou a ministra. Segundo ela, embora cada membro tenha sua religião, os critérios de participação no grupo não foi baseado na fé de cada um. O objetivo era agregar pessoas que tivessem capacidade de diálogo com diferentes crenças para estimular uma integração.

“Não há separação entre o conceito de Estado laico e o respeito à diversidade religiosa. Também peço do comitê uma palavra permanente contra a violência no sentido mais amplo”, disse a ministra ao abrir os trabalhos do colegiado. O secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Biel Rocha, ressaltou o processo de construção coletiva do comitê e que a “busca permanente e incansável pela paz” une todas as denominações religiosas.
O colegiado é composto por 20 representantes, sendo 10 suplentes e 10 titulares do governo e da sociedade civil, para um mandato de dois anos. Entre os titulares selecionados, está o professor Gilbraz Aragão, do Observatório das Religiões da UNICAP.

Instituído pela Portaria nº 92, de 24 de janeiro de 2013, o órgão tem como finalidade auxiliar a elaboração de políticas de afirmação do direito à liberdade religiosa, do respeito à diversidade religiosa e da opção de não ter religião, de forma a viabilizar a implementação das ações programáticas previstas no Plano Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3.

Assista ao relato de Mametu Nangetu neste vídeo:

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Todas Cláudia - Teaser do documentário de ação na Terra-Firme proposta pelo núcleo feminino do Coletivo Casa Preta e em parceria com o coletivo Mulheres Líquidas e Projeto Azuelar.

Teaser do documentário da ação "Todas Cláudia", proposta pelo núcleo feminino do Coletivo Casa Preta e em parceria com o coletivo Mulheres Líquidas e Projeto Azuelar, a partir das indignações geradas pelo caso Cláudia Silva Ferreira, moradora do Morro da Congonha (RJ), auxiliar de limpeza e que aos 38 anos foi assassinada e arrastada por uma viatura da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

Fomos ao bairro da Terra Firme, periferia de Belém (PA), conversar com mulheres da comunidade que também sofrem as consequências do racismo e do abuso de poder policial e social. A ação objetiva mostrar que o episódio de Cláudia não é um fato isolado no Brasil.

Cláudia foi assassinada no dia 18 de março de 2014 e a ação "Todas Cláudia" foi iniciada em 29 de março de 2014.

domingo, 16 de março de 2014

Estivemos em todas as cinco caminhadas.

Neste domingo, 16 de março, aconteceu a V Caminhada Fé e Resistência e combate ao racismo por Intolerância Religiosa, em memória de Mãe Doca e em celebração ao 18 de março. A caminhada é promovida pelo INTECAB-PA com apoio das comunidades dos Povos Tradicionais de Terreiros da zona metropolitana de Belém.
Para nós, do Mansu Nangetu, é muito importante fazer parte dessas construções políticas de cidadania para povos de terreiros.









quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Sessão Solene da Comenda Mãe Doca será as 10h do dia 4 de novembro, e no mês da Consciência Negra!

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é Mãe Doca!
Este ano de  2013, apesar do atraso causado por diversos motivos, e até mesmo sugestões de cancelamentos, as autoridades e lideranças de povos tradicionais de terreiros de matriz africana comprometidas com a luta pela cidadania e respeito às tradições afro-amazônicas garantiram a Sessão Solene de entrega da comenda no dia 04 de novembro, em pleno mês da consciência negra.

Os nomes das autoridades de comunidades de povos tradicionais de terreiros de matriz africana que receberão a comenda no ano de 2013, serão divulgados na tarde de hoje, 30 de outubro.

O Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" de mérito afro-religiosos em homenagem aos Cultos Afro-Brasileiros.  
A homenagem é uma celebração à memória da luta de Mãe Doca, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin, e foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. 
Pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém no enfrentamento ao racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará.


A luta pela cidadania do povo tradicional de terreiro de matriz africana é a mesma luta do povo negro, e o nosso foco é o combate ao racismo.
A organização da sessão solene iniciou ainda em fevereiro, e com esse objetivo reuniu sacerdotes de vários terreiros e tradições diferentes, e foram essas autoridades que debateram entre si as propostas de critérios de interesse das comunidades, chegando a conclusão que o que o povo de terreiro quer é o reconhecimento do poder legislativo estadual na atuação de sacerdotes em frentes de luta como:

  1. Preservação e manutenção de tradições, ou seja: reconhecer a perseverança dos sacerdotes e sacerdotisas mais velhos como uma importante forma de manutenção dos valores africanos na Amazônia;
  2. Enfrentamento e combate ao racismo, ou seja: reconhecer a importância de lideranças de povos tradicionais de terreiros na luta política por visibilidade e por garantia de direitos de cidadania.

As reuniões aconteceram principalmente nos terreiros, e muitas delas trataram também das comemoraçoes pela passagem do 18 de março, data marcada no calendário estadual e municipal de Belém, como referencial de resistência de Mãe Doca às práticas do racismo no século XIX, e desde então estes mesmos sacerdotes aproveitaram toda e qualquer possibilidade de encontro com mandatários de cargos no legislativo estadual para negociar a realização da terceira  sessão solene, e a garantia que em 2013 teríamos entrega da comenda que pro nosso povo é uma conquista.

O Instituto Nangetu antecipadamente parabeniza a Deputada Bernadete Ten Caten e às lideranças de terreiros que na próxima segunda-feria receberão este importante reconhecimento, e reconhece que esta sessão só foi possível pela mobilização e empenho de cada um de nós que investiu para que ela acontecesse.

Parabéns ao Povo de Terreiro do Estado do Pará!













domingo, 7 de abril de 2013

Povo de terreiro vai à rua para celebrar a memória de Mãe Doca com fé e resistência.

Na véspera da caminhada promovemos um Grupo de Trabalho para a construção de cartazes com criatividade e representatividade das mutiplas falas dos membros da comunidade do Mansu Nangetu, as frases eram propostas e discutidas por todos e em seguida  eram escritas em cartazes coloridos.


Cada um dos participantes fez o sue cartaz e ainda preparou mais dois extras para serem distribuídos entre manifestantes de outros terreiros. Eram cartazes que demonstravam o "orgulho de ser angoleiro", o orgulho de "ser do santo", além de manifestações de #forafeliciano, o que mostrava a preocupação com a ocupação da presidencia da comissão de direitos humanos da Câmara dos Deputados, pelo Pastor Marcos Feliciano do PSC, deputado com histórico de manifestações racistas, homofóbicas e intolerantes com as diferenças.



Com o material pronto, na manhã do domingo dia 17 de março a comunidade tomou as ruas de Belém para se juntar a tantas outras numa caminhada em celebração à Mãe Doca e seu legado de luta pelo direito inalieneavel de consciência religiosa.

E Belém ficou mais alegre com as cores dos terreiros tomando as ruas do centro da capital...