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domingo, 24 de abril de 2016

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis

No salão de exposições, Mametu Nangetu expõe ALGUIDÁS, objetos construídos com reciclagem para uso ritualísticos. Ela ressalta a preocupação com a natureza e o meio ambiente nas tradições de matriz africana, e constrói sua poética com discurso de manejo ambiental tradicional, e como parte da programação da exposição Nós de Aruanda, artistas de terreiro, a comunidade do Mansu Nangetu oferece uma oficina de troca de saberes com  a tecnologia de construção de alguidás e outras vasilhas de oferendas com material biodegradável.

Foto - ©LucivaldoSena / Projeto Gяiot Amazônida

A preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, e a comunidade do Mansu Nangetu tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, a limpeza de áreas de matas urbanas e a criação de ambiente de cultivo de ervas aromáticas e medicinais em hortas de quintais.
É essa experiência que a comunidade adquiriu através das ações do Projeto A magia de Jinsaba – sem folhas não tem ritual que será compartilhada na oficina, com outras comunidades de terreiros tradicionais de matriz africana e com quem mais se interessar em trocar experiências poéticas e conhecimentos sobre o patrimônio ambiental afro-amazônico.


A exposição é uma realização do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB-UFPA) e do Grupo de Pesquisa Roda de Axé CNPq, e fica em cartaz até 29 de abril na Galeria Theodor Braga, no sub-solo do CENTUR, Av. Gentil Bittencourt 650, Nazaré, Belém - Pará, com visitação de segunda a sexta das 9h as 19h

Oficina: Alguidás e outras vasilhas biodegradáveis
Instrutores – comunidade do Mansu Nangetu,
Quinta-feira, dia 28 de abril, a partir das 15h.
IV Exposição NÓS DE ARUANDA – ARTISTAS DE TERREIRO.
Galeria Theodoro Braga, a galeria fica no subsolo do CENTUR - Av. Gentil Bittencourt, nº 650, Nazaré - Belém – PA.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Oficina de Potencialidade em Etno-Desenvolvimento para Povos Tradicionais de Matriz Africana..


Oficina de Potencialidade em Etno-Desenvolvimento para Povos Tradicionais de Matriz Africana..

Assunto abordado:
Inovação, Design Thinking, Empreendedorismo e Carreira, Competitividade e Modelos de Negócio; Cultura Afro Brasileira; planejamento Estratégico.
Objetivo:
Promover princípios que norteiam a filosofia da inovação em modelo de negócios. Bem como ao conhecimento de ferramentas usadas no processo de inovação e geração de valor em empresas competitivas voltado para povo de matriz africana no Brasil. Elaboração e modelagem de plano estratégico do ano 2016 do Instituto.
Certificação Minima: 16 Horas  
Quando: 5 e 6 de dezembro de 2015, das 9 as 18h
Local: Belém – instituto Nangetu, Tv. Pirajá 1194
Publico Alvo: Associações Culturais, Comunidades Tradicionais, Profissionais liberais, Estudantes de Administração, Economia, Contabilidade, Engenharia, Pedagogos, Artistas, Musicos, Sacerdotes, Artesãos, Empreendedores e atuantes na área de criação.
Palestrante/Empresa: Angelo Imbiriba. (Tata Kafunlumizo). CRA 13.640. Palestrante e Pesquisador na área de inovação e Design Thinking há 6 anos, Administrador, MBA em Gestão estratégica Empresarial, Especializando em Saberes Africanos e Afro Brasileiros, Diretor  de Projetos do Instituto Nangetu.

Observação: almoço colaborativo! Colaboração R$ 20,00 (vinte reais) por pessoa para os dois dias de oficina.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Capoeira Angola e regional à partir de janeiro de 2015.

À partir de janeiro de 2015 o Instituto Nangetu oferece oficinas de capoeira Angola e regional com Robson Mamute, mensalidades com valor popular. Mais informações ligue 91-32267599.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Azuelar e Rede Mocambos - Criando Laços... Tecnologia e comunicação nos terreiros.



08 out - início oficina de vídeo com bate papo sobre comunicação e difusão de narrativas - momento para falarmos da importância dessa comunicação autónoma livre e colaborativa nos terreiros. Início 15h

12 out - Programa "Nengua de Angola" via Streaming  --- roda de conversa com Mam'etu Nangetu sobre Mavanbo Nzila - divindade da comunicação e dos caminhos
10, 11 e 14  out- oficina "Apropriaçao Tecnológica" com Milson Oniletó



25 out - finalização da programação com sessão do Cineclube Nangetu
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX 


Oficina de fotografia com Lucivaldo Sena.

Oficina de fotografia com Lucivaldo Sena (Fotográfo Jornalista) no dia 05 de outubro de 2013 (sabado), das 9:30 as 16:00
no Instituto Nangetu
Trav Pirajá, 1194 - Bairro do Marco, Belém,
Custo: ZERO (gratuito)
Apoio: Walter Pinaya e Simone Araújo.



Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX 


sábado, 2 de fevereiro de 2013

SEPPIR promoveu Oficina de Formação Sobre o Sistema de Convênios.

Dias 28 e 29 de janeiro de 2013 aconteceu a oficina de formação sobre o sistema de convêios do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o SINCOV.   A  oficina foi promovida pela SEPPIR  nas dependências do Centro de Eventos e Treinamento da Confederação Nacional de Trabalhadores do Comércio/ CET-CNTC.
A SOLAR ministrou a formação e o fez em duas etapas, a primeira foi de elaboração, gestão e acompanhamento de projetos, e nessa fase o instrutor da apresentou a estrutura para elaboração de projetos, explicando o significado de cada um dos ítens e explicando como funciona a avaliação das propostas. Em seguida os participantes se dividiram em grupo e apresentaram um esboço de proposta a partir de um contexto social pré-definido.

A segunda etapa da formação foi um tutorial para cadastramento de projetos no SINCOV, e a instrutora apresentou slides com fac-simile das telas com as etapas de cadastramento on-line, explicando passo-a-passo como devemos proceder em cada um desses passos de cadastramento.

Táta Kinamboji e Mãe Nalva d'Oxum, que participaram da oficina, consideraram o processo de cadastramento no SINCOV muito complicado. Kinamboji comentou que o sistema poderia ser pensado para ser acessível, disse que a complexidade do sistema é o primeiro passo para a exclusão. A solução proposta por eles foi um acordo de reunir as organizações dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas da zona metropolitana de Belém em uma "força tarefa" para unir todos os membros de comunidades de terreiros capacitados para enfrentar o sistema, e tentar vencer a burocracia de cadastramento em projetos conjuntos que envolvam várias comunidades nas atividades propostas.


Serviço:
O SINCOV oferece um tutorial online, para conhecer clique aqui
A oficina foi ministrada por profissionais da SOLAR Consultoria.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel

Participe da Oficina de Confecção de Barquinhos de Papel

Ministrante: Delleam Cardoso (Taata Kitauange)
Dia: 05/12 (quarta-feira) às 16h
Local: Terreiro Mansu Nangetu

INSCRIÇÕES GRATUITAS
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
Endereço: Travessa Pirajá, 1194
(entre Av. Duque de Caxias e Av. 25 de setembro - Bairro Marco) Belém/Pará
Telefone: (91) 3226-7599 / 8806-7351       
E-mail: nangetu@hotmail.com      etetuba@gmail.com
  
PARTICIPE!

Aos interessados, favor trazer tesoura e folhas de papel A4.





                            

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Táta Kamelemba e Daniel Miranda participaram da Oficina de transmidia na UFPA.




Oficina de transmidia na UFPA, promoção da rede Ajuricaba nos dias 20 e 21 de Dezembro. oficineiro;Angelo Madson.

Pelo Projeto Azuelar estavam Táta Kamelemba (Felipe de Lemba) e Daniel Miranda de Nkosi.

A oficina  ensinou  a fazermos programas de rádio com recursos básicos, como pot rxrmplo como um simples celular pode ser usado para gravar e editar, os programas  que podemos baixar da internet e que não é dificil nem de usat e nem achar. 

A oficina foi de funtamental importancia pra nós, para que possamos nos aprimorar cada vez mais para que a gente faça nossas divulgações através desse recurso que é a  radio caseira.







domingo, 19 de junho de 2011

Construção de roteiro de peças radiofonicas sobre a Rainha Nzinga.

Os participantes da oficina de capacitação em radiodramaturgia realizaram os roteiros para a realização de peças radiofonicas com a Rainha Nzinga. As sugestões foram discutidas em grupo e realizaram exercícios de gravação de áudios para testar o resultado de cada proposta.

a partir do próximo sábado, dia 25 de junho, será montado o studio de gravação já para a produção final das peças propostas pela capacitação.



domingo, 12 de junho de 2011

Oficina de radiodramaturgia reune jovens para contar histórias e estórias sobre a Rainha Nzinga.

Dando prosseguimento aos conhecimentos técnicos para a criação de peças radiofonicas sobre a Rainha Nzinga, Angelo Madosos (do Idade Mídia) orientou os participantes da oficina de radiodramaturgia para a prática de exercícios de voz. Em seguida apresentou vários exemplos de dramaturgia em rádio.
A proposta seguiu com os participantes interpretanto o texto de um dos exemplos apresentados, a rádio-novela "Ah se eu fosse uma bactéria", exercitando entonações de voz em uma novela jea existente e depois sobrepondo a voz dos oficineiros na sonorização da novela original.
No sábado dia 18 a oficina continua com a discussão de um roteiro sobre a Rainha Nzinga e o início das gravações da peça de rádio que é objetivo da proposta.
A oficina é promovida pelo Instituto Nangetu - Projeto Azuelar - em parceria com o Idade Mídia, e acontece nas tardes de todos os sábados do mês de junho, as inscrições são gratuitas e ainda há tempo de tomar parte nesse projeto.
Maiores informações com Angelo Madson - 88934404 ou no Instituto Nangetu - 88067351.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rainha Nzinga em oficina de rádiodramaturgia.

Angelo Madson, da Idade Mídia, iniciou a oficina de radiodramaturgia que tem a Rainha Nzinga como proposta temática.

Angelo apresentou aos oficineiros algumas fontes históricas e culturais sobre esta importante personagem tanto para a história de Angola e para o continente africano, quanto para seus descendentes afro-brasileiros. Em seguida apresentou as possibilidades de dramaturgias radiofônicas e qual será a metodologia de ensino aprendizado na oficina e a seqüência de atividades propostas.

A primera aula ainda teve um exercício de voz e microfone, onde cada um dos participantes gravou uma mesma frase com entonações diferentes e também alterando a ênfase para cada palavra da frase, em seguida foram ouvidas as gravações e cada um pode analisar os recursos da própria voz.

A oficina continua no próximo sábado, dia 11 de junho e os interessados podem buscar maiores informaçõ0es pelos fones 91-88067351 (Instituto Nangetu) e 91-88934404 (Idade Mídia).







domingo, 8 de maio de 2011

Oficina de capacitação profissional em Radiodramaturgia - “A História de Nzinga Mbandi Ngola”.


Numa parceria entre o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu, com o Projeto Comunicação para cidadania e imaginário social/ Idade Mídia, e com o apoio da rede[aparelho]-:, realizaremos a Oficina de capacitação profissional em Radiodramaturgia - “A História de Nzinga Mbandi Ngola”.
São 15 vagas, sendo 10 delas reservadas para a população de terreiros, e as inscrições são gratuitas. A oficina ocorrerá aos sábados (04/11/18 e25), no período vespertino, durante o mês de junho de 2011.

META

Realizar a produção de uma audioficção: produção eletroacústica sob o gênero radioteatro, alusiva a história da rainha Nzinga Mbandi Trabalhando a apropriação do imaginário social. Num período de 4 semanas – divididos em quatro encontros semanais de 3 horas cada.

OBJETIVO GERAL

 Realizar a produção eletroacústica - radioteatro, alusiva a história da rainha Nzinga Mbandi.

 Favorecer a criação e o fortalecimento de ecossistemas comunicativos abertos, dialógicos e criativos.


OBJETIVO ESPECÍFICO

 Oferecer aos participantes da oficina habilidades em rádio dramaturgia e formação histórico social afro-brasileira, pautadas na construção dos valores da cidadania e da garantia de direitos.

 Trabalhar a partir do conceito de gestão comunicativa, na qual percebemos que a comunicação precisa ser planejada, administrada e avaliada, coletivamente.

 Provocar o desenvolvimento da percepção auditiva, estimulando a criatividade, a imaginação e a memória;

 Resgatar, valorizar e compreender elementos da nossa herança cultural, situando-os no espaço social e histórico, mediante atividades e materiais que expressem esta cultura.

 Levar ao público o resultado do projeto, preservando-se a sobrevivência de crenças, saberes e tradições e suas representações coletivas; para recriarmos a história; constituída como uma nova forma de representação alegórica e figurativa da realidade, reforçando ou desconstruindo os elementos que os constituem na apropriação do imaginário social.

APRESENTAÇÃO


"Somente os diferentes; conscientes de sua diferença e de sua exclusão representam a verdadeira e digna humanidade. De modo que a condição primeira de todo individuo consciente deveria ser o anti-conformismo social. (Hannah Arendt in “A Condição Humana”).

A histórica distorção sobre a função social do rádio no Brasil e, principalmente, o atual império das reproduções eletrônicas de imagens na mídia, nos dá uma falsa impressão, justamente, por se tratar de um “veículo cego”, de que o rádio haveria alcançado uma situação limite, estando assim em vias de torna-se uma mídia ultrapassada e obsoleta. No entanto, a todo instante observamos o desenvolvimento de “novas áreas da produção artística onde experiências inovadoras no trato de novas ficções, novos ritmos, novos temas e um novo tratamento do tempo radiofônico têm apontado para outro modo de se pensar e se fazer rádio” (Bauab, 1990). Certamente, ainda há quem busque recuperar modernamente a tradição do folhetim, como também se têm criado produções radiofônicas surpreendentes na atualização do veículo para o desenvolvimento de outras linguagens como a literatura, o teatro e a música, proclamando o nascimento de uma linguagem singular, uma manifestação de natureza sonora, com intenções dramatúrgicas.
Isto tem sido a força propulsora na produção de recentes propostas eletroacústicas que buscam explorar o potencial do gênero, que entre nós, brasileiros, atende pela precária designação de radioteatro1 (quando intimamente associado à idéia de rádio-novela). Tais experiências têm reafirmado uma tendência à valorização da essência acústico-musical da radiofonia e os resultados de combinações entre fonemas, palavras, vozes, falas, música, cantos, ruídos, natureza, efeitos, sussurros, silêncios, tornaram-se “parte funcional” de uma linguagem híbrida que pode e deve ser estruturada em sons de acordo com cada finalidade dramatúrgica, em particular.
A ficção no rádio (audioficção - quase um sinônimo de radiodramaturgia) é entre todos os formatos radiofônicos o que mais oferece recursos para o desenvolvimento de habilidades comunicativas da expressão e da criatividade. Oferecendo possibilidades de fusão entre gêneros e técnicas, remixagens, colagens, justaposições e outras modalidades, que descortinam à peça radiofônica uma variedade de possibilidades no campo da arte cênica. Noutra frente: operações de técnicas específicas, a linguagem radiofônica, o áudio das linguagens híbridas e outros componentes sonoros são reproduzidos, modificados e organizados de acordo com determinadas intenções; agregando sensações, representações sensoriais, correlações conceituais e impressões pessoais, acionadas por intermédio de determinados sinais acústicos2. Característica elementar que nos faz pensar na produção radiofônica (rádio-linguagem) como um recurso privilegiado, que através da apropriação dos meios torna-se um registro da identidade histórica e cultural e, ao mesmo tempo, uma construção do discurso simbólico de identidade3 dos próprios sujeitos sociais.
Múltiplos projetos de educomunicação estão disseminados, no Brasil. Entre os diversos objetivos dessa intensa atividade, uma constante é a contribuição para construção dos valores da cidadania e da garantia de direitos. Pois é, justamente, a partir do conceito de cidadania que se insere o debate sobre a função social do rádio. Pressupondo-se que cidadania não é algo que se ganha, mas que se constrói a partir de sensibilização, conscientização, mobilização de indivíduos transformados em sujeitos históricos cientes de sua própria condição e perpassa pelo respeito à diversidade de opiniões.
Apresentamos, assim, a necessidade de utilizarmos a realização desta produção radiofônica como alicerce da criação de um ecossistema comunicativo aberto, dialógico e criativo, com intenções dramatúrgicas. Propomos a realização de uma oficina interativa de radioteatro, para que reforce a construção de um modelo de comunicação democrática e co-participativa e possa valorizar elementos de uma herança cultural, situando-a no espaço social e histórico.
Ao término desta “Oficina Experimental de Radioteatro”, pretendemos apresentar e tornar público o resultado final de nossas atividades: A produção de uma “peça radiofônica”, que reconte a história de Nzinga Mbandi Ngola, constituída como uma nova forma de representação alegórica e figurativa da realidade, apropriando-se de seu imaginário social.


“A História de Nzinga Mbandi Ngola”


A Rainha Nzinga Mbandi Ngola (1582-1663) é o maior símbolo de resistência africana à colonização européia. Seu registro em nossa história é o de uma mulher destemida, combatente, exímia estrategista militar e uma astuciosa diplomata. É cultuada como a heroína angolana das primeiras resistências pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola; e tem despertado um crescente interesse dos historiadores e antropólogos para a compreensão daquele momento histórico que caracterizou a destreza política e de armas desta rainha africana na resistência à ocupação dos portugueses ao território angolano e ao conseqüente tráfico de escravos africanos.
A resistência de Nzinga à ocupação colonial e ao tráfico de escravos no seu reino por cerca de quarenta anos, usando de várias táticas e estratégias que vão desde a conversão ao cristianismo até as práticas jagas (como canibalismo), é fonte para a criação de um imaginário que se impôs como símbolo de luta contra a opressão. Memória de Ginga, memória de Zumbi.
Do grupo étnico Mbundu, era filha do rei dos mbundus no território Ndongo, hoje em Angola, e Matamba, Ngola Kiluanji, foi contemporânea de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o grande herói afro-brasileiro, ambos pareceram compartilhar de um tempo e de um espaço comum de resistência: o quilombo.
A rainha quilombola de Matamba e Angola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a um imaginário cultural que invadiu o folclore brasileiro com o nome de Ginga, despertou o interesse dos iluministas como no romance Zingha, reine d’Angleterre. Histoire africaine (1769), do escritor francês de Toulouse, Jean-Louis Castilhon, inspirado nos seus feitos, e foi citada no livro L'Histoire de l'Afrique, da publicação Histoire Universelle (1765-1766). Ainda hoje é reverenciada como exemplo de heroína angolana pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola. Sua vida tem despertado um crescente interesse dos historiadores, antropólogos e outros estudiosos do período do tráfico de escravos. Sua resistência à ocupação dos portugueses do território angolano e o conseqüente tráfico de escravos, tem sido motivo de intensos estudos para a compreensão de seu momento histórico, caracterizado por sua habilidade política e espírito de liderança desta rainha africana na defesa de sua nação. Também é conhecida como Jinga, Zhinga, Rainha Dona Ana e Rainha Zinga.

Ao realizarmos as peças e radioteatro com a memória da Rainha Nzinga - Rainha Ginga -, mantemnos acesa a presença da resistência negra no imaginário amazônico.

Texto extraído do projeto de oficina - Angelo Madson/ Idade Mídia
Cartaz - Idade Mídia