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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

“Box da diversidade” leva experiência de educação ambiental do Mansu Nangetu para o Brasil inteiro.


O curta"O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" vai circular o Brasil inteiro em cineclubes e escolas, o filme educativo é uma produção coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar) em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.

Na noite do sábado, dia 3 de outubro, na fonte do Tereré, um quilombo urbano no município de Vera Cruz, que fica na Ilha de Itaparica, Bahia, aconteceu a “Roda de leituras transversais” para o lançamento dos filmes com as temáticas da ‘infância e juventude’ e  da ‘biodiversidade e meio ambiente’ que compõem o “Box da diversidade” – um projeto de caráter cultural e educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começa a ser distribuído ainda este ano.
A sessão de lançamento que contou com a exibição do filme aconteceu ao ar livre, com a comunidade do quilombo urbano, produtores audiovisuais e cineclubistas confortavelmente instalados no gramado da área de convivência da comunidade e em cadeiras espalhadas pelo ‘terreiro’ na fonte do Tereré e debate com Táta Kinamboji, Márcia Nascimento e Antonio Balbino.

Táta Kinamboji iniciou o debate falando sobre as diretrizes do Projeto Azuelar e do Cineclube Nangetu, contou a sucessão de acasos que estão nos primórdios da formação do cineclube e que a experiência cineclubista do Mansu se expandiu para uma rede de cineclubes de terreiros que primeiro ocupou a zona metropolitana de Belém do Pará, para depois se espalhar para vários terreiros da Amazônia brasileira. Kinamboji disse que o cineclube trabalha com o tripé de difusão, formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização das tradições de matriz africana na Amazônia, e que a comunidade produz vários documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’, ele diz que a proposta veio dos pesquisadores que queriam a produção de material didático para ser usado em sala de aula, e que não tinha um roteiro previamente elaborado, e que o filme é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Ele explicou que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, criticou os muros das propriedades privadas que dificultam o acesso aos bens naturais, e também criticou o modelo de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés em esgotos à céu aberto. Contou que a comunidade tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas que foi mostrada no filme.

Box da Diversidade (contendo 60 filmes) para a distribuição aos cineclubes, pontos de cultura, pontos de leitura, bibliotecas públicas e comunitárias e escolas públicas. O Box possui os seguintes eixos temáticos: sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações; diversidade regional; transversalidade geopolítica.

Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/ . Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu. Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu;  CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA

Belém/PA, 2012

Fotos: Diogo Gomes.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Em busca de parcerias que fortaleçam a difusão e produção de cinema afro-brasilerio.

Biza Vianna e Zózimo Bulbul no Centro Afro Carioca de Cinema.
Táta Kinamboji esteve no Rio de Janeiro e visitou o centro Afro Carioca de Cinema, um centro cultural que foi fundado por Zózimo Bulbul e Biza Vianna em 2007.
Zózimo é ator, diretor e roteirista de cinema, e é um ícone do cinema negro brasileiro e criou o Centro Afro Carioca de Cinema com a finalidade da promoção da cultura afro-brasileira e seus artistas, além de elaborar projetos e ações que visem a realização permanente de atividades culturais. Seu foco e a valorização da produção cinematográfica brasileira, africana e caribenha como um ato social de transmissão de sabedoria, formação técnica e artística, a profissionalização e a inclusão no mercado de trabalho. Funciona num sobrado localizado no bairro da Lapa, região central do Rio de Janeiro e possui diversas atividades que são realizadas ao longo do ano, como oficinas, seminários, mostras de filmes. O Encontro de cinema negro, o evento de maior visibilidade, é realizado no mês de novembro, e já com várias edições realizadas é uma forma de ir contra a forma de representação que sempre foi dada aos negros no cinema, e apresenta como o negro é visto pelo seu igual.
Foi a similaridade com a proposta e as atividades do Cineclube Nangetu, e com a Rede de Cineclubes nos Terreiros da Zona Metropolitana de Belém/ PARACINE, o que levou Táta Kinamboji a procurar por essa iniciativa, e Zózimo Bulbul lhe recebeu com a frase “isso aqui também é um terreiro e você está em casa”. À partir daí uma conversa repleta de troca de experiências sobre a difusão do cinema e da cultura afro-brasileira acompanhou o agradável fim de tarde na Lapa carioca.

O Cineclube Nangetu recebeu de Zózimo Bulbul um DVD da série "Obras raras - o cinema negro na década de 70", editado pela Fundação Palmares/MinC com cinco filmes importantes para o cinema afro-brasileiro. E desse encontro outros virão, pois é certa a formação de parcerias.

domingo, 29 de julho de 2012

Cineclube Nangetu participou de sessão experimental com professores em Tucuruí.



Sessão lotada para ver cinema brasileiro em Tucuruí.
 A sessão foi uma experiência proposta pelo cineclubista Arthur Leandro (Táta Kinamboji) e aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maestro João Leite, em Tucurui. Arthur explicou que foi uma sessão experimental promovida pela turma de formação de professores em Artes Visuais do Pólo da UFPA em Tucuruí, em parceria com a Federação Paraense de Cineclubes/ PARACINE, com a diretoria norte do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros - CNC; com a rede [aparelho]-: e com o Cineclube Nangetu - que foi quem forneceu os filmes para a mostra.
"A onda - festa na pororoca" abriu a sessão com animação paraense.
Antes da sessão a comunidade universitária exibiu os vídeos de depoimentos de professores da UFPA sobre a GREVE nas IFES, e aproveitou a mobilização para o evento cultural para informar a população e buscar apoio para a luta do ANDES-SN por melhores condições de trabalho docente, carreira digna aos professores universitários e mais investimentos para as universidades na Amazônia.
A programação de filmes foi pensada por um conselho editorial formado por professores e cineclubistas, e contou com filmes destinados a 3 faixas etárias diferentes\; filmes para crianças até 10 anos, filmes para jovens até 17 anos e filmes para adultos. A linha editorial da mostra primou pela DIVERSIDADE, a diversidade cultural, social, racial e sexual, na tentativa de estabelecer debates sobre respeito e convivência humana respeitosa numa sociedade multicultural como a sociedade brasileira.
A professora Sheila Moura falou da proposta em nome dos organizadores.
A apresentação do evento coube ao prof. Jessé, coordenador do Programa de Formação de Professores no campus da UFPA em Tucuruí, que falou da proposta como um evento de extensão da UFPA que tem como objetivo mobilizar os professores da rede pública de ensino para a implantação de cineclubes nas escolas da região. A resposta para a proposta foi a presença de professores dos municípios de Tucuruí, Breu Branco, Novo Repartimento, Mocajuba, Baião e Altamira, todos interessados em desenvolver atividades em, suas escolas para que se tornem cineclubes e contribuam com a formação, produção e difusão do cinema brasileiro em cada um dos municípios ali presentes, aém da comunidade atendida pela escola Maestro João Leite que compareceu com mais de 100 pessoas que vieram participar da sessão.
"Gilda e Gilberto" provocou reflexões sobre afeto e amizade entre as diferenças.
"O moleque" trouxe debate sobre amizade e relações étnico-raciais no Brasil.
"Dona Carmela" despertou comentários sobre envelhecimento e respeito aos idosos.
"Ernesto no país do futebol" provocou o debate do esporte como fator de promoção da paz e convivência pacífica.

Os filmes exibidos foram: 1. O onda – festa na pororoca; 2.Minhocas; 3.O veado e a onça; 4.Calango; 5.Gilda e Gilberto; 6.Taina-Kan – a grande estrela 7.Dona Carmela; 8.O moleque; 9.São João do carneirinho; 10.Uma jangada chamada Bruna 11.Ernesto no país do futebol 12.Eu não quero voltar sozinho 13.Quanto vale ou é por quilo.
"Eu não quero voltar sozinho"

A sessão foi longa, afinal foram 3 sessões numa única noite, e apesar do cansaço também foi gratificante parta todos os que promoveram o evento, principalmente pelo interesse dos professores em montarem projetos cineclubistas e  o interesse de gestores municipais em financiar o cineclubismo para escolas públicas.

"Quanto vale ou é por quilo" colocou em debate racismo e relações de poder na sociedade brasileira.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Queremos a natureza viva! Conhecimentos tradicionais, reciclagem e meio ambiente em vídeo educativo.

Comunidadde do Mansu Nangetu e pesquisadores do GEAAM/ UFPA em filmagem nas matas da CEASA em Belém.

A comunidade do Mansu Nangetu, em parceria com com pesquisadores do GEAAM/UFPA, estão em processo de realização de um vídeo com os conhecimentos tradicionais em favor da educação ambiental.
A proposta de parceria partiu dos pesquisadores Alessandro Ricardo Campos, Kátia Simone Araújo, Johny Numor e Renato Trindade, eles chegaram com a proposta de utilizar as práticas rituais e os conhecimentos tradicionais do terreiro para construir um vídeo que mostre os mecanismos cotidianos de educação para a preservação do meio ambiente desenvolvidos no Mansu Nangetu.
O vídeo tem a finalidade de se tornar um recurso didático para o ensino básico e será apresentado para avaliação de banca no Grupo de Estudos Afro-amazônico do IFCH/ UFPA, pois faz parte da monografia de conclusão de curso de especialização em “Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia – Implantação da Lei 10.629/03”, monografia que é desenvolvida sob a orientação do Prof. Arthur Leandro - oTáta Kinamboji.
A proposta resultou em uma realização em parceria com o Projeto Azuelar, aproveitando os investimentos do Mansu Nangetu no audiovisual que colocou a equipe do projeto nessa produção em pé de igualdade com os pesquisadores - é um vídeo conjunto. As filmagens aconteceram de 19 de junho a 17 de julho, em locações no Mansu Nangetu e na área da mata da CEASA – que fica à 10 minutos do terreiro e ee tradicionalmente utilizada nos rituais da comunidade–, e retratam dois momentos que os pesquisadores consideraram importante de levar para os estudantes e professores de ensino fundamental e médio como exemplo de conhecimento afro-amazônico a ser trabalhado nas escola. São eles: a construção de recipientes com material reciclável e os cuidados com os espaços de mata e igarapés nas oferendas com material biodegradável realizadas para os Nkisis e Cabocos.
A Agenda 21 da Cultura já aponta que existem claras analogias políticas entre as questões culturais eecológicas, pois tanto a cultura como o meio ambiente são bens comuns da humanidade, e assim a preservação do meio ambiente também se relaciona com a diversidade cultural e a preservação dos conhecimentos tradicionais. A pesquisa do grupo aponta para a estreita relação entre o cotidiano do terreiro e a preservação do meio ambiente.

Equipe do Projeto Azuelar fazendo filmagens na mata da CEASA.



Mametu Nangetu conduzindo a comunidade para o melhor lugar para oferendas.
Pesquisadores gravando depoimentos da comunidade.
Equipe de produção durante as filmagens.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Café com Direitos Humanos realiza programação especial pelos 35 anos da SDDH


Clique na imagem para ampliar
O Café com Direitos Humanos, cineclube da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), exibe pela primeira vez em Belém o documentário “Fragmentos de Mindelo”, na próxima sexta-feira (25). No sábado (26), o Café exibe mais uma vez o doc “Bombadeira”. Nas duas sessões, o cineasta Luís Carlos Alencar, diretor de Bombadeira e um dos cinco diretores de Fragmentos de Mindelo, participará dos debates. A programação é parte das atividades de 35 anos da SDDH, comemorados no próximo mês de agosto.

O documentário “Bombadeira”, gravado em Salvador (BA), retrata o universo das travestis que fazem aplicação de silicone clandestinamente em outras travestis para feminizar o corpo. O doc traz o debate sobre a questão da identidade de gênero. O outro documentário é o “Fragmentos de Mindelo”, que fala da vida na cidade de Mindelo, considerada capital cultural de Cabo Verde, um dos países africanos de língua portuguesa.

A programação é realizada pela SDDH, em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC), com a Federação Paraense de Cineclubes (Paracine) e com a Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém. A exibição é aberta a todos os públicos.
Serviço
Documentário: Fragmentos de Mindelo
Data: 25/05/2012 (Sexta-feira)
Hora: 18h30
Local: SDDH (Av. Gov. José Malcher, 1381. Entre 14 de Março e Generalíssimo - Nazaré)

Documentário: Bombadeira
Data: 26/05/2012 (Sábado)
Hora: 18h.
Local: Cineclube da Arcaxa (Terreiro do Pai Bassu. Psg. Bugarim, 50 - Guamá)

domingo, 6 de maio de 2012

BOMBADEIRA dia 26 de maio no Cineclube da ARCAXA

 
A programação é parte da celebração pelos 35 anos de fundação da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SDDH.
Haverá debate com o diretor do Filme - Luis Carlos Alencar, com Lideranças de Terreiros de Belém e Ananindeua e com Militantes de Direitos Humanos.

 
Bombadeira, de Luis Carlos Alencar. Brasil, 2007 - 75min. Sinopse: Bombadeiras, assim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial,não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "fadas madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero.Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidodas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social.Ria,chore,compreenda,EMOCIONE-SE.
A proposta para os terreiros é colocar em discussão a questão da transexualidade e o como as religioões afro-amazônicas tem se comportado diante da presença de transexuais nas suas comunidades e em seus rituais.

Para os coordenadores do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE, o filme Bombadeira é importante para os terreiros porque traz o depoimento de várias transexuais e de bombadeiras que são sacertodes/sacerdotizas de religiões afro-brasileiras, e o GT acredita que o filme pode fomentar o debate sobre o paradoxo entre o reconhecimento dos diretos civis de escolha de gênero, com os principios das crenças dos afro-religiosos no poder mítico relacionado ao corpo feminino. Mas trazer esse debate à tona pelo viés do humano e pelas próprias transexuais de terreiros.

A Rede de Cineclubes em Terreiros da Zona Metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC e apoio da rede [aparelho]-:, do Cineclube Nangetu e Cineclube ti Bamburucema.

Fazem parte da Rede: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube Maristrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá, Cineclube do Turco Jaguarema, Cineclube da ARCAXA, Cineclube da Irmandade de São Benedito, FEUCABEP, Cineclube do Turco Ricardinho. Cineclube 7 Cores (Ylê Asè IDANBESSEN).
 
 Táta Kinamboji, pelo GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE.
 
Cartaz: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Irmandade dos Rosário: Sessão Paracatuzum exibe o filme Xandu no SESC de...

Irmandade dos Rosário: Sessão Paracatuzum exibe o filme Xandu no SESC de...:

Sessão Paracatuzum
Dia 06 de março de 2012 as 20h.

Local: SESC São Carlos
Av. com. Alfredo Maffei, 700
Jd. Gibertoni, São Carlos/ SP.



"Xandu", de Renata Lira e Arthur Leandro.



Xandu
de Renata Lira e Arthur Leandro, 24min, Ananindeua/ PA/ Brasil, 2011.
Sinopse: Cotidiano da Irmandade dos Rosário na transmissão de conhecimentos tradicionais da prima Xandu e no aprendizado da extração do óleo de andiroba. O filme é produzido com 'Tecnologia do possível', são mídias móveis de uso doméstico utilizadas na produção audiovisual comunitária. O filme faz parte das ações do Projeto Azuelar e documenta uma ação do Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual, realizado pelo Instituto Nangetu em parceria com a Irmandade dos Rosário.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Cortejo Cultural marca o lançamento do filme "Pássaros andarilhos e Bois voadores", de Luiz Arnaldo Campos.

Mestres das Culturas Populares e Tradicionais da Amazônia ocuparam o Largo da Pólvora em cortejo cultural para celebrar o lançamento do filme Pássros andarilhos e Bois voadores.


O cinema celebrou as culturas populares e tradicionais, e as culturas populares e tradicionais retribuíram a celebração e com clima de confraternização é que foi lançado o filme “Pássaros andarilhos e Bois voadores”, de Luiz Arnaldo Campos. 


Mametu Nangetu e Táta Kamelemba com Mestre Alarindo e o Boi Flor de Lis.
Mametu Nangetu e Táta Kamelemba na animação do cortejo cultural.
A comunidade do Mansu Nangetu se fez presente nesta sexta-feira, 13 de janeiro de 2012, no cortejo que anunciou o lançamento do Curta-Metragem no Ciinema Olympia - uma sala de projeção centenária, fundada em 1912 no centro de Belém, junto com Mestre Alarindo e Mestre Pantoja que montaram os bumbás protagonistas do filme: o Flor de Lis e o Touro de Ferro, com as Mestras Iracema de Oliveira e Bernadete Lourdes, grandes encenadoras dos Cordões de Pássaros e Bichos que também contribuíram com o filme, o Mestre Careca , animador dos bois de toada de Santa Bárbara e com Juliana Silva , a atriz principal que é dançarina de Boi em Santa Bárbara e tantos outros artistas anônimos que fazem parte do filme.
As culturas populares tomaram o hall do cinema em celebração ao filme.
Luiz Arnaldo, com os Mestres das Culturas Populares, apresentou o filme ao público.
Babá Tayando e Mametu Nangetu na primeira fila do cinema.
O filme mopstrou aspectos das culturas tradicionais e populares amazônidas.
fotos de Selma Brito especialmente para o Projeto Azuelar, veja mais aqui. Vídeo de Táta Kamelemba/ Projeto Azuelar - Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Depoimento da liderança do Ilê Axé Yemanjá Omi Olodo, de Porto Alegre, sobre cineclubes nos terreiros.





Depoimento da liderança do Ilê Axé Yemanjá Omi Olodo, de Porto Alegre, sobre cineclubes nos terreiros, ela fala para Arthur Leandro, Diretor Norte do CNC (2010-12), e coordenador do Projeto Azuelar/ Cineclube Nangetu, e um dos coordenadores do GT de Comunidades Tradicionais da PARACINE que agita a Rede de Cineclubes nos Terreiros da zona Metropolitana de Belém.
Gravado em São Luís do Maranhão em 30 de novembro de 2011 - durante a I Oficina de Construção de Políticas Públicas para povos Tradicionais de Terreiros, promovida pelo Ministério da Cultura/ Secretaria da Cidadania Cultural.

Depoimento do cineasta Joel Zito de Araújo sobre cinema negro, circuação de filmes brasileiros e cineclubes nos terreiros.




Depoimento do cineasta Joel Zito de Araújo sobre cinema negro, circuação de filmes brasileiros e cineclubes nos terreiros, ele fala para Arthur Leandro, Diretor Norte do CNC (2010-12), e coordenador do Projeto Azuelar/ Cineclube Nangetu, e um dos coordenadores do GT de Comunidades Tradicionais da PARACINE que agita a Rede de Cineclubes nos Terreiros da zona Metropolitana de Belém. Gravado em São Luís do Maranhão em 30 de novembro de 2011 - durante a I Oficina de Construção de Políticas Públicas para povos Tradicionais de Terreiros, promovida pelo Ministério da Cultura/ Secretaria da Cidadania Cultural.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sessão especial no Cineclube: O Cinema dos Povos Tradicionais.

Mametu Nangetu investe no protagonismo dos Povos de Terreiros na produção de conteúdos culturais, e por esse motivo o Conselho Editorial do Cineclube resolveu promover uma sessão especial com filmes recentes produzidos pelos terreiros. Como forma de incentivar a realização de filmes de terreiros nesta segunda-feira, 5 de dezembro, o Cineclube Nangetu faz uma sessão especial com filmes realizados sob a ótica dos Povos e das Comunidades Tradicionais. Serão dois filmes, o "Xandu", realizado pelo Instituto Nangetu em parceria com a Irmandade dos Rosário; e "A boca do mundo - Exu no candomblé", realizado pela Oka Produções.

Sessão especial: O Cinema dos Povos Tradicionais.
Segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 - 19h.
Cineclube Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.
fone: 91-32267599
Depois da exibição dos filmes haverá roda de conversa com Renata Lira, diretora do filme "Xandu".


"Xandu", de Renata Lira e Arthur Leandro.


Xandu, de Renata Lira e Arthur Leandro, 24min, Brasil/PA, 2011.
Sinopse: Cotidiano da Irmandade dos Rosário na transmissão de conhecimentos tradicionais da prima Xandu e no aprendizado da extração do óleo de andiroba. O filme é produzido com 'Tecnologia do possível', são mídias móveis de uso doméstico utilizadas na produção audiovisual comunitária. O filme faz parte das ações do Projeto Azuelar e documenta uma ação do Projeto Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual, realizado pelo Instituto Nangetu em parceria com a Irmandade dos Rosário.



A boca do mundo - Exu no candomblé, de Eliane Coster
A Boca do Mundo - Exu no Candomblé, de Eliane Coster. 25min, Brasil/RJ ,2011.
Sinopse: O projeto propõe uma abordagem etnográfica e experimental sobre as múltiplas manifestações culturais de Exu, orixá/deus da religião afro-brasileira Candomblé. A realização do documentário subverte as formas tradicionais de realização documental e parte de oficinas de capacitação em audiovisual, com adeptos do Candomblé considerando a intimidade dessas pessoas com os aspectos relacionados a Exu, sejam eles materiais ou espirituais. Nesse sentido está a ideia de trazer membros da religião para a captação das imagens a fim de tornar a representação mais interessante e verdadeira. O documentário traz depoimentos de Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá do Rio de Janeiro, e outras pessoas que vivem o Candomblé.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Projeto piloto da "Feira da troca" da PARACINE




O GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE realizou uma experiência piloto da "Feira da troca". Reunimos o Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema e mais a Coordenadora Finaceira da PARACINE, Isabela do Lago, para copiar e trocar acervos de filmes.
Nesta experiência o que se pode constatar é que, para fazer uma feira com muitos cineclubes nós vamos precisar de muito tempo disponível para que venha a dar certo, pois demanda muito tempo para cada cópia.
Para os presentes a proposta talvez tenha de acontecer desse jeito mais íntimo mesmo, com poucos cineclubes trocando seus acervos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Roda de conversa - Fortalecimento de cineclubes em terreiros.

Por iniciativa da Associação Cultural Afro-brasileira de Oxaguiã – ACAOÃ, aconteceu uma roda de conversa com Arthur Leandro (Táta Kinamboji), que é o coordenador do projeto azuelar e diretor regional norte do CNC – Conselho Nancional de Cineclubes, além de coordenar o Grupo de Trabalho de Cineclubes em Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE – Federação Paraense de Cineclubes.
O encontro teve como proposta a troca de experiências cineclubistas e formulação de estratégias de fortalecimento de cineclubes em terreiros. Cada um dos participantes da roda expôs a forma como vem trabalhando as ações cineclubistas como tecnologia social, avaliando os impactos da atividade para a comunidade de terreiro. Babá Tayando explicou que o Cineclube da ACAOÃ já funciona há algum tempo e que começou com o apoio e incentivo de Luiz Arnaldo e Célia Maracajá, mas que oscilava em períodos de maior atividade e grande freqüência de público com períodos de inércia nas atividades, e colocou essa questão em pauta, como tornar a atividade perene.
Arthur falou da experiência do Cineclube Nangetu, disse que já viveu situações parecidas no Mansu Nangetu e que lá as primeiras exibições foram experimentais e não tinham a perspectiva de se tornar uma atividade regular do terreiro, mas que uma seqüência de acasos aliada ao interesse da comunidade em assistir e discutir filmes coletivamente tinham feito a proposta ganhar força e até se tornar referência para outras comunidades.
Continuou dizendo que nos registros de exibições é possível verificar que a comunidade do Terreiro de Oxaguiã demonstra interesse e freqüenta a exibição dos filmes no cineclube, aliás ressaltou que a ACAOÃ é a comunidade de terreiro com maior envolvimento com o audiovisual, e deu como exemplo o DOCTV de Luiz Arnaldo, cujo o argumento vem dessa comunidade que também teve grande participação no elenco do filme. E que acredita que é preciso formar uma equipe que torne as exibições mais regulares e dê visibilidade social para a atividade. Para isso sugeriu formar uma coordenação técnica e um conselho editorial, pois disse que é importante atribuir funções e responsabilidades para as pessoas envolvidas e, é óbvio, atribuir-lhes os créditos da atividade. Também sugeriu articular os filmes e o conselho editorial com as diversas coordenações setoriais da ACAOÃ, pois é possível utilizar o cinema como fomento para as discussões das questões da setorial LGBTT, setorial de mulheres, setorial de juventude e de outros grupos de trabalhos existentes naquela comunidade de terreiro.
Arthur também coloocou a equipe do Projeto Azuelar e o acervo do Cincelube Nangetu à disposição de iniciativas cineclubistas em terreiros, e discutiu a possibilidade de formar parcerias com outros cineclubes, dizendo que a atuação em rede tende a criar referências multiplas para a equipe do cineclube e enriquece a proposta. Ao fim, Arthur Leandro disse que fortalecer a rede de cineclubes em terreiros está nas diretrizes do CNC e da PARACINE,  e que acredita que um outro passo importante para o Cineclube das ACAOÃ é também passar a tomar parte nas mobilizações e ações dessas entidades cineclubistas.