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domingo, 17 de julho de 2016
Programa Liberal Comunidade - Cursinho do Coletivo (R)existência prepara alunos de baixa renda para o ENEM
O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior. (R)êxistencia e Nangetu - Projeto prepara alunos de baixa renda para o ENEM - Para assistir a matéria completa, ver o link do Programa Liberal Comunidade.
domingo, 29 de maio de 2016
Cursinho (R)existência inicia atividades no Mansu Nangetu.
O Instituto Nangetu firmou parceria com o Coletivo Cursinho (R)Existência, e desde o início do mês de maio oferece as aulas colaborativas de cursinho pré-vestibular que investe em conteúdos do ENEN - Exame Nacional do Ensino Médio . O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior.
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| Estudantes, professores e colaboradores do (R)Existência iniciaram as atividades com rodas de conversa sobre respeito às diversidade de gênero e combate ao racismo e ao machismo. |
O cursinho
(R)Existência, não é somente um cursinho popular preparatório
para o ENEM, pois também trabalha a formação de cidadãos para o
enfrentamento de todas as opressões. Tem como objetivos principais
"preparar" estudantes para o vestibular e auxiliar no
empoderamento de pessoas trans, negras, comunidades tradicionais de matriz africana e moradoras de periferia para a defesa dos direitos
de cidadania e valorização dos direitos humanos.
“É, antes de
tudo, uma iniciativa feminista negra e "trans-aliada".
Aquelxs que compreendem essa luta e querem somar sejam muito
bem-vindxs, aquelxs que querem compreender melhor, sejam bem-vindxs
também, vamos ter formação continuada e nos desconstruir para
construir um ensino - no espaço (R)Existência - e um movimento de
resistência, nas universidades, revolucionários. Nosso compromisso é
com "ensino-aprendizagem" e empoderamento”. Diz Lìvia
Noronha, uma das coordenadoras do projeto.
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| Cursinho (R)Existência, as aulas são no Mansu Nangetu. |
As aulas acontecem em fins de semana no Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194, Marco. Belém/PA, a partir das 9h. Informações com Lívia Noronha 91-982871917 e Evileny Gonçalves 91-98320-5037.
sábado, 28 de maio de 2016
Poéticas de matriz africana em conversas na XX Feira Pan-amazônica do Livro.
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| Foram 2h de conversas com artistas e pesquisadores de terreiros de povos tradicionais de matriz africana. Foto de Lucivaldo Sena/ Projeto Griot Amazônida. |
Na tarde do sábado, 28 de maio, a COPIR da SEDUC promoveu uma série de conversas sobre as poéticas de matriz africana na Amazônia à partir da experiência do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, desenvolvido pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico e pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé, ligados à UFPA. As conversas aconteceram em parceria com o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre, e foram transmitidas ao vivo em parceria com o Projeto Aluno Repórter.
Com a participação de artistas, curadores e pesquisadores como Mametu Nangetu, Isabela do Lago, Glauce Santos, Marilu Campelo, Tainah Jorge, as conversas tiveram a mediação de Táta Kinamboji, e relataram os processos de construção poética desses artistas que constroem arte que afirmam os valores civilizatórios herdados da África negra, ao mesmo tempo em que se revelaram severas críticas ao racismo institucional que dificulta a aplicação da Lei 10.639/03, e nega a transmissão desse conhecimento nas escolas da rede de ensino.
A roda de conversa pode ser acessada clicando no link.
Estas ações contam com o APOIO de Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo; e Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Roda de Conversa: poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.
Mais informações no blog da COPIR: Programação com temática étnico-racial na Feira do...
Roda
de Conversa, poéticas de
Matrizes Africanas na
Amazônia.
Apresentação:
Táta Kinamboji (Profº Arthur Leandro), e
equipe
do Projeto Azuelar.
Serviço:
Local:
Estander da SEDUC
Dia:
28 de Maio
Horário:
13:30 às 15:30
1º
Bloco de Entrevista
Projeto
Educativo “Afro-amazônicos e seus símbolos”
Convidada:
Tainah Jorge.
Tainah
Jorge é filha de santo de Mãe Esther de Jarina, Terreiro Seara da
Oxossi, da nação Tambor de Mina. É estudante de ciências sociais
na UNAMA e cumpre estágio no serviço educativo do Museu Paraense
Emílio Goeldi, e foi trabalhando no serviço educativo do museu que
ela propôs a construção do circuito “Afro-amazônicos e seus
símbolos”,
que faz parte do seu projeto de pesquisa. Ela explica que a meta
desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura
Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369/03,
e é um circuito para mostrar a estudantes do ensino médio as
relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do
acervo do Parque Zoobotânico. O projeto do Serviço de Educação
foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz
africana em Belém.
2º
Bloco de Entrevista
Projeto
“Nós de Aruanda-Artistas de Terreiro”
Convidados:
Mãe Nalva de
Oxum,
Mametu Muagile, Mametu Nangetu, Professora Dra Marilu Campelo, e
Weverton Ruan Rodrigues.
Nós
de Aruanda, artistas de terreiro, é um projeto do Grupo de Estudos
Afro-Amazônico (NEAB)/ UFPA, e do Grupo de Estudos e Pesquisa Roda
de Axé/ CNPq. Em 2016 se realizou
a 4a
exposição
com poéticas de matriz africana na Amazônia, e é sobre essa
experiência de arte fundada na matriz cultural oriunda da África
negra. que vamos colocar em debate.
3º
Bloco de Entrevista
Projeto
“BLOCK PRINT – Estamparia Afro”
Convidado:
Glauce Santos e Jean Ribeiro.
A
estamparia por carimbos de madeira, ou blocos de madeira, conhecida
como Wood Block Printing, foi o processo precursor da produção
industrial em grande escala. O método de gravação da matriz de
madeira é o mesmo da xilogravura, com algumas particularidades
relacionadas aos materiais, como corantes e têxteis a serem
utilizados. Tornou-se possível a reprodução de um desenho mais
elaborado e com bons resultados formais, favorecendo a gravação de
matrizes voltadas, exclusivamente, para a estamparia corrida. A
técnica é utilizada na estamparia africana, e difundida em projeto
de pesquisa e oficinas educativas de Glauce Santos e Jean Ribeiro.
4º
Bloco de Entrevista
O
desafio da educação afrocentrada em arte,
Convidada:
Isabela do Lago.
Muito
se têm pensado sobre a importância do conhecimento em história e
cultura africana e afro-brasileira nas salas de aula, sobretudo na
educação básica, com o intuito de fundamentar origens da cultura
negra e sua afirmação identitária para a superação do racismo e
reparação dos problemas sociais ocasionados pelo mesmo. Isabela
traz uma proposta afrocentrada para o ensino-aprendizagem da arte em
formato didático, para fácil aplicabilidade na sala de aula, onde
encontraremos suporte poético na leitura de obras que compõem o
acervo do projeto “Nós de Aruanda- artistas de terreiro fazer um
glossário explicando os termos” entre as edições de 2013 a 2015
da mostra em Belém do Pará.
sábado, 14 de maio de 2016
Cineclube exibe Macunaíma na sexta dia 20 de maio.
O Cineclube Nangetu começa a exibir e debater filmes que tenham relação com os conteúdos das provas do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, e em apoio ao Cursinho Popular (R)existência, que atende prioritariamente pessoas trans, travestis, mulheres negras, negros, LGBT's.
Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Filme: Macunaíma, Brasil, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. 108 min.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Início: 18:30.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.
Com essa linha editorial, de apoio aos projetos educativos realizados em parceria com outros movimentos e organizações sociais, iniciamos as sessões com o filme Macunaíma, (Brasil, 1969) de Joaquim Pedro de Andrade.
O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade, datado de 1928, que é considerado
um dos importantes romances modernistas do Brasil. e a proposta editorial é também utilizar o filme para debater os temas polêmicos, como racismo, homofobia, misoginia na história e na literatura brasileira.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Afro Amazônicos e seus símbolos da educação no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi
Nesta sexta-feira, 20 de novembro, as 14:45, e em alusão ao dia da consciência negra, o Museu Paraense Emílio Goeldi lança a "Trilha Afro Amazônicos e seus símbolos da educação no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi".
A trilha destaca os símbolos da ancestralidade africana no parque zoobotânico do Museu Emílio Goeldi, e os usos dos recursos naturais pelos detentores dos conhecimentos tradicionais de matriz africana, para serem utilizados em visitas orientadas com estudantes de escolas e outros grupos que queiram conhecer essas tradições.
Partindo da preocupação de dar uma alternativa para a sociedade paraense de cunho educativo, aliando o fundamento teórico institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi, a proposta foca na aplicabilidade da Lei 10,639/03, para a formação de professores e demais profissionais da área de educação a fim de que possam contemplar a cultura afro amazônica tanto em sala de aula, quanto em suas visitas orientadas no Parque Zoobotânico.
O princípio motivador é a pretensão de estimular várias formas de trabalhar a os conhecimentos tradicionais de matriz africana com ferramentas pedagógicas diversas, estabelecendo uma ponte de compreensão cultural entre grupos sociais presentes na Amazônia.
As trilhas foram construídas com o diálogo entre o serviço educativo do Museu, e Mametu Nangetu, Mãe Nalva de Oxum, Mãe Jokolocy, Babá Tayandõ, Pai Alfredo Benevides e Mãe Vanda de Ogum Rompe Mata, autoridades de comunidades de terreiros que representam as diversas matrizes africanas na Amazônia.
O projeto foi proposto e desenvolvido por Tainah Coutinho Jorge como contribuição e apoio do MPEG para a educação ambiental pelo viés étnico e racial, como preconiza a Lei 10,639/03, com orientação de Helena Alves Quadros e Ana Cláudia Silva.
fotos: Gilberto Mendonça
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| Mametu Nangetu identificou os símbolos importantes para a matriz Bantu. |
A trilha destaca os símbolos da ancestralidade africana no parque zoobotânico do Museu Emílio Goeldi, e os usos dos recursos naturais pelos detentores dos conhecimentos tradicionais de matriz africana, para serem utilizados em visitas orientadas com estudantes de escolas e outros grupos que queiram conhecer essas tradições.
Partindo da preocupação de dar uma alternativa para a sociedade paraense de cunho educativo, aliando o fundamento teórico institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi, a proposta foca na aplicabilidade da Lei 10,639/03, para a formação de professores e demais profissionais da área de educação a fim de que possam contemplar a cultura afro amazônica tanto em sala de aula, quanto em suas visitas orientadas no Parque Zoobotânico.
O princípio motivador é a pretensão de estimular várias formas de trabalhar a os conhecimentos tradicionais de matriz africana com ferramentas pedagógicas diversas, estabelecendo uma ponte de compreensão cultural entre grupos sociais presentes na Amazônia.
As trilhas foram construídas com o diálogo entre o serviço educativo do Museu, e Mametu Nangetu, Mãe Nalva de Oxum, Mãe Jokolocy, Babá Tayandõ, Pai Alfredo Benevides e Mãe Vanda de Ogum Rompe Mata, autoridades de comunidades de terreiros que representam as diversas matrizes africanas na Amazônia.
O projeto foi proposto e desenvolvido por Tainah Coutinho Jorge como contribuição e apoio do MPEG para a educação ambiental pelo viés étnico e racial, como preconiza a Lei 10,639/03, com orientação de Helena Alves Quadros e Ana Cláudia Silva.
fotos: Gilberto Mendonça
sábado, 14 de novembro de 2015
SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA - (RE) CONHECENDO OS QUILOMBOS DO BAIXO ACARÁ: RESISTÊNCIA - FÉ - IDENTIDADE
SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA - (RE) CONHECENDO OS QUILOMBOS DO BAIXO ACARÁ: RESISTÊNCIA - FÉ - IDENTIDADE
PROGRAMAÇÃO
DIA
18/10/2015 (Quarta-feira) TEMÁTICA: RESISTÊNCIA - ORIGEM DO MOVIMENTO DE
RESISTÊNCIA NEGRA NO BRASIL E OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA LOCAL
Acolhida - 08h (Manhã) - Banho de Ervas, Toques de
Tambor, Cantos, Hinos e Café Quilombola
Apresentações - 09:30h - Apresentações das Escolas
(Momento Cultural)
Palestras - 10:30h
Palestras 1:
A CHEGADA DOS NEGROS NO BRASIL
Palestrante: Prof. Luciney Vieira (Resistência
Cabana)
Palestras 2:
OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA LOCAL
Palestrante: Zeca do Itacoã
Tarde Cultural - 14h - Projeto Azuelar, Rádio
Janela Programa: O Som da Gente!
Noite Cultural - 19h - Cineclube Nangetu - Exibição
de Filmes Negros
DIA
19/10/2015 (Quinta-feira) TEMÁTICA: FÉ - O MÍSTICO E O RELIGIOSO, CRENÇA E FÉ.
HERANÇAS DO POVO AFRICANO
Acolhida - 08h (Manhã) - Banho de Ervas, Toques de
Tambor, Cantos, Hinos e Café Quilombola
Apresentações - 09:30h - Apresentações das Escolas
(Momento Cultural)
Mesa-Redonda - 10:30h - O MÍSTICO E O RELIGIOSO:
CRENÇA E FÉ. HERANÇAS DO POVO AFRICANO
Integrantes: Ialorixá Matilde de Oxalá (Itacoã-Miri),
Mãe Marina (Cruzeirinho), Angelo Imbiriba - Taata Kafumiluzu (Projeto Azuelar -
Instituto Nangetu), Profª. Esp. Giovana dos Anjos Ferreira (Instituto Ramagem).
Tarde Cultural - 14h - Projeto Azuelar, Rádio
Janela Programa: O Som da Gente!
Noite Cultural - 19h - Cineclube Nangetu - Exibição
de Filmes Negros
DIA
20/10/2015 - TEMÁTICA: IDENTIDADE. ZUMBI – LÍDER DA RESISTÊNCIA NEGRA. NÓS DO
QUILOMBO!
Acolhida - 08h (Manhã) - Banho de Ervas, Toques de
Tambor, Cantos, Hinos e Café Quilombola
Apresentações - 09:30h - Apresentações das Escolas
(Momento Cultural)
Neste dia todas as escolas deverão trazer suas
representantes da Beleza Negra.
Mesa-Redonda - 10:30h - PALMARES – ZUMBÍ –
RESISTÊNCIA: CONSCIÊNCIA NEGRA
Prof. Luciney Vieira (Resistência Cabana)
Roda de Conversa: Nós do Quilombo!
Tarde Cultural - 14h - Projeto Azuelar, Rádio
Janela Programa: O Som da Gente!
Encerramento
Cerimonial de Encerramento
Feijoada de Ogum
III SEMINÁRIO SOBRE COTAS: III SEMINÁRIO SOBRE COTAS NA UFPA
III SEMINÁRIO SOBRE COTAS: III SEMINÁRIO SOBRE COTAS NA UFPA: O FÓRUM DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DAS COTAS NA UFPA TORNA PÚBLICO A ABERTURA DAS INSCRIÇÕES PARA O TERCEIRO SEMINÁRIO SOBRE COTAS ...
AS INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS NA OPÇÃO "INSCRIÇÃO" ACIMA, OU CLICANDO NO LINK INSCIÇÕES AQUI
O FÓRUM DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DAS COTAS NA UFPA
TORNA PÚBLICO A ABERTURA DAS INSCRIÇÕES PARA O TERCEIRO SEMINÁRIO SOBRE COTAS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
AS INSCRIÇÕES PODEM SER FEITAS NA OPÇÃO "INSCRIÇÃO" ACIMA, OU CLICANDO NO LINK INSCIÇÕES AQUI
sábado, 28 de fevereiro de 2015
sábado, 15 de novembro de 2014
Jovens de terreiro debatendo cotas raciais com cotistas da UFPA.
O Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo reuniu um grupo de jovens de terreiros para debater cotas raciais com bolsistas do programa PET Conexão de saberes/ ICED-UFPA.
O programa é apresentado por Daniel Miranda de Nkosi e ainda contou com a participação da profa. Maria José Aviz do Rosário e do sociólogo Domingos Conceição, que em muito contribuíram com suas experiências para enriquecer o debate que pode ser visto no vídeo que disponibilizamos abaixo.
O programa é apresentado por Daniel Miranda de Nkosi e ainda contou com a participação da profa. Maria José Aviz do Rosário e do sociólogo Domingos Conceição, que em muito contribuíram com suas experiências para enriquecer o debate que pode ser visto no vídeo que disponibilizamos abaixo.
Estudantes da Escola de Aplicação da UFPA visitaram o Mansu Nangetu.
O mês da consciência negra trouxe os estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará ao Mansu Nangetu, para uma roda de conversa com os guardiões das tradições Bantu deste terreiro amazônico.
Abrindo a roda de conversa, Mametu Nangetu parabenizou o NPi pelo interesse nas tradições afro-amazônicas e sugeriu que essas visitas acontecessem o ano inteiro e que os estudantes pudessem transitar nos territórios da diversidade de matrizes afro-amazônicas identificadas na 'Grande Belém'. Falou das pesquisas e publicações de cartografia das quais ela participou, e orientou os estudantes a buscarem também essas fontes de referência sobre os terreiros da zona metropolitana de Belém.
Depois a roda de conversa caminhou para o combate ao racismo, cidadania de povos de terreiros de matrizes africanas, direitos humanos e cidadania.
Abrindo a roda de conversa, Mametu Nangetu parabenizou o NPi pelo interesse nas tradições afro-amazônicas e sugeriu que essas visitas acontecessem o ano inteiro e que os estudantes pudessem transitar nos territórios da diversidade de matrizes afro-amazônicas identificadas na 'Grande Belém'. Falou das pesquisas e publicações de cartografia das quais ela participou, e orientou os estudantes a buscarem também essas fontes de referência sobre os terreiros da zona metropolitana de Belém.
Depois a roda de conversa caminhou para o combate ao racismo, cidadania de povos de terreiros de matrizes africanas, direitos humanos e cidadania.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Programação de cinema infantil para a consciência negra no dia 18 de novembro.
Consciência Negra: Uma atitude diária!!!!
O Cineclube Nangetu e a Rede de Cineclubes de Terreiro organizaram uma programação de cinema infantil para a consciência negra que vai ser exibida no Cinema Olympia na tarde do dia 18 de novembro de 2014 como parte da programação da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial /COPIR da Secretaria de Estado de Educação do Pará/ SEDUC-PA.
Para Amilton Sá Barretto, Coordenador de Igualdade Racial da SEDUC, essa é uma oportunidade de levar informações da negritude brasileira com ludicidade, e combater o racismo com ações culturais, por esse motivo a equipe editorial escolheu dois filmes que abordam a infância da população negra, um que relaciona as brincadeiras de um quilombo com as brincadeiras de crianças negras na periferia de uma grande cidade, e outro que mostra o universo das brincadeiras infantis em uma comunidade tradicional de terreiro de matriz africana. Três universos são apresentados nos filmes, dois deles nos territórios tradicionais de resistência negra (Terreiro e Quilombo) e o terceiro universo é o de crianças negras na favela.
A proposta é abordar temas como o respeito a diferenças para
a valorização da identidade racial e cultural de crianças negras na rede
escolar.
Programa Infância e Consciência Negra
Data: 18 de novembro, 14h
Realização: Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade
Racial /COPIR da Secretaria de Estado de Educação do Pará/ SEDUC-PA.
Organização: Rede de Cineclubes de Terreiros
Equipe editorial: Cineclube Nangetu
Local: Cinema Olympia, Av. Presidente Vargas, 918. Campina - Belém/PA
(91)3230-5380
Filmes:
Disque Quilombola
Direção: David Reeks, 13 min. 2012
Sinopse: Crianças do Espírito Santo conversam de um jeito divertido sobre como é a vida em uma comunidade quilombola e em um morro na cidade de Vitória. Por meio de uma genuína brincadeira infantil, os dois grupos falam de suas raízes e desvelam o quanto a infância tem mais semelhanças do que diferenças.
Brincando com os deuses
Direção Maria Augusta Galli
Simone Colombo, 9 min. 2012
O universo infantil de um grupo de crianças iniciadas num
terreiro de Candomblé de Keto, em Guarulhos. O piloto traça um paralelo entre a
forma como é vivida e elaborada a realidade do cotidiano das crianças -
mostrada em rituais, festas e cerimônias - e a forma como esta mesma realidade
é interpretada e reinventada nas brincadeiras.
domingo, 9 de novembro de 2014
Programa Fala sério - juventude de terreiro no combate ao racismo, debate cotas nas universidades.
Programa 'Fala sério', feito pela juventude de terreiro - Projeto Kiuá Iobe - , que procura, indaga e resiste! Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo! em parceria com o Projeto Azuelar do Instituto Nangetu.
O Enem já foi e agora temos aberto o período das inscrições no processo seletivo (vestibular) da UFPA, e vamos conversar com Fernanda Luciana e Jesus Costa, estudantes cotistas da UFPA, para compreender o contexto dos estudantes de terreiro frente ao sistema de cotas nas universidades públicas.
Compareça, venha conversar conosco e tirar suas dúvidas sobre as cotas nas universidades.
Programa Fala Sério - Juventude de terreiro no combate ao racismo
Apresentação - Daniel Miranda de Nkosi.
Tema: cotas nas universidades
Convidados: Jesus Costa e Fernanda Luciana, bolsistas do PET Conexões de saberes/ UFPA (Coordenação Profa. Maria José Aviz do Rosário)
Transmissão aos vivos pela webTV Azuelar
Sábado, dia 15 de novembro, 15h
Projeto Azuelar, Ponto de mídia livre/ Instituto Nangetu
Local: Tv. Pirajá, 1194. Marco. Belém/PA
informações 91-32267599
Apoio: UFPA/ PROEX
O Enem já foi e agora temos aberto o período das inscrições no processo seletivo (vestibular) da UFPA, e vamos conversar com Fernanda Luciana e Jesus Costa, estudantes cotistas da UFPA, para compreender o contexto dos estudantes de terreiro frente ao sistema de cotas nas universidades públicas.
Compareça, venha conversar conosco e tirar suas dúvidas sobre as cotas nas universidades.
Programa Fala Sério - Juventude de terreiro no combate ao racismo
Apresentação - Daniel Miranda de Nkosi.
Tema: cotas nas universidades
Convidados: Jesus Costa e Fernanda Luciana, bolsistas do PET Conexões de saberes/ UFPA (Coordenação Profa. Maria José Aviz do Rosário)
Transmissão aos vivos pela webTV Azuelar
Sábado, dia 15 de novembro, 15h
Projeto Azuelar, Ponto de mídia livre/ Instituto Nangetu
Local: Tv. Pirajá, 1194. Marco. Belém/PA
informações 91-32267599
Apoio: UFPA/ PROEX
Palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz" na EA-UFPA, antigo NPI.
Táta Kinamboji foi um dos palestrantes do Projeto "Ensino Religioso na Educação de Jovens e Adultos da EA-UFPA", coordenado por Devison Amorim do Nascimento, o evento aconteceu na quarta-feira 22 de outubro na Escola de Aplicação (antigo NPI) da UFPA.
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| Prof. Eduardo Wagner e Táta Kinamboji participaram do debate. |
A palestra "Tradições afro-amazônicas e a construção da cultura da paz"" é fruto dos debates e ações de cidadania de povos de terreiros desenvolvidos pelo Instituto Nangetu, e levou informações sobre a caracterização de povos tradicionais, os valores civilizatórios africanos preservados no Brasil e estratégias da resistência negra na preservação das tradições de terreiros de matrizes africanas frente à política pública de cinco séculos de repressão estatal contra essas tradições.
A proposta também foi provocar o corpo docente e técnico-administrativo da escola para o desenvolvimento de ações pedagógicas de implantação da Lei 10.639/03, e ao final, uma animada roda de conversa concluiu que temos mesmo a necessidade de ações educativas para que a sociedade passe a respeitar a diversidade racial, étnica e também a diversidade religiosa para que tenhamos a promoção da cultura da paz.
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educação,
Lei 10.639*03,
Tradições
sábado, 27 de setembro de 2014
Programa FALA SÉRIO, juventude de terreiro no combate ao racismo - em debate, a escola e a diversidade cultural.
FALA SÉRIO
juventude de terreiro no combate ao racismo
Tema em debate, a escola e a diversidade cultural.
APRESENTAÇÃO
Daniel Miranda de Nkosi
PROFESSORES CONVIDADOS
Táta Kafungeji (Rodrigo Ethnos Barros)
Édne Maués
PRODUÇÃO
Luah Sampaio
EQUIPE TÉCNICA E COLABORADORES
Táta Kinamboji (Arthur Leandro)
Luiza Cabral
Isabela do Lago
Táta Kafulumizo (Angelo Imbiriba)
REALIZAÇÃO
Instituto Nangetu
Projeto Kiuá Iobe
Projeto Azulear/ Ponto de Mídia Livre
Belém/PA
setembro de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
Mitologia afro-amazônica tem seus primeiros bonecos para animação.
As primeiras personagens foram expostas na exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro", um projeto do GEAM e GEP Roda de Axé/UFPA apresentado na Galeria Theodoro Braga da FCPTN em março de 2014.
A construção dos bonecos foi orientada pelo ator Carlos Vera Cruz, membro da comunidade do Mansu Nangetu que é formado pela Escola de Teatro e Dança da UFPA/ ETDUFPA, em oficinas ministradas como formação continuada no terreiro para potencializar a construção dos primeiros bonecos que serão utilizados no projeto de teatro de animação do Instituto Nangetu.
A proposta é montar e apresentar espetáculos com estórias de mitos e lendas, e também as estórias da luta por cidadania dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana na Amazônia, e já conta com parceria de Devison Amorim, técnico da UFPA e membro da Casa Grande de Mina Jeje Nagô Huevy, que apresentou proposta de parceria para as ações serem apresentadas em escolas como forma de contribuir com a Lei 10.639/03.
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá.
Fotos: Táta Kinamboji e Isabela do Lago.
A construção dos bonecos foi orientada pelo ator Carlos Vera Cruz, membro da comunidade do Mansu Nangetu que é formado pela Escola de Teatro e Dança da UFPA/ ETDUFPA, em oficinas ministradas como formação continuada no terreiro para potencializar a construção dos primeiros bonecos que serão utilizados no projeto de teatro de animação do Instituto Nangetu.
A proposta é montar e apresentar espetáculos com estórias de mitos e lendas, e também as estórias da luta por cidadania dos povos tradicionais de terreiros de matriz africana na Amazônia, e já conta com parceria de Devison Amorim, técnico da UFPA e membro da Casa Grande de Mina Jeje Nagô Huevy, que apresentou proposta de parceria para as ações serem apresentadas em escolas como forma de contribuir com a Lei 10.639/03.
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá.
Fotos: Táta Kinamboji e Isabela do Lago.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Vozes de África, somos tão iguais e tão diferentes...

A estréia do programa Vozes de África na webTV Azuelar foi como a abertura de um portal encantado, uma ligação como uma ponte imaginária entre o Brasil e os países do continente africano - dois mundos que, de tão diferentes, parecem muito iguais.
O evento trouxe para o Mansu Nangetu os estudantes da UFPA Nathan Guangu Kabenge, Jeaindrie Bule Mbo e Joseph Kapinga Kande, naturais da República Democrática do Congo, em um encontro que aconteceu na tarde de 9 de novembro através do projeto de extensão universitária Diálogos em Cabana de Caboco, coordenado pelo prof. João Simões Cardoso Filho da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA. Foi uma roda de conversa onde os congoleses puderam apresentar a história e os aspectos físicos de seu país que abriga uma floresta equatorial, como a floresta amazônica, e é tão rico em minério quanto o Pará. E também apresentar aspectos culturais de seu povo formado por mais de duzentas etnias diferentes.
Mametu Nangetu abriu o programa saudando os convidados e celebrando o encontro com uma oração em kimbundo, disse que a comunidade do Mansu esperava ansiosa por este encontro, e explicou que a expectativa era grande por que as pessoas de terreiro tem a consciência de que no Brasil circula muito pouca informação sobre o continente africano, sobre os seus países e sobre o seu povo, e disse que ao mesmo tempo a ansiedade revelava um sentimento comum entre os membros do terreiro: para o terreiro era como se esperasse a visita de um parente distante que há muito tempo não se via.
A comunidade do Mansu preparou uma apresentação de musicas tradicionais de terreiros Bantu, cantaram em línguas africanas, e tudo aconteceu num misto de estranhamento e proximidade, identidades em diferenças de dois mundos muito parecidos, com história e costumes parecidos e que hoje procuram a união depois de cinco séculos em que permaneceram separados.

Prof. João Simões e Mam'etu Nangetu falaram dessa experiência.
Vozes da África começou ARRASANDO.
Os três alunos congolenses também ficaram profundamente felizes. Estavam em estado de Graça como todos os que assistiram a apresentação preparada por eles, falando da República Democrática do Congo, que abriga, centenas de etnias, e línguas diversas. E carrega consigo uma história, muito dura, dada sua luta após o início da colonização.
Finalmente nós que estávamos ouvindo a palestra soubemos que nossos antepassados escravizados neste território nação que foi construído com a força de trabalho Negra, estiveram em condições de vida muito melhores que aqueles negros que permaneceram em terras do Continente africano, onde os Europeus, promoveram toda sorte de Crueldades, exploração e genocídios.
Ao final do encontro, novamente Mãe Nangetu agradece a todos, e as aves começam a cantar.
Eu acompanhei os alunos e os levei de carro à sua casa em Batista Campos. No caminho eles comentavam emocionados, vocês lembram quando a Mãe Nangetu saiu para fazer um ritual pra chuva parar, pois é a chuva parou mesmo: “Meu bisavô faz isso no Congo, e a chuva para mesmo”. Também comentavam de alguns bolinhos que foram preparados para a O Mukondu (ritual do morto que iria acontecer no terreiro logo após a palestras as 21horas). "Essa é uma comida típica no Congo".
Só temos a agradecer, em nome do Projeto Diálogo em Cabana de Caboco, em nome da UFPA, à Mãe Nangetu, seu espaço Sagrado e locus de salvaguarda de nossas tradições negras.
Só temos a agradecer ao Prof. e Pai Arthur Leandro, por estar à frente do Projeto Azuelar, que deu origem ao Projeto Diálogos em Cabana de Caboco.
Só temos a agradecer todos os filhos/filhas de santos e participantes do terreiro, pela garra, pela força e pela sustentação de nossa brasilidade NEGRA.
EU ESTOU PROFUNDAMENTE SATISFEITO enquanto cientista social e enquanto pessoa por esse dia maravilhoso que vivenciei o ESPAÇO SAGRADO DO TERREIRO.
EU AGRADEÇO TAMBÉM AO ESPAÇO E TODAS AS PLANTAS BICHOS E OBJETOS QUE ALI nos falam do Poder Divino.
AMO VOCÊS,
Prof. João Simões Cardoso Filho
Muito lindo tudo nas nossas vidas.
Tudo que se passou naquele dia no Manso foi com permissão da grande senhora Nzumbaranda, e de Kitembo, que nos mostrou que e é um Nkisi vivo.
Salve nós todos.
Sakidila.

Serviço:
Evento em comemoração ao mês da Consciência Negra no Brasil.
Programa Vozes de África
webTV Azuelar, local: http://www.ustream.tv/channel/azuelar
Instituto Nangetu/ Projeto Azuelar - Ponto de Mídia Livre.
Comunicação Social Étnica de Caráter Comunitário e Experimental
fotos: Táta Kinamboji, Táta Dianvula, Walter Pinaya, Duda Canto e Isabela do Lago. Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre.
domingo, 27 de outubro de 2013
Início das comemorações do mês da consciência negra no dia de todos os santos.
Na sexta-feira, dia 1 de novembro, as 16:30, o Instituto Nangetu
inicia as comemorações pelo mês da Consciência Negra com uma ação cultural e
educativa que visa colocar em evidência os valores civilizatórios
afro-brasileiros.
A proposta é exibir os filmes de dois dos sete documentários
da séries "Mojubá", sobre a religiosidade de matriz africana, a
história dos quilombos e de outros valores da negritude presentes na cultura
brasileira e são integrantes do Projeto "A Cor da Cultura".
Fé
(25 minutos)
A fé na força das divindades africanas foi trazida pelos
nossos ancestrais e é preservada por aqueles que continuam a seguí-la. O
programa ‘Fé’, segundo episódio da série ‘Mojubá’, nos mostra que conhecer a
origem dessa crença é conhecer parte de nossa história. A fé é revelada como
instrumento de resistência, componente da identidade cultural de um povo.
Desde os primórdios, os humanos cultuam as divindades a fim
de assegurar o equilíbrio das forças vitais do universo. Junto com poderes, os
orixás receberam tarefas. Exu, Ogum e Oxóssi, por exemplo, atuam como
guardiões. Alguns reinam sobre as águas, como Iemanjá e Oxum. Iemanjá também
está vinculada à infância e à maternidade, assim como Ibeji. Ossaim e Oxumarê
são as entidades da natureza. O ambiente de Xangô é regido pelo fogo. Já Omolu
e Nanã atuam sobre a saúde da humanidade, o que implica, muitas vezes, na
doença e na morte.
Exu, o princípio dinâmico que rege a vida, e Ifá,
encarregado de transmitir os propósitos dos orixás aos homens, são as duas
divindades que aparecem com destaque nos rituais afro-brasileiros. A casa de
Exu fica próxima à entrada dos terreiros com o objetivo de proteger o espaço
sagrado. Muitas vezes confundido com o conceito cristão de demônio, Exu é, na
verdade, uma força que possibilita a ligação entre este mundo físico, Aiyê, e
aquele habitado pelas divindades, Orum.
Heróis de todo o mundo
Exibição da biografia de 4 heróis afro-brasileiros em
programas de 2 minutos de duração cada um, com a vida e a obra de homens e
mulheres negros que se destacaram nas diferentes áreas do conhecimento no
Brasil.
Comunidades e festas
(25 minutos)
Os deuses dançam e celebram a vida e assim também fazem os
que neles acreditam. As festas em grupo, o som do tambor, os movimentos da
dança podem ser instrumentos de oração e reverência às forças espirituais. O divino
se manifesta na comunhão da alegria e na vida festejada na companhia do
próximo. Os cultos afro-brasileiros, em todas as suas cores, nos mostram a
religião como ‘Comunidades e Festas’. Esse é o nome do sétimo e derradeiro
programa da série ‘Mojubá’, um indicativo de que celebração também é história.
Os deuses dançam e celebram a vida e assim também fazem os
que neles acreditam. Os festejos em grupo, os sons dos tambores, os movimentos
dos corpos de todas as cores podem ser instrumentos de oração e reverência às
forças espirituais. Afinal, o divino se manifesta na comunhão da alegria com o
próximo. É fácil perceber que os cultos afro-brasileiros são comunidades que
dominam bem a arte de festejar, um indicativo de que celebração também é
história.
A cor da cultura
A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da
cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a
Petrobras, o Cidan - Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV
Globo e a Seppir - Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade
racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado
produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas
positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista
afirmativo.
Após as exibições, serão propostas atividades complementares.
Esta ação acontece em parceria com o Conselho Nacional de Cineclubes, com o Grupo de Estudos Afro-amazônico da UFPA e com o Projeto Resistência Marajoara.
Apoio: - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Sem Censura Pará entrevita Mametu Nangetu sobre a cartografia social dos Afro-religiosos..
Será nesta quarta-feira, dia 28 de novembro, e terá como pauta o (Re) Lançamento do Livro Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará - Religiões Afro Brasileiras e Ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade.
O Sem Censura Pará tem veiculação de segunda à sexta, das 14h30 às 16h. Melhores momentos aos sábados, ao meio-dia pela TV Cultura, canal 2 em Belém-PA, e pelos canais retransmissores nas cidades do Interior do Estado do Pará.
Link parfa acompanhar a entrevista aos vivos. http://www.webtv.pa.gov.br/ funtelpa_aovivo/tv.html
Para enviar perguntas e comentários pelo twitter: @semcensurapa
“A proposta do projeto é a visibilidade para as comunidades tradicionais, então a gente vem desde maio [de 2010] nesse projeto: mapeando, buscando visibilizar nossa cultura tradicional.” - Mametu Nangetu apresentando o capítulo da Nação Angola.
Mametu coordenou a pesquisa da Nação Angola e vai falar dese processo cartográfico pelo olhar das lideranças de terreiro, nas palavras dela. “as pessoas que vem no terreiro estão acostumados com imagem como eles vêem na Umbanda e na Mina, e quando ele vem aqui e vê uma estátua mas que é de louvor a Oxum e não tem nada haver com o que ele conhece, ele estranha. Mas o povo ele é muito sincrético e ele gosta de ver um caboco, um santo Antônio, e acho que é por isso que as imagens estão nas casas dos terreiros,(...). Os terreiros não sobrevivem sem os clientes, e nem sem os filhos da casa, então tem que ter um chamamento, uma atração, e como atrair essas pessoas para dentro de um terreiro?! Uma casa de culto Angola é isso aqui: tem os tambores e tem os Ngunzos, né?! Tem os nossos Ngunzos-Ngunzos! O que é os nossos fundamentos? A nossa segurança é isso! E nas outras casas de nação isso não tem, não tem Ntoto e nem Cumeeira, que são o nosso Ngunzo. É isso, é a natureza e é por isso que nós não cultuamos nada de gesso, no nosso Ngunzo ou é pedra, ou é ferro, ou é do mar, ou é da terra. A nossa força está na natureza, entendeu?!”
E é esse conhecimento sobre a diversidade de práticas religiosas dos terreiros afro-amazônicos que o livro começa a desvelar...
O Sem Censura Pará tem veiculação de segunda à sexta, das 14h30 às 16h. Melhores momentos aos sábados, ao meio-dia pela TV Cultura, canal 2 em Belém-PA, e pelos canais retransmissores nas cidades do Interior do Estado do Pará.
Link parfa acompanhar a entrevista aos vivos. http://www.webtv.pa.gov.br/
Para enviar perguntas e comentários pelo twitter: @semcensurapa
“A proposta do projeto é a visibilidade para as comunidades tradicionais, então a gente vem desde maio [de 2010] nesse projeto: mapeando, buscando visibilizar nossa cultura tradicional.” - Mametu Nangetu apresentando o capítulo da Nação Angola.
| Mametu Nangetu em roda de conversas com lideranças da Nação Angola da zona metropolitana de Belém. |
Mametu coordenou a pesquisa da Nação Angola e vai falar dese processo cartográfico pelo olhar das lideranças de terreiro, nas palavras dela. “as pessoas que vem no terreiro estão acostumados com imagem como eles vêem na Umbanda e na Mina, e quando ele vem aqui e vê uma estátua mas que é de louvor a Oxum e não tem nada haver com o que ele conhece, ele estranha. Mas o povo ele é muito sincrético e ele gosta de ver um caboco, um santo Antônio, e acho que é por isso que as imagens estão nas casas dos terreiros,(...). Os terreiros não sobrevivem sem os clientes, e nem sem os filhos da casa, então tem que ter um chamamento, uma atração, e como atrair essas pessoas para dentro de um terreiro?! Uma casa de culto Angola é isso aqui: tem os tambores e tem os Ngunzos, né?! Tem os nossos Ngunzos-Ngunzos! O que é os nossos fundamentos? A nossa segurança é isso! E nas outras casas de nação isso não tem, não tem Ntoto e nem Cumeeira, que são o nosso Ngunzo. É isso, é a natureza e é por isso que nós não cultuamos nada de gesso, no nosso Ngunzo ou é pedra, ou é ferro, ou é do mar, ou é da terra. A nossa força está na natureza, entendeu?!”
E é esse conhecimento sobre a diversidade de práticas religiosas dos terreiros afro-amazônicos que o livro começa a desvelar...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
As lideranças de Terreiros da “Nação Angola” convidam para o: (Re) Lançamento do Livro Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará - Religiões Afro Brasileiras e Ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade.
As lideranças de Terreiros da “Nação Angola” convidam para o (Re) Lançamento do Livro Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará - Religiões Afro Brasileiras e Ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade
Dia 28 de Novembro (quarta-feira) às 17h, no Terreiro Mansu Nangetu – Trav. Pirajá, 1194 (entre Duque e 25) Belém-PA - Telefone: (91) 3226-7599
Será servido um coquetel com pratos tradicionais da culinária de terreiros afro-amazônicos, como uma forma de resgate da identidade do paladar dos povos de terreiros.
Dia 28 de Novembro (quarta-feira) às 17h, no Terreiro Mansu Nangetu – Trav. Pirajá, 1194 (entre Duque e 25) Belém-PA - Telefone: (91) 3226-7599
Será servido um coquetel com pratos tradicionais da culinária de terreiros afro-amazônicos, como uma forma de resgate da identidade do paladar dos povos de terreiros.
As multiplas falas dos angoleiros.
.
O evento vai reunir os terreiros de
matriz Banto da zona metropolitana de Belém para a distribuição de
um exemplar do livro para cada liderança ou membro de terreiro que
participou da pesquisa que resultou na cartografia. Será também um
momento de debate e reflexão sobre a preservação de tradições
afro-amazônicas e resistência política e cultural na capital
paraense.
Os organizadores convidaram as pessoas que participam
do capítulo dos angoleiros para fazer um sarau de leitura, e então
cada um vai escolher um trecho de seus depoimentos para uma leitura
coletiva que tem a intenção de provocar o debate com os convidados
que estiverem presentes. Isso tudo à partir da experiência relatada
no livro pelos próprios povos tradicionais de terreiros.
Trechos de depoimentos das
lideranças de terreiros de Angola.
Mametu Nangetu/ Oneide Monteiro
Rodrigues “...e as pessoas que vem no terreiro estão
acostumados com imagem como eles vêem na Umbanda e na Mina, e quando
ele vem aqui e vê uma estátua mas que é de louvor a Oxum e não
tem nada haver com o que ele conhece, ele estranha. Mas o povo ele é
muito sincrético e ele gosta de ver um caboco, um santo Antônio, e
acho que é por isso que as imagens estão nas casas dos
terreiros,(...). Os terreiros não sobrevivem sem os clientes, e nem
sem os filhos da casa, então tem que ter um chamamento, uma atração,
e como atrair essas pessoas para dentro de um terreiro?! Uma casa de
culto Angola é isso aqui: tem os tambores e tem os Ngunzos, né?!
Tem os nossos Ngunzos-Ngunzos! O que é os nossos fundamentos? A
nossa segurança é isso! E nas outras casas de nação isso não
tem, não tem Ntoto e nem Cumeeira, que são o nosso Ngunzo. É isso,
é a natureza e é por isso que nós não cultuamos nada de gesso, no
nosso Ngunzo ou é pedra, ou é ferro, ou é do mar, ou é da terra.
A nossa força está na natureza, entendeu?!”
Mam'etu Muagilê/ Beth de
Bamburucema “...uma senhora chegou comigo eu tava na rua de
casa, e disse “mãe Beth eu queria que a senhora fizesse um banho
pra mim”, ela é evangélica, “mãe Beth eu queria que a senhora
fizesse um banho pra mim construir a minha casa que tão de olho
gordo, tão fazendo macumba tão de olho gordo em cima de mim”, eu
fiquei olhando pra ela e disse: tu vai fazer a tua casa não vai ser
preciso banho nenhum, nem trabalho nenhum, eu disse: tu vai seguir o
que eu vou te dizer? Ela disse: sim, eu disse então ainda bem que tu
vieste me procurar no mês de fevereiro, porque tem o ano todo pra ti
trabalhar e fazer a tua casa e passar ano na tua casa sem ser preciso
eu te dar um banho, como tu disseste, um banho de macumba, que aqui
em casa é banho de Axé, ai tu vai levar esse tempo pra se
organizar, tu vai pagar tudo o que tu deve até o mês de agosto,
quando for setembro tu não és católica mas tu vais comprar um
sapato, uma roupa talvez os teus filhos queiram é possível ai tu
guarda pra final do ano e a partir desse momento em diante tu vai
passar a reservar o teu dinheiro para fazer a tua casa, te organiza.
Ela organizou do jeito que eu disse, quando tu for receber o 13º tu
não traz ai pra tua casa, tu já vai com o orçamento na estância
pega um profissional faz um orçamento de tudo o que tu vai gastar,
não te esquece da mão de obra, do material e tu compra o material
pra fazer a tua casa, vou te mostrar que tu vai passar o ano na tua
casa, ela seguiu tudo aquilo que eu falei pra ela. Quando chegou no
final do ano, estava numa casa de madeira macheada, toda bonitinha,
passou ano na casa dela não foi preciso banho, não foi preciso ela
ir até a minha casa, não foi preciso ela sair da religião dela pra
vim pra minha casa, nem mentir pra dizer que ela estava precisando de
banho uma coisa assim, nos damos uma palavra amiga isso é um tipo de
acolhimento, você aconselhar, escutar a pessoa e orientar essas
pessoa a fazer coisas que vai dar certo, sem ser preciso você
envolver, botar a você vai jogar búzio pra mim ou uma carta pra eu
poder ver se tu vai fazer uma carta não, só pra mim te dar um banho
e te cobrar tanto. Eu acho que a palavra amiga assim um conselho, uma
orientação sabe que muitas vezes vale tanto se você for fazer um
trabalho.”
Tatetu Kalengunzu/ José de
Arimatéia “Eu era da casa do Edilson, (...) o Painho, que era
de Lembá também, e eu era da Mina na casa dele -, entrei na casa
dele em 89 e ai em 95 eu recolhi com pai Edson, que tinha recolhido e
iniciado ele, e ai com 6 anos que eu estava lá eu recolhi também,
ai foi que eu entrei no Angola - iniciei em 95 e há 5 anos atrás eu
recebi o meu Kijingo, né!? já com 10 anos de iniciado eu recebi
Kijingo , e eu estou hoje com 15 anos de feitura na Angola, e não
troco também a minha nação por nada, adoro a Angola e agora mais
ainda, e eu garanto a vocês que vou ter mais força ainda pra buscar
mais conhecimentos, sabe!”
Táta Tauadirá/ Edson Santana
“Tem todas essas histórias da gente começar a obrigação dia de
sexta-feira de madrugada, e terminava de manhã: 6h da manhã, quando
eu voltava para o trabalho E aí chegou um tempo que eu disse eu não
quero mais e acabou, eu não quero mais essa vida de estar
trabalhando e fazendo obrigação. (...) Aí eu decidi fazer por ele
isso, no caso o seu Walter fazia tudo pelo santo.(...) e aí muitas
das coisas começaram a se definir, uma das coisas foi a minha
profissão, hoje em dia sou professor de música num conservatório
(...). É na música, no conservatório e outras coisas mais, que eu
estudei pela vida. Eu disse assim: caramba se eu tivesse visto isso
há mais tempo, eu já tinha feito dessa maneira... mas, o que eu vou
querer dizer é que é o próprio orixá que nos encaminha! “
Táta Kinamboji/ Arthur Leandro
“Mas enfim, então eles nos dão esse poder maléfico e nos atacam
nas emissoras de rádio e de televisão das quais eles são donos, e
ai a pergunta: como visibilizar? A pergunta deveria ser como
resistir! Nós sofremos intolerância como todo mundo que tá sentado
nesta roda, nós sofremos intolerância, nós sofremos racismo
institucional (…) Porque para a justiça brasileira nunca é
preconceito contra nós! A Constituição nos dá o direito de culto,
o direito de consciência religiosa mas o Estado nos reprime, reprime
as nossas práticas religiosas e quando a gente reclama alegam
ignorância e o motivo é que eles “não sabiam como acontece o
culto afro-religioso”. Eles nunca assumem a responsabilidade sobre
o ato deles.”
Uma cartografia para a
visibilidade do nosso povo!
“A proposta do projeto é a
visibilidade para as comunidades tradicionais, então a gente vem
desde maio [de 2010] nesse projeto: mapeando, buscando visibilizar
nossa cultura tradicional.” - Mametu Nangetu apresentando o
capítulo da Nação Angola.
A "Cartografia Social dos
Afrorreligiosos em Belém do Pará - religiões afro-brasileiras e
ameríndias da Amazônia: afirmando identidades na diversidade"
foi lançado durante a XVI Feira Panamazônica do Livro, a mesa de
autógrafos contou com a presença dos pesquisadores.
Este projeto foi financiado pelo
Programa Nacional de Patrimônio Imaterial do IPHAN, e contou com a
participação de pesquisadores das mais variadas formações
acadêmicas e vinculados a diferentes universidades, e a categoria
“pesquisadores” contemplou tanto formações acadêmicas quanto
afrorreligiosos com suas formações, saberes e conhecimentos
tradicionais. O saber acadêmico e o saber tradicional coordenando a
pesquisa juntos.
Como produto deste trabalho temos um
mapa dos afro-religiosos em Belém e este livro, que foi construído
a partir de entrevistas em encontros e oficinas ocorridas entre abril
de 2010 e fins de 2011 com o objetivo de coletar informaçnoes para
produzir o mapa e o livro, geo-referenciando informações que
revelam a coletividade e o dinamismo das identidades das nações
afrorreligiosas e da Pajelança em Belém do Pará.
A pesquisadora Camila do Valle
salientou a participação de lideranças de cada uma das nações
representadas na cartogarfia: Angola, Jeje Savalu, Ketu, Mina Jeje
Nagô, Umbanda e Pajelança, atribuindo à essas lideranças o papel
fundamental de decisão sobre as informações reunidas e os
resultados da pesquisa. explicou que o livro contém “os afetos,
conflitos, modos de convivência e formas de ocupação e reprodução,
no território, dessas identidades coletivas centradas na
religiosidade”, e que o mapa tem a localização de terreiros e
informações importantes para a compreensão das prátcias das
religiões afro-amazônicas presentes na zona metropolitana de Belém
como o levantamento detalhado dos espaços sagrados - templos, casas,
terreiros, tendas e searas, além da identificação dos locais de
coleta de folhas nas matas e de compra de ervas, locais onde a
realização de ritos religiosos são tensas e até as situações de
conflitos e intolerância religiosa. Camila diz ainda que “podemos
dizer que o mapa, entendido como um mapa narrativo, tem aqui, neste
livro, espaço para expandir seus elementos de narratividade”. E
que ambos, livro e mapa, “são documentos que escolhem, portanto, o
critério da narratividade e, portanto, do dinamismo da ação para
revelar a construção de sua identidade cultural.” Esta identidade
cultural, entendida como patrimônio cultural imaterial, ultrapassa
as fronteiras dos municípios diretamente envolvidos na pesquisa, já
que as narrativas remetem a outros espaços geográficos e a outros
tempos: formas não redutoras de pensar os pertencimentos e os
processos de institucionalidade.
Mametu Nangetu disse que o trabalho com
a Nação Angola foi gratificante porque lhe deu a oportunidade de
visitar os terreiros e conhecer mais profundamente as condições de
vida de seu povo. Lembrou a distinção com que foi recebida em cada
casa de culto e reafirmou a importância de sabermos quem nós somos
e onde estamos, e fez referência à necessidade de afirmação da
identidade afro-religiosa para a visibilidade dos terreiros e para o
combate à intolerância religiosa.
A
luta contra o racismo e formas correlatas de preconceito e
discriminação.
“A intolerância religiosa é o novo
racismo e muitas comunidades que enfrentaram discriminações raciais
durante décadas são agora perseguidas por causa de sua religião”.
(Mark Lattimer, diretor da MRG - Minority Right Groups International
)
A proclamção da república, no século
XIX, separou o estado da religião católica e já na primeira
constituição brasileira constava o artigo que garantia a liberdade
de culto, mas ao contrário do que se pensa, o que aconteceu com as
religiões afro-brasileiras foi o acirramento da repressão e a
tentativa de eliminar essas práticas do território brasileiro.
É nesse contexto que os povos e
comunidades tradicionais de terreiros das sete nações de origem
afro-brasileira que atuam na Região Metropolitana de Belém travam
uma luta histórica contra o preconceito e a discriminação,
inúmeros são os casos de racismo pela intolerância religiosa que
ocorrem cotidianamente na capital paraense. Atitudes preconceituosas
são histórias sem fim para quem segue religiões afrodescendente.
Luiz Augusto Loureiro Cunha (Pai Tayandô/ Acaoã-Unimaz) recorda dos
períodos difíceis das comunidades tradicionais de terreiro no Pará:
1908, quando mães e pais de santo eram proibidos de bater tambor; na
década de 30 (1930), lembrada como a maior repressão contra os
praticantes das religiões remanescentes da África; e o período da
ditadura militar (1964 a 1985), quando foram registradas inúmeras
prisões sob alegações diversas. "No dia 18 de março de 1908,
a mãe de santo “Doca” foi presa porque batia tambor para Dom
José. Ela chegou a ser levada para a delegacia, ficou na cela e
depois foi liberada. Mesmo assim, ela voltou para o terreiro e
continuou a bater tambor para os seus deuses", conta. Por causa
desse gesto de coragem, o dia 18 de Março é lembrado pelos povos e
comunidades tradicionais como o Dia Municipal e Estadual da Umbanda e
dos Cultos Afros-brasileiros. Noche Navakoly (Mãe Doca) é o símbolo
da resistência dos Povos de Tereiros de Belém. Mãe Doca era
natural de Codó/MA, filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo, seu
Vodum é Nana e Toy Jotin, mas também recebia Seu Inambé. Ela foi
presa várias vezes e ainda assim não desititu da luta pelo direito
à consciencia relgiosa.
Para Mametu Nangetu a mídia fortalece
o preconceito existente contra as religiões afro-brasileiras. "Não
querem nos respeitar como povos e comunidades tradicionais de
terreiro e a mídia reforça esta intolerância" e ao contrário
do que se pensa, enfatiza a sacerdotisa, "nós não adoramos o
satanás, mas os orixás, que são a natureza". Ela conta que o
preconceito é tão grande, ao ponto de quando ela vai trabahar na
coleta de ervas na estrada da Ceasa sofre discriminação. Os maiores
autores são os vigilantes de prédios públicos, pessoas humildes
carregadas de uma carga cultural preconceituosa. "Nunca me
expulsaram do local, mas já disseram que eu estaria sendo convidada
a me retirar das proximidades do prédio, onde coletava as ervas",
relata.
Conhecimento
é arma para defesa contra perseguição e promoção do respeito à
diversidade religiosa.
A publicação dos resultados desse
trabalho revela as características próprias de cada nação, seus
locais, formas de cultos e deuses. O mapa aponta, por exemplo, que a
nação Umbanda chegou ao Pará por volta da década de 30, trazida
pela "Mãe" Maria Aguiar. A nação foi resultado do
cruzamento de linhas (sincretismo interno) que acabaram formando uma
religião com suas próprias características, agregando-se Pajés e
Caruanas, Encantados e Deuses para resultar em uma Umbanda amazônida.
Durante uma oficina de Cartografia, realizada em junho de 2010, Mãe
Vanda desabafou lembrando que "a Umbanda resiste ao preconceito
e reafirma a sua tradição através desse sincretismo"
"A Cartografia Social dos
Afrorreligiosos em Belém é o que o governo negou aos
afrorreligiosos, que representam uma parcela da população em cerca
de 10% e, no entanto, não se estima no censo anual feito pelos
centros de pesquisa populacional", afirma Táta Kinamboji, um
dos executores do mapa que é sacerdote e professor universiteario,
Ele conta, por exemplo, que por não haver educadores afro-religiosos
nas instituições de ensino, seja público ou privado, o estigma de
que os praticantes das religiões de origem africana continua sendo
visto como adoradores de deuses satânicos. Na opinião dele, como
educador, somente a partir do momento em que a religião for
discutida sem preconceito nas escolas, o fato poderá mudar
culturalmente, garantindo assim, o direito das pessoas se
manifestarem sem medo de serem identificadas.
Táta Kinamboji ressalta que as
comunidades tradicionais de terreiros tem produzido material que pode
sim ser utilizado pelos professore para a difiusão de sconhecimentos
sobre a cosmologia religiosa afro-amazônica, destaca os filmes de
Luiz Arnaldo Campos, especialmene o "Chama Verequete"
(dirigido em parceria com Rogeerio Parreira) e o "A descoberta
da Amazônia pelos Turcos Encantados", que ganhou o DOCTV-PA de
2005, e a fascículo 3 da cartilha do Projeto Nova Cartografia Social
da Amazônia, Movimentos Sociais e Conflitos nas cidades da Amazônia,
e argumenta que se as escolas ainda não utilizam esses documentos
como material didático é porque a Lei não consegue vencer o
preconceito das pessoas que deveriam aplica-la.
Mas para Mametu Nangetu, o que importa
saber é se os professores das escolas vão mesmo utilizar os
documentos da religiosidade afro-amazônicas para difundir o
conhecimento sobre os povos de terreiros, ou se o preconceito e a
intolerância religiosa ainda vai tentar confinar estas publicações
em prateleiras e arquivos escondidos nos fundos das bibliotecas...
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