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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Programação Cineclube no mês de agosto:dia 5 Bombadeira; dia 19 Amistad.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


A luta pela liberdade retratada em Amistad.

19 de agosto - Amistad, ficção/ drama de Steven Spielberg. EUA, 1998. Debate com Domingos Conceição. Sinopse: O filme relata a luta de um grupo de africanos escravizados em território norte americano, desde a sua revolta até seu julgamento e libertação. A história é baseada em factos verídicos que ocorreram a bordo do navio La Amistad na Costa de Cuba, 1839. 53 negros se libertam das correntes e assumem o comando do navio negreiro La Amistad. Eles sonham retornar para a África, mas desconhecem navegação e se vêem obrigados a confiar em dois tripulantes sobreviventes, que os enganam e fazem com que, após dois meses, sejam capturados por um navio americano, quando desordenadamente navegaram até a costa de Connecticut. Os africanos são inicialmente julgados pelo assassinato da tripulação. Através desta trama de forte conteúdo emocional, é possível conhecer as condições de captura e transporte de escravos africanos para a exploração do trabalho na América do Norte, a máquina jurídica americana de meados do século XIX e o germe das primeiras medidas para a abolição da escravatura naquele território.




5 de agosto - Bombadeira, documentário de Luis Carlos Alencar. Brasil, 2007 - 75min. Debate com Davi Miranda, Denilson de Oxalá e Aylla Wellch. Sinopse: Bombadeiras, assim são chamadas as travestis que transformam o corpo de suas clientes com aplicações clandestinas de silicone (geralmente silicone industrial,não permitido para uso em seres humanos). Este universo simbólico de morte e renascimento, em que um ciclo de vida se encerra para permitir a iniciação de outro, é desvendado pelo diretor Luis Carlos de Alencar em seu documentário BOMBADEIRA, registrando o mito das "fadas madrinhas" no imaginário da travesti, e sua importância na construção de uma identidade de gênero. Um rito de passagem dramático e doloroso. Por vezes, a prática clandestina torna-se o único ou o mais acessível modo de se conseguir o corpo feminino idealizado. As aplicações são feitas nas nádegas, seios, às vezes no rosto, nos joelhos.As bombadas. Quem são? Como vivem? O que desejam? Luis Carlos de Alencar mostra afazeres domésticos, cotidianos em casas e pensões, relacionamentos conjugais e preocupações estéticas de um grupo de travestis da cidade de Salvador. Através de uma sucessão de depoimentos surpreendentes, ternos, apaixonados, o filme mergula nesse universo e revela um lado da realidade pouco conhecidas travestis, e os entraves segregadores que sofrem na vida social. Ria, chore, compreenda, EMOCIONE-SE.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Cineclube: NJINGA, RAINHA DE ANGOLA. 15 de julho de 2016, 19h.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


15 de julho de 2016, 19h
NJINGA, RAINHA DE ANGOLA. Histórico. Direção: Sérgio Graciano. Angola 2013. 108 minutos



Sinopse: Ngola Nzinga Mbande ou Rainha Ginga foi uma rainha ("Ngola") dos reinos do Ndongo e de Matamba, no Sudoeste de África, no século XVII. O seu título real na língua quimbundo - "Ngola" -, foi o nome utilizado pelos portugueses para denominar aquela região (Angola). Este filme narra a trajetória de uma das mais importantes mulheres africanas que marcou a história da Angola. Esta mulher é Njinga, uma guerreira africana, que durante quarenta anos lutou pela independência dos reinos de Ndongo e Matamba ao longo do século 17.





Apoio: Projetos de extensão da PROEX/ UFPA.
  • Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
  • Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
  • Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu

Cineclube: programação quinzenal.

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Sexta (ver as datas abaixo). Início: 19h.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.






Sexta: 8 de julho de 2016. 19h.
A Música é a Arma (Musique au poing) Dirigido por: Jean-Jacques Flori Stephane Tchal-Gadjieff França, 1982 - 53 minutos
Sinopse: Fela Kuti é uma figura central na história da música africana. Todas as formas atuais de "black music" devem algo ao groove irresistível que ele criou: O Afrobeat. Durante toda sua carreira lutou contra a corrupção política no seu país de origem, a Nigéria. Ele foi e ainda é uma referência ideológica e política para muitos africanos, que carinhosamente o chamavam de "presidente negro".
Dirigido em 1982 por Stéphane Tchal Gadjieff e Jean-Jacques Flori, "A Música é a Arma" é o documentário definitivo sobre Fela. Um filme essencial a todos que querem conhecer melhor a música e ideias do artista. Filmado em Lagos, uma cidade a beira do caos social, o filme mostra entre outras coisas a "República Kalakuta", vila comunal autodeclarada independente onde viviam Fela, suas esposas, integrantes da banda e agregados; e a casa noturna "Shrine", onde o grupo apresentava-se e realizava seus rituais religiosos..





Sexta: 17 de junho de 2016. 19h.
Quilombo, Direção: Cacá Diegues. Brasil, 1984. 127min

Sinopse: "Por volta de 1650, um grupo de escravos se rebela no Engenho Santa Rita, ao sul da Capitania de Pernambuco. Vitoriosos, os escravos fogem para as montanhas, onde estaria instalado o Quilombo dos Palmares. À frente dos rebeldes estava Ganga Zumba, Príncipe africano que, chegando às montanhas, revela sua extraordinária capacidade de liderança, tornando-se em pouco tempo o novo rei dos Palmares. Ajudado por sua mulher, a guerreira Dandara e por seu melhor amigo Acaiúba, Ganga Zumba organiza a nação de ex-escravos, dotando-a de uma próspera economia e de uma verdadeira estrutura de Estado, independente dos colonizadores europeus. Ao vencer a guerra contra a Holanda, os portugueses desviam sua ofensiva para Palmares. Vitoriosos em sucessivas lutas contra os brancos, Ganga Zumba torna-se amante de Ana de Ferro, prostituta francesa que deixa o Recife, capital da Capitania de Pernambuco, pedindo asilo aos palmarianos. Ela acaba se transformando na conselheira do Rei de Palmares, instruindo-o quanto aos costumes e manhas da política européia. Palmares estava no auge de sua glória e prosperidade quando volta à montanha, fugindo de Porto Calvo, um afilhado do Rei, sequestrado perto dali, quando criança, pelos brancos. Zumbi é em tudo diferente de seu padrinho, mas logo aprende com Ganga Zumba todas as qualidades de liderança e amor pela nação negra. Com o correr dos anos, ainda que unidos pelos ideais do Quilombo de Palmares, Ganga Zumba e Zumbi divergem quanto à política a ser usada contra os brancos. Ganga Zumba aceita discutir um tratado de paz com o Governador de Pernambuco enquanto Zumbi sabe que senhor e escravo nunca poderão viver em harmonia. Por fim, Zumbi, à frente de seus bravos guerreiros defronta-se num campo de batalha às portas da capital de Palmares com os canhões de Domingos Jorge Velho (contratado pelo governo português para atacar o Quilombo).




Apoio: Projetos de extensão da PROEX/ UFPA.
  • Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
  • Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
  • Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu

domingo, 29 de maio de 2016

Cursinho (R)existência inicia atividades no Mansu Nangetu.

O Instituto Nangetu firmou parceria com o Coletivo Cursinho (R)Existência, e desde  o início do mês de maio oferece as aulas colaborativas de cursinho pré-vestibular que investe em conteúdos do ENEN - Exame Nacional do Ensino Médio . O cursinho é dedicado ao público trans, a mulheres negras, ao público LGBT, comunidades tradicionais de matriz africana e jovens de periferia, visando a aprovação de pessoas em situação de vulnerabilidade social nos processos seletivos de cursos de graduação de Instituições de Ensino Superior.
Estudantes, professores e colaboradores do (R)Existência iniciaram as atividades com rodas de conversa sobre respeito às diversidade de gênero e combate ao racismo e ao machismo.  

O cursinho (R)Existência, não é somente um cursinho popular preparatório para o ENEM, pois também trabalha a formação de cidadãos para o enfrentamento de todas as opressões. Tem como objetivos principais "preparar" estudantes para o vestibular e auxiliar no empoderamento de pessoas trans, negras, comunidades tradicionais de matriz africana e moradoras de periferia para a defesa dos direitos de cidadania e valorização dos direitos humanos.
“É, antes de tudo, uma iniciativa feminista negra e "trans-aliada". Aquelxs que compreendem essa luta e querem somar sejam muito bem-vindxs, aquelxs que querem compreender melhor, sejam bem-vindxs também, vamos ter formação continuada e nos desconstruir para construir um ensino - no espaço (R)Existência - e um movimento de resistência, nas universidades, revolucionários. Nosso compromisso é com "ensino-aprendizagem" e empoderamento”. Diz Lìvia Noronha, uma das coordenadoras do projeto.
Cursinho (R)Existência, as aulas são no Mansu Nangetu. 

As aulas acontecem em fins de semana no Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194, Marco. Belém/PA, a partir das 9h. Informações com Lívia Noronha 91-982871917 e Evileny Gonçalves 91-98320-5037.

sábado, 28 de maio de 2016

Poéticas de matriz africana em conversas na XX Feira Pan-amazônica do Livro.

Foram 2h de conversas com artistas e pesquisadores de terreiros de povos tradicionais de matriz africana. Foto de Lucivaldo Sena/ Projeto Griot Amazônida.

Na tarde do sábado, 28 de maio, a COPIR da SEDUC promoveu uma série de conversas sobre as poéticas de matriz africana na Amazônia à partir da experiência do Projeto Nós de Aruanda, artistas de terreiro, desenvolvido pelo Grupo de Estudos Afro-Amazônico e pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé, ligados à UFPA. As conversas aconteceram em parceria com o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Ponto de Mídia Livre, e foram transmitidas ao vivo em parceria com o Projeto Aluno Repórter.
Com a participação de artistas, curadores e pesquisadores como Mametu Nangetu, Isabela do Lago, Glauce Santos, Marilu Campelo, Tainah Jorge, as conversas tiveram a mediação de Táta Kinamboji, e relataram os processos de construção poética desses artistas que constroem arte que afirmam os valores civilizatórios herdados da África negra, ao mesmo tempo em que se revelaram severas críticas ao racismo institucional que dificulta a aplicação da Lei 10.639/03, e nega a transmissão desse conhecimento nas escolas da rede de ensino.

A roda de conversa pode ser acessada clicando no link.






Estas ações contam com o APOIO de Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo; e Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Roda de Conversa: poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.

Mais informações no blog da  COPIR: Programação com temática étnico-racial na Feira do...


Roda de Conversa, poéticas de Matrizes Africanas na Amazônia.
Apresentação: Táta Kinamboji (Profº Arthur Leandro), e equipe do Projeto Azuelar.

Serviço:
Local: Estander da SEDUC
Dia: 28 de Maio
Horário: 13:30 às 15:30

1º Bloco de Entrevista
Projeto Educativo “Afro-amazônicos e seus símbolos”
Convidada: Tainah Jorge.
Tainah Jorge é filha de santo de Mãe Esther de Jarina, Terreiro Seara da Oxossi, da nação Tambor de Mina. É estudante de ciências sociais na UNAMA e cumpre estágio no serviço educativo do Museu Paraense Emílio Goeldi, e foi trabalhando no serviço educativo do museu que ela propôs a construção do circuito “Afro-amazônicos e seus símbolos”, que faz parte do seu projeto de pesquisa. Ela explica que a meta desse projeto é estimular o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, de acordo com a Lei Federal 10.369/03, e é um circuito para mostrar a estudantes do ensino médio as relações entre culturas afro religiosas e espécies de plantas do acervo do Parque Zoobotânico. O projeto do Serviço de Educação foi construído em parceria com comunidades de terreiro de matriz africana em Belém.

2º Bloco de Entrevista
Projeto “Nós de Aruanda-Artistas de Terreiro”
Convidados: Mãe Nalva de Oxum, Mametu Muagile, Mametu Nangetu, Professora Dra Marilu Campelo, e Weverton Ruan Rodrigues.
Nós de Aruanda, artistas de terreiro, é um projeto do Grupo de Estudos Afro-Amazônico (NEAB)/ UFPA, e do Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ CNPq. Em 2016 se realizou a 4a exposição com poéticas de matriz africana na Amazônia, e é sobre essa experiência de arte fundada na matriz cultural oriunda da África negra. que vamos colocar em debate.

3º Bloco de Entrevista
Projeto “BLOCK PRINT – Estamparia Afro”
Convidado: Glauce Santos e Jean Ribeiro.
A estamparia por carimbos de madeira, ou blocos de madeira, conhecida como Wood Block Printing, foi o processo precursor da produção industrial em grande escala. O método de gravação da matriz de madeira é o mesmo da xilogravura, com algumas particularidades relacionadas aos materiais, como corantes e têxteis a serem utilizados. Tornou-se possível a reprodução de um desenho mais elaborado e com bons resultados formais, favorecendo a gravação de matrizes voltadas, exclusivamente, para a estamparia corrida. A técnica é utilizada na estamparia africana, e difundida em projeto de pesquisa e oficinas educativas de Glauce Santos e Jean Ribeiro.

4º Bloco de Entrevista
O desafio da educação afrocentrada em arte,
Convidada: Isabela do Lago.
Muito se têm pensado sobre a importância do conhecimento em história e cultura africana e afro-brasileira nas salas de aula, sobretudo na educação básica, com o intuito de fundamentar origens da cultura negra e sua afirmação identitária para a superação do racismo e reparação dos problemas sociais ocasionados pelo mesmo. Isabela traz uma proposta afrocentrada para o ensino-aprendizagem da arte em formato didático, para fácil aplicabilidade na sala de aula, onde encontraremos suporte poético na leitura de obras que compõem o acervo do projeto “Nós de Aruanda- artistas de terreiro fazer um glossário explicando os termos” entre as edições de 2013 a 2015 da mostra em Belém do Pará.


sábado, 14 de maio de 2016

Cineclube exibe Macunaíma na sexta dia 20 de maio.

O Cineclube Nangetu começa a exibir e debater filmes que tenham relação com os conteúdos das provas do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, e em apoio ao Cursinho Popular (R)existência, que atende prioritariamente pessoas trans, travestis, mulheres negras, negros, LGBT's. 

Cineclube Nangetu & Cursinho Popular (R)existência.
Filme: Macunaíma, Brasil, 1969, Joaquim Pedro de Andrade. 108 min.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco. Belém/PA.
Início: 18:30.
Colaboração, para público externo: alimentos não perecíveis, material de higiene e limpeza.


Com essa linha editorial, de apoio aos projetos educativos realizados em parceria com outros movimentos e organizações sociais, iniciamos as sessões com o filme Macunaíma, (Brasil, 1969) de Joaquim Pedro de Andrade.
O filme é uma adaptação do romance de Mário de Andrade, datado de 1928, que é considerado um dos importantes romances modernistas do Brasil. e a proposta editorial é também utilizar o filme para debater os temas polêmicos, como racismo, homofobia, misoginia na história e na literatura brasileira.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

22 de abril - Cineclube exibe filme de educação ambiental de matriz africana.


Serviço: 
Cineclube Nangetu
Filme: O SAGRADO ÉECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA. Educativo. Brasil, 2012.
Sinopse: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental na comunidade do Terreiro Mansu Nangetu, casa tradicional de Candomblé de matriz Bantu em Belém do Pará.
Quando: sexta-feira, 22 de abril - 18h.
Onde: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Marco, Belém/PA.
Colaboração: alimentos não perecíveis (café, farinha, arroz, feijão e outros)

O curta "O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" é um filme educativo fruto de uma produção coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar) em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.
A experiência cineclubista do Mansu trabalha com o tripé de difusão, formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização das tradições de matriz africana na Amazônia, e a comunidade produz vários documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’,. A proposta deste filme veio dos pesquisadores do GEAM/ UFPA que queriam a produção de material didático para ser usado em sala de aula, o filme não teve um roteiro previamente elaborado, ele é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Mametu Nangetu ressalta que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, ela critica o modelo de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés em esgotos à céu aberto, e diz que a comunidade tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas, ação que é mostrada no filme.
O filme faz parte do Box da Diversidade, um projeto de caráter cultural e educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começou a ser distribuído em 2015.  O Box possui os seguintes eixos temáticos: sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações; diversidade regional; transversalidade geopolítica.




O SAGRADO ÉECOLÓGICO NO CANDOMBLÉ ANGOLA: Ação educativa e prática de saberes culturais na construção da educação ambiental em comunidade de terreiro.  Direção: Filme Coletivo. Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/ . Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu. Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu;  CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA.

Apoio:
REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana.
rede [aparelho]-:
FAV - ICA * FCS - IFCH * PROEX/ UFPA
Projetos de extensão:
Produção do Programa "Nós de Aruanda" para a WebTV Azuelar
Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi)
Ngomba d'Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu



domingo, 15 de novembro de 2015

Nengua de Angola conversa com Pai Neto de Azile sobre a salvaguarda do Tambor de Crioula no Maranhão.




A conversa aconteceu na manhã do dia 12 de novembro de 2015, logo depois da titulação do carimbó como patrimônio imaterial brasileiro. Pai Neto de Azile falou das vantagens e dos perigos do registro do patrimônio cultural afro-brasileiro e da ameaça de perda de identidade pela ausência de uma política eficaz de salvaguarda que proteja a identidade cultural dos avanços de mercado que lhe deseja como produto cultural.

Programa Nengua de Angola
Apresentação Mametu Nangetu
Conversa com Pai Neto de Azile sobre o registro do
Tambor de Crioula do Maranhão como Patrimônio
Imaterial brasileiro e a política de salvaguarda
desse patrimônio.

Equipe técnica
Samily Maria
Vitor Gonçalves
Weverton Ruan Rodrigues

Edição
Táta Kinamboji

Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre


Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz
Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-
brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional de Povos
Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de
mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia
Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’
para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em
combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas
(Ilê Iyabá Omi).
 UFPA-PROEX



Belém/PA

Novembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA - (RE) CONHECENDO OS QUILOMBOS DO BAIXO ACARÁ: RESISTÊNCIA - FÉ - IDENTIDADE

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA ESCOLA - (RE) CONHECENDO OS QUILOMBOS DO BAIXO ACARÁ: RESISTÊNCIA - FÉ - IDENTIDADE




PROGRAMAÇÃO

DIA 18/10/2015 (Quarta-feira) TEMÁTICA: RESISTÊNCIA - ORIGEM DO MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA NEGRA NO BRASIL E OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA LOCAL
Acolhida - 08h (Manhã) - Banho de Ervas, Toques de Tambor, Cantos, Hinos e Café Quilombola

Apresentações - 09:30h - Apresentações das Escolas (Momento Cultural)

Palestras - 10:30h
Palestras 1:  A CHEGADA DOS NEGROS NO BRASIL
Palestrante: Prof. Luciney Vieira (Resistência Cabana)

Palestras 2:  OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIA LOCAL
Palestrante: Zeca do Itacoã

Tarde Cultural - 14h - Projeto Azuelar, Rádio Janela Programa: O Som da Gente!

Noite Cultural - 19h - Cineclube Nangetu - Exibição de Filmes Negros

DIA 19/10/2015 (Quinta-feira) TEMÁTICA: FÉ - O MÍSTICO E O RELIGIOSO, CRENÇA E FÉ. HERANÇAS DO POVO AFRICANO
Acolhida - 08h (Manhã) - Banho de Ervas, Toques de Tambor, Cantos, Hinos e Café Quilombola

Apresentações - 09:30h - Apresentações das Escolas (Momento Cultural)

Mesa-Redonda - 10:30h - O MÍSTICO E O RELIGIOSO: CRENÇA E FÉ. HERANÇAS DO POVO AFRICANO
Integrantes: Ialorixá Matilde de Oxalá (Itacoã-Miri), Mãe Marina (Cruzeirinho), Angelo Imbiriba - Taata Kafumiluzu (Projeto Azuelar - Instituto Nangetu), Profª. Esp. Giovana dos Anjos Ferreira (Instituto Ramagem).

Tarde Cultural - 14h - Projeto Azuelar, Rádio Janela Programa: O Som da Gente!

Noite Cultural - 19h - Cineclube Nangetu - Exibição de Filmes Negros

DIA 20/10/2015 - TEMÁTICA: IDENTIDADE. ZUMBI – LÍDER DA RESISTÊNCIA NEGRA. NÓS DO QUILOMBO!
Acolhida - 08h (Manhã) - Banho de Ervas, Toques de Tambor, Cantos, Hinos e Café Quilombola

Apresentações - 09:30h - Apresentações das Escolas (Momento Cultural)
Neste dia todas as escolas deverão trazer suas representantes da Beleza Negra.

Mesa-Redonda - 10:30h - PALMARES – ZUMBÍ – RESISTÊNCIA: CONSCIÊNCIA NEGRA
Prof. Luciney Vieira (Resistência Cabana)
Roda de Conversa: Nós do Quilombo!

Tarde Cultural - 14h - Projeto Azuelar, Rádio Janela Programa: O Som da Gente!

Encerramento
Cerimonial de Encerramento
Feijoada de Ogum

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

“Box da diversidade” leva experiência de educação ambiental do Mansu Nangetu para o Brasil inteiro.


O curta"O Sagrado e o Ecológico no Candomblé de Angola" vai circular o Brasil inteiro em cineclubes e escolas, o filme educativo é uma produção coletiva realizada em 2012 pela comunidade do Mansu Nangetu (Projeto Azuelar) em parceria com pesquisadores da Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia, ofertado pelo Grupo de Estudos Afro-amazônico (NEAB) da Universidade Federal do Pará, e mostra práticas ecológicas de terreiro como exemplo de educação ambiental para crianças e jovens.

Na noite do sábado, dia 3 de outubro, na fonte do Tereré, um quilombo urbano no município de Vera Cruz, que fica na Ilha de Itaparica, Bahia, aconteceu a “Roda de leituras transversais” para o lançamento dos filmes com as temáticas da ‘infância e juventude’ e  da ‘biodiversidade e meio ambiente’ que compõem o “Box da diversidade” – um projeto de caráter cultural e educativo que reúne uma coletânea de filmes brasileiros para ser distribuída gratuitamente para escolas públicas, cineclubes e organizações sociais. O projeto é desenvolvido pelo Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros/ CNC, e começa a ser distribuído ainda este ano.
A sessão de lançamento que contou com a exibição do filme aconteceu ao ar livre, com a comunidade do quilombo urbano, produtores audiovisuais e cineclubistas confortavelmente instalados no gramado da área de convivência da comunidade e em cadeiras espalhadas pelo ‘terreiro’ na fonte do Tereré e debate com Táta Kinamboji, Márcia Nascimento e Antonio Balbino.

Táta Kinamboji iniciou o debate falando sobre as diretrizes do Projeto Azuelar e do Cineclube Nangetu, contou a sucessão de acasos que estão nos primórdios da formação do cineclube e que a experiência cineclubista do Mansu se expandiu para uma rede de cineclubes de terreiros que primeiro ocupou a zona metropolitana de Belém do Pará, para depois se espalhar para vários terreiros da Amazônia brasileira. Kinamboji disse que o cineclube trabalha com o tripé de difusão, formação e produção audiovisual com caráter étnico e racial e de valorização das tradições de matriz africana na Amazônia, e que a comunidade produz vários documentários com o que chama de ‘tecnologia do possível’, ele diz que a proposta veio dos pesquisadores que queriam a produção de material didático para ser usado em sala de aula, e que não tinha um roteiro previamente elaborado, e que o filme é o resultado do acompanhamento das ações cotidianas da comunidade .
Ele explicou que a preservação do sagrado afro-brasileiro está intimamente ligado à preservação do patrimônio ambiental, criticou os muros das propriedades privadas que dificultam o acesso aos bens naturais, e também criticou o modelo de urbanização de cidades que extinguem as áreas verdes e transformam igarapés em esgotos à céu aberto. Contou que a comunidade tenta fazer a sua parte em pequenas ações, como a confecção de vasilhas biodegradáveis para utilização em oferendas que foi mostrada no filme.

Box da Diversidade (contendo 60 filmes) para a distribuição aos cineclubes, pontos de cultura, pontos de leitura, bibliotecas públicas e comunitárias e escolas públicas. O Box possui os seguintes eixos temáticos: sexualidade e gênero; comunidades tradicionais e étnico racial; meio ambiente e biodiversidade; envelhecimento e memória; superação e acessibilidade; trânsito e pensamento nômade; infância e juventude; dessemelhanças e experimentações; diversidade regional; transversalidade geopolítica.

Pesquisa - Equipe do GEAAM/ UFPA: Alessandro Ricardo Campos, Anderson Johnny dos S. Nunes, Arthur Leandro, Kátia Simone Alves Araújo, Renato Trindade. Pesquisa - Equipe do Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Táta Kinamboji, Táta Kamelemba, Muzenza Vanjulê. Musicas: Táta Mutá "A casa dos olhos do Tempo" Táta Guiamazi/ Casa de Candomblé. Angola Redandá redanda.com.br/ . Edição: Arthur Leandro/ Táta Kinamboji, Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu. Realização: Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu;  CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM SABERES AFRICANOS E AFRO BRASILEIROS NA AMAZÔNIA – IMPLANTAÇÃO DA LEI 10.639/03/ Grupo de Estudos Afro-amazônicos, Faculdade de Ciências Sociais/ IFCS/ UFPA, Faculdade de Artes Visuais/ ICA/ UFPA

Belém/PA, 2012

Fotos: Diogo Gomes.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Territórialidades, feminismo e combate ao racismo religioso em intervenção midiática durante o ENGA.

A sétima edição do ENGA – Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia aconteceu entre os dias 28 de setembro a 01 de outubro de 2015. O evento se realizou em conjunto com o IX Congresso Brasileiro de Agroecologia, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém – PA.
Santana, expondo a resistência no quilombo do Abacatal. 


Povos e comunidades tradicionais foram convidados para as rodas de conversas, e para levar as questões dos povos tradicionais de matriz africana ao debate promovido pelos grupos de agroecologia, o Mansu Nangetu, em parceria com a Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana – REATA, e com a Associação Afro religiosa e Cultural Ilê Iyaba Omi – ACIYOMI; promoveu uma intervenção midiática unindo dois projetos de comunicação social comunitária e étnica: a rádio-janela Azuelar, do Instituto Nangetu, e a Rádio Portão da ACIYOMI.
Feminismo negro e as lutas dos povos tradicionais na Amazônia.

A intervenção foi a veiculação de um programa de rádio com uma hora de informação produzida pelos projetos dos terreiros, levando aos participantes do encontro depoimentos e entrevistas de autoridades de terreiros de matriz africana de várias regiões brasileiras com conteúdos relacionados aos temos das rodas de conversas que completavam a programação.
Na segunda-feira, dia 28 de setembro, o tema foi “Territórios e Territorialidade, não esbandalhe meu tapiri!”, e a necessidade de políticas públicas de preservação de igarapés e matas urbanas como garantia da continuidade das práticas tradicionais nas grandes cidades, além da crítica à propriedade privada no sistema capitalista, que impede o acesso ao patrimônio ambiental. Já na terça-feira, dia 29, o tema foi “Gênero e Feminismo: te orienta ‘macho’!”, debatendo o protagonismo afro-feminino nas lutas dos povos tradicionais na Amazônia. E finalmente, na quarta-feira, dia 30 de setembro, o avanço da política fundamentalista da bancada “BBB” (Boi, Bala e Bíblia) norteou a conversa sobre o tema “Intolerância Religiosa: tu é doido é?!”.
Combater o racismo religioso para a sobrevivência do pensamento afro-centrado.

Nos três dias de debates, os participantes das rodas de conversa evidenciaram o racismo institucional, aquele que é praticado por agentes do estado e que nega direitos de cidadãos aos povos e comunidades tradicionais, em especial na análise do comportamento da bancada BBB no congresso eleito em 2014, com o “b” de ‘boi’ que representa o agronegócio a avançar sobre terras quilombolas e indígenas para a criação de pastos e monoculturas agrícolas, a bancada do “b” da ‘bala’ a promover a indústria do medo que promove o genocídio da juventude negra nas cidades, e a bancada do “b” da ‘Bíblia’ a promover a demonização do sagrado de origem na África negra e, com esse procedimento, a promover o etnocidio pela negação e tentativa de apagamento da compreensão de mundo que gera o pensamento afro-centrado.
Apesar da análise de conjuntura resultar num quadro desolador, os debatedores afirmaram que os mais de quinhentos anos de resistência à violência colonizadora já demonstraram a capacidade de sobrevivência do povo negro na adversidade em que vivem no Brasil, e que apesar do ambiente hostil, nossas tradições não serão extintas.

Participaram das conversas: Mametu Nangetu e  Táta Kinamboji (Mansu Nangetu), Maria Malcher (CEDENPA e Comitê da Marcha de Mulheres Negras), Raimundo e Santana (Quilombo do Abacatal em Ananindeua), Isabel (Erveira do Ver-o-Peso), e representantes de comunidades ribeirinhas de Maracanã/PA. Edição do programa de Rádio: Vitor Gonçalves, Samily Maria Moreira da Silva e Silva e Sibely Nunes Nascimento.
Bolsistas de projetos de extensão da UFPA formaram a equipe técnica da intervenção midática. 

sábado, 26 de setembro de 2015

A voz do povo tradicional de matriz africana no ENGA - Encontro Nacional de Grupos de Agroecologia.

O Projeto Azuelar, do Instituto Nangetu, e o Projeto Rádio Portão da ACIYOMI, em parceria com a REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, RENAFRO – Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, FONSANPOTEMA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, ACAOÃ, UNIMAZ, TERREIRO ESTRELA GUIA e FESCAB-PA, realizam uma programação de rádio com os programas de cidadania com reportagens, depoimentos, entrevistas e cantigas gravadas com lideranças e autoridades de povos tradicionais de matriz africana.
Serão três programas de uma hora de duração, iniciando sempre as 13h, antecedendo a roda de conversa da programação do encontro.

  1. Dia 28 de setembro de 2015, Território e territorialidades, Roda de conversa com Mãe Nalva de Oxum. Edição do programa de Rádio: Vitor Gonçalves.
  2. 29 de Setembro de 2015, Feminismo negro. Roda de conversa com Maria Malcher. Edição do programa de Rádio: Samily Maria Moreira da Silva e Silva.
  3. 30 de setembro de 2015, Racismo religioso. Roda de conversa com Mametu Nangetu. Edição do programa de Rádio: Sibely Nunes Nascimento.



Apoio:
rede[aparelho]-:
Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM (NEAB)/ UFPA
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).

UFPA-PROEX 

domingo, 9 de agosto de 2015

Nengua de Angola conversa com Cicero Centriny sobre o Terecô do Maranhão.


Mametu Nangetu recebeu Cicero Centriny, para uma conversa no programa Nengua de Angola, Cícero prepara o lançamento do livro Terecõ, uma religião a ser descoberta, e conta, nessa conversa, das coisas de seu livro. Mametu  destacou a importância de registrar e transmitir as informações sobre as tradições de matriz africana na diáspora brasileira e pediu que ele contasse um pouco mais da importância dos povos bantu na formação do Terecô.
Mametu nangetu entrevistou Cicero Centriny para o programa Nengua de Angola.

No Maranhão, mais especificamente nos povoados de Santo Antônio dos Pretos e de São Joaquim de Alolô, era praticado o “vodu”, tradição muito parecida com aquelas do Haiti e de Cuba, um culto que permanece submerso, pois ainda se percebe a presença de suas práticas secretas na atualidade, de forma velada, em Codó.
Essas e outras informações sobre a história do Terecô de Codó no Maranhão, é o que nos conta Cicero Centriny, ou Cícero Lejidokan, pesquisador, educador, estilista e liderança de terreiro de matriz africana iniciado em Tambor de Mina por Pai Euclides Talabyan Lissanon.
Cícero explica que o Terecô é uma tradição originada e praticada em Codó desde o período em que Codó  nem sequer existia como “cidade”. O lugar de nascimento dessa prática é um reduto de negros que fugiram da escravidão e das fazendas de arroz e algodão, e se instalaram num lugar seguro bem distante da opressão dos donos das fazendas. Atualmente esse lugar é o povoado de Santo Antônio dos Pretos, localidade rural remanescente de quilombo que fica a 60 km da zona urbana de Codó, nas margens da rodovia que liga Codó a Don Pedro. 
Os africanos escravizados  que foram para a região de Codó eram de etnias Cabindas, Bantus, Cacheus, Fons... E entre as religiões afro-brasileiras nascidas aqui, surgiu o TEREKÔ, que mantém características dessas diversas origens e preserva o culto ao grande vodum Legba, trazido pelo povo ewe-fon do Togo e do Benin e que é  invocado em Codó, como Légua-BojiBuá  suas variantes locais
Cícero trás a memória de  celebridades do Terecô, como Dona Melânia, Tobias, Maria Piauí, Euzébio Jansen e tantas outras autoridades que fizeram, e fazem , a resistência das tradições de matriz africana no Maranhão.


Programa Nengua de Angola
Apresentação Mametu Nangetu
Conversa com Cicero Centriny sobre sua pesquisa sobre o Terekô, ancestralidade e resistência  negra em Codó no Maranhão.

Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre


Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).
 UFPA-PROEX



Belém/PA

Agosto de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Política cultural em debate, conversa com José Maria Vieira na webTV Azuelar.

Na tarde da quinta-feira, 23 de julho de 2015, a webTV Azuelar iniciou uma série de debates e conversas sobre política cultural.
Neste primeiro programa, José Maria Vieira, conselheiro da OAB-PA, conversa com Táta Kinamboji e informa que falta vontade política para que a Prefeitura Municipal de Belém regulamente o Fundo e implanate definitivamente o Conselho Municipal de Política Cultural, requisitos de fomento e controle social necessários para a adesão ao sistema.
José Maria também comentou as ações previstas para a cultura em 2016, ano em que Belém completará 400 anos de fundação.




Política Cultural em debate
Roda de conversa sobre o sistema
municipal de cultura e os 400 anos de Belém
Debatedor -José Maria Vieira
Conselheiro da OAB


Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre


Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional de Povos Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi).
UFPA-PROEX



Belém/PA
Julho de 2015

sábado, 4 de julho de 2015

Capacitação para o uso de software livre.

Domingos Conceição, do Movimento Mocambo, com estudantes e instrutores do curso.
A comunidade do Instituto Nangetu participou dessa formação proporcionada pela parceria entre o Movimento MOCAMBO e o Serpro, que promoveu curso de Sistema Operacional Básico Ubuntu 12.0.4, iniciação a informática em software livre, no período de 15 a 19 de junho.
A parceria tem o objetivo promover oportunidades de acesso a “era da informação/ informatização” possibilitando inclusão e interação com os recursos tecnológicos de uma forma positiva, desenvolver uma atitude favorável em relação à tecnologia e reverter a exclusão digital.




Fotos: Lucivaldo Sena.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, as 19h o Cineclube Nangetu apresenta o filme "Ventos de agosto".

Cineclube Nangetu.
Endereço: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá 1194 - Marco. Informações 91-32267599
Entrada - 1Kg de alimento não perecível.

Nesta quinta-feira, dia 25 de junho, as 19h o Cineclube Nangetu apresenta o filme "Ventos de agosto".


SINOPSE:: Shirley deixou a cidade grande para viver em uma pequena e pacata vila litorânea cuidando de sua avó. Ela trabalha numa plantação de coco dirigindo trator e, mesmo isolada, cultiva o gosto pelo punk rock e o sonho de ser tatuadora. Ela está de caso com Jeison, um rapaz que também trabalha na fazenda de cocos e nas horas vagas faz pesca subaquática de lagosta e polvo. Durante o mês de Agosto, com a chegada das tempestades e da maré alta, um estranho pesquisador chega na Vila para registrar o som dos ventos alísios que emanam da Zona de Convergência Intertropical. Os ventos crescentes marcarão os próximos dias da pequena vila colocando Shirley e Jeison numa jornada sobre perda e memória, a vida e a morte, o vento e o mar.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Programa Nengua de Angola, com memórias do candomblé em Belém - na webTV Azuelar.

Às 15:30 desta quinta-feira, 25 de junho, o Programa Nengua de Angola entrevista Mametu Deumbanda, trazendo memórias que constroem a história do Candomblé em Belém.

Apresentação Mametu Nangetu. Para participar, acesse http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Produção e pesquisa: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Mametu Vanjule, Tatetu Kalasambe, Tatetu Dianga Moxi, Tatetu Ode Oromi, Táta Dianvula, Táta Kafunlumizo. 

Apoio: - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo. (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

sábado, 18 de abril de 2015

Nós de Aruanda na webTV Azuelar Roda de conversa com JOANA CARMEM MACHADO



Nós de Aruanda na webTV Azuelar

Roda de conversa com a artista
JOANA CARMEM MACHADO
contação de estórias afro-brasileiras
 Ilé Asé Iya Omi Ofá Karé

Apresentação
Luiza Soares Cabral

Produção
Luiza Soares Cabral
Táta Kinamboji (Arthur Leandro)

Realização
Projeto Azuelar - Instituto Nangetu
Ponto de mídia livre

Apoio
Programa de extensão universitária
Mídias educativas de apoio à implantação da Lei
10.639/2003 - Projeto: Produção do Programa
‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’,
poéticas visuais em combate ao racismo.
e Projeto:  Ngomba d’Aruanda: apoio às ações
de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de
Mídia Livre do Instituto Nangetu.
 FAV/ PROEX/ UFPA



Belém/PA
18 de abril de 2015

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Eles (os policiais) tem certeza da impunidade....

Foto Carlos Vera Cruz.


Há cerca de um mês atrás Belém viveu uma noite de terror, uma noite de matança e extermínio de jovens negros. Essa matança ocorreu logo depois do assassinato de um policial e tem fortes indícios que tenha sido praticada por outros políciais por motivação de vingança.
"Eles (os policiais) tem certeza da impunidade".... Esta foi uma das frases emblemáticas de outras tantas registradas no debate sobre o genocídio da juventude negra no programa "Fala Sério, juventude de terreiro no combate ao racismo", os participantes do programa narraram casos de racismo institucional do sistema de segurança pública, narraram casos de abordagens truculentas contra jovens negros, narraram casos de mortes....
O Estado nega o acesso da população negra aos bens públicos que lhes garante o ingresso na sociedade e depois mata a população jovem negra com o argumento de que são bandidos, e a morte foi debatida para muito além do genocídio, o etnocídio que reprime e quer exterminar as tradições de matrizes africanas preservadas em terreiros, também esteve na pauta. e o direito à vida foi relacionado com direito à saúde, educação, cultura, saneamento e todos os direitos de cidadãos. Mas acima de tudo, foi o papel da mídia na construção da imagem negativa da juventude negra que permeou toda esta roda de conversa.
O caminho para a mudança perpassa pela formação política e organização social, aproveitamos o momento para informar da organização de um encontro nacional de juventude de terreiros e propor a formação de uma coordenação no Pará, pois a potência dos terreiros na criação de uma rede de proteção foi o consenso nesta conversa embalada pelos cantos de passarinhos.
O programa é conduzido por Daniel Miranda de Nkosi, e neste debate contou com a participação de Nazaré Cruz, militante da ACIYOMI - Associação Cultural Ile Iyabá Omi e residente no bairro da Terra-Firme, Harrison Lopes, professor e cinegrafista residente no bairro da Terra-Firme, Kota Indembuzile do Mansu Nangetu, Milson Oniletó, Ogã do Ilê Axé Alagbadê Olodumare, em São Luís/ Maranhão e organizador da KIZOMBA - articulação nacional de juventude de terreiro, Don Perna, do Coletivo Casa Preta, e Jorge André Silva.






Programa Fala Sério, juventude
de terreiro no combate ao
racismo debate o genocídio da
juventude negra.
Quinta, 18/12/ 2014, 15h.

Apresentação
Daniel Miranda de Nkosi

Participação
Nazaré Cruz/ ACIYOMI
Kota Indembuzile (Maria Carolina)
Harrison Lopes
Milson Oniletó
Don Perna/ Casa Preta
Jorge André Silva

Equipe técnica e de produção
Táta Kinamboji
Tatetu Ode Oromi
Carlos Vera Cruz
Isabela do Lago
Luiza Soares Cabral

Realização
Instituto Nangetu
Projeto Azuelar
Projeto Kiuá Iobe

Apoio:
REATA – Rede Amazônica de
Povos Tradicionais de Matriz
Africana
PROEX/ UFPA – Pró-reitoria de
Extensão da Universidade
Federal do Pará.




Belém/PA, dezembro de 2014