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domingo, 20 de março de 2016

Rei Congo e a Cabanagem na webTV Azuelar



Rei Congo e a Cabanagem, roda de conversa com João
Lúcio Mazzini da Costa e Mametu Nangetu.
Como parte da celebração do dia da Mãe Doca, o 18 de
março, dia Estadual e Municipal da Umbanda e das
religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará
Captção de imagens e de áudios
Tata Kinamboji
Samili Maria Moreira Silva e Silva
Sibely Nunes
Vitor Gonçalves
Weverton Ruan Rodrigues
Edição/Montagem
Táta Kinamboji
Realização
webTV Azuelar - Projeto Azuelar
 Instituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre
Apoio
REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de
Matriz Africana - rede [aparelho]-:  - Projetos de
extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações
de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia
Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa
‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas
visuais em combate ao racismo - Eu vou navegar na
Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação
Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos
afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14
de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e
da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria
da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona
Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê
Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo
do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e
Toi Jotin. É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas
três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o
racismo e outros preconceitos da época e inaugurou
seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as
divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica,
e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-
religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de
resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no
Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se
tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-
brasileiras.
Belém, março de 2016.crição

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Rei Congo e a Cabanagem, roda de conversa com João Lúcio Mazzini da Costa e Mametu Nangetu.

Como parte da celebração do dia Estadual e Municipal da Umbanda e das religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará, o Instituto Nangetu promove uma série de rodas de conversas para o mês de março, iniciando com o historiador João Lúcio Mazzini da Costa.

Rei Congo e a Cabanagem.
Conversa com João Lúcio Mazzini da Costa e Mametu Nangetu.
Quinta-feira, 17 de março, a partir das 9:30.
Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.
Transmissão pela webTV Azuelar http://www.ustream.tv/channel/azuelar


"Rei Congo e a Cabanagem" é uma conversa sobre a desconhecida história da tomada da cidade de Belém pelos negros trazidos para a Amazônia na condição de escravos, uma insurreição que instalou o reinado do 'Rei Congo' no Grão-Pará em outubro de 1823. A violenta reação dos colonizadores portugueses ao reinado do Congo culmina na chacina das lideranças negras daquela época na ação que ficou na história regional como o episódio da "Tragédia do brigue Palhaço".
Esses fatos históricos são pouco difundidos na atualidade, e a conversa se propõe a destacar o protagonismo do povo negro nas lutas sociais no Grão-Pará, território que hoje se traduz como a Amazônia brasileira, em especial sobre os fatos que resultam na Cabanagem em janeiro 1835.

João Lúcio Mazzini da Costa é historiador e arquivista.




O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin.
É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras.

domingo, 15 de novembro de 2015

Nengua de Angola conversa com Pai Neto de Azile sobre a salvaguarda do Tambor de Crioula no Maranhão.




A conversa aconteceu na manhã do dia 12 de novembro de 2015, logo depois da titulação do carimbó como patrimônio imaterial brasileiro. Pai Neto de Azile falou das vantagens e dos perigos do registro do patrimônio cultural afro-brasileiro e da ameaça de perda de identidade pela ausência de uma política eficaz de salvaguarda que proteja a identidade cultural dos avanços de mercado que lhe deseja como produto cultural.

Programa Nengua de Angola
Apresentação Mametu Nangetu
Conversa com Pai Neto de Azile sobre o registro do
Tambor de Crioula do Maranhão como Patrimônio
Imaterial brasileiro e a política de salvaguarda
desse patrimônio.

Equipe técnica
Samily Maria
Vitor Gonçalves
Weverton Ruan Rodrigues

Edição
Táta Kinamboji

Realização
webTV Azuelar
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre


Apoio
REATA – Rede Amazônica de Tradições de Matriz
Africana
FESCAB - Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-
brasileiras
FONSANPOTEMA-PA - Fórum Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional de Povos
Tradicionais de Matriz Africana
rede[aparelho]-:
Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de
mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia
Livre do Instituto Nangetu;
Projeto  Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’
para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em
combate ao racismo
Projeto Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas
(Ilê Iyabá Omi).
 UFPA-PROEX



Belém/PA

Novembro de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Conversas de mestre, com Nego Banjo.


No domingo 5 e julho vai ter um relato de memória e da hitória das tradições de matriz africana em Belém do Pará pela ótica e experiência de Nego Banjo.
Colaboração de R$10,00 com dirreito á feijoada.
Local: ILÊ ASÉ OMOLU SADÈ - Rodovia Augusto Montenegro, km 23, Pass. Vidal, 15, Icoaraci, Belém/Pa.
Mais informações 91- 999817859 ou 982818442 - Nego Banjo.

A memória da experiência negra em terreiros de matriz africana e a sua relação com a produção artística é a motivação das “Conversas de mestre, histórias cantadas de Nego Banjo”, que, mais do que um relato de vida, podemos dizer que é um ritual de ensinamentos e troca de experiências de vida de um Alagbê nascido em Santo Amaro da Purificação que migrou para Belém nos anos de 1980, e aqui construiu uma rede de músicos que dão continuidade aos rituais de terreiros em Belém, Macapá, Ananindeua, Santarém e em várias outras cidades amazônidas.

Cada história é contada para nos colocar no contexto de criação de suas músicas, músicas que relatam Ivonilo dos Santos, o Nego Banjo, e recontam sua história de vida como uma mitologia ancestral. Cantos de contos de um universo que nos transportam para um passado épico de heroísmo em cruéis lutas por sobrevivência na extrema pobreza, passando por estórias de viagens fantásticas em mundos aparentemente estranhos, até aqueles que nos remetem ao aconchego familiar do aprendizado com mestres e mestras de tradições de matriz africana em sua infância.

Apoio: - Instituto Nangetu - Projeto Azuelar do Instituto Nangetu - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-:  - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo - Eu vou navegar na Casa da Mãe das Águas (Ilê Iyabá Omi). (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Programa Nengua de Angola, com memórias do candomblé em Belém - na webTV Azuelar.

Às 15:30 desta quinta-feira, 25 de junho, o Programa Nengua de Angola entrevista Mametu Deumbanda, trazendo memórias que constroem a história do Candomblé em Belém.

Apresentação Mametu Nangetu. Para participar, acesse http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Produção e pesquisa: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Mametu Vanjule, Tatetu Kalasambe, Tatetu Dianga Moxi, Tatetu Ode Oromi, Táta Dianvula, Táta Kafunlumizo. 

Apoio: - REATA - Rede Amazônica de Povos Tradicionais de Matriz Africana - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projetos de extensão da UFPA: Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu; e Produção do Programa ‘Nós de Aruanda’ para a ‘WebTV Azuelar’, poéticas visuais em combate ao racismo. (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

sábado, 9 de agosto de 2014

Nengua de Angola - Mametu Nangetu entrevista Táta Tauadirá.

Mametu Nangetu entrevistou Táta Tauadirá.
O Candomblé Angola em Belém nos anos de 1980 e 1990 foi o fio condutor desta roda de conversa com Táta Tauadirá (Edson Santana), conversa que celebrou a memória do Rundembo Axé ti Jaciluango, Terreiro fundado por seu pai, Tatetu Walter Torodê, na rua da Estrela no bairro da Pedreira.
Táta Tauadirá falou desde os tempos que sua avó mantinha as tradições da Mina com o culto ao Caboco Zé Raimundo, de sua iniciação com Babá Adaílton em Candomblé de Angola, ainda adolescente, e de sua trajetória na manutenção das tradições herdadas de seu pai e de sua mãe carnal, Mametu Cléa de Iansã.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Programa Nengua de Angola entrevista Táta Tauadirá.


Programa Nengua de Angola entrevista Táta Tauadirá (Edson Santana)
Apresentação Mametu Nangetu
sãbado, dia 09 de agosto de 2014, 17h
http://www.ustream.tv/channel/azuelar

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nangetu realiza roda de conversa sobre novo prêmio do IPHAN e incentiva terreiros a inscrever projetos.


*Debate contou com presença de consultor do órgão que apresentou a premiação voltada à ações de comunidades tradicionais de matriz africana* 

 Na tarde da última terça-feira, dia 18, o Mansu Nangetu abriu suas portas para representantes de outros terreiros e espaços de valorização da cultura negra para uma relevante discussão. O encontro teve como objetivo propiciar o debate sobre a mais nova iniciativa do IPHAN, que lançou recentemente a primeira edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.
Com inscrições até dia 19 de julho, a premiação suscita dúvidas nos que estão interessados em inscrever projeto. Por isso, o Instituto Nangetu solicitou a presença de um consultor do IPHAN para esclarecimento de pontos do edital, o que propiciou um momento de reflexão mais ampla sobre a importância de políticas públicas que possibilitem a valorização e continuidade das atividades geridas por tais entidades.
Estiveram presentes no bate-papo, integrantes do Mansu Nangetu, Terreiro de Umbanda de Ogum Rompe Mata (Mãe Vanda), Rundembo Ngunzo ti Bamburucema (Bruna Raiol), Ilê Axé Raizô Erê (Mãe Oyá Gindê), e o consultor Benedito Souza. Benedito apresentou os detalhes do edital e esmiuçou as características necessárias que cada projeto deve ter, dependendo da categoria na qual deseja concorrer. No debate, foram evidenciadas também algumas problemáticas que apontam para a debilidade da iniciativa, principalmente relacionadas à participação de casas de terreiro no edital.
O prêmio do IPHAN contempla apenas 25 projetos, sendo que cada proponente pode apresentar somente uma proposta. O número é considerado insuficiente, pois trata-se de um edital de cobertura nacional e somente no Pará existem mais de mil Terreiros. Além disso, grande parte dos recursos disponibilizados é destinado à categoria que contempla espaços tombados pelo órgão. No Brasil, o número de terreiros assim classificados não chega nem a dez – sendo que a maioria encontra-se no Estado da Bahia; um no Maranhão e nenhum no Pará.

Apesar das dificuldades encontradas, as entidades que participaram da reunião organizarão projetos para concorrer ao prêmio. Com esta posição, tenta-se afirmar a importância do edital como espaço de demarcação fundamental para o fortalecimento das práticas que fazem destas entidades um ambiente de diálogo entre a sociedade em geral e as manifestações culturais oriundas das comunidades tradicionais de matriz africana.

 Para conhecer o edital, acesse o site do IPHAN.

 Texto/ Fotos: Luiza Cabral, Projeto Ngomba d’Aruanda: apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu/ FAV e GEAM/ UFPA, PROEX/ UFPA.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vozes de África, Moçambique no Mansu Nangetu







Conversa com Antonio Domingos Braço e Albino Jose Eusebio sobre Moçambique.

Programa Vozes de África

Parceira entre Instituto Nangetu e o  Projeto Diálogos em cabana de Caboco/ FCS/ IFCH -  UFPA

Mediação: Prof. João Simões

Debatedores: Mametu Nangetu.  Táta Kinamboji e Isabela do Lago.

Equipe técnica: Táta Kinamboji, Táta Dianvula, Luah Sampaio, Luiza Cabral, Isabela do Lago.

Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia
Aldeya di Tupynambá -- UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral).


webTV Azuelar
Belém, maio de 2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Programação cultural comemora 10 anos do Instituto Nangetu



Rodas de conversa, programas especiais de rádio e webTV, sessão de cinema e oficina de documentário e performance marcam ciclo de atividades do aniversário


Desde que foi fundado, em 1988, o Mansu Nangetu atua a favor da conservação e do fortalecimento da identidade da cultura tradicional de origem Bantu, constituindo um espaço importante de resistência do legado cultural do povo negro africano na cidade de Belém. Seja no cotidiano do terreiro, por meio do respeito às práticas ao culto do Nkisse Nzumbarandá, seja nas iniciativas políticas, são quase 30 anos de atividades que fazem do Nangetu um efervescente ambiente de debates e ações desta luta histórica.

Ao considerar esta trajetória, há muito que se comemorar. Agora, é chegado o momento de celebrar um grande marco desta resistência: os dez anos de criação do Instituto Nangetu, associação que tem como finalidade estreitar laços de confraternização e promover o desenvolvimento socioeconômico da comunidade tradicional de terreiro. E para festejar montamos uma programação especial entre os dias 30 de maio e 12 de junho, com atividades gratuitas e abertas ao público. O ciclo dará início às comemorações de aniversário que se estenderam até maio de 2015, quando o Instituto completa 11 anos de história.

Nesta década, o Instituto Nangetu apropriou-se de ferramentas diversas para o enfrentamento das problemáticas que paulatinamente atingem a comunidade afro-religiosa. As várias possibilidades da arte e a construção de uma comunicação autônoma para o terreiro são pontos fortes deste combate. Desta percepção, surgiram projetos como a Rádio Janela e a Web TV Azuelar e o cine Nangetu, que na programação de aniversário do Instituto ganham destaque com edições especiais.



No ar, webTV e rádio Azuelar!
No dia 31 de maio, sábado, o Programa Vozes da África recebe o pesquisador Antonio Domingos Braço, professor em Moçambique e doutorando da UFPA. A ideia é abrir espaço para uma roda de conversa entre ele, demais pesquisadores da Amazônia e a comunidade de terreiro. No centro do debate, as diferenças e similitudes dos traços culturais africanos que se preservaram em várias comunidades fora do continente de origem. Vozes de África, proposto pelo professor João Simões da Faculdade de Ciências Sociais da UFPA, tem transmissão ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar . Neste mesmo dia, haverá também mais uma edição do programa “A Hora de Zumbá”. Veiculado por uma rádio-janela, a ideia é envolver a comunidade em uma experimentação social da comunicação, centrada no debate entre os diversos agentes que constituem o espaço de terreiro, principalmente os jovens.

Na webTV Azuelar, o lançamento de mais um programa. Focado na produção artística de terreiro, o projeto Nós de Aruanda, que já realizou duas exposições na galeria Theodoro Braga, agora também invade uma das mídias do Instituto Nangetu. A ideia é trazer entrevistas com artistas, para revelar processos criativos e trajetórias que culminaram numa produção poética sobre o universo da cultura tradicional. A estreia do programa “Nós de Aruanda” é dia 8 de junho, domingo, também transmitida ao vivo pela webTV Azuelar pelo link http://www.ustream.tv/channel/azuelar

Diálogos entre cinema e performance no espaço do terreiro
As possibilidades da câmera e do corpo serão o ponto de partida para a imersão "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”. A ideia do encontro é possibilitar o intercâmbio de experiências em múltiplas linguagens (artes visuais, cênicas e audiovisual) entre a comunidade do terreiro e os artistas convidados Wellington Dias, de Macapá, e Renato Vallone, do Rio de Janeiro.

Wellington Dias é artista cênico e visual. Já realizou diversos trabalhos voltados para a performance e teatro e tem como destaque em sua trajetória o projeto “Tecno Barca: Um ateliê-galeria itinerante sobre a terra das águas”, desenvolvido no Arquipélago do Bailique, no litoral do Estado do Amapá, contemplado no Rede Nacional Funarte 2011. Renato Vallone é Cineasta independente há oito anos, começou a carreira na montagem. Atua também como diretor, fotógrafo (câmera) e desenhista sonoro. Realizou diversos curtas-metragens, além de series para tv, web, video-instalações e longas-metragens.

O intercâmbio "Performance  & Cinema Documentário de Invenção”será entre os dias 30 de maio e 1º de junho, a partir das 17 horas. Inscrições devem ser feitas por AQUI.

Festividade para Santo Onofre e Santo Antônio
A programação de 10 anos do Instituto Nangetu será envolvida pela Trezena de Santo Onofre, que ocorre entre os dias 31 de maio e 12 de junho. Trata-se de uma tradição que Mametu Nangetu herdou de sua família materna, e tanto a trezena quanto a festividade já acontece no bairro do Marco há mais de 50 anos. Desde 2011 que a ladainha é comandada por um grupo de rezadores de latim popular do Terreiro Estrela Guia, no bairro da Cidade Velha, grupo já premiado no Edital Micro-Projetos Amazônia Legal pelo resgate da memória das ladainhas em latim caboclo na Amazônia. O grupo é formado por Pai Esmael Tavares, Mãe Maria de Jesus e Cristina Tavares, eles aprenderam praticando a ladainha nas andanças em festividades comunitárias cujo contexto é chamado de catolicismo popular, acompanhando seus pais e avós na fé de seus santos de devoção.

O encerramento fica por conta da festividade para Santo Onofre e Santo Antônio, no dia 12 de junho. Abrindo a quadra comemorativa dos santos juninos, o dia será de festa e programação extensiva no espaço do Mansu Nangetu, contando com sessão especial do Cineclube Nangetu e transmissão dos programas da Rádio Janela Azuelar.

Serviço: Programação em comemoração aos 10 anos do Instituto Nangetu. Entre os dias 30 de maio e 12 de junho. Local: Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 – Marco. Contato: (91)3226759. Veja os horários das atividades no cartaz de divulgação.

Apoio:  Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá – UFPA - PROEX - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - Projeto Ngomba da Aruanda. FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro e bolsista Luiza Cabral – Projeto Cineclube Nangetu (Coordenação Isabela do Lago).

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Nengua de Angola entrevista Mãe Olindina.de Obaluaê.

Mãe Olindina de Obaluaê, carinhosamente tratada no Mansu Nangetu como "Tia Olindina", falou sobre sua iniciação no Terreiro de Tatetu Manoel Rufino, em Salvador, e sua percepção sobre o candomblé em Belém.
 

webTV Azuelar
Nengua de Angola
Apresentação
Mametu Nangetu

Convidada
Mãe Olindina de Obaluaê

Equipe técnica:
Táta Kinamboji
Duda Canto
Isabela do Lago
Luah Sampaio

Projeto Azuelar -
Instituto Nangetu
Ponto de Mídia Livre

Apoio:
ARATRAMA
rede [aparelho]-:
Terreiro de Mina Estrela Guia
Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coord. Prof.  João Simões e Bolsista Luah Sampaio)
Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/UFPA (Coord. Prof. Arthur Leandro)
UFPA-PROEX

Belém/PA, 15/ dez./2013.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Programa Nengua de Angola com memórias do candomblé em Belém na webTV Azuelar.

Às 15h deste domingo, dia 15 de dezembro, o Programa Nengua de Angola entrevista Mâe Olindina de Obaluaê, trazendo memórias que constroem a história do Candomblé em Belém.
Para participar, acesse http://www.ustream.tv/channel/azuelar 





Produção e pesquisa: Mametu Nangetu, Mametu Deumbanda, Mametu Vanjule, Tatetu Kalasambe, Tatetu Dianga Moxi, Tatetu Ode Oromi, Táta Dianvula, Táta Kafunlumizo.

Apoio- Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

XVI Feira Panamazônica do livro lança "Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará".



Lançamento de de livros
- 25/09/2012 - LOCAL: ESTANDE UNAMAZ/NAEA

. Cartografia Social dos Afrorreligiosos em Belém do Pará,

livro organizado pela profa. Camila do Valle e Afrorreligiosos de Belém do Pará; e

. Cartilha da Liberdade, de Mãe Nalva.


Programação de conversas e conferências:

24/09/2012

10H30 - CONFERÊNCIA-HOMENAGEM: Trajetória e Poesia de Léon Gontran Damas

CONFERENCISTA: ROSA ACEVEDO MARIN

. Recitação de poemas do Autor por Kátia Cardela, com fundo musical de percussão.



14H00 - MESA 1: Narrativas de encantados nas teias de territorialidade
DEBATEDORES:

. Cynthia Carvalho Martins (Antropóloga - UEMA);

. José Luís Pinto Jr. (QUILOMBO DE SACOP);

. Pai Luis Tayandô (Associação Cultural Afrobrasileira
de Oxaguiã Acaoã).

MEDIAÇÃO: Marinilce Oliveira Coelho



25/09/2012
10H30/12H00 - MESA 2: Concepções sobre a natureza: o patrimônio imaterial

DEBATEDORES:

. Sérgio Cohn;

. Ernani Chaves (UFPA);

. Camila do Valle (UFRRJ).

MEDIAÇÃO: Rosa Acevedo Marin


14:00H S 16:00H - MESA 3: Amazônia: Literatura, fronteira e memória

DEBATEDORES:

. Willi Bolle (Usp);

. Josebel Fares (Unama);

. Ewerton Francisco dos Santos (UFPA).

MEDIAÇÃO: Rosa Acevedo Marin


domingo, 20 de maio de 2012

Sacertotizas de Candomblé de Angola comandaram o ato religioso em homenagem ao Valmir Bispo.

Na sexta-feira, dia 18 de maio, as sacerdotizas afro-religiosas Mametu Nangetu, Mmetu Muagilê, Mametu Kaianileji e Mametu Kaia Nzambi representaram os Povos Tradicionais de Terreiros em cerimônia inter-religiosa de celebração à memória da vida de luta pela defesa da diversidade cultural de Valmir Bispo dos Santos.
Foram elas que entre banhos e cantigas de rezas de Candomblé de Angola iniciaram a celebração religiosa que deu inicio ao cortejo festivo que culminou no Ato Cultural na praça do Carmo.
Elas explicaram que na cosmologia Afro-Bantu-Amazônica, só se deixa morrer aqueles que permitimos cair no esquecimento, e afirmaram que se depender dos agentes culturais do Pará a memória de Valmir Bispo dos Santos permanecerá viva por muitos anos.
E foi com esse sentimento de perpetuação da memória que os agentes da diversidade das culturas paraenses caminharam para homenagear o parceiro que faleceu no dia 19 do mês de abril, e tudo isso resultou num grande espetáculo em homenagem à memória do amigo...
 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Irmandade dos devotos do glorioso São Sebastião de Cachoeira do Arari visita o Instituto Nangetu

Na quarta-feira, dia 8 de junho, as 19h, o Instituto Nangetu receberá a imagem peregrina de São Sebastião de Cachoeira do Arari. A Imagem Peregrina visita Belém no período de 12.05.2011 – 12.06.2011, acompanhada da Comissão dos Foliões, rezando ladainhas em latim com sotaque caboclo, cantando folias e divulgando a religiosidade e a cultura Marajoara.
A peregrinação se dá nas casas de devotos, órgãos públicos e entidades não governamentais que mantém parcerias com os organizadores, e neste ano dá-nos a honra da visita ao Instituto Nangetu.
A 10ª Peregrinação é organizada pela Irmandade dos Devotos do Glorioso São Sebastião – IDGSS, e a Festa de São Sebastião em Cachoeira do Arari é considerada Patrimônio Cultural do estado do Pará, pela Lei Estadual 7.377 de 06.01.2010. Desde 2004 o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional realiza inventário e está elaborando dossiê visando o Registro no Livro do Tombo das Celebrações do Instituto como Patrimônio Imaterial da Cultura Nacional. Tal estudo já resultou em alguns produtos como: O Filme “O Glorioso” do Cineasta Canadense Garvin Andrews e diversos Livros, CDs e DVDs mostrando a devoção marajoara. A Devoção a São Sebastião sobrevive há séculos no arquipelago do Marajó, num total de 96 manifestações em todos os 16 municípios da região.
A visita acontece no período da Trezena de Santo Onofre e Santo Antônio, tradição mantida há mais de 30 anos por Mametu Nangetu. Para Mametu, essa é uma oportunidade de troca de experiências interculturais e inter-religiosas e, por isso mesmo, um exemplo de investimento ao respeito a diversidade que promove a cultura da paz, além de contribuir para o registro dessa celebração como Patrimônio Imaterial brasilerio.

Veja abaixo o folder com a programação da peregrinação em Belém.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Para quem quer aprender a rezar ladainha em "latim popular".

Foto da ladainha no ano de 2007, a Trezena é uma tradição de família e é mantida por Mametu Nangetu há mais de 30 anos.



O resgate da ladainha popular em latin é a novidade que Mametu Nangetu apresenta para as festividades juninas de 2011.
Um grupo de rezadores de ladainha do Terreiro Estrela Guia, do bairro da Cidade Velha, que é Premiado no Edital MicroProjetos Amazônia Legal, será a grande atração das festividades de Santo Onofre e Santo Antônio, o grupo é formado por Pai Esmael, Mãe Maria de Jesus, Cristina e Maiko, eles aprenderam praticando a ladainha nas andanças em festividades comunitárias cujo contexto é chamado de catolicismo popular, acompanhando seus pais e avós na fé de seus santos de devoção.
Essa parceria entre o Mansu Nangetu e o Terreiro Estrela Guia proporciona também uma curso para o aprendizado de jovens rezadores. É um curso nos moldes das comunidades tradicionais, daqueles onde se ensina do mesmo modo aprendido, que chamamos de 'rodas de fazer junto', ou com o acompanhamento do aprendiz no desenvolvimento do oficio de seu mestre.
A trezena inicia na terça-feria, dia 31 de maio, e os interessados em aprender as rezas e os segredos para manter a tradição das ladainhas em 'latin caboco' podem entrar em contato com Mametu Nangetu para maiores informações, pelos fones 91-88067351 ou 91-81938647.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mãe Doca é homenageada no bloco Maria Quitéria.










Rosa Viveiros, Também conhecida como Navanakoly e como Mãe Doca, era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. (informações e reprodução de imagem de livro de Pai Euclides Talabyan)




Mãe Doca passou pela Aldeia Cabana como referência de luta pela liberadde religiosa. Uma das alas do bloco Maria Quitéria homenageou a resistência de Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.

 
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuva as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tormou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março foi dedicado aos umabandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria de Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria de Araceli Lemos).
Para manter viva a memória da luta de Mãe Doca no carnaval e nas festas populares foi que Mametu Nangetu organizou a ala de Mãe Doca no bloco Maria Quitéria, e no dia 8 de março - dia internacional da mulher - Mãe Doca passou a ser destaque também no carnaval paraense.






Bloco Maria Quitéria e a luta das mulheres brasileiras teve destaque na imprensa paraense.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Reunião com os praticantes de Candomblé da Nação Angola da região metropolitana de Belém para elaborar capítulo do livro do Projeto de Mapeamento.

Quando: 29 de dezembro de 2010. 15h.
Onde: Mansu Nangetu – Tv. Pirajá, 1194 – Marco, Belém/PA.

É uma reunião com os praticantes de Candomblé Angola de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara e de outras cidades próximas, para entrevistar as comunidades e coletar informações a respeito das práticas religiosas do Candomblé de Angola. As informações das entrevistas serão inseridas no livro que será produzido como resultado do Projeto de Mapeamento dos Terreiros Afro-religiosos de Belém do PNCSA/ AFRO-RELIGIOSOS/ IPHAN .
As entrevistas serão conduzidas pelas pesquisadoras Jurandir Novaes, Solange Gayoso e Ray Negrão. e a equipe de pesquisa vai entrevistar a maior quantidade possível de angoleiros das cidades da zona metropolitana - tanto as lideranças quanto os membros de comunidades de terreiros da Nação Angola - para que seja montado coletivamente o capítulo, ou, ao menos as idéias principais que conduzirão o conteúdo das 25 páginas do capítulo do livro que resultará do projeto.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Rituais de Ano Novo - banhos e defumações.


















A comunidade do Mansu Nangetu preparou banhos e defumações para a chegada do novo ano com felicidade, prosperidade, saúde e amor.

As ervas utilizadas nos preparados de banhos e defumações foram coletadas na mata da comunidade da Irmandade dos Rosário, que fica na margem do igarapé do Pato Macho, em Ananindeua, e onde as duas comunidades desenvolvem o projeto "Magia de Jinsaba - sem folhas não tem ritual", um projeto de preservação ambiental e cultivo de plantas medicinais, aromáticas e de uso ritualístico.

Depois de coletadas na mata foram cuidadosamente selecionadas para a composição do "banho de descarrego", o "banho da felicidade", e o "banho da prosperidade", rituais da religiosidade afro-amazônica que Mametu Nangetu faz questão de preservar. Para ela, manter o ritual de preparação dos ambientes e do corpo para receber o ano novo atrai boas energias e contribui para que o ano que entra se transforme em um período de grandes realizações.

A partir desta segunda-feira, 27 de dezembro de 2010, o Mansu Nangetu recebe os membros da comunidade, amigos e demais interessados em particiopar dos rituais.


Agendamentos podem ser feitos pelo telefone 91-32267599.

Ervas e sementes são coletadas nas matas para preparação dos banhos.