| Conselheir@s paraenses no Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras. |
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
domingo, 15 de abril de 2012
Plenária do Fórum Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos Tradicionais de Tereiros do Pará.
| Reuinião ampliada da coordenação do Fórum no IPHAN em 13/4/2012 |
1. Informes;
2. Organização dos eventos propostos;
3. O que ocorrer.
Mametu Nangetu, Mãe Nalva de Oxum e Babá Tayandô
Coordenadores.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Mametu Nangetu e Mametu Muagilê negociaram com a SEJUDH-PA a regularização de Terreiros como Templos Afro-religiosos.
Nesta terça-feira (20) pela manhã o Secretário de Estado da Justiça e Direitos Humanos, Dr. José Acreno Brasil Jr., recebeu Mametu Nangetu e Mametu Muagilê, representantes do Candomblé de Angola (sociedade civil organizada) no Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em uma reunião cuja pauta foi políticas públicas afirmativas para os povos tradicionais de terreiros do Estado do Pará.
As duas conselheiras levaram a questão da legalização juridica dos Terreiros como Templos Afro-religiosos como a necessidade mais urgente a ser atendida, e apresentaram ao secretário as ações do FORUMPUAR - Fórum Paraense de Umbandistas e Afro-Religiosos - infoprmando que as organizações dos terreiros já haviam buscado parceria com o Grupo de Estudos Afro-Amazônicos GEAAM/UFPA e com a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA, para iniciar um processo de legalização jurídica dos terreiros, e comunicaram ao secretário que que já haviam iniciado uma conversa nesse sentido com o governo anteiror e que 18 terreiros haviam apresentado a documentação nencessária para que a Comissão de Igualdade Racial da OAB-PA iniciasse o processo que já tramita na Ação Social Integrada do Palácio do Governo - ASIPAG.
Durante a reunião, foi acordado que a Sejudh promoverá a regularização jurídica de seis terreiros Afro-religiosos e de Umbanda. “Com esse trabalho (legalização), poderemos fortalecer essas comunidades para que estas possam captar recursos. Outra articulação da Sejudh será destinada a promover um seminário para destacar a importância da não discriminação desses povos, e valorizar a colaboração que essas comunidades tem na questão social. Afinal, estas atuam no acolhimento de pessoas que estão mais vulneráveis, como: crianças, adolescentes, homossexuais, mulheres vítimas de violência”, explica.
A Secretaria pretende articular ainda a legalização de mais 20 terreiros. Esse processo de legalização já representa uma grande conquista para essas comunidades, já que representantes como Mametu Nangetu afirmam sofrer com o preconceito dos segmentos fundamentalistas cristãos. “Nós passamos por discriminações pelo desconhecimento da sociedade diante da nossa cutura. O nosso povo tem direitos também”, ressalta ela.
O desconhecimento sobre os Povos Tradicionais de Terreiros foi apontado como dado que dificulta a elaboração de políticas públicas para os afro-religiosos, Mametu Muagilê ressaltou que tanto o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome quanto o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia haviam realizado mapemento recente nos terreiros, e que pelas informações obtidas na zona metropolitana de Belém é possível estimar que os Povos de Terreiros representam entre 7,5 e 10% da população da capital paraense, e Mametu Nangetu acrescentou que esses dados só serão precisos quando o IBGE tratar da nossa população com seriedade e fizer as perguntas sobre o nosso povo no formuleario padrão dos próximos censos.
Texto: Táta Kinamboji/ Projeto Azuelar - Insituto Nangetu/ Ponto de Mídia Livre.
Fontes: Mametu Nangetu e Ascom Sejudh
sábado, 24 de setembro de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
ALEPA entrega Comenda Mãe Doca de Mérito Afro-regioso.
Os homenageados foram esciolhidos pelas bancadas de cada partido. Dos 16 partidos representados na Assembléia Legislativa do Estado do Pará, 5 se negaram a entregar comendas a Afro-religiosos, o que revela o racismo estrutural que sustenta a intolerância religiosa na sociedade brasileira.
O Instituto Nangetu parabeniza todos os homenageados, e também declara que reconhece o trabalho de tantos outros que muito contribuem para a valoração positiva das religiões de matrizes africanas na Amazônia, esperando que nos anos que se seguirem a ALEPA conceda novas comendas sem a recusa de bancadas de participar dessa homenagem merecida.
O Instituto Nangetu parabeniza todos os homenageados, e também declara que reconhece o trabalho de tantos outros que muito contribuem para a valoração positiva das religiões de matrizes africanas na Amazônia, esperando que nos anos que se seguirem a ALEPA conceda novas comendas sem a recusa de bancadas de participar dessa homenagem merecida.
| Pioneiro, presidiu a sessão especial |
| Bernadete Ten Caten autora do projeto. |
| Amilton Barreto representou Babá Edson Catendê |
| Pai Esmael recebendo a comenda |
| Mãe Lulu, do terreiro centenário Dois Irmãos |
| Babá Tayando |
| Mãe Nalva, da rede saúde nos terreiros |
| Pai Orlando Bassu, referência de Tambor de Mina |
| Mametu Nangetu, referência de candomblé de Angola. |
| Walmir de Oxossi |
| Todas as lideranças que receberam a comenda. |
sábado, 26 de março de 2011
II CAMINHADA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA "FÉ E RESISTÊNCIA".
Mametu Nangetu chama o 'povo do santo' para juntos fazermos a II Caminhada Estadual Pela Liberdade Religiosa.
Publicamos abaixo as mensagens das lideranças de Comunidades de Terreiros em prol da caminhada.
II CAMINHADA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA "FÉ E RESISTÊNCIA".
*"A VIOLÊNCIA RELIGIOSA INVADIU A PROPALADA "ERA DOS DIREITOS",E SE INSTALOU AINDA EM PLENO SÉCULO XXI.ESSA FORMA DE VIOLÊNCIA,É UMA DAS QUESTÕES CENTRAIS DO PRESENTE SÉCULO,CONFLITOS DE NATUREZA ÉTNICA E RELIGIOSA,AINDA PERSISTEM NOS DIAS DE HOJE,É SURPREENDENTE VERIFICAR QUE PESSOAS SÃO ESPANCADAS,PERSEGUIDAS E EM ALGUNS CASOS,MORTAS,SIMPLESMENTE POR PRATICAREM RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA,E O MAIS ABSURDO,É QUE VIVEMOS NUM PAÍS DEMOCRÁTICO,LAICO,E COMPROMETIDO INTERNACIONALMENTE COM A PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS,NO ENTANTO,OS SEUS CIDADÃOS AFROS-DESCENDENTES OU AFROS-RELIGIOSOS SÃO PASSÍVEIS DE UMA PERSEGUIÇÃO VELADA E DISSIMULADA,COM RESTRIÇÕES AOS DIREITOS ECONÔMICOS,SOCIAIS,E CULTURAIS.POR VEZES O ACESSO AO MERCADO DE TRABALHO,E AOS CARGOS PÚBLICOS,OU A CONQUISTA DE UM SIMPLES DIPLOMA,PODEM CUSTAR O SACRIFÍCIO DA CONSCIÊNCIA"(.KÁTIA HADAD.)
"A VERDADEIRA LIBERDADE É PODERMOS TUDO POR NÓS."(MICHEL DE MONTAIGUE)
""SÓ É DIGNO DA LIBERDADE,COMO DA VIDA,AQUELE QUE SE EMPENHA EM CONQUISTÁ-LA".(JOHANN GOETHE)
""MAIS VALE UMA TEMPESTUOSA LIBERDADE,DO QUE UMA TRANQUILA ESCRAVIDÃO'(FAUZI ARAP)
""QUEM SABE DE QUE NEGRAS RAÍZES SE ALIMENTA A LIBERDADE DE UM HOMEM".(CLARICE LISPECTOR).
II CAMINHADA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA FÉ E RESISTÊNCIA".
CONCENTRAÇÃO ÀS 9HS DA MANHÃ NA ESCADINHA EM FRENTE A PRAÇA PEDRO TEIXEIRA,NESTE DOMINGO 27/03/2011.
REALIZAÇÃO:INTECAB/PA E COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS.
ATENCIOSAMENTE.
MAMETU KAIA ONILEGI(KÁTIA HADAD).
DIRETORIA SOCIAL DO INTECAB/PA.
INTECAB /PARÁ (*)
É com satisfação e orgulho que o INTECAB /PARÁ – Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afrobrasileira – e as Comunidades Tradicionais de Terreiros lançam a II Caminhada pela Liberdade Religiosa. A ação configura-se como o pontapé inicial de uma campanha de conscientização e defesa da liberdade de crença e contra a intolerância religiosa.
Este é um assunto que diz respeito às religiões, mas também diz respeito a todos os defensores da cidadania e dos direitos fundamentais da pessoa humana.
A liberdade de crença é um direito assegurado na Constituição Federal, que necessita urgentemente de validade prática, de modo que toda e qualquer crença ou religião possa ser exercida num contexto de respeito, paz e compreensão.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 18 determina que a intolerância religiosa ofende a dignidade da pessoa humana e é uma grave violação dos direitos humanos.
O primeiro passo nessa luta deve ser conhecer os direitos, divulgá-los e conscientizar as pessoas e a sociedade.
Segundo o IBGE, o povo brasileiro professa várias religiões. Há também os ateus, que pagam impostos como os fiéis e merecem toda a consideração e respeito.
Todos devem ter o direito de praticar sua crença de acordo com seus costumes, tradições e valores. E o Estado tem a obrigação de manter a paz social, a compreensão e respeito mútuo entre as várias denominações religiosas.
De outra parte, a intolerância e a discriminação que há séculos perseguem as religiões de matiz africana representam uma das faces mais perversas do racismo brasileiro.
As religiões indígenas, o judaísmo, o islamismo, o espiritismo, o budismo e outras religiões que no Brasil podem ser consideradas “minoritárias”, também são vítimas de discriminação.
No passado, a própria lei discriminava e punia qualquer manifestação religiosa que diferisse da religião então considerada oficial. No presente, a lei determina a igualdade de todas as religiões, mas, na prática muitas são as violações de direitos.
Juntos, unidos, podemos fazer com que a lei tenha validade na prática. A lei vale para todas as religiões. Discriminação religiosa é crime. E não haverá democracia plena no Brasil enquanto houver ofensas e discriminação de ordem social e cultural, baseada em religião ou crença.
Dia 27 de março de 2011
9 horas na escadinha do Veo-o-Peso, Belém/Pará
Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afrobrasileira
Publicamos abaixo as mensagens das lideranças de Comunidades de Terreiros em prol da caminhada.
II CAMINHADA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA "FÉ E RESISTÊNCIA".
*"A VIOLÊNCIA RELIGIOSA INVADIU A PROPALADA "ERA DOS DIREITOS",E SE INSTALOU AINDA EM PLENO SÉCULO XXI.ESSA FORMA DE VIOLÊNCIA,É UMA DAS QUESTÕES CENTRAIS DO PRESENTE SÉCULO,CONFLITOS DE NATUREZA ÉTNICA E RELIGIOSA,AINDA PERSISTEM NOS DIAS DE HOJE,É SURPREENDENTE VERIFICAR QUE PESSOAS SÃO ESPANCADAS,PERSEGUIDAS E EM ALGUNS CASOS,MORTAS,SIMPLESMENTE POR PRATICAREM RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA,E O MAIS ABSURDO,É QUE VIVEMOS NUM PAÍS DEMOCRÁTICO,LAICO,E COMPROMETIDO INTERNACIONALMENTE COM A PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS,NO ENTANTO,OS SEUS CIDADÃOS AFROS-DESCENDENTES OU AFROS-RELIGIOSOS SÃO PASSÍVEIS DE UMA PERSEGUIÇÃO VELADA E DISSIMULADA,COM RESTRIÇÕES AOS DIREITOS ECONÔMICOS,SOCIAIS,E CULTURAIS.POR VEZES O ACESSO AO MERCADO DE TRABALHO,E AOS CARGOS PÚBLICOS,OU A CONQUISTA DE UM SIMPLES DIPLOMA,PODEM CUSTAR O SACRIFÍCIO DA CONSCIÊNCIA"(.KÁTIA HADAD.)
"A VERDADEIRA LIBERDADE É PODERMOS TUDO POR NÓS."(MICHEL DE MONTAIGUE)
""SÓ É DIGNO DA LIBERDADE,COMO DA VIDA,AQUELE QUE SE EMPENHA EM CONQUISTÁ-LA".(JOHANN GOETHE)
""MAIS VALE UMA TEMPESTUOSA LIBERDADE,DO QUE UMA TRANQUILA ESCRAVIDÃO'(FAUZI ARAP)
""QUEM SABE DE QUE NEGRAS RAÍZES SE ALIMENTA A LIBERDADE DE UM HOMEM".(CLARICE LISPECTOR).
II CAMINHADA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA FÉ E RESISTÊNCIA".
CONCENTRAÇÃO ÀS 9HS DA MANHÃ NA ESCADINHA EM FRENTE A PRAÇA PEDRO TEIXEIRA,NESTE DOMINGO 27/03/2011.
REALIZAÇÃO:INTECAB/PA E COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIROS.
ATENCIOSAMENTE.
MAMETU KAIA ONILEGI(KÁTIA HADAD).
DIRETORIA SOCIAL DO INTECAB/PA.
INTECAB /PARÁ (*)
É com satisfação e orgulho que o INTECAB /PARÁ – Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afrobrasileira – e as Comunidades Tradicionais de Terreiros lançam a II Caminhada pela Liberdade Religiosa. A ação configura-se como o pontapé inicial de uma campanha de conscientização e defesa da liberdade de crença e contra a intolerância religiosa.
Este é um assunto que diz respeito às religiões, mas também diz respeito a todos os defensores da cidadania e dos direitos fundamentais da pessoa humana.
A liberdade de crença é um direito assegurado na Constituição Federal, que necessita urgentemente de validade prática, de modo que toda e qualquer crença ou religião possa ser exercida num contexto de respeito, paz e compreensão.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, no artigo 18 determina que a intolerância religiosa ofende a dignidade da pessoa humana e é uma grave violação dos direitos humanos.
O primeiro passo nessa luta deve ser conhecer os direitos, divulgá-los e conscientizar as pessoas e a sociedade.
Segundo o IBGE, o povo brasileiro professa várias religiões. Há também os ateus, que pagam impostos como os fiéis e merecem toda a consideração e respeito.
Todos devem ter o direito de praticar sua crença de acordo com seus costumes, tradições e valores. E o Estado tem a obrigação de manter a paz social, a compreensão e respeito mútuo entre as várias denominações religiosas.
De outra parte, a intolerância e a discriminação que há séculos perseguem as religiões de matiz africana representam uma das faces mais perversas do racismo brasileiro.
As religiões indígenas, o judaísmo, o islamismo, o espiritismo, o budismo e outras religiões que no Brasil podem ser consideradas “minoritárias”, também são vítimas de discriminação.
No passado, a própria lei discriminava e punia qualquer manifestação religiosa que diferisse da religião então considerada oficial. No presente, a lei determina a igualdade de todas as religiões, mas, na prática muitas são as violações de direitos.
Juntos, unidos, podemos fazer com que a lei tenha validade na prática. A lei vale para todas as religiões. Discriminação religiosa é crime. E não haverá democracia plena no Brasil enquanto houver ofensas e discriminação de ordem social e cultural, baseada em religião ou crença.
Dia 27 de março de 2011
9 horas na escadinha do Veo-o-Peso, Belém/Pará
Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afrobrasileira
sexta-feira, 25 de março de 2011
"A luta não acaba com a aprovação da Lei, temos que fazer a Lei valer"
O Fórum de Umbandistas e Afro-religiosos do Pará - FORUMPUAR, não deixou o 18 de março passar em brancas nuvens, e realizou uma programação em homenagem àa Iyás e Iyalodês.
No acolhimento aos presentes, Mametu Nangetu explicou que para a comemoração do dia 18 de março o Instituto Nangetu propôs ao FORUMPUAR este coquetel e a roda de conversa para as mulheres de terreiro, e que comemorava as duas datas no mesmo evento - o dia internacional da mulher e o dia da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros, saudou as "grandes mães" protetoras e transmissoras de Ngunzo e de Axé.
Lideranças da Confederação das Mulheres do Brasil trouxeram para a conversa as questões atuais da luta por igualdade de oportunidade entre os gêneros, e a Iyá Sandra Fonseca de Oxum, da AFAIA, relacionou as lutas à força das divindades femininas afro-brasileiras.
"A luta não acabou com a aprovação da Lei, temos que fazer a Lei valer!", foi com essa frase que a ex-deputada estadual e militante, Araceli Lemos, terminou sua explanação sobre as conquistas de igualdade de gênero e outras lutas femininas na roda de conversa em homenagens para as Iyás e Iyalodês, realizada pelo Fórum dos Umbandistas e Afro-religiosos do Estado do Pará.
Entre outros exemplos, ela se reportou à Lei Maria da Penha e às tentativas de abrandar as penas previstas, citou diversos casos de violência doméstica ocorridos em Belém e o descaso com que eram tratados nas delegacias de polícia antes da Lei Maria da Penha.
Araceli é a autora do projeto que resultou na Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004, que dedica o 18 de março a Umbanda e aos Cultos Afro-brasileiros no Estado do Pará, e ressaltou a presença das mulheres como Mãe Doca na liderança dos movimentos sociais, assim como a importância das atuais lideranças femininas à frente das comunidades de terreiros que assumem o protagonismo da luta pela cidadania e pelos direitos humanos para a população dos terreiros em nosso estado.
Para ela, esta é outro exemplo de Lei a que depende da insistência e da vontade popular para vir a ter efeito, e destacou a importância da programação realizada pelas comunidades de terreiro em memória de Mãe Doca, para ela é uma excelente forma de perpetuar a memória de Mãe Doca e de tornar a Lei conhecida da populaçnao.
O evento em memória de Mãe Doca ainda contou com um coquetel regional e sessão dupla no cineclube, com a exibição dos filmes "Até Oxalá vai à guerra - uma história de racismo e intolerância religiosa", que reacendeu a necessidade da luta pela liberdade; e "Ojú Onà", que promoveu uma interessante conversa sobre potência do cinema como ferramenta de combate ao racismo e à intolerância religiosa.
Maysa Almeida, da CEPIR/SEJUDH, prestigiou o evento
| Araceli Lemos falou das lutas das mulheres |
| Até Oxalá vai a guerra e a luta por liberdade |
| Oju onå e o cineclubismo afro-brasileiro |
quarta-feira, 9 de março de 2011
Mãe Doca é homenageada no bloco Maria Quitéria.
Rosa Viveiros, Também conhecida como Navanakoly e como Mãe Doca, era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. (informações e reprodução de imagem de livro de Pai Euclides Talabyan)
Mãe Doca passou pela Aldeia Cabana como referência de luta pela liberadde religiosa. Uma das alas do bloco Maria Quitéria homenageou a resistência de Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.

Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuva as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tormou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março foi dedicado aos umabandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria de Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria de Araceli Lemos).
Para manter viva a memória da luta de Mãe Doca no carnaval e nas festas populares foi que Mametu Nangetu organizou a ala de Mãe Doca no bloco Maria Quitéria, e no dia 8 de março - dia internacional da mulher - Mãe Doca passou a ser destaque também no carnaval paraense.
Bloco Maria Quitéria e a luta das mulheres brasileiras teve destaque na imprensa paraense.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Memória da reunião do Fórum de Afro-religiosos do Pará
A reunião do dia 3/3 ratificou as diretrizes da programação e fêz os ajustes na programação. Fotos do dia 3 de março.

Convocamos todos os interessados para participar da próxima reunião do Fórum de Afro-religiosos a ocorrer no Mansu Nangetu (Pirajá, 1194- Belém) no dia 3 de março, quinta-feira, as 17h.
Convocamos todos os interessados para participar da próxima reunião do Fórum de Afro-religiosos a ocorrer no Mansu Nangetu (Pirajá, 1194- Belém) no dia 3 de março, quinta-feira, as 17h.
Memória da reunião
Estavam presentes: Mametu Nangetu, Táta Kinamboji, Tatetu Kalasambi, Muzenza Dandauamaze, Muzenza Ngangamuxi (Instituto Nangetu); Mãe Maria de Jesus do Terreiro Estrela Guia; Iya Sandra (AFAIA); Pai Lauro, Socorro (terreiro de?), Selma Brito (colaboradora) e Pai Brasil, que teve que sair logo no início da reunião. Terminada a reunião recebemos a justificativa de ausência de Babá Edson Catendê, que declarou que não pode estar presente por estar momentâneamente vítima de uma virose.
Iniciando a reunião, foi aberto para informes.
- Mametu Nangetu e Táta Kinamboji apresentaram um relato das discussões em torno das promessas do MinC de realizar um seminário nacional para definir ações e diretrizes para implantar políticas públicas direcionadas para as culturas de comunidades tradicionais de terreiros.
- Mãe Jesus informou que no dia 19 de março o Terreiro Estrela Guia faz festa para Don José.
- Selma informou que encontrou com o Dr. Jorge Farias, da OAB, e que perguntou sobre o processo que foi resultado daquela mobilização para a legalização de terreiros, e que o mesmo a informou que ainda não há novidades em relação a esse processo.
Aberta a discussão para a pauta do 18 de março, que tem como marco legal a Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria de Ildo Terra); e Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria de Araceli Lemos).
- organização da programação do dia 18 de março de 2011;
- unificação das programações isoladas;
- o que ocorrer.
Táta Kinamboji relatou a conversa via facebook com o Babá Edson Catendê que resultou na convocação do Fórum para a construção da programação do 18 de março, disse que o que já tinha programando pelo Instituto Nangetu e pela AFAIA (resultado da conversa anterior) e ainda foi acrescentados os eventos informados ou proposto pelos presentes, a programação ficou assim:
Dia 04 de março – Cineclube Nangetu, filme: Atlântico Negro – na rota dos Orixás, local: Instituto Nangetu (Pirajá, 1194 – Marco), inicio as 19h. (Proposta do Instituto Nangetu)
Dia 08 de março – Bloco das mulheres - Cortejo carnavalesco na Aldeia Cabana (Pedro Miranda esquina da Perebebui), concentração as 15h. Mametu Nangetu explicou que participou de reunião da confederação das mulheres, que a confederação está organizando um bloco que se chama “Bloco Maria Quitéria”e o bloco será dividido em 'alas' que homenageiam mulheres de destaque nas artes, na política, na luta por direitos e etc. Que nesse reunião propôs que se fizesse também uma homenagem a Mãe Doca, o que foi aceito, e disse que precisava de uma imagem de Mãe Doca para a confecção do banner que vai identificar a mulher afro-religiosa na luta contra a intolerância religiosa. Para participar da ala, homens e mulheres devem estar vestidos à caráter com seus trajes religiosos. Mametu informou que Maria Felipa, líder na luta dos quilombolas, também será homenageada. (Proposta do Instituto Nangetu)
Dia 11 de março – Cineclube Nangetu, filme com temática afro-religiosa - titulo a definir -, local: Instituto Nangetu (Pirajá, 1194 – Marco), inicio as 19h. (Proposta do Instituto Nangetu)
Dia 13 de março – Caminhada na Praça da República, começando na banca do CEDENPA (esquina da Av. Nazaré com a Assis de Vasconcelos) e terminando em Ato Político e cultural no anfiteatro da praça. (Proposta da AFAIA)
Dia 18 de março – Homenagem às Iyas e Iyalodes, Local: Insituto Nangetu (Pirajá, 1194 - Marco), a partir das 16h. Programação: roda de conversa sobre a condição da mulher afro-religiosa na sociedade brasileria. Participação: lideranças femininas de comunidades tradicionais de terreiros, debatedora: Araceli Lemos - o convite e a articulação com a Araceli será feito pela Iyá Sandra - , coquetel, apresentações culturais e confraternização. (Proposta do Instituto Nangetu)
Dia 18 de março – Cineclube Nangetu, filme com temática afro-religiosa - titulo a definir -, local: Instituto Nangetu (Pirajá, 1194 – Marco), inicio as 19h. (Proposta do Instituto Nangetu)
Dia 19 de março – Toque para Don José, local: Terreiro da Estrela Guia (Rua Cesário Alvim, 391 - entre Breves e Estrada Nova - Cidade Velha), início as 20h. (Proposta do Terreiro Estrela Guia).
Dia 25 de março – Cineclube Nangetu, filme com temática afro-religiosa - titulo a definir -, local: Instituto Nangetu (Pirajá, 1194 – Marco), inicio as 19h. (Proposta do Instituto Nangetu)
Data não definida – Lançamento da cartilha produzida pela AFAIA local a definir (Proposta da AFAIA)
Data não definida – Caminhada de combate a intolerância religiosa. Mametu Nangetu informou que o INTECAB-PA está organizando uma caminhada de combate a intolerância religiosa, disse que não sabe a data e nem o percurso, mas que considera importante juntar a caminhada na programação geral, disse que vai procurar a coordenação estadual da entidade e repassar as informações de data e local pela internet.
Data não definida – Discussão de proposta de Lei de proteção aos rituais de religiões de matrizes africanas, local: AFAIA (Rod. Augusto Montenegro, Conj Maguary, Al. 24, n. 86 – Icoaraci). (proposta de Iyá Sandra)
Indicativo de data para 22 de março – Sessão solene na Câmara de vereadores (Tv. Curuzú, 1755 – Marco), horário a definir (Proposta de Mametu Nangetu)
Indicativo de data para 23 de março – Sessão solene na ALEPA – Assembléia Legislativa do Pará (Rua do Aveiro, 130, Pça Don Pedro Ii - Cidade Velha), horário a definir (Proposta de Mametu Nangetu)
Encaminhamentos:
Cada organização faz os encaminhamentos dos eventos propostos por elas.
Iyá Sandra vai em nome do Fórum protocolar solicitação de sessão solene ao deputado Edmilson Rodrigues e também convidar e fazer as articulações necessárias para a participação da Araceli Lemos na homenagem as Iyas e Iyalodes.
Mametu Nangetu vai em nome do Fórum protocolar solicitação de sessão solene ao deputado Edilson Moura.
Ngangamuxi vai em nome do fórum protocolar solicitação de sessão solene ao vereador Marquinho.
Táta Kinamboji vai em nome do Fórum pedir apoio para a CEPPIR/SEJUDH.
A equipe do projeto Azuelar do Instituto Nangetu vai providenciar panfletos de divulgação da programaçnao para circulação na internet, com indicativo de usar imagem de Mãe Doca como imagem de divulgação.
Todos ficaram responsáveis de convocar outros interessados para finalizar a programaçnao em reunião ampliada do Fórum dos Afro-religisos do Pará para o dia 3 de março, quinta-feria, as 17h no Mansu Nangetu.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Memória da reunião do Fórum de Afro-religiosos do Estado do Pará (Campanha “Quem é de Axé, deiz que é”).
A reunião teve a participação de 27 membros de Comunidades Tradicionais de Terreiros e começou com uma rodada de apresentações que teve como objetivo a interação das pessoas que estavam participando do Fórum pela primeira vez com aqueles que já se reúnem há mais tempo.
Em seguida Mametu Nangetu fez um relato sobre a sua participação no seminário de capacitação de servidores de ouvidoria e corregedorias do Sistema de Segurança Pública do Pará, e o Fórum avaliou que participar desses eventos é muito importante para a campanha da auto-declaração - “Quem é de Axé, deiz que é”, pois contribui para a humanização do sistema de segurança ao mesmo tempo em que dá visibilidade e atribui valorização positiva para a religiosidade afro-amazônica.
Mametu continuou com a palavra e falou do "Ato Cultural Político e Religioso de Combate à Intolerância aos Afro-religiosos" que acontecerá no dia 24 de setembro entre as 14 e as 17 horas no Cinema Olympia, e que as 17h haverá uma caminhada pelo calçadão do largo da Pólvora, na praça da República, que culminará com uma concentração Afro-religiosa na esquina da Rua da Paz com a Av. Presidente Vargas – ali em frente ao Bar do Parque, e que é importante levarmos faixas e cartazes e ficarmos concentrados enquanto o trânsito estiver intenso naquela esquina.
Disse que a proposta é trabalhar com as seis Nações Afro-Amazônicas de maior presença na cidade, e que a idéia é realizar apresentações das práticas rittualísticas e das Culturas produzidas pelas Comunidades Tradicionais de Terreiros e que tudo será conduzido para rodas de conversas e de interação com o público. As nações são: Angola, Tambor de Mina, Jeje, Pajelança, Umbanda, e Ketu. e o evento está sendo realizado em parceria e colaboração com o PNCSA, o IÁGUA, a UFPA, o IPHAN e o Ministério da Cultura. Houve manifestações de várias lideranças de terreiros afirmando a necessidade de criarmos situações de visibilidade social para as nossas causas e, então, a plenária do Fórum, que já tinha abraçado o evento para si na reunião passada, se auto-convocou para o Cinema Olympia na sexta-feira 24 de setembro as 14h, com a indicação de que as comunidades se preparem para mostrar sua produção cultural e, com os limites necessários da preservação do sagrado, também algumas práticas ritualísticas que possam acontecer naquele cinema e na Praça da República.
Nesse momento a plenária do Fórum voltou a discutir o resultado do Edital Microprojetos Mais Cultura para a Amazônia Legal, e Táta Kinamboji louvou a presença do Babá Kitalamy (Antônio Ferreira) e disse que era importante a presença dele, que é suplente no CNPC (Conselho Nacional de Políticas Culturais) e participou da Comissão de Seleção do Edital estar presente na reunião, e em seguida prestou contas dos encaminhamentos que lhe couberam na reunião passada: disse que teve uma reunião com o Delson Cruz, da representação Regional Norte do MinC, quando protocolou dois documentos em nome do Fórum e leu os documentos para os presentes, e repassou para a plenária os procedimentos que o Delson, que também fêz parte da comissão, havia lhe explicado terem sido adotados para a avaliação dos projetos. Disse que o próprio Delson reconheceu que aconteceram “gargalos” que resultaram em situações como a que as Comunidades Tradicionais de Terreiros do Estado do Pará estavam reclamando, entretanto que as situações que geraram tais problemas não eram fruto de deliberações do Ministério da Cultura, mas de circunstâncias no decorrer do processo
. Táta Kinamboji terminou dizendo que ele mesmo não acredita na hipótese de deliberação de exclusão dos projetos das culturas de Comunidades de Terreiro, mas que era necessário reclamar quando isso acontecesse para que se alertasse os gestores para que estes possam intervir em futuras ações de fomento das culturas em que a diversidade da produção cultural possa ser realmente contemplada.
Babá Kitalamy tomou a palavra e fez um relato de sua militância e do processo que culminou com sua participação no CNPC como suplente para as culturas afro-brasileiras. Continuou falando de sua conduta pessoal e disse que no caso específico desse edital nem beneficiou e nem tampouco prejudicou ninguém, que não havia feito lobby pró, ou contra, nenhum projeto, comunidade ou setor das culturas, e que se sentia ofendido com as especulações em torno de seu nome por conta do resultado do edital. Uma calorosa discussão polarizada entre Táta Kinamboji e Babá Kitalamy se instalou nesse momento, com troca de acusações e relatos de diferença de posturas quando na defesa de propostas/projetos de seus pares. A discussão terminou com a intervenção de Babá Edson Catendê da Iyalorixá Nalva de Oxum, que conseguiram acalmar os ânimos para a plenária poder concluir a análise da situação. Mãe Nalva disse que também era conselheira nacional e que sabia das dificuldades de comunicação com as comunidades, disse que por vezes não havia tempo de reunir e discutir as situações vivenciadas com a comunidade e que era necessário estreitarmos os laços de conversas para que as atuação do representante refletisse os anseios da comunidade 
. Babá Edson apaziguou o debate dizendo que não era o caso de apontar culpados, mas que também precisávamos estar atentos aos mecanismos sutis de discriminação - nesse momento foi lembrado que mesmo entre os militantes do movimento negro havia situações em que nos sentíamos discriminados -, e que era preciso que todos os afro-religiosos que assumissem cargos de representação, principalmente a representação da sociedade civil em conselhos e comissões, tivessem argumentos para defender o contexto de produção cultural das nossas comunidades com o objetivo da inclusão dos povos de terreiro nas políticas públicas municipais, estaduais e federais.
Mãe Janeth propôs que o Forum se reunisse para a discussão de assuntos específicos, como a saúde, a educação, a cidadania, a segurança pública, a cultura e outros assuntos de interesse. Disse que acredita na potência dessas rodas de conversa também para o empoderamento dos povos de terreiros para enfrentar situações de discriminação vividas no dia-a-dia e para o aprimoramento dos discursos quando no debate com as autoridades competentes em todos os níveis. A proposta foi acatada e, pelo adiantado da hora, o assunto ficou para o debate em reuniões futuras.
Nesse momento Babá Edson Catendê encerrou a reunião e lembrou a todos que é preciso empenho na mobilização para o Ato do dia 24 de setembro.
Texto e fotos de Táta Kinamboji/ Arthur Leandro – Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu – Ponto de Mídia Livre/ 2009.
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