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domingo, 27 de março de 2016

Manifesto contra o racismo religioso.

Em 20 de março as autoridades de comunidades de terreiro foram às ruas de Belém pelo respeito ao sagrado de matriz africana, em ato organizado pelo INTECAB-PA e organizações parceiras.

Consideramos muito grave a violência que se acentua por ódio religioso contra as tradições de matriz africana no Brasil, seus lugares de culto, seus símbolos e suas autoridades. Destruição de imagens do sagrado das tradições de matriz africana, se somam aos ataques de depredação a templos religiosos (ou aos territórios de preservação de tradições de matriz africana) em toas as regiões brasileiras e se somam também os assassinatos de autoridades e lideranças de casas, terreiros e roças tradicionais de matriz africana, e esses casos são relegados a planos inferiores nas estatísticas dos órgãos de segurança pública nos 26 estados e no DF.
É notório que o racismo manifesto no etnocentrismo da sociedade brasileira incide contra práticas tradicionais afro-brasileiras, e estas enfrentam a mais absoluta indiferença social. O problema sofre de notória invisibilidade.
Podemos afirmar que persiste na sociedade brasileira a associação nefasta entre a mídia e as instituições de justiça e segurança pública a perpetuar o espectro racista de associação da herança africana com o contexto do mal, e a legitimar o desrespeito às leis e à constituição da República Federativa do Brasil e promover a violência contra a população negra e aos terreiros e suas lideranças.
O que os Terreiros vivem hoje é o medo constante de se tornarem vítimas da violência sem limites promovida por cultos de seitas cristãs que, ao invés de levarem mensagens de paz e conforto aos seus fiéis, promovem o ódio religioso cultivado em alicerces racistas por causa da origem negra africana de nossa religião.
Os ataques racistas se perpetuam principalmente por parte de adeptos de religiões pentecostais e neopentecostais (Igreja Universal do Reino e Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Assembleia de Deus, entre outras. A repressão é percebida pelas lideranças dos povos tradicionais de matriz africana.
A luta pelo direito ao sagrado africano vem de muito tempo, o agravante atual é que esses grupos de seitas cristãs que atacam as tradições afro-brasileiras, possuem mandatos de cargos eletivos no executivo e legislativo e concessão pública de canais de comunicação televisiva e radiofônica, e que o ataque é massificado em redes de comunicação e em discursos nas casas legislativas. As causas do racismo em forma de intolerância religiosa estão intimamente ligadas ao aumento dos poderes midiáticos dos praticantes de cultos pentecostais e neopentecostais - poderes que constroem um império de comunicação utilizado para promover o poder político com caráter de fundamentalismo cristão.
E essa situação, somada à ambiguidade das políticas educacionais - cujo mesmo racismo institucional emperra a implantação de ações afirmativas como o disposto na Lei 10.639/03 -, são considerados os principais fatores da promoção da violência física, psicológica e social contra os povos tradicionais de matrizes africanas.
Mais uma vez, lançamos um alerta para a violência contra as tradições afro-brasileiras em nossos dias, principalmente como consequência do estereótipo do mal repassado em campanha midiática e política contra os povos tradicionais de matrizes africanas. Violência que incide sobre nossas casas, nossos símbolos e até mesmo sobre nossos corpos, e repudiamos essa violência ao mesmo tempo que exigimos que o Estado adote políticas de reparação. É preciso dar uma resposta urgente da gestão pública nas três esferas, e essa resposta só será sentida pelo nosso povo se for feita com ações e políticas públicas que tenham efeito imediato e possam reprimir os malfeitores que atacam nossas lideranças, nossos símbolos, nossos templos e nossa fé...
Belém, 21 de março de 2016 - Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial.
Mametu Nangetu
Presidente do Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento social


Alguns casos de violência, e acreditamos que se as vitimas fossem templos ou sacerdotes da fé cristã o Estado já teria dado respostas:

18/03/08 O terreiro Oyá Onipó Neto, localizado há mais de 29 anos na Avenida Jorge Amado, em Salvador, foi parcialmente demolido em 27 de fevereiro, o que provocou polêmica e uma série de manifestações contra a intolerância religiosa. A responsável por autorizar a demolição, Kátia Carmelo, foi exonerada do cargo de chefia da Superintendência de Controle do Uso do Solo do Município (Sucom) e o prédio está sendo reconstruído.  http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL353993-5598,00-DEMOLICAO+DE+TERREIRO+PROVOCA+POLEMICA+EM+SALVADOR.html

06/10/2010 - A mãe de santo, a "Ialorixá" Maria Ferreira de Jesus, 66 anos, também conhecida como "Mãe Dinha", foi assassinada com vários tiros de pistola calibre 380, nesta terça-feira (5), em Santa Bárbara. http://www.interiordabahia.com.br/p_policia/11243.html

08/11/2010 - Mãe de Santo manifestada é jogada no formigueiro por policiais   http://www.alagoas24horas.com.br/620460/mae-de-santo-manifestada-e-jogada-no-formigueiro-por-policiais/

07/10/2011 - A mãe de santo Analice de Freitas Sacramento, de 58 anos, foi assassinada com vários golpes de facão, na noite da última quarta-feira http://www.bahiapolitica.com.br/mae-de-santo-e-assassinada-a-golpes-de-facao/

13/7/2012 - Sete terreiros de umbanda e um centro doutrinário espiritualista foram invadidos e saqueados por populares em São Domingos, no Brejo da Madre de Deus e em Santa Cruz do Capibaribe nessa quinta-feira http://maranauta.blogspot.com.br/2012/07/populacao-do-agreste-destroi-terreiros.html

15-07-2012 em Olinda. Centenas de evangélicos com faixas e gritando palavras de ordem realizaram protesto em frente a um terreiro de matriz africana e afro-brasileira – candomblé, umbanda e jurema. As imagens poderiam ser de um filme sobre a Idade Média. No entanto, foram registradas no domingo, no Varadouro, em Olinda, Grande Recife. As cenas de intolerância religiosa circularam ontem nas redes sociais e provocaram a revolta de milhares de internautas. http://gravatahoje.blogspot.com.br/2012/07/versao-pernambucana-da-noite-de-sao.html

20/07/2012 - Polícia Civil localiza suspeitos da morte de Mãe de Santo Patrícia de Oyá em Rio Pardo http://wp.clicrbs.com.br/casodepolicia/2012/07/20/policia-civil-localizam-suspeitos-da-morte-de-pai-de-santo-em-rio-pardo/?topo=52,1,1,,171,e171

26/8/2012 - O Vale do Amanhecer, centro de doutrina espiritualista Cristã, também foi alvo da ira da população. Um funcionário do templo, Emanuel Jonas da Silva, chegou a ser agredido pelos populares e prestou depoimento à polícia. O centro só não foi incendiado porque policiais militares conseguiram impedir a ação dos manifestantes. O grupo ainda conseguiu saquear o Templo e destruir objetos do local. Tronos, Mesa Evangélica e imagens. "As pessoas estão invadindo os espaços aleatoriamente. Muitos não conhecem a história das religiões e estão cometendo injustiças". Apontou o delegado Antônio Dutra. http://amanheceremnoticias.blogspot.com.br/2012/08/os-principais-alvos-da-revolta-da.html

04/08/2013 -  Além de Yá Mukumby foram mortas mais três pessoas, entre as quais, sua mãe, Alial de Oliveira Santos, 86 anos, e uma neta de 10 anos. O crime chocou Londrina, a segunda cidade mais populosa do Paraná e a quarta da região sul. Além do pano de fundo machista (o alvo do agressor era sua própria companheira, Patrícia Amorim Dias, de 19 anos) o crime pode ter sido gerado pela intolerância religiosa: de acordo com vizinhos, o assassino Diego Ramos Quirino, 30 anos, era evangélico e dizia estar "com o diabo no corpo”. http://www.afropress.com/post.asp?tipo=fotos&id=15261

16/12/2013 “Picharam minha casa, jogaram pedras várias vezes. Há cinco anos, cancelei sessões públicas e deixamos de tocar o atabaque para preservar nossa crença”, conta. Nos aglomerados da capital, o fenômeno se repete e os terreiros também se mantêm discretos. Apesar de presentes, já não é tão fácil encontrá-los.  http://www.otempo.com.br/preconceito-e-viol%C3%AAncia-fazem-terreiros-se-esconderem-em-bh-1.761460

07/03/2014 - Monumento em homenagem a 'Mãe Doca' é destruído em Belém. http://www.ormnews.com.br/multimidia/video/40215  

1/04/2014 - Polícia investiga incêndio e destruição de imagens em terreiro de candomblé em Goiana. A polícia investiga a depredação e incêndio ocorridos em um terreiro de candomblé na madrugada da segunda-feira, dia 1º de abril, em Goiana, na Zona da Mata Norte pernambucana. O local de culto à entidade Jurema teve suas dependências tomadas pelas chamas e várias imagens sagradas foram quebradas. O responsável pelo terreiro é o babalorixá conhecido como Pai Dedo.  http://www.ablogpe.com/2014/04/policia­investiga­incendio­e­destruicao.html

01/08/2014 Terreiro de candomblé é incendiado pela oitava vez em Duque de Caxias - http://boaforma.uol.com.br/videos/assistir.htm?video=terreiro-de-candomble-e-incendiado-pela-oitava-vez-04020D18326AD0895326

25/11/2014 - Mãe de Santo de 61 anos é morta dentro de casa em Eunápolis, na BA http://g1.globo.com/bahia/noticia/2014/11/mae-de-santo-de-61-anos-e-morta-dentro-de-casa-em-eunapolis-na-ba.html

23/04/15 às 15h38 - Comerciante que estrangulou e matou mãe de santo é presa em Euclides da Cunha (BA) http://varelanoticias.com.br/comerciante-que-estrangulou-e-matou-mae-de-santo-e-presa-em-euclides-da-cunha-ba/

20/05/2015 -Mãe de santo presta queixa por ofensa http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=266336

10/06/2015 - A morte de uma ialorixá nonagenária em Camaçari, município industrial localizado a 40 quilômetros de Salvador, é centro de comoção http://oglobo.globo.com/sociedade/religiao/parentes-de-ialorixa-morta-dizem-que-ela-teve-infarto-causado-por-perseguicao-religiosa-16396381#ixzz43bCShFhv

16/06/2015  A menina, iniciada no Candomblé há quatro meses, seguia com parentes e irmãos de santo para um centro espiritualista na Vila da Penha, quando foi atingida na cabeça por uma pedra, atirada, segundo testemunhas, por um grupo de evangélicos. Ainda segundo os relatos, momentos antes, eles xingaram os adeptos da religião de matriz africana. “Eles gritaram: ‘Sai Satanás, queima! Vocês vão para o inferno’. Mas nós não demos importância. Logo depois, o pedregulho atingiu minha neta e, enquanto fomos socorrê-la, eles fugiram em um ônibus”, contou a avó da menina, Kathia Coelho Maria Eduardo, de 53 anos, conhecida na religião como Vó Kathi - http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-06-16/intolerancia-religiosa-leva-menina-a-ser-apedrejada-na-cabeca.html

27/06/2015 "Macumbeiro desgraçado! Povo do diabo!" A relação com os vizinhos, que já não era boa, com o tempo só fez piorar –ponto de as ofensas começarem a ser ouvidas na rua, diz Caio Marcelo Affonso, 42, dirigente espiritual do terreiro de umbanda Pena Vermelha, na zona leste. "Todos nós que vivemos o Orixá já passamos por algo constrangedor", afirma o religioso, que demorou um ano e três meses para conseguir alugar um local para o terreiro. "Quando falava para o que era, não alugavam em lugar nenhum", conta.  Nem só com ofensas verbais, no entanto, a intolerância se manifesta por ali. Pedras e pedaços de paus já foram atirados contra uma das áreas do terreiro, afirma. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/06/1648608-terreiro-de-umbanda-em-sao-paulo-e-alvo-de-pedradas-e-xingamentos.shtml

15/07/2015 - Um terreiro que existe há 39 anos na cidade de Juazeiro, norte da Bahia, sofre há cerca de três meses com ação de vândalos, segundo conta a líder religiosa Adelaide Santos. O templo Ilê Abasy de Oiá Guenã, no bairro Kidé, chegou a ser arrombado algumas vezes, e a casa onde  ela mora com netos e filhos também foi apedrejada. Por causa disso, a líder religiosa de 63 anos passou a dormir na casa de vizinhos.  http://www.portaldenoticias.net/terreiro-de-candomble-e-apedrejado-em-juazeiro/

12/08/2015 O babalorixá  Antônio Caldas contou que o terreiro, localizado no bairro Jardim Borborema, foi atingido por pedradas durante a realização de um Fórum de Diversidade Religiosa. De acordo com o líder religioso, este não foi o primeiro ataque ocorrido no local. Antônio revelou que, em outros momentos, já chegaram a jogar bombas, pedras e até coquetel molotov. http://www.maispb.com.br/117862/terreio-e-apedrejado-em-campina-grande.html

12/09/2015 Pouco mais de um mês após um ataque a um terreiro de religião de matriz africana, pelo menos dois templos da mesma doutrina foram incendiados na madrugada deste sábado (12/9) no Entorno do Distrito Federal. Um caso ocorreu em Santo Antônio do Descoberto e o outro, em Águas Lindas, ambos municípios goianos a aproximadamente 50 Km do DF. A ocorrência mais grave é a de Santo Antônio do Descoberto. O terreiro ficou todo destruído pelo fogo. Uma vizinha disse que viu os primeiros estalos, no telhado, por volta das 6h. Outros vizinhos tentaram ajudar, mas não conseguiram apagar o fogo a tempo de evitar a destruição do espaço onde adeptos do candomblé se reúnem. O mesmo templo havia sofrido um ataque parecido em 5 de agosto. http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/09/12/interna_cidadesdf,498369/dois-terreiros-de-religioes-afros-sao-incendiados-no-entorno-no-df.shtml

13/09/2015 - Pai de santo é morto a tiros dentro de casa na BA; mulher presenciou crime. Segundo família, vítima foi atingida por diversos disparos de arma de fogo. Homicídio ocorreu na noite de sábado (12), na cidade de Simões Filho  http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/09/pai-de-santo-e-morto-tiros-dentro-de-casa-na-ba-mulher-presenciou-crime.html?utm_source=twitter&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

30/09/2015 - Segundo relatos, o pai de santo foi alvejado em várias partes do corpo http://portalitaberabareporter.com.br/itaberaba/pai-de-santo-e-morto-a-tiros-em-itaberaba/

05/10/2015 – Executado dentro da igreja. Vítima tentou se esconder em templo evangélico, mas foi morto a tiros por bandidos encapuzados, em Benevides. De acordo com informações repassadas pela polícia, Roberto era pai de santo e ainda não se sabe o que motivou o homicídio, já que não há indícios de envolvimento dele com a criminalidade. http://www.ormnews.com.br/noticia/executado-dentro-da-igreja  e http://www.ormnews.com.br/noticia/umbandista-executado-a-tiros
16/10/2015 - Donizete Souza Braga, de 56 anos, foi executado dentro de um centro de umbanda em Cotia (SP)   http://noticias.r7.com/jornal-da-record/videos/pai-de-santo-e-morto-a-tiros-em-centro-de-umbanda-em-cotia-sp-16102015

27/10/2015 Os organizadores do terreiro disseram à polícia que não é a primeira vez que o local é alvo de ataque. Segundo eles, durante os cultos, que são realizados duas vezes por semana, o prédio foi apedrejado em várias ocasiões.  http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2015/10/imagens-de-santos-sao-destruidas-em-terreiro-de-macumba-em-botucatu.html

28/10/2015 O Terreiro de Pai Ivon, localizado no bairro de Santa Teresa, em Olinda, está sendo alvo de uma ação de desocupação para posterior demolição na manhã desta quarta-feira. Na sexta-feira passada, o sacerdote Ivon Carlos recebeu a ordem, mas recorreu e conseguiu, no Fórum de Olinda, um prazo de oito dias para tentar reverter a ação. A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi acionada para tentar evitar a demolição do templo.  De acordo com Tiago Nagô, ativista de direitos humanos para os povos tradicionais, o terreiro é o último existente na Ilha do Maruim, após as últimas desapropriações realizadas pela Prefeitura de Olinda. "Não é uma residência comum, é um terreiro africano, que está sendo posto abaixo com o pretexto das reformas urbanas, para dar caminho a uma pista. Os povos de matrizes africanas não terão lugar para cultuar, enquanto várias igrejas evangélicas estão sendo abertas na mesma comunidade. Eles estão desobedecendo a Lei Federal 12.288 de 2010, o Estatuto da Igualdade Racial", denuncia Tiago Nagô. http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/10/28/interna_vidaurbana,606748/terreiro-e-alvo-de-acao-de-desocupacao-em-olinda.shtml

01/11/2015 PF descobre despacho de macumba na casa de Collor contra Janot POR GUILHERME AMADO - "Numa mesa, os agentes encontraram uma foto do conselho do CNMP com os rostos de Janot e de George assinalados num círculo feito a caneta. Acima da foto, numa folha de papel com o timbre do Senado, os nomes de vários orixás: Iemanjá, Elegbara, Oxalá, Ogum, entre outros." http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/pf-descobre-despacho-de-macumba-na-casa-de-collor-contra-janot.html

02/12/2015 - O pai de santo Marco Antônio Albuquerque da Cruz, de 50 anos, babalorixá do candomblé, foi encontrado morto dentro da casa em que morava no bairro da Pratinha II, em Belém. http://mobi.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-352114-pai-de-santo-e-encontrado-morto-dentro-de-casa.html

17/12/2015 - o pai de santo José Flávio Ferreira de Andrade, de 36 anos, foi atingido com 3 tiros e caiu morto em frente à casa onde morava, localizada no bairro Estrela, mais precisamente na Alameda Liberdade. http://www.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-353643-tres-pessoas-sao-assassinadas-a-bala-em-castanhal.html

22/12/2015 = Na madrugada desta última terça-feira um pai de santo de 50 anos foi assassinado a tiros e facadas dentro de sua residência localizada no bairro Águas Negras no distrito de Icoaraci (21 km de Belém). http://noticiasplantaopolicial.com.br/noticias/pai-de-santo-e-morto-a-tiros-e-facadas-apos-reagir-a-assalto-dentro-de-sua-residencia

08/01/2016 - Um pai de santo foi morto a tiros na esquina de casa no início desta quinta-feira (7) em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/01/pai-de-santo-e-morto-tiros-na-esquina-de-casa-na-baixada-rj.html

11/02/2016 - A mãe de santo Salomé Moura Coelho, 57 anos, e o companheiro dela, que ainda não foi identificado, foram encontrados mortos na tarde do dia 10 dentro de um terreiro no bairro Engenho Velho de Brotas. http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/mae-de-santo-e-companheiro-sao-encontrados-mortos-em-terreiro-no-engenho-velho-de-brotas/?cHash=8cb875fab2a62df0d01143a81867bd28


20/03/2016 – Destruição de imagem de Iemanjá na Paraíba, “vândalos acabaram de cortar a cabeça da nossa estátua de Yemonja que se localizar na praia do cabo branco” - https://www.facebook.com/belatuca/posts/1031975523507417?comment_id=1032784566759846&notif_t=comment_mention 

08/ 08/ 2016 - Pai de santo é executado. Religioso foi esfaqueado doze vezes num bar; o crime provocou comoção entre a comunidade afrorreligiosa “Já roubaram a casa do meu filho várias vezes. Quase toda semana eles entravam e levavam tudo. Só deixaram um armário que tem lá.” http://www.ormnews.com.br/noticia/pai-de-santo-e-executado


08/ 08/ 2016 - Pai de santo é morto com doze facadas. Em Ananindeua - Religioso é atacado por dois homens num bar situado no bairro Icuí-Guajará “Os que aceitaram falar, sem se identificar, afirmaram que Mário era muito conhecido na área e que existiam pessoas querendo expulsá-lo do local devido às suas manifestações religiosas.” http://www.ormnews.com.br/noticia/pai-de-santo-e-morto-com-doze-facadas

08/08/2016 - Pai de santo é morto com golpes faca. “Moradores que preferiram não revelar o nome comentaram que José era pai de santo e a religião incomodava a vizinhança devido aos cultos que realizava em casa. Esta, portanto, seria uma das supostas motivações. Além disso, populares disseram que a casa da vítima era constantemente assaltada e, por isso, ela teria jurado de morte os criminosos que podem ter revidado à ameaça.” http://mobi.diarioonline.com.br/noticias-interna.php?nIdNoticia=376587

No mesmo fim de semana em que José Cavalcante foi assassinado, 3 homens armados de revólveres invadiram um terreiro de umbanda em Icoaraci e atacaram pais e mães de santo, que se preparavam para uma festa no espaço religioso. Uma mãe de santo levou um tiro de raspão e precisou de atendimento médico.   http://www.diarioonline.com.br/noticias/policia/noticia-377191-mortes-de-pais-de-santo-no-para-ficam-impunes.html

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mais Acarajé, Menos racismo! Dia 18 de março é dedicado à Mãe Doca.


O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin.
É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras.

terça-feira, 1 de março de 2016

Dançando para Iemanjá, roda de conversa com João Simões Cardoso Filho e Mametu Nangetu.

Como parte da celebração do dia Estadual e Municipal da Umbanda e das religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará, o Instituto Nangetu promove uma série de rodas de conversas para o mês de março, o convidado do sábado, 19 de março, é o professor João Simões Cardoso Filho.

Dançando para Iemanjá, dinâmicas sociais e políticas religiosas.
Conversa com João Simões Cardoso Filho e Mametu Nangetu.
Sábado, 19 de março, a partir das 9:30.
Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.
Transmissão pela webTV Azuelar http://www.ustream.tv/channel/azuelar


João Simões é pesquisador e autor da Tese "Dançando para Iemanjá", um estudo que parte da análise do Festival de Iemanjá pra debater cultura, natureza e sociedade. Nesta conversa com Mametu Nangetu, eles se propõem a abordar as políticas religiosas e as dinâmicas sociais na perspectiva do enfrentamento ao racismo e da defesa das tradições de matriz africana na Amazônia.


O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin.
É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Rei Congo e a Cabanagem, roda de conversa com João Lúcio Mazzini da Costa e Mametu Nangetu.

Como parte da celebração do dia Estadual e Municipal da Umbanda e das religiões afro-brasileiras em Belém e no Pará, o Instituto Nangetu promove uma série de rodas de conversas para o mês de março, iniciando com o historiador João Lúcio Mazzini da Costa.

Rei Congo e a Cabanagem.
Conversa com João Lúcio Mazzini da Costa e Mametu Nangetu.
Quinta-feira, 17 de março, a partir das 9:30.
Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 - Belém/PA.
Transmissão pela webTV Azuelar http://www.ustream.tv/channel/azuelar


"Rei Congo e a Cabanagem" é uma conversa sobre a desconhecida história da tomada da cidade de Belém pelos negros trazidos para a Amazônia na condição de escravos, uma insurreição que instalou o reinado do 'Rei Congo' no Grão-Pará em outubro de 1823. A violenta reação dos colonizadores portugueses ao reinado do Congo culmina na chacina das lideranças negras daquela época na ação que ficou na história regional como o episódio da "Tragédia do brigue Palhaço".
Esses fatos históricos são pouco difundidos na atualidade, e a conversa se propõe a destacar o protagonismo do povo negro nas lutas sociais no Grão-Pará, território que hoje se traduz como a Amazônia brasileira, em especial sobre os fatos que resultam na Cabanagem em janeiro 1835.

João Lúcio Mazzini da Costa é historiador e arquivista.




O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin.
É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras.

sábado, 7 de março de 2015

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!



O Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" em homenagem aos Cultos Afro-Brasileiros. O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador IldoTerra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”.

A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.

A partir do dia 18 de março de 1891, Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.


Pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras

domingo, 16 de março de 2014

Estivemos em todas as cinco caminhadas.

Neste domingo, 16 de março, aconteceu a V Caminhada Fé e Resistência e combate ao racismo por Intolerância Religiosa, em memória de Mãe Doca e em celebração ao 18 de março. A caminhada é promovida pelo INTECAB-PA com apoio das comunidades dos Povos Tradicionais de Terreiros da zona metropolitana de Belém.
Para nós, do Mansu Nangetu, é muito importante fazer parte dessas construções políticas de cidadania para povos de terreiros.









quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Sessão Solene da Comenda Mãe Doca será as 10h do dia 4 de novembro, e no mês da Consciência Negra!

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é Mãe Doca!
Este ano de  2013, apesar do atraso causado por diversos motivos, e até mesmo sugestões de cancelamentos, as autoridades e lideranças de povos tradicionais de terreiros de matriz africana comprometidas com a luta pela cidadania e respeito às tradições afro-amazônicas garantiram a Sessão Solene de entrega da comenda no dia 04 de novembro, em pleno mês da consciência negra.

Os nomes das autoridades de comunidades de povos tradicionais de terreiros de matriz africana que receberão a comenda no ano de 2013, serão divulgados na tarde de hoje, 30 de outubro.

O Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" de mérito afro-religiosos em homenagem aos Cultos Afro-Brasileiros.  
A homenagem é uma celebração à memória da luta de Mãe Doca, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin, e foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. 
Pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém no enfrentamento ao racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará.


A luta pela cidadania do povo tradicional de terreiro de matriz africana é a mesma luta do povo negro, e o nosso foco é o combate ao racismo.
A organização da sessão solene iniciou ainda em fevereiro, e com esse objetivo reuniu sacerdotes de vários terreiros e tradições diferentes, e foram essas autoridades que debateram entre si as propostas de critérios de interesse das comunidades, chegando a conclusão que o que o povo de terreiro quer é o reconhecimento do poder legislativo estadual na atuação de sacerdotes em frentes de luta como:

  1. Preservação e manutenção de tradições, ou seja: reconhecer a perseverança dos sacerdotes e sacerdotisas mais velhos como uma importante forma de manutenção dos valores africanos na Amazônia;
  2. Enfrentamento e combate ao racismo, ou seja: reconhecer a importância de lideranças de povos tradicionais de terreiros na luta política por visibilidade e por garantia de direitos de cidadania.

As reuniões aconteceram principalmente nos terreiros, e muitas delas trataram também das comemoraçoes pela passagem do 18 de março, data marcada no calendário estadual e municipal de Belém, como referencial de resistência de Mãe Doca às práticas do racismo no século XIX, e desde então estes mesmos sacerdotes aproveitaram toda e qualquer possibilidade de encontro com mandatários de cargos no legislativo estadual para negociar a realização da terceira  sessão solene, e a garantia que em 2013 teríamos entrega da comenda que pro nosso povo é uma conquista.

O Instituto Nangetu antecipadamente parabeniza a Deputada Bernadete Ten Caten e às lideranças de terreiros que na próxima segunda-feria receberão este importante reconhecimento, e reconhece que esta sessão só foi possível pela mobilização e empenho de cada um de nós que investiu para que ela acontecesse.

Parabéns ao Povo de Terreiro do Estado do Pará!













domingo, 7 de abril de 2013

Povo de terreiro vai à rua para celebrar a memória de Mãe Doca com fé e resistência.

Na véspera da caminhada promovemos um Grupo de Trabalho para a construção de cartazes com criatividade e representatividade das mutiplas falas dos membros da comunidade do Mansu Nangetu, as frases eram propostas e discutidas por todos e em seguida  eram escritas em cartazes coloridos.


Cada um dos participantes fez o sue cartaz e ainda preparou mais dois extras para serem distribuídos entre manifestantes de outros terreiros. Eram cartazes que demonstravam o "orgulho de ser angoleiro", o orgulho de "ser do santo", além de manifestações de #forafeliciano, o que mostrava a preocupação com a ocupação da presidencia da comissão de direitos humanos da Câmara dos Deputados, pelo Pastor Marcos Feliciano do PSC, deputado com histórico de manifestações racistas, homofóbicas e intolerantes com as diferenças.



Com o material pronto, na manhã do domingo dia 17 de março a comunidade tomou as ruas de Belém para se juntar a tantas outras numa caminhada em celebração à Mãe Doca e seu legado de luta pelo direito inalieneavel de consciência religiosa.

E Belém ficou mais alegre com as cores dos terreiros tomando as ruas do centro da capital...



RC Resistência FM na luta por cidadania dos povos tradicionais de matrizes africanas.

Uma dia de transmissão em memória de Mãe Doca, com um estudio improvisado no quintal de um terreiro, mas com muito Axé dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, povo comprometido com as lutas por cidadania e direitos humanos.
Foi no sábado dia 16 de março, numa articulação do Projeto Azuelar que se aproveitou de uma concentração de lideranças de terreiros que acontecia no bairro do Benguí para a organização da caminhada "Fé e resistência" para realizar em transmissão especial pela celebração do dia municipal e estadual da Umbanda e das Religiões Afro-Brasileiras, e pela memória de luta de Mãe Doca.



Babá Edson Catendê trouxe a banda Axé Dudu para abrir a programação com muita música e a alegria do Afoxé Italemi Sinavuru - um marco da resistiencia dos povos de terreiros que há mais de dez anos abre o desfile oficial do carnaval belenense com o desfile do Afoxé que representa as tradições afro-amazônicas presentes na capital paraense.
Também teve debate de temas importantes para a construção da cidadania dos povos de terreiros, como Pai Gilmar fazendo a avaliação da participação de candidatos afro-religiosos nos pleitos eleitorais e outras lideranças de terreiros a trazer temas importantes e a divulgaçnao da programação de eventos em memória de Mãe Doca.

A equipe do Projeto Azuelar do Instituto Nangetu, Prêmio de Mídia Livre pelo MinC, promoveu o debate sobre o direito à comunicação popular e comunitária em contrapartida dos veículos de comunicação que não dão espaço para as agendas afirmativas das minorias sociais
O evento foi tão gratificante que já se programa a transmissão a partir dos terreiros de Belém, ao menos uma vez em cada mês.

Exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro", teve a participação de artistas do Mansu.

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A exposição foi parte dos eventos em celebração da memória de Dona Rosa Viveiros, ou Mãe Doca - negra maranhense (de Codó) que migrou pra Belém no final do século XIX, e que enfrentou o racismo da capital paraense para mater seu terreiro de Tambor de Mina aberto. Mãe Doca foi presa várias vezes e ainda assim não desistiu  de sua fé, e em sua homenagem os paraenses dedicam o dia 18 de março para a Umbanda e para as Religiões Afro-brasileiras.
Foi uma exposição coletiva organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé, da UFPA, ficou em cartaz de 8 a 22 de março na Galeria Theodoro Braga, do CENTUR, e contou com trabalhos de cinco artistas do Mansu Nangetu: Mametu Nangetu, com o trabalho "Pretinhos, minha família"; Táta Kinamboji, com "Rebatizado do elevado - agora se chama elevado do Exu de Mãe Celina";  Táta Mukundemim, com uma série de esculturas e objetos, Táta Kitauanje, com paramentos de Orixás; e Táta Dianvula com a série de fotografias "Os olhos de Hongolo".
Com esses trabalhos o Mansu Nangetu se integrou ao elenco de pessoas de terreiro oriundas da diversidade de matrizes afro-amazônicas da zona metropolitana de Belém e de Castanhal que se descobriram artistas através desse projeto da universidade.
Participaram do projeto, artistas: Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona; Alex Leovan/ Táta Dianvula; Arthur Leandro/ Táta Kinamboji (e rede[aparelho]-:); Coletivo Abebê (Samantha Silva e Tatyane Silva); Dellean Cardoso/ Táta Kitauanje; Deyze Mello; Duda Souza; Edson Catendê e Grupo Bambarê; Élida Neves; Firmo Leite/ Táta Mukundemim; Jurema de Manezinho; Mametu Kátia Hadad; Mametu Nangetu; Maurício Franco; Rodrigo Ethnos/ Táta Kafungeji; Ya Rita Gedeunsu e Lucas Tungenan (Tereiro T.E.U.C.Y); e Ysa Motta. Pesquisadores: Alef Monteiro; Amadeu de Deus; Isabela do Lago; Jocimara Alves; Lorena Alves; Marilu Campelo; Raimundo Jorge de Jesus; Renata Silva da Costa; Shirley Muryel; Simone Araujo e Zélia Amador. Apoio/ Parcerias: Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM//// Casa Brasil- África//// Faculdade de Ciências Sociais – FCS//// Faculdade de Artes Visuais e Museologia – FAV//// Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH//// Instituto de Ciências da Arte//// Assessoria de Diversidade Étnico- Racial//// Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia/ GEPERUAZ - ICED//// Universidade Federal do Pará – UFPA////  Fundação Cultura do Pará Tancredo Nves – FCPTN//// Galeria Theodoro Braga – GTB//// Comunidades de Terreiros.

Pesquisadores do GEP Roda de Axé, GEAM e Casa Brasil África da UFPA, com artistas de terreiros na abertura da exposição.
Profa. Dra. Marilu Campelo, coordenadora do GEP Roda de Axé, apresentou a exposição aos visitantes.

o Profº Drº Kabengele Munanga, do Departamento de Antropologia – USP, esteve na abertura da exposição.
O elenco de artistas e pesquisadores envolvidos na mostra.
Paulo Axé, conselheiro titular do CNPIR, veio de Macapá prestigiar a exposição.

Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona, com sua performance sonora "Diaboulus".
Visitantes assistindo aos vídeos dos trabalhos "rebatizado do elevedo - agora se chama elevado do Exu de Mãe Celina", de Táta Kinamboji, e "Arte/Oferenda - Nos caminhos de Exu, SIGA: Sua Intervenção Gera Arte", de Táta Kafungeji.
Jurema de Manezinho, explicando para Mãe Vanda de Rompe Mata, sua homenagem ao Pai Caduca, com a instalação "te lembras do teu nome de Caboco?"
Instalação "Pretinhos, minha família", de Mametu Nangetu.
Paramentos de Orixá de Táta Kitauanje, e o objeto "Ogum e Oyá", de Táta Mukundemim.
Instalação de Mametu Kátia Hadad, com elementos ritualisticos de práticas de vidência que poucos preservam na atualidade.
Os olhos de Hongolo, de Táta Dianvula.