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segunda-feira, 14 de março de 2016

Mais Acarajé, Menos racismo! Dia 18 de março é dedicado à Mãe Doca.


O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin.
É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência do Povo Tradicional de Matriz Africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras.

sábado, 7 de março de 2015

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!



O Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" em homenagem aos Cultos Afro-Brasileiros. O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador IldoTerra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”.

A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.

A partir do dia 18 de março de 1891, Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.


Pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umbanda e das religiões Afro-brasileiras

domingo, 16 de março de 2014

Estivemos em todas as cinco caminhadas.

Neste domingo, 16 de março, aconteceu a V Caminhada Fé e Resistência e combate ao racismo por Intolerância Religiosa, em memória de Mãe Doca e em celebração ao 18 de março. A caminhada é promovida pelo INTECAB-PA com apoio das comunidades dos Povos Tradicionais de Terreiros da zona metropolitana de Belém.
Para nós, do Mansu Nangetu, é muito importante fazer parte dessas construções políticas de cidadania para povos de terreiros.









domingo, 7 de abril de 2013

Povo de terreiro vai à rua para celebrar a memória de Mãe Doca com fé e resistência.

Na véspera da caminhada promovemos um Grupo de Trabalho para a construção de cartazes com criatividade e representatividade das mutiplas falas dos membros da comunidade do Mansu Nangetu, as frases eram propostas e discutidas por todos e em seguida  eram escritas em cartazes coloridos.


Cada um dos participantes fez o sue cartaz e ainda preparou mais dois extras para serem distribuídos entre manifestantes de outros terreiros. Eram cartazes que demonstravam o "orgulho de ser angoleiro", o orgulho de "ser do santo", além de manifestações de #forafeliciano, o que mostrava a preocupação com a ocupação da presidencia da comissão de direitos humanos da Câmara dos Deputados, pelo Pastor Marcos Feliciano do PSC, deputado com histórico de manifestações racistas, homofóbicas e intolerantes com as diferenças.



Com o material pronto, na manhã do domingo dia 17 de março a comunidade tomou as ruas de Belém para se juntar a tantas outras numa caminhada em celebração à Mãe Doca e seu legado de luta pelo direito inalieneavel de consciência religiosa.

E Belém ficou mais alegre com as cores dos terreiros tomando as ruas do centro da capital...



RC Resistência FM na luta por cidadania dos povos tradicionais de matrizes africanas.

Uma dia de transmissão em memória de Mãe Doca, com um estudio improvisado no quintal de um terreiro, mas com muito Axé dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, povo comprometido com as lutas por cidadania e direitos humanos.
Foi no sábado dia 16 de março, numa articulação do Projeto Azuelar que se aproveitou de uma concentração de lideranças de terreiros que acontecia no bairro do Benguí para a organização da caminhada "Fé e resistência" para realizar em transmissão especial pela celebração do dia municipal e estadual da Umbanda e das Religiões Afro-Brasileiras, e pela memória de luta de Mãe Doca.



Babá Edson Catendê trouxe a banda Axé Dudu para abrir a programação com muita música e a alegria do Afoxé Italemi Sinavuru - um marco da resistiencia dos povos de terreiros que há mais de dez anos abre o desfile oficial do carnaval belenense com o desfile do Afoxé que representa as tradições afro-amazônicas presentes na capital paraense.
Também teve debate de temas importantes para a construção da cidadania dos povos de terreiros, como Pai Gilmar fazendo a avaliação da participação de candidatos afro-religiosos nos pleitos eleitorais e outras lideranças de terreiros a trazer temas importantes e a divulgaçnao da programação de eventos em memória de Mãe Doca.

A equipe do Projeto Azuelar do Instituto Nangetu, Prêmio de Mídia Livre pelo MinC, promoveu o debate sobre o direito à comunicação popular e comunitária em contrapartida dos veículos de comunicação que não dão espaço para as agendas afirmativas das minorias sociais
O evento foi tão gratificante que já se programa a transmissão a partir dos terreiros de Belém, ao menos uma vez em cada mês.

Exposição "Nós de Aruanda, artistas de terreiro", teve a participação de artistas do Mansu.

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A exposição foi parte dos eventos em celebração da memória de Dona Rosa Viveiros, ou Mãe Doca - negra maranhense (de Codó) que migrou pra Belém no final do século XIX, e que enfrentou o racismo da capital paraense para mater seu terreiro de Tambor de Mina aberto. Mãe Doca foi presa várias vezes e ainda assim não desistiu  de sua fé, e em sua homenagem os paraenses dedicam o dia 18 de março para a Umbanda e para as Religiões Afro-brasileiras.
Foi uma exposição coletiva organizada pelo Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé, da UFPA, ficou em cartaz de 8 a 22 de março na Galeria Theodoro Braga, do CENTUR, e contou com trabalhos de cinco artistas do Mansu Nangetu: Mametu Nangetu, com o trabalho "Pretinhos, minha família"; Táta Kinamboji, com "Rebatizado do elevado - agora se chama elevado do Exu de Mãe Celina";  Táta Mukundemim, com uma série de esculturas e objetos, Táta Kitauanje, com paramentos de Orixás; e Táta Dianvula com a série de fotografias "Os olhos de Hongolo".
Com esses trabalhos o Mansu Nangetu se integrou ao elenco de pessoas de terreiro oriundas da diversidade de matrizes afro-amazônicas da zona metropolitana de Belém e de Castanhal que se descobriram artistas através desse projeto da universidade.
Participaram do projeto, artistas: Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona; Alex Leovan/ Táta Dianvula; Arthur Leandro/ Táta Kinamboji (e rede[aparelho]-:); Coletivo Abebê (Samantha Silva e Tatyane Silva); Dellean Cardoso/ Táta Kitauanje; Deyze Mello; Duda Souza; Edson Catendê e Grupo Bambarê; Élida Neves; Firmo Leite/ Táta Mukundemim; Jurema de Manezinho; Mametu Kátia Hadad; Mametu Nangetu; Maurício Franco; Rodrigo Ethnos/ Táta Kafungeji; Ya Rita Gedeunsu e Lucas Tungenan (Tereiro T.E.U.C.Y); e Ysa Motta. Pesquisadores: Alef Monteiro; Amadeu de Deus; Isabela do Lago; Jocimara Alves; Lorena Alves; Marilu Campelo; Raimundo Jorge de Jesus; Renata Silva da Costa; Shirley Muryel; Simone Araujo e Zélia Amador. Apoio/ Parcerias: Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM//// Casa Brasil- África//// Faculdade de Ciências Sociais – FCS//// Faculdade de Artes Visuais e Museologia – FAV//// Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH//// Instituto de Ciências da Arte//// Assessoria de Diversidade Étnico- Racial//// Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia/ GEPERUAZ - ICED//// Universidade Federal do Pará – UFPA////  Fundação Cultura do Pará Tancredo Nves – FCPTN//// Galeria Theodoro Braga – GTB//// Comunidades de Terreiros.

Pesquisadores do GEP Roda de Axé, GEAM e Casa Brasil África da UFPA, com artistas de terreiros na abertura da exposição.
Profa. Dra. Marilu Campelo, coordenadora do GEP Roda de Axé, apresentou a exposição aos visitantes.

o Profº Drº Kabengele Munanga, do Departamento de Antropologia – USP, esteve na abertura da exposição.
O elenco de artistas e pesquisadores envolvidos na mostra.
Paulo Axé, conselheiro titular do CNPIR, veio de Macapá prestigiar a exposição.

Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona, com sua performance sonora "Diaboulus".
Visitantes assistindo aos vídeos dos trabalhos "rebatizado do elevedo - agora se chama elevado do Exu de Mãe Celina", de Táta Kinamboji, e "Arte/Oferenda - Nos caminhos de Exu, SIGA: Sua Intervenção Gera Arte", de Táta Kafungeji.
Jurema de Manezinho, explicando para Mãe Vanda de Rompe Mata, sua homenagem ao Pai Caduca, com a instalação "te lembras do teu nome de Caboco?"
Instalação "Pretinhos, minha família", de Mametu Nangetu.
Paramentos de Orixá de Táta Kitauanje, e o objeto "Ogum e Oyá", de Táta Mukundemim.
Instalação de Mametu Kátia Hadad, com elementos ritualisticos de práticas de vidência que poucos preservam na atualidade.
Os olhos de Hongolo, de Táta Dianvula.

domingo, 10 de março de 2013

Mãe Doca na RC Resistência FM.

Está confirmado para o próximo sábado, 16 de março, a partir das 10h. RC Resistência FM em transmissão especial pela celebração do dia municipal e estadual da Umbanda e das Religiões Afro-Brasileiras, e pela memória de luta de Mãe Doca.
Andre Oliveira Pereira e Edson Catendê vão abrir a programação trazendo a experiência da AFAIA na condução do afoxé Italemi Sinavuru - um marco da resistiencia dos povos de terreiros.
Mãe Nalva vai comandar o programa sobre saúde nos terreiros.
Marilu Marcia Campelo trará informações e promovera o debate sobre a segurança alimentar e as fprmas tradicionais de alimetação nos terreiros
As culturas de terreiros será a pauta dos conselheiros paraenses no Colegiano Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras Mam'etu Nangetu Úa NZambi Mametu Muagile Janete Oliveira Alex Leovan Omioryan Emanuell e Arthur Leandro
A equipe do Projeto Azuelar do Instituto Nangetu, Prêmio de Mídia Livre pelo MinC, promove o debate sobre o direito à comunicação.
E, ainda, divulgação do calendário de celebrações do mês de março, informações sobre as lutas por cidadania e direitos humanos e muito mais.
sintonize 90,1 - RC Resistência FM.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!

O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”

A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. 

Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.

A consciência negra foi o que motivou Mãe Doca a enfrentar os desmandos da polícia e o poder constituído em alicerces racistas e discriminatórios. E pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva  a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Lideranças tradicionais de matrizes africanas programam os festejos para o 18 de março.

Uma reunião de lideranças de comunidades dos povos tradicionais de matrizes africanas elencou as atividades importantes para marcar a passagem do dia 18 de março em Belém e algumas cidades do estado do Pará, e com essa reunião se anuncia a possibilidade de uma programação que vai ocupar o mês de março inteiro para manter viva a memória de Mãe Doca.


18 de Março - Em memória de Mãe Doca é o "Dia Municipal (Belém) e Estadual (Pará) da Umbanda e das Religiões Afro-Brasileiras".

O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria de Ildo Terra) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria de Araceli Lemos) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, que era filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin.
É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Deputada Bernadete Ten Caten reuniu lideranças de terreiros em seu gabinete na ALEPA, para organizar a sessão solene de entrega da "Comenda Mãe Doca de Mérito Afro-religioso".

Lideranças de terreiros estiveram nesta terça-feira no gabinete da deputada Bernadete Ten Caten (PT) no Palácio Cabanagem - sede da Assembléia Legislativa do Estado do Pará - ALEPA, para orientar a equipe de assessores da deputada na condução da sessão solene para entregue do diploma e da medalha da "Comenda Mãe Doca de Mérito Afro-religioso" de 2012.

A reunião foi conduzida pela assessora parlamentar Jakelyne Costa. Ela explicou que Sessão Solene já está marcada e que vai acontecer na segunda-feira dia 23 de abril de 2012, e que o cerimonial da ALEPA sentiu a necessidade de buscar maiores informações sobre o trabalho social e cultural desenvolvido nos terreiros.


A função da reunião foi apresentar uma lista de nomes com o curriculo resumidos de cada um para servir de orientação aos parlamentares, e para isso ela pediu aos presentes a indicação de nomes de lideranças de terreiros que tenham o respaldo das comunidades e o reconhecimento de seus pares para encaminhar essas informações para os partidos que tem assento no Poder Legislativo.
O primeiro conselho apresentado pels lideranças presentes é de que os parlamentares tenham o cuidado de escolher seus homenageados entre a diversidade das práticas religiosas afro-amazônicas, para que todas as religiões de origem na África negra presentes no Pará se sintam representadas nessa homenagem.

A questão da representação das micro-regiões do estado também foi pauta apresentada pelas lidaranças de terreiros, e foi consenso que é preciso valorizar e atribuir a comenda do mérito para aqueles que mantém viva a religiosidade afro-amazônica nas regiões distantes da zona metropolitana de Belém, e que para isso será preciso que os próprios deputados se aproximem das comunidades e se disponham a conhecer o contexto de vida e de resitência dos povos de terreiros nas diversas regiões paraenses.
Quando as lideranças perguntaram se a lista que for apresentada será a mesma lista de homenageados, Jakelyne explicou que as bancadas tem autonomia para escolherem os nomes de seus homenageados e que entre esses deputados há aqueles que tem proximidade com comunidades de terreiros e que possivelmente já tenham escolhidos a quem entregar a comenda dentre os nomes que fazem parte de suas redes de relações, mas que considera importante  que as lideranças de terreiros visitem os gabinetes e apresentem a cada deputado os nomes e os critérios de escolha daqueles que são reconhecidamente importantes para o universo dos povos tradicionais de terreiros afro-amazônicos.
Foi escolhida uma comissão de terreiros para visitar os gabinetes e apresentar aos deputados a lista com 23 nomes importantes para as comunidades alí representadas e os critérios utilizados para a escolha dos que receberão a comenda.


Mãe Doca, um símbolo de resistência para as religiões afro-amazônicas.





Mãe Doca, em foto de 1917.

A comenda é uma celebração à memória da luta de de dona Rosa Viveiros, também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, ela era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Seu terreiro se manteve aberto até meados da década de 1960, e Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.



Comenda Mâe Doca de Mérito Afro-religioso celebra a resistência dos terreiros e o direito à liberdade de consciência religiosa.


A comenda foi institutída em 2009 pelo Poder Legislativo do Estado do Pará por iniciativa a e projeto da deputada Bernadete Ten Caten, e é concedido como reconhecimento da ALEPA às pessoas que trabalham na divulgação, manutenção e preservação das manifestações das religiões de matrizes africanas, mas somente em 2011 foi realizada a primeira sessão solene e entrega da comenda. 
A deputada Berndate Ten Caten e os Deputados Edmilson Rodrigues e Edilson Moura com as liderança de terreiros homenagedos pela ALEPA em 2011.


Em seu discurso na abertura da sessão em 2011, o presidente da ALEPA, Manoel Pioneiro (PSDB) disse que “Esta Casa de leis se sente honrada em tê-los em nossas dependências, até porque representamos todos os povos e religiões e esperamos também que vocês se sintam representados por esse poder".
A deputada Bernadete reconhece que a realização da sessão e a sua manutenção no calendário do Poder Legislativo é uma conquista para as lutas pelo respeito à diversidade religiosa, diversidade que é uma das características mais fortes do povo brasileiro, e afirma que "a liberdade de crença é um direito assegurado na Constituição Federal, que necessita urgentemente de validade prática, de modo que toda e qualquer crença ou religião possa ser exercida num contexto de respeito, paz e compreensão”.
Os homenageados são indicados pelas bancadas dos partidos políticos com assento na Assembléia Legislativa do Pará. São ao todo 16 partidos representados, porém em 2011 apenas 14 desses partidos participaram dessa homenagem e indicaram lideranças de terreiros para receber a comenda, os Homenageados em 2011 foram: 1) Charley Ernesto Ínto da Silva (Castanhal), indicado pela bancada do DEM; 2) Elder Fábio Alves Câmara de Andrade, indicado pelo PSB; 3) Itacy Dias Domingues, indicado pela bancada do PSC; 4) Luiza Ninfa de Oliveira, mãe Lulu, indicada pelo PT; 5) Luiz Augusto Loureiro Cunha, Babá Tayando, indicado pelo PR, 6) Luiz Carlos dos Santos Portilho, indicado pelo PSDB; 7) Marcelo Ricardo Soares Machado, indicado pelo PP; 8) Oneide Monteiro Rodrigues, Mametu Nangetu, indicada pelo PMDB; 9) Orlando Machado da Silva, Pai Orlando Bassu, indicado pelo PPS; 10)  Virgínia Lunalva Almeida, Mão Nalva de Oxum, indicada pelo PTB; 11) Iya Nare; 12) Walmir da Luz Fernandez, indicado pelo PSOL; 13)   Pai Esmael Tavares, indicado pelo PDT; 14)  Babalorixá Edson Catendé.





segunda-feira, 19 de março de 2012

Nota sobre as matérias dos jornais O Liberal e Amazônia.

O 'Amazônia Jornal' e o Jornal 'O Liberal' publicaram em suas edições de hoje, 19/03/2012, matérias identificando o Instituto Nangetu como o organizador da caminhada de combate a intolerância religiosa que ocorreu ontem, dia 18 de março - Dia Municipal e Estadual da Umbanda e das Religiões Afro-brasileiras, e por termos sentido na interpretação do texto publicado nos dois jornais uma certa exclusividade de esforço da nossa organização para a realização da caminhada, nos sentimos na obrigação de dizer publicamente que:
1. Mametu Nangetu é fundadora e coordenou o INTECAB-PA durante quinze anos, sendo de 1994 a 2002 como vice-coordenadora e de 2003 a 2009 como coordenadora geral da entidade, portanto ela é reconhecida pela imprensa e pela sociedade como uma lideranca e referência das comunidades de terreros.
2. Compreendemos que pode existir mal entendidos entre aquilo que é dito e o que é compreendido pelo interlocutor, e por isso acreditamos que pode ter havido falha entre o que a repórter compreendeu daquilo que nós queríamos que ela compreendesse, e que portanto reconhecemos que parte da responsabilidade do que foi publicado também é nossa.
3. Para a realização de um evento desse porte é necessário e empenho de toda a diversidade de identidades das religiosidades afro-amazônicas em sua construção, E que foi apenas com o comprometimento de cada casa, de cada liderança de terreiro ali presente,  que foi possível reunirmos a multidão de afro-religiosos do Pará e dar visibilidade para as nossas lutas por cidadania.
4. Compartilhamos do entendimento que o INTECAB-PA é o organizador do evento, mas que essa organização e realização é compartilhada com todas as comunidades de terreiros, e que a realização do evento cabe a todas as comunidades de terreiros, inclusive ao Mansu Nangetu e ao Instituto Nangetu.
5. Enfim, gostaríamos que todos compreendessem que assim como as demais comunidades de terreiros de Belém nós também nos sentimos parte da organização desta caminhada, mas sabemos que apenas com a união de todos é que podemos conquistar políticas públicas afirmativas para os povos de terreiros, e QUE reconhecemos a importância de todos os envolvidos nesse processo que resultou no sucesso que foi a III CAMINHADA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA FÉ E RESISTÊNCIA "CAMINHANDO A GENTE SE ENTENDE".




Marcha clama tolerância




Centenas de participantes caminham pelas ruas de Belém para pedir respeito às religiões de origem africana
Na manhã de ontem, foi realizada a "III Caminhada Estadual pela Liberdade Religiosa, Fé e Resistência - Caminhando a gente se entende", organizada pelo Instituto Nangetu com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e de alguns políticos. A concentração teve início às 9h, no Ver-o-Rio. De lá, os participantes saíram em direção à Praça da República. "O nosso objetivo é a quebra da intolerância, da discriminação, do racismo. Mostrar para a sociedade que nós somos de religião matriz africana e queremos respeito da sociedade", declarou Mametu Nangetu, do Instituto Nangetu, existente há 26 anos no Estado.
Ela destaca que existem 3.600 terreiros de macumba somente em Belém, conforme mapeamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). "As nossas dificuldades envolvem, principalmente, o poder público. Precisamos de cooperação para que essas comunidades tenham acesso às políticas públicas, porque elas ainda estão muito excluídas", disse.
Ontem, o dia foi ainda mais especial para as comunidades afro-religiosas do Estado, pois foi no dia 18 de março de 1981 que uma mulher tocou tambor pela primeira vez no Pará. Essa mulher era mãe Doca. "Ela sofreu muito nas mãos da polícia e a gente faz essa homenagem pela resistência dela", explicou Nangetu.
Existente há 16 anos no Brasil, o Instituto Nacional de Tradição Cultural Afro-Brasileira (Intecab) também coordenou a caminhada de ontem, que reuniu centenas de pessoas. No carro-som que seguiu os participantes até a Praça da República, uma faixa dizia: "Diga não à Discriminação. Intolerância religiosa também é crime. Denuncie". De acordo com Elder Fábio Câmara de Andrade, a caminhada reuniu lideranças Afro Religiosas de todo o Pará. "Essa caminhada faz parte de uma articulação nacional, resolvemos trazer ao Estado para fortalecer essa luta contra a discriminação religiosa", enfatizou.