segunda-feira, 22 de julho de 2013

Edital da PROEX/UFPA premiou proposta de apoio ao Azuelar.

Título do Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão): apoio às ações de mídia cultural do Projeto Azuelar/ Ponto de Mídia Livre do Instituto Nangetu .

Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão), e seu uso nos dias de hoje, faz referência direta ao poder econômico dos donos dos “grandes” meios de comunicação, da mesma maneira que questiona a 'ciência' universitária naquela parte que despreza os conhecimentos tradicionais. Com o apoio da PROEX/ UFPA o projeto Azuelar pretende intensificar as ações de mídia dos povos de terreiro.
Profa. Marilu Campelo (GEAM/UFPA) entrevista Mametu Kátia Hadad (Konsenzala de Kafungê) em programa de parceria do Projeto Azuelar com a RC Resistência FM.

O projeto foi apresentado pelo prof. Arthur Leandro, FAV/ ICA e GEAM/IFCH da UFPA, o Táta Kinamboji do Mansu Nangetu – que também é o coordenador do projeto Azuelar. A proposta foi premiada no Edital Prêmio PROEX de Arte e Cultura/ PROEX-UFPA, e com o prêmio o coordenador vai investir em equipamentos e em ajuda de custos aos agentes de comunicação do Instituto Nangetu.
O projeto é uma intervenção em forma de parceria técnica e dialógica com o objetivo de potencializar o protagonismo dos povos tradicionais de matrizes africanas na produção de mídia étnica e de conteúdos midáticos sobre suas práticas culturais, e também colocar a universidade como agente potencializador das ações do projeto pré-existente e estabelecer intercâmbios culturais e acadêmicos através da colaboração entre entes da universidade e os Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, mas sem interferir naquilo que para todos os envolvidos é um dado precioso: o protagonismo social do Projeto Azuelar.
Kinamboji explica que foi em busca do diálogo que envolveu sua equipe na busca de um sabu (provérbio) em kibundo para dar título ao projeto, primeiro para provocar a universidade com um título em línguas africana, e também como uma forma de difundir os valores transmitidos geração-pós-geração desde os primeiros africanos chegados ao Brasil no tempo colonial. Cunha Junior explica que provérbios São formas filosóficas de refletir e ensinar e aprender sobre as relações dos seres da natureza, do cosmo e da existência humana. São filosofias pragmáticas da solução dos problemas da vida na terra, profundamente ligados ao existir e compor o equilíbrio de forças da continuidade saudável destas existências. registrado os condicionantes da existência humana, da formação social, das relações de poder e justiça, da continuidade da vida. E ao utilizar de um sabu pra nomear o projeto reafirma e transmite o cosmos afro-amazônico para a comunidade univesitária.
Nesta proposta a universidade torna-se mais uma parceira que contribui com equipamentos, e com informações técnicas oriundas das diversas áreas do conhecimento acadêmico, como as artes, a comunicação, as ciências sociais, a educação, do que ser apenas uma biblioteca de conhecimentos a ser consultada, é uma parceria que prima por respeitar a experiência dessa tradição e a absorve como conhecimento tão importante quanto o conhecimento áuniversitrio.

sábado, 20 de julho de 2013

Mobilizar as culturas afro-brasileiras para a III CEC-PA.


O Instituto Nangetu está investindo na mobilização dos agentes culturais afro-brasileiros para a participação na III Conferência Estadual de Cultura do Pará, e mobilizando as lideranças de povos tradicionais de matriz africana em vários municípios para que se façam presente nas conferências municipais e elejam delegados para as demais etapas do processo da III CNC.

Na quinta-feria, 18 de julho, Benevides fez sua I Conferência Municipal de Cultura,  e foi mais uma etapa nessa construção.

Benevides elegeu dois delegados de terreiro para a Conferencia de Cultura do Pará.

Fellipe Roma, do Ilê Ashé Oyá Nirolê Igbalé, foi eleito delegado do município de Benevides para a III Conferência Estadual de Cultura do Pará, e junto com ele também foi eleita delgada, Paôla, da ACAOÃ.
Táta Kinamboji, Felipe Roma e Ekedi Janete na I CMC de Benevides/PA.

A mobilização dos agentes das culturas afro-brasileiras foj feita por telefone e pelas redes sociais, e foi assim que começou a articulação com Fellipe de Logun, e a discussão de estartégias para aprovar nossas propostasnos GTs e na plenária geral da conferência. Felipe nos relata os trabalhos assim:
Como já esperávamos a eleição dos delegados foi #PUNK! Mas resumindo.... Sobre as propostas do regulamento, coloquei aquelas mesmo que o sr me mandou só não consegui por como sendo também para as Estaduais, no mais ficou como planejamos e as comunidades tradicionais ficaram com 4 vagas. Nas propostas para o grupo temático, consegui colocar 90% do que a gente tinha elaborado mais alguns itens que sugeri na hora, algumas coisas estavam específicas demais para comunidades de terreiro e a galera vetou, ai eu coloquei como sendo de comunidade tradicional geral. Sobre as Delegações, mesmo eu tendo conseguido as 4 vagas para as comunidades de terreiro, só havia eu representando todas as comunidades, ai me tornei Delegado e consegui por mais 1 como comunidade de terreiro tbm, as duas outras eu abri mão para o restante da sociedade civil e os evangélicos que ficaram enlouquecidos porque nós tínhamos direito diferenciado a 4 vagas! #AMEIESSAPARTE Ou seja, da Conferencia de Cultura de Benevides saíram 2 Delegados das Comunidades Tradicionais de Terreiro, Eu e Paola. E gostaria de Agradecer a Iya Janete Oliveira pelas orientações e apoio! E agora é rumo as de Ananindeua, Belém e depois a Estadual!
A outra delegada é uma Travesti, a Paula. Ela estava lá como movimento GLBT, mas ela é AfroReligiosa também (da ACAOÃ e descendente da Casa de Pai Orlando Bassu), ela não seria delegada sozinha indo pelo GLBT, foi a forma que eu ví de garantir a outra vaga dos afros e a inserção dela, qualifiquei ela como "de terreiro" e ela entrou na cota dos tradicionais.

A presença dos dois na delegação municipal de Benevides deve-se a articulação do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras, que está em intensa mobilização para garantir a presença dos agentes culturais negros e representantes das culturas tradicionais afro-amazônicas em todas as etapas da III Conferência Nancional de Cultura. Em nome dessa mobilização, Ekedi Janete, militante da ASCOMQ (Castanhal/PA) e membro do Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras do MinC, e Táta Kinamboji, militante do Instituto Nangetu (Belém/PA), Coordenador Estadual da ARATRAMA, e titular do Conselho Nacional de Políticas Culturais, participaram da conferência municipal na qualidade de convidados, e foi assim que organizaram os agentes culturais afro-brasileiros para a representação naquele município.
Antes mesmo de iniciar os trabalhos, eles reuniram com o secretário Jorge Panzera, e com outros representantes da gestão municipal da cultura, e apresentaram as pautas que estão em discussão no colegiado e no conselho do MinC e também as propostas do Fórum estadual e da ARATRAMA. Com isso acertaram o apoio dos gestores na defesa da proposta de alteração regimental para garantir as culturas afro-brasileiras e tradicionais na delegação que foi eleita na conferência.
Táta Kinamboji na mesa/debate de abertura da I CMC de Benevides.

Táta Kinamboji foi convidado e fez parte da mesa de abertura da conferência, e em sua fala reforçou o discurso da diversidade e da participação e controle social, dizendo aos participantes que cabe a eles intervir no plano municipal de cultura mas que também tem a árdua tarefa de fazer valer o contexto cultural local nos planos e nas coferências estadual e nacional de cultura,  criticou a ausencia de uma política estadual quwe atenda a essa diversidade e denunciou que até o presente momento não temos a publicação do decreto convocando a etapa estadual.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

GT do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras para criar estratégia de eleição de delegados nas conferências municipais de cultura de Belém e de Ananindeua.

Estamos chamando os agentes das culturas afro-brasileiras para reuninao de GT do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras, ou uma roda de conversa, a partir das 20h com a pauta específica de criar estratégia de eleição de delegados das nossas manifestações artísticas e culturais nas conferências municipais de cultura de Belém e de Ananindeua.
Local: Mansu Nangetu, Tv. Pirajá 1194 - mais infos com Táta Kinamboji, 80353377 ou 99333077
Importante destacar que é um Grupo de Trabalho. Nessa reunião vamos criar estratégia para inclusão dos agentes das culturas afro-brasileiras nas conferências de cultura de Belém e Ananindeua, que são as que estão previstas para a zona metropolitana, e encaminhamentos para que as estratégias alcancem seus objetivos.
Portanto é para trabalhar!!!!
Entendemos "Culturas Afro-brasileiras" como:
1. Expressões artístcas culturais afro-brasileiras (artistas das diversas linguagens como: artes visuais, arte digital, teatro, dança, música, literatura, arquitetura e outras, que se manifestam pela poética de afirmação dos valores civilizatórios afro-brasileiros);
2. Culturas de Comunidades Quilombolas;
3. Culturas de Povos Tradicionais de Matriz Africana (povos de terreiros);
4. Capoeira;
5. Cultura Hip-hop e culturas negras de periferias urbanas


domingo, 14 de julho de 2013

Sistematização de propostas para apresentar em con...

ARATRAMA - antiga CARMA: Sistematização de propostas para apresentar em con...: A ARATRAMA sistematizou propostas orientar as lideranças dos Povos Tradicionais de Terreiros da Amazônia na participação nas conferências de...

A ARATRAMA sistematizou propostas orientar as lideranças dos Povos Tradicionais de Terreiros da Amazônia na participação nas conferências de saúde, de meio ambiente, de cultura, de igualdade racial , de educação e outras,


Essa sistematização é de propostas vindas dos vários estados e da experiência amazônida em conferências, e foi esboçada em roda de conversa da ARATRAMA no terreiro de Babá Odé Olufonnin, em Macapá.
Propostas gerais, área de cidadania, e servem para todas as conferencias:
  • Custo Amazônico, é reconhecer as dificuldades de deslocamento, comunicação e logística que os agentes sociais amazônidas enfrentam cotidianamente para o desenvolvimento de projetos, e que para vencer as dificuldades os projetos n=financiados na Amazônia tenham um acfescimo de 30% em relação ao valor de outras regiões mais favorecidas de infra-estrutura. Mas também deve ser entendido como o reconhecimento de que o poder publico federal investiu muito poucos recursos nos 9 estados da região, e que por isso aumente o percentual de projetos financiados para a Amazônia Legal.
  • Combate ao racismo institucional, principalmente ao racismo religioso
  • Participação política e controle social - Assentos Natos para Representantes de toda a diversidade de matrizes das Comunidades Tradicionais de Matrizes Africanas nos Conselhos Municipais e Estaduais: DE EDUCAÇÃO; DE CULTURA; DE SEGURANÇA PÚBLICA; DA MULHER; DE SEGURANÇA ALIMENTAR; DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE; DA ASSITÊNCIA SOCIAL; DA IGUALDADE RACIAL; DE JUVENTUDE; DE MEIO AMBIENTE, enfim, em todos os conselhos.
  • Incentivo, Fomento, Fortalecimento e Dinamização dos processos de reconhecimento das Casa de Culto de Comunidades Tradicionais de Terreiros como Patrimônio Imaterial de cada Estado .
  • Agilizar as ações para documentação dos povos e comunidades tradicionais e as demarcações e regularizaçao fundiária das Terras Indigenas, Terras Quilombolas e de Povos Tradicionais de Matriz africana (terreiros)
  • Criar Lei que garanta o acesso das populações tradicionais na terceira idade aos benefícios sociais da previdência (aposentadoria);
  • Garantir o acesso dos povos e comunidades tradicionais aos programas de segurança alimentar e nutricional em todos os estados da região norte;
Saúde
1.Garantir a efetivação do programa “Saúde integral da população negra” acrescido de ações de capacitação dos membros de comunidades tradicionais (de matriz africana e quilombolas) para atuarem no sistema público como agentes comunitários de saúde.
2.Contratar recursos humanos especializados, ou seja capacitar as lideranças de comunicades para apoiar as ações de saúde, tais como acompanhamento de doentes, realização de partos e primeiros socorros.
3.Garantir o atendimento do Programa Saúde da Família nnos territórios dos povos e comunidades tradicionais;
4.Implementar ou ampliar os programas de combate ao alcoolismo, tabagismo e consumo de drogas em povos e comunidades tradicionais, ampliando a capacitação das comunidades para a atuação nesses temas e promovendo palestras de sensibilização e formação de multiplicadores;
5.Garantir para as comunidades tradicionais a disponibilidade de materiais de divulgação e de planejamento familiar, inclusive preservativos para distribuição gratuita, fortalecendo as campanhas de combate a DST AIDS e de planejamento familiar dentro dessas comunidades.
6.Capacitar os agentes de saúde, estimulando o efetivo o reconhecimento das práticas tradicionais ligadas à saúde tanto preventiva quanto curativa;
7.Realizar campanha de reconhecimento das práticas tradicionais de saúde preventiva e curativa realizadas pelas comunidades tradicionais de matriz africana;
8.Garantir o direito já conquistado de acesso dos sacerdotes de religiões tradicionais aos pacientes hospitalizados e aos presidiários;
9.Normatizar e reconhecer a pratica de saúde, de prevenção e cura dos curadores tradicionais dentro do Sistema Único de Saúde.
10.Regulamentar a compra de remédios e produtos fitoterápicos pela rede pública de saúde para as farmácias do SUS e estimular a prescrição de chás e plantas medicinais regionais pelos médicos, fortalecendo as praticas dos Pajés, Pais e Mães de Santo, parteiras e curadores tradicionais garantindo a distribuição regular desses medicamentos para os postos e casas de saúde.
11.Implementar ou ampliar programas direcionados aos povos e comunidades tradicionais que tratem da saúde da mulher, do incentivo ao aleitamento materno, ao parto humanizado, do pré-natal;
12.Construção do Centro de Referência especializado de assistência Social, em combate a violência doméstica e exploração sexual e em saúde preventiva com base nas práticas dos povos tradicionais, e garantir seu funcionamento com recursos humanos oriundos dessas comunidades tradicionais;
13, Criação de programa para a distribuição gratuita do “Kit Feitura”, composto de luvas e navalhas descaráveis e outros materiais de prevenção ao contágio de doenças;
Educação
1.Investir na melhoria da qualidade de ensino público, que é onde estudam os membros dos povos e comunidades tradicionais;
2.Ampliar os programas para qualificar e valorizar os professores e outros profissionais da educação da rede pública (estadual e municipal) para a educação das relações etnicorraciais;
3.Realizar concurso publico especifico para profissionais da educação indígena e quilombola.;
4.Construir e garantir o funcionamento de creches e escolas de ensino fundamental e médio comunitárias em comunidades tradicionais de matriz africana, garantindo seu funcionamento através de convenio com secretarias municipais e estaduais de edicação;
5.Utilizar as escolas, no período das férias escolares, para realizar formações e eventos culturais para os diferentes segmentos das comunidades (jovens, mulheres, idosos, LGBTT e outros)
6.Adequar e implementar os programas de educação à realidade local dos povos e comunidades tradicionais.
7.Criar e implementar Programas de alfabetização de adultos para os povos e comunidades tradicionais (Secretarias de Educação municipal e estadual).
8.Implementar reserva de vagas para povos tradicionais de matriz africana, quilombolas e indígenas em todos os cursos ofertados pelas universidades públicas
9.Garantir bolsas de permanência para povos e comunidades tradicionais em todas as universidades publicas;
10.Implementar o Sistema de Bolsas Universitarias para o acesso e permanência de populações tradicionais, com efetivo controle social.
11.Garantir o acesso à merenda escolar adequada à realidade e cultura dos povos e comunidades tradicionais, mantendo e valorizando as tradições alimentares afro-brasileiras através da merenda escolar'
12.Difundir, formar e acompanhar o acesso aos programas de aquisição de produtos da merenda escolar, para garantir a compra e consumo de produtos da agricultura familiar para merenda escolar;
13.Capacitar, estimular e fiscalizar as Prefeituras Municipais para a compra de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar.
14.Capacitar e estimular os povos e comunidades tradicionais para fornecerem produtos de qualidade destinados à merenda escolar
15.Garantir ações efetivas para a implantaçnao no currículo escolar o que dispoem as leis 10.639-2003, 11.645-2008, 11.525-2007, o ECA, o Plano Nacional de Direitos Humanos e o Estatuto da Igualdade Racial.
16.Implementar a Educaçao Ambiental no currículo escolar com conteúdos e praticas regionais, valorizando a cultura dos Povos e Comunidades Tradicionais.
17 Apoio para Implantação de Salas de Leituras em Comunidades de Terreiros;
18 Educação Ambiental nas Comunidades de Terreiros;
19 Garantia de inclusão do sagrado de matriz africana em eventos Escolares;
20 Apoio para Implantação da Faculdade de Teologias de matriz africana Brasil nas universidades publicas, como preparação para o ensino relgioso de matriz africana.
Cultura
  1. Criar a Lei dos Mestres em cada estado (aposentadoria para os Mestres das Culturas Populares e Saberes Tradicionais).
  2. Garantir o acesso ao programa de Griôs de valorização do saber popular (de ação Griô) (Ministério da Cultura)
  3. Incentivar a criação e funcionamento de Centros de referência de culturas tradicionais de matriz africana; com biliotecas, brinquedotecas, videotecas, discotecas especializadas em culturas afro-amazônicas, assim como espaço para formação, produção e difusão das culturas afro-brasileiras e para a formação, produção e difusão em audiovisual, artes visuais, teatro, dança, artesanato, moda e outras liguagens desde que com caráter etnico afro-amazônico;
  4. Garantir e facilitar o acesso de povos e comunidades tradicionais a programas como Ponto de Cultura adequando os editais à realidade da população tradicional de matriz africana;
  5. Criar programas especificos para comunidades tradicionais de matriz africana que garantam a inclusão digital através de editais de implantação e funcionamento de infocentros nos territórios dos povos tradicionais de matriz africana;
  6. Combater o racismo ambiental e garantir que os povos e comunidades tradicionais de matriz africana não precisem passar por contrangimentos e que tenham acesso ao meio ambiente em condições primárias (reservas federais, estaduais e municipais) inclusive para a coleta de matérias-primas da natureza para fins artesanais, medicinais, religiosos etc;
  7. Criar Legislação que garanta aos povos e comunidades tradicionais tenham acesso à fauna silvestre para a realização dos seus rituais ancestrais.
  8. Atender às normas internacionais estabelecidas para os povos indígenas, tribais e para todos os povos tradicionais quanto à erradicação da intolerância religiosa e cultural.
  9. Garantir editais específicos para os povos tradicioanis de matriz africana para o protagonismo dos povos e comunidades tradicionais em projetos culturais.
  10. Garatir a ampliação da participação de representação de Povos e Comunidades Tradicionais em cada Conselho Estadual e Municipal de Cultura para garantir a presença de representação de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indígenas, de comunidades quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades extrativistas nas esferas de decisão na área da cultura.
  11. Criar politica de incentivo à criação e funcionamento de rádios e TVs comunitárias para divulgação e valorização das culturas tradicionais de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indigenas, de comunidades quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades extrativistas
  12. Estimular o protagonismo dos de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indigenas, de comunidades quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades extrativistas para a criação de conteúdos audiovisuais, filmes e programas de televisão e rádio.
  13. Criar Instrumentos de Fomento cultural para preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural dos Povos e comunidades tradicionais.
  14. Criar legislação para a Garantia de instrumentos de reconhecimento, proteção e salvaguarda do Patrimônio Cultural dos Povos Tradicionais
  15. Garantir um percentual de 30% do recurso dos Fundos de Cultura (estadual municipal e federal) e de outros 30% de cada fundo existente nos demais ministérios e secretarias, de forma a valorizar e promover as culturas dos povos tradicionais de matriz africana, dos ribeirinhos, dos quilombolas, das comunidades extrativistas, contemplando ações voltadas para a manutenção das culturas tradcionais;
  16. Inserir reserva de recurso para os povos tradicionais nas leis de incentivo fiscal existentes.
  17. Articular as diversas secretarias de estado e municipio para realização do mapeamento socio-economico, cultural e ambuental das comunidades tradicionais.
  18. Implantar Grupo de Trabalho de levantamento e certificação dos territorios tradicionais dos povos de terreiros Afro-amazônicas;
a) Incentivar as prefeituras municipais a cadastrar e certificar os territorios tradicionais dos povos de terreiros Afro-amazônicas;
b) Intervir para o reconhecimento dos territorios tradicionais dos povos de terreiros Afro-amazônicas;
c) Dinamizar o reconhecimento dos territorios tradicionais dos povos de terreiros Afro-amazônicas .
  1. Incentivar o comércio e as atividades agro-pastoris importantes para a manutenção das tradições afro-amazônicos, em especial em áreas urbanas;
  2. 9.Garantir que as prefeituras municipais implantem programas de arborização urbana e a utilização de árvores frutuferas, medicinais e de uso tradicional na arborização de vias e em bosques de praças públicas;
  3. 10.Orientar os agentes de proteção ambiental para garantir o livre acesso de comunidades tradicionais de terreiros aos parques ambientais,
  4. 11.Criar programa específico para a população de comunidades tradicionais de terreiros para:Capacitação de pessoal; Fomento à produção; e Comercialização de:
  5. 1. produtos fitoterápicos;
  6. 2. Perfumaria, inclusive banhos aromáticos;
  7. 3. Velas, inclusive as de uso decorativo e/ou perfumadas;
  8. 4. Manufatura têxtil; Estamparia e Moda;
  9. 5. Bijuterias e acessórios;
  10. 6. Publicações impressas e/ou em mídias eletrônicas;
  11. 7. Estatuária;
  12. 8. Artesania afro-amazônica;
  13. 9. outras atividades de interesse.
  14. 12.Criar programa de incentivo criação de cooperativas de produtos de comunidades tradicionais de matriz africana.
  15. 13.Incentivar a publicação de literatura com a temática afro-amazônica e fomentar publicações da cultura tradicional afro-amazônica;
  16. 14.Incentivar a produção de literatura, em especial a infanto-juvenil, com a temática afro-amazônica.
  17. 15.Criar programa de capacitação de escritores para as Casas de Cultos de Comunidades Tradicionais de Terreiros
  18. 16.Criar programa de incentivo a leitura nos territórios de Comunidades Tradicionais de matriz africana.
  19. 17.Realizar o mapeamento e catalogação das manifestações culturais afro-brasileiras inclusive as tradicionais, em cada estado da região norte;
  20. 18.Criar programa de capacitação de gravação de produções musicais das Comunidades Tradicionais e incentivar e instalar estúdios experimentais de gravação de áudio em terreiros.
  21. 19.Incentivar as bibliotecas para criar e manter setor especifico com a temática afro-amazônica nas bibliotecas escolares; assim comko distribuir a produção literária afro-amazônica para as bibliotecas das escolas da rede estadual de ensino básico;
  22. 20 Garantia de Apresentações e Participações em Eventos Culturais com Cachês;
  23. 21 Capacitação para Instrumentos de Percussão;
  24. 22 Subvenção ao Projeto “Festival de Atabaque: o Som da Nossa Alma”;
  25. 23 Subvenção para desenvolvimento do Projeto “Os Orixás no Meio de Nós: Candomblé nos Quilombos”;
    1. 24 Apoio aos Eventos Culturais das Comunidades de Terreiros;
    2. 25 Apoio para Criação e Implantação do Museu Estadual das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana.
Segurança alimentar e nutricional
  1. (segurança alimentar e nutricional) Incentivar a pecuária tradicional, bem como a criação em quintais de residências e em pequenos lotes urbanos, de animais de pequeno porte, como caprinos, ovinos e suínos.
  2. (segurança alimentar e nutricional) Incentivar a criação tradicional, bem como a criação em quintais residenciais, de aves[
  3. Criar programa específico de capacitação, fomento, orientação e acompanhamento de criação de aves e animais de pequeno porte em quintais de residências e em pequenos lotes urbanos.
  4. Criar programa específico de capacitação, fomento, orientação e acompanhamento de cultivo de ervas medicinais e/ou de uso tradicional em quintais e em hortas comunitárias das zonas urbanas.
  5. Criar programa específico de capacitação, fomento, orientação e acompanhamento de cultivo de frutas, verduras e legumes em quintais e em hortas comunitárias das zonas urbanas.
Comunicação Social.
Criar mecanismos de combate ao racismo e à intolerância às práticas afro-religiosas em veículos de comunicação comerciais .
Criar e manter na programação das emissoras publicas, programas televisivos e radiofônicos produzidos e apresentados por membros de Comunidades Tradicionais de Terreiros.
Valorizar positivamente a imagem das populações das Comunidades Tradicionais de Terreiros incluindo essa temática nas pautas dos programas da TV e das emissoras de rádio publicas
Moradia
1.Atender a demanda de moradia dos povos e comunidades tradicionais e povos de terreiro:
2.Garantir o acesso dos povos e comunidades tradicionais aos programas de habitação, manutenção das casas tradicionais, com respeito às culturas dos povos tradicionais.
JUVENTUDE
1.Ampliar o acesso da Juventude de Povos e Comunidades Tradicionais ao PRONATEC e ao PRONAF Jovem, considerando a realidade local;
2.Criar um Grupo de Trabalho da Juventude de Povos e Comunidades Tradicionais para discutir politicas para a Juventude, integrando os diferentes grupos de juventude.
3.Garantir apoio a manifestações culturais da Juventude de Povos e Comunidades Tradicionais.
4.Exigir a adesão dos estados e municipios ao Programa Juventude Viva, coordenado pela SEPIR e Secretaria de Direitos Humanos.
5.Valorizar e divulgar a contribuição da Juventude de Povos e Comunidades Tradicionais
6 Cotas para Jovens de Terreiros nos Programas de Subvenção para Jovens;
7 Cotas para Jovens Estudantes de Terreiros nas Bolsas de Iniciação a Empregos;
8. Contratação de Jovens Capacitados para Atuarem em Programas de Ações de Saúde e Educação para as Comunidades de Terreiros.
SEGURANÇA
  1. Garantia do Livre Culto, com Extensão de Horário em dias de Festas Tradicionais;
  2. Implantação do “Fórum Permanente de Diálogo Inter-religioso e Direitos Humanos”.
.EMPREGO TRABALHO E RENDA
  1. Fomento em ações e projetos de valorização e produção de moda étnica Afro para o Povo de Axé;
  2. Treinamento Massoterápico para as “Puxadeiras” e “Curandeiras(os)” das Comunidades de Terreiros;
  3. Treinamentos Voltados para a produção e comercialização de Artesanato; tradicionais de matriz africana;
  4. Treinamentos e finaciamento de cursos e projetos de empreendedorismo de Corte e Costura e ModaAfro;
  5. Treinamento e finaciamento de cursos e projetos de empreendedorismo em Cultivos de Ervas Medicinais, aromáticas e de uso ritualístico das tradições afro-amazônicas;
    1. Treinamento sobre Criação e Manejos de Animais de pequeno porte em quintais e pequenas áreas;
TURISMO
  1. Criação do Roteiro Turístico Afroreligioso do Amapá;
  2. Inclusão das celebrações de Comunidades tradicionais de matriz Africana (Celebrações de Terreiros) na Agenda Turística-Cultural dos estados e municipios
  3. Treinamento e Formação de Técnicos e ou Guias de Turismo étnico para Comunidades de Povos Tradicionais de Matriz Africana.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tradições que preservam o meio ambiente - consciência ambiental afro-brasileira.

Foi uma roda de conversa de troca de experiências ambientais com Aderbal Moreira.

Aderbal falou do "Oku Abo, Espaços Sagrados" e explicou que é um Programa de educação ambiental, que foi elaborado especificamente para atender as demandas das comunidades de terreiros e as unidades de conservação da natureza de proteção integral que pretende contribuir para minimizar os conflitos existentes entre a necessidade de conservação dos recursos hídricos (especialmente rios, cachoeiras e matas do entorno) e a livre expressão religiosa garantida pela Constituição Federal.

O que foi proposto foi a participação de ações de preservação e consciência ambiental à partir das tradições afro-brasileiras, Aderbal explica que "As comunidades de Terreiros demonstram alto potencial para o engajamento em ações de proteção ao meio ambiente, pois são devotos da Natureza. "Omi Cosi, Ewe Cosi, Orixá Cosi"(Sem Água, Sem Folha, Sem Orixá), ditado popular yorubá que ratifica a consciência ecológica das religiões de matriz Africana".

A consciência ecológica do povo de Santo já existe, os Orixás e Encantados são elementos e fenômenos da natureza, pois nela habitam as suas divindades,. Apesar desta importância fundamental tem havido um distanciamento do princípio religioso básico de respeito à natureza. Embora um grande número de religiões, entre elas o xamanismo, esotéricos, cultos ciganos, evangélicos católicos e outras vertentes, utilizem amplamente espaços naturais em cerimônias e rituais, a prática religiosa afro-brasileira é freqüentemente associada à poluição do meio ambiente. As oferendas podem poluir as águas de rios e cachoeiras, e as matas ao redor, com materiais não degradáveis, contribuindo para ocorrência de incêndios e causando forte impacto negativo aos visitantes. Tal destruição não é, no entanto, parte integral do Candomblé, da Umbanda e outras religiões da natureza, ela, na verdade, resulta da falta de conhecimentos de questões ligadas aos saberes tradicionais destas religiões e à preservação da natureza. É a falta de acesso aos processos educativos e de gestão ambiental que produz esta situação e não a religião. A atuação em rede tem a potência de valorizar as tradições e contribuir para a consciência ambiental na população e melhorar a imagem pública dos terreiros. "

terça-feira, 18 de junho de 2013

ARATRAMA leva a rede de cineclubes de terreiros para o Amapá.

ARATRAMA - antiga CARMA: ARATRAMA leva a rede de cineclubes de terreiros pa...:

A articulação amazônica de povos tradicionais de matriz africana está proporcionando a troca de experiências entre as lideranças de terreiro.
No próximo fim de semana, a coordenadora estadual do Amapá, Mãe Nina Souza, vai inaugurar o cineclube do Instituo Cultural e Educacional Nina Souza, com uma roda de conversa e troca de experiências com Táta Kinamboji, que coordena a  rede de cineclubes de terreiros. A rede se formou a partir da experiência audiovisual no Instituto Nangetu e já se mostra forte no estado do Pará, com essa ação a ARATRAMA pretende regionalizar a experiência.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ARATRAMA se reúne hoje em Belém.

ARATRAMA - antiga CARMA: Coordenações do Pará e Amazonas rerunem hoje em Be...:

Coordenações do Pará e Amazonas rerunem hoje em Belém.

ARATRAMA - Segunda, 17 de junho, as 19h, no Mansu Nangetu (Tv. Pirajá  numero 1194, Marco, Belém/PA) terá reunião da coordenação paraense (Arthur Leandro, Mametu Nangetu e Mãe Nalva) com Mãe Nonata Correa, coordenadora da ARATRAMA no Amazonas.
Mãe Nonata aproveita uma agenda em Belém para reunir com lideranças em fortalecimento da ARATRAMA.
A proposta é discutir ações em rede para os Povos Tradicionais de matriz Africanas na Amazônia e fortalecer essa articulação nos 9 estados da Amazônia Legal - lideranças de terreiros, sintam-se todas convidadas.

Em nome da mídia democrática.

No dia 09 de Julho estaremos na instalação do FNDC-PA (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - Comitê do Estado do Pará) O evento contará com a presença da coordenadora Nacional do FNDC, Rosane Bertotti e de diversas entidades ligadas à luta pela democratização da comunicação e ativistas sociais do Estado do Pará. Na oportunidade, faremos o lançamento da campanha Nacional "Para expressar a liberdade! - Uma nova lei para um novo tempo".


Quer entender o que a campanha objetiva?

Em 27 de agosto de 2012, o Código Brasileiro de Telecomunicações completou 50 anos. A lei que regulamenta o funcionamento das rádios e televisões no país é de outro tempo, de outro Brasil. Em 50 anos muita coisa mudou. Superamos uma ditadura e restabelecemos a democracia. Atravessamos uma revolução tecnológica e assistimos a um período de mudanças sociais, políticas e econômicas que têm permitido redução de desigualdades e inclusão.

Mas estas mudanças não se refletiram nas políticas de comunicação do nosso país. São 50 anos de concentração, de negação da pluralidade. Décadas tentando impor um comportamento, um padrão, ditando valores de um grupo que não representa a diversidade do povo brasileiro. Cinco décadas em que a mulher, o trabalhador, o negro, o sertanejo, o índio, o camponês, gays e lésbicas e tantos outros foram e seguem sendo invisibilizados pela mídia.

Temos uma lei velha e que representa valores velhos. São 50 anos de negação da liberdade de expressão e do direito à comunicação para a maior parte da população.

Por isso, precisamos de uma nova lei. Uma nova lei para este novo tempo que vivemos. Um tempo de afirmação da pluralidade e da diversidade. De busca do maior número de versões e visões sobre os mesmos fatos.

Um tempo em que não cabem mais discriminações de nenhum tipo. Tempo de reconhecer um Brasil grande, diverso e que tem nas suas diferenças regionais parte importante de sua riqueza. Tempo de convergência tecnológica, de busca da universalização do acesso à internet, de redução da pobreza e da desigualdade. Tempo de buscar igualdade também nas condições para expressar a liberdade. De afirmar o direito à comunicação para todos e todas.

A campanha Para expressar a liberdade é uma iniciativa de dezenas de entidades da sociedade civil que acreditam que uma nova lei geral de comunicações é necessária para mudar essa situação. Não só necessária, mas urgente.

Todas as democracias consolidadas (EUA, França, Portugal, Alemanha, entre outras) têm mecanismos democráticos de regulamentação dos meios de comunicação. Em nenhum desses países, ela é considerada impedimento à liberdade de expressão. Ao contrário, é sua garantia.

Isso, porque sem regulamentação democrática, a comunicação produz o cenário que conhecemos bem no Brasil: concentração e ausência de pluralidade e diversidade.

Neste novo tempo que vivemos, o Brasil não pode continuar ouvindo apenas os poucos e velhos grupos econômicos que controlam a comunicação. Precisamos de uma nova lei para garantir o direito que todos e todas temos de nos expressar.


Venha se expressar com a gente!

domingo, 16 de junho de 2013

Lideranças de terreiros garantem suas pautas na Co...

ARATRAMA - antiga CARMA: Lideranças de terreiros garantem suas pautas

Lideranças de terreiros garantem suas pautas na Conferência da Cidade de Belém.

A coordenação da ARATRAMA no estado do Pará esteve presente na 5ª Conferência Municipal da Cidade de Belém, e junto com outras lideranças de terreiros, garantiu a inclusão das pautas específicas dos povos tradicionais nas propostas aprovadas,

Uma das questões mais debatidas foi o uso das áreas de proteção ambiental e do espaço urbano, mas também se garantiu propostas de politicas específicas de acessoaos financiamentos públicos de moradia e habitação, o que resultou numa avaliação positiva da participação das lideranças de povos tradicionais de matriz africana em Belém.

Pudemos registrara a presença de membros da ARATRAMA, do Instituto Nangetu, da ACIYOMI, da AFUORJY, do Ilé Asché de Ogum, dentre outras lideranças que se juntavam aos movimentos populares de luta por moradia digna e na construção de uma cidade melhor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Kizomba de Nkosi no Rundembo N´Gunzo Di Jaciluango

"Festa de Ogum" no Rundembo N´Gunzo Di Jaciluango, dia 13 de junho de 2013

O Terreiro de Candomblé Angola Rundembo N´Gunzo Di Jaciluango, convida a Comunidade Afro Religiosa e Amigos para a “Festa de Ogum”.
Dia: 13 de junho de 2013 (Quinta-feira, Dia de Santo Antônio)
Início: 19h
Endereço: Trav. Mariz e Barros, nº 1609 (entre Marques e Visconde) - Bairro Pedreira, Belém-PA.

Contamos com sua presença!

Taata Kutala Tauandirá kwá N´Zaambi ( Edson Santana)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

7 de junho na Festividade de Sto. Onofre- "Delírios de um cinemaníaco" no Cineclube Nangetu.



Delírios de um cinemaníaco, a história de um pioneiro do cinema
O filme Delírios de um cinemaníaco conta a história de José de Oliveira, mais conhecido como Zé Pintor, um dos pioneiros na atividade cinematográfica na cidade de São Carlos (SP) e autor de diversos filmes que, além de contar histórias, promoviam a aproximação da sociedade são-carlense junto ao mundo do cinema, uma vez que Zé Pintor produzia seus filmes de forma independente e utilizava como atores amigos e pessoas próximas a ele.
Baseado no livro Minhas memórias com meu cinema, de autoria de José de Oliveira, Delírios de um cinemaníaco apresenta ao público a cinebiografia de um homem que desde a sua infância até a velhice, viu a morte levar seus familiares e maiores amigos. Mas encontrou no amor por Edna e na paixão pelo cinema, forças para encarar as mazelas da vida.
O filme mostra que além dos roteiros, Zé Pintor selecionava e dirigia os atores, montava cenários, criava o maquinário e maquetes, definia os enquadramentos, montava a luz, focava suas imagens e realizava toda a pós-produção, revelação, montagem, cópias de filme, intertítulos, etc., com técnicas alternativas simplificadas e criativas, sem o auxílio de grandes tecnologias. Quando não conseguia fazer todas essas funções, contava com a ajuda das pessoas ao seu redor – geralmente os atores dos filmes. Delírios de um cinemaníacotambém apresenta como diferencial integrar, numa única produção, elementos que ultrapassam os aspectos culturais e históricos da obra, aplicando conceitos pautados no colaborativismo e na solidariedade, presentes na trajetória artística do personagem principal do filme.
Esse modo de produção singular do artista resultou em filmes muito ricos, do ponto de vista estético e histórico. A utilização de não atores, filmagens em áreas externas de São Carlos e nas casas de amigos, fizeram com que os seus filmes, hoje, se situem entre a ficção e o documentário.
E foi exatamente esse espírito solidário que a equipe de produção de Delírios de um cinemaníaco tentou imprimir desde 2009, quando o filme começou a ser produzido, estabelecendo vínculos com o Circuito fora do eixo e a produtora Filmes para bailar, de forma que a obra contribuísse para o fortalecimento de uma rede de serviços envolvendo diversos segmentos da economia local, além da inserção do projeto em plataformas virtuais de produção cultural, possibilitando que o filme seja distribuído e exibido nos diferentes circuitos de exibição em todo o Brasil.
Assim, Delírios de um cinemaníaco é mais que a retratação da história de Zé Pintor e seu pioneirismo na produção cinematográfica são-carlense. A obra é um resgate dos valores pregados pelo personagem principal em suas obras, que marcaram a sua trajetória no cinema local. Delírios de um cinemaníaco é, assim como foram as obras de Zé Pintor, uma quebra de paradigma na produção local e uma outra maneira de enxergar e fazer cinema.
CINECLUBE NANGETU NAS FESTIVIDADES DE SANTO ONOFRE
Apresenta: "DELÍRIOS DE UM CINEMANÍACO", 2012 Direção: Carlos Eduardo Magalhães/Felipe Leal Barquete. 102 min.
Dia: 07/06/2013 (Sexta-feira)

Organização Cineclube Nangetu:
Isabela do Lago e Eluah Sampaio

Serviço:
Cineclube Nangetu
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
Endereço: Travessa Pirajá, 1194 (entre Av. Duque e 25 de setembro - Bairro Marco) Belém/Pará. Telefone:
(91) 3226-7599 / 8806-7351 E-mail: nangetu@hotmail.com
 
Início de cada sessão: 19:30h, ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
Participe, Entrada Franca!

Tacacá de Sto. Onofre

FESTIVIDADES DE SANTO ONOFRE 2013
 

  PROGRAMAÇÃO
Dias 31/05 a 12/06

- 19h: Ladaínha a Santo Onofre e Santo Antônio

Cineclube Nangetu: Exibições de Filmes às 19:30h
Dia 07/06:
Filme: “DELÍRIOS DE UM CINEMANIACO”
Dia 10/06: Filme: “Canal futura apresenta - A cor da Cultura-
Origens”
Dia 11/06: Filme: “FEBRE DO RATO”
 

Dia 12/06 (Quarta-feira)
- 16h: Banho de Cheiroso de Santo Antonio
- 17h: Ladaínha ao Santo
- 18h: Resistência FM e Rede Aparelho de Mídia Interativa Comunitária
- Projeto Azuelar/Rádio Janela - Programa: “O som da Gente”
com: Taata Kinamboji, Taata Dianvúla, Luah Sampaio,
Ricardo Zé Luz e Priscila Duque
- 19h: Quadrilha Junina “Arrastão Junino” da Cidade Velha
- 21h: Boi-Bumbá Caprichoso de Mestre Alarindo
- Tradicional Tacacá de Santo Onofre, Mingau,
Bolo de Fubá, Carurú Junino e Aluá

Realização:
INSTITUTO NANGETU
Apoio:
REDE APARELHO DE MÍDIA E COMUNICAÇÃO INTERATIVA E COMUNITÁRIA
CINECLUBE NANGETU
TERREIRO DE MINA ESTRELA GUIA ALDEYA DE TUPINAMBÁ
RÁDIO RESISTÊNCIA FM
PROJETO AZUELAR
UFPA - PROJETO DE EXTENSÃO: DIÁLOGOS EM CABANA DE CABOCO

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vivência cultural com Aderbal Moreira no Mansu Nangetu

31 de maio de 2013 - 18h no Mansu Nangetu - Tv. Pirajá, 1194 – Marco, Belém-PA,  91-32267599

roda de conversas, experimentações com percussão afro-brasileira, politicas publicas, racismo e intolerancia cultural.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

SEJUDH-PA recebeu lideranças tradicionais e sociais do Movimento Negro.

A audiência aconteceu na manhã desta terça-feira, 21 de maio, e contou com lideranças de comunidades tradicionais de quilombos, de povos tradicionais de matrizes africanas e movimento social negro. A pauta continha três pontos: 1) Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; 2) Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; e 3) Implantação das ações dos Programas e Planos propostos pelo governo federal no Estado do Pará e seus Municípios.

O secretário José Acreano Brasil Junior se comprometeu em acolher um GT composto pelas organizações sociais e tradicionais do Movimento Negro que estavam presentes na reunião, com o objetivo de conduzir  a eleição do Conselho Estadual e também a organização da Conferência. Para que tudo aconteça de acordo com as diretrizes do movimento social e tenha a maior participação possível, a CEPIR vai compor uma equipe de trabalho qualificada para o trato com as comunidades tradicionais e com o movimento negro, e para isso pediu para as organizações que identificassem funcionários públicos estaduais capacitados para a função e que estejam dispostos a trabalhar na CEPIR da SEJUDH, para que se envie a lista de pessoal qualificado para o secretário mais rápido possível.
Sobre a aplicação de políticas públicas de promoção da igualdade racial, a SEJUDH pediu um prazo de 30 dias, período em que vai organizar encontros do GT com outras secretarias e institutos que tem coordenações de igualdade racial para promover uma ação conjunta das instituições estaduais, e nesse mesmo período vai apresentar um relatório mais detalhado das ações que o Estado do Pará vem desenvolvendo.
Também ficou acertado que o secretário retomará a negociação com a ASIPAG para a conclusão do projeto do GEAM/UFPA em parceria com a Comissão de Igualdade étnica e Racial da OAB-PA, de legalização de 100 terreiros como templos afro-religiosos, e disse que se ainda houvesse algum entrave com a ASIPAG, que a própria SEJUDH faria imediatamente a regularização de 10 desses terreiros.
O Instituto Nangetu esteve presente na reunião.



terça-feira, 21 de maio de 2013

Projeto Azuelar recebeu a RC Resistêcia FM em programação de cultura afro-brasileira.

O Projeto Azuelar aproveitou a reunião do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras para mais uma transmissão de conteúdos das culturas afro-amazônicas em freqüência modulada em parceria com a Rádio Comunitária Resistência FM.
A rádio se instalou no Mansu Nangetu no dia 27 de maio em programa com seleção musical de Táta Dianvula (Alex Leovan) e Odé Oromim (Edgard Vasconcelos), e ainda fazendo a cobertura da reunião do fórum e entrevistando os agentes das culturas afro-brasileiras


Táta Kinamboji falou sobre a política cultural e participação social numa sociedade racista.

 A Radio Resistência FM eh uma Radio da Periferia de Belem/PA e que vem Lutando pela democratização da comunicação sem deixar de lado as outras lutas necessárias a melhoria de vida do povo Brasileiro...assim foi no Terreiro "Nangetu" e no video o educador e militante social Arthur Leandro trata das dificuldades dos povos tradicionais e/ou de Terreiros poderem acessar as politicas publicas culturais existentes devido principalmente o Brasil ainda ser um país Racista.

Mametu Kaianileji, em entrevita para Marilu Campelo, falou sobre a história do Candomblé Angola em Belém do Pará.

 ...ja que os meios de comunicação e em particular as Radios comerciais tentam deixar invisíveis as tradições populares, folclóricas e/ou de origem africanas A Radio Militante Resistência FM 90.1, assume na pratica a Luta pela democratização da comunicação e defende a liberdade Religiosa! salve o candomblé...((AXe))

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ministra Luiza Bairros e Secretário José Acreano Brasil Jr. receberam lideranças do Movimento Negro.

Ministra Luiza Bairros e o Secretário de Justiça e Direitos Humanos do Pará, José Acreano Brasil Jr, receberam em audiência as lideranças do Movimento Negro do Pará.
Além da Ministra Luiza Bairros e do Secretário de Estado de Direitos Humanos, José Acreano Brasil Junior, também esteve presente a presidente do  Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará – IDESP , Adelina Braglia.
A audiência aconteceu no encerramento do seminário de diálogo entre a SEPPIR, os gestores municipais e estaduais  do sistema PIR (Promoção da Igualdade Racial) para a região norte e lideranças das organizações sociais e tradicionais do Moviemnto Negro.

Domingos Conceição, do Movimento Mocambo, apresentou a pauta prioritária que foi elaborada a partir da Assembléia Geral das organizações do Movimento Negro paraense, assembléia que aconteceu no sábado dia 11 de maio no auditório da EEEFM Cordeiro de Farias. A pauta trazia a urgência da questão fundiária,  a necessidade de um escritório regional da SEPPIR na Amazônia, a aplicação dos planos de igualdade racial nos estados da região norte (o Brasil Quilombola, o de Sustentabilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Programa Juventude Viva, entre outros), o funcionamento do sistema PIR na Amazônia e a terceira conferência de igualdade racial.
A partir dessa pauta, a ministra, o secretário e a presidente do IDESP fizeram suas considerações e apresentaram as ações que cada um em sua instância vem desenvolvendo como aplicaçnao de políticas de igualdade racial. Luiza Bairros explicou que o Governo Federal, através da SEPPIR, elabora e apresenta as planos e programas de políticas públicas, mas que quem executa essas ações são estados e municípios, e que só com o pacto federativo é que se poderia ver efetivada cada uma das ações.
O Secretário Acreano Brasil Junior apresentou as ações da SEJUDH e aproveitou o momento para anunciar a nova coordenadora da Coordenadoria de Promoção de Igualdade Racial - CEPIR/SEJUDH, sra. Byany Sanches, enquando Adelina Baglia avaliou as ações do IDESP para a promoção dos diretos dos quilombolas.
 O primeiro bloco a falar pela sociedade foi composto por Táta Kinamboji, do Instituto Nangetu, pelo Negro Lamar, do Coletivo Casa Preta, e por Carlos Galiza, da Malungo. Também falaram Mãe Nalva de Oxum pela ACIYOMI, Maria Luisa Nunes pelo IMUNE/ CEDENPA, Professor Vanderley pela UNEGRO e outras lideranças que se fizeram presentes na reunião.
Foi cansenso parabenizar a ministra e sua equipe, em nome da coordenadora da SECOMT, professora Silvany Euclênio, pelo esforço na construção de políticas públicas com a participação e acompanhamento da sociedade civil, mas cada um dos representantes da sociedade acrescentou que era pessimista quando tentava prever a aplicação dessas ações nos 7 estados da região norte e nos 9 estados amazônicos.
Táta Kinamboji disse que em reunião com lideranças de outros estados pode perceber que em nenhum deles existe uma secretaria de estado que promova a igualdade racial e nem tampouco funciona um conselho estadual de igualdade raciail, e que para ele era dificil acreditar que em estados onde os governantes sequer se esforçavam para implantar as instâncias do sistema PIR, fosse possível a aplicação do pacto federativo para ações dessa natureza.

Kinamboji também perguntou se a SEJUDH esperar 5 meses para escolher uma nova coordenadora de sua CEPIR não poderia se configurar como racismo institucional, e a mesma configuração para o IDESP que também se concentrava apenas em estudos socio-econômicos para comunidades tradicionais quilombolas e mantinha as comunidades tradicionais de matrizes africanas na invisibilidade. Acrescentou que achava ótima a escolha da militante Byany Sanches para coordenar a CEPIR na SEJUDH, mas disse que para que a coordenação tivesse êxito era necessário que hovesse uma equipe que lhe desse apoio no trato com cada um dos segmentos sociais atendidos, e que precisaria de estrutura física e de pessoal para atender: 1) Povos Tradicionais de Matrizes Africanas; 2) Comunidades Tradicionais Quilombolas; 3) Movimento Social Negro Urbano, e terminou provocando o secretário ao perguntar se junto com a nova corrdenadora viria a estrutura para desenvolver o trabalho.
As lideranças sociais também lembraram que o estado do Pará e 5 de seus municípios, incluindo 3 da zona metropolitana, estavam no topo das estatístcas de violência e de genocídio da juventude negra, e com isso cobraram dos gestores que articulem com o gevernador e prefeitos de municipios do estado do Pará que assinassem o protocolo do Programa Juvetude Viva.
A audiência terminou com o agendamento de reunião das lideranças sociais com o secretaário José Acreano Brasil Junior para a terça-feira, 21 de maio, as 11h, no Gabinete do Secretário, para encaminhar ações que atendam as aputas sociais.






Fotos de Táta Kinamboji e Ode Oromi/ Projeto Azuelar - Ponto de Mídia Livre.

FUMBEL acatou solicitação das culturas afro-brasileiras.

Babá Omioryan, Táta Kinamboji, e a Pte. Heliana Jatene, em audiência na quinta passada.
Na quinta-feira passada, dia 16 de maio de 2013, Táta Kinamboji [Arthur Leandro] e Babá Omioryan [Emanuell Souza], Coordenadores do Fórum Estadual Setorial de Culturas Afro-brasileiras, estiveram em audiência com a presidente da FUMBEL, Heliana Jatene.
A presidente da fundação cultural do municipio de Belém chamou esta audiência por provocação de oficio dos coordenadores solicitando participação nas instâncias de diálogo da prefeitura de Belém com a sociedade civil que estão tratando da implantação do Sistema Municipal de Cultura, LEI Nº 8943, de 31 de julho de 2012, ou “Lei Valmir Bispo dos Santos”, e também estão tratando da iminente eleição para o Conselho Municipal de Política Cultural/ CNPC, de Belém.
Os coordenadores se apresentaram como membros do Colegiado Nacional Setorial de Culturas Afro-brasileiras e explicaram para a presidente da FUMBEL que no processo para essa escolha cada estado que enviou delegados para os fóruns nacionais que escolheram os colegiados do MinC, formou um fórum local para a sua setorial.  Explicaram que o estado do Pará e o municipio de Belém se tornaram exemplo de mobilizção nacional na setorial de culturas afro-brasileiras e que por isso temos uma significativa representação no colegiado nacional.
Continuaram a argumentação dizendo que sabem que até o presente momento quem está exercendo a participação social junto à FUMBEL são representantes do Forum Municipal de Cultura, fórum que se formou pra mobilizar a categoria em torno da aprovação da Lei, entretanto explicaram que vieram requerer participação desta setorial pela necessidade de pontuar questões que lhe são específicas, como por exemplo, o contexto do racismo que prejudica a circulação da produção cultural afro-amazônica, assim como a necessidade de defender a participação política das comunidades tradicionais quilombolas e das comunidades tradicionais de matrizes africanas, de acordo com as suas características de organização tradicional.
A presidente, Heliana Jatene, aceitou os argumentos e indicou a participação de representantes da setrorial de culturas afro-brasileiras na comissão que vai elaborar proposta de regimento eleitorial para o CMPC/Belém.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Chamada de Caboco.Dia 20 de maio de 2013 (Segunda-feira) Início: 17h.

Ciclo de Estudos e Doutrinamento e chamadas de Caboco: Falangeiros, Boiadeiros, Flexeiros, Juremeiros e outros..'


Dia 20 de maio de 2013 

(Segunda-feira) Início: 17h

Mansu Nangetu
Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua.
Belém do Grão-Pará.
CEP 66.095-631
Fones: (91)32267599; (91) 88067351 (Mametu Nangetu).

terça-feira, 7 de maio de 2013

Assembléia Geral de Organizações Tradicionais e do Movimento Social Negros.



Local: Auditório da EEEFM Marechal Cordeiro de Farias - Av Almirante Barroso, 3109, Marco, Belém.
Data: 11 de maio de 2013 (sábado), 9h.

Pauta:
  1. Quadro conjuntural e histórico das Organizações do Movimento Social e de Povos e Comunidades Tradicionais Negros;
  2. Debate e encaminhamentos para a aplicação do Sistema Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial:
  • Plano Nacional de Sustentavilidade de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas;
  • Programa Nacional Juventude Viva;
  • Pará Quilomnola;
  • Plano Nacional de Saúde da população Negra'
  • Implantação da Lei 10.639/03;
  • Conselho Estadual de Políticas de Promoção de Igualdade Racial.
  1. Criação de um escritório regional da SEPPIR na Amazônia Negra
  2. Encaminhamentos: Manifesto de ações e compromissos; audiência com a Ministra Luisa Bairros; reunião com gestores e lideranças sociais da região norte

Lista de organizações – Instituto Nangetu; Movimento Afro Descendente do Pará MOCAMBO; FEUCABEP; KONSENZALA; INTECAB-PA; Rundembo Ngunzo ti Bamburucema; Quilombo de Sucurijuquara; Instituto Mirico Cota; GMB, CEDENPA, IMUNE, ACIYOMI, Rede Paraense de Quilombos, Associação de Remanescentes do Quilombo de São Benedito, Coordenação da Rede Amazônia Negra no Estado do Pará.