sábado, 28 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
"Kiuá Nangetu" é contemplado em prêmio nacional de cultura afro-brasileira.
Em 2014, o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras lançou sua terceira edição e o ano começa com boas notícias para o Estado do Pará. Entre os contemplados pela iniciativa conjunta do Centro de Desenvolvimento Oswaldo dos Santos Neves e Fundação Cultural Palmares (Minc), estão três projetos que serão executado em Belém. Em artes visuais teremos o “Kiuá Nangetu – poéticas visuais da resistência negra”, idealizado pelo Instituto Nangetu, sediado no terreiro Mansu Nangetu, no bairro do Marco.
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| Premiados em artes visuais nas cinco regiões brasileiras. |
“Kuiá Nangetu” promete agitar a cena artística da cidade com intervenções no espaço urbano, estabelecendo inovadoras e sensíveis possibilidades de contato entre a sociedade e a produção de artistas de terreiro. O projeto tem como pontapé as proposições poéticas do coletivo Nós de Aruanda, que inclui artistas do terreiro Mansu Nangetu e de outras casas afro-amazônicas. As intervenções ocorrerão durante o mês de maio, culminando com as atividades de encerramento da comemoração de dez anos do Instituto Nangetu.
Para a escolha do prêmio em artes visuais, reuniu-se a comissão de seleção que foi composta pelo ator Antônio Pompêo, Januário Garcia e Galvão Pretto, que avaliaram os projetos inscritos na edição de 2014. A reunião da equipe avaliadora foi realizada no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de dezembro de 2014. Os trabalhos foram coordenados por Ruth Pinheiro, presidente do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos Neves – CADON, com o acompanhamento do representante da Fundação Cultural Palmares, Sr. José Newton Guimarães – Chefe de Divisão - e Luis Carlos do Nascimento – Gestor de Projetos Culturais da Petrobras.
"Esta é apenas a terceira edição deste prêmio, e a segunda da bolsa fomento de artistas negros. Em três anos de financiamento específico para artistas e produtores culturais negros temos muito pouco tempo e ainda não podemos dizer que revertemos o sistema de exclusão etnico-racial na cultura brasileira. Com propostas como esta, nós, artistas de terreiros, começamos, timidamente, a sair da invisibilidade”, considera Arthur Leandro, que também é carnavalesco da Embaixada de Samba do Império Pedreirense, que neste ano entra na avenida para lembrar o processo de opressão e resistência no qual o negro é protagonista na história do país.
No Pará também foram premiados dois projetos da AFAIA, em música o "AFAIA APRESENTA " EDSON CATENDÊ", e em teatro o "FACE NEGRA FACE - A HISTORIA QUE NÃO FOI CONTADA".
O Instituto Nangetu parabeniza todos os premiados, reconhece o esforço dos organizadores do prêmio e se sente muito honrado com a premiação.
Texto de Luiza Cabral, foto de divulgação do prêmio Afro e da EBC.
O Instituto Nangetu parabeniza todos os premiados, reconhece o esforço dos organizadores do prêmio e se sente muito honrado com a premiação.
Texto de Luiza Cabral, foto de divulgação do prêmio Afro e da EBC.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Comitê Inter-religioso faz programação contra a intolerância.
Dança Circulares dos Povos
Data: 18/01, às 10h. São José Liberto.
Palestra: Um Dia de Lembrança pela Paz e Não Violência.
Data: 18/01, às 17h. Brahma Kumaris. Av. Alcindo Cacela, 961 altos. (entre Boaventura e Domingos Marreiros. Em frente a supermercado Amazônia).
Cine Inter-religioso 2015 – Documentário “Até Oxalá vai a Guerra: Uma história de Racismo e Intolerância Religiosa”
Data: 21/01, às 19h. Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social. Trav. Pirajá, 1194. Entre Duque e 25 de setembro.
6º Ato de Combate à Intolerância Religiosa Data: 25/01, às 10h. Praça da República. Concentração: às 09:30, próximo da grande samaumeira e guarita da guarda municipal. Cortejo, falas, poesia e cantos para lembrar o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro.
Data: 18/01, às 10h. São José Liberto.
Palestra: Um Dia de Lembrança pela Paz e Não Violência.
Data: 18/01, às 17h. Brahma Kumaris. Av. Alcindo Cacela, 961 altos. (entre Boaventura e Domingos Marreiros. Em frente a supermercado Amazônia).
Cine Inter-religioso 2015 – Documentário “Até Oxalá vai a Guerra: Uma história de Racismo e Intolerância Religiosa”
Data: 21/01, às 19h. Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social. Trav. Pirajá, 1194. Entre Duque e 25 de setembro.
6º Ato de Combate à Intolerância Religiosa Data: 25/01, às 10h. Praça da República. Concentração: às 09:30, próximo da grande samaumeira e guarita da guarda municipal. Cortejo, falas, poesia e cantos para lembrar o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, 21 de janeiro.
sábado, 17 de janeiro de 2015
Oferendas para Basílio da Gama.
Cortejo e levante da Bandeira de Kitembo.
No dia 3 de janeiro de 2015 o Mansu Nangetu realizou os rituais para Nkisi Kitembo. A celebração iniciou com o cortejo religioso que percorreu as ruas do bairro do Marco da Légua, em Belém, e terminou com as cerimônias internas e o levante da "Bandeira do Rei".Mametu Nangetu inicia o ano com esta celebração à Kitembo (ou à Tempo), mantendo as tradições bantu na Amazônia.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
O Instituto Nangetu apoia a participa da Marcha das Mulheres Negras 2015.
Vídeo Marcha das Mulheres Negras 2015 - Contra o racismo e a violência e pelo bem viver. Griô Produções. Dezembro - 2014
Realização AMNB - Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
Coordenação: Jurema Werneck, Nilza Iraci, Simone Cruz
Apoio: Fundo Elas
Filmagens, edição e finalização: Chaia Dechen
Roteiro e Produção executiva: Jaqueline Fernandes
Produção Musical: Higo Melo
Letra: Oliveira Silveira (Guerreiras Brasileiras)
Vozes: Leci Brandão, Elaine Dorea, Mabô
Imagens Cedidas: Luiza Mahim no canto das mulheres anônimas e guerreiras brasileiras. 1988 de Vik Birkbeck e Ras Adauto.
sábado, 10 de janeiro de 2015
Capoeira Angola e regional à partir de janeiro de 2015.
À partir de janeiro de 2015 o Instituto Nangetu oferece oficinas de capoeira Angola e regional com Robson Mamute, mensalidades com valor popular. Mais informações ligue 91-32267599.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Rituais para Kitembo, 3 de janeiro de 2015.
Rituais para Kitembo.
Sábado, dia 3 de janeiro de 2015.
10h - Cortejo: Saída do Mansu Nangetu seguindo pela Tv. Pirajá, Av. 25 de Setembro, Tv. Enéas Pinheiro, Av. Duque de Caxias e retornando ao Mansu Nangetu.
15h - Levantamento da bandeira do Rei.
17h - Chamada de Caboco.
À virada do Tempo! Feliz 2015....
Mametu Nangetu uá Nzambi deseja a toda a comunidade, aos parentes e amigos, um ano repleto de felicidades e de realizações, que 2015 chegue pleno em fartura de coisas boas.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Rituais de Ano Novo, à partir do dia 26 de dezembro.
Banhos, rezas e defumações para melhor começar o ano de 2015.
Agende-se pelo telefone 91-32267599 ou 91-988067351.
Eles (os policiais) tem certeza da impunidade....
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| Foto Carlos Vera Cruz. |
Há cerca de um mês atrás Belém viveu uma noite de terror, uma noite de matança e extermínio de jovens negros. Essa matança ocorreu logo depois do assassinato de um policial e tem fortes indícios que tenha sido praticada por outros políciais por motivação de vingança.
"Eles (os policiais) tem certeza da impunidade".... Esta foi uma das frases emblemáticas de outras tantas registradas no debate sobre o genocídio da juventude negra no programa "Fala Sério, juventude de terreiro no combate ao racismo", os participantes do programa narraram casos de racismo institucional do sistema de segurança pública, narraram casos de abordagens truculentas contra jovens negros, narraram casos de mortes....
O Estado nega o acesso da população negra aos bens públicos que lhes garante o ingresso na sociedade e depois mata a população jovem negra com o argumento de que são bandidos, e a morte foi debatida para muito além do genocídio, o etnocídio que reprime e quer exterminar as tradições de matrizes africanas preservadas em terreiros, também esteve na pauta. e o direito à vida foi relacionado com direito à saúde, educação, cultura, saneamento e todos os direitos de cidadãos. Mas acima de tudo, foi o papel da mídia na construção da imagem negativa da juventude negra que permeou toda esta roda de conversa.
O caminho para a mudança perpassa pela formação política e organização social, aproveitamos o momento para informar da organização de um encontro nacional de juventude de terreiros e propor a formação de uma coordenação no Pará, pois a potência dos terreiros na criação de uma rede de proteção foi o consenso nesta conversa embalada pelos cantos de passarinhos.
O programa é conduzido por Daniel Miranda de Nkosi, e neste debate contou com a participação de Nazaré Cruz, militante da ACIYOMI - Associação Cultural Ile Iyabá Omi e residente no bairro da Terra-Firme, Harrison Lopes, professor e cinegrafista residente no bairro da Terra-Firme, Kota Indembuzile do Mansu Nangetu, Milson Oniletó, Ogã do Ilê Axé Alagbadê Olodumare, em São Luís/ Maranhão e organizador da KIZOMBA - articulação nacional de juventude de terreiro, Don Perna, do Coletivo Casa Preta, e Jorge André Silva.
Programa Fala Sério, juventude
de terreiro no combate ao
racismo debate o genocídio da
juventude negra.
Quinta, 18/12/ 2014, 15h.
Apresentação
Daniel Miranda de Nkosi
Participação
Nazaré Cruz/ ACIYOMI
Kota Indembuzile (Maria Carolina)
Harrison Lopes
Milson Oniletó
Don Perna/ Casa Preta
Jorge André Silva
Equipe técnica e de produção
Táta Kinamboji
Tatetu Ode Oromi
Carlos Vera Cruz
Isabela do Lago
Luiza Soares Cabral
Realização
Instituto Nangetu
Projeto Azuelar
Projeto Kiuá Iobe
Apoio:
REATA – Rede Amazônica de
Povos Tradicionais de Matriz
Africana
PROEX/ UFPA – Pró-reitoria de
Extensão da Universidade
Federal do Pará.
Belém/PA, dezembro de 2014
domingo, 14 de dezembro de 2014
18/12- Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo debate o #genocidio da #juventudeNEGRA,
A grande maioria dos mortos era trabalhador ou estudantes, morreram porque estavam transitando desavisadamente pela cidade, e a velocidade dos acontecimento e as características dos assassinatos de jovens homens negros no início de novembro nos leva a indícios de vingança pelo assassinato do policial.... Uma vingança praticada por um grupo de extermínio do qual muito pouca informação é veiculada abertamente.
Acreditando que os terreiros tem papel fundamental na proteção das crianças e jovens negros, o Instituto Nangetu, através do Projeto Kiuá Iobe e do Projeto Azuelar, com apoio da REATA - Rede Amazônica de Tradições de Matriz Africana, chama a população para debater estratégias de sobrevivência de jovens negros nesta sociedade racista.
Venha participar!!!!
Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo debate o genocídio da juventude negra.
Quinta, 18/12, 15h. Instituto Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 - Marco.
Transmissão aos vivos pela webTV Azuelar
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Táta Kinamboji falou do Racismo policial no CONSEP.
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| Foto: Ernandes Costa. |
sábado, 29 de novembro de 2014
Saúde lança campanha contra racismo no SUS
O Instituto Nangetu apoia incondicionalmente a campanha de Enfrentamento ao Racismo do Ministério da Saúde.
O governo federal lançou a primeira campanha publicitária
que busca envolver usuários do SUS e profissionais de saúde no enfrentamento ao
racismo institucional. Com o slogan "Racismo faz mal à saúde.
Denuncie!", a iniciativa visa a conscientizar a população de que a
discriminação racial também se manifesta na saúde.
A campanha prevê ainda que, por meio do Disque Saúde 136, as
pessoas possam denunciar qualquer situação de racismo que tenham presenciado,
além de se informar sobre doenças mais comuns entre a população negra e que
exigem maior acompanhamento, como a doença falciforme e o diabetes tipo 2.
Dados do Ministério da Saúde indicam que uma mulher negra recebe menos tempo de atendimento médico do que uma mulher branca. Os números mostram que, enquanto 46,2% das mulheres brancas tiveram acompanhante no parto, apenas 27% das negras utilizaram esse direito. Outro levantamento revela que 77,7% das mulheres brancas foram orientadas sobre a importância do aleitamento materno, enquanto 62,5% das mulheres negras receberam essa informação.
Segundo a pasta, as taxas de mortalidade materna infantil
entre a população negra são superiores às registradas entre mulheres e crianças
brancas. Os números mostram que 60% das mortes maternas ocorrem entre mulheres
negras e 34% entre mulheres brancas. Já na primeira semana de vida, a maioria
das mortes é registrada entre crianças negras (47%) entre as brancas, o índice
é 36%.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou que o grande
desafio da pasta é produzir igualdade em meio à diversidade. “Dados importantes
mostram como a desigualdade e o preconceito produzem mais doença, mais morte,
mais sofrimento”, disse. “O que mais pode justificar essa diferença [no
atendimento a brancos e negros no SUS] que não seja o preconceito e o racismo
institucional”, questionou.
Segundo Chioro, é preciso conscientizar os profissionais de
saúde da rede pública sobre a existência do racismo institucional e a
necessidade de combatê-lo, além de enfrentar mitos como o de que o negro é mais
resistente à dor e, por isso, não precisa de medicação para aliviar o sofrimento.
“Não podemos tolerar o preconceito ou nenhuma forma de racismo na saúde”,
concluiu.
A campanha vai ser veiculada de 25 a 30 de novembro. Ao
todo, 260 mil cartazes e 260 mil folders vão ser distribuídos nas unidades de
saúde aos profissionais e à população em geral.
domingo, 23 de novembro de 2014
Lendas afro-amazônicas encenadas no Cine-Teatro Líbero Luxardo.

A rodada de contação de estórias africanas aconteceu na sexta-feira 21 de novembro, no Cine Libero Luxardo, a programação teve a dramatização do "O conto da guerra" e fez parte da semana de conscientização sobre o do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro.
O evento foi promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial (Copir), em parceria com o Instituto Nangetu.
As histórias foram contadas com dramatização e encenação por atores do Instituto Nangetu e da UFPA. A Ação faz parte de projeto "Teatro de Lendas Afro-Amazônicas nas Escolas", do Instituto Nangetu, em parceria com o programa Mídias Educativas para a implementação da lei n° 10. 639/03, programa da Faculdade de Artes Visuais que engloba o projeto Mitologias Afro-Amazônicas em Formas Animadas. da Escola de Aplicação da UFPA.

“É muito interessante ver as crianças tendo acesso a esse tipo de informação, ter esse referencial dentro das escolas e levar um pouco de nossas tradições e lendas para esses alunos”, afirmou Carlos Vera Cruz, ator e integrante do Instituto Nangetu.
Segundo Maria Helena Alves, especialista em educação da Copir, disse que essas programações são importantíssimas para enriquecer o conhecimento de crianças e adolescentes sobre a cultura Africana e Afro-Brasileira. “ Isso ajuda os alunos a conhecerem a diversidade cultural e religiosa que o Brasil possui e como a nossa cultura é influenciada por esses povos. Temos que levar essas discussões para dentro de sala de aula e fazer com que os estudantis fiquem mais inteirados a respeito desses assuntos”, destacou a técnica.
"O conto da guerra" (lenda africana)
Ficha Técnica
Ficha Técnica
PROGRAMA DE EXTENSÃO da UFPA Mídias Educativas de apoio à implantação da Lei 10.639/2003. Projeto: Mitologia afro-amazônicas em teatro de formas animadas; e projeto: Teatro de Lendas Afro-Amazônicas nas Escolas, do Instituto Nangetu,
Atores-contadores
Tata Kinamboji (Arthur Leandro)
Tata Kafunlumizo (Ângelo Imbiriba)
Táta Carlos Vera Cruz
Cynthia Valadares (Bolsista PROEX/ UFPA)
Operador de áudio e vídeo
Thiago Ferradaes’
Curadoria
Nós queremos o Grupo de Trabalho “Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia” no Ministério das Comunicações..
Apesar de marcos legais, como o Decreto 6040/07, o Estatuto da Igualdade
Racial, as metas aprovadas nas Conferências de Igualdade Racial, Cultura e Comunicação e tratados internacionais,
como o de Durban, tratarem do tema da participação negra e indígenas na mídia,
as organizações desse segmento da comunicação ainda são invisíveis para órgãos
como o Ministério das Comunicações.
A luta pela participação negra na comunicação é histórica, e desde a imprensa negra no século 19 até os dias de hoje, dezenas de veículos se
dedicam diariamente a cobrirem a cultura e história dos povo afro-brasileiro,
porém nunca tiveram uma política pública de investimento e fomento.
O Brasil precisa de um novo marco regulatório para as
comunicações, que respeite os Direitos Humanos ecombata o racismo na mídia e na sociedade o cumprimento do capítulo VI
do Estatuto da Igualdade Racial – Dos Meios de Comunicação – e conforme
preconizado em acordos internacionais como a Convenção da Diversidade Cultural,
Conferência de Durban, Agenda 21 da Cultura, possibilitando ações afirmativas
para que mulheres, negras(os) e indígenas possam produzir e gerenciar veículos
de comunicação, sejam eles comunitários ou de grande porte.
O que precisamos é de editais regulares para produção e distribuição
de conteúdos produzidos por povos e comunidades tradicionais de terreiros,
indígenas e quilombolas e de fomento à comunicação livre, comunitária e popular
em parceria com a sociedade civil.
Para a III Conferência Nacional de Cultura, aprovamos metas nas
nossas conferências livres com redação que direcionam para o estímulo ao “...protagonismo dos
de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indígenas, de comunidades
quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades extrativistas para a
criação de conteúdos audiovisuais (filmes e programas de televisão e rádio),
assim como criar política de incentivo à criação e fortalecimento de rádios e
TVs comunitárias para povos tradicionais promoverem a divulgação e valorização
das culturas tradicionais de Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, Povos Indígenas,
de comunidades quilombolas, de comunidades ribeirinhas e de comunidades
extrativistas”.
É urgente a promoção da diversidade étnico-racial e das garantias de direitos à
comunicação de povos tradicionais negros. e essa diretriz deve ser, portanto, essencial na
elaboração de qualquer política pública de comunicação no Brasil.
Por esse motivo a comunidade do Mansu Nangetu, que desenvolve ações de mídia livre através do Projeto Azuelar, declara seu total apoio à solicitação da SEPPIR-PR ao Ministério das Comunicações, de criação implantação e funcionamento de Grupo de Trabalho “Comunicações para o Desenvolvimento, a Inclusão e a Democracia”, cujo objetivo é aperfeiçoar as políticas, ações e projetos comunicação voltados à comunidades tradicionais de matriz africana.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Contação de estórias de mitologias afro-brasileiras no CENTUR.
O Instituto Nangetu, por convite da Coordenadoria de Educação para a Promoção da Igualdade Racial /COPIR da Secretaria de Estado de Educação do Pará/ SEDUC-PA, organizou uma programação cultural de contação de estórias afro-brasileiras em parceria com o Programa de Mídias Educativas para a Implantação da lei 10.639/03 (Coord. Prof. Arthur Leandro) e o projeto Mitologia Afro-amazônica em Formas Animadas (Coord. Prof. Devison Amorim).A programação acontece no Cine-Teatro Líbero Luxardo as 8:30 desta sexta-feira, 21 de novembro, e tem entrada franca.
sábado, 15 de novembro de 2014
Jovens de terreiro debatendo cotas raciais com cotistas da UFPA.
O Programa Fala sério, juventude de terreiro no combate ao racismo reuniu um grupo de jovens de terreiros para debater cotas raciais com bolsistas do programa PET Conexão de saberes/ ICED-UFPA.
O programa é apresentado por Daniel Miranda de Nkosi e ainda contou com a participação da profa. Maria José Aviz do Rosário e do sociólogo Domingos Conceição, que em muito contribuíram com suas experiências para enriquecer o debate que pode ser visto no vídeo que disponibilizamos abaixo.
O programa é apresentado por Daniel Miranda de Nkosi e ainda contou com a participação da profa. Maria José Aviz do Rosário e do sociólogo Domingos Conceição, que em muito contribuíram com suas experiências para enriquecer o debate que pode ser visto no vídeo que disponibilizamos abaixo.
Estudantes da Escola de Aplicação da UFPA visitaram o Mansu Nangetu.
O mês da consciência negra trouxe os estudantes da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará ao Mansu Nangetu, para uma roda de conversa com os guardiões das tradições Bantu deste terreiro amazônico.
Abrindo a roda de conversa, Mametu Nangetu parabenizou o NPi pelo interesse nas tradições afro-amazônicas e sugeriu que essas visitas acontecessem o ano inteiro e que os estudantes pudessem transitar nos territórios da diversidade de matrizes afro-amazônicas identificadas na 'Grande Belém'. Falou das pesquisas e publicações de cartografia das quais ela participou, e orientou os estudantes a buscarem também essas fontes de referência sobre os terreiros da zona metropolitana de Belém.
Depois a roda de conversa caminhou para o combate ao racismo, cidadania de povos de terreiros de matrizes africanas, direitos humanos e cidadania.
Abrindo a roda de conversa, Mametu Nangetu parabenizou o NPi pelo interesse nas tradições afro-amazônicas e sugeriu que essas visitas acontecessem o ano inteiro e que os estudantes pudessem transitar nos territórios da diversidade de matrizes afro-amazônicas identificadas na 'Grande Belém'. Falou das pesquisas e publicações de cartografia das quais ela participou, e orientou os estudantes a buscarem também essas fontes de referência sobre os terreiros da zona metropolitana de Belém.
Depois a roda de conversa caminhou para o combate ao racismo, cidadania de povos de terreiros de matrizes africanas, direitos humanos e cidadania.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Moção de apoio à eleição de organizações da Amazônia para o CNPIR.
Nós, organizações sociais e representantes de gestão estaduais e municipais do sistema PIR, reunidos em Palmas/ TO, nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2014, considerando a total invisibilidade da negritude na Amazônia e a necessidade de dar vozes à região norte nas instâncias de decisão e diálogo com o governo federal, vimos declarar total apoio à eleição da Rede Amazônia Negra/ RAN, Instituto Ganga Zumba (organizações gerais do movimento negro) e Instituto Nangetu (organizações temáticas, comunicação), e pedir o voto nessas organizações na eleição que ocorre nos dias 13 e 14 de novembro de 2014.
Organizações Participantes
Universidade
Federal do Pará/NEAB; UFOPA - Universidade
Federal do Oeste do Pará/PROEXT; Instituto Federal de Roraima/IFRR/NEAB; Universidade
Federal do Tocantins/NEAF; Universidade Federal do Tocantins/NEAB; Núcleo de direitos
humanos da UFT – Palmas; NEAB/ UFT – Porto Nacional; Articulação Amazônica de
Povos Tradicionais de Povos Tradicionais de Matriz Africana/ ARATRAMA;
FONSANPOTMA; Organizações Quilombolas; Organizações de Juventude; Organizações
de Mulheres Negras; RAN – REDE AMAZÔNIA NEGRA; RENAFRO; ACCUNERA; ACYOMI;
AFATABE; ASSOCIAÇÃO NEGRA COR DE ARAGUAÍNA; ASUAER; CEDENPA; CERNEGRO; CONEN; FECAUBER;
Instituto GANGA ZUMBA; GGEMN; INSTITUTO NANGETU; UNA – UNIÃO DE NEGROS DA
AMAZÔNIA; UNEGRO.
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