27 e 28 de Março de 2014
Tema: Ancestralidade e a Prática de Fé na Diversidade Amazônica
Local: OAB/PA,
Praça Barão do Rio Branco, 93 - Campina Belém-PA - CEP: 66015-060 Fone:(0xx91) 4006-8600 Fax: (91) 4006-8603
As questões relacionadas ao universo da fé da comunidade negra têm instigado mais e mais a um aprofundamento das compreensões do lugar das africanidades no cotidiano da vida do povo negro na sociedade brasileira. Os elementos da ancestralidade subjazem no modo do povo brasileiro organizar e expressar sua dimensão religiosa. Os preconceitos e o racismo, no entanto, influenciam decisivamente no processo de repulsa, marginalização e exclusão dos aspectos indenitários relacionados à religiosidade africana ou afro-brasileira. Para tal importante considerar o crescimento nos últimos anos dos atos de intolerância contra as religiões de matriz africana.
Os dilemas colocados na contemporaneidade demonstram que o jeito de conceber religião, à luz dos determinismos da cultura europeia dificulta à vivência das múltiplas facetas da religiosidade presente no Brasil. A lógica dualística da exclusão necessita dar lugar a outra lógica, a da complementariedade.
O Seminário Africanidades e Fé: Dialogo de Convergência! É um projeto dos Agentes de Pastorais Negros do Brasil (APNs) em parceria com diversos atores nas varias regiões do País.
O Seminário “Africanidades no cotidiano da vida religiosa” tem por objetivo resgatar a importância e o papel das africanidades no cotidiano das religiões e sua impecabilidade nos direitos humanos, formação social, cultural e indenitário das pessoas, refletindo sobre estratégias de valorização da diversidade religiosa e de combate e enfrentamento à intolerância no Brasil, a fim de produzir subsídios críticos e didáticos para a formação de novas lideranças, estudantes e contribuir para o surgimento de novas pesquisas no Brasil.
Publico alvo: pesquisadores, religiosos, lideranças negras e estudantes.
Programação
Quinta- Feira 27/Mar
14:00 Credenciamento- acolhida
15:00 Abertura com mística inter-religiosa e Homenagens
16:30 Mesa de abertura (convidados)
17h00min Palestra de Abertura: Africanidades e Fé: Caminhos de Dialogo e Convergência!
Palestrante: Ivanir dos Santos (CEAP/RJ)
Pe. Clovis Cabral (Reitor da PUC/PE)
Coordenação da Mesa: Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos
18:00 Apresentação Cultural: Afoxé Italemi Sinavuru
Sexta-feira 28/Mar
MANHA
09:00 Abertura
09:15 Mesa: Ancestralidade e práticas de fé na Amazônia
Mametu Nangetu – (Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social)
Prof. Domingos Conceição – (Mocambo/UFPA)
Coordenadora da Mesa: Marilu Campelo (UFPA)
09:45 Debate
10:15 Lanche
10:30 Mesa: Horizonte de respeitabilidade no contexto da diversidade cultural e religiosa no Brasil
Prof. João Batista Botelho (IFMA/MA)
Dr. Edson Katende (OAB/PA)
Coordenadora da Mesa: Mãe Adenilza (Associação Afro-religiosa Xango Ayra)
11:30 Debate
12:00 Almoço
14:00 Mesa: Terreiros e significância no fortalecimento da identidade negra e dignidade humana
Makota Valdina (BA)
Edgar Amaral – Coordenador da Comissão de População Negra, Povos e Comunidades Tradicionais do CONSEA
Coordenador da Mesa: Nuno Coelho (Coordenador Nacional dos APNs)
15:30 Debate
15:45 Mesa: Beber da fonte das Africanidades
Profª Darci da Penha Pereira (APNs/RJ)
Ir. Clenilda (GRENI)
Coordenador(a): (a confirmar)
16:30 Debate
17:00 Mesa de Encerramento
Realização:
Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs) e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos
Apoio: OAB/PA – UFPA
domingo, 23 de março de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Estivemos em todas as cinco caminhadas.
Neste domingo, 16 de março, aconteceu a V Caminhada Fé e Resistência e combate ao racismo por Intolerância Religiosa, em memória de Mãe Doca e em celebração ao 18 de março. A caminhada é promovida pelo INTECAB-PA com apoio das comunidades dos Povos Tradicionais de Terreiros da zona metropolitana de Belém.
Para nós, do Mansu Nangetu, é muito importante fazer parte dessas construções políticas de cidadania para povos de terreiros.
Para nós, do Mansu Nangetu, é muito importante fazer parte dessas construções políticas de cidadania para povos de terreiros.
sábado, 8 de março de 2014
Pelo direito à memória de Mãe Doca, pelo direito às tradições negras.
Etetuba - arte e resistência cultural: Pelo direito à memória de Mãe Doca, pelo direito à...: Um memorial para Mãe Doca, um memorial para todos nós. Em 2003 e 2004 a Câmara de Vereadores do Município de Belém e a Assembléia Legis...
Em 2003 e 2004 a Câmara de Vereadores do Município de Belém e a Assembléia Legislativa do Estado do Pará reconheceram a luta de Nochê Navakoly (Rosa Viveiros, ou Mãe Doca) como um importante foco de resistência para a manutenção das tradições de terreiros afro-amazônicos, e é em nome da luta de Mãe Doca que o dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL), e em 2009 a ALEPA ampliou a homenagem através do Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) que instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" de mérito afro-religioso.
Mas ao mesmo tempo em que Município e Estado reconhecem a importância da luta dos povos tradicionais de terreiros de matriz aricana, e até nos instituem duas leis, o racismo institucional faz com que os gestores nada façam para promover o 18 de março e a memória das lutas contra o racismo, esse mesmo racismo que ataca o sagrado das tradições africanas presentes na diáspora amazônica.
Mas já que o poder público não faz, na manhã do dia 6 de março de 2014 nós instalamos um memorial para Mãe Doca na esquina da Av. Duque de Caxias com a Tv. Humaitá, um memorial que resgatou a história de seu terreiro e a sua presença naquela territorialidade dos bairros do Marco e Pedreira. Uma base de mármore com uma placa de vidro com fotografias e textos explicando à população a importância de Mãe Doca, e através dela a importância de toda a luta das mulheres negras amazônidas por uma vida digna com direitos de cidadão.
O monumento foi quebrado durante a forte chuva que caiu na tarde desse mesmo dia da inauguração. Uma das especulações foi de que o vento haveria quebrado o vidro, mas colocamos essa hipótese em dúvida por um detalhe, a base de mármore foi arrancada!
Uma chuva que não destelhou casas naquela área, nem tampouco derrubou as árvores do canteiro teria força suficiente para virar uma base de mármore fixada com cimento? Se apenas o vidro tivesse sido quebrado seria possível acreditar na hipótese de foi causado pelas intempéries de Tempo, mas como vento não vira pedra.... A hipótese que acreditamos é que foi ação humana motivada por racismo religioso.
Pelo direito à memória de Mãe Doca, pelo direito à existências das tradições negras.
Um memorial para Mãe Doca, um memorial para todos nós.
Em 2003 e 2004 a Câmara de Vereadores do Município de Belém e a Assembléia Legislativa do Estado do Pará reconheceram a luta de Nochê Navakoly (Rosa Viveiros, ou Mãe Doca) como um importante foco de resistência para a manutenção das tradições de terreiros afro-amazônicos, e é em nome da luta de Mãe Doca que o dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL), e em 2009 a ALEPA ampliou a homenagem através do Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) que instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda "Mãe Doca" de mérito afro-religioso.
Mas ao mesmo tempo em que Município e Estado reconhecem a importância da luta dos povos tradicionais de terreiros de matriz aricana, e até nos instituem duas leis, o racismo institucional faz com que os gestores nada façam para promover o 18 de março e a memória das lutas contra o racismo, esse mesmo racismo que ataca o sagrado das tradições africanas presentes na diáspora amazônica.
Mas já que o poder público não faz, na manhã do dia 6 de março de 2014 nós instalamos um memorial para Mãe Doca na esquina da Av. Duque de Caxias com a Tv. Humaitá, um memorial que resgatou a história de seu terreiro e a sua presença naquela territorialidade dos bairros do Marco e Pedreira. Uma base de mármore com uma placa de vidro com fotografias e textos explicando à população a importância de Mãe Doca, e através dela a importância de toda a luta das mulheres negras amazônidas por uma vida digna com direitos de cidadão.
Menos de 10 horas para a memória de Mãe Doca.
O memorial para uma mulher negra, a história da sacerdotisa das tradições negras amazônidas que enfrentou o racismo e a polícia paraense, não durou nem 10 horas, e antes de anoitecer a placa estava em pedacinhos na encruzilhada mais próxima do lugar onde por aproximadamente 80 anos se manteve o terreiros de nagô Cacheu de Nochê Navakoly.O monumento foi quebrado durante a forte chuva que caiu na tarde desse mesmo dia da inauguração. Uma das especulações foi de que o vento haveria quebrado o vidro, mas colocamos essa hipótese em dúvida por um detalhe, a base de mármore foi arrancada!
Uma chuva que não destelhou casas naquela área, nem tampouco derrubou as árvores do canteiro teria força suficiente para virar uma base de mármore fixada com cimento? Se apenas o vidro tivesse sido quebrado seria possível acreditar na hipótese de foi causado pelas intempéries de Tempo, mas como vento não vira pedra.... A hipótese que acreditamos é que foi ação humana motivada por racismo religioso.
domingo, 2 de março de 2014
Afoxé Ita lemi Sinavuru, o bloco afro do Pará, abriu o Carnaval de Belém.
A Aldeia Cabana de Cultura popular David Miguel foi o palco do desfile do Afoxé Ita Lemi Sinavuru - o bloco afro do Pará - e Banda Axé Dudu. Este ano de 2014 aconteceram desencontros entre a direção do Afoxé e a organização do desfile, de responsabilidade da FUMBEL, mas depois de acertos e conversas, e de todas as pendengas sanadas, o povo tradicional de terreiros de matriz africana de Belém saiu às ruas para abrilhantar ainda mais o carnaval da capital paraense e estufar o peito para cantar com orgulho e apresentar as tradições africanas na diáspora paraense com o enredo "ODOIA, A MÃE QUE ABRAÇA E PROTEGE SEUS FILHOS, FERTILIZANDO OS CAMINHOS DA IGUALDADE.”
| Ita Lemi Sinavuru e Banda Axé Dudu comandaram o cortejo afro-amazônico. |
Como todos os anos, o Mansu Nangetu se fez presente no cortejo afro-amazônico, e desde agora conclama as comunidades de terreiros para se fazer presente e ocupar a Aldeia Cabana em 2015.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Ritual para Kitembo leva cortejo afro pelas ruas do bairro do Marco.
Comunidade do Mansu Nangetu prestigiou o ensaio do Ita Lemi Sinavuru.
No domingo, dia 16 de fevereiro, a comunidade do Mansu Nangetu esteve no Bar da Anastácia prestigiando o ensaio do Afoxé Ita lemi Sinavuru.
Sábado, 22 de fevereiro, 15h. Chega junto No programa “Tal Mãe, Tal Pai, Tal Filhos”, a Juventude de terreiro conta a sua história
Chega junto
No programa “Tal Mãe, Tal Pai, Tal Filhos”, a Juventude de terreiro conta a sua história. Neste sábado, dia 22 de Fevereiro às 15 horas no canal www.ustream.tv/channel/azuelar estréia mais um programa na TV AZUELAR!
Ebomim Kiriobá é Jorlanda Monteiro, iniciada em Candomblé Ketu para o Orixá Obá pelo Pai Jorlando de Oliveira em Salvador/BA aos 25 dias de nascida. Kiriobá é Ebomim e desenvolve trabalhos culturais na comunidade, principalmente com dança e indumentária tradicional de terreiro. Estudante de enfermagem na UNIRB, ela segue e preserva as tradições aprendidas e herdadas em sua vida.
O entrevistado é Pai Ricardo dos Santos, nascido e criado na tradição de Tambor de Mina, e no programa ele vai nos contar um pouco de sua trajetória na qual há três anos é responsável pelo Terreiro de São Jorge Ogum Rompe Mato, no Jurunas. Segunda pessoa do pai de santo Tata Omizangue (Pai Salvino), Ricardo é coordenador de projetos comunitários realizados no terreiro como distribuição de preservativos, cursos de percussão e distribuição de brinquedos no dia de natal e faz parte das articulações do Fórum de Juventude de Terreiro.
Histórias diferentes em épocas diferentes com uma coisa em comum: eles nasceram e cresceram dentro de terreiros... e neste sábado vão compartilhar a experiência de ser jovem dentro de terreiros na Amazônia...
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
Ebomim Kiriobá é Jorlanda Monteiro, iniciada em Candomblé Ketu para o Orixá Obá pelo Pai Jorlando de Oliveira em Salvador/BA aos 25 dias de nascida. Kiriobá é Ebomim e desenvolve trabalhos culturais na comunidade, principalmente com dança e indumentária tradicional de terreiro. Estudante de enfermagem na UNIRB, ela segue e preserva as tradições aprendidas e herdadas em sua vida.
O entrevistado é Pai Ricardo dos Santos, nascido e criado na tradição de Tambor de Mina, e no programa ele vai nos contar um pouco de sua trajetória na qual há três anos é responsável pelo Terreiro de São Jorge Ogum Rompe Mato, no Jurunas. Segunda pessoa do pai de santo Tata Omizangue (Pai Salvino), Ricardo é coordenador de projetos comunitários realizados no terreiro como distribuição de preservativos, cursos de percussão e distribuição de brinquedos no dia de natal e faz parte das articulações do Fórum de Juventude de Terreiro.
Histórias diferentes em épocas diferentes com uma coisa em comum: eles nasceram e cresceram dentro de terreiros... e neste sábado vão compartilhar a experiência de ser jovem dentro de terreiros na Amazônia...
Apoio: - Coordenação estadual da ARATRAMA - rede [aparelho]-: - Terreiro de Mina Estrela Guia Aldeya di Tupynambá - Projeto: Diálogo em Cabana de Caboco. FCS/UFPA (Coordenação: Prof. Ms. João Simões e Bolsista Luah Sampaio) - Projeto: Muzueri uonene kalunguê (O falador grande não tem razão). FAV e GEAM/ UFPA (Coordenação Prof. Arthur Leandro) - UFPA-PROEX
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Comitê Cabano Bolivariano programa evento em memória de Ugo Chávez.
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| Lideranças de movimentos culturais e sociais se reuniram para organizar o 'ato cultural' em memória de Ugo Chavez, e também para celebrar os ideais da revolução bolivariana. |
O Comitê Cabano Bolivariano, formado por representantes dos movimentos sociais e mestres da cultura, se reuniu em Belém para programar um evento em memória de Ugo Chavez
(Sabaneta, 28 de julho de 1954 —
Caracas, 5 de março de 2013), presidente venezuelano que completa um ano de
falecimento no próximo 5 de março.
Em 2008 o presidente Chávez visitou o Estado do Pará, por
aqui foi recebido pela governadora Ana Júlia Carepa, no Hangar, em Belém. A
reunião entre o presidente da Venezuela e a governadora do Pará abordou
importantes aspectos para o povo paraense, dentre eles o programa de
alfabetização de adultos com a utilização do método “Sim, eu posso!”, que
facilita o acesso ao conhecimento e que foi massificado na Venezuela e tem
ajudado o país no processo de erradicação do analfabetismo. A idéia era fazer o
mesmo por aqui, principalmente na área rural do Pará.A parcela mais pobre da Venezuela, viu, durante o governo Chavez, melhorar significativamente a sua condição de vida. Daniel Hellinger, professor de ciência política na Universidade de San Luis, disse que os programas de bem-estar implantados por Ugo Chavez reduziu a taxa de pobreza na Venezuela de cerca de 80% na década de 1990 para cerca de 20% nos anos 2000, e os programas de educação popular exterminou analfabetismo em seu país.
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| Uma exposição na Galeria Theodoro Braga comemora a passagem de Chávez por Belém. |
O governo de Ugo Chavez ficou marcado como a ‘Revolução Bolivariana’ - um termo criado por ele para designar as mudanças políticas, econômicas e sociais iniciadas com seu acesso ao governo. A revolução está baseada, segundo Chávez, no ideário do libertador Simón Bolívar e tem como objetivo chegar a um novo socialismo, o socialismo do século XXI, e os principais componentes da revolução são as missões bolivarianas, os círculos bolivarianos e a busca pela integração latino-americana.
O Comitê Cabano Bolivariano mantem viva a integração popular pan-amazônica.
O Comitê Cabano Bolivariano mantem viva a integração popular pan-amazônica.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Prefeitura de Belém afronta o povo tradicional de terreiro e exclui o Afoxé Italemi Sinavuru da programação do carnaval 2014.
Com a censura à apresentação do afoxé no carnaval de Belém de 2014, o prefeito Zenaldo Coutinho e a presidente da FUMBEL, Eliana Jatene, expõem diretrizes racistas na gestão pública e colocam a capital paraense na contramão da política de igualdade racial do Brasil e do mundo.
A Prefeitura Municipal de Belém, através da FUMBEL, ignorou a presença negra na Amazônia e neste ano de 2014 descartou a participação do Afoxé Ita Lemi Sinavuru da abertura dos desfiles do concurso oficial de blocos e escolas de samba de Belém.
Contrariando a política pública da promoção da invisibilidade negra no Pará por parte da prefeitura de Belém, lembramos que foi no Pará, no município de Oriximiná, que pela primeira vez uma comunidade quilombola recebeu o título coletivo de suas terras, no ano de 1995. E é nesse Estado que se concentra o maior número de terras quilombolas tituladas - já se sabe da existência de 240 comunidades quilombolas paraenses - e acredita-se que muitas outras ainda serão identificadas
Também é pública a informação de recente pesquisa do governo federal coordenada pelo MDS (disponível no link http://www.mds.gov.br/gestaodainformacao/disseminacao/alimento-direito-sagrado/Alimento_Direito%20Sagrado_web.pdf/view ) em que foram identificados mais de mil terreiros na zona metropolitana de Belém.
Elza Rodrigues, no artigo "Bloco Afro Axé Dudu: polêmica negritude" (disponível no link http://www.cpvsp.org.br/upload/periodicos/pdf/PCUIRPA001990005.pdf ) nos conta que desde 1987 o carnaval de Belém é aberto por cortejos que afirmam a identidade negra na Amazônia. Foi nesse ano que o Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará/ CEDENPA fundou o "Bloco Afro Axé Dudu", organização carnavalesca que antecedeu o Afoxé Ita Lemi Sinavuru, e, somando os desfiles das duas agremiações, hoje essa tradição já dura 27 anos, ou um quarto de século.
Os afoxés e blocos afro já estão na memória do povo tradicional de terreiro de matriz africana do Pará, como podemos ver no relato de Nego Banjo, relato em que ele conta que "das rodas de samba informais foram formados dois afoxés (Italemi e Bandagira) que são liderados por sacerdotes e desfilam na avenida dos festejos oficiais no período do carnaval, somando a outro que já existia: o Bloco Afro Axé Dudu, dirigido pelo CEDENPA. Com os Afoxés difundimos a nossa crença e visão de mundo para além dos muros dos terreiros, e eu componho pros dois e tem ano que ambos cantam música minha..." (Nego Banjo em entrevista à Tata Iya Tundele e Tata Kinamboji, disponível em http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-com-nego-banjo)
Como podemos perceber nos relatos e na memória do povo tradicional de terreiro de matriz africana, o Afoxé Ita Lemi Sinavuru atua como um instrumento de visibilidade do povo e das culturas e das tradições afro-amazônicas, e seu desfile valoriza a luta e resistência contra o racismo e todas as formas correlatas de preconceito, principalmente no combate à intolerância religiosa, aglutinando todos os adeptos das religiões de matriz africana, ameríndias e simpatizantes.
Vídeos do desfile do Afoxe Italemi Sinavuru na abertura do Carnaval de Belem 2010
O Ita Lemi tem como principal articulador o cantor e compositor Edson Catendê. Foi fundado em 10 de janeiro de 2003 no Mansu Nangetu, a partir de uma articulação coordenada pela Associação de Filhos e Amigos do Ilê Axé Iyá Omi Ofá Kare/ AFAIA, Instituto das Tradições e da Cultura Afro-brasileira/ INTECAB, e pelo Instituto Nangetu, e durante uma década desfilou na abertura do carnaval na Aldeia Cabana de Cultura Popular David Miguel e nos desfiles de Icoaraci e Outeiro, marcando a presença do cortejo alegórico afro-amazônico nas diversas passarelas do samba espalhadas pelos distritos da capital paraense, e com ele já são dez anos divulgando o patrimônio cultural afro-amazônico.
Em 2013 a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas/ ONU aprovou década intitulada "Pessoas Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento", que será celebrada de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024 com o objetivo de aumentar a conscientização das sociedades no combate ao preconceito, à intolerância e ao racismo. "A resolução aprovada pede que se inicie um processo de interlocução com os países-membros, visando discutir a implantação da década. Ela também é importante porque dá mais visibilidade ao tema nos fóruns internacionais, o que faz com que os países-membros da ONU comecem a dar importância à temática", explica o assessor internacional da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), diplomata Albino Proli. Proli destaca que a resolução também recomenda aos 192 países-membros diretrizes políticas para atender às demandas da população negra no mundo. “A resolução reafirma os propósitos de combate ao racismo e promoção da igualdade racial em nível mundial, já firmados na 3ª Conferencia Mundial contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação Racial e Intolerância Correlata, que aconteceu em Durban no ano de 2001”.
O Governo brasileiro empenhou-se diretamente no processo de negociações que levou à proclamação da Década afro-descendente da ONU, e também em 2013 a SEPPIR-PR lançou o Plano Nacional de Sustentabilidade de povos Tradicionais de matriz Africana, e este plano em seu primeiro objetivo. Diz: “Promover a valorização da ancestralidade africana e divulgar informações sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana” em iniciativas como “Realizar Campanha Nacional de informação e valorização da ancestralidade africana no Brasil”.
Iniciativas como a do Afoxé Ita Lemi Sinavuru se antecipam em uma década ao plano governamental e às diretrizes da ONU, e com a censura à apresentação do afoxé no carnaval de Belém de 2014, o prefeito Zenaldo Coutinho e a presidente da FUMBEL, Eliana Jatene, expõem diretrizes racistas na gestão pública e colocam a capital paraense na contramão da política de igualdade racial do Brasil e do mundo.
A Prefeitura Municipal de Belém, através da FUMBEL, ignorou a presença negra na Amazônia e neste ano de 2014 descartou a participação do Afoxé Ita Lemi Sinavuru da abertura dos desfiles do concurso oficial de blocos e escolas de samba de Belém.
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| Babá Edson Catendê, fundador, compositor e principal articulador do Afoxé Ita Lemi Sinavuru, comandando o cortejo de 2013. |
Contrariando a política pública da promoção da invisibilidade negra no Pará por parte da prefeitura de Belém, lembramos que foi no Pará, no município de Oriximiná, que pela primeira vez uma comunidade quilombola recebeu o título coletivo de suas terras, no ano de 1995. E é nesse Estado que se concentra o maior número de terras quilombolas tituladas - já se sabe da existência de 240 comunidades quilombolas paraenses - e acredita-se que muitas outras ainda serão identificadas
Também é pública a informação de recente pesquisa do governo federal coordenada pelo MDS (disponível no link http://www.mds.gov.br/gestaodainformacao/disseminacao/alimento-direito-sagrado/Alimento_Direito%20Sagrado_web.pdf/view ) em que foram identificados mais de mil terreiros na zona metropolitana de Belém.
Elza Rodrigues, no artigo "Bloco Afro Axé Dudu: polêmica negritude" (disponível no link http://www.cpvsp.org.br/upload/periodicos/pdf/PCUIRPA001990005.pdf ) nos conta que desde 1987 o carnaval de Belém é aberto por cortejos que afirmam a identidade negra na Amazônia. Foi nesse ano que o Centro de Estudos e Defesa do Negro no Pará/ CEDENPA fundou o "Bloco Afro Axé Dudu", organização carnavalesca que antecedeu o Afoxé Ita Lemi Sinavuru, e, somando os desfiles das duas agremiações, hoje essa tradição já dura 27 anos, ou um quarto de século.
Os afoxés e blocos afro já estão na memória do povo tradicional de terreiro de matriz africana do Pará, como podemos ver no relato de Nego Banjo, relato em que ele conta que "das rodas de samba informais foram formados dois afoxés (Italemi e Bandagira) que são liderados por sacerdotes e desfilam na avenida dos festejos oficiais no período do carnaval, somando a outro que já existia: o Bloco Afro Axé Dudu, dirigido pelo CEDENPA. Com os Afoxés difundimos a nossa crença e visão de mundo para além dos muros dos terreiros, e eu componho pros dois e tem ano que ambos cantam música minha..." (Nego Banjo em entrevista à Tata Iya Tundele e Tata Kinamboji, disponível em http://www.overmundo.com.br/overblog/entrevista-com-nego-banjo)
Como podemos perceber nos relatos e na memória do povo tradicional de terreiro de matriz africana, o Afoxé Ita Lemi Sinavuru atua como um instrumento de visibilidade do povo e das culturas e das tradições afro-amazônicas, e seu desfile valoriza a luta e resistência contra o racismo e todas as formas correlatas de preconceito, principalmente no combate à intolerância religiosa, aglutinando todos os adeptos das religiões de matriz africana, ameríndias e simpatizantes.
Vídeos do desfile do Afoxe Italemi Sinavuru na abertura do Carnaval de Belem 2010
O Ita Lemi tem como principal articulador o cantor e compositor Edson Catendê. Foi fundado em 10 de janeiro de 2003 no Mansu Nangetu, a partir de uma articulação coordenada pela Associação de Filhos e Amigos do Ilê Axé Iyá Omi Ofá Kare/ AFAIA, Instituto das Tradições e da Cultura Afro-brasileira/ INTECAB, e pelo Instituto Nangetu, e durante uma década desfilou na abertura do carnaval na Aldeia Cabana de Cultura Popular David Miguel e nos desfiles de Icoaraci e Outeiro, marcando a presença do cortejo alegórico afro-amazônico nas diversas passarelas do samba espalhadas pelos distritos da capital paraense, e com ele já são dez anos divulgando o patrimônio cultural afro-amazônico.
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| Desfile do Ita Lemi Sinavuru em 2013. |
Em 2013 a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas/ ONU aprovou década intitulada "Pessoas Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento", que será celebrada de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024 com o objetivo de aumentar a conscientização das sociedades no combate ao preconceito, à intolerância e ao racismo. "A resolução aprovada pede que se inicie um processo de interlocução com os países-membros, visando discutir a implantação da década. Ela também é importante porque dá mais visibilidade ao tema nos fóruns internacionais, o que faz com que os países-membros da ONU comecem a dar importância à temática", explica o assessor internacional da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), diplomata Albino Proli. Proli destaca que a resolução também recomenda aos 192 países-membros diretrizes políticas para atender às demandas da população negra no mundo. “A resolução reafirma os propósitos de combate ao racismo e promoção da igualdade racial em nível mundial, já firmados na 3ª Conferencia Mundial contra o Racismo, a Xenofobia, a Discriminação Racial e Intolerância Correlata, que aconteceu em Durban no ano de 2001”.
O Governo brasileiro empenhou-se diretamente no processo de negociações que levou à proclamação da Década afro-descendente da ONU, e também em 2013 a SEPPIR-PR lançou o Plano Nacional de Sustentabilidade de povos Tradicionais de matriz Africana, e este plano em seu primeiro objetivo. Diz: “Promover a valorização da ancestralidade africana e divulgar informações sobre os povos e comunidades tradicionais de matriz africana” em iniciativas como “Realizar Campanha Nacional de informação e valorização da ancestralidade africana no Brasil”.
Iniciativas como a do Afoxé Ita Lemi Sinavuru se antecipam em uma década ao plano governamental e às diretrizes da ONU, e com a censura à apresentação do afoxé no carnaval de Belém de 2014, o prefeito Zenaldo Coutinho e a presidente da FUMBEL, Eliana Jatene, expõem diretrizes racistas na gestão pública e colocam a capital paraense na contramão da política de igualdade racial do Brasil e do mundo.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Comitê Inter-religioso do Pará realiza caminhada de combate à intolerância religiosa.
Terreiro Mansu Nangetu participou da quinta edição do Ato Público de Combate à Intolerância Religiosa.
A manifestação acontece desde 2010 na praça da República, em Belém/PA, e é promovida pelo Comitê Inter-religioso do Estado do Pará. Neste ano de 2014 o ato aconteceu na manhã do domingo dia 19 de janeiro, que antecedeu o dia 21 - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
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| Mametu Nangetu, que integra o Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pediu paz e respeito para todas as crenças religiosas, e em especial pediu que redobrem a atenção para o combate ao racismo que vitimiza as tradições de terreiros afro-amazônicos. |


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| Pejigãn Gankonan (Alan Fonseca, do Funderê Ni Oyá Jokolosy), Coordenador do Comitê Inter-religioso do Estado do Pará, iniciou a caminhada pelo passeio da Praça da República. |
O coordenador do Comitê Inter-Religioso, Pejigãn Gankonan (Alan Fonseca, do Funderê Ni Oyá Jokolosy), iniciou a caminhada pelo "Largo da Pólvora" dizendo que “a maior importância deste ato é a promoção do diálogo inter-religioso, e com o diálogo as pessoas conseguem se comunicar e se entender". E ainda acrescentou que "O outro parece muito exótico e estranho, e a função do comitê é fazer com que as pessoas reconheçam o humano que existe por trás do exótico. A diversidade em nosso grupo é bem-vinda,a importância principal do comitê é promover a diversidade religiosa”. E com esse discurso ele conduziu os participantes até a calçada do Theatro da Paz, onde novamente os sacerdotes presentearam a população de Belém com discursos que clamaram por essa mesma paz que dá nome ao teatro, e, ao menos por esta tarde, essa paz se fez presente...
Serviço - Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa: Em 27 de dezembro de 2007, a Lei nº 11.635 instituiu o dia 21 de janeiro como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi pensada em homenagem à Mãe Gilda de Ogum, sacerdotisa afro religiosa que sofreu tolerância religiosa. Mãe Gilda veio a falecer vítima de um infarto fulminante após ter visto sua foto associada à charlatanismo em um jornal impresso por organizações de outra religião.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Levante da Bandeira de Kitembo.
O Mansu Nangetu realizará o levante da Bandeira de Kitembo
Neste sábado (25/01/2014), o Terreiro Mansu Nangetu Mansubantu Kekê Neta realizará mais uma celebração em alusão ao Nkice Kitembu, na ocasião haverá cortejo do seu símbolo maior que é a Bandeira Branca e seu levante nas dependências do Terreiro.
O evento afrorreligioso acontecerá no horário de 11h da manhã.
Convidamos os amigos, filhos, simpatizantes e as comunidades terreiros para prestigiarem nossa tão querida tradição.
Serviço:
Endereço: Travessa Pirajá, 1194 (entre Duque e 25 de setembro) Bairro do Marco da Légua. Belém-Pará
Telefone: 91-32267599
Contamos com a presença de tod@s!
Mam´etu Nangetu uá N´Zaambi
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