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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Prefeitura de Belém será notificada pelo MPE por racismo religioso nas comemorações dos 400 anos.


Matéria originalmente publicada pela SDDH.

SDDH, CEDENPA, AFAIA e Instituto NANGETU protocolam representação contra a Prefeitura de Belém 

A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), a Associação dos Filhos de Amigos do Ilê Iya Omi Ase o Fa Kare (AFAIA), o Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará (CEDENPA) e o Instituto Nangetu protocolaram em janeiro, no Ministério Público do Estado do Pará (MPE), uma representação contra a Prefeitura de Belém, em função das atitudes de intolerância religiosa, ocorridas no dia 12 de janeiro deste ano, durante as atividades comemorativas do aniversário da cidade. Hoje, uma representante do Ministério Público, reuniu com os advogados e representantes das instituições/associações e informou que vai notificar a prefeitura e investigar os fatos. Abaixo seguem trechos da representação, relatando os fatos ocorridos:

"No dia 12 de janeiro de 2016, quando oficialmente os poderes constituídos celebram 400 anos da cidade de Belém, o Movimento Atitude Afro Pará, organizou uma manifestação pacífica, intitulada "Belém sem racismo e sem intolerância religiosa, onde se buscava conseguir a atenção de nossas autoridades para a terrível perseguição racial e religiosa que se dá em nosso estado.

(...) A manifestação acima citada previa uma concentração às 9:00 hs na escadinha, próximo a Estação das Docas/CDP, e após uma caminhada até o Ver-o-peso, finalizando com um ritual na Pedra do Peixe. Diversas expressões do movimento afro-religioso, Pais e Mães de Santo estavam presentes, bem como o movimento negro, entidade de direitos humanos e a população em geral. Homens e Mulheres, Idosos e crianças, de uma forma pacífica conforme determina a constituição. Lamentavelmente, a Prefeitura Municipal de Belém através da Guarda Municipal, SEMOB e ainda a Polícia Militar do Estado, começaram desde cedo a tentar impedir a realização da caminhada, chegando ao ponto de proibir que o carro-som que foi contratado pelo movimento adentrasse na rua para acompanhar a caminhada.
Neste mesmo momento, percebeu-se a concentração de um grande número de pessoas, ligadas à uma religião evangélica acompanhada por carro som, e após, estas pessoas formaram uma espécie de corrente, ficando de mãos dadas do início da Estação das Docas (início da Presidente Vargas) até o Ver-o-peso, justamente ao longo do trajeto da caminhada. Após muita insistência, as forças de segurança permitiram que os afro-religiosos e simpatizantes (cerca de 500 pessoas) iniciassem a caminhada, mas estes tiveram que caminhar de forma paralela à corrente feita por estas pessoas uniformizadas, supostamente integrantes de uma religião evangélica, e que foram até aquele local levados pela Prefeitura de Belém. Ou seja, foi feito um cerco, uma espécie de corredor polonês à uma atividade religiosa, legal, que em nada ofendia ou prejudicava quem quer que seja.
Foi então que se viu uma dos mais tristes episódios de insensatez e intolerância religiosa que Belém já presenciou, pois ao invés de respeitar a caminhada dos afroreligiosos, o que se viu foram cenas de hostilidade, referências negativas e pejorativas às religiões afro, aos seus Sacerdotes e Sacerdotisas, a seus filhos, amigos e simpatizantes. Durante 1 (uma hora) de caminhada pessoas uniformizadas pela prefeitura, tentaram promover uma espécie de 'exorcismo absurdo'. Elas gritavam expressões como 'queima senhor', 'Adoradores do Diabo', etc..., estendiam as mãos sobre os participantes da caminhada como se tentassem expulsar supostos demônios, que nas suas mentes deturpadas, estariam na caminhada dos afro-religiosos. Mesmo com todas estas provocações, ofensas e violações às religiões presentes, nenhum membro da caminhada reagiu de forma violenta ou truculenta.
Contudo, ao final da caminhada, já no Ver-o-peso, mais uma cena triste ocorreu, quando o Prefeito Municipal Zenaldo Coutinho e um séquito de seguranças caminhou em sentido oposto à manifestação. Neste momento a segurança do Prefeito, sob seu olhar complacente, passou a empurrar e jogar spray de pimenta contra vários e várias participantes da caminhada, que era, repetimos absolutamente pacífica. Assim, em pleno aniversário de Belém, Sacerdotes e Sacerdotisas, cidadãos e cidadãs, foram ofendidos e tratados de forma truculenta por ações da Prefeitura e pelas pessoas levadas até aquela local com recursos públicos.
Estes fatos demonstram uma atitude preconceituosa, racista e intolerante praticada contra os segmentos afro-religiosos presentes no aniversário de Belém, que merece ser investigada pelo Ministério Público, afim de responsabilização dos autores de tais ofensas e violações, bem como para impedir que episódios semelhantes se repitam em nossa cidade. Entendemos que não existirem justificativas racionais ou mesmo religiosas para o preconceito e a intolerância, posto que todos somos humanos e partilhamos dos valores da defesa da vida e da fé. Representamos muito mais que uma comunidade, representamos a história e a cultura de um povo miscigenado, alegre e festivo; e continuaremos lutando para que todos, independente da cor ou do credo, tenham seus direitos garantidos".


Clique AQUI e leia na íntegra a representação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!

O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”

A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. 

Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.

A consciência negra foi o que motivou Mãe Doca a enfrentar os desmandos da polícia e o poder constituído em alicerces racistas e discriminatórios. E pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva  a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.

domingo, 10 de junho de 2012

Lideranças de Terreiros reuniram para porpor políticas públicas para o Municiípio de Belém

Um grupo de lideranças de terreiros de Belém se reuniu com a Dep. Araceli Lemos e Jurandir Novaes, que são da equipe de construção da proposta de diretrizes e planejamento de governo do pré-candidato à prefeitura de Belém Edmilson Rodrigues (PSoL).


A reunião foi para a apresentação, aos candidatos, do acúmulo de discussão de propostas de políticas públicas de interesse dos Povos Tradicionais de Terreiros.
Foram apresentadas as discussões em pauta nos Conselhos estaduais e municipais nos quais as lideranças de terreiros tem assento, o de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o de Políticas para Mulheres, o de Saúde e o de Segurança Alimentar, e apresentadas as propostas concretas oriundas da Conferência Livre de Cultura dos Afro-religiosos da Zona Metropolitana de Belém (conheçam as propostas neste link), com a ressalva de que elas precisam de adaptação para a gestão municipal já que foram direcionadas ao governo federal e ao MinC.
As lideranças presentes escolheram o Táta Kinamboji (Arthur Leandro) e o Iyawò Edgard Vasconcelos para realizar a sistematização e adaptação das propostas apresentadas para a aplicação no município de Belém - trabalho que será feito nesta segunda-feira.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Respeitando Direitos, Reconhecendo Deveres , de Gavin Andrews.

Dia 27 de janeiro, 19h, o Cineclube Nangetu exibe o filme "Respeitando Direitos, Reconhecendo Deveres", de Gavin Andrews.

Instituto Nangetu
Tv. Pirajá, 1194 - Marco da légua.
Belém do Grão-Pará.
CEP 66.095-631
Fones: (91)32267599;



Sinopse: Documentário resultado do projeto "Campanha de Combate ao Racismo Institucional", realização Instituto de Mulheres Negras do Amapá (IMENA), com apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Realização do documentário: Gavin Andrews/ Castanha Filmes

quinta-feira, 14 de abril de 2011

19 de abril, terça-feira, a partir das 9h tem Manifestação de Repúdio à Jair Bolsonaro

Data: terça-Feira, 19 de Abril de 2011
Horário: a partir das 9 da manhã
Local: Em frente à Assembléia Legislativa do Estado do Pará,
Rua do Aveiro, 130. (Praça D. Pedro II) Cidade Velha - Belém - PA

O Movimento Negro do Pará convoca as populações negras e afro-religiosas, bem como a população LGBT para estarem presentes no ato em repúdio as declarações racistas e homofóbicas do Deputado Jair Bolsonaro.
O ato está sendo organizado pelo Movimento Negro no Pará, construído por organizações de defesa dessas populações em Belém e no interior do Estado. A manifestação tem como objetivos:
  1. exigir que seja cumprida a Lei e a quebra de decoro parlamentar pelas falas do deputado;
  2. coletar assinaturas em abaixo assinado que será encaminhado aos órgãos competentes;
  3. constituir espaço para demonstração de insatisfação do movimento freta a essa situação.
O protesto será na terça (19 de abril), a partir das 09 horas, em frente a Assembléia Legislativa do Estado do Pará.

Presenças confirmadas: Deputado Edilson Moura (PT) - Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Pará (ALEPA); Maysa Almeida, Coordenadora Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; organizações sociais que compõem o Movimento Negro Urbano e Rural, organizações sociais que compõem o Movimento Afro-religioso; organizações sociais do Movimento LGBT, dentre outras instituições.

Informações e contatos
Tel. (91) 3259-0374/ 9211-5922
jairosilvaunegro@yahoo.com.br
rm_mojuense@yahoo.com.br

O Instituto Nangetu assina a "Carta de Brasília" - Manifesto contra o racismo e a intolerância religiosa.


Manifesto Contra o Racismo e a Intolerância Religiosa
Carta de Brasília

Nós do Movimento Popular Contra o Racismo e a Intolerância Religiosa, constituído por lideranças vinculadas às tradições de matrizes africanas, ativistas negros e colaboradores, vem a público exigir que sejam garantidos os direitos invioláveis da população negra e das comunidades de terreiros ante aos ataques verbais manifestados por protagonistas que julgam estar acima da Constituição Federal e do Código Penal.
Desde a década de 1950 existem leis no Brasil para coibir a discriminação racial. A partir de então a legislação tem sido aprimorada para que atos de racismo sejam exemplarmente punidos, não importando quais sejam os agressores. O momento atual é propício para que o poder público iniba com o rigor necessário as práticas segregatórias contra o segmento afrobrasileiro. São recorrentes os gestos que desafiam o judiciário evidenciando um total menosprezo pelo aparato legal que procura salvaguardar a integridade física e moral da população negra.
Reiteramos também que a há mais de meio século deixou de existir a obrigatoriedade de registro dos terreiros de candomblé e umbanda nas delegacias de polícia do país. Além do mais a "guerra santa" declarada por religiosos inescrupulosos que literalmente rasgam a Constituição, no que concerne aos direitos e garantias individuais, coloca em risco a construção da democracia no Brasil, apesar da afirmação constante de que lidamos muito bem com nossa diversidade cultural.
Reivindicamos que as instâncias responsáveis por estabelecer medidas coercitivas cabíveis \nesses casos não se omitam e tampouco sejam coniventes com as manifestações reacionárias que permitem confundir liberdade de expressão com violação dos direitos humanos. A imunidade parlamentar não pode ser pretexto para o silenciamento do debate e a inexistência de sanções àqueles que faltam com decoro parlamentar, ao praticarem abuso de poder.
Não abriremos mão de nosso propósito. Mais do que decisões imediatas que cortem pela raiz todas as formas de preconceito, exigimos do Estado Brasileiro e do Congresso Nacional a adoção de estratégias que façam valer a implementação de ações afirmativas, valorizativas e punitivas na defesa dos interesses do segmento negro. Que a Lei Federal 10.639/03 seja imediatamente cumprida para que a longo prazo possamos ter cidadãs e cidadãos livres da contaminação do germe da ignorância que produz tantos estereótipos, os quais desqualificam os afro-brasileiros e as culturas afro-brasileiras, verdadeiros pilares na formação desta nação.
Brasília 03 de abril de 2011
Racismo é crime !
Pelo fim da intolerância religiosa!
Punição para os racistas !
Pelo direito à liberdade de culto!
Rede Afrobrasileira Sociocultural, CETRAB, Pastoral Afro da CNBB, COJIRA-DF, NSB/PSB, MNU/DF, Comunidades de Terreiros no DF e Entorno, FENORIXÁ, ACBANTU, Movimento Negro de Pelotas, Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvolvimento Social, Associação de Mulheres de Axé do Rio Grande do Norte, CARMAA

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cineclube exibiu a segunda parte de "O fio da memória".

Na noite do dia 9 de agosto o Cineclube Nangetu exibiu a segunda parte do documentário "O fio da memória", de Eduardo Coutinho, em continuação ao programa iniciado em 19 de julho.

Comunidade do Mansu Nangetu paartcipa do cineclube.
A abordagem da condição da população negra no Brasil, e o racismo praticado em nosso país, gerou um debate sobre a necessidade de afirmação de identidade negra e afro-religiosa.

Daniel de Nkosi conta como a religião é tratada em sua escola.

A manifestação racista da Guarda Municipal de Belém na abordagem dos membros do Mansu Nangetu quando em ritual no espaço Ver-o-rio também esteve presente no debate.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Racismo institucional repercute na imprensa paraense.


A imprensa paraense deu destaque para o caso de constrangimento por intolerância religiosaa por parte da Guarda Municipal de Belém no espaço Ver-o-rio.
A denúnica partir do Mansu Nangetu, que destaca que o fato aconteceu um dia depois do presidente Lula sancionar o Estatuto da Igualdade Racial.

O caso já foi registrado na Delegacia Contra Crimes Discriminatórios, na Ouvidoria da Guarda Municipal e também na ouvidoria da OAB/PA.






quarta-feira, 21 de julho de 2010

Guarda Municipal tenta impedir ritual do Mansu Nangetu.




Belém/PA – Guarda Municipal constrange sacerdotes que realizavam ritual de Candomblé de Angola nas margens da baía do Guajará.

Na noite de quarta-feira, 21 de julho de 2010, a guarda municipal de Belém protagonizou mais um caso de racismo institucional e de intolerância contra as religiões afro-amazônicas.

Próximo das 23 horas um grupo de sacerdotes do Mansu Nangetu dirigiu-se a área do “Projeto Ver-o-rio”, nas margens da baía do Guajará, para em suas águas realizar a cerimônia de oferenda do Urupim – parte dos ritos de Candomblé de Angola –, quando foi abordado por um guarda municipal que pediu para falar com um responsável pelo grupo.

O guarda informou aos sacerdotes que naquele local era proibido e despejo de lixo, informação recebida com alegria pelo grupo que tem em sua crença o respeito a natureza e a preservação do meio ambiente, e depois identificou que os religiosos haviam desrespeitado a lei e jogado lixo no local.

Nesse momento, Arthur Leandro, conhecido pelo nome sacerdotal de Táta Kinamboji, se identificicou e falou em nome dos membros do Mansu Nangetu explicando que o representante do município havia presenciado um ritual de oferenda religiosa praticado em águas brasileiras há pelo menos cinco séculos, disse, ainda, que a constituição da república federativa do Brasil garante a liberdade de culto e de crença religiosa, e que a oferenda era composta de material orgânico e biodegradável e que tudo o que havia na oferenda poderia servir de alimento a fauna do estuário que forma o bioma local.

Irredutível em sua interpretação de despejo de lixo, o guarda municipal insistiu em caracterizar o ato como desrespeito a lei e a ordem de seus superiores de impedir o lançamento de lixo nas águas do Guajará. Novamente Táta Kinamboji explicou tratar-se de um ritual, disse que era titular do pleno do Conselho Municipal de Negros e Negras e que conhecia a lei, e que o que havia de errôneo naquele momento era a interpretação do poder municipal que havia compreendido um ritual afro-religioso como um ato criminoso.

Novamente o guarda municipal insistiu na sua interpretação e pediu que o grupo permanecesse escutando seus argumentos. Táta Kinamboji respondeu que a forma com que o guarda conduzia o debates tornava aquela conversa improdutiva e desnecessária, e forneceu endereços para continuar a debater o assunto, desde que em outros termos, pois nenhum argumento o convenceria de que uma oferenda de ritual religioso fosse lixo, e que o tratamento a ele dispensado desrespeitava sua crença religiosa.

Foi então que o guarda chamou outros de sua companhia e em atitude ameaçadora anotaram a placa do carro em que transportava os religiosos, então Táta Kinamboji fotografou os representantes do poder municipal, que escondiam suas identificações obrigatórias, e registrou o caso sob o número 00011/2010.006955-7 de um Boletim de ocorrência na delegacia da Pedreira.


Nota do Mansu Nangetu:

  • Os fatos foram imediatamente informados ao Secretário Executivo do Conselho Municipal de Negros e Negras, sr. Antônio do Amaral Ferreira, também afro-religioso, e esperamos uma atitude enérgica da CMNN junto a Prefeitura Municipal de Belém.

  • Agradecemos o pronto apoio, orientação e oferta de acompanhamento do caso por parte do sociólogo Domingos Conceição, Coordenador de Politicas de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo do Estado do Pará.


Mais informações com Táta Kinamboji (Arthur Leandro) pelos fones: (091) 30872755 ou 81982430



links externos:

http://www.iteia.org.br/arthur-leandro-chamada-conferencia-igualdade-racial

http://www.diariodopara.com.br/N-101218-PRATICANTES+DE+CANDOMBLE+DENUNCIAM+INTOLERANCIA.html
http://www.orm.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=481584
http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=222&codigo=481625
http://diogenesbrandao.blogspot.com/2010_07_22_archive.html
http://afroblogs.blogspot.com/2010/06/ig-msn-terra-e-yahoo-se-unem-por-debate.html
http://matosuniao.blogspot.com/2010/07/o-lixo-do-dudu.html
http://rogeliocasado.blogspot.com/2010/07/sacerdote-e-constrangido-em-belem.html
http://ananindeuadebates.blogspot.com/2010/07/deu-no-blog-as-falas-da-polis_25.html
http://selito-sd.blogspot.com/2010/07/belempa-guarda-municipal-constrange.html
http://www.portalorm.com.br/oliberal/interna/default.asp?modulo=247&codigo=481584

Os comentários abaixo estão no blog do Diário do Pará
http://www.diariodopara.com.br/not-cm.php?idnot=101218

  • Aderson disse: Comentário postado em 23/07 Sexta-feira às 14:32h "Esse tipo de intolerância religiosa começa dentro da religião. Com certeza esses guardas são católicos ou evangélicos e é justamente aí que começa o preconceito com as demais religiões, principalmente entre os evangélicos. que insistem em se chamar de cristãos, mas insistem em desrespeitar o resto do mundo, coisa que Jesus, pelo que se ler sobre ele, nunca fez."
  • Eu mesmo disse: Comentário postado em 23/07 Sexta-feira às 06:30h "Candomblé ou Macumba? Esse denominação religiosa e seus "rituais" sempre jogaram lixo nos rios e nas ruas. APOIO TOTAL a guarda municipal, não foi preconceituosa, estavam apenas fazendo seu trabalho em favor da lei! Já cansei de ver esses religiosos jogando comida fora no mar."
  • Isabela do Lago disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 20:00h "Acredito que se a guarda municipal fosse treinada, tivesse orientação para agir corretamente, isto não teria acontecido. Mas a realidade é que aconteceu, e de posse do poder de coagir, os guardas não deram atenção as explicações do grupo.
    Ainda os responsáveis pela guarda dizem não tomaram conhecimento do ocorrido e que vão apurar, estas pessoas foram humilhadas publicamente!
    Este tipo de violência precisa ser punida, e trabalhar no sentido de prevenir novas atitudes.
    "
  • Angelo Madson disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 14:28h "Mais uma demonstração vergonhosa de Racismo institucional e intolerãncia religiosa, praticada desta vez pela Guarda Municipal de Belém.

    Francamente, comparar uma cerimônia de oferenda do Urupim com o ato de atirar lixo no rio é de uma estúpidez tamanha que não corresponde ao comportamento de um agente de segurança pública.

    Creio que uma disciplina que oborde a liberade religiosa e de pensamento deva fazer parte do teinamento da Guarda Municipal. Do contrário é melhor que a guarda nem exista!
    "
  • Clementino Junior disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 14:27h "É inadimissível que em um momento que os cultos Iorubás se adaptaram às questões ambientais, e em função de sucessivas arbitrariedades por parte de civis preconceituosos, arbitrariedades como esta partam de elementos que deveriam proteger a sociedade (da qual os reliosos fazem parte e são contribuintes) e não ter seu culto, que já é patrimônio imaterial brasileiro, tratado como "lixo" ou qualquer outra terminologia que diminua esta ou qualquer outra religião.
    A guarda municipal ao invés de tratar o assunto de forma corriqueira, deveria dar exemplo, para que arbitrariedades como estas não aconteçam com aqueles que compartilham de sua fé ou de seu convívio, pois só sabe o que é a intolerância quem passa por isto ao menos uma vez, no que lhe é mais caro."
  • aslan cabral disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 14:18h "De fato é preocupante esse tipo de desrespeito com a crenças e religiões de cada um.Acho que é uma pauta que poderia ser aprofundada pelo jornal, até para deixar claro para todos os lados.E se deve-se pedir uma autorização para esse tipo de coisas, essa nunca poderá ser negada, pois ninguém tem direito de aprovar ou reprovar algo que, como a religião, é escolha de cada um."
  • Netto disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 14:18h "Falta às forças policiais o devido preparo para lidar com a comunidade. Falta capacitação em Direitos Humanos, diversidade e etnicidade. Uma polícia (ou guarda municipal) bem preparada não comete gafes nem crimes lamentáveis como este. Acredito que o fundo preconceituoso está no fato de que a formação judaico-cristã de nossa sociedade (e a rigor, da polícia) encara as manifestações religiosas afro-brasileiras como algo diabólico e maléfico. Esquecem-se, entretanto, que nosso Estado é, acima de tudo, laico. O agente que desrespeita rituais afro é o mesmo que espanca travestis, humilha prostitutas e moradores de rua e abusa de meninos nos semáforos. O respeito à diversidade deve ser observado em todos os atos do poder público, e episódios criminosos como este devem ser denunciados e punidos com rigor."
  • Mametu Nangetu disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 13:30h "Ontem nós do Mansu Nangetu sofremos uma grande intolerância da guarda municipal de Belém, e eu já venho falando que precisamos reunir com os comandos de polícia para criar cursos que ensinem a polícia a tratar com respeito os sacerdotes da religiosidade afro-brasileira, por que nós cultuamos a natureza e sabemos que temos que preserva-la para poder continuar a cultuar.
    Tem a lei que da direito de nós cultuarmos, e é a falta de conhecimento dos policiais é que faz com que a gente passe por essas situações vergonhosas em público, além de meu filho ter que ocupar seu tempo em delegacias de polícia e passar a madrugada remoendo raiva quando nossa programação era rezar, descansar e estar bem para cumprir os rituais de iniciação necessários para a grande festa para apresentar os novos sacerdotes no próximo sábado.
    Nós queremos ser respeitados.

    Mametu Nangetu "
  • Luiz Leite disse: Comentário postado em 22/07 Quinta-feira às 12:58h "Essa Guarda Municipal tem o perfil da nossa prefeitura: despreparada, desonesta e preconceituosa."