sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mansu Nangetu participa da primeira reunião de formação da Rede de Homens de Terreiros da zona metropolitana de Belém.

Táta Kinamboji representou a comunidade do Mansu Nangetu na reunião de um grupo de homens de comunidades de terreiros da zona metropolitana de Belém que se reuniu hoje na Associação Afro-religiosa e Cultural Ilê Axé Iya Omi – ACIYOMI – para uma roda de conversa sobre a saúde do homem.
Pai Marco Antônio e Pai Marcelo foram os que convocaram a reunião, que começou com saudação religiosa pelo Pai Orlando Bassu,


depois Pai Marcelo e Pai Marco Antônio apresentaram a proposta da formação de uma rede que discuta as questões de gênero masculino nos terreiros assim como a já formada Rede de Mulheres de Axé, uma rede que debata temas diversos, como cultura, lazer, saúde, segurança pública, prevenção de drogas, sexualidade e outros temas de interesse.



O tema desta primeira roda de conversa foi pensado para aproveitar a divulgação que o dia 15 de julho é dedicado internacionalmente aos homens, e que a ACIYOMI tem acúmulo de discussão e de ações na área da saúde, assim se debateu “A saúde do homen”, mais especificamente a saúde dos homens de terreiros.
A roda teve a participação de Antônio Ernandes Marques da Costa, que é Coordenador da ONG GRUPAJUS, que introduziu a temática com a apresentação de dados estatísticos e pesquisas do sistema público de saúde que apontam para a conclusão de que no Brasil os homens não tem o hábito de procurar tratamento, e somente o fazem quando pressionados por familiares ou em caso de extrema dor. A exposição continuou com as doenças que são mais comuns ao gênero masculino e com orientações do que fazer no caso de identificação de sintomas.


O debate apontou a necessidade de refletir também sobre as práticas tradicionais da medicina dos terreiros, do uso de ervas e de rituais de cura que preservamos em nossas tradições, assim como aprofundar a reflexão do exercício do trataemtno misto, ou de como conciliar o tratamento tradicional com a medicina ocidental.
Por fim foi decidido que a segunda reunião para a formação da Rede de Homens de Terreiros acontecerá no Terreiro de Pai Bassu, em data a ser divulgada em breve.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PARACINE: Rede Cineclubes nos Terreiros promove sessão infan...

PARACINE: Rede Cineclubes nos Terreiros promove sessão infan...: "Numa ação da rede de cineclubes nos terreiros da zona metropolitana de Belém, o cineclube da ACIYOMI promoveu uma exibição de filmes infanto..."

17 de julho, domingo, parceria do Cineclube Nangetu garante sessão cineclubista para crianças em Ananindeua.

O Projeto Azuelar do Instituto Nangetu apoia a Irmandade dos Rosário que está em parceria com o Conselho de Associações das organizações dos moradores das comunidades Sta. Helena, Jardim Botânico, Samambaia, São José, Geraldo Palmeira, Nova Independência, Maria Pantoja, Nair Cabral e Fernando Correia, para realizar uma programação cultural e educativa que atenda crianças e jovens dessas comunidades localizadas entre a área central e o bairro Dona Ana em Ananindeua.

Neste domingo, dia 17 de julho, esta parceria promove uma sessão de cineclube com filmes para crianças com a indicação etária de 10 anos e a entrada franca. A sessão inicia 18h na Br 316, Km 12 (altura da barreira da PRF), Pasagem Dona Ana Portela, Alameda Alcebíades, 950 - Ananindeua/PA. São filmes brasilerios de animação e ficção, inclusive com estórias amazônicas, que apresentam um universo variado de temas de interesse infanto-juvenil.

A sessão cineclubista ainda conta com o apoio e parceria da rede [aparelho]-: que colabora com empréstimo de equipamentos de projeção, do Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar que fornece os filmes de seu acevro, da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE e Conselho Nacional de Cineclubes que além do apoio institucional contribuem com o debate ao final da sessão.

Veja a lista de filmes deste domingo:
CALANGO, de Alê Camargo, 2007, 8 min.

Sinopse: Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição... mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Ação, humor e uma perseguição desenfreada numa animação 3D bem brasileira...

NAS ASAS DO CONDOR, de Cristiane Garcia, ficção-animação, 2007, 20 min
Sinopse: Milton é um menino de saúde frágil que encontra nas asas de uma velha aeronave a cura para uma grave crise respiratória. Essa experiência lhe dá uma nova visão de mundo, da Amazônia, dos amigos, da família. Baseado no conto de Milton Hatoum.

IMAGINE UMA MENINA COM CABELOS DE BRASIL, de de Alexandre Bersot, animação, 2010, 10 min
Sinopse: O cabelo, a fronteira final. Entre caretas e escovas, as viagens de uma menina em busca de aceitação.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cineclube MarEstrela já faz parte da Rede de Cineclube nos Terreiros.

Na terça-feira, dia 12 de julho, aconteceu a roda de conversa cineclubista na Associação de Filhos e Amigos do Ilê Axé Omi Ofa Kare - AFAIA, que deu prosseguimento à formação de um circuito de cineclube em terreiros da zona metropolitana de Belém que atuem em rede. Na ocasião, Arthur Leandro (Táta Kinamboji), coordenador do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE e diretor reginal norte do Conselho Nacional de Cineclube s Brasileiros - CNC, e apresentou a proposta de formação de rede de cineclubes nos terreiros elaborada pelas organizações cineclubistas, convidando o Cineclube MarEstrela a tomar parte dessa rede.
Babá Edson Catendê lhe apresentou a equipe do Cineclube MarEstrela, formada por Maria Lúcia da Conceição, Janildo da Costa Silva, Rubens Aragão, Jane Gama e Adilio Ferreira, e acrescentou o currículo audiovisual da AFAIA, que jea realizou cinco documentários dentro dos projetos desenvolvidos pela associação, e informou que o Cineclube funciona regularmente desde novembro de 2010, que já enviou a ficha de filiação ao CNC e que aguarda nova campanha de filiação na PARACINE para poder participar do movimento cineclubista estadual.
MarEstrela é uma homenagem para Maristela Albuquerque, militante do CEDENPA falecida em 2009, cuja lembrança a AFAIA quer manter viva no cotidiano do associação, escolhendo o cineclube para lembrar seu nome.
A conversa tomou rumos de elaboração de estratégias de coloboração mútua para que a atuação em rede possa de fato fortalecer as atividades cineclubistas desenvolvidas pelas comunidades tradicionais de terreiros, e até incentivar outras comunidades a tomarem a iniciativa para implantar novos cineclubes que atendam as necessidades da população de terreiros onde se preservam tradições religiosas de matrizes afro-brasileiras.
Para dar continuidade para essas estratégias, ficou acertado que na próxima segunda-feira, dia 18 de julho, serea realizada uma sessão com o filme OJÚ ONÀ, de Clementino Junior. A sessão no Cineclube MarEstrela vai anteceder a Assembléia Geral de eleição e posse da nova diretoria da AFAIA, e a proposta é que a partir do filme se possa criar um debate sobre a potência dos cineclubes nas lutas sociais das comunidades de terreiros.

A Rede de Cineclubes em Terreiros da zona metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC. Fazem parte da Rede de Cineclubes nos Terreiros: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube MarEstrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá.


Táta Kinamboji com o Conselho Editorial do Cineclube da AFAIA

18 de julho, 18h, Cineclube MarEstrela na Rede de Cineclubes nos Terreiros exibe "OJÚ ONÀ", de Clementino Junior.

A sessão é 18h do dia 18 de julho, segunda-feira, e faz parte da Assembléia Geral de eleição e posse da nova diretoria da AFAIA, e a proposta é debater a potência dos cineclubes como ferramenta das lutas pela defesa dos Direitos Humanos e nas lutas do Movimento Negro.
Rod. Augusto Montenegro, Conj. Maguary, Al. 24, casa 86 - Icoaraci, Belém/PA.

OJÚ ONÀ

Sinopse: Memorial da experiência de Cineclubistas afrobrasileiros presentes na Jornada Nacional de Cineclubes em dezembro de 2010.
Direção, edição, roteiro e câmera de Clementino Junior, pelo Cineclube Atlântico Negro.
Para solicitar DVD para exibição, entre em contato através de seu cineclube pelo email atlanticonegro@gmail.com


Cineclubistas afro-brasileiros no documentário OJÚ ONÀ













A Rede de Cineclubes em Terreiros da zona metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC, com o Cineclube Nangetu e Cineclube ti Bamburucema. Fazem parte da Rede de Cineclubes nos Terreiros: Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema, Cineclube ACIYOMI, Cineclube ACAOÃ, Cineclube MarEstrela (AFAIA), Cineclube Estrela Guia Aldeia de Tupynambá.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

28 de julho, 18h, a Rede de Cineclubes nos Terreiros faz sessão no Cineclube ACAOÃ com o filme "Histórias do mar".

Ilustração da Revolta da Chibata



Histórias do Mar, Ficção de Luiz Arnaldo Campos (1996), 20 minutos
Sinopse: A viagem de uma anciã negra em direção ao mar, Rumo a um encontro marcado cem anos antes, é uma porta que abre as lembranças da Revolta da Chibata e mostra a resistencia contra o racismo ainda presente nos dias de hoje. Com a força dos voduns e orixás, Dona Elenira vai ao encontro do seu amadoque o mar levou.
 
A ACAOÃ fica na Rua Dr. Américo Santa Rosa, 42 - Canudos, Belém/PA.
A sessão acontece na quinta-feira, dia 28 de julho, as 19h.

A Rede de Cineclubes em Terreiros da zona metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC,  com o Cineclube Nangetu e Cineclube ti Bamburucema. 

domingo, 10 de julho de 2011

29 de julho, sexta-feira - Mostra Itinerante do IV For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

Logomarca da campanha de combate à homofobia promovida pela PARACINE.

O Cineclube Nangetu faz parte da rede de cineclubes em ação de combate à homofobia, e na sessão do dia 29 de julho vai exibir os filmes da Mostra Itinerante do IV For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

No estado do Pará a mostra ainda conta com o apoio da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, que desde janeiro vem promovendo ações de combate à homofobia em rede nos cineclubes filiados.

A MOSTRA ITINERANTE do IV FOR RAINBOW – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual, acontecerá em 150 cineclubes de todo o Brasil, com filmes premiados e outros títulos exibidos nesta edição do festival. Estes filmes estarão concorrendo ao troféu Artur Guedes de Melhor Filme, selecionado por júri popular, em todas as localidades de exibição. A Mostra ocorrerá, seguidas de debates, no período de 23 de julho a 10 de agosto, e além de exibir no Cineclube Nangetu, também vamos exibir na rede de Cineclubes de Terreiros da zona metropolitana de Belém, com sessões previstas para o Cineclube ACIYOMI (Terreiro de Mãe Nalva d'Oxum na Terra Firme) e no Cineclube ACAOÃ (Terreiro de Babá Tayando no bairro de Canudos).

Kit da mostra itinerante IV For Rainbow



A Mostra Itinerante do IV For Rainbow inaugura uma série de circuitos em rede através de um trabalho conjunto entre o Conselho Nacional de Cineclubes, dentro do programa “Mostra Cá que Eu Mostro Lá", Cine Mais Cultura, realizadores e festivais de cinema.

Os cineblubes que participam da itinerância do For Rainbow foram selecionados por chamada pública. Estes cines recebem uma maleta artesanal com o “kit For Rainbow”, contendo um DVD com filmes de curta e média metragem exibidos durante o IV For Rainbow, um catálogo, um CD com produtos gráficos para reprodução e textos de interesse da questão LGBT, um cartaz, produtos artesanais com motivos LGBT e camiseta para sorteio ao público das sessões itinerantes.

CURTAS MOSTRA ITINERANTE
(tempo total: 104 minutos)
Brincos de estrelas
Direção: Marcela Bertoletti – Rio de Janeiro/ RJ
Depois de tudo 
Direção: Rafael Saar – Niterói/RJ
E agora Luke
Direção: Alan Nóbrega – Rio de Janeiro/RJ
Ensaio de cinema 
Direção: Allan Ribeiro - Rio de Janeiro/RJ
Eu não quero voltar sozinho
Direção: Daniel Ribeiro – São Paulo/SP 
Felizes para sempre
Direção: Ricky Mastro – São Paulo/SP
GLOSSário
Direção: Fabinho Vieira – Fortaleza/CE 
Homofobia, lesbofobia e transfobia
Direção: Felipe Fernandes – Brasília/DF
Sem Purpurina – Realidade LGBT Na Baixada Santista
Direção: Fernanda Balbino, Lara Finochio, Lívia Carvalho e Xenda Amici – Santos/SP
On my Own
Direção: Yuri Yamamoto – Fortaleza/CE

Confira a lista de instituições que promovem a Mostra no Estado do Pará:

  1. Cineclube Nangetu/ Projeto Azuelar – Instituto Nangetu (Belém – Pará)
  2. Cineclube Ti Bamburucema (Belém - Pará)
  3. Paracine (Belém - Pará)
  4. Rede [Aparelho]-: (Belém - Pará)
  5. Uni Escola Cinema (Vigia De Nazaré - Pará)
  6. Abdec-Pa / Cineclube Pedro Veriano (Belém - Pará)
  7. Cine Maiandeua (Marapanim - Pará)

16 de julho, 17h, a Rede de Cineclubes nos Terreiros faz sessão de reabertura do Cineclube ACAOÃ com o filme "Chama Verequete".




Chama Verequete, de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira. Brasil, 2002 - 18 min.
Sinopse: Documentário poético sobre Mestre Verequete, personagem fundamental da história do ritmo raiz do Pará, o Carimbó, que legitimou e divulgou pelos quatro cantos do Brasil.

A sessão tem a participação confirmada dos diretores do filme.


A ACAOÃ fica na Rua Dr. Américo Santa Rosa, 42 - Canudos, Belém/PA.
A sessão acontece no sábado, dia 16 de julho, as 17h.

A Rede de Cineclubes em Terreiros da zona metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC,  com o Cineclube Nangetu e Cineclube ti Bamburucema.

dia 14 de julho, quinta-feira, as 18h, a Rede de Cineclubes nos Terreiros faz sessão na ACIYOMI, para as crianças.

Uma sessão em parceria com a comunidade da ACIYOMI, leva os filmes infantis do Cineclube Nangetu para as crianças da Terra-Firme.

Filmes exibidos na sessão:
O veado e a onça, de Raquel Pedreira, Animação. 13 min.
Sinopse:O Veado e a onça é uma deliciosa história do folclore brasileiro que fala sobre a dificuldade do convívio entre inimigos. Veado resolve construir uma casa para ter um pouco de sossego. Onça vê as peredes erguidas e decide que aquela vai ser a sua casa. Vai daí, eles descobrem que construírm a casa ao mesmo tempo e decidem morar juntos, dividindo as tarefas. É uma história imperdível. Você vai se divertir com as peripécias do Veado e da onça.

Ernesto no país do futebol, de André Queiroz e Thais Bologna. Ficção. 14 min e 27 seg.
Sinopse: Em ano de copa do mundo, o que poderia ser pior para um garoto argentino apaixonado por futebol do que morar no Brasil?

A ACIYOMI fica na Tv. da Olaria, 34 - Terra-Firme, Belém/PA.
A sessão acontece na quinta-feria, dia 14 de julho, as 18h.

A Rede de Cineclubes em Terreiros da zona metropolitana de Belém é uma articulação criada por poroposição do GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da Federação Paraense de Cineclubes - PARACINE, em parceria com a Diretoria Regional Norte do Conselho Nancional de Cineclubes - CNC.

sábado, 9 de julho de 2011

Cineclube Nangetu participa do lançamento nacional de dois documentários em circuito cineclubista.

O Cineclube Nangetu já faz parte da rede nacional de cineclubista formada para o lançamento de dois documetários de Marília Rocha, "Acacio" e "A falta que me faz", e em breve estaremos divulgando as datas de exibição dos filmes.
Outras informações no Cineclube Nangetu, Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599. O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, PARACINE, rede [aparelho]-: e Idade Mídia. O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

Acacio é um documentário sobre o o etnólogo português Acácio Videira, que depois de 30 anos vivendo em Angola acompanhado por sua esposa, Maria da Conceição, muda-se para o Brasil, trazendo na bagagem um extenso registro material da vida dos povos angolanos e dos colonos portugueses. Entrelaçando lembranças, imagens e relatos pessoais, o filme empreende uma jornada afetiva ao passado do casal, ao mesmo tempo em que reconstitui os laços históricos e políticos dos três países em que viveram.


Acácio | Trailer from TEIA + ANAVILHANA on Vimeo.

A falta que me faz aborda cotidiano de quatro garotas de Curralinho na serra do Espinhaço, na região de Diamantina/ MG, se confunde com a crueza da paisagem. Seus passeios pelos maciços, banhos de rio, volteios no bailão e conversas sem fim sobre os mesmos temas ditam suas vidas. Estes giram sempre em torno de suas escolhas amorosas e de seu futuro. As circunstâncias do meio onde vivem e do horizonte que lhes é apresentado não lhes deixam vislumbrar um mundo melhor.

A falta que me faz | Trailer from TEIA + ANAVILHANA on Vimeo.

No Estado do Pará são 46 pontos de exibição dos filmes em diversos municípios, confira a lista das instituioes responsáveis pelas exibições:
  1. Grupo de Teatro Viva Voz - Abaetetuba PA
  2. Associação das Famílias da Casa Familiar Rural de Altamira - Altamira PA
  3. Fundação Tocaia - Altamira PA
  4. Argonautas Ambientalistas da Amazônia - Ananindeua PA
  5. Associação Casa da Cultura Ananindeua - Ananindeua PA
  6. Associação Projeto Cultural Ananin Dance - Ananindeua – PA
  7. Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas / ABD PA - Belém-PA
  8. Associação dos Amigos da Terra Firme - Belém -PA.
  9. ASSOCIAÇÃO FOLCLÓRICA E CULTURAL COLIBRI DE OUTEIRO – Belém PA
  10. Espaço Cultural Nossa Biblioteca – Belém -PA.
  11. Instituto Nangetu de Tradição Afro-religiosa e Desenvoivimento Social – Projeto Azuelar/Cineclube Nangetu. Belém PA
  12. Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém. Belém PA
  13. SINTDACPA - Sindicato dos Trabalhadores Domésticos, Arrumadores e Camareiros dos Municípios de Belém e Ananindeua. Belém PA
  14. Centro Comunitário 1º de Junho da Vila de Itupanema - Barcarena PA
  15. Grêmio Musical Nazeazeno Ferreira Bragança PA
  16. Grupo Cultural Os Timbiras Capanema PA
  17. Associação dos Músicos, Escritores, Interpretes e Compositores de Conceição do Araguaia Conceição do Araguaia PA
  18. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Curuçá Curuçá PA
  19. ASPCTRA Eldorado do Carajás PA
  20. Associação de Moradores e Produtores do Bairro da Cidade Nova Igarapé-Miri PA
  21. SESC Ler Inhangapi Inhangapi PA
  22. Associação dos Grupos Folclóricos e Culturais de Itaituba - Itaituba PA
  23. Associação dos Filhos e Amigos de Mocajuba - Mocajuba PA
  24. Associação Quilombola do Baixo Caeté - Africa e Laranjituba - Moju – PA.
  25. ARMA - ASSOCIAÇÃO DOS ARTISTAS PLASTICOS DE MARABÁ Marabá PA
  26. Fundação Socio-Ambiental Cabanagem Marabá PA
  27. Lions Clube de Marabá Marabá PA
  28. Associação Comunitária de Desenvolvimento e Preservação da Ilha de Maiandeua - Maracanã PA
  29. Associação Comunitária de Desenvolvimento do Município de Muaná - Muaná PA
  30. Centro de Assistência Social de Muaná - Muaná PA
  31. Associação Civil e Cultural Araticu-Art - Oeiras do Pará PA
  32. CENTRO CULTURAL PAES LOUREIRO - Oriximiná PA
  33. AMORARIM - Paragominas PA
  34. Associação Beneficente Fazendo Um Amanhã Melhor Parauapebas PA
  35. Associação Indígena Porekrô Marabá PA
  36. Associação dos Moradores e Produtores Rurais de Curral Panema - Rio Curral Panema, s/n - Ponta de Pedras PA
  37. Instituto Social do Marajó de Cultura e Cidadania Portel PA
  38. Sindicato dos Produtores Rurais de Prainha - Prainha PA
  39. Cineclube Boca da Mata - Redenção PA
  40. Associação do Mini-Produtores Rurais de Santa Bárbara - Santa Bárbara do Pará PA
  41. Associação Beneficente Professor Luiz Gama Travessa - Santa Izabel do Pará PA
  42. Grupo de Ação Ambiental Vila Viva Santarém PA
  43. SESC Ler São Francisco do Pará - São Francisco do Pará PA
  44. Prefeitura Municipal de São João de Pirabas - Espaço Cultural Maria pajé - São João de Pirabas PA
  45. Prefeitura Municipal de São Sebastião da Boa Vista / Casa Rural Digital de São Sebastião da Boa Vista / ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA EMMANOEL DA SILVA LOBATO (Comunidade de Pedras) SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA PA
  46. Sociedade Literária e Beneficente Cinco de Agosto - Vigia PA



Texto do lançamento na rede de cineclubes
Após estréia em salas de cinema, "Acácio" e "A falta que me faz" serão lançados simultaneamente com mil cópias em uma rede nacional de cineclubes. O projeto é uma parceria da Teia com a Lume Filmes, o Cine Mais Cultura e o Conselho Nacional de Cineclubes.


 O programa Cine Mais Cultura, do Governo Federal, conta com 1.043 contemplados para realizar seus cineclubes em 27 estados do Brasil. Eles estão sediados em periferias das capitais e no interior dos estados, fazendo chegar cinema a centenas de cidades que não possuem salas de exibição comercial. Tradicionalmente, os documentários brasileiros são lançados com pouquíssimas cópias e têm grande dificuldade de alcançar o público, disputando espaço com produções estrangeiras, representadas por grandes distribuidoras mundiais e com alto investimento em mídia. O parque exibidor alternativo criado pelos cineclubistas, possibilitará com que os filmes circulem para além dos festivais de cinema e do circuito comercial.
Cada exibidor contemplado pelo Cine Mais Cultura receberá gratuitamente uma cópia em DVD de cada filme – Acácio e A falta que me faz – para a realizar as exibições entre julho a setembro de 2011. A quantidade de espectadores destas sessões será oficialmente registrada, contabilizando assim o público do filme no circuito não-comercial. A iniciativa é inovadora e pretende fazer com que os filmes cheguem ao público brasileiro, desde os grandes centros urbanos até o interior do país, atingindo uma parcela relevante do território brasileiro e valorizando uma experiência singular de cinema.
Sobre os filmes:
• A falta que me faz
Acácio

Contato:
- Marília Rocha
cinemariliarocha@gmail.com
Teia +55 31 2127-4979 | 8451-2474
- Cine Mais Cultura
cines@cinemaiscultura.org.br
+55 21  3501-7800 r.2038

Mais informações:
• Cine Mais Cultura
• Conselho Nacional dos Cineclubes

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Rodas de conversa para fortalecer a comunicação social comunitária em terreiros.

Mãe Nalva recebeu Táta Kinamboji em uma agradável roda de conversa no quintal.

Mãe Nalva explicou como funciona o cineclube na sua comunidade.


Arthur Leandro (Táta Kinamboji), que é o coordenador do projeto azuelar e diretor regional norte do CNC – Conselho Nancional de Cineclubes, além de coordenar o Grupo de Trabalho de Cineclubes em Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE – Federação Paraense de Cineclubes está cumprindo extensa agenda de rodas de conversas em comunidades de terreiros, a proposta é fortalecer principalmente as atividades cineclubistas em comunidades tradicionais de terreiros, mas também incentivar a criação de mídias comuniárias e a circulação virtual de informações dos terreiros.
As mais recentes rodas de conversa aconteceram na ACIYOMI, comunidade liderada por Mãe Nalva d'Oxum, que vem fazendo sessões que atendem as crianças do entorno do seu terreiro no bairro da Terra Firme, e na ACAOÃ, comunidade liderada por Babá Tayando, onde aconteceu uma 'roda de fazer junto' de orientações para a manutenção e alimentação de informações no blog daquela comunidade.
As rodas de conversa e as rodas de fazer junto não são cursos formais, são trocas de experiências em conversas e atividades conjuntas amistosas onde é possível compartilhar os saberes e as formas diferenciadas de promover a cidadania, a saúde e as culturas dos terreiros.


A secretaria estadual de comunicação da ACAOÃ e o coordenador do Projeto Azuelar trocaram experiências em comunicação.




Desses encontros ficou alinhavada uma agenda de parcerias para sessões nos cineclubes das três comunidades, além da declaração de parcerias para o fortalecimento dos projetos de comunicação social comunitária.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Projeto piloto da "Feira da troca" da PARACINE




O GT de Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE realizou uma experiência piloto da "Feira da troca". Reunimos o Cineclube Nangetu, Cineclube ti Bamburucema e mais a Coordenadora Finaceira da PARACINE, Isabela do Lago, para copiar e trocar acervos de filmes.
Nesta experiência o que se pode constatar é que, para fazer uma feira com muitos cineclubes nós vamos precisar de muito tempo disponível para que venha a dar certo, pois demanda muito tempo para cada cópia.
Para os presentes a proposta talvez tenha de acontecer desse jeito mais íntimo mesmo, com poucos cineclubes trocando seus acervos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Curtas sobre futebol - Bola na tela! na sexta, dia 15 de julho.

Perigo Negro, de Rogério Sganzerla


















Aproveitando o clima de Copa América, o Cineclube Nangetu apresenta uma série de curtas metragens sobre futebol. Futebol, a paixão nacional, sempre foi tema de constante interesse do público e dos cineastas brasileiros. Aqui apresentamos quatro ficções que abordam o assunto com leveza e humor, destacando Os Fiéis (diversos prêmios no Festival Brasileiro de Cinema Universitário 2003) e o clássico Perigo Negro, dirigido por Rogério Sganzerla. É cinema na rede e bola na tela!

* Faltam 5 minutos, de Luiz Alberto Cassol, 2007
* Comprometendo a Atuação, de Bruno Bini, 2006
* Izune, de Frederico Cardoso, 2004
* Os Fiéis, de Danilo Solferini, 2003
* Perigo Negro, de Rogério Sganzerla, 1992

tempo total aproximado: 90 min.

Faltam 5 minutos revela aquilo que estamos acostumados a ouvir, mas não a ver. É a epopéia do Inter de Santa Maria no retorno à primeira divisão do campeonato gaucho, mostrada de forma emocionante pelas narrações e comentários dos profissionais das 5 emissoras AM de Santa Maria.


O Futebol em Curta-Metragem
Newton Cannito

O futebol não é um assunto muito representado no cinema de longa-metragem brasileiro. Mas na cinematografia de curta-metragem há vários exemplos de bons filmes que abordam o universo do futebol. O conjunto de filmes da seleção de curtas “Bola na Tela” mostra o ponto de vista dos jogadores, dos cartolas e dos torcedores.

Comprometendo a atuação lança seu foco sobre os jogadores. Um jogador de um time de Mato Grosso está prestes a ser transferido para o Flamengo e para garantir isso tem de jogar bem nos últimos jogos. Mas ele tem uma namorada e a atuação dele é comprometida quando transam antes da partida. A partir dessa situação básica, o filme constrói uma ótima comédia romântica sobre a relação entre amor e trabalho. O conflito se acentua e se explicita no fato de o jogador, caso seja vendido, ter de mudar de cidade e afastar-se da namorada. O diretor Bruno Bini mostra domínio do ritmo e controle na construção de sutilezas de relacionamento. Constrói elipses com competência, alterna cenas dramáticas com cenas líricas e pequenos clipes, entre outros procedimentos da narrativa clássica. Numa estrutura de comédia o filme expõe o conflito e busca a conciliação final: o casal vai junto para a grande cidade.

Perigo Negro é um curta-metragem do consagrado cineasta Rogério Sganzerla e mostra a vida de um jogador de futebol a partir do ponto de vista de um cartola. O jogador é negro e quando alguém comenta que ele é mulato, ele discorda: “Não sou mulato, sou negro”. O cartola é um personagem grotesco e mesquinho, magnificamente interpretado por Antonio Abujamra. Ele se aproveita do jogador em seu momento áureo, mas o abandona quando ele se machuca e não pode mais jogar. Outro personagem marcante é o barbeiro torcedor fanático que é visto com simpatia pelo filme e será o contraponto do cartola mesquinho. Baseado em uma história de Oswald de Andrade, Perigo Negro constrói a crítica através de personagens cômicos em diálogo com a chanchada, tal como Sganzerla costuma realizar em seus filmes.

Os Fiéis centra-se no universo dos torcedores. Três corinthianos viajam ao Rio de Janeiro em 1976 para assistir ao jogo decisivo entre Corinthians e Fluminense. Com o uso de efeitos especiais sobre fotos históricas, o filme insere os personagens no jogo real. No curta, o futebol se torna uma metáfora da vida. A traição de Rivelino que abandonou o Corinthians pelo fluminense é comparada à traição da namorada de um dos personagens. O filme tem uma estrutura de road movie e na viagem os três torcedores fiéis refletem sobre suas vidas.

Izune é outro filme que usa futebol como metáfora da vida. Um garoto erra o pênalti num jogo decisivo e perde a bola. Ele fica triste e conversa com a mãe. A partir dessa situação simples, Izune constrói uma pequena fábula sobre um garoto que tem de entender que não se aprende nada da noite para o dia.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, PARACINE, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

Nesta sexta-feira, dia 8 de julho, tem Simonal em ritmo de comédia


É Simonal - Comédia musical estrelada pelo cantor Wilson Simonal, na época um dos maiores ídolos do show business nacional, e dirigida por Domingos Oliveira, um dos grandes diretores do cinema brasileiro. O filme traz Simonal muito à vontade em meio a shows, muita música e divertidos esquetes de humor. Ele interpreta a si mesmo no papel de um mú sico famoso que se envolve com uma fã (Irene Stefânia) que se faz passar por jornalista. Com um tom quase anárquico e fotografia do premiado Dib Lutfi, o filme vale também como registro de época, com cenas do famoso show em que Simonal lotou o Maracanãzinho, levando a plateia ao delírio.


Simonal em ritmo de comédia

Por Marcelo Lyra*
Depois de dirigir Todas as mulheres do mundo e Edu coração de ouro, o diretor Domingos Oliveira, neste seu quarto longa-metragem, experimenta um trabalho mais comercial, atendendo a um convite do produtor César Thedim. Trata-se de uma divertida e despretensiosa comédia musical, misto de documentário e ficção, feita para aproveitar o impressionante sucesso do cantor Wilson Simonal na época. Ele tinha acabado de lotar o Maracanãzinho em um de seus shows e era um campeão de venda de discos. Um sucesso merecido, já que Simonal era dono de uma voz privilegiada e de um magnetismo pessoal capaz de encantar multidões. Na história, Irene Stefânia (no auge da beleza) é uma fã que se faz passar por jornalista para conhecer o ídolo Simonal e acaba caindo nas graças do cantor. Eles vivem um caso amoroso, com direito a shows, carrões, mansões e passeios de iate. Em meio a esse conto de fadas, o diretor aproveita para mostrar bastidores da fama, o assédio de fãs e o interesse de empresários aproveitadores. Como é de praxe em filmes de astros musicais, este também é embalado por muita música, culminando com cenas do famoso show no Maracanãzinho, além de raras imagens de gravações na Rádio Nacional e na então famosa casa de shows Sucata. Um dos destaques do filme é o bom trabalho do fotógrafo Dib Lutfi, especialmente em alguns planos-sequência dentro de carros, ou com a câmera na mão acompanhando Simonal. Lutfi foi parceiro de Domingos em Edu coração de ouro e é responsável pela fotografia e/ou câmera de alguns dos maiores clássicos do cinema brasileiro, como Terra em transe, de Glauber Rocha (Programa 128), A falecida, de Leon Hirszman (1965), A lira do delírio, de Walter Lima Jr. (Programa 84), O desafio, de Paulo Cezar Saraceni (1965), entre muitos outros. Domingos Oliveira é hábil o suficiente para deixar o cantor bem à vontade diante das câmeras. O resultado é que Simonal faz uma bem-humorada caricatura de si mesmo, ora como um astro canastrão, ora como um jovem de origem humilde deslumbrado com o sucesso. Diversos esquetes de humor foram inseridos para entreter o espectador e há momentos impagáveis, como a cena em que ele escreve versos na máquina de escrever, datilografando no seu conhecido ritmo suingado, ou quando se veste de mulher, aparentemente divertindo-se mais do que o espectador. O filme vale também pela quantidade de astros do teatro, a maioria amigos do diretor, que aparecem em pequenos papéis. Destaque para Ziembinski, como o empresário que quer usar a fama de Simonal para promover um produto picareta, e Oduvaldo Viana Filho, o Vianinha (em uma das raras aparições no cinema), compondo um atrapalhado personagem romântico. Também fazem pontas curiosas Marília Pêra, Milton Gonçalves, Nelson Xavier e Milton Moraes. O filme é um registro de época valioso, levado em tom quase anárquico, que agrada especialmente aos fãs de Simonal. Vale mencionar, para quem se interessa pela história do cantor, o belo longa documentário Simonal - ninguém sabe o duro que dei (2009), que recupera a trajetória desse músico talentoso, cuja imagem ficou comprometida por um episódio mal esclarecido na época da ditadura militar (1964-1985). Acusado de delatar seu contador para a repressão, Simonal foi condenado pela classe artística e morreu quase esquecido, em 2000.
* Crítico de cinema, com passagens pelos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Valor Econômico e Revista de Cinema. Ministra cursos sobre crítica e cinema brasileiro e integrou júris e comissões de seleção de festivais como os de Brasília, Recife e Ceará.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, PARACINE, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

Toque para o desenvolvimento de Muzenzas






sexta-feira, 1 de julho de 2011

Roda de conversa - Fortalecimento de cineclubes em terreiros.

Por iniciativa da Associação Cultural Afro-brasileira de Oxaguiã – ACAOÃ, aconteceu uma roda de conversa com Arthur Leandro (Táta Kinamboji), que é o coordenador do projeto azuelar e diretor regional norte do CNC – Conselho Nancional de Cineclubes, além de coordenar o Grupo de Trabalho de Cineclubes em Comunidades Tradicionais de Terreiros da PARACINE – Federação Paraense de Cineclubes.
O encontro teve como proposta a troca de experiências cineclubistas e formulação de estratégias de fortalecimento de cineclubes em terreiros. Cada um dos participantes da roda expôs a forma como vem trabalhando as ações cineclubistas como tecnologia social, avaliando os impactos da atividade para a comunidade de terreiro. Babá Tayando explicou que o Cineclube da ACAOÃ já funciona há algum tempo e que começou com o apoio e incentivo de Luiz Arnaldo e Célia Maracajá, mas que oscilava em períodos de maior atividade e grande freqüência de público com períodos de inércia nas atividades, e colocou essa questão em pauta, como tornar a atividade perene.
Arthur falou da experiência do Cineclube Nangetu, disse que já viveu situações parecidas no Mansu Nangetu e que lá as primeiras exibições foram experimentais e não tinham a perspectiva de se tornar uma atividade regular do terreiro, mas que uma seqüência de acasos aliada ao interesse da comunidade em assistir e discutir filmes coletivamente tinham feito a proposta ganhar força e até se tornar referência para outras comunidades.
Continuou dizendo que nos registros de exibições é possível verificar que a comunidade do Terreiro de Oxaguiã demonstra interesse e freqüenta a exibição dos filmes no cineclube, aliás ressaltou que a ACAOÃ é a comunidade de terreiro com maior envolvimento com o audiovisual, e deu como exemplo o DOCTV de Luiz Arnaldo, cujo o argumento vem dessa comunidade que também teve grande participação no elenco do filme. E que acredita que é preciso formar uma equipe que torne as exibições mais regulares e dê visibilidade social para a atividade. Para isso sugeriu formar uma coordenação técnica e um conselho editorial, pois disse que é importante atribuir funções e responsabilidades para as pessoas envolvidas e, é óbvio, atribuir-lhes os créditos da atividade. Também sugeriu articular os filmes e o conselho editorial com as diversas coordenações setoriais da ACAOÃ, pois é possível utilizar o cinema como fomento para as discussões das questões da setorial LGBTT, setorial de mulheres, setorial de juventude e de outros grupos de trabalhos existentes naquela comunidade de terreiro.
Arthur também coloocou a equipe do Projeto Azuelar e o acervo do Cincelube Nangetu à disposição de iniciativas cineclubistas em terreiros, e discutiu a possibilidade de formar parcerias com outros cineclubes, dizendo que a atuação em rede tende a criar referências multiplas para a equipe do cineclube e enriquece a proposta. Ao fim, Arthur Leandro disse que fortalecer a rede de cineclubes em terreiros está nas diretrizes do CNC e da PARACINE,  e que acredita que um outro passo importante para o Cineclube das ACAOÃ é também passar a tomar parte nas mobilizações e ações dessas entidades cineclubistas.









segunda-feira, 20 de junho de 2011

1° de julho – em parceria com a APJCC, o Cineclube Nangetu apresenta: “O país de são Saruê”, de Vladimir Carvalho. 1970.

Cena de "O país de São Saruê"

O País de São Saruê
Direção de Vladimir Carvalho
Cineclube Nanegetu em parceria com a APJCC.
1° de julho, 19h.
Tv, Pirajá, 1194/ Marco.
Informações: 91-32267599


O País de São Saruê é um documentário sobre a vida de lavradores, garimpeiros e outros moradores do nordeste brasileiro, filmado em preto-e-branco e realizado no fim da década de 1960. É possível que a primeira reação do espectador frente a essa descrição seja: “Não, muito obrigado, prefiro ver um filme mais interessante”. Infelizmente, esse preconceito do próprio brasileiro contra filmes de seu país existe, ainda mais com filmes antigos. Sendo documentário, então, nem se fala.
Vladimir Carvalho
Mas eu sugiro que você dê uma chance a este trabalho de Vladimir Carvalho (irmão de Walter Carvalho, hoje o principal diretor de fotografia do nosso cinema), pois acabará descobrindo uma obra-prima que quase foi perdida com o tempo. Restaurado entre 2003 e 2004 a partir da única matriz ainda existente (um internegativo de 35mm feito a partir do negativo original de 16mm), o filme está agora disponível em DVD para que novas gerações o conheçam.

Na verdade, O País de São Saruê é mais que um documentário. É um verdadeiro ensaio audiovisual sobre a vida sertaneja na região paraibana do Rio do Peixe, situada no “polígono da seca”. Carvalho começa o filme com uma narrativa poética, mostrando a labuta dos moradores e a interação deles com a dura paisagem que os cerca. As imagens são acompanhadas pela narração de um poema de Jomar Moraes Souto, que, para escrevê-lo, se inspirou nas próprias imagens captadas por Carvalho e sua equipe ao longo dos quatro anos de produção. Num segundo momento, o diretor entra na denúncia contra a exploração dos trabalhadores pelos donos de terra (motivo que levou a censura a proibir o filme em 1971 – só foi lançado oficialmente em 1979, quando acabou premiado pelo júri do Festival de Brasília). A voz daquele povo toma as rédeas e conduz o filme a partir daí, em entrevistas com personagens como o ex-lavrador que conseguiu se tornar um bem-sucedido empresário, o voluntário da paz americano dividido entre duas situações políticas conturbadas (a do nordeste brasileiro e a de seu país, em guerra no Vietnã) e o senhor idoso que lamenta a decadência do garimpo na região.

Mesmo com a imagem ainda riscada e com sujeiras, o filme mantém sua beleza estética graças à bela composição dos quadros, aliada à ágil montagem e à praticamente incessante trilha sonora, que varia de cantigas sertanejas aos hits da Jovem Guarda “Quero que Vá Tudo Para o Inferno”, de Roberto Carlos, e “Era um Garoto”, na voz de Brancato Júnior.

Em O País de São Saruê (o título faz uma irônica referência a um cordel que fala de uma “terra prometida”), Carvalho não retrata seus personagens como vítimas, mas como homens e mulheres corajosos que vivem nas mais precárias condições e enfrentam as dificuldades que lhes são impostas. É um filme-denúncia, um tratado, um registro histórico, que valoriza o esforço daqueles que eram (e ainda são) prejudicados pela miséria. (Renato Silveira)

Cena de "O país de São Saruê"

Cena de "O país de São Saruê"

Cena de "O país de São Saruê"

A sessão do dia 1° de julho acontece em Parceria com a APJCC - Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema e contará com Miguel Haoni na condução da roda de conversa.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, PARACINE, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.