sexta-feira, 13 de maio de 2011

20 de maio - Cineclube apresenta: "Os matadores" e "Sinistro"



Os matadores. Direção: Beto Brant,1997. 90 min.
Sinopse: Dois matadores são contratados para assassinar um homem na fronteira do Brasil com o Paraguai e, enquanto esperam a vítima num bar, conversam sobre a história do pistoleiro mais destemido da região.


Sinistro. Direção: René Sampaio, 2001. 19 min
Sinopse: Sinistro. (do lat. Sinistru). Adj. 1 Esquerdo. 2 Que é de mau agouro; fúnebre, funesto: “Eis a estrada poeirenta e sinistra da morte!” (Marcelo Gama, Via Sacra. P. 136.). 3 De má índole; mau. 4 Que infunde receio; ameaçador, temível – S.m. 5. Desastre, ruína. 6 Grande prejuízo material; dano. 7 Ocorrência de prejuízo ou dano (incêndio, acidente, naufrágio, etc.) de algum bem sobre o qual se fez seguro. E eis que um homem entra num táxi e vai ao encontro de um cliente. Porém, um terrível acidente muda o rumo da história e cria uma teia de coincidências entre todos os personagens.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

domingo, 8 de maio de 2011

Oficina de capacitação profissional em Radiodramaturgia - “A História de Nzinga Mbandi Ngola”.


Numa parceria entre o Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu, com o Projeto Comunicação para cidadania e imaginário social/ Idade Mídia, e com o apoio da rede[aparelho]-:, realizaremos a Oficina de capacitação profissional em Radiodramaturgia - “A História de Nzinga Mbandi Ngola”.
São 15 vagas, sendo 10 delas reservadas para a população de terreiros, e as inscrições são gratuitas. A oficina ocorrerá aos sábados (04/11/18 e25), no período vespertino, durante o mês de junho de 2011.

META

Realizar a produção de uma audioficção: produção eletroacústica sob o gênero radioteatro, alusiva a história da rainha Nzinga Mbandi Trabalhando a apropriação do imaginário social. Num período de 4 semanas – divididos em quatro encontros semanais de 3 horas cada.

OBJETIVO GERAL

 Realizar a produção eletroacústica - radioteatro, alusiva a história da rainha Nzinga Mbandi.

 Favorecer a criação e o fortalecimento de ecossistemas comunicativos abertos, dialógicos e criativos.


OBJETIVO ESPECÍFICO

 Oferecer aos participantes da oficina habilidades em rádio dramaturgia e formação histórico social afro-brasileira, pautadas na construção dos valores da cidadania e da garantia de direitos.

 Trabalhar a partir do conceito de gestão comunicativa, na qual percebemos que a comunicação precisa ser planejada, administrada e avaliada, coletivamente.

 Provocar o desenvolvimento da percepção auditiva, estimulando a criatividade, a imaginação e a memória;

 Resgatar, valorizar e compreender elementos da nossa herança cultural, situando-os no espaço social e histórico, mediante atividades e materiais que expressem esta cultura.

 Levar ao público o resultado do projeto, preservando-se a sobrevivência de crenças, saberes e tradições e suas representações coletivas; para recriarmos a história; constituída como uma nova forma de representação alegórica e figurativa da realidade, reforçando ou desconstruindo os elementos que os constituem na apropriação do imaginário social.

APRESENTAÇÃO


"Somente os diferentes; conscientes de sua diferença e de sua exclusão representam a verdadeira e digna humanidade. De modo que a condição primeira de todo individuo consciente deveria ser o anti-conformismo social. (Hannah Arendt in “A Condição Humana”).

A histórica distorção sobre a função social do rádio no Brasil e, principalmente, o atual império das reproduções eletrônicas de imagens na mídia, nos dá uma falsa impressão, justamente, por se tratar de um “veículo cego”, de que o rádio haveria alcançado uma situação limite, estando assim em vias de torna-se uma mídia ultrapassada e obsoleta. No entanto, a todo instante observamos o desenvolvimento de “novas áreas da produção artística onde experiências inovadoras no trato de novas ficções, novos ritmos, novos temas e um novo tratamento do tempo radiofônico têm apontado para outro modo de se pensar e se fazer rádio” (Bauab, 1990). Certamente, ainda há quem busque recuperar modernamente a tradição do folhetim, como também se têm criado produções radiofônicas surpreendentes na atualização do veículo para o desenvolvimento de outras linguagens como a literatura, o teatro e a música, proclamando o nascimento de uma linguagem singular, uma manifestação de natureza sonora, com intenções dramatúrgicas.
Isto tem sido a força propulsora na produção de recentes propostas eletroacústicas que buscam explorar o potencial do gênero, que entre nós, brasileiros, atende pela precária designação de radioteatro1 (quando intimamente associado à idéia de rádio-novela). Tais experiências têm reafirmado uma tendência à valorização da essência acústico-musical da radiofonia e os resultados de combinações entre fonemas, palavras, vozes, falas, música, cantos, ruídos, natureza, efeitos, sussurros, silêncios, tornaram-se “parte funcional” de uma linguagem híbrida que pode e deve ser estruturada em sons de acordo com cada finalidade dramatúrgica, em particular.
A ficção no rádio (audioficção - quase um sinônimo de radiodramaturgia) é entre todos os formatos radiofônicos o que mais oferece recursos para o desenvolvimento de habilidades comunicativas da expressão e da criatividade. Oferecendo possibilidades de fusão entre gêneros e técnicas, remixagens, colagens, justaposições e outras modalidades, que descortinam à peça radiofônica uma variedade de possibilidades no campo da arte cênica. Noutra frente: operações de técnicas específicas, a linguagem radiofônica, o áudio das linguagens híbridas e outros componentes sonoros são reproduzidos, modificados e organizados de acordo com determinadas intenções; agregando sensações, representações sensoriais, correlações conceituais e impressões pessoais, acionadas por intermédio de determinados sinais acústicos2. Característica elementar que nos faz pensar na produção radiofônica (rádio-linguagem) como um recurso privilegiado, que através da apropriação dos meios torna-se um registro da identidade histórica e cultural e, ao mesmo tempo, uma construção do discurso simbólico de identidade3 dos próprios sujeitos sociais.
Múltiplos projetos de educomunicação estão disseminados, no Brasil. Entre os diversos objetivos dessa intensa atividade, uma constante é a contribuição para construção dos valores da cidadania e da garantia de direitos. Pois é, justamente, a partir do conceito de cidadania que se insere o debate sobre a função social do rádio. Pressupondo-se que cidadania não é algo que se ganha, mas que se constrói a partir de sensibilização, conscientização, mobilização de indivíduos transformados em sujeitos históricos cientes de sua própria condição e perpassa pelo respeito à diversidade de opiniões.
Apresentamos, assim, a necessidade de utilizarmos a realização desta produção radiofônica como alicerce da criação de um ecossistema comunicativo aberto, dialógico e criativo, com intenções dramatúrgicas. Propomos a realização de uma oficina interativa de radioteatro, para que reforce a construção de um modelo de comunicação democrática e co-participativa e possa valorizar elementos de uma herança cultural, situando-a no espaço social e histórico.
Ao término desta “Oficina Experimental de Radioteatro”, pretendemos apresentar e tornar público o resultado final de nossas atividades: A produção de uma “peça radiofônica”, que reconte a história de Nzinga Mbandi Ngola, constituída como uma nova forma de representação alegórica e figurativa da realidade, apropriando-se de seu imaginário social.


“A História de Nzinga Mbandi Ngola”


A Rainha Nzinga Mbandi Ngola (1582-1663) é o maior símbolo de resistência africana à colonização européia. Seu registro em nossa história é o de uma mulher destemida, combatente, exímia estrategista militar e uma astuciosa diplomata. É cultuada como a heroína angolana das primeiras resistências pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola; e tem despertado um crescente interesse dos historiadores e antropólogos para a compreensão daquele momento histórico que caracterizou a destreza política e de armas desta rainha africana na resistência à ocupação dos portugueses ao território angolano e ao conseqüente tráfico de escravos africanos.
A resistência de Nzinga à ocupação colonial e ao tráfico de escravos no seu reino por cerca de quarenta anos, usando de várias táticas e estratégias que vão desde a conversão ao cristianismo até as práticas jagas (como canibalismo), é fonte para a criação de um imaginário que se impôs como símbolo de luta contra a opressão. Memória de Ginga, memória de Zumbi.
Do grupo étnico Mbundu, era filha do rei dos mbundus no território Ndongo, hoje em Angola, e Matamba, Ngola Kiluanji, foi contemporânea de Zumbi dos Palmares (1655-1695), o grande herói afro-brasileiro, ambos pareceram compartilhar de um tempo e de um espaço comum de resistência: o quilombo.
A rainha quilombola de Matamba e Angola tornou-se mítica e foi uma das mulheres e heroínas africanas cuja memória desafiou tempo, dando origem a um imaginário cultural que invadiu o folclore brasileiro com o nome de Ginga, despertou o interesse dos iluministas como no romance Zingha, reine d’Angleterre. Histoire africaine (1769), do escritor francês de Toulouse, Jean-Louis Castilhon, inspirado nos seus feitos, e foi citada no livro L'Histoire de l'Afrique, da publicação Histoire Universelle (1765-1766). Ainda hoje é reverenciada como exemplo de heroína angolana pelos modernos movimentos nacionalistas de Angola. Sua vida tem despertado um crescente interesse dos historiadores, antropólogos e outros estudiosos do período do tráfico de escravos. Sua resistência à ocupação dos portugueses do território angolano e o conseqüente tráfico de escravos, tem sido motivo de intensos estudos para a compreensão de seu momento histórico, caracterizado por sua habilidade política e espírito de liderança desta rainha africana na defesa de sua nação. Também é conhecida como Jinga, Zhinga, Rainha Dona Ana e Rainha Zinga.

Ao realizarmos as peças e radioteatro com a memória da Rainha Nzinga - Rainha Ginga -, mantemnos acesa a presença da resistência negra no imaginário amazônico.

Texto extraído do projeto de oficina - Angelo Madson/ Idade Mídia
Cartaz - Idade Mídia

sábado, 7 de maio de 2011

Insituto Nangetu apoia as oficinas cineclubistas da PARACINE




PARACINE leva workshops ao IAP
Workshops temáticos audiovisuais no IAP. De 16 a 20 de maio de 2011. Realização PARACINE. Inscrições até 15 de maio. Por email (paracineclubes@gmail.com) ou telefone (81454888 – Darcel Andrade).

“Linguagem cinematográfica clássica: as 4 fases da imagem narrativa”; “Roteiro de Ficção: linguagem e viabilidade fílmica”; “História do Cinema”; “Videoteatro”; e: “Ficção documental ou documentário ficcional?”. Estas são os workshops temáticos audiovisuais que acontecerão, entre os dias 16 e 20 de maio de 2011, no auditório do Instituto de Artes do Pará, IAP.
A iniciativa é da Federação Paraense de Cineclubes (PARACINE) em parceria com o Instituto de Artes do Pará (IAP), grupo de pesquisa cultura e memórias amazônicas da Universidade do Estado do Pará – CUMA/UEPA - linha de pesquisa “Audiovisual: arte e expressão cinematográfica”; Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC), Cineclube Amazonas Douro, Uni-Escola Cinema e Instituto de Tradição Afro-Reliosa Mãe Nangetu.
A PARACINE busca recursos para a sua formalização enquanto instituição, e visa agregar valores com o resultado das oficinas, com inscrições simbólicas no valor de R$ 20,00 [vinte reais] para estudantes e R$ 30,00 [quarenta reais] para profissionais. Os interessados deverão fazer a sua pré-inscrição por email (paracineclubes@gmail.com) ou pelo telefone 8145 4888 (Darcel Andrade).
A meta é oportunizar professores, estudantes e comunidades a interagirem com os saberes audiovisuais nos diversos mini-cursos oferecidos, identificando e valorizando os saberes culturais pertinentes ao imaginário da cultura paraense e amazônica, seus sentidos e identidades.
Ministrados por professores e cineducadores da PARACINE, os workshops são dirigidos a professores, estudantes, profissionais do audiovisual e de áreas afins, e a comunidades em geral. Com uma carga horária global de 24 horas, os workshops, que fazem parte da programação de aniversário em homenagem a Giovanni Gallo [27.04.1927– 07.03.2003] e da campanha “Legalização da PARACINE”, trazem para a cena cultural paraense a inserção e iniciação de profissionais e estudantes na produção audiovisual, além de buscar o registro de memórias dos bens culturais materiais e não-materiais da Amazônia Legal.
Cada ministrante tem a sua metodologia, que serão apresentadas em cada projeto de curso, especificamente, com aulas expositivas e/ou práticas de campo. Os participantes receberão certificados emitidos pela Universidade do Estado do Pará – CUMA/UEPA e Federação Paraense de Cineclubes – PARACINE.

Os professores e os e os seus respectivos mini-cursos:
Dia 16, das 14 às 18hs - Ateliê: Ficção documental ou documentário ficcional?: Prof. Cineducador / especialista em Semiótica Francisco Weyl;
Dia 17, das 8H às 12H e das 14 às 18H - Roteiro de Ficção: linguagem e viabilidade fílmica: Prof. Mestre Darcel Andrade;
Dia 18, das 8H às 12H e das 14 às 18H – História do Cinema:Prof. Cineducador Miguel Haoni;
Dia 19, das 8H às 12H e das 14 às 18H – Linguagem cinematográfica clássica: as 4 fases da imagem narrativa: Prof. Cineducador Matheus Moura;
Dia 20, das 8H às 12H e das 14 às 18H – Videoteatro: Prof. Cineducadora Isabela do Lago

SERVIÇO: Workshops temáticos audiovisuais no IAP. De 16 a 20 de maio de 2011. Realização PARACINE. Inscrições até 15 de maio. Por email (paracineclubes@gmail.com) ou telefone (81454888 – Darcel Andrade).

Cineclube: Orson Welles no Brasil de Vargas em filmes de Rogério Sganzerla








Os presentes foram comentando suas impressões sobre o filme durante a exibição.

domingo, 1 de maio de 2011

13 de maio - sessão no Cineclube: que abolição é essa?!




ABOLIÇÃO – ( 150 min.) – Direção e roteiro Zózimo Bulbul. BRASIL, 1988.
Um documentário financiado pelo Ministério da Cultura (FUNARTE). Documentário que discute a história do negro no Brasil, antes e depois da Lei Áurea. Embasado por uma ampla pesquisa histórica, o filme registra depoimentos de personalidades ligadas à questão negra – algumas contraditórias e polêmicas. Esta produção de 1988 coincide com os 100 anos, após a assinatura da Lei Áurea, e que, até hoje, não garantiu a abolição da escravatura.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

Cineclube, sessão: Orson Welles no Brasil! - data: 6 de maio de 2011.









Tudo é Brasil. Direção Rogério Sganzerla. Documentário, Brasil 1997. Duração: 82 min.
Este filme é com uma História da História. Sganzerla realiza um trabalho de Pesquisa histórica, iconográfica e musical, é o Segundo filme da trilogia idealizada por Sganzerla sobre a visita de Welles ao Brasil. As cenas foram rodadas em pontos históricos, conta com imagens exclusivas de lugares como a Praça Onze, o Cassino da Urca, o baile de gala no Teatro Municipal - Cinelândia e na ABI, todos no Rio de Janeiro. São imagens da arquitetura carioca, no período do Estado Novo, que reconstrói a nossa história, principalmente a história musical, com a origem do samba e sua relação com o Jazz.


Linguagem de Orson Welles. Direção Rogério Sganzerla. Documentário, Brasil, 1991. 15 minutos.
Ensaio histórico sobre a vinda de Orson Welles ao Rio em 1942, conjugado a uma descrição sumária do carnaval carioca e do acidente de jangada na Barra da Tijuca onde pereceu o jangadeiro Jacaré em 19 de maio de 1942.

Orson Welles em Fortaleza/CE.



Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

sábado, 30 de abril de 2011

Histórias do cangaço no Cineclube Nangetu.

Violência, força feminina, luta armada e ensino de história brasileira estiveram em pauta na roda de conversa sobre os filmes "A musa do cangaço" e Corisco e Dadá". O debate foi enriquecido com a participação do professor e pesquisador João Simões, da pesquisadora Selma Brito e de intelectuiais como Luíz Makambira.



CINECLUBE NANGETU
Por João Simões.

Na última sexta-feira, dia 29, estive na Travessa Pirajá para assistir um filme muito interessante. A sessão estava prevista para iniciar às 19 horas, momento que várias pessoas da vizinhança, começaram a chegar.
Um público bastante diversificado, como se espera encontrar para um evento de exibição cinematográfica, como este. Homens e mulheres de várias faixas etárias, e diversos níveis de escolaridade. O Tema muito interessante, pois conta parte de nossa História que anda bem guardada, ou quem sabe escondida, como uma ação pouco importante, talvez folclórica.
O Cangaço no entanto nos lembra os inúmeros momentos de alguns brasileiros que optaram pela desobediência civil, e ataque ao Estado de Direito, pessoas cansadas de serem exploradas por um poder econômico injusto, e violento; que inclusive na pessoa dos coronéis desrespeitava as Leis e a pretensa Ordem do Estado Brasileiro.
O filme apresentava cenas que foram gravadas há muitas décadas atrás dos grupos de cangaceiros e seus principais líderes, como Corisco e Dada, e Lampião e Maria Bonita. Além disso, uma entrevista com a própria Dada, idosa, lembrando seus tempos de convivência no cangaço e suas lutas armadas no sertão do Nordeste. E por último apresentou-se um filme tratando da vida de Corisco e Dada, uma história romanceada.
Sentia-se ao final do filme um clima de NOSSA QUANTA VIOLÊNCIA!!!!! Tanto o povo do cangaço, quanto os policiais da época são apresentados nas posturas mais violentas que se possa esperar, quem sabe não lembre um pouco de Tropa de Elite, quando a falta de obediência às leis, e a postura de “bandido” une policiais e marginais. O Estado de direito em algumas ocasiões não chega nas posturas e mentalidades, daqueles que representam o Estado, ou entre aqueles que o desobedecem. Na verdade todos estão numa atitude prática de desobediência civil.
O Debate foi organizado por Arthur Leandro, e encabeçado por Mãe Nangetu, que oferece o espaço sagrado do seu Terreiro, para apresentação destes filmes todas as sextas-feiras. Por isso Cineclube Nangetu.
Mãe Nangetu começa sua fala afirmando que desconhece a história do Cangaço, esperando que alguém da platéia pudesse lhe ajudar, mas praticamente todos conheciam apenas rudimentos dessa parte da história do Brasil, inclusive, eu, Arthur, e Selma Brito professores universitários. Que surpresa saber-se ignorante de fatos tão relevantes para a história brasileira.
De qualquer maneira a pizza e o refrigerante servidos durante o nosso debate serviu, para adoçar um pouco aquele momento de ignorância, e perplexidade diante de tanta violência na história e no dia a dia de todos nós brasileiros.
Ficamos todos curiosos para sair dali, e logo correr para a leitura que nos iluminasse nosso momento de ignorância. Fiquei muito feliz com isso, pois um projeto pedagógico como este deve primar por despertar nas pessoas desejo de estudar mais e mais. Afinal toda forma de conhecimento pode ser uma maneira de nos tornar mais humanos, mais integrados a todo nosso presente pelo nosso passado.
Aquele espaço sagrado também me pareceu bastante oportuno por sua vocação a Educação, e pela sua proposta de um ensinamento de valores religiosos como a paz, o enfrentamento das injustiças, a igualdade, e o amor que deveria nos fazer todos iguais. PARABÉNS POR ESTE PROJETO!!!!!!














quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cineclube - 29 de abril, Corisco & Dadá e A Musa do Cangaço


Corisco e Dadá: Direção de Rosemberg Cariry103 min. 1996
O capitão Corisco, cangaceiro famoso por sua crueldade, valentia e beleza, também chamado de Diabo Louro, rapta menina Dadá, aos 12 anos. Após estuprá-la, faz dela sua mulher e, também, integrante do bando do cangaço. Enquanto isso, Zé Rufino, o chefe da polícia volante, promete a si próprio tornar-se imortal, transformando-se no matador de Corisco, cuja cabeça fora colocada a prêmio pelo governo.

A Musa do Cangaço,de José Humberto. 15 min, 1982.
Em cenas documentais, entremeadas também com material de arquivo, Dadá, já bem idosa, relata os fatos de sua vida nos acampamentos de lampião, do medo à pacificação, das alegrias às tensões da guerra desigual que, depois de 20 anos, dizimaria a revolta camponesa dos cangaceiros. O documentário se propõe revelar o papel da mulher e sua participação efetiva nesse fenômeno de luta armada no Nordeste brasileiro.

Cineclube Nangetu, coordenação: Kota Mazakalanje.
Tv. Pirajá, 1194 – Marco da légua, Belém/PA. 91- 32267599.
Início de cada sessão- 19h. Ao final haverá roda de conversa com a comunidade do Mansu Nangetu.
O Cineclube Nangetu é premiado no Edital Cine Pará Mais Cultura, e conta com a parceria do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Pará, Secretaria de Estado da Cultura, rede [aparelho]-: e Idade Mídia.
O Instituto Nangetu é Ponto de Mídia Livre/ 2009.

sábado, 23 de abril de 2011

23/4/2011 - Kizomba muzenza ria Kafunjê










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Mam´etu Nangetu uá N´Zaambi convida você e sua família para participar da Cerimônia Afro Religiosa denominada “Kizoomba Nguecè Kamuxi Muvu Kota Katulukuese riá N´Zaambi uá Mansu Nangetu iá Kutunda ni Muzenza riá Kafunjê” (Comemoração de obrigação de 1 ano de feitura de Kota Katulukuese (Andréia Monteiro) e apresentação do novo Muzenza do Mansu Nangetu, filho de Kafunjê (Carlos Monteiro).

Dia: 23 de abril de 2010 (Sábado)
Hora: 18h
Local: Terreiro Mansu Nangetu Mansubando Kekê Neta
(Travessa Pirajá, 1194, Bairro do Marco - Belém-PA)
Agradecemos sua presença!

"N´zaambi, Bakulu etu ye za ´Nkisi kakala yeto!
Deus, nossos Ancestrais e os ´Nkisi estão conosco"

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sexta, 22 de abril, não haverá sessão no cineclube Nangetu.

O Conselho Editorial do Cineclube Nangetu informa que em virtude dos feriados e da agenda de rituais do Mansu Nangetu, nesta sexta, 22 de abril, não haverá sessão ne cineclube.
Agradecemos a compreensão e informamos que na próxima sexta, dia 29 do abril, voltaremos a exibir filmes semanais gratuitamente.

domingo, 17 de abril de 2011

A magia de jinsaba - reflorestamento: germinação de sementes e plantio de mudas de andiroba.

Como parte do projeto "Magia de jinsaba - sem folhas não tem ritual", no mês de abril de 2011 foram plantadas três mudas de andiroba, espécie nativa e produtora de óleo medicinal. As mudas foram plantadas em uma clareira que foi aberta depois da queda de uma árvore, e nesse momento pode-se verificar que as sementes que anteriormente haviam sido jogadas nessa área já estão germinado.
O Projeto "Magia de jinsaba - sem folhas não tem ritual" é uma parceria do Instituto Nangetu com a Irmandade dos Rosário, e acontece na área de residência da Irmandade em Ananindeua.
Fotos de Arthur Leandro/ Táta kinamboji - Projeto Azuelar/ Instituto Nangetu - Prêmio de Mídia Livre 2009.