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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Sessão solene na ALEPA para entrega da Comenda "Mãe Doca" de Mérito Afro-religioso.

Oito lideranças de Comunidades Tradicionais de Terreiros e a persquisadora Anaísa Vergolino estiveram nesta segunda-feira, 23 de abril,  no Plenário do Palácio da Cabanagem - sede da Assembléia Legislativa do Estado do Pará - para receber a "Comenda Mãe Doca de Mérito Afro-religioso", como reconhecimento do Poder Legislativo do Estado do Pará pelo esforços em promover, proteger e difundir a cultura afro-religiosa brasileira.
Quem indica os comendadores são as bancadas dos partidos representados na Assembléia, e este ano de 2012 foram homenageados Mametu Kaia Onilegi (Kátia Hadad) pelo PSOL; Pai Fernando de Ogum (Fernando Antônio Santos Rodrigues) pelo PSDB; Huntó Ivonildo dos Santos (Nego Banjo) pelo PMDB; Mãe Maria Emília Miranda dos Santos pelo DEM; Mãe Vanda de Ogum Rompe Mata (Vanda Lúcia dos Santos Soares) pelo PSB; Táta Kinamboji (Arthur Leandro) pelo PT; Mametu Muagile (Mãe Beth de Bamburucema – Elizabeth Leite Pantoja) pelo PSC; Pai Bené (Benedito Saraiva Monteiro) pelo PV; e a pesquisadora e professora da UFPA Anaíza Vergolino pelo PDT.

Pai Bené, 93 anos, referência em Tambor de Mina no Pará.
O baiano 'Nego Banjo' é o Huntó Ivonildo dos Santos, recebe homenagem pela sua contribuição para a musicalidade afro-religiosa na Amazônia.
Táta Kinamboji (Arthur Leandro), coordenador do Projeto Azuelar, recebeu a comenda das mãos do dep. Carlos Bordalo (representando toda a bancada do PT) pela sua militância cultural e pelas ações em mídia livre para os Povos Tradicionais de Terreiros.
Mametu Kátia Hadad, recebeu a homenagem pelas mãos do dep. Edmilson Rodrigues, do PSOL.
Mametu Muagile, mestra da culinária afro-amazônica, recebeu as homenagens da bancada do PSC.
A professora e pesquisadora Anaísa Vergoliono recebeu a comenda por indicação do PDT, como reconhecimetno da importância de sua militância afro-religiosa no campo do conhecimento universitário.
 A cerimônia contou com o pronunciamento do dep. Edmilson Rodrigues (PSOL), que, prepresentando os deputados estaduais, falou da importância das diversidades socio-culturais brasileiras e da importância do poder legisltivo homenagear as lideranças que trabalham em prol da preservação dessa diversidade e da promoção da cidadania das minorias da população. Mametu Nangetu representou os povos de terreiros, e em sua fala pediu mais respeito com a religiosidade afro-amazônica e principalmente com os pais e mães de santo mais idosos. Ela ainda fez uma avaliação do processo de negociação com as bancadas de partidos para a indicação dos homenageados e lamentou que apenas 9 das 16 bancadas houvessem homenageado lideranças de terreiros, quanto à essa questão ela sentenciou: "Político não deveria ter religião, pois eles não pedem voto apenas de uma religião, então deveriam respeitar e homenagear a trodas as religiões".
Mametu Nangetu falou em nome dos Povos Tradicionais de Terreiros.
A sessão solene terminou com cânticos e danças em louvor e agradecimentos às divindades afro-amazônicas, manifestação das culturas tradicionais de terreiros que foram comandadas pelo Pai Bené e pelo Huntó Ivonildo dos Santos.


O Huntó Ivonildo dos Santos, fez a celebração de agradecimento e puxou os cânticos aos Jinkisi.

E a sessão se encerrou com os cânticos de Tambor de mina entoados pelo Pai Bené.








Fotos de Isabela do Lago e Arthur Leandro (especialmente para o Projeto Azuelar)
Texto: Táta Kinamboji.



sábado, 21 de abril de 2012

Convite - Comenda Mãe Doca será entregue na segunda-feira dia 23 de abril às 10h na ALEPA.

A homenagem é uma celebração à memória da luta de de dona Rosa Viveiros, também conhecida como Nochê Navanakoly e como Mãe Doca, ela era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo e seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. É Dona Rosa Viveiros, que em 1891 - apenas três anos após a abolição da escravatura - enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades e preservava a religiosidade afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter seu Templo Afro-religioso aberto. Seu terreiro se manteve aberto até meados da década de 1960, e Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que o dia 18 de março se tornou o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.

A comenda foi institutída em 2009 pelo Poder Legislativo do Estado do Pará por iniciativa a e projeto da deputada Bernadete Ten Caten (PT), e é concedida como reconhecimento da ALEPA às pessoas que trabalham na divulgação, manutenção e preservação das manifestações das religiões de matrizes africanas, mas somente em 2011 foi realizada a primeira sessão solene e entrega da comenda.

Neste ano de 2012 os homenageados são: Mametu Kaia Onilegi (Kátia Hadad) pelo PSOL; Pai Fernando Antônio Santos Rodrigues pelo PSDB; Huntó Ivonildo dos Santos (Nego Banjo) pelo PMDB; Mãe Maria Emília Miranda dos Santos pelo DEM; Mãe Vanda de Ogum Rompe Mata (Vanda Lúcia dos Santos Soares) pelo PSB; Táta Kinamboji (Arthur Leandro) pelo PT; Mametu Muagile (Mãe Beth de Bamburucema – Elizabeth Leite Pantoja) pelo PSC; Pai Bené (Benedito Saraiva Monteiro) pelo PV; e a pesquisadora Anaíza Vergolino-Henri pelo PDT.

A sessão solene de entrrega da Comenda Mãe Doca acontece nesta segunda-feira, 23 de abril, as 10h no Palácio da Cabanagem, rua do Aveiro, 130 - Cidade Velha, Belém/PA.